Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • MP apura supostas irregularidades em licitação do transporte coletivo

    MP apura supostas irregularidades em licitação do transporte coletivo

    A Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou Notícia de Fato para apurar supostas irregularidades no Edital de Concorrência nº 005/2026, que trata da concessão do serviço de transporte coletivo urbano em Rio Branco.

    O procedimento foi aberto a partir de representação apresentada pelo vereador Eber Machado, que aponta possíveis nulidades e ilegalidades no processo licitatório, cujo valor estimado ultrapassa R$ 1 bilhão.

    Na representação, o parlamentar sustenta que o município pretende realizar a licitação após anos de sucessivas contratações emergenciais iniciadas em 2022. Ele argumenta ainda que o edital não apresenta inovações técnicas e reproduz um modelo considerado ultrapassado e ineficiente.

    • suposta nulidade da fase interna do processo, com ausência de identificação dos responsáveis pelo projeto e inexistência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART/RRT), além de possível descumprimento da Lei nº 13.144/2021;

    • deficiência no Estudo Técnico Preliminar, com manutenção de sistema de transporte considerado obsoleto;

    • indícios de violação à competitividade, com manutenção do atual modelo operacional, o que poderia favorecer a concessionária em atividade;

    • inconsistências na modelagem econômico-financeira, incluindo utilização de dados desatualizados e omissão de custos essenciais;

    • risco de dano ao erário, com eventual fixação artificial da tarifa e ausência de indicação clara de fonte de custeio para subsídios.

    Segundo o vereador, o prosseguimento da licitação nos moldes atuais pode resultar em contratação viciada de grande impacto financeiro, com risco de desequilíbrio econômico-financeiro e prejuízos aos cofres públicos.

    Apesar de ter apresentado impugnação administrativa na esfera municipal, o parlamentar solicitou a atuação do Ministério Público para apuração dos fatos.

    Em despacho assinado pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, foi determinada a instauração de Notícia de Fato Cível, com registro no sistema do MPAC e remessa dos autos à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público e Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social.

    O objetivo é que a Promotoria avalie a adoção das providências cabíveis, inclusive a possibilidade de medidas cautelares e eventual ação judicial para suspender o certame, caso sejam confirmadas irregularidades.

    No despacho, o procurador-geral ressalta que a decisão não representa juízo de valor sobre o mérito das acusações, limitando-se ao encaminhamento das informações para análise técnica e jurídica.

  • Plataforma operada por casal vendia dados sensíveis por até R$ 15 mil

    Plataforma operada por casal vendia dados sensíveis por até R$ 15 mil

    Reprodução
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    O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta sexta-feira (27/3), a Operação Farsa Digital, que investiga um esquema de comercialização ilegal de dados sensíveis obtidos por meio de invasões a sistemas eletrônicos.

    A ação cumpriu mandado de busca e apreensão contra um casal em Salvador, no bairro Nova Brasília. A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar.

    As investigações tiveram início a partir de apurações do Gaeco do Ministério Público de São Paulo, que identificou a atuação do grupo na venda de informações sigilosas na internet.

    Dados sensíveis e mercado clandestino

    Segundo o MP, os investigados coletavam e ofereciam à venda dados altamente sensíveis, como logins de acesso, fotografias, reconhecimento facial, informações bancárias, registros governamentais e até dados policiais de pessoas físicas e jurídicas.

    Parte desse material, conforme apurado, era utilizado por terceiros para a prática de outros crimes.

    Além disso, o casal também é suspeito de comercializar documentos falsos produzidos a partir dessas informações, como atestados de óbito.

    As apurações identificaram a existência de uma plataforma online que oferecia consultas a diferentes bases de dados restritas. O acesso era liberado mediante pagamento e fornecimento de login exclusivo aos clientes.

    O site já foi bloqueado por determinação judicial, a pedido do Gaeco paulista.

    De acordo com a investigação, os dados eram ofertados por valores que chegavam a R$ 15 mil, podendo ser ainda maiores, a depender do tipo de informação solicitada.

    Rastro financeiro

    Os investigadores também identificaram ao menos 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras ligadas à plataforma, o que reforça a existência de um esquema estruturado de comercialização ilegal de dados.

    Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos, que serão periciados para aprofundar as investigações.

    O casal é investigado pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada, além de possíveis delitos de falsidade documental, estelionato e outros que ainda estão sob apuração.

  • Jornalista Heraldo Pereira deixa o Bom Dia Brasil

    Jornalista Heraldo Pereira deixa o Bom Dia Brasil

    Reprodução/Globo
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    O jornalista Heraldo Pereira deixará o time do Bom Dia Brasil a partir de abril. Ele participava do noticiário com entradas ao vivo de Brasília desde 2021, comentando os bastidores da política nacional.

    A mudança ocorre porque o jornalista foi escolhido para assumir a apresentação do DF1, no Distrito Federal, a partir do dia 27.

    A Globo ainda não informou quem ficará responsável por ocupar o espaço deixado por Heraldo no telejornal nacional.

    Já Fabiano Andrade, que comandava o DF1, passará a integrar a equipe do Jornal Nacional como repórter especial.

  • Homem forja suicídio de companheira e é preso por feminicídio em SP

    Homem forja suicídio de companheira e é preso por feminicídio em SP

    Reprodução/Polícia Civil
    Homem forja suicídio de companheira e é preso por feminicídio em SP - Metrópoles

    Um homem foi preso em flagrante, nessa quinta-feira (26/3), após matar a companheira e forjar o suicídio da vítima. O caso aconteceu no bairro Jardim Nossa Senhora de Fátima, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.

    De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) foi acionada na manhã dessa quinta para atender uma ocorrência de autoextermínio por enforcamento. Ao chegar ao local, encontraram Stefany Josepha Siqueira Lopes, de 27 anos, já no chão e sem sinais vitais.

    Josenilton Alves de Almeida (foto em destaque), 37, companheiro da mulher, afirmou aos policiais que estava dormindo e, ao acordar pela manhã, viu Stefany pendurada e “fria ao toque”. Ele relatou ter cortado o instrumento usado para enforcamento e solicitado socorro.

    Vizinhos foram até a residência, na rua Geralda Paixão, e tentaram manobras de reanimação, sem sucesso. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, e constataram a morte no local.

    Histórico de agressões e suicídio forjado

    Ainda na residência, os policiais contataram o irmão de Stefany. Ele apresentou mensagens do WhatsApp enviadas por ela no dia anterior, em que relatava ter sido agredida por Josenilton. A vítima enviou também uma foto que mostra um olho roxo (veja galeria acima).

    Os envolvidos foram levados ao 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde o delegado acionou o Instituto de Criminalística. No local da morte, a perícia constatou que o instrumento usado para enforcamento estava ancorado no teto da residência, a uma altura de mais de dois metros.

    O perito apontou que, mesmo utilizando a cama como apoio, a vítima não teria conseguido, por meios próprios, fixar o laço naquela altura, o que eliminou a hipótese de suicídio por enforcamento.

    Um exame inicial feito em Stefany demonstrou ainda que o corpo da mulher não apresentava lesões compatíveis com morte por enforcamento, o que reforçou as inconsistências da dinâmica apresentada por Josenilton.

    Na delegacia, a equipe policial apurou o histórico criminal do suspeito e identificou que ele já foi indiciado por uso de entorpecentes em concurso de pessoas e por roubo qualificado. O homem também tem histórico de violência doméstica.

    Foi encontrado um boletim de ocorrência do ano passado por lesão corporal, que identifica Stefany como vítima e Josenilton como autor.

    Ele também aparece como autor em outro registro policial, de 2023, contra a então companheira. Neste caso, foram solicitadas medidas protetivas de urgência, mais tarde revogadas.

    Feminicídio e fraude processual

    Josenilton foi preso em flagrante por suspeita de feminicídio, fraude processual e violência doméstica.

    Ele permaneceu recolhido na carceragem do 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo à disposição da Justiça, aguardando apresentação em audiência de custódia.

  • Bocalom, a grande interrogação da campanha

    Bocalom, a grande interrogação da campanha

    Muitos não acreditavam que o prefeito Tião Bocalom (PSDB), seria candidato, seja por falta de coragem para deixar o mandato ou porque não conseguiria o PSDB para ancorar a sua candidatura ao governo. A comunicação da sua renúncia enviada esta semana à Câmara Municipal de Rio Branco, tira qualquer dúvida sobre seu próximo passo político. Se alguém se der ao trabalho de ver como foi até aqui a sua trajetória política, verá que tem um nicho grande de eleitores que sempre lhe seguem. Por pouco não derrotou o PT na eleição para governador; foi muito bem votado para deputado federal e só não se elegeu por seu partido não completar legenda; e se elegeu duas vezes prefeito na capital. Sua trajetória começou como prefeito de Acrelândia.

    Bocalom é um descrente de pesquisas. Diz que sempre erraram contra ele, e se acreditasse nos números divulgados jamais seria candidato. Vai agora para o seu maior desafio, que é tentar se eleger governador. Terá dois adversários poderosos: o senador Alan Rick (Republicanos) e Mailza Assis (PP), que disputará a eleição como governadora. É cedo, muito cedo para arriscar um prognóstico, as campanhas nem estão nas ruas. Mas, uma coisa é certa: a candidatura do Bocalom não deve ser encarada pelos adversários, como um boi indo para o matadouro. Não tem favorito nessa corrida rumo ao Palácio Rio Branco, campanha se sabe como começa; mas, não se sabe como termina. Portanto, senhores candidatos, não tirem ainda a cerveja e a picanha do churrasco do freezer, para comemorar.

    Ninguém esperava. A ex-prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, resolveu ser candidata a deputada federal pelo PL, encorpando a chapa do partido. Leila tem a sua base eleitoral no Alto Acre. Tentará repetir a façanha do Zico Bronzeado, que se elegeu deputado federal pelo PT, com os votos daquela região.

    O professor Minoru Kinpara se filia hoje ao MDB, por onde será candidato a deputado federal, com o ato marcado para às 9 horas na sede do partido. Vai somar muito na chapa do MDB e disputar com chance uma vaga para a Câmara Federal. Tem um nicho eleitoral que lhe é fiel.

    O PSD do senador Sérgio Petecão não terá candidatos para a Câmara Federal; mas em compensação, tem uma chapa parelha para deputado estadual, com possibilidade concreta de ficar com três vagas na ALEAC. Não tem ninguém com mandato.

    É completa perda de tempo de deputado reclamar por ser barrado na chapa de deputado estadual do PL. O senador Márcio Bittar (PL) montou a chapa com muito esforço, e se deixar entrar deputados que estão sem legenda, a chapa implode. O que não atentaram é que os integrantes da chapa não estariam apoiando a Mailza para o governo, se não fosse o Bittar estar na aliança.

    Um leitor manda pergunta sobre se o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, vai continuar ou não no cargo, depois de tanta confusão. Sem bola de cristal, não arrisco responder, mas o que posso dizer é ser a decisão se fica ou vai embora, cheia de complicação, pela pressão de políticos contra ele. Um problemão para Mailza.

    O deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade), deu um tiro no pé ao tomar o partido do deputado Afonso Fernandes, que estava com chapa completa para deputado estadual e encaminhada para deputado federal. Afonso foi com todo seu grupo para o União Brasil, onde apoiará a candidatura à reeleição do deputado federal Coronel Ulysses (UB). Ganhou o Ulysses.

    Uma coisa o deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade), trate de tirar da cabeça: a chance é zero de compor em uma das vagas para o Senado na chapa da Mailza. Ela teria que tirar ou o Gladsson ou o Bittar, e isso está fora de cogitação.

    O MDB está deixando para depois da posse de Mailza Assis (PP) no governo, fazer um grande ato com lideranças nacionais do partido, para anunciar Jéssica Sales (MDB) de vice. O prego está batido, com a ponta virada. Não tem volta neste assunto.

    O ex-deputado Antônio Pedro (PSD), o deputado Manoel Moraes (PP), e Padre Antônio Menezes (PT), são os nomes mais fortes, que vão brigar pelos votos para deputado estadual, em Xapuri.

    MDB e PP estão de olho na filiação da ex-deputada federal Vanda Milani, que ainda não se decidiu sobre por qual partido disputará uma vaga na Câmara Federal. Vanda é dona de um potencial eleitoral de peso, por isso sua adesão é cobiçada pelos dois partidos.

    A grande maioria dos deputados que estão correndo atrás de siglas para se filiar, nunca tiveram nenhuma vida orgânica nos seus partidos, fizeram mandatos isolados e somente agora voltaram a se lembrar que partidos são importantes. Por isso, ninguém tem que reclamar por estar sendo barrado nos partidos que procuram.

    Uma das disputas mais duras por vagas de deputado federal será travada dentro da aliança PP-UB, com nomes fortes e com estruturas de campanha poderosas. José Adriano, Socorro Neri, Fábio Rueda, Coronel Ulysses, Zezinho Barbary e Mazinho Serafim, vão brigar por três vagas certas. Uma quarta depende da performance dos outros partidos.

    O prefeito Tião Bocalom tem mantido em segredo os nomes dos seus candidatos a deputado federal. Os únicos nomes previstos são o da sua mulher Kelen Bocalom e João Marcos.

    Caso não aconteça nenhum impedimento jurídico, uma das duas vagas ao Senado ficará com o governador Gladson Cameli. A briga pela segunda vaga será muito embolada. A decisão com quem fica será decidida na campanha e por detalhes. Se o Cameli não for candidato, neste caso o jogo fica mais embolado ainda.

    Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.

  • Justiça nega indenização à família de detento que tirou a própria vida no Acre

    Justiça nega indenização à família de detento que tirou a própria vida no Acre

    A Justiça do Acre decidiu manter a negativa de indenização à mãe de um detento que morreu dentro de uma unidade prisional em Rio Branco. A decisão publicada na última quinta-feira (26), foi proferida pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) de forma unânime e rejeitou o recurso da autora, afastando a responsabilidade do Estado pela morte.

    O caso envolve a morte de Geison Antônio Freitas da Silva, ocorrida em 15 de janeiro de 2022, no Complexo Penitenciário de Rio Branco, enquanto ele estava sob custódia do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). A mãe do detento, Aracele Maria Freitas da Silva, ingressou com ação pedindo indenização por danos morais, materiais e pensão mensal, alegando falha do Estado na vigilância e proteção do filho.

    De acordo com nota pública divulgada pelo próprio Iapen no dia do ocorrido, Geison, de 33 anos, cumpria medida de segurança na Ala de Saúde Mental da unidade por ser considerado inimputável. Ele dividia cela com outro interno, que relatou ter acordado e encontrado o detento pendurado por uma corda artesanal feita com lençol. Ainda segundo o relato, o colega de cela cortou a corda e tentou reanimá-lo enquanto acionava os policiais penais.

    A nota informa que os agentes de plantão foram chamados imediatamente e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, ao chegar ao local, a equipe apenas pôde constatar o óbito. O Instituto Médico Legal (IML) também foi acionado para realizar a perícia e apurar as circunstâncias da morte.

    Na ação judicial, a mãe sustentou que houve omissão e negligência do poder público, destacando que o detento estava sob responsabilidade direta do Estado e que a morte teria causado profundo abalo emocional, além de prejuízos financeiros relacionados ao funeral e manutenção do jazigo. Ela chegou a pedir R$ 200 mil por danos morais, além de pensão mensal equivalente a um salário mínimo.

    O Estado, por sua vez, defendeu que não houve falha na prestação do serviço e que o caso se tratou de suicídio, apontando ainda que foram adotadas medidas de socorro, como o acionamento do Samu e do Instituto Médico Legal. Também argumentou que não havia comprovação de dependência econômica que justificasse o pagamento de pensão.

    Ao analisar o caso, o relator, desembargador Roberto Barros, concluiu que não ficou comprovado o nexo de causalidade entre a atuação do Estado e a morte do detento. Segundo o voto, embora o preso estivesse sob custódia estatal, isso, por si só, não gera automaticamente o dever de indenizar.

    O acórdão destacou que os elementos do processo, incluindo registros administrativos e apurações internas, indicam que o próprio detento foi responsável pela morte, caracterizando culpa exclusiva da vítima, circunstância que rompe o vínculo necessário para responsabilizar o Estado.

    Ainda conforme a decisão, não houve demonstração de omissão relevante por parte dos agentes públicos, nem falha concreta na vigilância ou no atendimento prestado dentro da unidade prisional. O colegiado também ressaltou que a responsabilidade civil do Estado exige prova clara de que a conduta estatal contribuiu diretamente para o resultado.

  • PT do Acre realiza plenária no Juruá e filia lideranças indígenas

    PT do Acre realiza plenária no Juruá e filia lideranças indígenas

    SOMANDO FORÇA DOS POVOS

    PT do Acre realiza plenária no Juruá e filia lideranças indígenas

    Por Da redação ac24horas27 de março de 2026 – 05h38 3 min de leitura

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    O Partido dos Trabalhadores (PT) do Acre reuniu militantes, simpatizantes e diversas lideranças da região do Vale do Juruá na noite desta quinta-feira (26), durante a Plenária Regional de Filiação, realizada em Cruzeiro do Sul. O evento marcou um expressivo movimento de ampliação das bases do partido no interior do estado, com destaque para a consolidação de uma frente política formada por representantes de diversos povos originários, como os Huni Kuin, Yawanawa e Ashaninka.

    O tom do encontro foi guiado pelo presidente estadual da sigla, André Kamai, que celebrou a chegada dos novos filiados e ressaltou o caráter inédito da união de diferentes etnias em torno de um projeto político comum para a disputa eleitoral deste ano. Segundo o dirigente, a meta do partido é garantir que a diversidade da população acriana se reflita de forma justa nos espaços de poder.

    “É um dia histórico. Nós filiamos aqui mais de 15 pessoas no Partido dos Trabalhadores, fortalecendo a nossa luta aqui no Vale do Juruá”, declarou Kamai durante seu discurso. Ele destacou o impacto da entrada de nomes de peso do movimento indígena para a disputa proporcional: “Filiamos também três pré-candidatos, o nosso companheiro Isaac Piyãko, o nosso companheiro Manuel Siã Kaxinawa e o nosso companheiro Ninawa Huni Kui. A gente tem certeza absoluta que a unidade dos povos indígenas vai possibilitar que nós tenhamos no futuro um representante indígena na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal”.

    Representando as vozes que agora ingressam na disputa eleitoral pelo partido, o ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo e pré-candidato a deputado estadual, Isaac Piyãko, destacou que a presença indígena no parlamento visa a construção de políticas públicas de amplo alcance, e não apenas de nicho.

    “Quem assume uma pasta no Legislativo, no Executivo, tem que assumir a nação. Ele está ocupando um espaço onde tem que prestar um serviço para a nação brasileira”, afirmou Piyãko, reforçando a maturidade política do grupo ao dialogar com toda a sociedade: “Não vim para governar só para os povos indígenas, vim para governar para todos. Empresários, agricultores, criadores, assim como para os povos indígenas”.

    Alinhamento com as entregas do Governo Lula

    A adesão massiva das lideranças indígenas ao PT no Acre reflete diretamente a retomada e o fortalecimento das políticas públicas voltadas aos povos originários sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido tem apresentado dados concretos de avanços no estado como base para fortalecer suas alianças locais.

    No campo da regularização fundiária, o governo federal homologou, em 2023, as Terras Indígenas Arara do Rio Amônia e Rio Gregório. O ritmo de demarcações seguiu com avanços importantes recentemente: em novembro de 2025, foram aprovados os estudos da TI Riozinho do Iaco e, em fevereiro de 2026, a Funai aprovou o Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da TI Nawa, localizada no próprio Juruá, elevando a área ao status de terra delimitada.

  • Santa Juliana deve ressarcir Unimed em R$ 449,5 mil após morte de paciente por falha no atendimento

    Santa Juliana deve ressarcir Unimed em R$ 449,5 mil após morte de paciente por falha no atendimento

    A Justiça do Acre manteve a condenação do Hospital Santa Juliana ao ressarcimento de quase meio milhão de reais pagos como indenização, pela Unimed Rio Branco, após a morte de um paciente. O caso que teve como ponto central a falha no atendimento do Santa Juliana, quando uma equipe de enfermagem deixou de acionar o médico plantonista para atendimento. A decisão foi publicada na última quinta-feira (25).

    O processo tem origem na morte do paciente José Sales de Mesquita. De acordo com os autos, ele apresentou dores no peito durante uma madrugada enquanto estava internado no Santa Juliana, usufruindo dos serviços do plano de saúde. Apesar da gravidade do sintoma, a equipe de enfermagem não acionou o médico plantonista e Mesquita acabou morrendo, o que foi considerado pela Justiça como uma omissão.

    Em ação anterior, já com trânsito em julgado, ficou reconhecida a responsabilidade solidária entre o hospital e a Unimed pela morte do paciente, com condenação ao pagamento de indenização à família. No cumprimento da sentença, a operadora arcou sozinha com o valor de R$ 449,5 mil e, posteriormente, ingressou com ação regressiva para reaver o montante.

    Ao analisar o caso, o Tribunal destacou que as provas produzidas são suficientes para demonstrar que a morte decorreu da omissão da equipe de enfermagem do hospital, especialmente pela ausência de acionamento médico diante de sinais clínicos relevantes. O hospital tentou reverter a decisão sob alegação de omissões e contradições no acórdão, além de questionar o uso de provas emprestadas e a atribuição de culpa exclusiva. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pelo colegiado.

    O relator, desembargador Elcio Mendes, apontou que os embargos não apresentaram vícios que justificassem a revisão do julgamento e que a matéria já havia sido analisada de forma definitiva.

    Com a decisão, fica mantida a obrigação do Hospital Santa Juliana de ressarcir integralmente a Unimed Rio Branco pelos valores pagos à família do paciente, consolidando o entendimento de que, na relação entre os prestadores de serviço, a responsabilidade final deve recair sobre quem efetivamente deu causa ao dano.

  • Cemitério Morada da Paz remove restos mortais sem avisar família e é condenado a pagar R$ 10 mil

    Cemitério Morada da Paz remove restos mortais sem avisar família e é condenado a pagar R$ 10 mil

    A 5ª Vara Cível do Foro de Rio Branco condenou, na terça-feira (24), a empresa Morada da Paz ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a A. P. B. após a remoção dos restos mortais de sua mãe, sem qualquer comunicação prévia à família. A autora descobriu que os restos mortais da mãe […]

  • Neto contratou comparsa por R$ 4 mil para ajudar a roubar e matar avô

    Neto contratou comparsa por R$ 4 mil para ajudar a roubar e matar avô

    Divulgação/ Polícia Militar
    Foto colorida e borrada de suspeito preso - Metrópoles

    O jovem de 18 anos, preso na quarta-feira (25/3) suspeito de roubar e matar o próprio avô, confessou ter contratado o amigo, de 21 anos, por R$ 4 mil para ajudar no roubo ao avô. Os dois viajaram mais de 600 quilômetros para cometer o crime.

    A dupla foi presa em Ubiratã, no oeste do Paraná, depois de sair de Joinville (SC), a 670 km de distância. O objetivo era roubar joias de ouro que o avô costumava usar.

    Identificação dos suspeitos

    De acordo com o delegado responsável pelo caso, André Dzindzik, a identificação dos suspeitos ocorreu poucas horas após o crime, a partir de uma força-tarefa entre as polícias Civil e Militar.

    Imagens de câmeras de segurança, análise de informações e depoimentos de testemunhas ajudaram a traçar a rota de fuga da dupla de assassinos.

    “A gente conseguiu estabelecer a dinâmica da fuga e identificar o veículo utilizado. Com isso, repassamos as informações à Polícia Militar, que conseguiu abordar os autores já em deslocamento”, afirmou.

    A ação contou com apoio de equipes do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), do helicóptero Falcão e de patrulhas da região.

    Local da prisão

    Os suspeitos foram interceptados na BR-277, em Catanduvas (PR). Ao avistarem a viatura, eles tentaram se desfazer da arma utilizada no crime, que foi localizada após buscas.

    Victor Galdino, policial militar que participou da ocorrência, afirmou que houve uma breve tentativa de fuga antes da abordagem. “As equipes conseguiram visualizar o veículo e realizar a prisão. Logo após, eles confessaram que cometeram o crime”, disse.

    No carro, foram encontrados cerca de 184 gramas de ouro, além de dois celulares.

    Os dois presos foram autuados em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte) e por porte ilegal de arma de fogo. Eles seguem detidos à disposição da Justiça.