
Parlamentares evangélicos disputam o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para uma das duas vagas nas eleições ao Senado. A costura depende do resultado da briga instaurada nos bastidores para a candidatura a vice-governador na chapa.
De um lado, o PSD, de Gilberto Kassab, reivindica permanecer com o vice de seu partido. Atualmente, quem ocupa o cargo é Felício Ramuth (PSD), mas ele não descarta a possibilidade de mudar de sigla. Noutra banda, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pressiona para emplacar seu afilhado político André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Nessa disputa entre PL e PSD, o bloco de Prado coleta assinaturas de uma carta que endossa o nome do preferido por Valdemar para ser vice de Tarcísio. O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, cita o papel do Parlamento paulista em vitórias do governador, como a privatização da Sabesp e o Rodoanel Norte.
A carta suprapartidária diz que “apesar das diferenças naturais do Parlamento, compartilham respeito, consideração e confiança na liderança do presidente André do Prado” e elogiam o “perfil conciliador” do chefe da Alesp.
Alguns aliados enxergam como certa a vaga de vice para Prado, embora Tarcísio reitere a preferência por Ramuth na vaga.
Candidato evangélico
O pastor e deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) trabalha nos bastidores para ser um dos indicados às duas vagas ao Senado na chapa do governador – Tarcísio diz que o outro candidato será Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública. O posto ainda está indefinido por não haver consenso entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem caberia essa outra indicação.
Cezinha está em conversa com o PL e pode se filiar ao partido. Caso isso ocorra, ele reivindicaria essa vaga.
Aliados de Tarcísio dizem, no entanto, que dar o posto de vice-governador e mais o de candidato ao Senado ao PL de Valdemar desequilibraria o arco de aliança partidária do entorno de Tarcísio.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) tem afirmado que ele é quem dará a palavra final, defendendo dois nomes: um de seus ex-assessores, a vereadora da capital, Sonaira Fernandes, ou o deputado estadual Gil Diniz, ambos do PL. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), porém, defende a candidatura de um evangélico para senador.
Gilberto Nascimento (PSD-SP) e Marco Feliciano (PL-SP) também são citados como possíveis nomes da bancada evangélica que podem se candidatar ao Senado.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário