Cardiologista explica como a cerveja age e prejudica saúde do coração

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Ilustração colorida de coração em esqueleto humano - Metrópoles

A cerveja é uma das opções mais consumidas durante o Carnaval. Ao olhar para o lado no bloquinho, circuito ou camarote, é possível encontrar rapidamente alguém vendendo ou oferecendo a bebida fermentada. De acordo com o cardiologista Roberto Yano, a opção fácil de ser adquirida ao longo da folia tende a prejudicar a saúde do coração.

Especialista em estimulação cardíaca artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), o médico salienta que o álcool presente na cerveja “age diretamente no sistema cardiovascular ao provocar vasodilatação inicial, seguida de efeito rebote que aumenta a pressão arterial.”

 

Com relação ao coração, Yano ressalta sobre a bebida “interferir na condução elétrica”: “Isso aumenta o risco de arritmias, como fibrilação atrial”. Segundo ele, o álcool pode comprometer a contratilidade do músculo cardíaco e estimular processos inflamatórios e oxidativos nos vasos sanguíneos, favorecendo o endurecimento das artérias.

O cardiologista bate na tecla sobre esses efeitos gerados pela ingestão de álcool contribuírem para o desenvolvimento de doenças cardíacas. Conforme o médico, o consumo exagerado de cerveja está associado a diversos riscos à saúde, o que abrange doenças hepáticas, distúrbios gastrointestinais e aumento do risco de dependência alcoólica.

Roberto Yano pontua a respeito da cerveja causar prejuízos cognitivos. “A longo prazo, tende a aumentar o risco de alguns tipos de câncer e agravar condições como ansiedade, depressão e problemas metabólicos”, enfatiza. O especialista comenta que a ingestão “regular” ter associação com ganho de peso e aumento da inflamação sistêmica.

Foto colorida de copo enchendo de cerveja - Metrópoles
A cerveja é uma bebida fermentada que está associada a diversos riscos de saúde, além de prejudicar o coração

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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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