Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Pré-Carnaval e Bienal: o que fazer de graça em SP neste fim de semana

    Pré-Carnaval e Bienal: o que fazer de graça em SP neste fim de semana

    Bienal de São Paulo/Divulgação
    Bienal de São Paulo/Divulgação

    A capital paulista tem atividades culturais para gostos variados neste final de semana, de sexta (9/1) a domingo (11). Para quem gosta de bloquinhos e já está no ritmo da folia, o evento Grito de Carnaval dá o pontapé inicial para a festa mais animada do ano no Brasil.

    Para os adeptos de arte, este é o último fim de semana para aproveitar a 36ª Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera.

    No entanto, começa a temporada das atividades de férias no Museu da Língua Portuguesa, assim como o projeto Di Quebradinha, que ocupa o Museu das Favelas.

    Neste sábado (10), o público infantil pode aproveitar um evento de leitura no Museu da Imigração. No domingo (11), haverá um evento de hip-hop latino.

    Grito de Carnaval

    No sábado (11/1), na região central da capital paulista, o evento Grito de Carnaval recebe a União dos Blocos de Carnaval de Rua do Estado de São Paulo. Entre os shows, estão as atrações Batuq do Glicério, Elas Que Tocam e Falo Show.

    No domingo (12), os foliões podem conferir o bloco Gal Total, que se apresenta a partir das 14h.

    Onde:Edifício Oswald de Andrade
    Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro
    Quando: 11 e 12 de janeiro
    Horário: A partir das 14h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso

    Bienal de São Paulo

    Intitulada Nem Todo Viandante Anda Estradas – Da Humanidade Como Prática, a 36ª edição da Bienal de São Paulo termina neste domingo (11/1). A iniciativa é conduzida pelo curador-geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung.

    O evento de arte é inspirado, entre outros pontos, no poema Da Calma e do Silêncio, de Conceição Evaristo. “A proposta central dessa Bienal é repensar a humanidade como verbo, uma prática viva, em um mundo que exige reimaginar as relações, as assimetrias e a escuta como bases de convivência a partir de três fragmentos/eixos curatoriais”, detalha a organização.

    Onde: Parque Ibirapuera
    Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, sem número – Ibirapuera
    Quando: Até 11 de janeiro
    Horário: Das 10h às 18h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso

    Museu da Língua Portuguesa

    A Estação Férias do Museu da Língua Portuguesa começa nesta sexta-feira (9), com oficinas e brincadeiras. As atividades dialogam com as culturas urbanas e com a exposição Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade.

    Conduzidas por artistas-educadores do coletivo Agbalá Conta, as ações incluem oficinas de rima, grafite, danças urbanas, criação de lambes, pinturas corporais e adornos, além de brincadeiras tradicionais como pular corda e amarelinha. Neste sábado (10), o Projeto Giz promove uma grande intervenção coletiva com desenhos.

    Onde: Museu da Língua Portuguesa
    Endereço: Praça da Luz, sem número – Centro Histórico de São Paulo
    Quando: De 10 a 25 de janeiro | Terça a domingo
    Horário: 10h, 11h, 14h e 15h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso

    Museu das Favelas

    O projeto Di Quebradinha ocupa o Museu das Favelas com a energia das brincadeiras de rua. Por meio de jogos coletivos e oficinas, o projeto cria um ambiente acolhedor e inclusivo.

    Onde: Museu das Favelas
    Endereço: Largo Páteo do Colégio, 148 – Centro Histórico de São Paulo
    Quando: De 10 a 25 de janeiro | Sábado e domingo
    Horário: 14h às 17h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso

    Bienecho Hip-Hop 

    O Bienecho Hip-Hop 2026 é realizado neste domingo (11), com foco em artistas latino-americanos do gênero. O festival celebra a diversidade da cena urbana por meio de música, arte e conexão comunitária.

    A programação inclui pocket shows, batalha de rimas e apresentações de nomes do rap nacional e latino, como Doctor MC’s, grupo pioneiro do hip-hop paulistano, além de Araujo Paz, MC Alci, Dyh MC, Henrique Zas e Pedro Dinamita, da cena cubana. Os DJs $mokey D e Ralph 74 também marcarão presença.

    Onde: Fábrica de Cultura Sapopemba
    Endereço: Rua Augustin Luberti, 300 – Fazenda da Juta
    Quando: 11 de janeiro
    Horário: 13h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso

    Mediação de leitura

    O Museu da Imigração (MI) promove, neste sábado (10), uma atividade gratuita voltada ao público infantil e familiar como parte da programação de férias. O Núcleo Educativo realiza a mediação de leitura do livro AbrapracaBrasil, convidando o público a embarcar em uma viagem imaginária pelo país.

    Na história, os personagens percorrem o território brasileiro por meio de uma lâmpada mágica e exploram diferentes lugares, culturas e modos de viver. Com histórias, imagens e versos rimados, a atividade propõe conhecer a diversidade brasileira de forma lúdica.

    Onde: Museu da Imigração
    Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca
    Quando: 10 de janeiro
    Horário: 15h às 16h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso

  • Mãe de dono de clínica denunciada por morte e tortura vira alvo do MP

    Mãe de dono de clínica denunciada por morte e tortura vira alvo do MP

    Material cedido ao Metrópoles
    comunidade terapeutica

    Quase três anos após o fechamento da Clínica Restituindo Vidas por mortes e torturas em Luziânia (GO), o cenário de horror parece se repetir na família proprietária. O Ministério Público de Goiás (MPGO) ajuizou uma ação civil pública para interditar a Unidade Terapêutica Novo Recomeço (El Shaddai Tratamento e Recuperação Familiar Ltda), administrada por Geralda Bezerra de Morais.

    A instituição, que recebeu internos da clínica de seu filho, Tiago de Morais Araújo, quando esta foi fechada em 2023, foi agora flagrada pela vigilância sanitária em condições subumanas, com falta de higiene, estrutura precária e ausência de profissionais qualificados.

    O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Luziânia, ajuizou no início de 2026 uma ação civil pública com o objetivo de interditar a comunidade terapêutica que funcionava de forma irregular no município.

    O MPGO aponta que a El Shaddai, localizada no Parque Desportivo Brasília (Roosevelt), operava sem licença sanitária, sem responsável técnico e mantinha residentes de forma involuntária, inclusive idosos.

    O Relatório de Inspeção Sanitária nº 66/2025, elaborado pela Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa), constatou presença de teias de aranha em todas as áreas, vidros quebrados, janelas sem telas, falta de recursos humanos compatíveis com as atividades desenvolvidas e falta de condições mínimas de higiene e limpeza.

    A instituição foi interditada cautelarmente pela Suvisa em 6 de outubro de 2025. Todavia, a situação cadastral da empresa na Receita Federal é ativa.

    Diante das constatações, o MPGO requer na ação, em caráter liminar, a interdição cautelar definitiva da unidade, com vedação de reabertura sob outro nome, CNPJ ou endereço até regularização completa.

    Pede ainda a indisponibilidade de bens das instituições e das responsáveis e dos responsáveis legais no valor de R$ 500 mil a cada acionado.

    O MPGO solicita ainda que Geralda seja proibida de exercer atividades relacionadas ao tratamento de pessoas com transtornos mentais e assistência social envolvendo idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes.

    Denúncia de maus-tratos

    Após a interdição da Clínica de Reabilitação Restituindo Vidas, pacientes que estavam no local acabaram transferidos para outras comunidades terapêuticas. Alguns dos internos foram alocados no Centro Terapêutico El Shaddai, que pertence à mãe de Tiago, dono do espaço denunciado e fechado por maus-tratos e mortes.

    Em 2023, o Metrópoles ouviu familiares de algumas vítimas que presenciaram agressões dentro do centro coordenado por Geralda. De acordo com eles, o cenário era semelhante ao que foi visto na clínica clandestina mantida pelo filho da mulher.

    A reportagem confirmou que eram realizadas internações compulsórias no espaço, mesmo a prática não sendo permitida em centros terapêuticos. A mensalidade variava entre R$ 1.100 e R$ 1.500. Na teoria, era oferecido atendimento aos pacientes com psiquiatras, psicólogos e terapeutas.

    Segundo um dos familiares, a maioria dos termos que estavam no contrato não era cumprida. “A estrutura do lugar até que é tranquila. Mas mesmo assim ainda tem outros problemas. A alimentação, por exemplo, é muito precária, e não condiz com o valor de R$ 1.300 que pagamos de mensalidade”, contou à época o parente de um dos pacientes, que pediu para não ser identificado.

    Em diversas ocasiões, ainda de acordo com as denúncias, o centro terapêutico oferecia, aos pacientes, salsicha como almoço.

    A rotina no local também era regada a agressões. De acordo com as denúncias, muitos pacientes eram violentados caso se comportassem mal ou reclamassem de algo em relação ao centro terapêutico.

    “Nós já vimos a dona da clínica ameaçar um interno, porque ele fez algumas reclamações. Ela disse que tinha ligação com a polícia e que eles poderiam espancar e ‘sumir’ com o paciente”, relatou a pessoa que não quis ser identificada.

    Clínica interditada em 2023

    A Superintendência de Vigilância em Saúde de Goiás interditou, em maio de 2023, a Clínica de Reabilitação Restituindo Vidas, situada na região das Chácaras Marajoara, em Luziânia. A fiscalização ocorreu após o Metrópoles procurar os órgãos durante apuração sobre as situações de maus-tratos e tortura a que eram submetidas as vítimas no estabelecimento clandestino.

    Vídeos chocantes gravados no local mostram os pacientes nus, sendo obrigados a entrar na água de madrugada, dormir no chão em meio à sujeira e ficar amarrados em posição semelhante àquela em que escravos eram punidos no Brasil há mais de 130 anos.

    Veja abaixo alguns vídeos das humilhações:

     

    Na clínica, dependentes químicos eram submetidos, diariamente, a humilhações e sessões de tortura que já resultaram até em morte.

    Algumas das irregularidades encontradas no local foram falta de documentação para funcionamento da clínica, superlotação, ausência de responsável técnico, condições precárias de higiene e má alimentação dos residentes.

    A rotina dentro da casa era de dor e sofrimento. A lista de supostos crimes cometidos por Tiago e seus funcionários é extensa. Ele é acusado de bater, humilhar e permitir circulação de drogas no local.

    No caso mais aterrorizante, um interno morreu, em março deste ano, após ser obrigado a ingerir doses cavalares de medicamentos controlados.

    Cerca de um mês depois, em 24 de abril, outro paciente apareceu morto na Clínica de Reabilitação Restituindo Vidas. Carlos Eduardo Rodrigues, 44 anos, não passou sequer 24 horas sob os cuidados de Tiago. O homem foi internado na tarde do dia 24 de abril pela mãe e, durante a noite, faleceu. O óbito dele é investigado pela PCGO, por meio Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Luziânia.

    A reportagem entrou em contato com Geralda, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

     

  • Líderes da "tropa de choque" de Motta deverão ser reconduzidos em 2026

    Líderes da "tropa de choque" de Motta deverão ser reconduzidos em 2026

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    imagem colorida Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição

    Os principais aliados políticos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverão se manter na liderança das suas respectivas bancadas em 2026. A chamada “tropa de choque” deu respaldo ao deputado paraibano nos momentos mais críticos do seu primeiro ano de mandato, como a votação da PEC da Blindagem e o acordo para o fim do motim bolsonarista.

    São eles os líderes do MDB, Isnaldo Bulhões (AL); do PP, Dr. Luizinho (RJ); do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA) e do Republicanos, Gilberto Abramo (MG). Também dão apoio, mas com posturas mais pragmáticas, os líderes do PSD, Antonio Brito (BA), e do Podemos, Rodrigo Gambale (SP), este, porém, deixará o comando da bancada em 2026.

    Somado à federação PSDB-Cidadania, esses partidos formam o “blocão” que elegeu Hugo Motta à presidência da Câmara no início de 2025. Também compunham o grupo partidos como os antagônicos PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Ambas bancadas, porém, deixaram o bloco por desavenças com Hugo Motta, que chegou, inclusive, a romper com os líderes Lindbergh Farias (PT-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em 2025, depois de ser questionado publicamente a respeito da condução da pauta. O PL e o PT tem, respectivamente, as duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados.

    Mesmo com a debandada, liderado por Antonio Brito, hoje o blocão soma 275 votos- mais da metade de toda a composição da Câmara.


     O Motim, o decreto do IOF e a Anistia


    Dança das cadeiras

    A composição do colégio de líderes deverá se manter, em sua maioria, igual à de 2025. A principal mudança se dará na liderança do PT, deixada por Lindbergh Farias.

    Como mostrado pelo Metrópoles, o petista de perfil combativo e irreverente gerou incômodo para Motta e caciques do centrão. Ele deixa o comando da bancada, por acordo, que será ocupada por Pedro Uczai (PT-SC), de perfil mais consensual e ameno.

    Também terão novos representantes a Oposição, agora liderada pelo Cabo Gilberto Silva (PL-PB), e a minoria, encabeçada em 2026 por Gustavo Gayer (PL-GO).

  • Tristeza pós-férias: médico conta por que fim do descanso afeta humor

    Tristeza pós-férias: médico conta por que fim do descanso afeta humor

    Olga Pankova/Getty Images
    Foto colorida de pessoa triste no trabalho ao voltar de férias - Tristeza pós-férias: médico conta por que fim do descanso afeta humor - Metrópoles

    Voltar à rotina depois das férias costuma ser difícil. O fim do descanso, da flexibilidade dos horários e da sensação de liberdade pode causar desânimo, cansaço e uma tristeza difícil de explicar nos primeiros dias de trabalho ou estudo.

    A tristeza pós-férias geralmente é passageira e faz parte do processo de adaptação. Mesmo assim, quando o sentimento continua, se intensifica ou começa a atrapalhar a vida, o quadro deixa de ser comum e precisa de mais atenção.

    O que muda no cérebro com o fim das férias

    Durante as férias, o cérebro recebe mais estímulos que estão ligados ao prazer e ao descanso. Por isso, ao voltar para a rotina, com horários e cobranças, essa mudança gera uma sensação de cansaço mental e emocional.

    A redução de atividades prazerosas e o aumento das responsabilidades explicam sintomas comuns desse período, como irritação, falta de ânimo e dificuldade para manter a atenção. Isso não quer dizer fragilidade emocional, mas uma resposta natural do corpo a uma mudança no ritmo de vida.

    Quando a tristeza pós-férias deixa de ser normal?

    A atenção é necessária quando a tristeza não melhora e começa a atrapalhar a vida no dia a dia. Alguns sinais mostram que o quadro vai além do que só um período de adaptação:

    “A tristeza esperada após as férias tende a ir e vir e melhora com o tempo. Quando ela se mantém, se aprofunda ou interfere no autocuidado e nas atividades do dia a dia, já não se trata apenas de adaptação”, explica o médico psiquiatra Pedro Henrique Araújo, do Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas.

    Relação com ansiedade e depressão

    Em algumas pessoas, o fim das férias não é necessariamente um problema, mas o retorno à rotina pode acabar trazendo à tona um sofrimento que já existia e acabou ficando menos evidente durante o período das férias.

    Nessas situações, a tristeza aparece junto com outros sinais, como ansiedade, sensação de esgotamento ou perda de interesse pelas atividades do dia a dia. Esses sintomas podem indicar quadros de depressão, ansiedade ou dificuldade de adaptação às mudanças.

    “Muitas vezes, o sofrimento não está ligado apenas ao fim das férias, mas ao retorno para um contexto que já era fonte de estresse, frustração ou sobrecarga emocional. As férias aliviam temporariamente esse peso, mas não resolvem o que está por trás”, explica a médica de família e comunidade Ana Caroline Melo, do Instituto Nutrindo Ideais.

    Foto colorida de pessoa triste no trabalho ao voltar das férias - Tristeza pós-férias: médico conta por que fim do descanso afeta humor - Metrópoles
    Mesmo que o pós férias seja triste, é comum que o sentimento passe depois de alguns dias

    Tratamento e caminhos possíveis

    Na maioria das vezes, o tratamento não envolve medicamentos. Alguns ajustes como voltar a rotina aos poucos, cuidar dos horários de sono, voltar a se movimentar e buscar apoio psicológico costumam ajudar no processo.

    Além disso, o uso de remédios é indicado só quando os sintomas são mais intensos, duram por mais tempo ou indicam a presença de um transtorno emocional, sempre com acompanhamento médico.

  • Ministério da Justiça: saída de Lewandowski abre corrida por sucessão

    Ministério da Justiça: saída de Lewandowski abre corrida por sucessão

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    Lula e Ricardo Lewandowski

    A saída do ministro Ricardo Lewandowski do governo inaugura uma disputa pelo comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e reacendeu o debate em torno da separação da pasta. O auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve deixar o cargo nesta sexta-feira (9/1), um dia depois de entregar sua carta de demissão.

    Até o momento, o titular do Planalto não indicou o substituto para o lugar de Lewandowski. A expectativa é que o atual secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, assuma o cargo de forma interina até que o nome seja definido.

    Nos bastidores, aliados se movimentam para emplacar o sucessor. Entre os nomes ventilados, estão o do atual diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    No entanto, o principal cotado, até o momento, é o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva. Como mostrou o Metrópoles, a indicação dele tem sido defendida pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, além do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Wellington foi secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil no início do terceiro mandato de Lula e, em 2016, chegou a ocupar o cargo de ministro da Justiça da gestão Dilma Rousseff (PT) por 11 dias — o Supremo barrou sua nomeação porque ele precisava ser previamente exonerado no Ministério Público do Estado da Bahia, órgão do qual fazia parte.

    Uma ala do governo avalia, no entanto, que o jurista não tem o perfil combativo para assumir o cargo, sobretudo em ano de eleições.

    O atual ministro da Educação, Camilo Santana, também foi apontado como um possível nome para ocupar o lugar de Lewandowski. Questionado por jornalistas sobre o assunto nessa quinta-feira (8/1), no Palácio do Planalto, o titular da pasta minimizou os rumores e disse que pretende continuar “ajudando” na Educação.


    Carta de demissão


    Novo ministério

    De acordo com aliados, a saída de Lewandowski foi antecipada diante da possibilidade de Lula desmembrar a pasta, que hoje acumula as atribuições da área de Justiça e de segurança pública. O presidente falou publicamente sobre o assunto durante a reunião ministerial no final de dezembro. O petista, no entanto, tem condicionado a mudança à aprovação da PEC da Segurança Pública, de autoria do Executivo, que tramita no Congresso.

    Na visão de interlocutores, não faria sentido a criação de um ministério exclusivo à pauta da segurança sem que houvesse uma definição clara das atribuições do governo federal na área.

    “Lula não quer criar um ministério que não tenha legitimidade e poder legal para realmente executar uma política”, disse um deles, ouvido pela reportagem.

    Hoje, a legislação estabelece que a competência primária sobre a segurança pública é dos estados. A proposta do governo prevê uma coordenação maior entre órgãos federais, estaduais e municipais no combate à criminalidade.

    Ainda não há definição, portanto, se a divisão da pasta ocorreria ainda em 2026 ou se a medida se tornará bandeira da campanha eleitoral de reeleição.

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    Raul toma decisão errada e se afunda em mar de lama em Três Graças: ‘Não, pai’

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    Dona de Mim teve o seu grande tropeço justamente onde não poderia errar

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  • "Não foi uma decisão difícil", diz Trump sobre a captura de Maduro

    "Não foi uma decisão difícil", diz Trump sobre a captura de Maduro

    Chip Somodevilla/Getty Images
    Trump com curativo na mão

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite dessa quinta-feira (8/1) que “não foi uma decisão difícil” capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação militar conduzida pelo governo americano no último sábado (3/1).

    “Bom, não foi uma decisão difícil. Os democratas o queriam e os republicanos também. E ninguém tinha o que era preciso para pegá-lo, ou não quis pegá-lo. Eu não sei. Algo aconteceu. Mas ele matou muitas pessoas. Mandou muita gente ruim para o nosso país”, disse durante uma entrevista ao canal Fox News, na qual Trump discutiu a ofensiva contra Caracas e também anunciou novas ações contra cartéis de drogas, citando o caso do México.

    Assista:

    .@POTUS on the capture of Maduro: “It wasn’t a hard decision… He killed a lot of people. He sent a lot of bad people into our country.” pic.twitter.com/LEXfLMycsT

    — Rapid Response 47 (@RapidResponse47) January 9, 2026

    A ofensiva americana na Venezuela ocorreu em 3 de janeiro, quando forças dos EUA lançaram um ataque militar em diversas partes de Caracas. A ação incluiu bombardeios e a entrada de tropas especiais que capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O casal foi transportado para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de narcotráfico e tráfico internacional de drogas.

    Trump afirmou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela temporariamente até que uma transição de governo ” adequada, justa e legal” seja possível, e que o país norte-americano controlará as reservas de petróleo venezuelanas como parte do processo de reconstrução e estabilização.

    Ataque ao México

    Na mesma entrevista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país realizará ataques terrestres contra cartéis de drogas no México.

    “Nós eliminamos 97% das drogas que entram por água [vindos da Venezuela]. E agora vamos começar a atacar por terra os cartéis. Os cartéis estão comandando o México. É muito, muito triste assistir e ver o que aconteceu com aquele país. Mas os cartéis mandam e estão matando 250, 300 mil pessoas no nosso país todos os anos. Drogas são horríveis. Devastaram famílias”, disse Trump durante entrevista à Fox News.

    Em meio à escalada da política externa norte-americana na região, horas antes, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país mantém cooperação em segurança com os EUA, mas rejeitou qualquer violação da soberania mexicana.

    “Não queremos lutar com os Estados Unidos”, disse, ao destacar parcerias com o Comando Norte e agências americanas, além da defesa do território nacional.

  • Brasil anuncia doação de 100 toneladas de medicamentos à Venezuela

    Brasil anuncia doação de 100 toneladas de medicamentos à Venezuela

    O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, anunciou nesta quinta-feira (8) o envio de 100 toneladas de medicamentos…