
A hipertensão arterial é uma condição que afeta pouco mais de 30% da população brasileira adulta, segundo a última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em 2023. Desse percentual, a estimativa é que pelo menos metade dos pacientes não saibam que convivem com a doença. Ou seja, é uma epidemia silenciosa.
O sinais do corpo podem até passar despercebidos, mas, de acordo com o cardiologista Roberto Yano, eles ainda estão lá. “Existem alguns sinais que ajudam a identificar alterações na pressão, mas que muitos não dão atenção”, garante.

O primeiro e mais comum é dor de cabeça na região da nuca, especialmente ao acordar. De acordo com o médico, apesar de nem toda dor de cabeça ser sinal de hipertensão, episódios repetidos precisam de atenção.
“Episódios de tontura sem causa aparente também podem estar ligados a alterações na circulação sanguínea.A pressão elevada pode afetar o fluxo de sangue no cérebro, provocando essa sensação”, cita.
Audição e visão
Outro alerta é o zumbido constante no ouvido. Quando associado a outros sintomas, pode indicar pressão alta, que influencia diretamente na circulação em regiões mais sensíveis, caso do ouvido interno.
“Já as mudanças na visão ocorrem devido a alterações nos pequenos vasos sanguíneos dos olhos. Em casos mais persistentes, é fundamental procurar avaliação médica”, afirma Roberto Yano.

De olho na disposição
A sensação de fadiga contante precisa ser investigada. Isso porque a pressão alta pode pode sobrecarregar o coração, o que faz com que corpo precise trabalhar mais para bombear o sangue — o que pode acabar gerando cansaço, mesmo sem esforço físico. Na dúvida, a recomendação do cardiologista Roberto Yano é media a pressão regularmente.
“A aferição periódica, principalmente após os 40 anos ou em pessoas com histórico familiar, é uma das principais formas de prevenção. Alimentação equilibrada, prática de atividade física, redução do consumo de sal e controle do estresse também fazem parte das recomendações médicas”, encerra.
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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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