Botox anal: relaxamento muscular pode aumentar prazer sexual

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Uma mão com luvas de látex segura um frasco com líquido transparente e uma seringa. O profissional de saúde usa a seringa para extrair o medicamento do frasco de vidro. Metrópoles

Conhecida pelo uso estético, a toxina botulínica também tem aplicações médicas na coloproctologia. Ao promover o relaxamento temporário do esfíncter anal, o botox pode aliviar dores, auxiliar na cicatrização de fissuras e, em situações específicas, contribuir para mais conforto na relação sexual anal, sempre com avaliação e orientação médica.

Entenda

Relaxar para tratar: quando o botox entra em cena

Segundo o coloproctologista Danilo Munhóz, a toxina botulínica é indicada principalmente quando há contração excessiva do esfíncter anal, situação comum em pacientes com fissura anal.

“Essa pequena rachadura no canal anal provoca dor intensa, especialmente ao evacuar, o que leva o músculo a se contrair ainda mais. O resultado é um ciclo de dor, diminuição da circulação local e dificuldade de cicatrização”, explica o profissional.

Foto colorida mostra uma fileira de pêssegos sobre uma superfície branca. Imagem faz alusão aos glúteos, bumbum, ânus
Uma parte importante da dor na prática anal vem de contração involuntária e persistente do esfíncter, muitas vezes associada a medo, ansiedade, falta de preparo, pouco lubrificante ou experiências dolorosas anteriores, e isso pode causar microlesões, fissuras e um novo ciclo de dor e tensão

A aplicação do botox atua justamente na quebra desse ciclo. Injetada em pontos específicos do esfíncter anal interno, a substância promove um relaxamento temporário do músculo, reduz o espasmo e favorece a cicatrização. “O procedimento é minimamente invasivo, pode ser feito em consultório ou ambulatório e costuma ser associado a outras medidas, como ajustes intestinais, hidratação, consumo de fibras, banhos mornos e uso de pomadas”, explica o médico.

O mesmo mecanismo ajuda a explicar por que algumas pessoas buscam o botox para aliviar dor ou desconforto durante o sexo anal. Em muitos casos, a dor está relacionada à contração involuntária e persistente do esfíncter, influenciada por ansiedade, medo, experiências anteriores dolorosas, falta de preparo ou lubrificação inadequada.

Ao reduzir essa contração, a toxina pode facilitar o relaxamento e permitir uma adaptação mais confortável, sem promessas milagrosas e com acompanhamento profissional.

Danilo Munhóz reforça que é essencial investigar a causa da dor antes de qualquer intervenção. Fissuras ativas, inflamações, infecções sexualmente transmissíveis, dermatites ou hemorroidas exigem tratamentos específicos.

Além disso, quando o objetivo é conforto sexual, trata-se de uma aplicação fora das indicações clássicas, o que exige consentimento informado e avaliação cuidadosa dos riscos, que geralmente são leves e temporários, como dificuldade para segurar gases ou, mais raramente, escapes fecais.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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