Autor: jonysdavid2017@gmail.com

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    Presidente do TCU diz que liquidação do Master é "fato consumado", mas BC será fiscalizado

    Luh Fiuza/Metrópoles
    Posse do presidente e do vice-presidente do TCU - Metrópoles

    O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, disse que a liquidação do Banco Master é um “fato consumado”. Vital do Rêgo ressaltou que faz parte das atribuições do Banco Central decidir sobre o tema, mas enfatizou que a Corte fiscalizará o ato porque é prerrogativa do tribunal.

    Vital do Rêgo afirmou ao Metrópoles que houve “espetacularização” do caso específico, mas trata-se de um processo comum às atribuições da Corte, responsável por fiscalizar agências. O presidente declarou que caberá ao relator, ministro Jhonatan de Jesus, analisar se vai paralisar ou não a inspeção no Banco Central após a autoridade monetária recorrer da decisão.

    “A fiscalização nós faremos à luz do artigo 70 da Constituição Federal. Está lá escrito que o TCU tem responsabilidade fiscalizatória sobre a administração direta e indireta e autarquias. Isso nós fazemos. Houve uma espetacularização desse processo, mas é um processo comum. O Banco Central, que é uma agência reguladora do mercado financeiro, tem o direito de liquidar qualquer banco, desde que haja uma manifesta irregularidade. E cabe ao TCU fiscalizar se essa agência reguladora agiu de acordo com a lei”, afirmou.

    Vital do Rêgo defendeu as atribuições do TCU de analisar os elementos que levaram o BC a liquidar o banco. O presidente disse que tem atuado para reforçar o equilíbrio do processo e enfatizar as prerrogativas do tribunal no caso, mas afirma que não atua no mérito.

    A determinação de inspeção no Banco Central gerou críticas por parte do setor e da sociedade civil organizada. A Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), em conjunto com a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), que divulgaram nota pública conjunta manifestando preocupação institucional com “iniciativas que sinalizem interferência externa nas atribuições legais, técnicas e regulatórias do Banco Central do Brasil, especialmente em processos de supervisão e resolução do sistema financeiro”.

    Na mesma linha, a Associação Nacional dos Auditores do Banco Central do Brasil (ANBCB) diz que os desdobramentos do chamado caso Master “expuseram uma inflexão institucional preocupante ao deslocar o Banco Central do Brasil, autoridade monetária e reguladora do sistema financeiro nacional, para uma posição ambígua, próxima à de objeto de suspeição”.

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    Ex-BBB detona dinâmica do BBB 26 e ataca antigo rival; entenda

    Reprodução/Instagram
    Hadballa e Daniel Lenhardt

    Hadson Nery, o Hadballa e Daniel Lenhardt, resolveu levantar polêmica e fazer aquilo que ex-BBB faz melhor: opinar sobre o reality quando não está mais lá dentro. O alvo da vez foi a nova dinâmica do BBB 26, que os participantes do grupo Pipoca serão escolhidos público, em casas de vidro espalhadas pelo Brasil. Para Hadballa, a ideia não soa exatamente como inovação.

    “Me preocupa essa dinâmica do BBB26, de que o público vai escolher os pipocas das casas de vidro espalhadas pelo Brasil”, escreveu nas redes, já dando o tom de desconfiança.

    A crítica, no entanto, não parou na dinâmica. Sobrou também para um velho conhecido da edição de 2020 Big Brother Brasil. Ao lembrar de Daniel Lenhardt, Hadballa foi direto.

    “Aquele boyceta do Daniel, que escolheram da minha edição, só entrou para estragar o jogo e não serviu para porra nenhuma”, completou.

    A declaração não passou batida entre os fãs do programa, que correram para rebater, alguns discordando, outros aproveitando para relembrar feridas abertas do confinamento.

    Nos comentários, teve quem visse utilidade onde Hadballa só enxergou prejuízo: “Como assim não serviu? Maluco tirou o prêmio da mão da Marcela e fez o Babu dar uma crescida aqui fora. Às vezes precisa de um maluco assim para mexer com um jogo já ganho.”

    Outros foram ainda mais específicos na memória afetiva (ou traumática) da edição: “Serviu pra cena mais icônica da madrugada, horas após a chegada dele. As meninas te encurralaram e foi lindo.”

    Já uma terceira ala concordou parcialmente com a crítica, mas lembrou do impacto na narrativa do programa: “Ele era insuportável. Mas sem ele e a Ivy não teriam dado início ao enredo base da sua edição.”

    Novidades no reality

    O BBB 26 estreia na Globo com novidades: a escolha completa do grupo Pipoca ficará nas mãos do público. Em vez do tradicional processo de seleção, candidatos disputarão vagas em cinco casas de vidro espalhadas pelo país. Cada uma terá quatro nomes tentando entrar no programa, e apenas um homem e uma mulher seguem para a casa principal, definidos por votação no site do reality.

    E como a fórmula Pipoca x Camarote já não dava conta da demanda, o BBB 26 também terá Veteranos. Sim, ex-BBBs voltam para mais uma temporada de convivência forçada, microfone pendurado e disputa por torcida. Outra novidade é que serão três Big Fones tocando pela casa e um “banco de reservas”, que permitirá trocar participantes durante o jogo.

  • SLU se manifesta sobre garis flagrados pichando muro no Réveillon

    SLU se manifesta sobre garis flagrados pichando muro no Réveillon

    Reprodução
    garis pichando vicente pires

    O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) repudiou a conduta dos funcionários terceirizados que foram flagrados pichando o muro de um condomínio em Vicente Pires (DF), enquanto faziam coleta de lixo em cima de um caminhão. O episódio aconteceu na madrugada de 31 de dezembro.

    Assista:

     

    “A prática registrada é totalmente incompatível com os princípios, os valores e as normas de conduta que orientam a atuação do SLU e dos colaboradores, além de contrariar o compromisso da autarquia com a preservação do espaço urbano e o respeito aos patrimônios público e privado”, disse o SLU em nota.

    O SLU informou, ainda, que já acionou a empresa responsável pela prestação do serviço na região para a adoção das medidas cabíveis e reafirmou seu compromisso com a ética, a responsabilidade e o respeito à população do Distrito Federal.

    Pichação é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98, Art. 65) e crime de dano ao patrimônio (Art.163 do Código Penal) que pode acarretar de 3 meses a 1 ano de prisão e multa.

    Ação filmada por câmeras

    Enquanto recolhiam o lixo, por volta de 0h40, os garis se revezaram para deixar suas mensagens no muro do condomínio. A ação foi flagrada por câmeras de segurança do local.

    Primeiro, um homem vestido de verde e usando gorro de Papai Noel, que parece ser o motorista do caminhão, escreve uma palavra ilegível utilizando um spray. Depois, ele empresta a lata do produto para que outros dois colegas também pichem o muro.

    Apenas um dos quatro funcionários que aparece na imagem não realizou a pichação, mas vê a ação e aguarda em cima do caminhão dando risadas. Os homens se aproveitaram do horário e da rua vazia para vandalizarem o muro do condomínio.

    Após pouco mais de um minuto da ação, os quatro homens seguem a sua jornada de trabalho normalmente. Não se sabe se o ato de vandalismo teve alguma motivação.

    Procuradas pela reportagem, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a Polícia Civil do DF (PCDF) disseram não terem sido acionadas sobre o caso.

  • Deputada do PSol aciona Tribunal de Contas de SP contra Tarcísio

    Deputada do PSol aciona Tribunal de Contas de SP contra Tarcísio

    Paulo Guereta / Governo de SP
    Tarcísio de Freitas

    A deputada federal Erika Hilton (PSol) acionou o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) contra o governador Tarcísio de Freitas ao protocolar uma representação que questiona a política estadual de fornecimento de medicamentos de alto custo distribuídos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) no âmbito do SUS.

    Na peça, a deputada sustenta que o desabastecimento de remédios não se limita a episódios isolados. Segundo ela, trata-se de um problema “estrutural e persistente”, registrado ao longo de 2025 e com efeitos no início de 2026, atingindo municípios de diferentes regiões do estado. Para sustentar a argumentação, o texto reúne reportagens jornalísticas, comunicados oficiais de prefeituras e manifestações públicas de gestores municipais.

    Erika Hilton relata que pacientes ficaram semanas ou meses sem acesso a medicamentos utilizados no tratamento de doenças graves, crônicas e raras. A lista citada inclui remédios para câncer, epilepsia, diabetes, glaucoma, Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla e doenças autoimunes, além de antipsicóticos, anticonvulsivantes e morfina. Em um dos trechos, a deputada registra a falta até de “protetor solar indicado para doenças crônicas”, item classificado como essencial em determinados tratamentos.

    A parlamentar argumenta que os medicamentos do CEAF têm caráter contínuo e insubstituível e que a interrupção do fornecimento pode resultar em “agravamento do quadro clínico, sequelas irreversíveis ou risco concreto à vida dos pacientes”. Como exemplo, ela menciona terapias para glaucoma, nas quais a suspensão do uso pode provocar “perda irreversível da visão”.

    Na representação encaminhada ao TCE-SP, Erika Hilton atribui ao governo estadual a responsabilidade pelo abastecimento. Segundo a deputada, cabe à Secretaria de Estado da Saúde o planejamento das compras, a gestão de estoques e a coordenação da logística de distribuição, enquanto os municípios ficariam restritos à dispensação final dos medicamentos.

    O texto também relaciona o desabastecimento ao avanço da judicialização da saúde. Dados citados indicam que o número de ações judiciais em São Paulo passou de cerca de 77 mil em 2020 para aproximadamente 134 mil em 2024, um crescimento de 75%. Em âmbito nacional, estudos mencionados apontam que os gastos com medicamentos judicializados já correspondem a “cerca de um terço” das despesas estaduais com fármacos.

    Outro ponto abordado é a extinção da Fundação para o Remédio Popular (FURP), aprovada no segundo semestre de 2025. Erika Hilton destaca a “coincidência temporal” entre o encerramento das atividades da fundação e a intensificação dos registros de desabastecimento, defendendo apuração técnica para verificar se houve planejamento adequado no processo de transição.

    Ao Tribunal de Contas, a deputada pede a instauração de auditoria para examinar planejamento, execução orçamentária, logística, governança e os efeitos da extinção da FURP sobre o CEAF. No pedido, ela solicita que a análise seja realizada com urgência, diante do que classifica como “risco concreto à saúde e à vida dos pacientes” e da continuidade das falhas no fornecimento de medicamentos no Estado de São Paulo.