Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Prefeitura investiga tentáculos do Banco Master nos cemitérios de SP

    Prefeitura investiga tentáculos do Banco Master nos cemitérios de SP

    Reprodução/Banco Master
    BANCO MASTER

    A Prefeitura de São Paulo apura possíveis tentáculos do Banco Master, pivô de escândalo bilionário, em empresas concessionárias dos cemitérios de São Paulo.

    A SP Regula (agência que fiscaliza concessões na capital) cobrou das concessionárias Maya e Cortel, por meio de ofício do dia 10, informações sobre acionistas e controle da empresa. Até o ano passado, Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, era conselheiro de administração da Cortel.

    A gestão também abriu apuração preliminar para verificar se a Cortel realizou uma fusão informal com outra concessionária, a Maya, empresa que fez empréstimo milionário com o Master –ambas negam a fusão. O caso é acompanhado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

    O documento obtido pela reportagem dá prazo de cinco dias para que a Cortel apresente dados de sua estrutura societária, bem como da Maya. No caso da Cortel, o ofício ainda questiona se Zettel “compõe, direta ou indiretamente, o quadro de acionistas da Concessionária, da Controladora e/ou das empresas societárias”.

    Empréstimo

    Matrícula da Junta Comercial de São Paulo aponta a destituição de Zettel datada de 3 de dezembro do ano passado –a concessionária afirma que ele saiu em junho. Atualmente, o principal acionista da empresa é um fundo de investimentos, o Mérito Cemitérios.

    O questionamento da administração às concessionárias ocorreu com base em uma nota da coluna Dinheiro & Negócios, do Metrópoles, que apontou que o banco BRB teria assumido ativos do Master, entre eles estaria a Maya –a empresa diz que tem empréstimo com o banco. Documento obtido pela reportagem mostra que a concessionária fez uma operação de crédito de R$ 77,9 milhões, em 2022, com o objetivo de pagar outorgas à prefeitura.

    A gestão Ricardo Nunes (MDB) afirmou ao Metrópoles que as relações com instituições bancárias ou fundos por si só não configuram irregularidade, mas que “a capacidade econômico-financeira das concessionárias é objeto de acompanhamento permanente pela administração”.

    A administração acrescentou que alterações societárias exigem anuência prévia. “Eventuais indícios de integração operacional ou alterações societárias, a SP-Regula instaurou apuração preliminar, requisitou documentos e reforçou o monitoramento da prestação dos serviços”. “Qualquer modificação de controle ou estrutura relevante exige prévia anuência do Poder Concedente”, diz a nota.

    Paralelamente, as duas concessionárias acumularam mais de cem autuações cada em 2025 –as irregularidades vão de cobranças abusivas a problemas no tratamento de ossadas, conforme documentos da prefeitura.

    O que dizem as concessionárias

    A Cortel São Paulo afirmou que “Fabiano Zettel foi conselheiro da companhia entre 2022 e meados de 2025, nunca foi sócio e não mantém atualmente qualquer vínculo com a empresa”. Além disso, diz que o fundo Mérito Cemitérios não possui ligação com Zettel ou com o grupo Master.

    Diz que vem cumprindo “todas as exigências do edital de concessão, sendo a concessionária que mais tem feito investimentos nos cemitérios da capital”, e destaca que todos os ofícios e esclarecimentos estão sendo tratados junto à SP Regula, conforme previsto em contrato.

    O Grupo Maya, por sua vez, também nega a fusão e afirma que atua de forma independente, mantendo acionistas inalterados desde o início da concessão.

    “No campo financeiro, a empresa possui contratos regulares de empréstimo com diferentes instituições financeiras, em condições usuais de mercado, todos rigorosamente adimplentes. Não procede a afirmação de que qualquer instituição financeira exerça controle ou participação societária na concessionária. Operações de crédito com garantia não implicam ingerência na gestão, tampouco transferência de controle”, afirma a empresa em nota.

    Sobre as irregularidades constatadas, a empresa diz que atua sob fiscalização permanente e conta com verificador independente. “No 4º trimestre de 2025, a concessionária obteve nota 0,967 — nível máximo previsto contratualmente — após a verificação de 144 indicadores de desempenho, refletindo evolução consistente e alto padrão operacional”.

    O que diz a SP Regula

    A SP Regula também afirmou ao Metrópoles que os autos contra as concessionárias “decorrem da fiscalização contínua e regular dos contratos”. “Os números mencionados agregam infrações de naturezas e graus distintos, muitas ainda em fase de instrução, sempre com garantia de contraditório e ampla defesa”, diz a gestão.

    Segundo a administração, medidas mais graves contra as concessionárias só serão tomadas no caso de “comprovação de descumprimento grave e reiterado que comprometa a prestação do serviço, nos termos da legislação aplicável”.

  • Corrupção: Polícia Civil monitora agentes com tornozeleira pela 1ª vez

    Corrupção: Polícia Civil monitora agentes com tornozeleira pela 1ª vez

    Reprodução
    retrato colorido do homem branco de cabelos curtos sem barba, a esquerda, e de mulher branca, de cabelos loiros e longos abaixo dos ombros - Metrópoles

    Pela primeira vez na história da Polícia Civil de São Paulo, dois agentes investigados passarão a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. A medida inédita foi confirmada pela Corregedoria e atinge a investigadora Tania Aparecida Nastri, 54 anos, e Carlos Huerta, 53 (imagem em destaque).

    Ambos foram afastados das funções após suspeitas de ligação com o crime organizado e policiais presos no caso Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) assassinado em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo.

    O tornozelamento, segundo fontes ligadas ao caso, não integra a rotina administrativa da instituição.

    “É a primeira vez, é inédito. Primeira vez em São Paulo, posso afirmar com certeza absoluta”, afirmou um policial, ao tratar da providência como uma nova ferramenta de controle interno.

    O equipamento será colocado nos dois policiais civis afastados até segunda-feira (16/02), nas dependências da Corregedoria, quando os investigadores precisarão assinar uma ata com termos e condições. Internamente, o órgão fiscalizador trata o episódio como divisor de águas.

    Operação da Polícia Federal

    A decisão ocorre no contexto das investigações que apuram a atuação de policiais civis suspeitos de envolvimento com o crime organizado. Como já mostrado pelo Metópoles, a investigadora Tania Nastri foi afastada após seu nome aparecer em mensagens extraídas de celulares apreendidos na Operação Face Off, da Polícia Federal (PF), deflagrada em maio do ano passado.

    Os aparelhos pertenciam a investigados ligados ao PCC no caso Gritzbach. O material analisado traz supostas menções à investigadora em conversas mantidas por alvos da operação da PF, que compartilhou o material com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Civil.

    Em consequência disso, celulares e notebooks pertencentes a ela e a Carlos Huerta foram apreendidos pelo órgão fiscalizador e pela Promotoria na quinta-feira (12/02). “Os equipamentos já foram mandados para extração para a gente conseguir ter acesso a todas as mensagens, aos arquivos, às fotos”, relatou um membro da Corregedoria à reportagem.

    A partir desse material, o órgão fiscalizador da Polícia Civil decidiu pelo afastamento cautelar, pela imposição de monitoramento eletrônico, restrição de contato e proibição de entrada em prédios da polícia. Huerta e Tania também tiveram que entregar seus distintivos e armas.

    A defesa de ambos não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

  • Carnaval: rival da Mancha, Gaviões vai exibir floresta sem usar verde

    Carnaval: rival da Mancha, Gaviões vai exibir floresta sem usar verde

    William Cardoso/ Metrópoles
    Com tema que traz a floresta amazônica em destaque, a Gaviões da Fiel enfrentou um desafio para não usar o verde, cor de sua grande rival - Metrópoles

    Um dos desafios enfrentados pela escola de samba Gaviões da Fiel para o Carnaval de 2026 foi retratar a floresta amazônica sem usar a cor verde. A agremiação não utiliza a cor por ser a marca registrada da grande rival, a Mancha Verde.

    Os carnavalescos Júlio Poloni e Rayner Pereira decidiram trabalhar com uma paleta que remete ao sonho, a uma “visão”. A Comissão de Frente da escola promete levar o público a um estado de transe onde as cores não são necessariamente as que vemos no mundo real. Ao Metrópoles, Pereira explicou que a ideia de evitar a cor surgiu desde o momento em que a temática indígena foi escolhida.

    “A nossa floresta está num templo do sonho. Por isso, ela vem na cor que ela já vai ser representada com alguns elementos de iluminação que ajudam a favorecer e a mostrar a floresta do jeito que a gente precisa mostrar dentro do enredo. Nosso desfile é um grande sonho”, disse.

    Para este ano, a Gaviões quer mostrar o papel estratégico dos povos indígenas para a proteção da floresta. O enredo Vozes Ancestrais Para Um Novo Amanhã promete transformar o Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, em um espaço de celebração, mas também de reflexão sobre o futuro do Brasil – e do planeta.

    Buscador de blocos: use ferramenta do Metrópoles para escolher seu bloco por data, nome ou bairro.

    Pereira explicou que o não uso da cor verde é uma característica da escola. “Acho difícil usar algum dia porque o povo é muito apaixonado, então isso é uma característica. Não é uma escolha nossa, não é a gente que decide a cor que vai usar. A escola não usa e não é só isso, não é só o verde. A escola não usa nada que possa vir a refletir o verde. Então, a gente tem todo esse cuidado com todo esse material, tanto em acetato, quanto em pedraria, quanto em qualquer tipo de material que vá ser usado”, contou.

    Para “fugir” do verde, Poloni e Pereira se inspiraram no livro A Queda do Céu: Palavra de um Xamã Yanomami, organizado por Bruce Albert a partir de falas do xamã yanomami Davi Kopenawa.

    A Comissão de Frente da Gaviões defende que a mensagem principal é de que não “há transformação ecológica possível sem uma transformação profunda da forma como vemos – e tratamos — a floresta e seus povos – independentemente das cores.”

    Procurada, a Mancha Verde não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

  • Pedro Turra torturou amiga com choque nos seios: "Implorava pra parar"

    Pedro Turra torturou amiga com choque nos seios: "Implorava pra parar"

    Jovem diz ter sido submetida a descargas elétricas por cerca de 10 minutos dentro de carro enquanto o ex-piloto ficava rindo

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    Jonas vence prova de resistência no desempate e é o 5º Líder do BBB 26

    Jonas venceu a Prova de Resistência no desempate e é o quinto Líder do BBB 26 (Globo). O que aconteceu Jonas venceu a quinta Prova do Líder da edição, que foi de resistência. Após 23 horas de dinâmica, Jonas, Jordana e Gabriela seguiam na dinâmica. Às 22h15, Tadeu Schmidt anunciou aos participantes como funcionaria o […]

  • Vasco e Volta Redonda se enfrentam pelas quartas neste sábado (14/2)

    Vasco e Volta Redonda se enfrentam pelas quartas neste sábado (14/2)

    Vasco e Volta Redonda se enfrentam neste sábado (14/2) pelas quartas de final do Cariocão. A partida acontece às 21h30, em São Januário

  • Senado nunca avançou com pedidos de impeachment de ministros do STF

    Senado nunca avançou com pedidos de impeachment de ministros do STF

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Fachada STF na Praça dos Três Poderes Brasília DF Metrópoles

    Apesar da escalada no número de pedidos protocolados no Senado, nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) jamais perdeu o cargo por meio de impeachment no Brasil. O mecanismo está previsto em lei desde 1950, mas nunca resultou na destituição de um integrante da Corte.

    Na atual legislatura, o volume de requerimentos cresceu de forma expressiva, com dezenas de petições apresentadas, boa parte delas nos últimos meses. Ainda assim, nenhuma avançou até a fase final de julgamento no plenário do Senado.

    Pela legislação, qualquer cidadão pode protocolar denúncia por crime de responsabilidade contra ministros do STF. Entre as infrações, estão o de proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa, e exercer atividade político-partidária.

    A análise de um pedido de impeachment começa pelo presidente do Senado, que decide se dá andamento ou não. Caso avance, a denúncia passa por parecer técnico da Advocacia da Casa, pela Comissão Diretora e, depois, por uma comissão especial.

    Essa comissão tem até 10 dias para opinar sobre a admissibilidade da acusação. O ministro denunciado também dispõe de prazo para apresentar defesa. Se a maioria simples do plenário autorizar a abertura do processo, o magistrado é afastado até o julgamento definitivo.

    Na etapa final, os senadores votam nominalmente se houve ou não crime de responsabilidade. A condenação exige o apoio de dois terços da Casa. Mesmo com o rito detalhado e as sucessivas pressões políticas, essa fase jamais foi alcançada.


    Sem avanço no Senado


    Líder de pedidos de impeachment

    O ministro Alexandre de Moraes concentra o maior número de representações na atual composição do STF – 29 pedidos de impeachment, ao todo. Outros integrantes da Corte também são alvos frequentes de petições apresentadas por parlamentares e cidadãos.

    A discussão sobre impeachment de ministros ganhou força durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e continuou sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sendo utilizada com frequência como instrumento de pressão política.

    No caso do ministro Dias Toffoli, parte dos pedidos recentes está relacionada à atuação dele na relatoria de investigações envolvendo o Banco Master. O magistrado deixou o caso após a Polícia Federal (PF) apontar menções ao seu nome no celular do empresário Daniel Vorcaro, o que ampliou a pressão política sobre ele.

    Mesmo com o aumento das representações e episódios de tensão entre Congresso e Supremo, o Senado não levou adiante nenhuma das iniciativas até a fase de condenação.

  • Lauana Prado e Minhoqueens: os blocos de Carnaval deste sábado (14/2)

    Lauana Prado e Minhoqueens: os blocos de Carnaval deste sábado (14/2)

    Artistas como Lauana Prado, ritmos variados e bloquinhos menores desfilam nas ruas de São Paulo neste sábado (14/2). Confira os principais

  • DF: Carnaval terá revista para proteger foliões; veja itens proibidos

    DF: Carnaval terá revista para proteger foliões; veja itens proibidos

    Nathallie Lopes/Metrópoles
    comando-movel-pmdf

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) vai instalar linhas de revista em pontos estratégicos durante o Carnaval 2026, com o objetivo de impedir a entrada de objetos proibidos em áreas de grande concentração de foliões.

    Segundo o major Raphael Broocke, porta-voz da corporação, a ação busca evitar que itens que possam ser usados como armas cheguem aos eventos carnavalescos.

    “Nós teremos diversas linhas de revista para evitar que objetos que já foram definidos como proibidos ingressem nesses eventos, porque podem ser utilizados como armas”, afirmou.

    Segundo o major, as equipes estarão posicionadas principalmente nas principais estações de metrô, como a Central e a Galeria, além de atuarem em grandes blocos e eventos.

    Os itens proibidos são todos aqueles que podem apresentar risco aos foliões, causar explosões ou ser usados como armas.

    Itens proibidos no Carnaval do DF

  • Homem sofre ferimento no pescoço durante discussão com namorada

    Homem sofre ferimento no pescoço durante discussão com namorada

    José Omar da Silva Rocha, de 41 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Baixada da Sobral, em Rio Branco, após ser ferido no pescoço durante uma discussão com a namorada, na tarde desta sexta-feira (13), em um estabelecimento comercial localizado no km 82 da BR-364, no município de Sena Madureira, interior […]