Casal de Brasília que estava preso em Omã consegue sair do país

Reprodução Instagram/@oh.happy.way
casal preso em omã

Bruna Souza Costa e Silva Moreira, 34 anos, e Marcos Moreira, 43, casal residente de Brasília que estava preso em Omã por causa dos bombardeios contra o Irã, conseguiram sair do Oriente Médio, na madrugada desta terça-feira (3/3). Os dois tiveram que ficar no país após o voo em que estava desviar a rota devido ao conflito.

Em conversa com o Metrópoles, Bruna contou que ela e o marido conseguiram uma passagem de última hora para a Europa. “O voo foi tranquilo. Conseguimos a passagem de madrugada, antes do avião decolar”, disse.

Os dois estão em Londres, onde aguardam um voo para Barcelona, de onde viajarão finalmente para o Brasil na quarta-feira (4/3).

Metrópoles entrou em contato com o Itamaraty para obter informações sobre a situação de outros brasileiros que também não conseguem sair do Oriente Médio. O órgão respondeu, em nota, que monitora a situação e mantém contato com as comunidades brasileiras e com turistas brasileiros nos diversos países da região, por intermédio das Embaixadas do Brasil no Oriente Médio.

“As Embaixadas permanecem à disposição para prestar assistência consular aos brasileiros, tendo em conta as determinações da legislação brasileira e internacional e a realidade de cada país”.

O Ministério ainda divulgou um consular com informações e recomendações de procedimentos que devem ser feitos “no âmbito da presente escalada de tensões”.

Casal “preso” no Oriente Médio

Em vídeo (veja acima) publicado no Instagram do casal, em que compartilham a rotina de viagens, Bruna e Marcos contaram que estavam voltando do Vietnã em 28 de fevereiro e que a viagem precisou mudar de destino devido ao cenário atual de guerra, que, além de afetar diretamente o Irã, colocou em risco países vizinhos.

Bruna contou que estava em Hanoi, capital do Vietnã, com o marido, no último sábado (28/2), e que tinham como destino final Doha, capital do Catar. Cerca de 30 minutos antes de a aeronave pousar, o comandante informou que teria de ser feito um desvio de rota e que pousariam no aeroporto de Mascate, capital de Omã.

Além disso, ela contou que o motivo da mudança não foi esclarecido e que nem os próprios tripulantes sabiam o que estava acontecendo no momento. Ela disse que no momento do aviso todos ficaram apreensivos.

“A gente imaginou que talvez estivesse acontecendo algum conflito ali na região como o cenário internacional sugeria”, disse.

Ao pousarem em Mascate, por volta das 14h, o casal ainda precisou permanecer dentro do avião durante oito horas, pois o país poderia estar em risco de ataques. Sem acesso à internet, os parentes de Bruna e Marcos, no Brasil, foram avisados da situação via SMS. Já no aeroporto, o casal relatou que teve de enfrentar muitas filas até conseguir passar pela imigração.

Enfrentando todos os trâmites e burocracias, os brasilienses só conseguiram descansar em um hotel pago pela companhia aérea, às 4h em 1º de março. Eles tranquilizaram os seguidores afirmando que estavam e se sentiam seguros dentro do hotel. “As pessoas locais daqui nos asseguraram que Omã é um lugar tranquilo e que não costuma ter conflitos”.

O que diz a embaixada

A embaixada, por meio de uma publicação no Instagram, disse que é importante estar atento às decisões militares e políticas de países vizinhos do Irã, “recomenda-se acompanhar de perto os pronunciamentos emanados das autoridades omanis a fim de precaver-se e adotar procedimentos de segurança eventualmente sugeridos”.

Leia na íntegra

Os desenvolvimentos decorrentes das ações militares deste fim de semana no Irã e, posteriormente, em diversos países da região, recomendam atenção e cautela. Recomenda-se acompanhar de perto os pronunciamentos emanados das autoridades omanis a fim de precaver-se e adotar procedimentos de segurança eventualmente sugeridos.

Decisões sobre viagens e/ ou permanência no país devem ser tomadas individualmente. Dado o dinamismo da situação, recomenda-se buscar informações diretamente junto a companhias aéreas. No tocante às fronteiras, não é possível prever eventuais fechamentos, que podem ocorrer sem aviso prévio a qualquer momento.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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