Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Entenda o que são cabos submarinos de internet e a importância deles

    Entenda o que são cabos submarinos de internet e a importância deles

    Eoneren/ Getty Images
    Cabos de fibra óptica submarinos - Metrópoles

    Para você que está lendo este texto, saiba que isso só é possível devido a estruturas de formato cilíndrico e arredondado localizadas no fundo do mar. Muita gente nem imagina, mas grande parte do funcionamento da internet está ligado a cabos submarinos. Neles, há feixes de fibras ópticas que transportam a maioria do tráfego global de dados diariamente.

    Na prática, os cabos são responsáveis por interligar a comunicação digital entre todos os países. Por serem considerados uma infraestrutura crítica, os fios são feitos de materiais fortificados para diminuir o risco de danos.

    No caso do Brasil, mais de 95% do tráfego internacional de dados, incluindo internet, transações bancárias, comunicações governamentais, sistemas de saúde, serviços em nuvem e plataformas corporativas, passa pelos cabos submarinos. 

    “Por isso, essa infraestrutura é tratada no mesmo nível de criticidade que energia elétrica, telecomunicações, água e transporte”, explica o especialista em crimes cibernéticos Rodrigo Fragola, da empresa de cibersegurança OGASEC Cyber Security, em Brasília.

    De acordo com Fragola, em comparação aos satélites — que também fornecem acesso à internet —, os cabos têm mais capacidade de volume de tráfego, levam menos tempo para transportar dados de um lado a outro e custam menos.

    Caso sejam danificados, a falha pode causar prejuízos consideráveis em importantes setores, incluindo o financeiro, de saúde e o estatal. “Os setores mais afetados por uma falha em cabos submarinos são aqueles que dependem intensamente de conectividade contínua e confiável de acessos internacionais. O redirecionamento do tráfego em caso de rompimento dos cabos causa lentidão da comunicação”, aponta o especialista.

    O que fazer quando os cabos submarinos são danificados

    Você já sabe a importância dos cabos submarinos e que eles podem ser danificados. Mas afinal, quando há falhas, como consertá-los? Segundo o oceanógrafo João Luiz Baptista de Carvalho, qualquer correção é realizada através de navios especializados e altamente tecnológicos.

    “Ao localizar o dano, são utilizados veículos operados remotamente (ROVs) em águas profundas (ou mergulhadores em águas rasas) para içar o cabo até o convés. A seção danificada é eliminada e as fibras óticas, os elementos estruturais e o revestimento do cabo são emendados. Em seguida, o cabo restaurado é reposicionado e enterrado no fundo do mar”, explica o membro da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano).

    Se o dano não for tão grande, Fragola diz que o tráfego de dados pode ser redirecionado automaticamente para outros cabos. No entanto, mesmo nesses casos, é comum a internet ficar mais lenta e haver instabilidade em serviços críticos.

    Pessoa navegando nas redes sociais e assistindo a um vídeo de uma mulher dançando. Conceito de assistir vídeos IA. Metrópoles
    Muita gente nem imagina, mas o acesso à internet no celular depende dos cabos submarinos

    Mesmo estando bem identificados em cartas náuticas, estragos em cabos submarinos costumam ocorrer devido à atividades humanas, como pesca de arrasto e ancoragem de navios. Fenômenos naturais como terremotos, tsunamis e deslizamentos submarinos também podem afetar as estruturas.

    “Quanto a mordidas de animais, eu desconheço ocorrências, mas a priori poderia acontecer sim. A sabotagem também é uma causa de danos aos cabos submarinos”, diz Carvalho.

    Leis protegem os cabos e sabotagem pode ser punida

    Por serem tão importantes, os cabos submarinos acabaram virando uma peça-chave no quebra-cabeça geopolítico. Cada vez mais as suspeitas de sabotagem intencional para danificá-los crescem no mundo. Por exemplo, os localizados no Mar Báltico e Mar Vermelho têm sofrido com cortes. A desconfiança de que eles poderiam ser propositais aumenta as tensões entre os países.

    No entanto, estragos intencionais nas estruturas podem ser punidos, de acordo com a lei. Segundo o advogado Victor Minervino Quintiere, há dois tratados internacionais em vigor, além de outros estatutos para tratar a questão: a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, criada em 1982, e a Convenção para a Proteção dos Cabos Submarinos, de 1884.

    “A danificação de cabos submarinos em águas internacionais pode configurar ilícito internacional e crime, dependendo da legislação interna do Estado envolvido. A responsabilização pode ocorrer de forma individual, estatal e civil internacional”, afirma Quintiere, professor de direito do Centro Universitário de Brasília (Ceub).

    Por outro lado, o especialista aponta que não há um tribunal internacional específico para julgar disputas relacionadas a cabos submarinos. “Questões que envolvem cabos submarinos são tratadas sob o âmbito do direito internacional geral”, finaliza Quintiere.

  • Toffoli diz que assumiu ação do Banco Master para "evitar nulidades"

    Toffoli diz que assumiu ação do Banco Master para "evitar nulidades"

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicou em decisão que trata da segunda fase da operação Compliance Zero porque manteve o processo do Banco Master na Corte.

    Toffoli foi sorteado como relator diante de uma reclamação da defesa de Daniel Vorcaro com as alegações de um suposto envolvimento de pessoa com prerrogativa de fora: um deputado, no caso em questão.

    Ao assumir o processo, Toffoli paralisou os andamentos em outras instâncias sem desconsiderar os andamentos das investigações já realizadas. “Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, fixada está a competência da corte constitucional. Neste sentido, qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior”, disse Toffoli.

    À Justiça de São Paulo, onde também correm investigações contra Vorcaro e atores da Faria Lima, o ministro explicou que:

    “Ante a determinação pela prévia submissão de novas medidas ao crivo do STF, a remessa da atual apuração à Corte mostrou-se necessária, na mesma linha acautelatória já adotada nos autos da Reclamação n. 88.121/STF, para que, enquanto não delimitada a real participação da autoridade com foro de prerrogativa no STF, as medidas investigativas sejam conduzidas de forma a evitar futuras alegações de nulidade“, afirmou.

    Toffoli lembrou que as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, no âmbito da 8ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo, trazem indícios consistentes dos seguintes delitos:

    Da compra à prisão

    As investigações que levaram, inicialmente, à prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, e acabaram por desevandar uma série de supostas fraudes ao Sistema Financeiro Nacional, começaram com apurações em processos na Justiça de São Paulo, voltada para a Faria Lima.

     

    O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) entrou no caso após uma série de tratativas entre o Master e o Banco de Brasília (BRB), com posterior negociação da instituição de Vorcaro com venda para um consórcio de investidores globais liderado pela Fictor.

    Com Vorcaro preso e, em seguida solto com a imposição de medidas cautelares, o ministro Dias Toffoli avocou o processo, após a reclamação do dono do Master. O processo segue no STF sob sigilo.

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    BRB teve prejuízo na compra de R$ 1,6 bilhão em fundos com ações da Ambipar

    BRB identificou que papéis negociados com Master envolvendo a Ambipar eram podres e decidiu “devolvê-los”, recebendo outros ativos em troca

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    Harry Massis Junior, 80, assume o Tricolor paulista após votação que resultou no impeachment do presidente Julio Casares, nesta sexta (16/1)

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    Na primeira festa do BBB 26 (Globo), comandada por Anitta, Marcelo e Breno deram o primeiro beijo da temporada.

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  • Ferrari com IPVA mais caro do DF tem mesmo valor de 500 carros populares

    Ferrari com IPVA mais caro do DF tem mesmo valor de 500 carros populares

    Reprodução/ Ferrari
    LAFERRARI (2)

    O carro com o IPVA mais caro do Distrito Federal em 2026, uma Ferrari LaFerrari avaliada em R$ 35,6 milhões, corresponde, em valores, a cerca de 500 carros populares, como o Renault Kwid Zen 1.0, vendido por, em média, R$ 70 mil em 2025.

    O modelo italiano lidera o ranking de maior cobrança de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no DF.

    O proprietário do veículo, considerado o mais caro emplacado na capital, terá de desembolsar pouco mais de R$ 1,068 milhão em imposto em 2026.

    Sucessora da Ferrari Enzo, a LaFerrari combina luxo e desempenho extremo. O modelo é equipado com um motor V12 6.3 aspirado, de 789 cavalos, aliado a um motor elétrico de 160 cv, totalizando 963 cv.

    O conjunto permite ao carro acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 3 segundos, além de oferecer maior eficiência energética e menor emissão de poluentes.

    Ranking dos IPVA mais caros do DF

    O segundo veículo com o IPVA mais alto no Distrito Federal é um Porsche 918 Spyder 2015, avaliado em R$ 13 milhões. O tributo cobrado para 2026 é de R$ 392.808,00.

    Na terceira posição aparece o mesmo modelo, porém ano 2014, com valor de R$ 12.336.504 e IPVA de R$ 370.095,12.

    O quarto lugar do ranking fica com uma Lamborghini Aventador SVJ R, avaliada em R$ 7,87 milhões. Segundo a Secretaria de Economia do DF, o dono do veículo de luxo terá de pagar cerca de R$ 236.284,05 de IPVA.

    Calendário e regras de pagamento

    A pasta informou ainda que não houve aumento de alíquota para 2026. No DF, as taxas são de 3% para carros de passeio, 2% para motocicletas e 1% para veículos de carga.

    As parcelas começam a vencer em 23 de fevereiro de 2026, com datas que variam conforme o algarismo final da placa.

    O imposto pode ser parcelado em até seis vezes, desde que cada cota não seja inferior a R$ 50. Caso o valor total do IPVA seja inferior a R$ 100, o pagamento deverá ser feito em parcela única.

  • Moraes se declara impedido e envia a Gilmar pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro

    Moraes se declara impedido e envia a Gilmar pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Ministro Alexandre de Moraes - Metrópoles

    Um habeas corpus apresentado em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será analisado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remessa dos autos foi determinada nesta sexta-feira (16/1), pelo ministro Alexandre de Moraes, que exerce a Vice-Presidência da Corte e, durante o recesso do Judiciário – de 12 a 31 de janeiro –, responde interinamente pela Presidência em questões urgentes.

    Na decisão, Moraes se declara impedido de apreciar o pedido. “Uma vez que a autoridade apontada como coatora no presente habeas corpus é o próprio ministro responsável pela análise das urgências no período, inviável a apreciação dos pedidos formulados por esta vice-presidência”, diz o ministro.

    A ação foi impetrada pelo advogado Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa, que não integra a defesa oficial de Bolsonaro.

    No pedido, o autor solicita duas providências: que o Conselho Federal de Medicina (CFM) avalie se o estabelecimento prisional onde o ex-presidente está custodiado possui condições adequadas para garantir atendimento médico contínuo, com equipes de saúde preparadas e multidisciplinares; e que Bolsonaro possa cumprir eventual pena em regime domiciliar.

    O habeas corpus foi distribuído na última terça-feira (13/1) à ministra Cármen Lúcia, por prevenção, conforme previsto no Regimento Interno do STF e em resolução da própria Corte. Isso significa que, por já ter atuado em casos relacionados ao tema, ela passou a ser a relatora responsável pelo processo.

    Bolsonaro na Papudinha

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a Superintendência da Polícia Federal nessa quinta-feira (15/1) e foi transferido para a chamada Papudinha, uma Sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar, anexa ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A mudança ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    O ministro estabeleceu ainda uma série de condições específicas para a custódia, entre elas:

    O pedido da defesa para acesso a uma Smart TV foi rejeitado.

    Como é a Papudinha

    A Papudinha fica a poucos metros das unidades da Papuda destinadas a presos comuns, no Jardim Botânico (DF), e tem capacidade para 60 detentos.

    O prédio tem oito celas em formato de alojamentos coletivos, cada uma com banheiro, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala. As instalações foram reformadas em 2020.

    Os custodiados podem receber itens de higiene, limpeza, roupas e enxoval definidos pela administração penitenciária. Também é permitido o uso de televisores e ventiladores, conforme as regras internas.

    A unidade conta ainda com sala exclusiva para atendimento de advogados, consultório médico com atendimentos semanais e áreas para prática esportiva, incluindo pista de caminhada.

    O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), onde fica a Papudinha, é destinado a militares estaduais ainda vinculados à corporação, militares aguardando possível perda do cargo e civis com direito à sala de Estado-maior – como advogados inscritos na OAB e determinadas autoridades.

    A fiscalização do local é feita pela Vara de Execuções Penais (VEP), responsável por acompanhar o cumprimento de penas e medidas de segurança no Distrito Federal.

  • São Paulo se manifesta oficialmente sobre impeachment de Casares

    São Paulo se manifesta oficialmente sobre impeachment de Casares

    Clube paulista emitiu nota oficial, na noite desta sexta-feira (16/1), após reunião no Morumbis que definiu queda de Julio Casares

  • Homem carregava R$ 400 mil em dinheiro vivo dentro de caminhonete

    Homem carregava R$ 400 mil em dinheiro vivo dentro de caminhonete

    Reprodução/PRF
    PRF 400 mil PRF

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu R$ 400 mil em dinheiro durante uma fiscalização realizada na tarde desta sexta-feira (16/1), na BR-020. A quantia estava dentro de uma caminhonete Ford Ranger.

    O veículo era conduzido por um homem de 38 anos que demonstrou nervosismo ao ser abordado. A atitude levantou suspeitas e levou os policiais a fazerem uma vistoria mais detalhada, na qual foram encontrados os pacotes com cédulas de R$ 100.

    Ao ser questionado, o motorista não soube informar a origem nem o destino do dinheiro. Em consulta aos sistemas, os agentes constataram que ele possui antecedentes por estelionato e associação criminosa no Distrito Federal.

    O condutor foi detido e encaminhado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que ficará responsável por apurar a procedência do valor e adotar as medidas legais cabíveis.