Caso de rapper espancado por 10 em bar da Asa Norte sofre reviravolta

Reprodução/redes sociais
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A Justiça do Distrito Federal mudou o rumo do caso do rapper Uryel Rhander, de 28 anos, e decidiu levar todos os réus a júri popular por tentativa de homicídio. A decisão representa uma reviravolta quase dois anos após o crime, ocorrido em julho de 2024, na Asa Norte (DF).

O novo entendimento é da 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que reformou parcialmente na última terça-feira (17/3), a sentença de primeira instância. Antes, dois dos três réus não haviam sido acusados por tentativa de homicídio e responderiam apenas por lesão corporal.


Relembre o caso


Veja o momento em que Uryel corre e é perseguido e agredido, na Asa Norte:

 

Com o recurso apresentado pelo assistente de acusação, o colegiado entendeu que há indícios suficientes de tentativa de homicídio qualificado e determinou que todos os envolvidos sejam julgados pelo Tribunal do Júri.

Segundo o acórdão, as provas indicam que a vítima foi alvo de agressões sucessivas e extremamente violentas, inclusive quando já estava caída e sem condições de se defender.

Os desembargadores também consideraram que não é possível descartar, nesta fase do processo, a intenção de matar — o chamado animus necandi — nem afastar agravantes como motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que as agressões teriam ocorrido em grupo.

A assistência de acusação, representada pelo advogado Luis Gustavo Delgado Barros — que atua no caso em nome da vítima —, se pronunciou a respeito da decisão em nota.

“A decisão permite que o caso seja tratado como um crime contra a vida e julgado por um júri popular, que vai avaliar todos os detalhes do que aconteceu”, disse o advogado.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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