Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Val Marchiori se filia a partido e anuncia pré-candidatura a deputada

    Val Marchiori se filia a partido e anuncia pré-candidatura a deputada

    Reprodução/ Instagram
    Imagem colorida de Val Marchiori - Metrópoles

    Val Marchiori anunciou nesta sexta-feira (27/3) sua entrada na política ao se filiar ao Republicanos. A empresária confirmou que pretende disputar uma vaga como deputada federal.

    Em publicação nas redes sociais, Val afirmou que a decisão marca um momento de transformação pessoal e reflete o desejo de atuar de forma mais direta em causas sociais, com foco especial na saúde feminina.

    “Eu nunca imaginei entrar na política… mas a vida me mostrou um propósito maior. Depois de tudo que vivi, depois de ouvir tantas mulheres sofrendo, esperando por exames, por diagnósticos, por tratamento… Eu entendi: não dá mais pra ficar em silêncio”, diz o texto.

    “Estou entrando na política não por vaidade, mas por missão. Quero usar a minha voz para lutar pela saúde das mulheres do nosso Brasil. Para cobrar dos planos de saúde. Para exigir mais agilidade no SUS. Para que nenhuma mulher espere pela vida… enquanto a vida passa”, completou Val Marchiori.

    A filiação foi acompanhada por lideranças como Marcos Pereira, Roberto Carneiro e Damares Alves, que estiveram presentes no anúncio e manifestaram apoio ao novo projeto político.

  • Homem é condenado a mais de 9 anos por estuprar adolescente de 13 anos em Mâncio Lima

    Homem é condenado a mais de 9 anos por estuprar adolescente de 13 anos em Mâncio Lima

    O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve, nesta sexta-feira (27), a condenação de Leonilson Lino de Abreu pela prática de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos na comarca de Mâncio Lima. O réu foi sentenciado a 9 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado.

    Segundo os autos, o acusado manteve relações sexuais reiteradas com a vítima mediante ameaças. A defesa pediu absolvição por insuficiência de provas e, subsidiariamente, redução da pena e mudança do regime para semiaberto.

    O TJAC rejeitou todos os pedidos. O colegiado entendeu que o depoimento da vítima foi firme, coerente e consistente, e foi corroborado pelo laudo pericial que constatou ruptura antiga do hímen, além do depoimento do genitor da adolescente.

    A Câmara Criminal reafirmou que, em crimes sexuais praticados na clandestinidade, a palavra da vítima tem especial relevância como prova. A valoração negativa das circunstâncias do crime foi mantida porque o réu usou ameaças para constranger a vítima menor de 14 anos à prática reiterada de atos sexuais. O regime fechado foi considerado adequado diante da pena aplicada e da circunstância judicial desfavorável.

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

  • Gefron intensifica patrulhamento na fronteira com o Peru em operação no Juruá

    Gefron intensifica patrulhamento na fronteira com o Peru em operação no Juruá

    O Gefron realiza, a partir desta quinta-feira (26), ações de patrulhamento em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves como parte da Operação Sinergia, coordenada pela Secretaria de Justiça e Segurança e Pública (Sejusp). As atividades fazem parte de um conjunto de ações previstas para todo o mês de março na fronteira entre o Brasil e o Peru.

    Durante a operação, as equipes estabeleceram bloqueios, fizeram abordagens a pessoas e vistoriaram veículos em áreas comerciais e nos rios da bacia do Juruá. O objetivo é prevenir crimes transfronteiriços terrestres e fluviais antes que cheguem aos centros urbanos.

    O secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, afirmou que a operação também busca levar proteção às comunidades ribeirinhas e povos tradicionais. “A integração das forças é o que garante que o Vale do Juruá não seja uma rota livre para a criminalidade”, disse.​​​​​​​​​​​​​​​​

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  • Parlamentares de oposição acionam PGR contra Gilmar Mendes

    Parlamentares de oposição acionam PGR contra Gilmar Mendes

    KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
    Gilmar Mendes, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Bras

    Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante está colhendo assinaturas de deputados e senadores para protocolar, até as 16h desta sexta-feira (27/3), uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro Gilmar Mendes (STF).

    A iniciativa ocorre após declarações feitas pelo magistrado durante sessão plenária da Corte, na quinta-feira (26/3), quando afirmou que integrantes de uma CPMI do INSS teriam praticado condutas criminosas relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, classificadas por ele como “abomináveis” e realizadas com “falta de escrúpulo”.

    No documento, os parlamentares afirmam que as declarações foram feitas de forma genérica, sem indicação de autores específicos ou apresentação de provas, atingindo um grupo identificável de congressistas no exercício do mandato.

    Os signatários sustentam que a ausência de individualização das condutas não impede a identificação dos atingidos e pode configurar, em tese, imputação indevida de crime.

    “Trata-se, portanto, de imputação pública de prática criminosa a um grupo determinado e identificável de agentes públicos, atingindo-os diretamente no exercício de suas funções constitucionais”, afirmam.

    Os parlamentares também argumentam que, diante de eventuais indícios de irregularidades, o encaminhamento deveria ocorrer por meio dos canais institucionais adequados. Eles apontam que a manifestação em sessão plenária substituiu o que classificam como dever de representação formal.

    “A substituição do ato de ofício institucional pela declaração infamante em sessão plenária desvirtua a função judicante e utiliza a autoridade do cargo para promover uma instabilidade política desnecessária”, dizem.

    Na peça, os congressistas alegam impacto nas relações entre os Poderes e afirmam que as declarações lançaram suspeitas sobre o funcionamento da comissão parlamentar.

    Ao final, pedem a abertura de procedimento investigatório, a requisição dos registros da sessão do STF e a adoção de medidas cabíveis caso não sejam apresentados elementos concretos que sustentem as falas do ministro.

    Entre os parlamentares que assinarão a petição estão os senadores Magno Malta (PL), Damares Alves (Republicanos) e Eduardo Girão (Novo).

  • Disparos atingem janelas em 3 andares de hotel de luxo nos Jardins

    Disparos atingem janelas em 3 andares de hotel de luxo nos Jardins

    Reprodução/ Hotel InterContinental
    Oito marcas de disparos foram identificadas nas janelas do InterContinental, na Alameda Santos. Nenhum hóspede ou colaborador se feriu - Metrópoles

    O hotel InterContinental, localizado na Alameda Santos, região central de São Paulo, foi alvo de oito disparos durante a noite do dia 23 de março. As marcas foram identificadas nas janelas dos andares 15, 16 e 17 do empreendimento.

    Não houve registro de feridos entre os hóspedes ou colaboradores.

    Segundo a assessoria do hotel, os disparos estavam distribuídos verticalmente – ou seja, um acima do outro – e se concentravam nas janelas dos corredores, sem impacto em quartos, salas de eventos ou restaurantes. De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo Metrópoles, os danos estilhaçaram os vidros.

    A perícia técnica – realizada na data da ocorrência – descartou a hipótese de que os disparos tenham sido feitos por arma de fogo convencional. Há suspeita de que possam ter sido utilizados artefatos do tipo airsoft.

    As análises também indicam que os disparos foram realizados da área externa do hotel, não havendo indício de ocorrência dentro do empreendimento.

    O hotel ressaltou que acionou imediatamente as autoridades competentes, sendo instaurado inquérito policial. As investigações seguem em andamento para apuração das circunstâncias e identificação dos responsáveis, afirmou a assessoria.

    Os andares atingidos foram temporariamente bloqueados e estão indisponíveis para negócios. Os vidros atingidos foram vedados e serão substituídos após a conclusão das investigações.

    O Metrópoles procurou a Secretaria da Segurança Pública para mais informações sobre a investigação, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

  • CPMI pede indiciamento de ex-ministros, senador e deputados

    CPMI pede indiciamento de ex-ministros, senador e deputados

    Reprodução/TV Senado
    CPMI do INSS apresenta relatório final nesta sexta-feira (27/3) - Metrópoles

    O relatório final da CPMI do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27/3), pediu o indiciamento de dois ex-ministros da Previdência, um senador, três deputados federais e um estadual pelo envolvimento nos esquemas de descontos indevidos em aposentadorias da Previdência Social. O parecer de Alfredo Gaspar (PL-AL) indica que 216 pessoas sejam processadas.

    O parecer ainda precisa ser aprovado pelo colegiado, que tem até este sábado (28/03) para encerrar os trabalhos, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar uma liminar para prorrogar o prazo por até 120 dias. A base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende apresentar um relatório alternativo.

    Ministros de Lula e de Bolsonaro

    Gaspar pediu que o ex-ministro da Previdência e presidente do PDT Carlos Lupi, que deixou a pasta após a operação Sem Desconto em 2025 durante o governo Lula, seja indiciado pelos crimes de responsabilidade, prevaricação e condescência crimonosa, por “blindagem política de agentes criminosos instalados na cúpula do INSS”.

    “Carlos Lupi ignorou sucessivos alertas formais sobre as fraudes que estavam sendo realizadas contra aposentados e pensionistas. Essa inércia administrativa configura o crime de prevaricação ao retardar atos de ofício para satisfazer interesses políticos”, diz o relatório.

    O relator também pediu o indiciamento de Ahmed Mohamed, ex-ministro da Previdência e do Trabalho de Jair Bolsonaro (PL), indicados por oito crimes, incluindo corrupção passiva, organização criminosa, lavagem ou ocultação de bens e prevericação.

    “José Carlos foi uma das principais engrenagens da organização criminosa (…) Oliveira foi um agente público cuja atuação foi decisiva para o funcionamento e a blindagem da fraude da Conafer”, diz.

    Líder do PDT no Senado

    Gaspar, ainda pediu o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O líder do partido no Senado é apontado pelo relator como “liderança política” e “suporte institucional da organização criminosa”. Ele pode ser indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

    “Ao utilizar o prestígio e a autoridade de seu mandato parlamentar para articular a nomeação de aliados em cargos estratégicos no INSS e no Ministério da Previdência Social, como André Fidelis e Adroaldo Portal, o senador usurpou a ética pública e converteu a estrutura do Estado em um mecanismo de blindagem técnica para a extração de recursos previdenciários”, diz Gaspar.

    Presidente do Republicanos de Minas Gerais

    O deputado federal licenciado e presidente do Republicanos em MG, Euclydes Pettersen, é apontado pelo relator como o “principal principal beneficiário de vantagens indevidasdentro da organização criminosa que operava na Conafer”.

    Pettersen, que enviou emendas à entidade investigda e depois vendeu um avião para os dirigentes, poderá responder por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Euclydes Pettersen se licenciou do cargo no início do mês.

    Gaspar também pediu o indiciamento da deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB/CE), que recentemente foi alvo da PF na sexta fase da operação Sem Desconto. O relator indica que a parlamentar atuava como “elo político” com entidades investigadas que pagavam propina.

    “Atuava como elo político de alto nível que, ao mesmo tempo em que blindava os demais controladores do esquema, exercia poder decisório próprio sobre as estruturas associativas e sobre o fluxo financeiro delas decorrente”, disse.

    A deputada poderá responder por organização criminosa e falsidade ideológica.

    Deputado do MA que ameaçou vice-presidente da CPMI

    Alfredo Gaspar pediu o indiciamento de Edson Cunha de Araújo, deputado estadual do Maranhão, por organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O parlamentar era vice-presidente da CBPA, que recebeu cerca de R$ 221 milhões de descontos indevidos. O parlamentar maranhense ainda poderá responder por coação no curso do processo.

    Araújo fez ameaças ao vice-presidente da CPMI, seu então correligionário Duarte Jr. (PSB-MA), em novembro de 2025. Segundo o boletim de ocorrência registrado na época, Edson Araújo teria dito a Duarte Jr. que eles ainda “iriam se encontrar”. O deputado federal perguntou se aquilo era uma ameaça, e Edson afirmou que sim. Em seguida, o vice-presidente da CPMI do INSS perguntou o que Araújo iria fazer, ao que ele respondeu: “Você vai saber”.

  • Neta é condenada por desviar aposentadoria e pensão de avô no Acre

    Neta é condenada por desviar aposentadoria e pensão de avô no Acre

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve, nesta quinta-feira (26), a condenação de uma mulher identificada como O.M.M pela apropriação reiterada de valores da conta bancária do próprio avô, o idoso. A decisão foi unânime.

    A mulher foi condenada pela prática do crime e a pena fixada foi de 1 ano, 11 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial aberto, mais 18 dias-multa. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação pecuniária, no valor de R$ 20.130,83, e prestação de serviços à comunidade.

    Segundo o processo, o idoso liberou uma procuração à neta para que ela tratasse de questões bancárias relacionadas à sua aposentadoria em Rio Branco. A acusada, no entanto, passou a desviar parte dos valores depositados na conta do avô, incluindo recursos oriundos da pensão por morte da avó. As condutas teriam ocorrido de forma contínua entre 2015 e 2016.

    Em depoimento, o idoso afirmou que só descobriu o desvio ao deixar de realizar a prova de vida e verificar que os recursos de sua conta no Banco do Brasil de Cruzeiro do Sul foram transferidos para outra conta em Rio Branco. Ele relatou ter recebido da neta um cartão vinculado a essa conta, mas que os saques só podiam ser feitos naquela cidade. O idoso declarou que a divisão dos proventos jamais foi autorizada por ele e que, mesmo após acionar o Ministério Público, seguiu recebendo apenas metade do valor da aposentadoria.

    Testemunhas corroboraram a versão da vítima. Uma delas, confirmou que, dos mais de R$ 15.000,00 depositados na poupança de Garrone, restavam apenas R$ 2.500,00, com saques identificados em Rio Branco e o nome da neta nas transações.

    A defesa alegou que as provas eram insuficientes para a condenação e que jamais realizou movimentações na conta do avô. Sustentou ainda que os valores recebidos foram destinados ao tratamento do pai da acusada, diagnosticado com esquizofrenia, e que ela sempre agiu de boa-fé.

    A relatora do caso, desembargadora Denise Bonfim, rejeitou os argumentos da defesa e concluiu que o provas comprovavam o dano sofrido. Para a magistrada, o uso da procuração extrapolou os poderes conferidos pelo idoso, que se limitavam a atos administrativos, e não a operações financeiras.

    “A apelante, valendo-se do vínculo familiar e da confiança que lhe era depositada pelo avô, ora vítima, praticou a conduta descrita no art. 102 da Lei nº 10.741/2003 (Estatuto do Idoso), circunstância que, longe de afastar o elemento subjetivo, reforça a especial reprovabilidade de sua conduta”, diz decisão.

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

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    Quem se declara primeiro no amor? Veja os signos mais intensos

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  • Ministro do STJ cita contato de Turra com testemunhas para manter prisão

    Ministro do STJ cita contato de Turra com testemunhas para manter prisão

    Material cedido ao Metrópoles
    Pedro Arthur Turra Basso

    Ao negar novo habeas corpus nesta sexta-feira (27/3), o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay destacou que a prisão do ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra (foto em destaque), de 19 anos, foi fundamentada pelo fato de o jovem ter mantido contato com testemunhas e combinado versões.

    “A decisão que decretou a preventiva menciona que o paciente teria estabelecido contato com testemunhas, com o intuito de alinhar versões acerca dos fatos investigados. Tal circunstância revela risco concreto de interferência na instrução criminal”, disse o ministro.

    O relator do caso entendeu que a prisão preventiva está devidamente fundamentada na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.

    “Destaco a gravidade concreta da conduta, praticada com extrema violência contra adolescente em via pública, com ampla exposição e registro por terceiros, bem como o modus operandi do agente, evidenciando sua periculosidade”, acrescentou.

    A nova defesa de Turra alegou a ilegalidade da custódia cautelar, sustentando violação ao devido processo legal e à excepcionalidade da prisão preventiva.

    Além disso, os advogados argumentaram que há condições pessoais favoráveis a seu cliente, como primariedade, residência fixa e atividade lícita, requerendo a revogação da prisão ou sua substituição por medidas cautelares diversas.


    Entenda o caso


    Denúncia

    O TJDFT recebeu a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Pedro Turra por homicídio doloso (quando há intenção de matar) por motivo fútil.

    Turra, se condenado, pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão. O MPDFT também requer que o denunciado seja condenado à “reparação de danos morais causados à família da vítima”, estipulando o valor mínimo de R$ 400 mil.

  • Lulinha "abriu portas" do governo para o Careca do INSS, diz CPMI

    Lulinha "abriu portas" do governo para o Careca do INSS, diz CPMI

    Arte Metrópoles/Reprodução
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    O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aponta que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria atuado como facilitador do acesso de empresários investigados a estruturas do governo federal.

    Segundo o documento, Lulinha teria atuado como um elo entre o governo e a lobista Roberta Luchsinger e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Antonio é apontado pela comissão como integrante de um esquema de desvios multimilionários de recursos de aposentados e pensionistas.

    De acordo com o relatório, a proximidade entre Lulinha e os investigados teria contribuído para “abrir portas” dentro do governo, favorecendo interesses considerados ilegítimos.

    “A presença de Fábio Luís Lula da Silva junto à dupla de lobistas potencializou a abertura de portas no governo federal para os interesses ilegítimos de Roberta Luchsinger e Antônio Carlos”, diz o texto.

    A comissão também menciona dados da Polícia Federal (PF) que indicariam o uso de recursos provenientes do suposto esquema para custear despesas pessoais, como passagens aéreas internacionais em classe executiva e hospedagens no exterior.

    “Está provado que o dinheiro supostamente desviado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição, por ‘Careca do INSS’, de passagens de primeira classe em voos internacionais”, afirma o relator, deputado Alfredo Gaspar.