Horas após aparecer no Instagram chorando e afirmando ter sido agredida, Cariúcha voltou às redes sociais, na noite deste domingo (4/1), para rebater Danilo Bravo. Através dos stories, a apresentadora do SBT publicou uma nota sobre o caso, assinada por seu advogado, Diego Figueiredo, e expôs um beijo que trocou com o médico das famosas, brincando que ele estava verificando se seus lábios tinham preenchimento.
“É inadmissível que, em pleno século XXI, uma mulher seja atacada publicamente na internet e tenha sua condição de vítima deliberadamente invertida, passando a ser tratada como algoz. O que se assiste neste caso é, mais uma vez, a tentativa de descredibilizar uma mulher que não aceitou o desrespeito, recorrendo a estigmas antigos que rotulam a reação feminina como desequilíbrio emocional”, começou.
E prosseguiu: “A verdade dos fatos é objetiva e precisa ser restabelecida. A apresentadora Cariúcha foi a vítima. Foi ela quem teve seus pertences restringidos, seus documentos retidos, sua entrada bloqueada, ficando por horas na rua, em situação de extrema vulnerabilidade, sem acesso às próprias malas, sem dinheiro, sem cartões e com o celular praticamente sem bateria, impossibilitada, inclusive, de buscar auxílio imediato junto à polícia, hospital ou qualquer outro local seguro”, afirmou.
Versão de Cariúcha
No comunicado, o representante da eterna Garota da Laje deu mais detalhes sobre a treta: “Todo esse cenário teve origem em um desentendimento ocorrido em uma boate, agravado por atitudes posteriores absolutamente desproporcionais, incluindo contato físico violento, quando a apresentadora foi segurada de forma agressiva. Ainda assim, tenta-se minimizar os fatos e construir uma narrativa que ignora o contexto real de constrangimento, abandono e intimidação vivenciado pela vítima”, disparou, antes de completar:
“No que se refere aos vídeos, é fundamental esclarecer que os registros divulgados publicamente representam apenas recortes isolados, incapazes de refletir a totalidade dos acontecimentos. Mais do que isso, um dos próprios vídeos que circularam na internet demonstra, de forma inequívoca, a total inverdade da narrativa apresentada pelo senhor Danilo”, comentou.
Logo depois, o texto rebateu: “No referido vídeo, gravado no mesmo dia dos fatos, observa-se claramente uma relação de carinho, proximidade e troca de beijos entre ambos, típica de duas pessoas que estavam curtindo o momento, em ambiente de afeto e descontração”, observou.
Negou ameaça
Em seguida, o advogado contou: “Tal registro público contradiz frontalmente qualquer alegação de ameaça, agressão ou comportamento hostil por parte da apresentadora, evidenciando que a versão divulgada posteriormente não se sustenta nem mesmo diante das imagens já tornadas públicas”.
A nota ainda deu mais detalhes: “Além disso, existem outras imagens da boate, do interior do hotel e da área da piscina, que reforçam esse contexto de convivência íntima, amistosa e de celebração entre ambos. Essas imagens já foram formalmente solicitadas e serão apresentadas no momento oportuno”, declarou.
E continuou relatando: “Importa esclarecer que a decisão de publicar vídeos nas redes sociais não teve caráter sensacionalista, mas constituiu uma tentativa legítima de pedido de socorro diante de uma situação extrema. A apresentadora encontrava-se impedida de acessar o condomínio, sem seus pertences, documentos ou recursos básicos com apenas 5% de bateria, ou fazia o vídeo, ou dormia na rua”, disse.
Atitude após repercussão do vídeo
Na sequência, o representante legal de Cariúcha comentou: “Registre-se, inclusive, que logo após a divulgação desses vídeos, de forma absolutamente coincidente, a mala da apresentadora foi rapidamente entregue, evidenciando que os registros cumpriram exatamente a finalidade de viabilizar ajuda”, recordou.
Diego Figueiredo contou sobre a reação da cliente: “Cumpre informar que a apresentadora já compareceu à Delegacia de Polícia, onde registrou Boletim de Ocorrência, e realizará exames de corpo de delito, para que os fatos sejam apurados de forma técnica, imparcial e responsável”, pontuou.
Taxada de “desequilibrada”
A nota ainda analisou o cenário: “O que se vê agora é a repetição de um roteiro conhecido: quando uma mulher reage, quando não aceita humilhação, quando exige respeito, passa a ser rotulada como ‘desequilibrada’, ‘alterada’ ou ‘louca’. Trata-se de um discurso perigoso, que busca desacreditar a vítima e normalizar a violência”.
Em seguida, ele opinou: “Uma mulher não pode e não deve fechar os olhos para esse tipo de agressão. O silêncio nunca foi proteção. Se exigir dignidade, não aceitar o desrespeito e não se submeter à humilhação faz de uma mulher ‘louca’, então que se diga claramente: a apresentadora é ‘doida’ por exigir respeito, por não normalizar a violência e por transformar o silêncio em voz”.
No fim, ele lembrou: “Violência contra a mulher não se limita à agressão física direta. Abrange também violência moral, psicológica, constrangimento, intimidação, restrição de liberdade e abandono, práticas que serão devidamente analisadas pelas autoridades competentes. Por fim, solicita-se à imprensa responsabilidade, cautela e compromisso com a apuração equilibrada, evitando a reprodução automática de narrativas unilaterais que contribuem para a revitimização de uma mulher que já se encontrava em situação de extrema vulnerabilidade”, concluiu.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário