
A Caixa Econômica Federal (CEF) informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que desistiu de comprar carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB), mostra documento obtido pela coluna em primeira mão. A decisão se baseou em processo de investigação aprofundada com análise de riscos antes de fusões e/ou aquisições, por exemplo.
O interesse em transferir os direitos creditórios, isto é, as dívidas a receber, teria partido do próprio BRB, envolvido na crise do Banco Master. Dessa forma, poderia receber os valores à vista, com deságio (desconto).
Assim como o Banco do Brasil (BB), a Caixa afirmou ao TCU que não tem interesse em federalizar o BRB, ou seja, em assumir o controle dele. A medida, considerada de risco tanto financeiro quanto político, surgiu como uma possível alternativa de socorro frente ao rombo bilionário causado por operações fracassadas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Se concretizada, transferiria o prejuízo para a União.
“Informamos que a CAIXA não recepcionou qualquer iniciativa, sob ótica societária, envolvendo o BRB, bem como não tem interesse em federalizar aquela instituição. Adicionalmente, a CAIXA recepcionou, em 28/11/2025, manifestação interesse do BRB em realizar cessão de carteiras de crédito. Nesse sentido, iniciaram-se tratativas e um processo de due diligence. No entanto, a CAIXA já manifestou que não tem interesse em dar seguimento ao processo”, declarou a Caixa ao TCU.

A resposta da Caixa veio a pedido do ministro Bruno Dantas, relator do processo, em 27 de fevereiro. Além do BB e da Caixa, também cobrou manifestação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério da Fazenda. O prazo era de 15 dias.
O subprocurador-geral Lucas Furtado, representante do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), acionou a Corte de Contas após discussões sobre uma eventual federalização do BRB perante a crise financeira e de reputação.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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