Bem avaliado e favorito

Qualquer um tem o direito de não gostar do governador Gladson Cameli (foto) por qualquer motivo. São muitas as críticas ao seu governo, principalmente, no meio sindical. Mas isso até aqui não afetou a sua popularidade, que é descolada da sua gestão. O Gladson tem uma interação com o povão que não tem uma explicação lógica, mesmo seu governo não ter sido excepcional. Acontece é que caiu na simpatia do povão, e quando isso ocorre é como água de morro abaixo, ninguém segura. Vai deixar o governo no próximo dia 2 de abril, bem avaliado em todas as pesquisas e como favorito a ficar com uma das duas vagas para o Senado em disputa. Nem os seus adversários mais ferrenhos duvidam da sua eleição de senador. Assim é a política.

Tenho por princípio não brigar com pesquisas, mesmo sabendo quem contratou e sua posição política. Para efeito de definição de uma eleição, uma pesquisa hoje tem valor zero. Pesquisa que vai dar um norte real, é a que vai acontecer no auge da campanha. Sempre foi e sempre será assim em toda eleição majoritária. Sem mais comentários.

O secretário de Cultura, Minoru Kinpara, confirmou ao BLOG a sua intenção de se filiar ao MDB, para a disputa de uma vaga de deputado federal. Minoru tem potencial para brigar por uma vaga; em toda eleição que disputou, ele teve expressiva votação.

Quem também confirmou que disputará a eleição para a Câmara Federal pelo MDB, é o deputado Pedro Longo, que deixará o PDT. Anote: Longo tem uma das campanhas mais organizadas desta eleição, na capital e no Juruá.

Situação complicada, é a do secretário de Saúde, Pedro Pascoal. É da cota pessoal de simpatia do governador Gladson Cameli, para que continue no cargo. Sabe-se não ser um nome da simpatia da vice-governadora Mailza Assis (PP) e nem da classe política. Mas não creio que ela vá trombar com o Cameli por conta disso. Cameli e Mailza já andaram conversando sobre o assunto. Não deixa de ser complicado ficar no cargo por imposição do ex e sem a simpatia da titular. Aguardemos os próximos capítulos dessa novela.

O deputado Adailton Cruz (PSB) disse que vai apoiar a candidata Mailza Assis, mas fez uma ressalva sobre a permanência do secretário Pedro Pascoal: “Ficar para fazer o que vem fazendo (não recebendo políticos e sindicalistas) vai me ter sempre do outro lado”, advertiu. Ambos estão rompidos por conta de uma relação tensa.

Está na contabilidade do grupo do senador Alan Rick (Republicanos) que perderam o apoio do prefeito Sérgio Lopes, mas terá o apoio do seu vice-prefeito, que estará no cargo na campanha; já que Sérgio, será candidato a deputado federal. A confirmar se isso vai ocorrer. Tenho minhas dúvidas.

Durante o ato do PP em Brasiléia, o cerimonial não fez menção à presença da ex-prefeita Leila Galvão no evento nem do seu ex-candidato Everton, uma liderança do partido em Epitaciolândia. Eleição se ganha prestigiando os aliados, Ou ganha-se só?

Só não dou os nomes para não haver exploração política. Foi um ato falho de uma figura importante do governo demitir a jornalista que lhe assessorava -não por incompetência – mas porque uma pastora pediu a cabeça da profissional, por uma já terminada relação amorosa com alguém da sua igreja. Se essa Pastora tivesse voto, seria ela a candidata a governadora. Tem que cair na real: voto evangélico nunca decidiu e nem vai decidir a eleição que se aproxima.

Até o momento não se sabe para que partido irão o ex-deputado Ney Amorim(caso este não consiga formar chapa no PODEMOS) e o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim. Ambos são bons de votos, e para onde forem vão somar na legenda.

Tive a confirmação ontem que a jornalista Nayara Lessa deve permanecer no comando da SECOM, no governo da Mailza. Foi uma decisão acertada em cima do mérito. Nunca falei com ela pessoalmente, mas não me impede de avaliar seu trabalho como positivo na pasta.

Ontem, conversei com um militante político especialista em fazer contas sobre vagas a serem conquistadas pelas chapas para a Câmara Federal. Avaliou que na chamada “sobra”, as chapas da federação PT-PV-PCdoB e a do PL, podem ficar com uma vaga cada uma delas. São apenas projeções de votos, que nem sempre batem com o resultado das urnas.

A fonte é boa, o presidente do PODEMOS, Ney Amorim, jogou a toalha porque viu que não conseguiria montar uma chapa própria competitiva para deputado federal. Tudo caminha para se filiar ao MDB.

Minoru Kinpara, Ney Amorim, Pedro Longo, Antônia Lúcia, Eber Machado, Leila Galvão, Mazinho Serafim, é a chapa trabalhada para disputar vagas na Câmara Federal pelo MDB. Pode emplacar três vagas, se essa for mesmo a chapa. Não tem ninguém bôbo nessa chapa, que tem o aval da candidata ao governo, Mailza Assis (PP).

Não procede o boato de que a ex-prefeita Leila Galvão (MDB) estaria voltando para o PT. A chance é zero.

“As pessoas estão acostumadas a ouvir mentiras que sinceridade demais choca e faz com que você pareça arrogante”. Jô Soares.

Eleição para a prefeitura de Rio Branco, com todas as pesquisas apontando a vitória de Marcos Afonso (PT) – o PT estava no auge – e o candidato Mauri Sérgio (MDB) com a eleição dada como perdida pelos adversários. As urnas abriram e o Mauri virou prefeito. Eleição é um bicho surpresa, costuma aprontar. Não coloque a picanha na brasa antes da hora.

O prefeito Tião Bocalom costuma tecer ironias aos resultados das pesquisas antes da campanha começar: “Se fosse acreditar, nunca seria candidato”. Nas duas últimas apareceu perdendo, e foi eleito. Faz sentido ser cético.

Quem passa pelo viaduto Mamédio Bittar não deixa de reconhecer que o prefeito Tião Bocalom fez uma obra caprichada e bonita. Deu um ar de modernidade a Rio Branco.

“Em presença de imbecis e loucos, há somente um caminho para mostrarmos nossa inteligência: não falar com eles”. Arthur Schopenhauer.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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