
Nesta sexta-feira (13/2) já começam as festas e alguns blocos de Carnaval no Distrito Federal. Entre os itens obrigatórios, tênis confortável, roupas leves, água e protetor solar. Porém essa época do ano também exige atenção à saúde, principalmente com a transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Por isso, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se uniu aos organizadores de blocos para distribuir preservativos externos e internos, além de gel lubrificante e autotestes para os foliões.
“O Carnaval apresenta diversas situações que aumentam a vulnerabilidade e o risco de transmissão das ISTs. Pensando nisso, nós adotamos medidas de saúde pública para fornecer orientações e serviços para a população que vai comparecer aos blocos, promovendo a saúde sexual e a prevenção”, explica a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel Luz.
Mais de 90 mil insumos foram disponibilizados aos organizadores dos blocos de Carnaval do DF, que vão distribuí-los durante os quatro dias de festa no Espaço Acolher, localizado na Plataforma Monumental, próximo à Esplanada dos Ministérios. A rede pública de saúde do DF também disponibiliza profilaxias pré e pós-exposição ao HIV (PrEP e PeP) em diversas unidades de atendimento.
Prevenção combinada
A melhor forma de evitar a disseminação de ISTs, como HIV, sífilis, hepatites B e C, é a prevenção combinada, que consiste no uso integrado de diferentes abordagens. O objetivo é alcançar um impacto máximo na redução de novas infecções ao combinar estratégias biomédicas, comportamentais e estruturais, considerando o contexto social das pessoas com maior vulnerabilidade e as questões individuais de cada paciente.
Por isso, a SES-DF disponibiliza não apenas preservativos, mas também testagem regular, vacinação contra o HPV e a hepatite B, além da PrEP e PEP para prevenir o HIV.
O último Boletim Epidemiológico da SES-DF indica que 42,6% dos casos de HIV registrados entre 2020 e 2024 no DF ocorreram em pessoas de 20 a 29 anos. No caso da aids, as maiores proporções também se mantiveram nessa faixa etária, com 30% das ocorrências.
Entre 2020 e 2024, foram notificados 3.838 casos de infecção pelo HIV e 1.177 casos de aids em residentes do DF. Em relação ao HIV, no período, mantém-se tendência de estabilidade. Sobre a aids, observou-se uma tendência de redução do coeficiente de detecção por 100 mil habitantes, de 8,5 no ano de 2020, para 5,3 em 2024.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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