Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Terremoto de magnitude 7,6 atinge Ilhas Tonga

    Terremoto de magnitude 7,6 atinge Ilhas Tonga

    USGS/ reprodução
    Terremoto Ilhas de Tonga

    As Ilhas Tonga, na Polinésia no Pacífico Sul, foram atingidas por um terremoto de magnitude 7,6 na escala Richter na madrugada desta terça-feira (24/3). O fenômeno foi registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

    De acordo com o USGS, o terremoto foi registrado a 229.5 km de profundidade. O epicentro foi registrado em Vava’u, que reúne 50 ilhas de Tonga.

    O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC) informou que não se espera um tsunami.

    “Não há ameaça de tsunami porque o terremoto ocorreu muito profundamente na Terra”, disse o PTWC.

  • Sem piscina, Água Mineral segue aberta para trilhas; veja atrações

    Sem piscina, Água Mineral segue aberta para trilhas; veja atrações

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    parque-nacional-de-brasilia-agua-mineral

    O Parque Nacional de Brasília, conhecido como Água Mineral, segue aberto e com atrações para população do Distrito Federal, mesmo com as piscinas Areal e Pedreira interditadas.

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração do parque, listou as principais atrações disponíveis aos visitantes, sendo elas:

    Os demais atrativos não tiveram impacto no funcionamento com a interdição, por tempo indeterminado, das piscinas do parque.

    No entanto, de acordo com o ICMBio, o fechamento delas acabou impactando diretamente na frequência dos visitantes no parque.

    Águas rasas

    As piscinas da Água Mineral, completaram nessa sexta-feira (20/3) um mês interditadas. As obras de recuperação ainda nem foram iniciadas.

    A situação permanece a mesma: buracos no chão, pedras soltas e até infiltrações no piso e nas lateraisO prazo de reabertura das piscinas segue indeterminado.

    Ao Metrópoles, o ICMBio disse que, nesta semana, será aberta a licitação para o início das obras das piscinas.


    Relembre o que aconteceu


    O ICMBio acrescentou que a reforma deve começar ainda no primeiro semestre. No entanto, os prazos tanto do começo quanto do fim dos reparos só serão estimados após a conclusão da licitação.

    Esta será a segunda etapa a ser feita para recuperar os danos ocasionados pelas fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal em fevereiro. A primeira etapa consistiu na avaliação técnica detalhada de todas as intervenções necessárias para a licitação.

  • Por que Flávio Bolsonaro não antecipa o seu “Posto Ipiranga”

    Por que Flávio Bolsonaro não antecipa o seu “Posto Ipiranga”

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) falam com a imprensa após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha

    Diferentemente da estratégia adotada por Jair Bolsonaro em 2018, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), não anunciará o nome de seu eventual ministro da Fazenda com antecedência. O plano difere do adotado durante a campanha que levou Jair Bolsonaro ao Planalto oito anos atrás.

    Flávio avalia que o pai precisou enviar um recado à população e ao mercado financeiro, que nutriam desconfianças sobre os rumos econômicos do país. Dessa forma, apresentou o “Posto Ipiranga”, Paulo Guedes, como uma garantia de “previsibilidade”.

    Para Flávio, esse cenário de incerteza não se repete da mesma forma agora. A avaliação é que não há necessidade de pressa nem de personificar a condução econômica, uma vez que o público já projeta que sua linha de atuação será semelhante à do pai, mantendo um viés liberal.

    Além disso, outro fator contribui para que Flávio evite anunciar o seu indicado à Fazenda. Atualmente, há um grupo de economistas integrando a equipe do pré-candidato e elaborando um plano de governo.

    O raciocínio de Flávio Bolsonaro

    O entendimento do senador é que a escolha precoce de um desses nomes poderia gerar um sentimento de desvalorização nos demais. Ao adiar a definição, Flávio evita divisões internas.

    Diferentes pesquisas de intenção de voto apontam o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro como os pré-candidatos com maior probabilidade de chegar ao segundo turno na corrida à Presidência. Nessa segunda-feira (23/3), o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou que desistiu do projeto presidencial.

  • O que se sabe sobre primos de 4 e 6 anos encontrados mortos em carro

    O que se sabe sobre primos de 4 e 6 anos encontrados mortos em carro

    Redes Sociais/Divulgação.
    Foto colorida dos primos primos Henry Miguel Coelho Santana, de 4 anos, e Pedro Henrique Araújo Santana, de 6, foram encontrados mortos dentro de um carro na Praia Grande, litoral sul de São Paulo.

    O desaparecimento , terminou de forma trágica e passou a ser investigado pela Polícia Civil em Praia Grande, no litoral de São Paulo. As crianças sumiram na tarde de domingo (22/3), enquanto brincavam em frente à casa da família, no bairro Vila Sônia, e foram encontradas mortas horas depois, dentro de um carro abandonado, com sinais de violência.

    Os dois meninos, que eram primos e foram criados juntos pela avó como irmãos, estavam sob os cuidados dela no momento do desaparecimento, já que os pais estavam trabalhando. Por volta das 14h do domingo, a avó entrou rapidamente na residência para beber água e, ao retornar, não encontrou mais as crianças.

    No vídeo obtido pelo Metrópoles, é possível ver as crianças andando, desacompanhadas, por uma rua. Eles brincavam em frente à casa em que moravam, quando a avó paterna entrou para beber água e, no retorno, não encontrou os netos.

     

    A ausência dos meninos mobilizou familiares e vizinhos, que iniciaram buscas pela região ainda durante a tarde. As procuras se estenderam ao longo da noite, até que, por volta de 0h30 de segunda-feira (23/3), os corpos foram localizados.

    Primos foram encontrados com sinas de agressão

    Os corpos dos meninos foram encontrados dentro de um Volkswagen Polo, estacionado em um terreno no bairro Vila Sônia, em Praia Grande. O espaço estava fechado com cadeado e cercado por tapumes, mas havia uma passagem improvisada nos fundos, próxima a uma área com bananeiras, o que pode ter permitido o acesso ao local.

    As crianças foram localizadas por um adolescente que passava pela região. Ao se aproximar do carro, ele percebeu a presença dos meninos dentro do veículo e começou a gritar por ajuda. Os gritos chamaram a atenção de familiares que participavam das buscas nas proximidades, que correram até o local e confirmaram que se tratava de Henry e Pedro.

    Segundo a Polícia Militar, os dois apresentavam sinais de agressão. O veículo foi apreendido e levado para perícia, que também analisa objetos encontrados nas proximidades, como uma enxada localizada perto do carro. Em uma análise inicial, não foram identificados vestígios de sangue no instrumento. Ao mesmo tempo, a polícia busca imagens de câmeras de segurança para entender por onde as crianças passaram após o desaparecimento e tentar identificar quem pode ter envolvimento no crime.


    Entenda o caso


    Ligação com tentativa de feminicídio

    Um dos principais focos da investigação é entender se há relação entre a morte das crianças e uma tentativa de feminicídio registrada dias antes, também em Praia Grande. O caso ocorreu em 17 de março e envolve o tio dos meninos, Wendrews Sant’Ana Vieira dos Santos, de 30 anos, que está foragido.

    De acordo com as apurações, ele teria invadido a casa da ex-companheira com a intenção de agredir a mãe dela. Durante a confusão, no entanto, o homem atingiu a própria ex-mulher. Ela foi ferida com um golpe na cabeça.

    A possível ligação entre os dois casos é investigada porque as vítimas são da mesma família e os crimes aconteceram a uma curta distância entre as casas, cerca de 1,8 quilômetro. A principal linha considerada é a de que o assassinato dos meninos possa ter sido uma vingança ao ataque cometido por Wendrews.

    Essa hipótese ganha força a partir de relatos da própria família das crianças, que aponta parentes da mulher agredida como possíveis responsáveis pelo duplo homicídio. Segundo uma familiar, esses parentes teriam afirmado que “o crime não ficaria impune”, o que levanta a suspeita de retaliação.

    Apesar disso, a Polícia Civil ainda não confirma essa versão e trata a possível conexão com cautela. A motivação do crime segue indefinida, e os investigadores trabalham para reunir provas que esclareçam se, de fato, as mortes estão ligadas ao caso de violência doméstica ou se há outra explicação para o ocorrido.

  • Rede bolsonarista impulsiona campanha ao Senado contra Moraes

    Rede bolsonarista impulsiona campanha ao Senado contra Moraes

    Antonio Augusto/STF
    Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal (STF); rede bolsonarista mira senado para combater STF - Metrópoles

    Senado tem sido uma palavra-chave nas redes sociais bolsonaristas por representar a Casa legislativa que pode derrubar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo pesquisa do Projeto Brief, menções ao termo cresceram 85% em um ano nas redes sociais, ultrapassando 30 milhões de registros.

    As citações impulsionadas são majoritariamente de políticos de direita e de extrema direita, que descrevem o Senado como uma instituição com “rabo preso”, enquanto o STF aparece como o poder que teria avançado sobre as competências do Legislativo.

    Bolsonaristas planejam eleger maioria no Senado para confrontar seus desafetos na Corte, como o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que condenou Jair Bolsonaro (PL) por golpe de Estado.

    Em outubro deste ano, dois nomes serão eleitos ao cargo por São Paulo. No estado, os principais pré-candidatos ao Senado são Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Gil Diniz (PL), Mário Frias (PL), Sonaira Fernandes (PL), Coronel Mello Araújo (PL), Rosana Valle (PL) e Ricardo Salles (Novo).

    O estudo também analisou conteúdos pagos da Biblioteca de Anúncios da Meta (Facebook e Instagram) entre 1° e 31 de janeiro deste ano, rastreando os termos “Senado”, “Senador”, “Senadora” e “Senadores”. Ao todo, foram mapeados 890 anúncios políticos.

    Senado como campo de batalha político

    Para Sofia Azevedo, pesquisadora especializada em investigação digital e monitoramento político em redes sociais, a dinâmica observada nas plataformas mostra que a disputa existe desde antes da abertura do calendário eleitoral, ainda que com vistas às eleições.

    “Quando as pessoas falam em ‘Senado’, já não estão falando apenas de uma casa legislativa abstrata, mas de um campo de batalha político que já está em disputa bem antes da abertura do calendário eleitoral”, afirmou a pesquisadora.


    Os posts seguem um eixo comum:


    A uniformidade atravessa estados, partidos e perfis diferentes, conforme a pesquisa. Ao invés de pedir votos diretamente — o que seria vedado pela legislação eleitoral vigente —, os anúncios operam na formação de sentido do Senado “como o verdadeiro centro da disputa política brasileira nos próximos anos”.

    A pesquisa identificou anúncios patrocinados por parlamentares em exercício, ex-parlamentares, partidos, advogados, influenciadores e podcasts regionais. O uso sistemático de videocasts e cortes impulsionados cria aparência de conversas espontâneas e reduz a percepção de propaganda eleitoral.

    Conteúdo patrocinado

    Candidatos ao Senado de todo o Brasil impulsionam postagens com valores que chegam aos R$ 1.500.Veja lista com alguns nomes e dinheiro gasto:

    De acordo com o levantamento, o aspecto mais sofisticado da estratégia é que ela opera já antes à campanha eleitoral. Quando outubro de 2026 chegar, a expectativa da rede bolsonarista é de que o eleitor, o qual já absorveu essa narrativa ao longo de meses, irá às urnas com o “conflito já nomeado, o responsável já identificado e a expectativa de revanche já formada“.

  • SP pagou por obra fantasma e superfaturada em estradas, diz auditoria

    SP pagou por obra fantasma e superfaturada em estradas, diz auditoria

    Divulgação/Governo de SP
    Estrada rural em SP

    O Estado de São Paulo pagou por obras fantasmas e bancou preços superfaturados em um programa de construção de estradas no interior do estado, revelam auditorias da Controladoria Geral do Estado de São Paulo (CGE-SP).

    As investigações da CGE-SP sobre o programa Melhor Caminho se referem a obras da gestão João Doria/Rodrigo Garcia. A administração Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia levantado as suspeitas sobre as obras logo no início da gestão, mas a Secretaria da Agricultura atuou para enterrar a apuração. O Ministério Público de São Paulo (MPSP), porém, já abriu cerca de 150 inquéritos sobre o caso e o Metrópoles havia mostrado diversas suspeitas sobre as obras.

    Uma das auditorias, por exemplo, mostra que foi pago um projeto para uma estrada em Andradina, onde a pavimentação já existia. Em 15 municípios, foram pagos projetos de obras que foram canceladas, causando um prejuízo de R$ 471 mil.

    A auditoria também constatou que foram pagos R$ 7,6 milhões por primeiras medições em obras onde a única coisa que havia sido feita era a instalação da placa, anunciando a promessa de melhorias. Esse tipo de prática era vetada pelos contratos –para ilustrar o problema, eram pagos até R$ 28 mil quando o custo de uma placa não passava de R$ 500.

    As auditorias encontraram ainda treinamentos junto aos municípios que nunca foram realizados. Da mesma forma, o estado pagou por uma frota de 83 veículos, mas a quantidade real de carros era de 29 –um prejuízo de quase R$ 1 milhão.

    “Há indícios de prejuízos ao erário tanto na elaboração dos projetos, quanto na execução das obras, com serviços prestados de baixa qualidade técnica ou, até mesmo, desnecessários (confecção de projetos para obras canceladas, superdimensionamento dos serviços, duplicidade de trechos, inexequibilidade de realização dos serviços nos locais indicados, reexecução de obra fora do objeto do programa, entre outros)”, diz a auditoria.

    Superfaturamento

    A auditoria também encontrou casos de superfaturamento, como em Marabá Paulista, onde teria havido um aumento de 34% no custo por quilômetro. Nesse caso, o contrato inicial previa 7 km de estradas e, após a retirada de 1,5 km, o valor não foi alterado.

    Na cidade de Palestina, a estrada PAL-327 foi objeto de duas licitações diferentes para o mesmo trecho. O estado pagou R$ 358 mil à mesma empresa por um trecho que já estava em andamento por meio de uma primeira licitação. Em Serrana, houve duplicidade na licitação da estrada SRR-040.

    Em Piracaia, uma licitação foi mudada de conservação para pavimentação com concreto de alto desempenho, fazendo o custo por km saltar de R$ 109 mil para R$ 1,2 milhão.

    Projetos relâmpago e falhas

    Uma das empresas citadas nas auditorias é a Planservi Engenharia, cujas irregularidades apontadas vão desde o modelo de licitação até a execução contratual. A empresa venceu a licitação com base em um modelo que praticamente eliminava o peso do preço, favorecendo a avaliação técnica, o que permitiu sua vitória mesmo com proposta mais cara.

    Durante a execução do contrato, de acordo com a investigação, surgiram indícios de que a empresa não teria capacidade real para produzir o volume de projetos entregues — foram 851 em apenas 10 meses, com ritmo considerado incompatível com a estrutura apresentada, ainda mais porque houve redução no número de funcionários no período.

    As auditorias também destacam exemplos práticos de falhas nos projetos elaborados, como em Pirapozinho, onde a drenagem projetada ignorou a topografia local e acabou direcionando água para um campo de futebol, além da omissão de uma mina d’água que resultou em lamaçais constantes.

    Investigações

    Empresas que realizaram obras do Melhor Caminho entraram na mira do MPSP após a própria pasta da Agricultura denunciar, no início de 2023, que havia indícios de irregularidades em aditivos de contrato assinados a toque de caixa em dezembro de 2022, no apagar das luzes do governo de Rodrigo Garcia, à época no PSDB.

    Segundo estimativa da secretaria na ocasião, os aditivos assinados de forma suspeita em cerca de 150 contratos do  Melhor Caminho, voltado a reforma de estradas rurais, teriam causado prejuízo próximo de R$ 50 milhões aos cofres do estado. O então secretário Antonio Junqueira produziu relatório com as suspeitas de irregularidades, que foi enviado ao governador e aos órgãos de controle em 2023, mas o material acabou engavetado.

    Metrópoles mostrou que, diante de pressões, Antonio Junqueira acabou deixando a Secretaria de Agricultura ainda em 2023, após a demissão de servidores responsáveis pela investigação interna. Seu sucessor, Guilherme Piai, atuou para engavetar a apuração, mas a averiguação prosseguiu no Ministério Público.

    Diante dos achados da auditoria, a Controladoria estabeleceu planos de ação que órgãos do governo deverão adotar, que incluem ressarcimento contratual por parte das empresas.

    O que diz o governo

    O governo Tarcísio afirmou, em nota, “que, já no início da atual gestão, em 2023, realizou apuração interna sobre o programa Melhor Caminho e encaminhou as informações aos órgãos de controle, como o Ministério Público Estadual, a Controladoria-Geral do Estado (CGE-SP) e o Tribunal de Contas do Estado”. “Todos os contratos mencionados no relatório da CGE-SP referem-se a gestões anteriores”, diz a nota.

    O governo afirma ainda que as recomendações da CGE-SP foram incorporadas. “Entre as medidas adotadas estão a revisão dos procedimentos de medição e pagamento, com critérios mais objetivos vinculados à execução dos serviços; o fortalecimento dos mecanismos de controle e fiscalização; e a atualização dos modelos de contratação do programa, já aplicada às novas contratações”, diz o comunicado.

    Além disso, a gestão afirmou que foram instaurados processos administrativos para apuração de responsabilidades e eventual ressarcimento ao erário, quando cabível, e o afastamento do servidor mencionado nos relatórios dos órgãos de controle.

    A reportagem procurou a empresa Planservi, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto.

     

  • Vorcaro providencou casa em Angra para tetracampeão da Fórmula 1

    Vorcaro providencou casa em Angra para tetracampeão da Fórmula 1

    Reprodução/ redes sociais
    Vorcaro e Max Verstappen

    Mesmo às voltas com as investigações das quais já era alvo, Daniel Vorcaro providenciou uma casa em Angra dos Reis (RJ) para o piloto Max Verstappen, quatro vezes campão da Fórmula 1, e sua namorada, a influenciadora Kelly Piquet, na virada para o ano de 2026.

    Na troca de mensagens, enviada em julho de 2025, Martha Graeff, ex-companheira de Vorcaro, relata que Kelly estaria insistindo para conseguir ajuda na busca por um imóvel na região. Em resposta, o empresário afirma que havia resolvido a demanda. “Já arrumei, só me fala as datas”, disse.

    Em 11 de janeiro, Kelly publicou com o Verstappen em Angra dos Reis. A viagem também contou com a presença de Nelsinho Piquet, irmão da influenciadora, além de familiares e amigos.

    Outros trechos das mensagens mostram a proximidade entre Vorcaro, sua ex-namorada e o círculo ligado ao piloto. Em uma conversa de maio de 2024, Martha sugere que as famílias se encontrem e diz querer levar uma criança para conhecer Verstappen. “Tem que levar ele pra conhecer o Max”, pediu a Vorcaro.

    Vorcaro no camarote

    No dia seguinte, Martha menciona que iria “para a corrida com o Max e a Kelly”. O ex-controlador do Banco Master responde que também marcaria presença no evento. “Estarei no camarote paddock da Aston Martin”.

    As mensagens fazem parte da investigação da PF que fundamentou a terceira fase da Operação Compliance Zero. Na decisão que autorizou a prisão de Vorcaro, o ministro André Mendonça apontou indícios de um esquema criminoso que pode envolver integrantes da alta cúpula de órgãos governamentais.

    À exceção de Vorcaro, os demais citados não são investigados no caso

  • Com expectativa de vetos, Lula sanciona PL Antifacção nesta terça (24/3)

    Com expectativa de vetos, Lula sanciona PL Antifacção nesta terça (24/3)

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    Presidente Lula deu posse ao novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silvano Palácio do Planalto, em Brasília, Ricardo Lewandowski metrópoles 11

    Termina nesta terça-feira (24/3) o prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar o Projeto de Lei nº 5582/2025, conhecido como PL Antifacção, que altera a legislação para endurecer o combate ao crime organizado. Aprovado na Câmara dos Deputados no mês passado, o texto deve ser chancelado com alguns vetos.

    Na véspera do prazo final para sanção, o chefe do Planalto reuniu auxiliares para definir os últimos detalhes.

    Participaram do encontro os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Rui Costa (Casa Civil), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação Social), e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), além do secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick.

    Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, na reunião, o presidente bateu o martelo sobre vetar alguns trechos da proposta.

    Entre os pontos que devem ser mantidos, está a proibição do voto de presos sem condenação definitiva. O dispositivo é considerado inconstitucional por parte de criminalistas, mas integrantes do governo defendem que Lula evite desgaste com o Congresso Nacional ao vetá-lo, já que o tema tende a ser constitucionalizado por meio da PEC da Segurança, atualmente em análise no Legislativo.

    O Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) chegou a recomendar a Lula que sancionasse a proposta integralmente para preservar o governo.

    O texto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta terça. A sanção está marcada para as 15h, no Palácio do Planalto.

     

    Estratégia dos vetos

    A estratégia de sancionar o texto com poucos vetos se baseia em pesquisas internas do PT, que indicam aumento da preocupação dos brasileiros com a segurança pública.

    O PL Antifacção, de autoria do Executivo e enviado ao Congresso em 31 de outubro de 2025 em regime de urgência, foi aprovado pelo Legislativo em 24 de fevereiro e enviado para sanção presidencial em 3 de março. A partir daí, Lula teve prazo de 15 dias úteis para decidir sobre o projeto.

    A nova legislação prevê o aumento de penas para envolvidos com organizações criminosas, facilita o compartilhamento de dados, possibilita a apreensão de bens dos investigados, entre outras mudanças. O texto, criado no Ministério da Justiça sob gestão do ex-ministro Ricardo Lewandowski, é uma das apostas de Lula para melhorar a imagem do governo na segurança pública.


    Aprovação no Congresso


    O que muda

    A matéria aprovada na Câmara cria um Banco Nacional de Facções Criminosas e estabelece que a punição para envolvimento com organizações criminosas ou milícias privadas pode variar entre 20 e 40 anos de reclusão. A pena pode ser agravada conforme as seguintes condicionantes:

    O texto prevê ainda a inclusão de crimes relacionados à organização criminosa na tipificação de crimes hediondos, mais uma estratégia para endurecer o combate a estas organizações.

    Além disso, a forma qualificada da organização criminosa, com domínio territorial e violência estruturada, passa automaticamente a ser considerada como hedionda. A definição dificulta a progressão de regime e prevê penas mais rígidas, além de não prever pagamento de fiança, anistia, graça e indulto.

    Asfixia financeira

    A proposta também traz mecanismos que permitem “asfixiar” financeiramente organizações criminosas, como o bloqueio de bens de investigados e a destinação dos valores apreendidos aos fundos federais e estaduais de segurança pública.

    No rol das investigações, a nova lei facilita o acesso a dados dos investigados, como informações pessoais, financeiras, pessoais ou de pessoas jurídicas — alguns sem necessidade de autorização judicial. A legislação prevê ainda acesso urgente à geolocalização dos investigados, ocorrendo em até 24h, além de guarda de registros por cinco anos.

    Em relação à divisão dos recursos de bens apreendidos, trecho retirado e depois reincluído a pedido do governo, ficou definido que os valores irão para os fundos de segurança pública dos estados ou do Distrito Federal quando a investigação for conduzida por autoridades locais, e para o Fundo Nacional de Segurança Pública quando estiver sob responsabilidade da PF.

    Em casos de atuação conjunta, os recursos serão divididos igualmente entre União e estados.

  • Delação premiada no Brasil tem origem na Inconfidência Mineira

    Delação premiada no Brasil tem origem na Inconfidência Mineira

    Getty Images
    Ouro Preto (Minas Gerais, Brazil). General view, 1

    Na última semana, o país voltou a atenção para a possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A busca pelo tema cresceu 10% nas pesquisas do Google. A colaboração premiada, enquanto meio de obtenção de prova, foi regulada pela lei nº 12.850 de 2013 e aprimorada pelo pacote Anticrime de 2019.

    Apesar de ser considerada recente, a concessão de benefícios para delatores tem origens muito antigas.

    Pesquisadores apontam que a primeira delação premiada do Brasil pode ser considerada a de Joaquim Silvério dos Reis (1756–1819). O coronel ficou famoso por trair a Inconfidência Mineira (1789) e negociar com Visconde de Barbacena em troca do perdão de suas dívidas com a coroa portuguesa. A denúncia após a delação resultou na prisão dos inconfidentes e na execução de Tiradentes.

     

    Modernização do processo de delação

    No período da ditadura (1964-1985), a delação também era prática comum de repressão à oposição. Os delatores tiveram papel importante, contribuindo com os órgãos de segurança do governo repressor, no processo de vigilância e de controle social da população.

    Com o passar dos anos, as novidades trazidas pela legislação transformaram o trâmite de negociação no processo penal. O modelo atual tem origem nas convenções de Palermo e Mérida, do início dos anos 2000, ambas voltadas ao combate à criminalidade organizada transnacional e à corrupção, respectivamente.

    O texto da convenção de Mérida, por exemplo, previa em 2003 o incentivo à proteção dos denunciantes.

    “Antes das convenções internacionais, as previsões de benefícios penais e processuais eram mais inseguras e permitiam a ocorrência de abusos, seja em relação à pessoa dos então chamados delatores, que poderiam ser alvos de coação e ameaças, seja em relação aos delatados, que poderiam ser envolvidos em acusações sem o amparo de provas efetivas”, explica o advogado Guilherme Alonso.

    O especialista avalia, ainda, que a lei de nº 9.807 de 1999, que trata da proteção a vítimas e testemunhas, também auxiliou na modernização do processo de colaboração.

    “Embora anterior às convenções de Palermo e Mérida, [a lei] acabou sendo muito utilizada em Curitiba e São Paulo, com a concessão de benefícios mais generosos em troca de provas para a deflagração de grandes operações. Foi um marco para a transformação dos métodos de investigação de crimes cometidos por organizações criminosas, ainda que faltasse uma dinâmica legal unificada, o que veio a ocorrer em 2013”, ressalta.

    Critérios

    Pelos moldes atuais, para firmar o acordo com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR), uma série de critérios são exigidos por lei. O fluxo técnico exige, além da sinalização formal do delator, a apresentação de provas que confirmem as versões relatadas.

    O colaborador deve, portanto, apresentar provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar o que está sendo dito. A consistência desse material é avaliada, então, pelas instituições competentes.

    A experiência brasileira com a delação, na visão de Guilherme Alonso, é positiva. “A justiça penal negocial é uma realidade no mundo todo e a participação voluntária de alguém envolvido com a prática criminosa fornece inegáveis benefícios para uma investigação”, diz.

    A advogada Marcela Bocayuva, no entanto, pondera. “Por um lado, a colaboração premiada aumentou a capacidade investigativa do Estado. Muitos casos complexos só são esclarecidos graças a esse instrumento. Por outro, surgiram questões relevantes, como insegurança jurídica, falta de previsibilidade e dificuldades de coordenação entre instituições”, observa.

    Delações famosas no Brasil

    Além do que ocorreu na Inconfidência Mineira, o Brasil tem uma série de colaborações premiadas que marcaram a história. Em 2005, o então deputado federal Roberto Jefferson, à época do PTB, ganhou notoriedade nacional por ser o delator do escândalo do Mensalão, esquema de corrupção pelo qual também foi condenado.

    Ele acusou o governo de comprar em dinheiro o apoio de parlamentares. O próprio ex-parlamentar admitiu ter recebido R$ 4 milhões através do esquema criminoso.

    Em 2012, Jefferson foi condenado, cassado e preso, com pena de sete anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Na Operação Lava Jato, em 2014, vários investigados fecharam acordos de delação premiada com os investigadores: o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, o ex-operador da doleira Nelma Kodama, Luccas Pace Júnior, além dos ex-executivos Nestor Cerveró e Ricardo Pessoa (UTC) e do empreiteiro Marcelo Odebrecht.

    Eles firmaram acordos de colaboração premiada confessando esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro em troca de redução de pena. Aos investigadores, delataram um esquema de corrupção na estatal envolvendo políticos, executivos e empresários.

    Mais recentemente, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também foi delator. Em depoimentos à Polícia Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o militar confirmou que presenciou o planejamento da trama criminosa para manter o ex-presidente no poder e citou a participação dos envolvidos no plano.

    Em troca, Cid  foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por participação em tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado de Direito e outros crimes. Em novembro do ano passado, ele tirou a tornozeleira eletrônica, mas ainda não pode deixar o país nem falar com os outros envolvidos na trama.

  • O "batalhão" de PMs e o forte esquema que cerca Bolsonaro no hospital

    O "batalhão" de PMs e o forte esquema que cerca Bolsonaro no hospital

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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    A estrutura de segurança montada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para acompanhar de perto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue um protocolo rigoroso, com presença permanente de militares e escalas adaptadas à ausência de estrutura de descanso no local.

    A coluna Na Mira apurou que a vigilância é realizada de forma ininterrupta no Hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado. O esquema prevê a presença fixa de um tenente a cada 12 horas, responsável pelo comando da operação no local. Além disso, atuam três praças durante o período diurno e outros três durante a noite, garantindo cobertura total ao longo das 24 horas.

    Devido à inexistência de espaço adequado para repouso dos policiais dentro da unidade hospitalar, não há escalas de 24 horas. O modelo adotado divide o serviço em turnos de 12 horas, tanto de dia quanto à noite, permitindo a continuidade da segurança sem comprometer as condições de trabalho dos policiais. Enquanto isso, no batalhão de origem dos policiais destacados — a Papudinha — a rotina segue normalmente, sem alterações significativas na distribuição geral do efetivo.

    Situação clínica e desdobramentos

    O ex-presidente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início da noite dessa segunda-feira (23/3) e foi transferido para um quarto da unidade hospitalar. De acordo com fontes da equipe médica, ele seguirá internado ao menos até quarta-feira (25/3), dando continuidade ao tratamento com antibióticos.

    Mais cedo, boletim médico já indicava evolução positiva no quadro clínico, com previsão de saída da UTI em até 24 horas. Na semana anterior, Bolsonaro havia sido incluído em protocolo de cuidados semi-intensivos, embora ainda permanecesse na UTI.

    No campo jurídico, a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. A decisão final caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

    Aliados de Bolsonaro

    Aliados do ex-mandatário acreditam que a autorização para que ele cumpra a medida em casa pode ocorrer ainda nesta semana. Na última semana, o hospital havia informado ao STF que Bolsonaro precisaria permanecer internado por pelo menos 14 dias, contados a partir de sua internação, em 13 de março.

    Mesmo com a melhora clínica, a segurança permanece em nível elevado. A presença contínua de oficiais e praças dentro do hospital demonstra a preocupação das autoridades com a integridade física do ex-presidente, mantendo um esquema semelhante ao aplicado em situações de custódia hospitalar de alta relevância.

    A operação segue sem previsão de redução enquanto Bolsonaro permanecer internado.