
O “empurrãozinho” antes do treino já virou parte da rotina de muita gente. Um café rápido, um scoop de pré-treino ou uma lata de energético carregam a mesma ideia: ganhar disposição e melhorar o desempenho. Apesar de parecerem equivalentes, essas opções têm composições bem diferentes, e isso pode impactar diretamente a forma como o corpo reage.
A cafeína é o ponto em comum entre elas e também a responsável pelos efeitos mais conhecidos. Em quantidades adequadas, ela pode, sim, ajudar na performance. A organização Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva indica que doses entre 3 e 6 mg por quilo de peso corporal já são suficientes para esse benefício.

Segundo o cardiologista Daniel Terrível, do Hospital IGESP, o maior risco está no exagero, principalmente quando diferentes estimulantes são combinados. “Quando há vários compostos na mesma fórmula, os efeitos podem se somar e sobrecarregar o sistema cardiovascular. Por isso, é fundamental entender o que está sendo consumido e respeitar os limites do próprio corpo”, explica.

Entre as opções, o café costuma ser o mais previsível. Com uma composição mais simples, baseada na cafeína natural, ele permite controlar melhor a dose e tende a ser suficiente para quem quer apenas mais foco em atividades físicas moderadas, como musculação leve ou exercícios aeróbicos.
Já os pré-treinos entram em outra categoria. Eles reúnem diferentes substâncias, como aminoácidos e compostos que prometem melhorar resistência, força e circulação. Essa mistura pode ser interessante para treinos mais intensos, mas também exige mais atenção. “Não é só sobre a cafeína isolada, e sim sobre o conjunto de ingredientes e como eles interagem”, reforça o médico.

Os energéticos, por sua vez, ficam no meio do caminho — e exigem cautela, de acordo com o profissional. Apesar de também conterem cafeína, geralmente vêm acompanhados de açúcar em altas quantidades e outros estimulantes, o que pode provocar picos mais rápidos na frequência cardíaca e na pressão.
O médico destaca que, no fim, a lógica é simples: mais estímulo não significa mais resultado. Ajustar a dose, entender o que você está consumindo e respeitar os sinais do corpo são atitudes que fazem toda a diferença, tanto para o desempenho quanto para a saúde.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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