Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Saiba o que os detentos não poderão assistir no “CINEPresídio"

    Saiba o que os detentos não poderão assistir no “CINEPresídio"

    Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
    papuda presídio federal

    Após o Metrópolesnoticiar que o governo federal distribuirá 40 smart TVs entre as cinco unidades do sistema penitenciário federal, a coluna apurou, com exclusividade, a programação definida para o programa ReintegraCINE.

    A medida trata-se de um projeto de cinema voltado à reintegração de pessoas privadas de liberdade nas penitenciárias federais de segurança máxima.

    Além da definição do conteúdo que poderá ser transmitido aos detentos, também foram previamente estabelecidos e consolidados os critérios de vedação.

    As diretrizes do projeto determinam que está expressamente proibida a inclusão de conteúdos que apresentem:

    Todo o conteúdo exibido deverá observar critérios rigorosos de adequação ética, moral e de segurança institucional.

    Em caso de dúvida quanto à adequação de determinado material, este deverá ser submetido previamente à Divisão de Segurança e Disciplina da unidade, para análise e emissão de parecer.

    A coluna apurou, ainda, que os televisores não ficarão sob qualquer forma de acesso direto pelos custodiados. A exibição será realizada de forma passiva, com os equipamentos posicionados externamente às celas e operados, monitorados e controlados exclusivamente por policiais penais federais.

    O acesso ao streaming será restrito ao IP do dispositivo destinado à exibição, impedindo qualquer tipo de conexão direta à internet pelos custodiados.

    O programa

    Os equipamentos serão utilizados para acesso a conteúdos musicais e audiovisuais sob demanda, como plataformas de streaming.

    As TVs serão entregues às penitenciárias federais localizadas em Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR).

    Cada unidade receberá oito televisores, ao custo unitário de R$ 2.135, totalizando R$ 17.080 por presídio.

    A previsão para a conclusão da entrega dos aparelhos é fevereiro de 2026.

  • Chefes de facção e homicidas poderão assistir ao “CINEPresídio"

    Chefes de facção e homicidas poderão assistir ao “CINEPresídio"

    Com o ReintegraCINE nos presídios federais, Marcola, Marcinho VP e envolvidos no homicídio de Marielle Franco terão acesso a filmes e séries

  • Operação Petardo: em 53% dos casos, Bope é acionado para "falsas bombas"

    Operação Petardo: em 53% dos casos, Bope é acionado para "falsas bombas"

    Nem sempre quando há uma ameaça ou suspeita de bomba no Distrito Federal, a hipótese se confirma. Confira os números dos últimos seis anos

  • Desenhos e musicais: veja o que presos vão assistir no “CINEPresídio”

    Desenhos e musicais: veja o que presos vão assistir no “CINEPresídio”

    Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
    Penitenciária Federal

    A coluna apurou, com exclusividade, a programação definida para o programa ReintegraCINE, projeto de cinema voltado à reintegração de pessoas privadas de liberdade nas penitenciárias federais de segurança máxima.

    Conforme noticiado pelo Metrópoles nesta quinta-feira (14/1), o governo federal distribuirá 40 smart TVs entre as cinco unidades do sistema penitenciário federal.

    As categorias de conteúdo permitidas são:

    Os conteúdos devem, obrigatoriamente, se enquadrar nas seguintes faixas etárias indicativas:

    A programação será composta exclusivamente por obras isentas de violência, linguagem imprópria, erotismo ou apologia a condutas ilícitas, voltadas à promoção de valores éticos, convivência social, cidadania, educação, cultura e desenvolvimento humano.

    Entre os temas admitidos estão:

    O programa

    Os equipamentos eletrônicos serão utilizados para acesso a conteúdos musicais e audiovisuais sob demanda, como plataformas de streaming.

    As TVs serão entregues nas Penitenciárias Federais em Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR).

    Cada penitenciária federal receberá oito televisores, ao custo unitário de R$ 2.135, totalizando R$ 17.080 por presídio.

    A previsão de conclusão de entrega dos aparelhos é fevereiro de 2026.

  • Por que presídio onde Bolsonaro está detido no DF se chama Papudinha

    Por que presídio onde Bolsonaro está detido no DF se chama Papudinha

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Jair Bolsonaro em frente à sua residência. Brasília (DF), 03/09/25

    O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), onde o ex-presidente Jair Bolsonaro passou a cumprir os 27 anos de prisão por de golpe de Estado, é popularmente conhecido como “Papudinha“. O presídio ganhou espaço no noticiário nacional e internacional – e no imaginário popular dos brasileiros nos últimos meses – após a transferência de grandes autoridades julgadas no mesmo inquérito que condenou o ex-titular do Palácio do Planalto. Mas você sabe porque a Papudinha ganhou esse nome?

    Bolsonaro estava preso na  Superintendência da Polícia Federal desde 22 de novembro. A transferência dele para o Complexo Penitenciário da Papuda foi determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    O local onde hoje é situado a Papuda, no Jardim Botânico, Distrito Federal, foi uma fazenda de gado e leite e quilombo ainda na época da escravidão. A escritura da fazenda Papuda é uma das mais antigas do Distrito Federal, com a data de 26 de junho de 1900.

    Segundo o folclore local, o nome “Papuda” foi referência a um casal de negros escravizados da região. A mulher teria sido acometida pelo bócio, deformidade no pescoço associada à deficiência da ingestão de iodo, que resulta em um “papo”, que teria dado nome à área.

    A “Papudinha” é um dos prédios no complexo penitenciário, alojamento para presos que costumam ser militares, e locais para descanso dos policias militares em serviço.

    Imagem colorida
    Papudinha, onde Bolsonaro está preso

    Como noticiado pela coluna Grande Angular, a Polícia Militar do Distrito federal (PCDF) recebeu uma emenda parlamentar de R$ 500 mil para obras de melhoria dos alojamentos para policiais que estão trabalhando, em junho de 2025. No espaço dos detentos, a última reforma foi feita em 2020.

    No local, estão presos o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, e o ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Bolsonaro deverá cumprir a pena de 27 anos e 3 meses por trama golpista em uma cela separada no local.

    História da Fazenda 

    Antes de se tornar Papuda, a fazenda se estendia pelo solo goiano, em uma área maior do que a soma de Águas Claras, Recanto das Emas e Taguatinga.

    O documento da Fazenda Papuda é um dos mais antigos registrados no Distrito Federal, e está arquivado no 1º Tabelionato de Notas, em Luziânia (GO), cidade que abriga escrituras e contratos registrados antes da construção de Brasília.

    Após desapropriação das terras no local, na época da construção de Brasília, o local foi transformado no Complexo Penitenciário.

    O ex-presidente ocupa, hoje, uma , com área externa, ar-condicionado, cama box, cozinha e televisão.

     

     

  • "Chão tremeu", conta moradora de prédio interditado após desabamento

    "Chão tremeu", conta moradora de prédio interditado após desabamento

    Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)
    quedasacada-taguatinga

    A moradora do prédio interditado após a marquise ceder em Taguatinga Norte (DF) por risco de queda, Rosileine Rodrigues, 55 anos, disse que a filha de 19 anos, única pessoa que estava no prédio na noite de quarta-feira (14/1), quando houve o desabamento,  sentiu o chão tremer.

    Veja imagens do prédio:

    Rosilene mora com a filha no apartamento localizado na parte de trás da unidade em que a marquise cedeu, no terceiro andar do imóvel, mas não estava no local no momento da queda.

    A moradora havia saído de casa por poucos minutos para comprar açaí e, ao retornar, viu a rua do prédio tomada de bombeiros e pedaços da tijolos caídos na pista. Ela tentou voltar ao apartamento para ver como estava a filha, mas por questões de segurança, foi impedida.

    “Os bombeiros não deixaram eu entrar. Eu expliquei e nesse momento eu só liguei para ela. Ela falou que estava bem e que sentiu o chão tremer”, ressaltou.


    Sobre a queda


    “Livramento”

    Rosileine disse que foi um “livramento de Deus” ninguém ter se ferido com a queda da laje do edifício.

    “Aqui geralmente é cheio e movimentado de carro. Por incrível que pareça ontem não tinha uma alma. A gente fica abalada, mas graças a Deus nada comigo, nem com ela [filha], nem com ninguém”, contou.

     

    O imóvel agora está embargado pela Defesa Civil, e, por isso, Rosileine e sua filha terão de se deslocar para casa de familiares. Ainda na quarta (14/1), após a queda, foi oferecido abrigo as duas pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF), porém elas negaram.

    “Eu recusei porque eu tenho mais três filhas e que moram perto daqui. Então a gente não tá exatamente precisando de abrigo, mas não temos lugar para botar os móveis e as nossas coisas para a gente ficar”, explicou.

  • Desacato e embriaguez: o que se sabe sobre a prisão da irmã de Nunes

    Desacato e embriaguez: o que se sabe sobre a prisão da irmã de Nunes

    Reprodução / Redes Sociais
    Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes

    Irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), a advogada Janaína Reis Miron foi presa na quinta-feira (15/1) na zona sul da capital paulista. Conforme publicado pelo Metrópoles em primeira mão, a mulher era alvo de dois mandados de prisão por desacato, embriaguez e lesão corporal. Ela foi detida após um alerta do sistema Smart Sampa – principal bandeira da gestão emedebista.

    Segundo fontes próximas ao prefeito, Nunes e Janaína não tinham contato há cerca de 15 anos. A mulher tem problemas de dependência com álcool e foi diagnosticada com cirrose. Ela ainda teria um transplante marcado para a próxima terça-feira (20/1).

    Como foi a prisão da irmã de Nunes?

    Janaína Reis Miron foi detida por volta das 15h20 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na avenida Clara Mantelli, no bairro Socorro, zona sul de São Paulo. Ela foi identificada por câmeras de monitoramento do Smart Sampa. No momento da prisão, Janaína buscava remédios para o tratamento da cirrose na UBS.

    Ela foi conduzida ao 11º Distrito Policial (DP), de Santo Amaro, também na zona sul. Conforme confirmado ao Metrópoles pelo advogado Alexandre Fanti, que esteve na delegacia para acompanhar o caso como representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Janaína passou a noite detida e passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (16/1).

    Por que a irmã de Nunes era alvo de dois mandados de prisão?

    Janaína Reis Miron, foi condenada por embriaguez ao volante e por desacato após um episódio em outubro de 2022. Na ocasião, ela foi abordada por policiais militares durante a madrugada por dirigir “com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool” na Rodovia SP 209.

    Um dos agentes disse em depoimento que flagrou Janaína “ziguezagueando” pela via. A mulher demonstrou sinais de embriaguez, não portava documentos e estava com o licenciamento e habilitação vencidas.

    Quando foi informada que seria levada à delegacia, Janaína xingou os PMs e “ameaçou soltar os cães que estavam em seu carro na equipe”. Segundo um dos agentes, a mulher “ficou bem descontrolada” e sugeriu sair correndo pela rodovia

    Ainda em tom de ameaça, ela disse que seu marido era capitão da polícia e prejudicaria os agentes de alguma maneira. Janaína afirmou ainda que os PMs “deveriam estar pegando ladrão ao invés de abordar uma mãe de família”.

    A mulher se recusou ao fazer o teste de bafômetro, mas os agentes constataram que ela estava embriagada, “com voz pastosa, odor etílico e desequilíbrio ao andar e falar”.

    Os mandados de prisão foram expedidos em 2024 e em outubro de 2025. Na ação penal, Janaína foi condenada a 15 meses de detenção, em regime aberto, e ao pagamento de 23 dias de multa. Ela nunca teria iniciado o cumprimento da pena, por isso o mandado em aberto.

    À Justiça, a irmã do prefeito negou o consumo de bebida alcoólica e alegou que estava sob efeito de medicação devido a um tratamento psiquiátrico. Ela disse ainda que havia dois pitbulls dentro do carro e que era perigoso que os PMs se aproximassem.

    A mulher afirmou também que não havia necessidade de ser presa porque “não estava fora de si” e que “não causa mal a ninguém” e “é mãe”. Acrescentou que os policiais não possuíam bafômetro e só passou por exame de corpo de delito no dia seguinte, conforme a sentença.

    O juiz Orlando Haddad Neto, no entanto, concluiu que a embriaguez ficou demonstrada na prova oral, e que “não há motivos para desacreditar as palavras das testemunhas policiais”. Além disso, o juiz apontou que, mesmo que ela estivesse sob efeito de medicamentos, “se colocou em estado de embriaguez involuntária”.


    Condenada por bater em filho


    O que diz a prefeitura?

    A Prefeitura de São Paulo afirmou que a prisão da irmã, do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Janaína Reis Miron, foi “amparada por mandados judiciais” e obedeceu ao “rigor da lei”.

    Em nota, a administração municipal destacou que a detenção foi realizada seguindo os critérios de identificação do Smart Sampa, sistema de monitoramento utilizado pela cidade e uma das principais bandeiras da gestão do prefeito.

    O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Janaína, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto.

    Com informações de Rebeca Ligabue, Ramiro Brites, Demétrio Vecchioli, Jessica Bernardo e Julia Gandra.

  • Caso das crianças desaparecidas em Bacabal entra no 13° dia de buscas

    Caso das crianças desaparecidas em Bacabal entra no 13° dia de buscas

    Arquivo pessoal
    Crianças desaparecidas em Bacabal

    Nessa quinta-feira (15/1), as investigações tiveram um avanço significativo após relatos de Anderson Kauan, de 8 anos, ajudarem a polícia localizar o local onde as três crianças teriam passado ao menos uma noite.

    Anderson Kauan, primo das crianças, desapareceu junto com Isabelle e Michael, no dia 4 de janeiro, mas foi encontrado com vida três dias depois. Debilitado e sem roupas, o menino foi localizado em uma área de mata a cerca de 4 quilômetros do ponto onde o trio havia sido visto pela última vez.

    “Casa caída”

    A partir da escuta especializada de Anderson Kauan, conduzida por profissionais capacitados, os investigadores conseguiram reconstruir parte do trajeto percorrido pelas crianças.

    O menino relatou que ele e os primos passaram ao menos uma noite em uma cabana improvisada e abandonada na mata, conhecida pelos moradores como “casa caída”.

    Com base nas descrições, as equipes localizaram um ponto que correspondia ao relato do menino. O local foi fotografado e as imagens apresentadas a Kauan, que reconheceu repetidas vezes o espaço como sendo onde o grupo dormiu.

    Cães farejadores foram acionados para confirmar tecnicamente a informação. Segundo a força-tarefa, a confirmação olfativa indicou que as três crianças estiveram no local.

    Apesar das buscas minuciosas na área, nenhum outro vestígio que levasse ao paradeiro de Isabelle e Michael foi encontrado.

    Estratégia usada nas buscas mudou

    Com o esgotamento das buscas terrestres na região da “casa caída”, a estratégia usada na operação foi redirecionada. As equipes passaram a intensificar varreduras em rios, áreas alagadas e no Lago Limpo, nas proximidades de onde as crianças desapareceram.

    Mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão atuam no local, enquanto embarcações fazem patrulhamento fluvial.

    As buscas também enfrentam dificuldades provocadas pelas condições climáticas, já que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de chuvas intensas para a região.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, diversas hipóteses seguem sendo analisadas, e as investigações continuam em andamento.

    Força-tarefa ampliada e recompensa

    Atualmente, agentes das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e militares do Exército participam da operação, além mais de 1 mil voluntários. Helicópteros, drones e cães farejadores seguem sendo utilizados.

    Desde o dia 9 de janeiro, a Prefeitura de Bacabal oferece uma recompensa de R$ 20 mil por informações que levem à localização das crianças. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.

    O prefeito informou que não se discute qualquer tipo de suspensão ou paralisação dos trabalhos. A operação é descrita como permanente, mantendo as prioridades necessárias para o encontro das crianças.

    Força-tarefa sofre perda durante as buscas

    Durante os trabalhos de busca dessa quinta, a força-tarefa enfrentou uma perda. A cadela Iara, de 5 anos, do Corpo de Bombeiros do Ceará, morreu enquanto atuava nas buscas pelas crianças em Bacabal. O óbito do animal foi confirmado nessa quinta pelo prefeito Roberto Costa.

    Segundo a corporação, Iara havia sido deslocada ao Maranhão para reforçar os trabalhos com cães farejadores. O animal passou a apresentar sintomas compatíveis com torção gástrica já nas proximidades do destino final da missão e morreu em decorrência de uma entorse abdominal.

  • Kassab promove Ratinho Jr. na Faria Lima em meio a briga de Bolsonaros

    Kassab promove Ratinho Jr. na Faria Lima em meio a briga de Bolsonaros

    Reginaldo Martins/Divulgação/XP
    Imagem de Ratinho Junior, governador do Paraná - Metrópoles

    Secretário de Governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e presidente do PSD, Gilberto Kassab tem fortalecido o nome do governador paranaense Ratinho Jr. (PSD) na Faria Lima, segundo relatos de aliados.

    Em conversa com o Metrópoles, agentes do mercado dizem que ainda consideram Ratinho Jr. um nome alternativo ao do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como pré-candidato à Presidência.

    Tudo depende, dizem os economistas, da performance do senador nas pesquisas eleitorais. Por enquanto, a percepção é de que Flávio tem conseguido captar os votos do pai, o que amplia as chances da candidatura se concretizar.

    Mesmo em queda, o número é considerado alto. Caso o filho do ex-presidente não consiga reverter esse quadro, o nome de Tarcísio deve ter um novo impulso para a candidatura nacional. A rejeição do governador está em 43% e fala-se em uma possível articulação dele com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

    Plano de Kassab

    Kassab tem dito a interlocutores da Faria Lima que prefere ter um candidato próprio a apoiar outro de fora porque, assim, ele teria mais liberdade, especialmente para compor alianças regionais sem condicioná-las à composição nacional com outros partidos.

    O plano de Kassab seria fortalecer a candidatura de Ratinho Jr. até que se torne caro seu apoio a outro candidato.

    Um movimento semelhante do ex-prefeito de São Paulo, a propósito, foi feito em São Paulo com Felício Ramuth (PSD), que se tornou vice de Tarcísio após se apresentar como candidato concorrente.

    No mesmo dia da briga exposta entre Michelle e aliados dos filhos de Bolsonaro, a assessoria de Kassab divulgou uma entrevista de Ratinho Jr. em que ele se diz preparado para uma disputa nacional.

    “Se meu nome for esse nome escolhido internamente, eu fico muito honrado e, obviamente, vou aceitar o desafio”, disse o governador do Paraná em entrevista coletiva na quarta-feira (14/1).

    Embora seja desconhecido nacionalmente, Ratinho Jr. tem a seu favor a força das rádios do pai, Ratinho, que tem mais de 70 emissoras no país. Ele ainda pode recuar e se apresentar como candidato ao Senado, aproveitando a projeção da pré-candidatura presidencial.

    Briga na família Bolsonaro

    O tabuleiro pré-eleitoral foi chacoalhado no mesmo dia da coletiva de Ratinho Jr. por uma publicação de Tarcísio com criticas à política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O conteúdo motivou uma briga na família Bolsonaro.

    Michelle não só republicou o vídeo como também curtiu, na publicação, um comentário da esposa de Tarcísio, Cristiane Freitas, em que ela fala que o país precisa “mudar de CEO”.

    As movimentações de Michelle foram vistas entre bolsonaristas como uma forma de se recolocar como um nome importante na disputa presidencial. A indicação de Jair para Flávio, no ano passado, teria sido uma forma de diminuir o poder da ex-primeira-dama.

    Questionado por jornalistas, Tarcísio negou na quinta-feira (15/1) que a publicação representasse mais um sinal de seu projeto presidencial. Questionado pela imprensa, disse que considera Flávio “um grande nome” para as eleições presidenciais.

    O governador de São Paulo tem sido pressionado por aliados de Flávio a ser mais enfático no apoio à candidatura do filho do ex-presidente. Antes da nova manifestação de apoio de Tarcísio, o senador havia se pronunciado sobre o assunto.

    “Não vou ficar cobrando em qual tempo eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. O fato é que está longe a campanha eleitoral ainda. As pessoas têm o tempo delas”, disse Flávio em Brasília.

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    Silva, botecagem e show de luzes na Catedral da Sé: o que fazer em SP

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