Caso Orixá: pai que acionou PM é indiciado por intolerância religiosa

Material cedido ao Metrópoles
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A Polícia Civil de São Paulo indiciou por intolerância religiosa o pai de uma aluna que acionou a Polícia Militar após descobrir que a filha fez o desenho de uma orixá durante uma atividade escolar, na Emei Antônio Bento, zona oeste da capital paulista, em novembro do ano passado.

A decisão pelo indiciamento aconteceu em fevereiro e o inquérito policial já foi encaminhado à Justiça. A informação foi confirmada ao Metrópoles pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). A reportagem não conseguiu contato com a defesa do pai, que terá sua identidade preservada para não expor a filha. O espaço segue aberto para manifestação.

O caso envolvendo o desenho foi revelado pelo Metrópoles e gerou repercussão nacional. Como mostrou a reportagem à época, no dia 12 de novembro de 2025, o pai da estudante chamou a PM após discordar de uma atividade feita pela filha, de 4 anos. O homem, que também é policial, disse aos agentes que sua filha estaria sendo obrigada a ter “aula de religião africana”, alegou que sua família era cristã e não concordava com aquilo.

Os policiais que atenderam ao chamado entraram armados no colégio — um deles portava uma arma de grosso calibre. Segundo testemunhas, a ação assustou crianças que estavam no local.

A atividade alvo da reclamação, no entanto, não era de ensino religioso, e fazia parte, na verdade, do currículo antirracista da rede municipal de ensino.


O que era a atividade?


Após a repercussão do caso, diferentes autoridades se pronunciaram sobre o episódio, exigindo investigação sobre a atitude do pai e também dos policiais que atenderam a ocorrência. Como mostrou o Metrópoles, uma investigação preliminar do 16º Batalhão de Polícia Militar concluiu pelo arquivamento da apuração sobre o pai da criança e sobre o tenente que atendeu a ocorrência. Em nota, a SSP diz que ainda há um Inquérito Policial Militar aberto sobre o caso.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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