Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Coronel réu por feminicídio reclamou de "vida precária" com PM Gisele. Veja vídeo

    Coronel réu por feminicídio reclamou de "vida precária" com PM Gisele. Veja vídeo

    Reprodução/Polícia Civil
    Homem branco, em pé, em sala de apartamento iluminado com a luz do dia - Metrópoles

    Enquanto a água caía sobre seu corpo, na primeira vez em que foi tomar banho, no início da manhã de 18 de fevereiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Júnior, de 53 anos, afirmou ter refletido sobre a decisão que havia supostamente acabado de declarar à esposa, a soldado Gisele Alves Santana, 32, de terminar o casamento deles. O oficial está preso pelo feminicídio da companheira.

    “Era melhor terminar o relacionamento, mesmo ainda gostando muito dela e ela de mim, mas aquele vida precária que eu estava tendo, não valia a pena”, afirmou o oficial, em depoimento ao delegado do 8º DP (Brás) Lucas de Souza Lopes (assista abaixo).

    O momento meditativo, ainda conforme afirmou à Polícia Civil, foi interrompido com um forte estrondo. “Eu pensei, será que ela está surtada e está batendo a porta do meu quarto, que é bem em frente ao banheiro?”.

    Quando foi abrir a porta, imaginando que iria dar de cara com a esposa “descarregando os demônios“, afirmou ter se supreendido ao vê-la caída no chão da sala, com a cabeça envolta em sangue.

    Gisele estava mortalmente ferida na cabeça com um tiro, cuja origem, desde o momento em que ligou para os serviços de socorro, Geraldo Neto tenta atribuir à vítima.

    O relato do oficial, porém, não corresponde às evidências e depoimentos de testemunhas coletados pelo 8º DP desde então.

    De suicído a feminicídio

    No próprio dia 18 de fevereiro, após a morte de Gisele ser oficialmente declarada, às 12h04, o caso primeiramente registado como suicídio passou a ser investigado como morte suspeita.

    Um mês depois, o tenente-coronel foi preso, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva do Tribunal de Justiça Militar (TJM), em São José dos Campos — cidade do interior paulista onde estava, em um apartamento, desde o assassinato de Gisele.

    No dia seguinte, já encarcerado no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), expediu outro mandado de prisão, cumprido 28 horas após solicitação da Polícia Civil.

    Preso em dois juízos por feminicídio e fraude processual, pela suspeita de prejudicar a cena do crime à perícia, o oficial da PM prestou um segundo depoimento, no qual se contradiz em detalhes cruciais sobre a dinâmica da morte da esposa.

    Além disso, ele também pinta um retrato de Gisele como se a vítima fosse desequilibrada, desorganizada e instável, em contraste ao suposto comportamento organizado, disciplinado e ponderado do agora réu.

    Provedor do lar

    Desde o dia em que Gisele foi assassinada, o tenente-coronel ressaltou, inclusive para policiais militares que tentaram preservar a cena do crime, o fato de sustentar sozinho a casa e os custeios cotidianos, incluindo a escola particular da filha da soldado — uma garotinha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior.

    À Polícia Civil, ele também ressaltou essa condição, acrescentando ter “um gasto enorme” para “ficar vivendo essa subvida” com a então esposa. Gisele e Geraldo Neto dormiam em quartos separados, após a soldado desconfiar de uma traição do oficial, que nega o adultério, assim como, agora também, o feminicídio.

    “Praticamente eu não tinha espaço para andar dentro do quarto, que era muito apertado entre a cama e o guarda-roupa, não tinha, sei lá, meio metro. Eu falei: ‘Deus, eu não comecei a trabalhar aos 10 anos de idade para chegar aos 53 e estar vivendo nesse perrengue, né”, afirmou o oficial.

    Geraldo Neto acrescentou que essa condição teria motivado a dita decisão de terminar o relacionamento. Ao supostamente relatar isso à esposa, ele descreveu a reação dela como de uma mulher reativa e agressiva.

    “Uma pessoa normal, que tá totalmente controlada, ela não empurra ninguém, ela não bate a porta, ela estava surtada ali, doutor [delegado]. Gritou ‘some daqui, sai daqui, se você não quer continuar [o casamento], então sai do meu quarto’ e me empurrou e bateu a porta com força”.

    Após a descrição dessa cena, Geraldo Neto afirmou ter ido ao banheiro para, sob a água do chuveiro, refletir sobre a situação — quando, segundo ele, a esposa teria dado um tiro contra a própria cabeça.

    Evidências e perícia

    Laudos periciais, já mostrados pelo Metrópoles, indicam que Gisele estava com marcas de dedos no pescoço e mandíbula, indicando esganadura. A investigação atribui os ferimentos ao tenente-coronel, única pessoa no apartamento além da vítima.

    Ele, no depoimento dado após ser preso, porém, negou ser o responsável pelas marcas. Geraldo Neto ainda diz, como registrado em vídeo, que a esposa não estava com as marcas, até a noite que antecedeu o crime.

    Além dessa fator, ele também é réu por fraude processual, porque violou o isolamento do apartamento, após Gisele ser levada ao Hospital das Clínicas, onde morreu.

    Antes da chegada dos peritos, o oficial desrespeitou orientação de outros PMs e entrou no imóvel — em cujo chão ainda havia poças de sangue de Gisele — e foi tomar um segundo banho. Ingressou no apartamento acompanhado do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, “seu melhor amigo”, como ressaltado no depoimento.

    O magistrado tentou demover o amigo de ficar no imóvel, sem sucesso. O ingresso do desembargador na cena do crime, ainda preservado para perícia, resultou em um pedido de providências, no último dia 19, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O caso segue em andamento, tanto na Justiça Militar como na comum, cuja última movimentação foi a citação do oficial. Com isso, a defesa de Geraldo Neto deverá se posicionar ao Tribunal de Justiça de São Paulo sobre as acusações.

  • Vereadores propõem alternativa mais barata a túnel na zona sul de SP

    Vereadores propõem alternativa mais barata a túnel na zona sul de SP

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem mostra cruzamento em São Paulo - Metrópoles

    Um grupo de vereadores deverá realizar uma audiência pública, nesta quinta-feira (26/3), na Câmara de São Paulo, para colocar em discussão uma alternativa estimada em R$ 1 milhão ao túnel de R$ 622 milhões que a prefeitura pretende construir na Rua Sena Madureira, na Vila Mariana, na zona sul da capital paulista.

    A proposta — apresentada por Renata Falzoni (PSB), Marina Bragante (Rede), Nabil Bonduki (PT) e Toninho Vespoli (PSol) — prevê a alteração de sentido em algumas vias e mudanças nos tempos semafóricos, sem a necessidade de se fazer uma intervenção do porte do túnel, que, entre outras consequências, exigiria a remoção de famílias da comunidade da Rua Souza Ramos.

    A vencedora da licitação é a Álya Construtora, sucessora da antiga Queiroz Galvão, que ganhou certame considerado fraudulento, em 2010, justamente para a construção do túnel.

    O túnel da Sena Madureira é uma obra polêmica, que foi suspensa em 2024, após corte de árvores e instalação de tapumes no local, o que gerou reação por parte de moradores e ativistas ambientais.

    Proposta

    A contagem que consta do projeto proposto pelos vereadores mostra que, atualmente, mais de 1.700 veículos acessam as ruas Monsenhor Manuel Vicente e sua continuação, a Mauricio Klabin, no pico da manhã, das 8h às 9h. Durante o pico da tarde, das 17h às 18h, o volume é maior, com mais de 2.800 passando pelo local.

    Entretanto, o estudo mostra que a quantidade de veículos provenientes da Sena Madureira da própria Rua Domingos de Morais (sentido Jabaquara) é similar, sendo que apenas os primeiros seriam beneficiados.

    A proposta pretende diluir o tráfego por meio de inversão de mãos e reprogramação de semáforos, anulando a necessidade de travessia da Rua Domingos de Morais, a partir da Sena Madureira em direção à Monsenhor Manuel Vicente, que hoje dá um nó no trânsito local. Também prevê fluidez maior na Rua Francisco Cruz.

    Por esse projeto, uma alternativa aponta que as ruas Mairinque, Cunha e Berta seriam usadas para se fazer a travessia da Domingos de Morais, com a instalação de um novo semáforo. Por esse caminho, passariam pouco mais de 700 veículos no pico da manhã e mais de 1.300 no horário de maior movimento da tarde.

    Uma segunda alternativa envolveria também a Mairinque, mas a transposição da Domingos de Morais ocorreria mais à frente, nas ruas Diogo de Faria e Thirso Martins, que teriam sentido invertido. Os dois caminhos são vistos pelos vereadores como sugestões de como há inúmeras formas de alterar o viário no local, sem a necessidade da construção do túnel.

    Segundo os vereadores, a proposta custaria R$ 300 mil em obras civis e de acessibilidade; R$ 200 mil, em sinalização vertical, horizontal e de orientação; e R$ 500 mil, em sinalização semafórica.

    O que dizem os vereadores

    Em uma representação apresentada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), vereadores afirmaram, entre outras coisas, que licitação revela “a continuidade de agentes econômicos vinculados a projeto historicamente questionado”.

    Segundo os vereadores, a obra não resolveria plenamente os gargalos do trânsito e tenderia a provocar congestionamentos dentro do túnel e em seus acessos, citando inclusive o fato de a Rua Embuaçu não ter capacidade de absorver tráfego similar ao da Sena Madureira.

    Para Renata Falzoni, a prefeitura não considerou alternativas simples e de custo mais baixo. “Insistir em um túnel, que é um modelo ultrapassado e não vai solucionar os congestionamentos, é jogar fora R$ 600 milhões de recursos públicos que poderiam ser destinados às reais soluções para a mobilidade, em especial o transporte coletivo”, diz.

    Já Marina Bragante diz que “o estudo mostra que existem alternativas mais eficientes, mais baratas e com muito menos impacto ambiental, sem a necessidade de remover árvores e destruir um corredor verde importante para a cidade”.

    Para Nabil Bonduki, o túnel causará impactos os mais variados, como a remoção da comunidade Souza Ramos, que não teriam recebido alternativa habitacional definitiva. “Além disso, os estudos feitos pela prefeitura para justificar a obra possuem erros graves e não contemplam problemas de mobilidade e trânsito que poderão ser gerados”, diz.

    Toninho Vespoli diz que pode comprovar em audiência pública “a falta de planejamento da prefeitura e o desperdício de recursos públicos dos contribuintes para um túnel milionário que a cidade não precisa”.

    O que diz a Prefeitura de São Paulo

    A Prefeitura de São Paulo afirma que a obra do túnel Sena Madureira vai melhorar a fluidez do trânsito, ampliar a conexão entre bairros e beneficiar mais de 800 mil pessoas por dia.

    “Além disso, vai aumentar a eficiência dos ônibus que atendem milhares de passageiros diariamente, reduzir o tráfego dentro do bairro e melhorar o uso da rede cicloviária existente”, diz, em nota.

    Segundo a administração municipal, a revisão do projeto do túnel e da requalificação urbana do entorno, realizadas pela atual gestão, trouxe significativos ganhos ambientais e de mobilidade.

    “Seguindo as orientações da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, o novo traçado reduziu a supressão de árvores e aumentou a preservação ambiental, inclusive com o transplante de exemplares e o compromisso de executar toda a compensação ambiental antes do início das obras”, afirma.

    A prefeitura diz também que o Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA), de 2024, elaborado pela Secretaria Executiva de Mobilidade e Trânsito, que foi submetido à SVMA e passou por consultas públicas, apresenta as exigências a serem cumpridas durante a execução da obra. “A licitação para contratação dos projetos executivos, gestão ambiental e execução das intervenções está em fase final”, afirma.

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    Síndrome de Tourette: como o estresse agrava a doença de Lewis Capaldi

    A Síndrome de Tourette tem causa desconhecida; estudos indicam forte componente genético e impacto do estresse na doença

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    Lei Antifacção: apenas 1,4% dos presos recebem auxílio-reclusão

    Lei sancionada por Lula restringe ainda mais acesso ao benefício em caso de envolvimento com o facções criminosas

  • Decisão de Dino expõe impasse legal sobre aposentadoria compulsória

    Decisão de Dino expõe impasse legal sobre aposentadoria compulsória

    Gustavo Moreno/STF
    Imagem colorida do ministro Flávio Dino

    A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir a aposentadoria compulsória remunerada para magistrados acusados de crimes graves gerou um impasse legal com a Lei Orgânica da Magistratura (Loman), de 1979.

    Enquanto Dino usou como base uma interpretação da Reforma da Previdência de 2019, a Loman, que rege a carreira dos juízes, define que a punição máxima para um magistrado que comete uma infração disciplinar grave é a aposentadoria compulsória.

    Para Dino, não há fundamento jurídico para a aposentadoria compulsória como sanção disciplinar a juízes. Com isso, a pena máxima deve ser, efetivamente, a perda do cargo. Com a aposentadoria compulsória, o juiz recebe uma salário proporcional ao tempo de serviço pelo resto da vida.

    “A Reforma da Previdência endureceu as regras de aposentadoria para todos os brasileiros com o objetivo de reduzir despesas e promover maior equilíbrio fiscal”, cita o advogado Marcelo Lucas.

    Diante disso, no caso da magistratura, o especialista defende um entendimento colegiado do STF, “a quem compete interpretar a Constituição e harmonizar eventuais conflitos entre normas”, para amparar casos semelhantes.

    Outros especialistas e juízes defendem a atualização da legislação que rege a magistratura para compatibilizá-la com os princípios constitucionais recentes e com as exigências de responsabilidade administrativa.

    De 2006 a fevereiro de 2026, 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme balanço divulgado na semana passada, logo após a decisão de Flávio Dino.

    A decisão do ministro atinge diretamente dois magistrados envolvidos em graves denúncias. São eles:

    Argumentos

    Ao proferir a decisão, Dino argumentou que a aposentadoria é um direito adquirido depois de anos de trabalho e, por isso, não se encaixa como punição. Para ele, caso o CNJ entenda que o juiz mereça punição máxima, o órgão deve enviar o caso à Advocacia-Geral da União (AGU) e, depois disso, apresentar a ação de perda de cargo ao Supremo.

    A decisão foi tomada no âmbito de uma ação que analisa o afastamento de um juiz da comarca de Mangaratiba do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Ainda cabe recurso e o caso também poderá ser levado para apreciação dos demais ministros.

    No mesmo despacho, Dino sugeriu ao presidente do STF e CNJ, ministro Edson Fachin, que reveja o sistema de responsabilidade disciplinar no âmbito do Poder Judiciário.

    Projeto em discussão

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, na semana passada, a análise de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a aposentadoria compulsória como punição para militares, juízes e membros do Ministério Público.

    O projeto foi apresentado pelo ministro Flávio Dino à época em que ele era senador. O magistrado justificou que, na prática, a aposentadoria compulsória beneficia o agente punido, porque ele continua recebendo salário mesmo sem trabalhar.

    Em caso de falta grave praticada por agente público, a penalidade a ser aplicada deve ser a demissão, após o devido processo legal. “Aliás, como é feito em quase todo serviço público civil”, argumenta Dino na PEC.

    A relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), apresentou voto favorável à proposta, com três emendas de redação. Se aprovado na CCJ, o projeto seguirá para a votação dos parlamentares no Plenário da Casa.

  • Trump diz que negociadores do Irã temem ser "mortos pelo próprio povo"

    Trump diz que negociadores do Irã temem ser "mortos pelo próprio povo"

    Kyle Mazza/Anadolu via Getty Images
    U.S. President Donald Trump

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa quarta-feira (25/3) que os negociadores do Irã estão evitando assumir que negociam com os norte-americanos por medo serem mortos pelo seu próprio povo.

    “Eles estão negociando, aliás, e querem muito chegar a um acordo, mas têm medo de falar porque acham que serão mortos pelo próprio povo”, disse. “Eles também têm medo de serem mortos por nós”, completou.

    Nessa quarta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que há diálogo em curso entre o país persa e o governo dos Estados Unidos. No entanto, ele destacou que esse tipo de comunicação não configura diálogo formal. 

    “Mensagens sendo enviadas e respondidas com advertências não se chamam negociação, é uma troca de mensagens”, disse.

    Mais cedo, o governo dos EUA disse que está pronto para “desencadear o inferno” caso não haja avanço em acordo de paz no Oriente Médio.

    “Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, o presidente garantirá que seja atingido com mais força do que jamais foi”, disse Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, durante coletiva. “O presidente Trump não blefa e está preparado para desencadear o inferno.”

    Nesta semana, o norte-americano disse que o Irã quer um acordo e que está conversando com uma “pessoa importante” do regime de Teerã — que não é o líder supremo, Mojtaba Khamenei. na terça-feira (24/3), o país enviou um plano de 15 pontos com o objetivo de encerrar a guerra no Oriente Médio.

    O Irã, porém, contesta publicamente a versão. “O nível da sua luta interna chegou ao ponto de você estar negociando consigo mesmo?”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando unificado das forças armadas do Irã.

     

     

  • Americanas vende Imaginarium e Puket e pede saída da recuperação judicial

    Americanas vende Imaginarium e Puket e pede saída da recuperação judicial

    A Americanas pediu o encerramento do processo de recuperação judicial. A informação consta de fato relevante enviado pela varejista. A empresa também anunciou que vendeu a Uni.Co, subsidiária dona da Imaginarium e Puket.

    Segundo a Americanas, o pedido de encerramento da recuperação judicial foi decidido porque foram “cumpridas todas as obrigações previstas no Plano de Recuperação Judicial”.

    O pedido foi entregue à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e é preciso que a Justiça acate o pedido.

    Segundo a empresa, a direção da varejista vai adotar “as medidas necessárias para o encerramento” do processo.

    A Americanas tem um dos maiores processos de recuperação judicial da história brasileira, com prejuízo bilionário gerado por fraude nas operações financeiras da companhia. Executivos envolvidos seguem sendo investigados.

    Junto com o pedido de fim da RJ, a Americanas informou que vendeu para o grupo BandUP! a subsidiária Uni.Co. A venda estava sendo negociada há vários meses.

    O negócio foi fechado com base na proposta original feita com o valor R$ 152,9 milhões. Durante o processo de negociação, a Americana recebeu uma segunda oferta – maior de R$ 155 milhões, mas a oferta foi considerada inválida por não cumprir todos os requisitos do processo de recuperação judicial.

    A BandUP! é dona da marca Piticas e, com a aquisição, passará a ter o controle da Imaginariu, Puket e Casa Mind, entre outros negócios.

  • Ação contra Flávio Bolsonaro no STF migra de Moraes para Kassio

    Ação contra Flávio Bolsonaro no STF migra de Moraes para Kassio

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsaki
    Flávio Bolsonaro STF

    Um pedido de investigação protocolado no STF pelo deputado Lindbergh Farias (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes e foi distribuído para o de Nunes Marques. Na ação, o petista aponta supostos indícios de atentado à soberania popular em uma publicação feita pelo adversário político nas redes sociais.

    Inicialmente, Lindbergh endereçou a denúncia a Moraes, relator do inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro (PL) por atentado contra a soberania nacional, devido a articulações junto ao governo de Donald Trump. A representação, contudo, foi distribuída por sorteio ao ministro Nunes Marques.

    A postagem questionada por Lindbergh remete a 23 de outubro de 2025, quando Flávio Bolsonaro disse ter sentido “inveja” ao ver imagens de ataques feitos pela Marinha dos EUA contra barcos venezuelanos que supostamente transportavam drogas. No post, o senador marcou o secretário de Defesa de Donald Trump, Pete Hegseth.

    “Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Vocês não gostariam de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”, escreveu Flávio Bolsonaro, em inglês.

    “Ação armada”

    Para Lindbergh Farias, a declaração representou uma “proposição concreta de ação armada estrangeira em águas jurisdicionais brasileiras, atentando contra a soberania, a independência e a integridade territorial do Estado”.

    “Tal manifestação, por sua natureza e contexto, extrapola os limites da liberdade de expressão parlamentar, configurando ato de colaboração à intervenção militar de potência estrangeira em território nacional, em violação direta à Constituição e à legislação penal vigente”, afirmou Lindbergh, no pedido feito ao STF no dia 24 de outubro. Até o momento, não houve movimentação no processo.

  • Após mais de um milênio, mulher assume liderança da Igreja Anglicana

    Após mais de um milênio, mulher assume liderança da Igreja Anglicana

    Divulgação/ Escritório da Comunhão Anglicana (ACO)
    Foto colorida de Sarah Mullally, priemira mulher a tomar posse como líder da Igreja Anglicana - Metrópoles

    Sarah Mullally tomou posse, nessa quarta-feira (25/3), como a 106ª arcebispa de Canterbury, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto máximo da Igreja Anglicana em quase 1.429 anos de história da instituição religiosa.

    A posse marca o início do ministério público de Mullally à frente da Igreja da Inglaterra e da Comunhão Anglicana, que reúne fiéis em mais de 165 países. No cargo, ela passa a exercer também um papel simbólico como principal liderança espiritual da tradição anglicana no mundo.

    A cerimônia foi realizada na Catedral de Canterbury, na Inglaterra, e reuniu mais de duas mil pessoas, entre líderes religiosos, representantes de diferentes países e autoridades britânicas. Estiveram presentes o príncipe William, a princesa de Gales, Kate Middleton, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

    No sermão inaugural, a nova arcebispa defendeu uma igreja mais aberta e voltada à sociedade. “Nosso mundo precisa de amor, cura e esperança”, afirmou. Mullally também destacou a necessidade de uma instituição capaz de dialogar com pessoas de diferentes crenças – ou sem religião – e de atuar em ações concretas de acolhimento e serviço.

    A posse da arcebispa marca uma ruptura em uma instituição historicamente masculina. Há poucas décadas, a possibilidade de uma mulher ocupar o posto era considerada improvável. A nomeação de Mullally é vista como um sinal de mudança, mesmo que tímido, em meio a tensões internas sobre temas como inclusão, papel das mulheres e diversidade dentro da igreja.

    Mullally é ex-enfermeira e ex-chefe de enfermagem do sistema público britânico. Em 2001, ela foi ordenada diácona e sacerdotisa no ano seguinte. Em 2015, tornou-se bispa e, três anos depois, em 2018, assumiu como bispa de Londres. O cargo é considerado um dos mais influentes da Igreja da Inglaterra.

  • MDB do Acre adia anúncio de vice de Mailza para Baleia Rossi poder participar de festa

    MDB do Acre adia anúncio de vice de Mailza para Baleia Rossi poder participar de festa

    A definição do nome que irá compor como vice na chapa da pré-candidata ao governo do Acre, Mailza Assis (PP), prevista para o próximo sábado (28), sofreu um adiamento. O presidente estadual do MDB, Vagner Sales, afirmou ao ac24horas na noite desta quarta-feira (25) que a decisão foi tomada a pedido do presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

    Segundo Vagner, o partido decidiu priorizar, neste momento, a organização das chapas proporcionais para deputado federal e deputado estadual, cujo prazo de articulação se encerra no próximo dia 4. De acordo com ele, a mobilização interna necessária para a definição da vice exigiria um esforço maior, incluindo a participação de lideranças de todo o interior, o que inviabilizou a realização imediata do encontro.

    “O momento agora é totalmente voltado para o preenchimento das vagas de deputado federal e estadual, porque isso tem prazo. Estamos focados em conversas, convites e articulações. Como a mobilização desse encontro precisa ser grande, com participação de representantes de todos os municípios, avaliamos que este não é o momento mais adequado”, explicou.

    Ainda conforme o dirigente, Baleia Rossi manifestou interesse em participar pessoalmente da reunião que irá definir o nome do MDB para a vice-governadoria. O líder nacional também estaria envolvido em articulações semelhantes em São Paulo e solicitou que o evento no Acre fosse remarcado para após o encerramento do prazo das filiações e composições proporcionais.

    “Ele pediu para deixar esse encontro para depois do dia 4, quando poderá vir ao Acre e participar também desse processo”, acrescentou Vagner.

    Com isso, a reunião que anteriormente serviria para homologar o nome da ex-deputada federal Jéssica Sales como pré-candidata a vice deve ser realizada em nova data, ainda a ser definida. Nos bastidores, apesar do adiamento, a tendência de indicação segue inalterada.

    A escolha do vice é considerada estratégica dentro da aliança governista, que reúne MDB, PP, PL e União Brasil.