Composta apenas por músicos com idade acima de 60 anos, a Orquestra Bachiana Sênior Sesi-SP será regida por João Carlos Martins
Autor: jonysdavid2017@gmail.com
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João Carlos Martins se emociona com carta de Fernanda Montenegro. Vídeo
Victor Santos/ Metrópoles
Com data marcada para inaugurar a primeira orquestra sênior do Brasil, o maestro João Carlos Martins revelou que parte de sua inspiração para o projeto veio de uma carta escrita de próprio punho por Fernanda Montenegro.
Ao ser convidado pelo Metrópoles a refletir sobre o que significava, para ele, reger músicos com mais de 60 anos, ele revelou que carrega dois grandes exemplos para se manter na ativa e para proporcionar essa oportunidade a outras pessoas: seu pai, que morreu aos 102 anos, e a carta que recebeu da atriz.
Na carta, Fernanda lamentava não poder ir a um concerto realizado pelo maestro em homenagem a Arthur Moreira Lima, ocorrido em 2025 no Rio de Janeiro. Ela explicou que não poderia ir à apresentação porque, aos 96 anos, estava gravando uma nova série.
Em suas palavras, ela brincou “estar caminhando para os 100 anos e ainda estar em trabalho de parto”. O pianista admitiu que a carta – que foi enquadrada e colocada em um lugar especial na casa dele – é o maior exemplo que carrega, por mostrar “uma mulher que, com 96 anos, está pensando no trabalho que vai ter aos 97 anos”.
“Sua figura, maestro, é imensa. Imensa como artista e como ser humano. Saiba que desde que o encontrei na sua arte, eu o aplaudo, aplaudo a sua dimensão”, escreveu a atriz.
“Eu sempre lutei para ser um dos principais intérpretes de Bach no mundo, isso é uma razão de objetivo. Depois virei maestro. E aí você tem que procurar inovar, você tem que procurar ter objetivos e é essa carta da Fernanda, não é uma carta. Eu considero um documento histórico. Então, a razão é essa: entre manter objetivos ou ficar velho, então o que eu prefiro, é manter objetivos”, falou João Carlos Martins.
Pianista inaugura orquestra sênior em SP
O renomado maestro e pianista vai inaugurar, em São Paulo, a primeira orquestra sênior do Brasil, composta apenas de músicos com idade acima de 60 anos. Ao Metrópoles, ele revelou que a ideia de juntar os músicos 60+ para tocar se deu para que a palavra “renovação” – esperada nas orquestras atuais – traga esperança para aqueles que poderiam ser substituídos por instrumentistas mais jovens.
A Orquestra Bachiana Sênior SESI-SP conta com 25 músicos que, segundo o próprio maestro – que realiza a direção artística do projeto –, têm entre 62 e 80 anos e, em sua maioria, acabam de se aposentar da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), da Orquestra Sinfônica Municipal, do Theatro Municipal, ou da Orquestra Sinfônica Universidade de São Paulo (Osusp). A maioria deles, ao receber o convite para voltar a tocar, estavam com lágrimas nos olhos.
“O instrumento, para um músico, mesmo quando ele se aposenta, é um ímã”, comparou.
João Carlos foi diagnosticado aos 18 anos com contratura de Dupuytren e distonia focal, doenças raras e, até hoje, sem cura. Ele sofre com dor ou desconforto nas mãos desde os 22 anos.
“Eu nunca desisti dos meus objetivos e meus objetivos hoje estão ligados àqueles que estão perto do apagar das luzes e àqueles que estão tendo a oportunidade de conhecer o que significa a palavra música, porque o maior compositor espanhol dizia que a música começa onde a linguagem termina”.
João Carlos brincou que, se os músicos são “sênior”, ele é “ultrassênior”. “Depois de mim, o mais novo tem 80 anos. Eu vou fazer 86, mas eu reduzi drasticamente minhas atividades: agora só são 120 concertos por ano”, conta.
Com o projeto, o maestro quer que novas orquestras sênior sejam criadas pelo Brasil afora. “Tudo na vida necessita um pontapé inicial. Então se você pergunta do que a vida é feita, a vida é feita de tradição e inovação. Tradição, você mantém a tradição mantendo o interesse, que é a minha luta, é a democratização da música clássica […] E inovação é você criar fatos novos para causar interesse para pessoas que não tiveram contato com a música clássica”, pontuou.
A ideia de criar a Bachiana Sênior se deu porque João Carlos já estava regendo a Bachiana Filarmônica e a Bachiana Jovem. Com isso, a orquestra se tornou a única instituição no mundo que tem as três modalidades.
Para João Carlos, reger músicos 60+ vem do exemplo que ele trouxe de seu pai, que morreu aos 102 anos totalmente lúcido. “Na festa dos 100 anos do meu pai, o embaixador da Romênia chegou para ele e falou: ‘Seu Martins, o senhor está fumando charuto e tomando vinho. O senhor já perguntou para os seus médicos?’ Meu pai respondeu: ‘Meus médicos já morreram há muito tempo’”, riu ao contar a história ao Metrópoles.
O processo seletivo dos músicos foi feito com a ajuda do maestro Laércio Sinhorelli Diniz, regente principal das apresentações que terá a temporada aberta no dia 15 de abril, com shows no SESI-SP.
Os concertos da temporada vão começar mais cedo e ter menos tempo de duração. As apresentações devem ter início às 20h e ter cerca de 50 minutos de duração.
O repertório da Orquestra Sênior será o tradicional da Bachiana, porém, ao mesmo tempo, vai abordar temas que não fazem parte do cotidiano de outras orquestras. Um dos concertos, por exemplo, vai ser a relação entre música e psicanálise e outro vai trazer a relação da música com o meio ambiente.
“A Bachiana Sênior vai ter uma missão social muito importante para que pessoas que estão entrando na base do envelhecimento tenham mais experiência para discutir temas importantes da sociedade e do nosso cotidiano”, acrescentou.
Em 15 de março, o maestro realizou uma apresentação especial com a Orquestra Sênior. Segundo ele, a recepção do público “foi um escândalo. Parecia carnaval”. Ele ressaltou que, não só no Brasil, mas fora também, nunca teve um lugar vazio em seus concertos e tem expectativa que a situação se repita com as apresentações do novo projeto.
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Athletico-PR x Botafogo se enfrentam em rodada atrasada do Brasileirão
Luis Miguel Ferreira/Athletico-PR
Em meio à Data Fifa, Athletico-PR e Botafogo tiram o atraso de uma rodada no Campeonato Brasileiro. As equipes se enfrentam neste domingo (29/3), às 19h30, na Ligga Arena. O torneio nacional está paralisado em razão da agenda reservada para duelos de seleções nacionais.
A partida é válida pela 5ª rodada do Brasileirão, realizada oficialmente entre os dias 10 e 12 de março. No entanto, o Glorioso havia um compromisso pela Pré-Libertadores, que fez com que o duelo contra o Furacão fosse adiado. O Fogão, portanto, foi eliminado no torneio continental, pelo Barcelona de Guayaquil (EQU).
Em caso de vitória do Athletico, o clube entra no G4 do Brasileirão. Os três pontos podem levar o Furacão aos 16 totais, os mesmos de São Paulo e Fluminense, 2º e 3º colocados, respectivamente. No entanto, para ultrapassar os tricolores, o Furacão precisa triunfar com, ao menos dois gols de diferença.
A briga do Botafogo é outra, na verdade, oposta. O clube carioca está dentro da zona de rebaixamento, em 17º lugar. A equipe soma apenas seis pontos, conquistados após duas vitórias e quatro derrotas em seis jogos. Um triunfo simples é suficiente para tirar o Fogão do Z-4. Na última semana, o Glorioso demitiu o treinador Martín Anselmi e o substituto ainda não foi escolhido.
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Césio-137: ator da série expõe revolta e lembra infância como catador
Reprodução/Instagram
A nova série da Netflix, Emergência Radioativa, que revisita o acidente com o Césio-137 em Goiânia (GO), colocou o ator do Distrito Federal William Costa diante de uma história que, segundo ele, ainda carece de reparação no Brasil. No papel de Darlei, personagem inspirado em vítimas da tragédia, o artista afirma que a preparação para o papel trouxe indignação e reflexão social.
William, que é mineiro de Itambucari, mas mora no Distrito Federal (DF) desde os 11 anos, iniciou a carreira em produções independentes no quadradinho, inclusive com algumas webséries que desenvolvia com amigos pelas ruas da Samambaia Sul.
Em entrevista ao Metrópoles, ele refletiu sobre a experiência de interpretar uma vítima do acidente radioativo na nova produção da Netflix, protagonizada por Johnny Massaro.
“Esse trabalho também despertou em mim um sentimento de revolta, porque, quando estudei a história das vítimas, entendi que até hoje não houve nenhuma reparação justa para elas e seus familiares. Além de ter responsabilidade direta pela contaminação, o Estado também deixou esse caso cair no esquecimento e, até hoje, não deu o amparo necessário às pessoas afetadas por essa tragédia.”
Durante o processo, William também refletiu sobre desigualdade social e o que define como racismo ambiental: “A série também escancara um tema que é pouco falado, que é o racismo ambiental que existiu na época e existe até hoje em todo o país”. Ele relaciona o acidente a um contexto em que populações vulneráveis ficam mais expostas a riscos, muitas vezes por falta de informação.
A história também teve impacto pessoal. Ao relembrar a infância em Minas Gerais, o ator contou que viveu realidade semelhante à de catadores retratados na produção.
“Quando eu e meus irmãos ainda morávamos em Tambacuri, Minas Gerais, a gente costumava sair para catar latinha no final das festas, catar fio de cobre principalmente. A gente entrava em lugares muito arriscados também, e por sorte não teve nada radioativo“, conta.
No meio do processo de catar fios de cobre para vender, William conta que também encontrou uma forma de expressão artística. “Pegava esses cobres, às vezes escondido dos meus irmãos, e fazia meus próprios brinquedos. Enquanto eles queriam juntar material para comprar um videogame, eu queria criar bonequinhos de ação que não podia comprar na loja. Eu fazia — e ainda faço — esses bonecos de fio de cobre até hoje. Às vezes vendo, às vezes dou de presente ou exponho em alguma galeria quando tenho oportunidade.”
Reencontros e repercussão
Nos bastidores da série, William destaca a troca com o elenco, como Johnny Massaro e Bukassa Kabengele, especialmente nas cenas mais intensas: “A gente conversou muito sobre como queria retratar esses personagens com dignidade e humanidade, fugindo do óbvio”.
Ele contracenou com Massaro anteriormente, em O Pastor e o Guerrilheiro, de 2019, e diz que reencontrá-lo em outro momento da carreira trouxe novas camadas ao trabalho.
William também comentou as críticas sobre a produção não ter sido gravada em Goiânia, onde tudo aconteceu. Na avaliação dele, a recriação em outra cidade não compromete a narrativa. O foco está na forma como a história é contada e no impacto que ela pode provocar no público.
“A série conseguiu captar a essência e as problemáticas daquela época mesmo sendo gravada nos tempos atuais, e em outra cidade”, completa.
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Crise do cacau pressiona preços e deixa Páscoa 2026 mais cara
Getty Images
A Páscoa de 2026 deve pesar mais no bolso do consumidor, segundo especialistas. A alta do preço do chocolate, puxada pelo encarecimento do cacau no mercado internacional, já pressiona a inflação e impacta os produtos típicos da data.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA -15), divulgado na última quinta-feira (26/3), revelou uma alta de 24,9% nos preços dos chocolates entre abril do ano passado e março deste ano, refletindo o avanço dos custos na cadeia produtiva.
O principal fator por trás do movimento é a queda na oferta global de cacau. Problemas climáticos e doenças em lavouras de países africanos, como Costa do Marfim e Gana, responsáveis por grande parte da produção mundial, reduziram as safras e elevaram os preços da commodity.
Para o professor da Strong Business School, o economista Sandro Maskio, o mundo vive um choque de oferta no mercado global de cacau, que se transmite diretamente para o preço final do chocolate. Ele alerta que não é um aumento pontual, mas um movimento estrutural.
Entenda o que levou os preços do cacau às alturas
Com o custo mais alto, o impacto já aparece nas prateleiras. Levantamentos apontam que o preço do chocolate pode variar de R$ 176 a R$ 799 por quilo, a depender do tipo de produto, marca e presença de brindes.
A expectativa é de mudança no comportamento do consumidor. “Com o chocolate mais caro, o consumidor tende a migrar para produtos mais simples ou substituir o ovo por outras opções”, diz Maskio.
Ele reforça que mesmo com alguma acomodação recente nos preços internacionais, o alívio não deve chegar a tempo desta Páscoa, já que a produção foi planejada com antecedência, em um cenário de custos mais elevados e os produtos já estão nas gondolas e nas casas das famílias.
Indústria de chocolates
A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) avalia que a alta de preços ainda reflete o déficit de cerca de 700 mil toneladas de cacau no mercado global.
De acordo com a entidade, a cotação da tonelada de cacau saiu de cerca de US$ 2.500 em 2022 para um pico de US$ 12 mil durante a crise. Mais recentemente, os preços passaram a oscilar entre US$ 5.000 e US$ 5.500, o equivalente a aproximadamente R$ 25,9 mil a R$ 28,5 mil, patamar ainda considerado elevado pelo setor.
A associação afirma que a indústria acompanha diariamente as variações do mercado e conta com estoques reguladores para enfrentar oscilações. Destaca ainda que a definição de preços varia de acordo com a estratégia de cada empresa.
Para a Páscoa deste ano, a expectativa da entidade é positiva, com base no cenário de estabilidade econômica e no nível mais baixo de desemprego da série histórica.
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Irã vai permitir passagem de 20 petroleiros pelo Estreito de Ormuz
Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
O governo do Paquistão informou neste sábado (28/3) que o Irã deve autorizar, nos próximos dias, a passagem de 20 navios petroleiros com bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz.
A rota havia sido fechada no início do conflito. Desde então, Teerã vem pressionando o fluxo de petróleo na região ao atingir infraestruturas estratégicas no Oriente Médio.
Entre os alvos estão oleodutos e portos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. Embora o Estreito de Ormuz seja a principal via de escoamento de petróleo da região, outras rotas secundárias seguem operando e também passaram a ser alvo de ataques com drones e mísseis.

Medida pode causar impacto inflacionário nas economias globais O local recebe o oleoduto que transporta a produção dos campos de Abu Dhabi, com capacidade de escoamento de cerca de 1,7 milhão de barris por dia — volume semelhante ao exportado pelo Brasil.
Outra rota estratégica fica na Arábia Saudita. Um oleoduto de aproximadamente 1.200 quilômetros cruza o país até o porto de Yanbu.
De lá, os navios seguem pelo Mar Vermelho e passam pelo estreito de Bab el-Mandeb. Tanto Fujairah quanto Yanbu já foram atingidos em ataques recentes.
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II Corrida pela Saúde reúne mais de 1.000 pessoas e consolida evento como sucesso em Rio Branco
A II Corrida pela Saúde, realizada neste sábado (28), em Rio Branco, superou as expectativas e se consolidou como um grande sucesso de participação e organização. O evento, promovido pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reuniu mais de mil pessoas, entre atletas, profissionais da saúde e a comunidade em geral.
“Corrida é esporte, e esporte é saúde. Fico muito feliz de ver mais de mil pessoas aqui participando, mostrando que querem manter uma vida com qualidade. O importante é não ficar parado, é continuar se movimentando”, afirmou.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, a iniciativa vai além da prática esportiva.
“Nosso dia a dia é muito voltado ao tratamento, mas também temos o compromisso de incentivar a prevenção. A corrida é uma forma de chamar a atenção da população para o autocuidado, com hábitos saudáveis, boa alimentação e atividade física. As inscrições esgotaram em menos de uma hora, o que mostra o sucesso da proposta”, ressaltou.
A organização do evento contou com a parceria do Instituto Vida Plena e execução da empresa Amazônia Run. Para a empresária Cláudia Pinho, o resultado reflete o empenho coletivo.
“Não é fácil organizar um evento desse porte, mas foi tudo feito com muito cuidado. A gente tem certeza de que foi um grande sucesso”, afirmou.
Entre os participantes, a avaliação também foi positiva. Corredores destacaram a estrutura, a organização e a oportunidade de acesso gratuito ao esporte. Um dos atletas presentes ressaltou a importância de iniciativas como essa para o fortalecimento do esporte no Acre e a inclusão de mais pessoas na prática esportiva.
Histórias de superação e união familiar também marcaram a corrida. A participante Janaina Paula correu ao lado do esposo e da filha de apenas sete meses.
“Já é a quarta corrida que participamos em família. Mesmo com o tempo nublado, decidimos vir e foi uma experiência muito boa”, contou.
Com clima agradável, estrutura organizada e grande adesão popular, a II Corrida da Saúde reforça o compromisso da gestão municipal com ações de promoção à saúde e qualidade de vida, além de já se firmar no calendário esportivo da capital acreana.
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Adriana Muller posa com Carolina Dieckmmann em clube famoso de Portugal
Arquivo pessoal
A influenciadora Adriana Muller viveu um momento especial durante sua passagem pela Costa da Caparica, a cerca de 20 km de Lisboa.
Enquanto almoçava com sua família em um dos beach clubes mais concorridos da região, ela foi surpreendida por um encontro inesperado com a atriz Carolina Dieckmmann, de quem é admiradora.
O encontro aconteceu no Clássico Beach Bar by Olivier, restaurante de praia sofisticado que se destaca pelo clima descontraído e atmosfera cosmopolita.
O local escolhido
Inspirado nos beach clubes internacionais, o espaço combina gastronomia com ênfase em pratos de peixe e marisco a um ambiente moderno, com música e vista privilegiada para o mar.
Mais do que uma experiência gastronómica, o local se consolidou como ponto de encontro de um público selecionado, especialmente durante o verão europeu, quando atrai celebridades brasileiras e internacionais.
Foi nesse cenário que Adriana Muller, em um momento intimista ao lado da família, teve a surpresa de encontrar Carolina Dieckmmann, tornando a ocasião ainda mais marcante.
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Mamonas Assassinas: qual a causa do acidente que matou os integrantes?
Instagram/Reprodução
O sucesso dos Mamonas Assassinas foi interrompido de forma trágica em 1996. A banda vivia o auge da carreira. O grupo morreu em um acidente aéreo ao voltar para São Paulo de um show em Brasília, na noite de 2 de março de 1996.
Estavam na aeronave os cinco integrantes: o vocalista Dinho, Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo), Júlio Rasec (teclados) e Sérgio Reoli (bateria). Também estavam a bordo o secretário Isaac Shurelambers Souto, o segurança Sérgio Reco Porto, além do piloto Jorge Martins e do copiloto Alberto Takeda.
Veja fotos do acidente:
O que causou o acidente?
A investigação apontou como principal causa a exaustão do piloto, que estava em atividade desde o dia anterior, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. Também foram considerados fatores como a baixa visibilidade noturna, falhas de comunicação, possíveis problemas na aeronave e a pouca experiência do copiloto como causas do acidente.
A viagem começou em 1º de março, quando a tripulação embarcou no Learjet 25D, prefixo PT-LSD, operado pela Madri Táxi Aéreo. O voo partiu de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e fez escalas. A aeronave passou por Piracicaba e seguiu para Guarulhos no dia seguinte.
Depois, o grupo embarcou para Brasília às 15h. Ainda no mesmo dia, às 21h58, a mesma tripulação decolou de volta para São Paulo, trajeto interrompido pelo acidente.
O piloto, que somava 14 horas de voo no retorno a São Paulo, enfrentou dificuldades na aproximação para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ao realizar uma arremetida, a aeronave seguiu na direção contrária ao procedimento adotado na região e acabou atingindo a Serra da Cantareira.
Às 23h16, após falhas de comunicação entre o controle de voo e a cabine, o avião colidiu com um dos morros, a mais de mil metros de altitude. Um piloto de outra aeronave identificou uma nuvem densa de fumaça na região. As equipes de resgate chegaram horas depois, em uma área de difícil acesso. Ninguém foi encontrado com vida.
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Mega-Sena: aposta no ES acerta seis números e leva sozinha R$ 37 milhões
Reprodução
Uma aposta feita no Espírito Santo faturou, sozinha, o prêmio de R$ 37 milhões do Concurso 2.990 da Mega-Sena, neste sábado (28/3). O vencedor fez uma aposta simples, de seis números, na Century 21 Loterias, em Marataízes.
Outras 45 apostas acertaram cinco números e levaram R$ 48 mil cada. Já 3.814 fizeram a quadra e vão faturar R$ 938 cada. Os detalhes das apostas ganhadoras podem ser conferidos no site da Caixa.
As seis dezenas sorteadas foram: 06 — 14 — 18 — 29 — 30 — 44. O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Próximo sorteio
O próximo sorteio da Mega-Sena será na terça-feira (31/3). A estimativa do prêmio é de R$ R$ 3,6 milhões.
As apostas podem ser feitas até às 20h do dia do sorteio pelo site oficial da Caixa Econômica ou em casas lotéricas. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
