Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger presidente

    Flávio Bolsonaro pede ajuda a Trump para se eleger presidente

    Alice Rabello
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    Incitar é um verbo transitivo que significa estimular, instigar, provocar ou encorajar alguém a realizar uma ação. Foi o que fez o senador Flávio Bolsonaro, em sua versão dita moderada, em palestra para o fino da direita americana em Dallas, no Texas.

    Diante de milhares de pessoas, ele comparou a trajetória do seu pai com a de Donald Trump, e acusou Lula de fazer lobby em favor de facções criminosas brasileiras e de privilegiar interesses chineses, cubanos e iranianos sobre os dos americanos.

    “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível”, disse Flávio em inglês, lendo um texto.

    Empolgado, disse que “o Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

    Segundo Mariana Sanchez, colunista do UOL em Washington, coube a Eduardo Bolsonaro chamar ao palco o irmão, não sem antes mostrar à audiência que estava registrando o evento em um vídeo de celular “para mostrar ao meu pai”.

    Flávio disse sobre o pai: “Tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Trump. Não conseguiram. E agora ele está na prisão, assim como Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo. Nós brasileiros ainda lutamos”. 

    Em seguida, qualificou Lula de “socialista condenado por corrupção” e mostrou uma foto dele abraçado ao líder venezuelano Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, depois de ter sido removido de Caracas por forças militares americanas.

    “Talvez vocês pensem: ‘Por que deveríamos nos importar? Este é um problema do Brasil’. Deixem-me explicar exatamente por que isso importa para a América e para o mundo“, disse Flávio. E citou os minerais críticos e o combate ao narcotráfico.

    Foi a deixa para dizer: “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região simplesmente impossível”.

    Adiante: “O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

    A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Ontem, por sinal, Trump a elogiou ao reconhecer a eficiência de seu modelo econômico. Nem Jair Bolsonaro ousou criticar a China à época do seu governo desastroso. Mas Flávio, cópia encardida do pai…

    “O presidente do meu país faz lobby nos EUA para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo“, disse Flávio, mudando de assunto.

    E defendeu que os Estados Unidos classifiquem o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Terrorista é a organização que atua para derrubar regimes. O crime organizado visa ganhar dinheiro.

    “Estas organizações criminosas não têm qualquer viés ideológico, nem viés político, não querem mudar o sistema. Elas praticam infrações penais, lavagem de dinheiro”, afirma Mario Sabburro, ex-secretário nacional de Segurança Pública.

    No limite, a classificação delas como organizações terroristas permitiria aos Estados Unidos combatê-las em solo brasileiro via operações militares ou policiais, e a bloquear contas de empresas que se relacionem com elas. A soberania do país iria para o lixo.

    Flávio Bolsonaro e seu irmão Eduardo não se importam com isso. Flávio com a palavra:

    “Eu entendo que o presidente Trump está incrivelmente ocupado ‘Fazendo a América Grande Novamente’ e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países (…). Mas estou confiante de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são seus verdadeiros aliados do Brasil”.

    Flávio encerrou sua fala dizendo: “Trump 2.0 está sendo muito melhor que Trump 1.0, certo? Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. E os EUA também terão seu aliado de volta”.

    Poderia haver exemplo mais notável de subserviência e de pedido de ajuda para se eleger presidente em outubro próximo?

     

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  • PL dá pontapé inicial em "protocolo Biden" contra Lula

    PL dá pontapé inicial em "protocolo Biden" contra Lula

    Foto: Reprodução
    Lula em homenagem póstuma a Pepe Mujica, na UFABC, em São Bernardo do Campo

    Lideranças do PL de Flávio Bolsonaro iniciaram, nos últimos dias, uma espécie de “protocolo Biden” para tentar desgastar a imagem do presidente Lula em razão da idade do atual mandatário brasileiro.

    A ideia é mostrar que, por conta de sua idade avançada (80 anos), Lula não teria condições de concorrer à reeleição em 2026, assim como ocorreu em 2024 com Joe Biden, então presidente dos Estados Unidos.

    Na quarta-feira (25/3), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), foi ao plenário e listou gafes cometidas recentemente por Lula. No discurso, disse que o petista está com “problemas cognitivos”.

    “Eu jamais desrespeitaria, e não estou aqui para desrespeitar o atual mandatário da República por causa da sua idade. Mas frases desconexas como essas acendem e deixam um alerta ao Brasil. Eu não acredito que o Brasil queira reeleger um presidente com tantos problemas cognitivos, como nós estamos vendo”, disse Sóstenes.

    Entre as gafes listadas pelo bolsonarista está fala de que o Brasil é “um dos países mais respeitados no mundo do crime organizado”, feita por Lula durante a sanção do PL Antifacção, na terça-feira (24/3).

    Sóstenes também lembrou da fala de Lula sobre o aborto, na qual o petista questionou “que monstro” sairia do ventre de meninas grávidas. Outra frase lembrada foi a de que “traficantes são vítimas de usuários”.

    “Ora, gente, eu não estou nem fazendo um debate político aqui. Eu estou falando da realidade do Brasil. Nós tivemos recentemente um candidato à Presidência da República dos Estados Unidos da América, o Biden, que abandonou a candidatura justamente porque viram que ele estava com problemas cognitivos, falando o que não deveria, fazendo o que não deveria. O partido dele teve bom senso e falou: ‘Ó, não há condições de ele ser candidato’”, completou Sóstenes.

    A tendência, dizem parlamentares do PL, é que o partido passe explorar com mais frequência as gafes de Lula, da mesma forma como os democratas fizeram com Biden, que desistiu de concorrer.

    O PT e o próprio Lula já estão cientes da estratégia da oposição de tentar desgastá-lo em razão de sua idade. Por isso, o próprio petista tem divulgado vídeos correndo e malhando, para demonstrar disposição.

  • Governo Lula quer brecha fiscal para ampliar incentivos tributários

    Governo Lula quer brecha fiscal para ampliar incentivos tributários

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
    Presidente Lula durante evento em Anápolis (GO)

    O Planalto quer abrir brecha fiscal para incentivos tributários por meio de projeto de lei apresentado pelo líder do governo Lula no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT). O texto estabelece exceções para concessão de benefícios e criação de despesas no exercício de 2026.

    No texto, Randolfe define que propostas que concedam incentivos tributários poderão avançar sem a aplicação de restrições previstas na legislação fiscal, desde que a renúncia de receita já tenha sido considerada no Orçamento de 2026 ou acompanhada de compensação. O senador registra que essas iniciativas “ficam ressalvadas da aplicação” de dispositivos que impõem limites a esse tipo de medida.

    O projeto detalha ainda situações específicas em que essas exceções se aplicam. Entre elas, estão medidas relacionadas a áreas de livre comércio e operações envolvendo PIS/Pasep e Cofins. O texto prevê a possibilidade de concessão de créditos dessas contribuições na aquisição de determinados materiais e a isenção sobre a venda de “desperdícios, resíduos e aparas”.

    Além dos incentivos tributários, o parlamentar incluiu na proposta regras para despesas obrigatórias. O senador prevê que projetos sobre licença-paternidade e salário-paternidade também possam ser implementados sem a aplicação de restrições fiscais específicas, estabelecendo que essas iniciativas “ficam ressalvadas da aplicação” de regras que tratam do controle dessas despesas.

    A proposta delimita a aplicação das medidas ao exercício de 2026 e estabelece que a futura lei entre em vigor na data de sua publicação.

  • “Ódio gratuito”: acompanhante quebra o silêncio após briga com deputado. Veja vídeo

    “Ódio gratuito”: acompanhante quebra o silêncio após briga com deputado. Veja vídeo

    Metrópoles
    acompanhante Lívia Borges

    A acompanhante Lívia Borges decidiu falar pela primeira vez sobre a confusão envolvendo o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR), ocorrida na noite dessa quarta-feira (25/3), no Lago Sul, área nobre de Brasília.

    Em entrevista exclusiva à coluna, ela descreveu uma sequência de agressões verbais, intimidação e momentos de tensão dentro e fora do carro onde estava com o parlamentar.

    “Ele já estava embriagado. Eu percebi isso. Dentro do carro, começou a me xingar de ‘puta’, ‘vagabunda’, ‘prostituta’. Ficou totalmente alterado”, relatou.

    Segundo Lívia, o desentendimento começou após a negociação do valor do programa. A situação, no entanto, saiu rapidamente do controle.

    “Eu pedi para ele sair do meu carro. Ele falou que não ia sair, perguntou quem eu achava que era. Eu disse: ‘Eu sou a proprietária do carro, você vai sair sim’. Mas ele não saía e continuava me ofendendo.”

    Com medo da escalada da violência, ela decidiu deixar o veículo e pedir ajuda. “Eu achei que ele fosse me agredir. Ele estava desequilibrado, cuspindo no meu carro, me xingando a todo momento. Fiquei com medo de verdade”, disse.

    Lívia então procurou seguranças do local e tentou acionar pessoas próximas ao deputado. “Eu fui chamar a assessora e falei que ia virar caso de polícia. Ele não queria sair do meu carro e estava agressivo’.”

    Segundo ela, a situação piorou com a chegada da assessora. “Ela veio para cima de mim me xingando também. Falou para eu ‘pegar minha buceta e ir embora’, usou palavras de baixo nível. Foi tudo muito humilhante.”

    A acompanhante afirma que, em meio às ofensas, houve incentivo para agressão. “Teve um momento em que ele disse que não podia me bater, mas que ela poderia. ‘De mulher para mulher’, foi isso que ele falou.”

    O episódio também incluiu agressão com bebida. “Ele jogou o que parecia ser chope em mim. Pegou no meu rosto, no cabelo. Foi uma forma de me intimidar.”

    Mesmo diante da situação, Lívia afirma que tentou manter o controle. “Eu mantive a calma o tempo todo. Só queria que aquilo acabasse. Se eu tivesse ficado dentro do carro com ele, eu não sei o que teria acontecido.”

    Após a confusão, ela procurou a delegacia e registrou ocorrência. “Eu fiz o que era certo. Me senti coagida, intimidada. Foi agressão, sim. Foi um ódio gratuito.”

    Desde então, diz que enfrenta abalo emocional. “Eu tive crise de ansiedade. Estou com medo. Não estou saindo de casa. Está sendo muito difícil lidar com tudo isso.”

    Lívia também rebateu qualquer tentativa de intimidação ligada ao cargo do parlamentar. “Ele perguntava se eu sabia quem ele era, que era deputado federal. Mas isso não faz ninguém melhor que ninguém. O respeito é de igual para igual.”

    Ela afirma que não conhecia o deputado antes do episódio. “Eu nunca tinha visto ele na vida. Ele me abordou ali na entrada.”

    Agora, espera que o caso tenha desdobramentos. “Eu estou fazendo a minha parte e espero que a Justiça seja feita. Não é porque ele é deputado que pode agir assim.”

    O caso foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul. A Polícia Militar foi acionada e a investigação segue em andamento.

    Procurado pela coluna, o deputado não se manifestou até a última atualização. O espaço segue aberto.

  • Novas imagens mostram deputado coagindo mulher em Brasília. Veja vídeo

    Novas imagens mostram deputado coagindo mulher em Brasília. Veja vídeo

    Reprodução

    Novas imagens obtidas pela coluna mostram o momento de tensão envolvendo o deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) e uma acompanhante de luxo na noite dessa quarta-feira (25/3), no Lago Sul, área nobre de Brasília.

    O vídeo revela a sequência da confusão, que começou após um desentendimento entre o parlamentar e a mulher dentro de um carro. Em determinado momento, a acompanhante deixa o veículo e vai até o restaurante em busca da assessora do deputado.

    Nas imagens, ela relata que o parlamentar se recusava a sair do carro, apresentava comportamento agressivo e afirma que a situação poderia evoluir para um caso de polícia.

    Pouco depois, o deputado aparece sendo abordado por seguranças do estabelecimento. Ele demonstra descontrole e, ao perceber a chegada da assessora, se emociona. Visivelmente abalado, começa a chorar e pergunta pela mãe.

    Ainda no vídeo, o parlamentar afirma que considerou o valor do programa elevado, o que teria motivado o desentendimento inicial.

    A cena se intensifica com a chegada da assessora, que passa a discutir com a acompanhante, identificada como Lívia Borges. O confronto verbal eleva ainda mais o clima de tensão no local.

    O caso ocorreu por volta das 23h30 e mobilizou equipes da Polícia Militar do Distrito Federal. Testemunhas relataram que a discussão começou após divergências sobre valores e rapidamente evoluiu para troca de ofensas e agressões.

    A ocorrência foi registrada na 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul. Horas antes da confusão, o deputado havia publicado uma foto nas redes sociais ao lado da mãe, vestindo a mesma roupa utilizada no momento do episódio.

    Procurado, o parlamentar não havia se manifestado até a última atualização. O espaço segue aberto.

  • Aposta do ES acerta Mega-Sena e leva sozinha R$ 37,9 milhões; veja dezenas

    Aposta do ES acerta Mega-Sena e leva sozinha R$ 37,9 milhões; veja dezenas

    Uma aposta de Marataízes (ES), feita em casa lotérica, acertou as seis dezenas sorteadas hoje no concurso 2990 da Mega-Sena e levou sozinha um prêmio de R$ 37.983.331,58. O que aconteceu Os números sorteados foram: 06 – 14 – 18 – 29 – 30 – 44. 45 apostas acertaram cinco dezenas e ganharam R$ 48.264,27 […]

  • Campanha de Lula elege SP como prioridade e centrará fogo em Tarcísio

    Campanha de Lula elege SP como prioridade e centrará fogo em Tarcísio

    Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Lula e Tarcísio de Freitas - Metrópoles

    A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu o estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, como prioridade na busca pela reeleição do petista e já tem trabalhado no levantamento de dados e informações para abastecer a artilharia contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Enquanto o período eleitoral oficial não começa, o PT tem mobilizado equipes jurídicas para levantar temas que possam gerar desgaste ao chefe do Palácio dos Bandeirantes, que vai coordenar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em São Paulo, enquanto tentará se reeleger no estado. As últimas pesquisas têm mostrado empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno.

    Entre os assuntos que serão explorados pelos petistas está o escândalo envolvendo o Banco Master, que tem gerado desgaste ao governo Lula. A ordem é enfatizar as conexões de Daniel Vorcaro com o bolsonarismo, como as doações de R$ 5 milhões que Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro, fez para as campanhas de Tarcísio e de Jair Bolsonaro (PL), em 2022.

    “Eles ficam tentando nos associar ao Banco Master. Está totalmente no colo deles, do Tarcísio e do Bolsonaro, não no nosso. Então, isso vai ser dito e ele [Tarcísio] vai ter que responder”, disse um deputado do PT envolvido na estratégia da campanha em São Paulo.

    Nas últimas semanas, Lula anunciou Fernando Haddad (PT) como o candidato ao governo paulista, além de encaminhar a candidatura de Simone Tebet (PSB) ao Senado. Outro “nome de peso” do governo Lula escalado para atuar na campanha em São Paulo é Geraldo Alckmin – seja como vice na chapa presidencial ou como candidato ao Senado.

    A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também é cotada para compor a chapa. Todos já foram candidato à Presidência em eleições anteriores. O cálculo é que um bom desempenho no maior colégio eleitoral do país é crucial para a vitória nacional. Em 2022, Bolsonaro venceu Lula em São Paulo por 55,2% a 44,8%, embora tenha perdido a eleição.

    Em eventos recentes, Lula e membros do governo centraram ataques a Tarcísio, acusando o governador de esconder a participação do governo federal em obras e investimentos no estado. Em agenda no interior paulista, o presidente disse que Tarcísio precisa “falar a verdade“. No dia seguinte, Tarcísio reagiu, dizendo que já está “acostumado a ouvir bobagens dele [Lula]”.

    A principal linha da campanha de Lula e Haddad em São Paulo será apresentar o que eles classificam como “investimento recorde” do governo federal no estado e afirmar que as principais obras da gestão Tarcísio foram viabilizadas graças à ajuda do governo Lula.

    Enquanto o governador paulista é alvo constante de críticas de Lula, seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quase não é mencionado pelo presidente.

    Pontos de ataque

    Uma das questões que será levantada pela campanha petista é a privatização da Sabesp, realizada no governo Tarcísio. O partido questiona a desestatização da companhia no Supremo Tribunal Federal (STF) e, mesmo que não tenha sucesso na Corte, pretende explorar pontos que considera frágeis no processo, como o preço pelo qual a estatal foi vendida, apontado por alguns como abaixo do valor de mercado.

    No último dia 18/3, Tarcísio chegou a viajar até Brasília para tratar do tema com ministros do STF às vésperas do início do julgamento da ação.

    Outro flanco de ataques do PT será a questão financeira e orçamentária do Estado na gestão Tarcísio. O governo fechou os anos de 2023 e 2025 com déficit nas contas, sendo que 2024 fechou no azul por conta da venda da Sabesp, segundo apontou o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

    O Metrópoles mostrou que a gestão Tarcísio viu encolher quase pela metade o caixa livre, que não tem destinação obrigatória, enquanto prepara novos empréstimos para tocar projetos que são vitrines eleitorais.

  • Queda de ponte no DF obriga moradores a pegar desvio de 23 km. Veja vídeo

    Queda de ponte no DF obriga moradores a pegar desvio de 23 km. Veja vídeo

    Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
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    O atoleiro que prendeu um ônibus escolar na quarta-feira (25/3) em uma rota improvisada entre o Paranoá e o Sobradinho dos Melos e Capão da Onça, no Distrito Federal é só o acontecimento mais recente de um problema antigo.

    A quilômetros dali, uma ponte destruída interrompe completamente a passagem de moradores e transforma tarefas simples em um desafio diário. No local, não passam com segurança carros, motos ou ambulâncias.

    A estrutura é conhecida e carinhosamente pelos moradores como “Ponte do Seu Joaquim”, e cedeu no início deste ano. Desde então, quem vive do outro lado se vira como pode: a pé, carregando compras, botijão de gás e até atravessando longas distâncias para conseguir acesso ao básico.

    Mesmo os moradores que precisam passar de Sobradinho dos Melos, no Paranoá para o Capão da Onça de carro, e são obrigados a desviar 23 quilômetros que seriam poupados com a reestruturação da estrutura, são atingidos novamente pela insegurança de outra ponte: para chegar ao local do atolamento, é necessário transitar por uma ponte de madeiras irregulares e sem manutenção.

    “Para comprar um pão, a gente anda 12 quilômetros”, resume uma moradora.

    “Eu vou até aqui, deixo o quadriciclo e sigo a pé. Agora não dá pra passar. Se passar mal lá em cima, morre, porque não tem como chegar socorro”, relata.

    O medo não é exagero ou pesadelo sem base. Segundo ela, o marido sofreu um infarto durante a madrugada, em 2025, e só conseguiu ser socorrido porque a ponte ainda permitia passagem.

    Travessia improvisada e rotina de risco

    Sem a ponte, moradores se arriscam em rotas alternativas precárias — como a estrada de terra onde o ônibus escolar atolou nesta semana. Em dias de chuva, o caminho vira lama.

    “Se o ônibus daquela altura atola, imagina os carros”, comenta um dos moradores.

    A alternativa mais comum tem sido atravessar a pé. Para quem mora mais afastado, o trajeto pode levar minutos, até, isso quando é possível passar.

    Aos 73 anos, Helena Anselmo Januário carrega as compras em um carrinho improvisado: “É tudo assim, arrastando. Tem que trazer tudo no braço”, conta. Ela diz que sai de casa apenas uma vez por semana, quando consegue: “Se precisar de mais coisa, não dá. A gente fica sem.”

    Ponte improvisada por moradores

    A travessia no local nunca foi simples. Segundo Joaquim José Moreno, de 78 anos, o senhor que dá nome à ponte, a estrutura sempre foi improvisada.

    “Quando eu cheguei aqui, em 1990, já era de madeira. Duas madeirinhas no meio, a gente passava se equilibrando”, relembra. Ao longo dos anos, os próprios moradores fizeram reparos como podiam. Há cerca de dois anos, uma reforma foi realizada, mas a estrutura voltou a ceder após as chuvas.

    “Ficamos seis anos esperando arrumar. Quando arrumaram, não durou”, comenta Carlos Jean Moreno, um dos nove filhos de Joaquim.

    A situação é tão antiga que já virou até ironia entre os vizinhos: em 2024, eles chegaram a fazer um “aniversário” simbólico da ponte, como forma de protesto pela demora nas obras.

    Produção prejudicada e isolamento

    A região é formada por chácaras e áreas produtivas. Há criação de animais, produção de ovos, hortaliças e outros alimentos que dependem do escoamento diário.

    “Tudo passa por aqui. Produção, gente, tudo. Agora ficou travado”, relata um morador.

    Mesmo com pontos de parada de ônibus espalhados ao longo da estrada, não há transporte público regular na região. Antes, apenas o ônibus escolar fazia o trajeto, e agora consegue passar somente pelo desvio, que os distancia a mais de 20km da passagem.

    Os moradores relatam que já buscaram ajuda diversas vezes, mas dizem não ter retorno efetivo do poder público. Segundo eles, há promessas de reconstrução da ponte, mas sem prazo concreto: “A gente cobra, mas ninguém responde”.

    O Metrópoles tentou entrar em contato com a Administração Regional do Paranoá, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto

  • Próxima adversária do Brasil, veja como está a seleção da Croácia

    Próxima adversária do Brasil, veja como está a seleção da Croácia

    Reprodução/ Instagram @hns_cff
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    Brasil e Croácia se enfrentam nesta terça-feira (31/3), no Camping World Stadium, em Orlando, para segundo amistoso de ambos nesta Data Fifa. Algoz da Seleção Brasileira em 2022, quando eliminou a Canarinho nas quartas de final da Copa do Mundo, os croatas vivem bom momento.

    Na última quinta-feira (26/3), venceu a Colômbia por 2 x 1 em seu primeiro compromisso em 2026. No ano anterior, a equipe comandada por Zlatko Dalić, que está no cargo desde 2017, perdeu apenas uma vez. A derrota aconteceu em março, quando perdeu por 2 x 0 para a França e foi eliminado da Liga das Nações.

    Ao todo, foram 10 partidas disputadas em 2025, sendo oito vitórias, um empate e um resultado negativo. Em meio a estes jogos, a Croácia garantiu a sua classificação para a Copa do Mundo após terminar na liderança de seu grupo com 22 pontos marcados e nenhuma partida perdida.

    No mundial, a seleção croata está no Grupo L, que ainda conta com Inglaterra, Gana e Panamá. Mesmo que a memória recente do brasileiro em relação aos croatas não seja boa, devido à eliminação, nos pênaltis, nas quartas de final da Copa de 2022, o Brasil nunca perdeu para o seu próximo adversário. Foram cinco confrontos entre eles, sendo três triunfos para a Canarinho e dois empates.