Bloco de Daniela Mercury reage após polêmica no Carnaval de Salvador

Reprodução/Instagram
Daniela Mercury

Depois da Justiça da Bahia derrubar neste sábado (14/2), em segunda instância, a decisão que concedia ao Bloco Crocodilo, comandado por Daniela Mercury, o direito de abrir o circuito Dodô (Barra-Ondina) no Carnaval de Salvador, a organização declara que irá recorrer judicialmente para salvar o “protagonismo” do bloco e reconhecer a importância da Rainha do Axé para a folia da capital baiana.

Ao Metrópoles, a direção afirma que, nos últimos 30 anos, o Bloco do Crocodilo passou por um “empurrão progressivo” para o fim do desfile, ignorando o caráter pioneiro do trio, que participa do circuito desde a inauguração do trajeto em 1996.


Entenda o caso


“O bloco foi deslocado do início da fila para posições cada vez mais periféricas e não foi promovido à dianteira do desfile mesmo após a extinção de blocos que tradicionalmente abriam a festa. O espaço deixado pelos blocos extintos não foi herdado pelo Crocodilo, sem explicação oficial. Ao longo de três décadas, o bloco perdeu função estratégica na organização do desfile, enquanto outros foram sistematicamente privilegiados“, destaca a organização.

A empresária Malu Verçosa Mercury, diretora do bloco, defende que a gestão do Carnaval de Salvador ignorou nos últimos 30 anos o tempo de trajetória do bloco, um dos critérios usados pelo Conselho Municipal do Carnaval para definir a ordem do desfile. A atitude também estaria menosprezando a importância de Daniela Mercury para a folia da capital baiana.

“Com o anúncio de que Daniela Mercury passaria a desfilar com o Bloco Crocodilo na Barra, outros blocos foram se encaixando antes dela por determinação da gestão municipal da época. O Carnaval na Barra não existia domingo, segunda e terça, reitero aqui. Com o passar dos anos, esses blocos deixaram de existir, mas o Bloco Crocodilo não foi reposicionado para o primeiro lugar, sendo sempre preterido e prejudicado nos desfiles”, afirma.

“Temos uma festa que tem mulheres poderosas em destaque, como Daniela, Ivete, Margareth e não temos nenhum circuito homenageando nenhuma mulher. Só os homens têm destaque e reconhecimento. É preciso mudar e essa discussão chama a atenção para isso. Espero que provoquemos reflexões nas autoridades, em quem organiza o carnaval e também com o grande público”, concluiu.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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