Humor
Autor: jonysdavid2017@gmail.com
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Professora denuncia superlotação em escola: "Impossível alfabetizar"
Fotos Hugo Barreto/Metrópoles
Uma professora da Escola Classe Arniqueira, no Distrito Federal, denunciou a superlotação nas turmas de 1º ano da unidade, que atende crianças de cinco e seis anos em fase de alfabetização. Segundo a docente, que preferiu não se identificar, a escola é a única da região e conta com apenas duas turmas de 1º ano, o que gera alta demanda todos os anos.
Em 2026, uma das salas, planejada para receber 28 estudantes, começará o ano letivo com 35 matriculados.
De acordo com a professora, o número excedente compromete o espaço físico e a dinâmica das atividades. “Fica lotada de meninos, de mesa, de cadeira e de mochila, sem condição nenhuma de trabalho”, relatou.
A direção da escola teria solicitado à Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) a construção de duas salas emergenciais modulares, prevendo o aumento da procura. O pedido, no entanto, foi indeferido sob alegação de falta de recursos.
“Também não é o ideal, porque o que é ideal é eles construírem a escola. É uma região grande e eles ficam fazendo os puxadinhos, aumentando a sobrecarga na direção e na escola, mas seria emergencial pela situação que a gente está vivendo hoje”, disse.
Ainda segundo a professora, neste início de ano houve pedidos de remanejamento para a unidade. Ao todo, 65 solicitações teriam sido feitas para o 1º ano, mas apenas sete foram aceitas.
Ela afirma que, em anos anteriores, a escola não costumava receber alunos de remanejamento para o 1º ano.
“Eu fiquei muito indignada, porque sempre a corda estoura para o professor. A qualidade de ensino da criança também se perde. É uma série de políticas públicas que vai virando descaso na educação, falta de recurso e acaba explodindo lá na minha sala de aula”, afirmou.
Com 21 anos de atuação na rede pública, a docente diz nunca ter vivenciado situação semelhante.
“É uma falta de respeito com o professor. E aí eu não tenho voz, eu não tenho saúde. Porque é uma situação que a gente não precisava passar. Eu não era para estar gastando minha energia agora procurando e fazendo uma denúncia”, declarou.
A professora também questiona como será possível cumprir metas do programa de alfabetização na idade certa com turmas superlotadas.
“Como eu vou alfabetizar 35 crianças na idade certa, no momento certo – que seria esse – se eu sou só uma, eu não tenho direito a monitora, eu não tenho direito a nada. Só a receber as crianças e empilhar elas dentro de uma sala de aula”, desabafou.
O que diz a SEEDF
Em nota ao Metrópoles a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que o planejamento das turmas começou em outubro de 2025, com base na demanda observada à época, podendo passar por ajustes.
A pasta destacou que o número final de matrículas por turma só é consolidado após o 31º dia letivo, considerando transferências, desistências e reorganizações administrativas que costumam ocorrer no primeiro mês de aulas.
Sobre os pedidos de remanejamento, a secretaria esclareceu que as solicitações não garantem vaga automática, pois é preciso priorizar a “continuidade das crianças que já estão na instituição educacional, reduções de turma para atendimento da educação inclusiva e possíveis reprovações”.
Assim, são contempladas apenas as crianças dentro das vagas disponíveis.
A SEEDF informou ainda que o Centro Educacional (CED) Arniqueira está em construção, com previsão de entrega ainda este ano. “A nova unidade deverá ampliar a oferta de vagas na região e contribuir para equilibrar a demanda”, diz a nota.
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Loja de móveis planejados embolsa dinheiro de dezenas de clientes e fecha as portas
Reprodução/Google Maps
A filial de Taguatinga da empresa de móveis planejados Corazi (foto em destaque) acumula ao menos 64 processos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
Em oito ações analisadas pelo Metrópoles, consumidores pedem rescisão contratual, restituição de valores e indenizações por danos materiais e morais. Somados, os processos consultados totalizam R$ 494.531,33 em valores atribuídos às causas.
As denúncias envolvem, principalmente, a unidade de Taguatinga, que teria fechado as portas, segundo relatos de clientes.
Duas consumidoras ouvidas pelo Metrópoles afirmam ter pago valores altos por móveis planejados que não foram entregues ou ficaram incompletos, com prejuízo financeiro e dificuldades para obter resposta da empresa.
Somados, somente esses dois casos representam um prejuízo de ao menos R$ 93,790, valor já pago pelas consumidoras. Considerando o valor total dos contratos assinados, o montante chega a R$ 115.120.
Casos incluem pedidos de restituição e indenização
Os processos consultados envolvem consumidores que relatam descumprimento contratual, principalmente por pagamento sem entrega dos móveis, atrasos prolongados ou entrega incompleta.
As ações analisadas incluem pedidos de rescisão contratual com devolução integral dos valores pagos, além de solicitações de indenização por danos materiais e morais.
Além da empresa vinculada ao CNPJ de Taguatinga, alguns processos citam também outras pessoas jurídicas ligadas à operação, como a CRZ Representações Ltda e a FJR Planejados. Em uma das ações, o banco Santander aparece no polo passivo, por envolver financiamento associado ao contrato.
Entre os relatos descritos nos processos consultados estão casos de móveis nunca entregues, mesmo após pagamento integral ou entrada elevada; justificativas recorrentes atribuídas a supostos atrasos de fábrica; dificuldades de contato com representantes; e situações em que consumidores afirmam que a empresa teria encerrado as atividades sem solucionar pendências.
Há ainda ações relacionadas a prestação de serviço defeituosa, com alegações de montagem inadequada, medições incorretas e falhas estruturais nos móveis instalados, levando clientes a pedirem reexecução do serviço ou reparação judicial.
O advogado ouvido pelo Metrópoles afirmou que, embora nem todos os 64 processos possam ser classificados como golpe, a maioria tem origem em problemas semelhantes, envolvendo consumidores que alegam prejuízo financeiro e frustração por não receberem o que foi contratado.
“Todo mês eu choro”
A empresária Bruna Oliveira, uma das vítimas, contou ao Metrópoles que contratou móveis planejados no final de setembro de 2024, após ver um anúncio no Facebook. Segundo ela, o atendimento ocorreu na unidade da empresa em Taguatinga, na região da QNJ. O contrato incluía móveis para quatro quartos e varanda.
“Eu já tinha buscado algumas referências deles e nunca tinha achado nada contra. Então resolvi fechar”, relatou.
Bruna afirma que o contrato ficou em torno de R$ 42 mil, parcelado em 24 prestações de R$ 1.750. “Como o financiamento eu fiz com o banco, eu paguei 100% à vista para eles [loja], coisa que eu não deveria ter feito”.
Segundo a cliente, a empresa prometeu entregar o material em novembro e concluir a montagem até o fim de dezembro de 2024. No entanto, os prazos não foram cumpridos. “Deu novembro, deu dezembro e nada”, disse.
Ela relata que as peças só foram entregues entre 20 e 25 de janeiro de 2025 e que a montagem começou apenas após o Carnaval, no início de março. “Fiquei com um monte de madeira jogada no meio da minha casa, quase um mês”, afirmou.
Segundo ela, o serviço foi concluído com falhas e pendências em vários cômodos.
“Montaram várias peças erradas e ficaram faltando várias peças da varanda. Meu marido teve que apertar os parafusos”, relatou.
Ainda de acordo com Bruna, faltaram prateleiras e acabamentos em diferentes quartos, além de instalação equivocada de painel em um dos ambientes.
A cliente afirma que tentou resolver o problema por meses, mas passou a receber justificativas relacionadas a supostos problemas na fábrica, localizada no Sul do país. “Eles diziam que era um problema na fábrica, no Paraná”, disse.
Após um tempo, o contato que tinha do dono parou de atender e a loja fechou as portas, contou.
Sem resposta definitiva, ela entrou na Justiça para tentar suspender pelo menos o pagamento do financiamento ao banco. “Todo dia 16 eu choro muito, porque tenho que pagar a prestação do financiamento de uma coisa que eu não recebi”, afirmou.
“Não tive meu sonho realizado”, contou.
“Nem uma única gaveta”
Outra consumidora, a bancária Fabíola Nunes, também afirma ter sido lesada após contratar a Corazi por meio de anúncios no Instagram.
Segundo ela, a família buscava orçamento para móveis planejados do apartamento e optou pela unidade de Taguatinga, onde, inicialmente, foi bem atendida para orçamento e contratação.
O contrato foi fechado em março de 2025, envolvendo móveis para dois quartos, sala, cozinha e lavanderia. Fabíola afirma ter pago R$ 51.670, valor correspondente a 75% do contrato — percentual exigido como entrada mínima pela empresa. O restante, até totalizar R$ 73 mil, seria quitado na entrega dos móveis.
A cliente relata que aprovou o projeto em abril e que, no início de junho, começou a cobrar informações sobre a fabricação dos móveis, supostamente produzidos no Sul e enviados prontos para instalação. Foi quando descobriu que o vendedor/projetista responsável já não trabalhava mais na empresa.
De acordo com Fabíola, o atendimento passou a ser feito por uma funcionária chamada Francione, que prometia retorno após “contato com a fábrica”, mas demorava a responder.
“As justificativas eram sempre vagas: atrasos, problemas na produção, promessas de que a entrega ia extrapolar um pouco”, disse.
A consumidora afirma que três datas de entrega foram marcadas e nenhuma foi cumprida. “Não recebemos absolutamente nada, nem mesmo uma única gaveta”, declarou.
Fabíola conta que registrou reclamação no Reclame Aqui em agosto de 2025 e que, ao perceber o aumento de queixas, decidiu ir presencialmente à loja e protocolar uma notificação extrajudicial buscando solução. Segundo ela, a empresa se comprometeu a retornar, mas nunca apresentou proposta ou entregou qualquer móvel.
Atualmente, a cliente afirma que entrou com processo judicial buscando ressarcimento.
“Além do dano financeiro expressivo, a situação gerou impacto significativo na saúde de toda a família. Tivemos que nos mudar sem nenhum dos móveis contratados e, até hoje, não conseguimos mobiliar nosso próprio apartamento”, relatou.
Unidades seguem divulgadas nas redes sociais
Apesar das denúncias envolverem principalmente a unidade de Taguatinga, as clientes relatam que a loja da região fechou as portas.
Ainda assim, a marca mantém presença nas redes sociais e segue divulgando unidades em Águas Claras e na Asa Norte, com perfis ativos no Instagram, além de unidades fora do DF.
Conforme consulta a registros públicos do Ministério da Fazenda, as unidades da Corazi têm CNPJs diferentes e os registros empresariais indicam também sócios-administradores distintos para cada estabelecimento, o que pode dificultar a responsabilização direta em alguns casos, dependendo da configuração jurídica e contratual adotada.
Reclamações em site de defesa ao consumidor
Além das ações judiciais, a empresa acumula reclamações na plataforma Reclame Aqui, onde consumidores relatam atrasos, descumprimento de contrato, falta de entrega e dificuldades para obter retorno após pagamento.
Dos consumidores que avaliaram a experiência, 0% afirmaram que voltariam a fazer negócio com a empresa, e a Corazi resolveu apenas cerca de 28,6% das reclamações recebidas, apesar de ter respondido 93,3% dos casos postados. O tempo médio de resposta é de pouco mais de três dias.
Nas respostas registradas na plataforma, a empresa costuma lamentar a situação relatada pelos consumidores e afirmar que busca encaminhar os casos às unidades franqueadas, alegando que cada loja tem responsabilidade própria e que a franqueadora procura apoio quando possível.
Em algumas respostas, a Corazi reforça que não compactua com irregularidades, que pretende acompanhar os casos e que está à disposição para tentar solucionar questões individualmente.
Contudo, muitas dessas respostas são percebidas por consumidores como genéricas ou insuficientes para resolver efetivamente o problema, conforme réplicas registradas na plataforma.
Outro lado
O Metrópoles entrou em contato com o sócio-administrador da Corazi de Taguatinga e ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
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Choques, fome e ameaças: casal torturou crianças durante 6 anos
Arte/Metrópoles
Condenados a mais de seis anos de prisão em regime fechado, os dois agrediam as vítimas física e psicologicamente, além de privá-las de alimentação, ameaçá-las de morte e submetê-las a choques elétricos.
Áudios obtidos pela coluna — que não serão divulgados em respeito às vítimas e aos familiares — revelam que as três crianças viviam sob um cenário de completo terror. Os crimes ocorreram entre outubro de 2015 e julho de 2021.
A gravidade do caso é ainda maior porque uma das vítimas é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) grau 3 de suporte, é não verbal e incapaz de se defender.
Os castigos
À coluna, uma fonte próxima à família, que preferiu não se identificar por medo de represálias, relatou que a criança com TEA era violentamente agredida durante o período de desfralde, ao evacuar fora do local considerado adequado.
Segundo o relato, a criança tinha o rosto esfregado nas próprias fezes, era trancada em um quarto e permanecia suja. Em crises, acabava ingerindo os próprios dejetos na tentativa de se limpar, já que entrava em desespero quando não estava limpa.
Ao tentar proteger o irmão mais novo, limpá-lo ou impedir as agressões, os outros dois irmãos também eram espancados, castigados e torturados, chegando a sofrer estrangulamentos e ameaças constantes de morte.
Áudios e vídeos anexados à denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) reforçam que as crianças viviam uma rotina de extrema crueldade.
De acordo com as provas, Marcelo agia com requintes de crueldade e planejava as agressões de forma a não deixar marcas visíveis em períodos próximos às visitas da mãe biológica — quando eram permitidas. Com frequência, ele impedia ou dificultava o contato, escondendo as crianças em locais desconhecidos pela mãe, inclusive na casa dos pais da companheira.
Período de sofrimento
O cenário de violência extrema teve início após a mãe biológica ser internada em decorrência de um grave acidente automobilístico. Segundo as investigações, Marcelo se recusou a devolver as crianças após a alta hospitalar.
Nas redes sociais, a madrasta teria passado a se apresentar publicamente como “mãe exemplar de uma criança autista”, publicando imagens que simulavam uma família feliz.
As apurações apontam que as crianças eram obrigadas a chamá-la de “mãe”, sob grave ameaça. Também eram punidas quando demonstravam sofrimento emocional ou defendiam a mãe biológica.
Foragida
Apesar de Marcelo ter sido preso no dia 4 de fevereiro para cumprir pena de sete anos e cinco meses de prisão, Aline permanece foragida.
Informações indicam que ela pode estar escondida em Paraguaçu (MG), Campinas ou Votorantim (SP), cidades onde possui familiares.
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Fictor deve R$ 3 milhões para bordel e ex-preso por tráfico de drogas
Ramiro Brites/Metrópoles
Um bordel na zona leste de São Paulo e um homem que cumpriu pena por tráfico de drogas em Campinas, no interior paulista, fazem parte da extensa lista de credores da Fictor. A holding financeira entrou com pedido de recuperação judicial no início de fevereiro, após virar alvo de investigação da Polícia Federal (PF) por suspeita de fraude na tentativa de compra do Banco Master.
Com dívida total de R$ 4,2 bilhões, a lista de credores da Fictor contém mais de 13 mil pessoas físicas e jurídicas. A maior parte da relação é composta por sócios participantes, que investiram em um modelo de Sociedade em Conta de Participação (SCP).
O grupo vendia cotas da empresa na SCP, uma modalidade comum no mercado imobiliário para contratos particulares, mas de acordo com denúncias que tramitam na Justiça, foi vendida pela Fictor no varejo para captação de recursos, como se fosse um investimento.
Tanto a casa noturna quanto o homem detido por venda de drogas incluídos na relação de credores investiram na Fictor por meio de SCPs. Na lista de credores, eles aparecem, respectivamente, com R$ 1 milhão e R$ 2,5 milhões a receber do grupo.
Algumas empresas listadas negam que sejam credores da Fictor. Esse é o caso da American Express, que encabeçou a lista apresentada pela holding financeira à Justiça, com crédito de R$ 891,3 milhões.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que a empresa apresente uma nova lista de credores. O prazo expira nesta sexta-feira (13/2).
Bordel na lista de credores
Um tradicional bordel da zona leste de São Paulo está entre os credores da Fictor. A empresa deve R$ 1 milhão para o Caster Club, casa de shows aberta desde os anos 1980.
O Caster Club fica na avenida João XXIII, reduto de prostituição nos arredores do cemitério da Vila Formosa. O estabelecimento tem estacionamento, palcos para shows, bar, restaurante e um hotel anexo. Há uma taxa de entrada consumível, e o valor dos programas é combinado diretamente com as prostitutas.
A reportagem esteve no bordel na noite de quarta-feira (11/2) e confirmou que se tratava do local que estava na lista de credores da Fictor. No entanto, os funcionários não souberam informar sobre o investimento na holding e pediram para entrar em contato por telefone no dia seguinte. O Metrópoles tentou retomar o contato, mas não houve resposta. O espaço segue aberto.
Fictor deve a ex-preso por tráfico
Outro credor listado pela Fictor já foi preso por tráfico de drogas. A Fictor deve R$ 2,4 milhões na pessoa física e R$ 100 mil para uma microempresa individual (MEI) de Roger Machado, registrada em seu endereço, na periferia de Campinas.

Casa na periferia de Campinas de credor com R$ 2,5 milhões a receber da Fictor Ele foi preso em flagrante em 2006, vendendo cocaína no Terminal Central de Campinas. O ex-presidiário foi pego junto a outras sete pessoas com porções da droga. Ao todo, foram apreendidos 102 flaconetes do entorpecente. Ao Metrópoles, Machado, que foi denunciado por portar quatro pinos de cocaína e R$ 30, disse que foi vítima de uma armação.
O credor da Fictor ainda foi detido por dirigir embriagado e em outra oportunidade por furar um bloqueio policial em Indaiatuba, no interior paulista, quando era considerado foragido porque não compareceu à Comarca enquanto cumpria regime aberto.
O investimento de R$ 2,5 milhões, afirma Machado, é fruto de sua atividade empresarial. Ele disse que trabalha como comerciante, tem restaurante e imóveis que aluga.
Economista vendeu cota da Fictor
O economista Dieslyn Santos foi quem vendeu a cota da Fictor a Machado. Morador de Campinas, Santos disse que comparecia de duas a quatro vezes ao mês na sede da Fictor, em São Paulo, onde trabalhava. A holding deve R$ 24 mil ao vendedor.
Santos disse que preenchia os dados cadastrais dos clientes, mas não precisava investigar antecedentes criminais. O economista também afirmou que trabalhou dois anos para a Fictor “sem nenhuma intercorrência”.
“Para nós era tudo legal. Tinha as bases operacionais, soja, milho, silo da Fictor, máquinas da Fictor”, afirmou. Ele acrescentou que participava de eventos para prospectar clientes e, ao que se lembra, conheceu Machado em um “churrasco de amigos”.
O Metrópoles procurou a Fictor por meio dos advogados da holding, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.
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Carnaval: escolas de SP abrem desfile com crítica a machismo e racismo. Vídeo
William Cardoso/Metrópoles
A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo levará nesta sexta-feira (13/2) ao Sambódromo do Anhembi desfiles marcados por crítica social, “flechadas” contra o machismo e luta contra o racismo. As apresentações começam às 23h e terminam ao amanhecer na zona norte.
A abertura dos desfiles também trará um tira-teima entre campeã e vice de 2025. Vencedora, a Rosas de Ouro será a quinta escola a entrar no sambódromo, tendo que tirar forças para superar a punição de 0,5 ponto aplicada nesta semana por não entregar as pastas destinadas aos jurados dentro do prazo estipulado pela Liga-SP. A segunda colocada no ano passado foi a Acadêmicos do Tatuapé, que será a quarta a desfilar, já na madrugada de sexta para sábado.
As três primeiras escolas a se apresentar têm enredos com protagonismo feminino. A estreante Mocidade Unidade da Mooca fala sobre o Geledés, da escritora Sueli Carneiro, a Colorado do Brás apresentará as bruxas e a Dragões da Real terá como tema as guerreiras icamiabas. Já ao amanhecer, a Barroca Zona Sul também traz mais sagrado feminino, com Oxum.
A Tatuapé e a Vai-Vai teceram seus enredos com crítica social. A primeira mostra a luta por terra e a segunda retrata São Bernardo do Campo como berço, entre outros, de movimentos grevistas.
Mocidade Unida da Mooca
Em sua estreia na elite do Carnaval paulistano, a Mocidade Unida da Mooca apresentará uma homenagem ao Geledés, o Instituto da Mulher Negra, fundado pela filósofa e escritora Sueli Carneiro. A escola promete fazer tremer a “Casa Grande” com um desfile marcado pela força do poder feminino e a fundamental luta contra o racismo ao longo das últimas décadas.
Horário do desfile: 23h
Cores oficiais: vermelho, branco e verde
Presidente: Rafael Falanga
Carnavalesco: Renan Ribeiro
Rainha de bateria: Valeska Reis
Enredo: “Gèlèdés – Agbara Obinrin”Colorado do Brás
A Colorado do Brás vai soltar as bruxas pelo Sambódromo do Anhembi na primeira noite de desfiles. A escola promete colorir de vermelho a avenida e fazer “ferver o caldeirão”, retratando as mulheres que, ao longo de milênios, foram estigmatizadas por causa de sua sabedoria ancestral. O samba-enredo é um grito de luta contra a opressão e promete cair no gosto popular ao transformar bruxa em rainha.
Horário do desfile: 0h05
Cores oficiais: vermelho e branco
Presidente: Antônio Carlos Borges (Ka)
Carnavalesco: David Eslavick
Rainha de bateria: Talita Guasteli
Enredo: “A Bruxa está solta – Senhoras do Saber renascem na Colorado”Dragões da Real
A escola da torcida do São Paulo é mais uma que levará ao Anhembi a força feminina em sua grandeza, destacando a luta das bravas guerreiras icamiabas. Elas foram lendárias mulheres que viviam na Amazônia, combatiam os invasores e formavam uma sociedade matriarcal, sem a presença masculina. Também há espaço no enredo para magia do muiraquitã, um amuleto indígena de proteção, produzido pelas icamiabas.
Horário do desfile: 1h10
Cores oficiais: vermelho, preto e branco
Presidente: Renato Remondini Rodrigues (Tomate)
Carnavalesco: Jorge Freitas
Rainha de bateria: Karine Grum
Enredo: “Guerreiras Icamiabas – Uma lendária história de força e resistência”Acadêmicos do Tatuapé
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) será representado no Carnaval pela Acadêmicos do Tatuapé, vice-campeã em 2025. O enredo critica a ganância por meio da concentração de terra e propõe a reforma agrária como uma forma justa de partilhar recursos e respeitar a natureza. Citando inúmeras lutas, da opressão contra os negros a Canudos, a escola da zona leste promete um desfile de forte crítica social.
Horário do desfile: 2h15
Cores oficiais: azul e branco
Presidente: Erivelto Coelho, Toninho, Edu Sambista e Eduardo Santos
Carnavalesco: Wagner Santos
Rainha de bateria: Muriel Quixaba
Enredo: “Plantar para colher e alimentar”Rosas de Ouro
A Rosas de Ouro defende o título conquistado em 2025 ao elevar a Astrologia à categoria de ciência. O enredo diz que os seres humanos passaram a compreender a linguagem celestial desde os primórdios. Para levantar a taça novamente, entretanto terá de encarar desafio de proporções astronômicas, já que foi punida com a perda de 0,5 ponto por não entregar as 47 pastas com a descrição do desfile dentro do prazo estipulado pela Liga SP.
Horário do desfile: 3h20
Cores oficiais: azul, rosa e branco
Presidente: Angelina Basílio
Carnavalesco: Fábio Ricardo
Rainha de bateria: Ana Beatriz Godói
Enredo: Escrito nas EstrelasVai-Vai
Horário do desfile: 4h35
Cores oficiais: preto e branco
Presidente: Clarício Gonçalves
Carnavalesco: Gerson Anveris, Gleuson Pinheiro, Marcus Tibechrani e Tatiana Gregório
Rainha de bateria: Madu Fraga
Enredo: “A Saga Vencedora de um povo heroico no apogeu da vedete da Pauliceia”Maior campeã do Carnaval de São Paulo, Vai-Vai prestará uma homenagem a São Bernardo do Campo, no ABC, com destaque para a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, instalada na cidade ainda na primeira metade do século 20. O enredo mostrará a luta de trabalhadores contra a exploração, lembrando também que o município foi berço das grandes greves de montadoras no passado.
Barroca Zona Sul
A verde e rosa da zona sul paulistana fechará a primeira noite no sambódromo levando ao amanhecer um enredo em homenagem à Oxum, a orixá que representa beleza e riqueza. A Barroca faz novamente um desfile em homenagem a uma divindade dos cultos afro, depois de, em 2025, evocar Iansã. A escola pretende obter um resultado melhor que no ano passado, quando escapou do rebaixamento ao ficar em 12° lugar.
Horário do desfile: 5h30
Cores oficiais: verde e rosa
Presidente: Ewerton Rodrigo Ramos Sampaio (Cebolinha)
Carnavalesco: Pedro Alexandre Magoo
Rainha de bateria: Juju Salimeni
Enredo: “Oro Mi Maió OXUM” -

Vizinho ameaçou morador em condomínio no DF: "Vamos ver se tu é homem". Veja vídeo
Material cedido ao Metrópoles
O morador que ameaçou “dar tiro” em um vizinho no condomínio Vista do Mirante, em Arniqueira (DF), também chegou a provocar o rival com a frase: “Vamos ver se tu é homem”.
“Vamos para a guerra”
As imagens foram gravadas em abril de 2025 por câmeras de segurança próximas. No primeiro trecho, o suspeito grita, em tom de ameaça: “Vamos embora para a guerra”. Depois, fala em “dar um tiro”.
“Eu só não te dou um tiro porque você tem um bocado de crianças para criar”, diz o suspeito. “Vamos ver se tu é homem”, complementa, momentos depois.
O homem que aparece fazendo as ameaças é Zeimar Rosângelo de Freitas Ribeiro (foto em destaque). Já o vizinho dele, vítima das intimidações, é o empresário Luiz Fernando Rodrigues Ramos, 50 anos. O condomínio em questão é o Vista do Mirante, localizado no conjunto 5 da chácara 19B.
Ao Metrópoles Luiz Fernando conta que o objetivo de Zeimar seria parcelar o terreno e construir lotes para alugar, em uma parceria delituosa com o síndico do condomínio, Oswaldo Menezes Filho.
O terreno em que Luiz Fernando mora é alvo de embate judicial entre ele e o síndico, e, em 16 de dezembro de 2025, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou a reintegração liminar de posse do terreno ao atual morador.
Luiz Fernando alega que ele e a esposa exercem posse legítima sobre a área desde 2010, baseada em cessão de direitos por parte de órgãos distritais e federais. A batalha judicial teria tido início em 2022, durante a pandemia de Covid-19, escalando para os episódios de ameaças a partir de abril de 2025.
O desembargador Fabrício Bezerra, relator do caso na 1ª Turma Cível do TJDFT, considerou que as provas apresentadas por Luiz Fernando são robustas. Ele destacou que a posse anterior, pertencente aos parentes da esposa dele, estava bem documentada, e que as ameaças sofridas foram comprovadas com imagens.
Relatórios e concessões
Luiz Fernando possui a seu favor reconhecimento e autorização por parte da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). O lote do morador está sobre uma nascente que surgiu em 2017, e o órgão mantém como responsáveis pelo ponto Fernando e a esposa.
Além disso, relatório da Secretaria DF Legal apontou desmatamento, cercamento e desvio de água da nascente, supostamente cometidos pelo síndico do condomínio e pelo suspeito que aparece em imagens ameaçando Luiz Fernando.
“Realizamos vistoria ao endereço SHA conjunto 5 chácara 19B, onde observamos o desmatamento de toda área verde contígua aos lotes para a criação de novos lotes totalmente irregulares, em área pública”, pontua a DF Legal no relatório, produzido em julho de 2025.
“Os moradores relataram que seria uma pessoa chamada Oswaldo o responsável pelo desmatamento e que ele é o atual síndico do condomínio residencial Vista do Mirante”, diz o relatório.
Agentes da DF Legal produziram imagens durante visitas, em meados de 2025:
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Carnaval SP: veja ruas interditadas e esquema de transporte no feriado
Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou a lista das ruas que serão interditadas a partir deste sábado de Carnaval (14/2) para o desfile dos blocos em São Paulo. As interdições seguirão até o final da festa popular, na terça-feira (17).
Segundo a companhia, as vias que compõem os trajetos serão bloqueadas, com a implantação dos desvios de tráfego.
Além disso, as linhas e estações da Companhia Metropolitana de Trens Urbanos (CPTM), da ViaMobilidade e do Metrô de São Paulo funcionarão 24 horas a partir da madrugada de sexta-feira (13) para sábado (14) para atender os usuários que curtirão os bloquinhos.
Ruas interditadas neste carnaval
Sábado (14/2)
Domingo (15/2)
Segunda-feira (16/2)
terça-feira (17/2)
A CET ainda não divulgou informações sobre interdições de vias nesta data.
Esquema do transporte público
Ônibus
A SPTrans e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) montaram uma operação especial para o deslocamento dos foliões durante o feriado prolongado. Entre as principais novidades, estão linhas exclusivas para o Sambódromo do Anhembi. No dia 15 de fevereiro, os passageiros poderão usufruir da gratuidade, com o “Domingão Tarifa Zero”.
Nos dias 14, 16 e 17 de fevereiro, a frota de ônibus será correspondente a de um sábado. Serão 6.843 veículos em circulação em 1.128 linhas. Já no dia 15, a frota operacional seguirá o cronograma de domingo, com 4.922 veículos em 1.042 linhas.
Nestes e nos dias 21 e 22, quando haverá desfiles de blocos carnavalescos em todas as regiões da capital paulista, técnicos da SPTrans estarão nas ruas monitorando as linhas e orientando motoristas e passageiros.
O passageiro poderá acompanhar as linhas e trajetos alternativos ao longo de todo o Carnaval neste site criado especialmente para a data.
Trens e Metrô
As linhas da CPTM (10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade) funcionarão 24 horas nos dias oficiais do Carnaval e do Pós-Carnaval. Durante as madrugadas de operação especial, a estação Palmeiras-Barra Funda permanecerá aberta 24 horas para embarque e desembarque. As demais estações de todas as linhas funcionarão na madrugada exclusivamente para desembarque e transferências.
As linhas 8-Diamente e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade, terão estações abertas para entrada até meia noite e desembarques e transferências em funcionamento por 24 horas nos dias 13, 14, 15 e 21 de fevereiro. Nos outros dias, a operação ocorrerá normalmente, das 4h até meia noite.
O Metrô de São Paulo também terá operação especial para o Carnaval. As Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata terão funcionamento ininterrupto, com reforço operacional, ampliação da segurança e oferta de ônibus gratuitos para o Sambódromo do Anhembi.
Na madrugada de sexta-feira (13) para sábado (14), o sistema funcionará em operação 24 horas, com as estações Portuguesa-Tietê, da Linha 1-Azul, e Palmeiras-Barra Funda, da Linha 3-Vermelha, abertas para embarque e desembarque. As demais estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata permanecerão abertas apenas para desembarque e transferência.
Já na madrugada de sábado (14/2) para domingo (15/2), todas as estações do Metrô ficarão abertas para o embarque e desembarque ao longo do período. Na madrugada seguinte, a operação ocorrerá nos mesmos moldes de sexta-feira.
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Compra on-line revelou esquema bilionário envolvendo chineses e PCC
Divulgação/ Polícia Civil
A partir da reclamação de um consumidor por duas compras on-line, a Polícia Civil de São Paulo e a Secretaria da Fazenda (Sefaz) descobriram um esquema bilionário envolvendo imigrantes chineses e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, o esquema, amparado na venda de produtos eletrônicos e afins para todo o Brasil, consiste na fraude de notas fiscais para driblar as cobranças de impostos e o fisco.
Um vídeo feito pela Polícia Civil mostra um dos galpões usados pela quadrilha, localizado na região central de São Paulo. Veja:
A quadrilha, composta por 14 CNPJs e 18 pessoas físicas, movimentou quase R$ 1,1 bilhão de reais em apenas sete meses de monitoramento. A polícia não calculou, até o momento, qual o dano aos cofres públicos
Compra on-line revelou esquema bilionário
O esquema criminoso chegou ao radar da polícia em setembro do ano passado, quando um consumidor procurou a 3ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) para denunciar um estelionato.
Segundo o depoimento do homem à polícia, no mês anterior ele havia comprado na plataforma chinesa de vendas on-line Knup cem carregadores de celular via USB para moto com fixação no guidão. O valor total ficou em R$ 780 e, uma vez escolhida a mercadoria, ele passou a negociar via WhatsApp diretamente com uma vendedora identificada como Daniela.
A mulher informou que o pagamento deveria ser feito via Pix na conta jurídica Vanucchi Comercialização de Produtos Importados e Nacional. Ela disse ainda que “não trabalhava com nota fiscal cheia, apenas com nota fiscal baixa”.
Após o pagamento, ele recebeu uma nota com o valor total de R$ 219,04 (28% do real valor da compra). Com a confirmação do pedido, a mulher orientou o consumidor a comparecer a um galpão localizado na avenida Ariston Azevedo, no Brás, região central de São Paulo. Lá, ele recebeu uma caixa com o pedido e constatou que estava incompleto, faltando quatro carregadores.
Apesar disso, em 1º de setembro, o homem voltou a comprar na Knup. Ele adquiriu 40 balanças digitais pelo valor de R$ 560, novamente negociando com Daniela. Ela indicou a conta da empresa Vanucchi para pagamento, informando mais uma vez que a nota fiscal seria emitida com um valor menor – desta vez, de R$ 324,66 (somente 58% do valor real da compra).
Quando recebeu a nota, o homem verificou que ela não havia sido emitida pela Knup, mas por outra empresa chinesa: a Hao Brasil Comércio de Eletrônicos. Mais uma vez ele foi direcionado ao galpão no Brás para retirar a mercadoria. Novamente, a entrega não foi completa, e faltaram oito unidades no pedido.
Se sentindo enganado e alvo de fraude, o homem procurou o Deic e entrou com uma representação criminal contra as pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema.
Esquema bilionário entre chineses e PCC
Segundo a investigação, o esquema consiste na comercialização de eletrônicos e outros produtos similares por meio de plataformas de e-commerce chinesas para todo o país. Os produtos, inicialmente, têm origem lícita.
A ilicitude do caso está na emissão de notas fiscais frias, com valores abaixo daqueles recebidos pela comercialização. O dinheiro, além de cair em contas de empresas de fachada, sem sede comercial, era pulverizado entre contas de laranjas e terceiros.
A polícia, em parceria com a Sefaz e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), calcula que o esquema movimentou mais de 1 bilhão e 72 milhões de reais em aproximadamente sete meses.
A investigação não sabe apontar ainda há quanto tempo o grupo opera no Brasil, mas sabe-se que a Hao, uma das empresas usadas no esquema, está no país há 20 anos.
Operação mira 3 alvos de prisão
Também não há, até o momento, o número de indivíduos envolvidos na estrutura criminosa. Sabe-se, apenas, que a maior parte tem origem na China.
Uma operação deflagrada pelo Deic, pela Sefaz e pelo MPSP nesta quinta-feira (12/2) buscou cumprir 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em cidades de São Paulo e Santa Catarina. Quatro carros de luxo foram apreendidos: dois Volvos, um Dodge Ram e um BYD.
Entre os presos desta quinta está um dos sócios da Vanucchi, identificado como Sebastião Roberto da Silva e conhecido como Joe. Com uma extensa ficha criminal, ele é apontado pelas autoridades como membro do PCC.
O homem também aparece na investigação como sócio da Megarts Importação e Comércio, outra empresa envolvida no esquema. Para a polícia, Joe é um laranja do esquema. Aos policiais, o suposto faccionado teria informado que recebe R$ 20 mil pela abertura de cada CNPJ em seu nome, e entre R$ 2 mil e R$ 3 mil mensais para manter as empresas.
A segunda pessoa presa é Daniela Aparecida Valdi, que usava o nome verdadeiro para negociar as vendas, emitir as notas fiscais e combinar a retirada dos produtos no galpão no Brás.
Segundo o organograma elaborado pela Polícia Civil, a mulher é a coordenadora da estrutura, e assume posição importante dentro da engrenagem criminosa. Ela foi detida em Assis, no interior de São Paulo.
O terceiro alvo de prisão é o empresário chinês Yifeng Jang, dono da Hao. Conforme apurou o Metrópoles, ele é o líder do esquema e escapou da operação desta quinta-feira porque retornou há um tempo para a China.
A reportagem apurou ainda que Daniela e Jang não possuem antecedentes criminais. Joe, por sua vez, tem passagens por tráfico de drogas, roubo, lesão corporal e é alvo de medida protetiva concedida no âmbito da Lei Maria da Penha.
O que confirma para a polícia que o homem é faccionado é que, sempre que esteve no sistema prisional, Joe ficou detido em unidades ligadas ao PCC. Ele é, até o momento, o único integrante da facção com envolvimento confirmado no esquema.
Mesmo com quatro imóveis de luxo e duas empresas valendo R$ 1,3 milhão em seu nome, o suspeito foi detido, nesta quinta-feira, em uma favela de Perus, na zona norte de São Paulo. Os indícios fortalecem a tese de que o homem é laranja do esquema.
Para a polícia, no entanto, ainda não está claro se o PCC se aproveita da estrutura idealizada pela quadrilha chinesa para a lavagem de capitais, ou se os imigrantes asiáticos que utilizam da facção para movimentar quantias volumosas de dinheiro.
O Metrópoles não localizou a defesa dos citados. O espaço segue aberto para manifestação. O espaço segue aberto para manifestação.
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