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  • A suruba de Vorcaro, o nosso Epstein

    A suruba de Vorcaro, o nosso Epstein

    Divulgacao
    Daniel Vorcaro

    Cedo o espaço a um dos artigos mais explosivos sobre o  maior escândalo financeiro da história do Brasil, segundo o ministro Fernando Haddad.  O autor do artigo é Mara Luquet, editora-chefe do canal My News.

    “Vorcaro usou todas as moedas disponíveis para corromper as instituições brasileiras. Inclusive a mais antiga delas: mulheres bonitas e festas com muita bebida e pouca roupa, para sermos discretos. No relatório que a Polícia Federal entregou ao ministro Edson Fachin, o que emerge não é apenas um relato de libertinagem, mas a descrição de uma engrenagem de corrupção sofisticada. O que os mortais chamam abertamente de “suruba” era, na verdade, um ambiente de negócios escusos meticulosamente planejado, onde a ostentação servia como lubrificante para a criação de uma rede de influências sem precedentes junto a políticos do Centrão.

    A logística por trás desses encontros revela o DNA de Vorcaro: a exuberância a serviço do silêncio. O relatório detalha a presença de quatro mulheres para cada político, todas estrangeiras — suíças, norueguesas, suecas e holandesas. A escolha não foi estética, mas estratégica. Ao importar acompanhantes que não falam português e não têm a menor noção de quem são as figuras poderosas que ali circulavam, Vorcaro garantia um isolamento informativo que nenhuma barreira nacional ofereceria. É a corrupção de alto custo, onde a distância cultural e linguística era comprada para blindar os envolvidos.

    Entretanto, a suruba maior não é a dos “peladões” descrita pela PF, mas o estrago institucional que este caso pode causar. O movimento que vemos agora nos bastidores do poder sugere uma tentativa deliberada de anular a operação. O roteiro é um “déjà vu” perigoso da Lava Jato: ministros como Cristiano Zanin e Luiz Fux já sinalizam que inconsistências na condução das investigações pela PF podem tornar todo o processo nulo. Alega-se que o rito foi atropelado, e essa brecha jurídica é exatamente o que os envolvidos buscam para implodir o caso por dentro.

    Essa conclusão de nulidade, contudo, não virá amanhã. O sistema joga com o tempo. Vale lembrar que o presidente Lula ficou quase dois anos preso antes que seu processo fosse anulado por erros de competência e forma. Para Vorcaro, esse vácuo temporal é o cenário ideal: ele aposta na fadiga da opinião pública e na “inconsistência jurídica” para que, no futuro, tudo vire precatórios. É a repetição exata do ciclo em que delatores premiados recebem o dinheiro de volta e o crime compensa através do erro técnico da acusação.

    O que se desenha é um cenário onde a justiça parece ser um tabuleiro cujas peças são movidas para garantir que o desfecho seja sempre o mesmo. Quando a estratégia de defesa foca mais na anulação do processo do que na prova da inocência, e o Judiciário valida essa manobra, a mensagem para o país é devastadora. O perigo real não está na devassidão das festas de luxo, mas na erosão da segurança jurídica que essas anulações em série provocam.

    No fim das contas, o que está em jogo é a confiança residual do brasileiro no Supremo Tribunal Federal. Quando a mais alta corte do país se permite ser o palco de um eterno retorno à impunidade por vícios de forma, o tecido democrático se esgarça. Esse jogo de anulações anunciadas é perigoso demais para a estabilidade do país e para a própria sobrevivência da esperança de que, um dia, as instituições brasileiras deixem de ser negociáveis em balcões de luxo.”

     

  • O temor de um prefeito para trocar o PL pelo PSB

    O temor de um prefeito para trocar o PL pelo PSB

    Redes sociais/Divulgação
    jhc maceió - Metrópoles

    O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, caminha para trocar o PL, partido pelo qual se reelegeu em 2024, pelo PSB, legenda à qual já foi filiado no passado.

    Antes da filiação, porém, o prefeito atua para evitar que o PL em Alagoas debande para seus possíveis adversários na disputa ao Senado, à qual pretende concorrer.

    O principal temor de JHC, como o prefeito é conhecido, é de que o PL migre para grupo dos deputados Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (União), pré-candidatos ao Senado.

    O prefeito da capital alagoana, como revelou a coluna, avisou a aliados que renunciará ao cargo até o início de abril para ficar apto a disputar as eleições de outubro.

    JHC tem dito que não abre mão de uma das vagas ao Senado nas chapas majoritárias. Seja para ele próprio, seja para a esposa, Marina Caldas, disputarem.

  • Matilha solta aterroriza moradores no Guará com ataques recorrentes. Veja vídeo

    Matilha solta aterroriza moradores no Guará com ataques recorrentes. Veja vídeo

    Carla Sena/Arte Metrópoles
    matilha

    O momento de chegar em casa significa para muitos um refúgio emocional e de segurança que marca o momento de descanso da rotina. No entanto, para os moradores do Edifício Euzebio Pires Araújo II, na QE 38 do Guará (DF), a sensação é totalmente diferente. Voltar para casa ou andar perto do prédio é motivo de medo. O motivo? Ataque de cães soltos na rua.

    Veja:

    Inseguros e com medo, os moradores enfrentam o terror de uma matilha de ao menos cinco cães de porte grande que circulam soltos na rua e atacam moradores, desde novembro de 2025.

    De lá para cá, segundo o síndico do prédio, Israel Passos, ao menos sete ataques foram registrados. Além dos moradores, pessoas que passam pela rua a pé e entregadores foram vítimas.

    “Os idosos estão com medo. As crianças estão com medo. As pessoas que antes faziam caminhadas ali próximo ao prédio não estão fazendo mais com receio do ataque desses animais. O nosso grande medo é quando abrir o portão da garagem para sair. Estamos vivendo presos dentro da nossa própria casa”, ressalta.

    A servidora Zuila Maria Chaves, 70 anos, foi uma das moradoras que foi atacada junto com o cachorro da família, o Romeu da raça maltês.

    “Eu estava passeando com meu cachorro quando ele latiu. Nisso vieram cinco cães em nossa direção. Eu fiquei desesperada e peguei meu cachorrinho pela coleira, só que ela soltou e um cachorro mordeu ele por trás”, contou.

    Romeu levou quatro pontos de um lado do quadril e mais outros dois em uma de suas pernas traseiras. Quanto a Zuila, levou mordidas em sua mão e teve de ser encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para tomar vacina.

    Veja imagens:

    Além da lesão física, o ataque resultou em mudanças de rotina e danos psicológicos a servidora. O passeio com seu cachorro, por exemplo, já não é nem mais feito próximo de casa. Para sair com o pet, Zuila pega o carro e dirige para outro local para passear com o cachorro.

    “A gente não consegue mais descer aqui. Hoje eu sou uma pessoa traumatizada com cachorro, apesar de amar muito. Mas sempre que vejo um fico com medo”, contou.

    Outros danos à saúde

    A infectologista e presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Lívia Pansera, explica que mordidas de cães podem causar infecções bacterianas ou até mesmo a morte pela transmissão da raiva.

    “A saliva do animal contém microrganismos capazes de provocar inchaço, dor, pus e sepse [infecção generalizada]. E essas complicações são ainda mais preocupantes em ferimentos profundos nas mãos e braços, que podem comprometer tendões, ossos e a função do membro”, explicou Lívia.

    Denúncia dos ataques

    O síncido do prédio perto do local onde os cachorros ficam soltos explica que os cachorros são de responsabilidade de uma mulher que mora em uma casa em frente ao edifício. Ele afirma que a moradora deixa soltos pela rua com frequência. Contudo, ela nega ser a dona, e, por causa disso, os moradores lutam para que os animais sejam retirados do local.

    “Ninguém até o momento se prontificou a retirar esses animais. Uma equipe da Zooneses foi ao prédio na quarta-feira (11/2). Eles conversaram com os proprietários, mas nenhuma resolução foi feita. E, no mesmo dia, houve um ataque contra uma adolescente”.

    Providências

    Ao Metrópoles, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) disse que não “compete à Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (GVAZ) o recolhimento de animais nas condições de possíveis maus tratos, acumuladores e/ou situação de abandono, bem como atendimento a denúncias” dentre outras situações fora do previsto em normativo.

    Com o ataque recente, uma equipe da Administração Regional do Guará também enviou uma equipe local e constatou que “não se trata de cães abandonados, havendo tutora identificada e responsável pelos animais”.

    “Foi formalizado pedido de apoio à Zoonoses, órgão responsável por esse tipo de ocorrência, para adoção das providências cabíveis”, acrescentou.

  • Quem Tarcísio vê como o rival mais competitivo na busca pela reeleição

    Quem Tarcísio vê como o rival mais competitivo na busca pela reeleição

    Foto: Cris Cunha/Governo de SP
    O governador Tarcísio de Freitas

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) relatou a interlocutores enxergar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como o possível adversário mais competitivo na disputa pela reeleição ao Governo de São Paulo.

    O nome do ex-governador de São Paulo tem sido defendido por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, embora Alckmin indique preferência por se manter como vice do petista.

    Pesam a favor do ex-tucano o forte recalljunto à população de São Paulo, além de ser considerado um candidato mais palatável para o eleitorado paulista, especialmente no interior, que tende a ser mais conservador.

    A aliados, Tarcísio avalia que, depois de Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), seria o adversário que performaria melhor na disputa contra ele, mas considera pouco provável que Haddad tope entrar novamente em uma eleição cuja derrota é tida como quase certa.

    Na sequência, segundo o “ranking” dos rivais mais competitivos avaliados por Tarcísio, segundo interlocutores do governador, estariam Marina Silva (Rede), Simone Tebet (MDB) e, por último, Márcio França (PSB).

    Os nomes citados devem ser os escolhidos por Lula para a montagem da chapa para o governo e o Senado em São Paulo, cujo palanque é considerado essencial para a campanha do petista.

    O Metrópoles mostrou que Tarcísio tem externado a aliados preocupação com a disputa ao Senado e defendido que um dos nomes da direita na corrida seja de perfil mais moderado.

    Por enquanto, está acertado entre os partidos do entorno de Tarcísio que um dos candidatos será o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo.

    Já o segundo nome ainda está em discussão, após a saída do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) da disputa.

  • SP: crescem casos de policiais civis envolvidos em violência doméstica

    SP: crescem casos de policiais civis envolvidos em violência doméstica

    Arte/Metrópoles
    Arte gráfica com distintivo da Polícia Civil de São Paulo, em primeiro plano, rachado, ao lado de mão fechada. A fundo, desfocada, mulher sentada no chão, representando fragilidade - Metrópoles

    A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo registrou 300 procedimentos instaurados por violência doméstica atribuída a policiais civis entre 2022 e 2025.

    O volume, equivalente a uma ocorrência a cada cinco dias, revela um problema persistente dentro da corporação e que, segundo integrantes do próprio órgão de controle interno, ainda é subnotificado.

    Os dados oficiais indicaram 64 registros em 2022, 69 no ano seguinte, 78 em 2024 e 89 no ano passado. Os números abrangem apurações preliminares, inquéritos policiais, sindicâncias e processos administrativos abertos para investigar agressões atribuídas a integrantes da Polícia Civil.

    Apesar da curva ascendente, a própria Corregedoria admite que os dados não traduzem a real dimensão do problema. Um membro do órgão, ouvido sob condição de sigilo, afirmou que a violência doméstica envolvendo policiais tende a ser menos denunciada. Segundo a fonte, o receio de retaliação e constrangimento de procurar uma delegacia, onde colegas do agressor trabalham, funcionam como barreira adicional para as vítimas.

    Ainda segundo o órgão fiscalizador da Polícia Civil, o aumento dos registros pode refletir, em parte, maior encorajamento para denunciar, mas não elimina a hipótese de que haja casos fora das estatísticas.

    Tornozeleira como medida inédita

    Diante desse cenário, a instituição decidiu adotar uma medida considerada inédita: a instalação de tornozeleiras eletrônicas em policiais civis investigados por violência doméstica e submetidos a restrições judiciais.

    Como revelou o Metrópoles, a medida seria tomada, até esta segunda-feira (16/02), contra dois policiais civis investigados por corrupção, os primeiros a usarem o equipamento na história da instituição em São Paulo.  A iniciativa é tratada internamente como marco na política disciplinar da corporação.

    O monitoramento eletrônico poderá ser aplicado sempre que houver medida protetiva que imponha distanciamento da vítima, nos casos envolvendo policiais suspeitos de violência doméstica.

    Agressão e enriquecimento ilícito

    Um dos episódios que ajudaram a expor o problema dentro da instituição é o do policial civil Alessandro Ferrante. Segundo registros da Corregedoria, a apuração começou após denúncia de agressão contra a própria esposa, também policial civil. O caso foi registrado em 27 de novembro de 2022,  levando à instauração de procedimento interno.

    No dia seguinte, durante diligências relacionadas à ocorrência de violência doméstica, a Corregedoria localizou o investigado em um apartamento ligado a ele. No local, sobre a cama em um dos dormitórios, estavam espalhadas cédulas que, após contagem manual, somaram pouco mais de R$ 2 milhões, conforme registros do Tribunal de Justiça de São Pauko (TJSP).

    Além do dinheiro, foram encontradas cerca de 20 armas de fogo no imóvel, das quais somente uma não contava com registro.

    Violência reincidente

    O processo aponta que Ferrante já havia sido condenado anteriormente por lesão corporal contra uma ex-companheira, o que o coloca como reincidente em casos de violência doméstica, segundo documentação constante no processo, obtida pela reportagem.

    A descoberta do montante milionário, durante as apurações da agressão, abriu uma frente paralela de investigação. Inicialmente foi instaurado inquérito policial para apurar possível lavagem de dinheiro. Na sequência, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu inquérito civil por enriquecimento ilícito.

    No último dia 5, foi ajuizada uma ação relacionada ao caso, que tramita na 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. O processo está em fase inicial de tramitação, com medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal já analisadas pelo Judiciário

    A defesa alegou à Justiça que o dinheiro pertencia a um parente. A Promotoria, contudo, sustentou nos autos que os elementos colhidos indicam que a quantia estava sob posse do policial e requereu o confisco dos valores.

    Núcleo especializado

    Diante do aumento de ocorrências, considerando as subnotificações, a Corregedoria da Polícia Civil criou um núcleo específico para tratar de casos de violência doméstica envolvendo policiais civis. A proposta é ampliar a proteção às vítimas e acompanhar, com mais rigor, o cumprimento de medidas judiciais.

    Os 300 procedimentos registrados em quatro anos são o retrato oficial que, segundo a instituição, podem não ser o retrato completo do problema. A leitura interna, segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles,  é de que o enfrentamento à violência doméstica exige mais do que estatística. Demanda controle efetivo, inclusive sobre quem deveria, em tese, zelar pelo cumprimento da lei.

  • Ídolos de Flamengo e Grêmio: quem investiu no negócio do ex-goleiro Doni

    Ídolos de Flamengo e Grêmio: quem investiu no negócio do ex-goleiro Doni

    Reprodução/Redes sociais
    Imagem colorida mostra Doni e o sócio Werner Macedo - Metrópoles

    A empresa do ex-goleiro Doni, que teve passagens pela seleção brasileira e por clubes da Europa, tornou-se alvo da Justiça nos Estados Unidos após ser acusada de não cumprir contratos que previam a construção de imóveis na Flórida.

    A D32 Wholesale LLC, empresa do ex-atleta Donieber Marangon e de seu sócio Werner Macedo, é processada por diversos investidores por não entregar projetos imobiliários e não devolver os valores pagos.

    Alguns ex-jogadores estão na lista desses investidores. O Metrópoles teve acesso aos números.

    O que mais investiu no empreendimento foi o ex-goleiro Diego Alves, multicampeão com o Flamengo: ele colocou US$ 3.929.298, o segundo maior investidor no geral. Já o ex-volante Lucas Leiva, revelado pelo Grêmio e com uma passagem marcante pelo Liverpool, investiu US$ 2.258.000 no empreendimento.

    Outros ex-atletas também colocaram dinheiro no negócio: a empresa de Fellype Gabriel, ex-meia revelado pelo Flamengo e com passagens por Botafogo e Palmeiras, repassou US$ 1.100.000 dólares, enquanto a de Renato Abreu, outro que teve passagem marcante pelo clube da Gávea, investiu US$ 600 mil.

    William Arão, volante atualmente no Santos, investiu US$ 200 mil. Ele confirmou que abriu um processo contra a empresa D32

    A expectativa era de que Arão recebesse 1,14% de participação, mais 15% do que foi investido em até 18 meses. O projeto, no entanto, foi abandonado, segundo relato da defesa do jogador nos Estados Unidos.

    No total, 35 empresas investiram no empreendimento, que totalizaram US$ 23.550.988 nas contas da empresa de Doni.

    Após meses de não comparecimento dos sócios perante a Justiça americana, o Tribunal do Condado de Orange realizou uma audiência na última terça-feira (10/2) com os advogados da empresa de Doni e dos investidores prejudicados e marcou novos depoimentos para o início de maio.

    Acusação de golpe

    O ex-goleiro é acusado de golpe nos Estados Unidos. O brasileiro enfrenta processos ligados à atuação como empresário de construção civil em solo americano.

    Doni e um sócio, chamado Werner Macedo, captava recursos para construção de casas na Flórida. A promessa era que os investimentos com a dupla rendessem 15% ao ano. No entanto, os empreendimentos nunca saíram do papel.

    Uma das empresas no nome de Werner e Doni, a WD Invest, anuncia diversos investimentos imobiliários de médio e alto padrão, de acordo com material revelado pelo O Globo. Um desses empreendimentos é em Silver Springs Shores, próximo a Orlando, na Flórida, lançado em 2022.


    Quem é Doni


    O que diz o ex-goleiro Doni

    Em nota enviada ao Metrópoles, Doni Marangon disse causar estranheza a divulgação de informações “imprecisas” associadas ao seu nome. O ex-goleiro negou que tenha existido um pedido de prisão contra ele.

    Segundo o ex-atleta, a incorporadora da qual é sócio há mais de oito anos, na Flórida, passa por um processo de reestruturação societária e administrativa. O movimento empresarial envolve a revisão e renegociação de contratos sob a nova gestão.

    Nesse contexto, de acordo com Doni, “surgiram divergências comerciais pontuais com determinados clientes — situação comum em empreendimentos de grande porte —, todas submetidas regularmente à apreciação do Poder Judiciário e tratadas de forma técnica e dentro da legalidade”.

    “A atuação jurídica da empresa tem sido diligente e transparente, com total colaboração às autoridades competentes, visando à adequada condução dos processos e à continuidade da reestruturação em curso”, completa o texto.

  • Briga do PL por vice de Tarcísio inclui candidato evangélico ao Senado

    Briga do PL por vice de Tarcísio inclui candidato evangélico ao Senado

    Divulgação
    tarcisio-de-freitas

    Parlamentares evangélicos disputam o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para uma das duas vagas nas eleições ao Senado. A costura depende do resultado da briga instaurada nos bastidores para a candidatura a vice-governador na chapa.

    De um lado, o PSD, de Gilberto Kassab, reivindica permanecer com o vice de seu partido. Atualmente, quem ocupa o cargo é Felício Ramuth (PSD), mas ele não descarta a possibilidade de mudar de sigla. Noutra banda, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pressiona para emplacar seu afilhado político André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

    Nessa disputa entre PL e PSD, o bloco de Prado coleta assinaturas de uma carta que endossa o nome do preferido por Valdemar para ser vice de Tarcísio. O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, cita o papel do Parlamento paulista em vitórias do governador, como a privatização da Sabesp e o Rodoanel Norte.

    A carta suprapartidária diz que “apesar das diferenças naturais do Parlamento, compartilham respeito, consideração e confiança na liderança do presidente André do Prado” e elogiam o “perfil conciliador” do chefe da Alesp.

    Alguns aliados enxergam como certa a vaga de vice para Prado, embora Tarcísio reitere a preferência por Ramuth na vaga.

    Candidato evangélico

    O pastor e deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP) trabalha nos bastidores para ser um dos indicados às duas vagas ao Senado na chapa do governador – Tarcísio diz que o outro candidato será Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública. O posto ainda está indefinido por não haver consenso entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem caberia essa outra indicação.

    Cezinha está em conversa com o PL e pode se filiar ao partido. Caso isso ocorra, ele reivindicaria essa vaga.

    Aliados de Tarcísio dizem, no entanto, que dar o posto de vice-governador e mais o de candidato ao Senado ao PL de Valdemar desequilibraria o arco de aliança partidária do entorno de Tarcísio.

    O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) tem afirmado que ele é quem dará a palavra final, defendendo dois nomes: um de seus ex-assessores, a vereadora da capital, Sonaira Fernandes, ou o deputado estadual Gil Diniz, ambos do PL. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), porém, defende a candidatura de um evangélico para senador.

    Gilberto Nascimento (PSD-SP) e Marco Feliciano (PL-SP) também são citados como possíveis nomes da bancada evangélica que podem se candidatar ao Senado.

  • Conheça história de Dona Lindu, mãe de Lula que inspirou samba-enredo

    Conheça história de Dona Lindu, mãe de Lula que inspirou samba-enredo

    Reprodução/ Arquivo pessoal
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    A trajetória de Eurídice Ferreira de Melo, a Dona Lindu, mãe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é um dos destaques do desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí. A escola abre o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com um enredo inspirado na vida do chefe do Executivo federal, da infância no sertão pernambucano à chegada à Presidência da República.

    Intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o samba é narrado em primeira pessoa, sob a perspectiva da mãe de Lula.

    Eurídice nasceu em 1915, em Caetés — então distrito de Garanhuns. Sertaneja e analfabeta, casou-se aos 20 anos com Aristides Inácio da Silva, ensacador de café. Teve 12 filhos, dos quais quatro morreram ainda pequenos em razão da seca na região.

    Anos depois, Aristides deixou Caetés para tentar a vida em Santos (SP). Cinco anos mais tarde, retornou, engravidou a esposa novamente e voltou ao litoral paulista levando o filho Jaime, que já sabia ler e escrever. Em uma das cartas enviadas ao pai, Jaime sugeriu que a mãe e os irmãos vendessem o que tinham e migrassem para São Paulo para reunir a família.

    Em 1952, ao tentar fugir da seca e da pobreza, Dona Lindu embarcou em um pau de arara com sete filhos e, após 13 dias de viagem, chegou a Santos. Lula, o sétimo dos oito filhos do casal, tinha então sete anos. A vida no litoral paulista tornou-se cada vez mais difícil, já que Aristides era alcoolátra e agredia Dona Lindu e os filhos. Em 1955, ela deixou o marido e mudou-se com as crianças para São Paulo, onde enfrentou a fome e lutou pela alfabetização dos filhos.

    Dona Lindu morreu em 1980, aos 64 anos, vítima de câncer uterino, em São Bernardo do Campo. Na época, Lula estava preso no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DOPS) por liderar uma greve dos metalúrgicos no ABC Paulista. O então dirigente sindical, que ficou detido por um mês, recebeu autorização para comparecer ao velório da mãe.


    Parque Dona Lindu


    Críticas

    Lula acompanhará a homenagem na Marquês de Sapucaí e os desfiles das agremiações em sequência no camarote do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, vai desfilar em um dos carros alegóricos ao lado de artistas, familiares e convidados.

    A apresentação foi alvo de polêmicas e gerou questionamentos na Justiça sobre possíveis irregularidades envolvendo o uso de recursos públicos e propaganda eleitoral antecipada. O governo federal, por meio da Embratur, destinou R$ 12 milhões em verba pública para escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio. A agremiação que homenageará o presidente deve receber R$ 1 milhão pela participação no desfile.

    Na quinta-feira (12/2), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade duas ações sobre o tema. A relatora, Estela Aranha, afirmou que a lei eleitoral veda apenas pedido explícito de voto e que eventuais irregularidades podem ser apuradas posteriormente.

    Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Milena Teixeira, por conta do receio de implicações jurídicas, o Palácio do Planalto fez uma série de recomendações a ministros e auxiliares que acompanharão o titular do Executivo antes, durante e após as festas.

    O comunicado orienta que as autoridades evitem o uso de verbas públicas e partidárias em despesas com as festividades, além de não realizar transmissões ao vivo em canais institucionais. O documento também recomenda evitar símbolos, gestos, falas ou manifestações de teor político, além de desaconselhar entrevistas ou produção de conteúdo com conotação eleitoral. Pré-candidatos devem evitar qualquer identificação partidária.

  • Jovem diz que Turra sentia prazer em humilhar: "Regurgitou pudim e me deu"

    Jovem diz que Turra sentia prazer em humilhar: "Regurgitou pudim e me deu"

    Arte/Metrópoles
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    Segundo a jovem, entre julho e agosto daquele ano, as situações teriam se tornado mais frequentes e agressivas. Em um dos episódios, ela contou que Turra ofereceu um pudim para que ela comesse.

    Desconfiada, questionou a oferta, mas ele teria garantido que “estava tudo bem”. Depois que ela consumiu o doce, o ex-piloto de Fórmula Delta afirmou que havia comido e regurgitado o alimento antes de entregá-lo.

    A adolescente disse ter ficado “muito enojada, a ponto de chorar e vomitar”.

    Um amigo da vítima afirmou que presenciou o momento em que o pudim, descrito como “revirado”, foi oferecido. Ele disse não ter visto Turra regurgitar o alimento, mas declarou acreditar na versão da jovem, pois, segundo ele, seria “da índole dele fazer esse tipo de ‘brincadeira’ de mau gosto”.

    Chicletes e empurrão no lago

    Em outro relato, a adolescente afirma que Turra tinha o hábito de mascar chiclete e cuspir nas pessoas. Segundo ela, em diversas ocasiões, ele retirou o chiclete da própria boca e o grudou em seu cabelo. Mesmo após pedidos para que parasse, ele teria rido e repetido o comportamento.

    A jovem também descreveu um episódio ocorrido em setembro de 2025, quando estava em uma lancha com integrantes do grupo de amigos no Clube Cota Mil, no Setor de Clubes Esportivos Sul.

    Segundo o relato, enquanto admirava o lago, foi surpreendida por um empurrão dado por Turra, que a fez cair na água.

    Apesar de saber nadar, afirmou que engoliu água ao cair, por ter sido pega de surpresa. Sem escada na embarcação, pediu ajuda para subir, mas, segundo ela, Turra e outro amigo apenas riram.

    A adolescente disse ter precisado nadar até o deck para sair do lago e que sofreu arranhões nas pernas ao subir.

    Ela afirmou que o piloto não pediu desculpas e que as “brincadeiras inadequadas” teriam se tornado cada vez mais perigosas, colocando sua integridade em risco.

    Segundo o boletim de ocorrências registrado na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), um amigo da vítima disse que as situações envolvendo chicletes eram frequentes no grupo, embora ele próprio não participasse.

    De acordo com ele, a adolescente demonstrava incômodo e reclamava das atitudes, mas acabou se tornando “a piada do grupo”. Ainda de acordo com o relato, após ele se afastar, em setembro de 2025, a jovem teria ficado mais vulnerável.

    Tortura e vodca forçada

    A mesma vítima já havia denunciado ter sido forçada por Turra a ingerir vodca durante uma confraternização realizada no Jockey Club, em 7 de junho de 2025. Segundo o relato, Turra insistiu para que ela bebesse e, diante da recusa, teria pedido que outras pessoas segurassem seu braço.

    Veja:

    Encurralada em um canto do evento, a jovem afirma que ouviu a ordem: “Abre a porra da boca”, antes de ter a bebida introduzida à força. Após o episódio, ela relatou ter sido deixada sozinha no local.

    Em outro caso, dentro do carro de um amigo, estacionado em frente a um condomínio no Park Way, entre julho e agosto de 2025.

    Ela relatou que Turra e outro amigo haviam saído do carro e começaram a “brincar de dar choques” um no outro, prática que, segundo ela, seria comum no grupo.

    Em seguida, o amigo retornou ao veículo, fechou portas e janelas, deixando apenas a janela do lado em que ela estava aberta e, segundo a vítima, o clima mudou.

    Ela afirmou que percebeu que “algo ruim iria acontecer” e tentou sair do banco de trás para o da frente, mas teria sido impedida pela esposa de Turra. Nesse momento, segundo o relato, o ex-piloto de Fórmula Delta passou a aplicar descargas elétricas contra a vontade dela.

    A jovem disse que começou a chorar e a pedir que ele parasse. Ainda assim, conforme o relato, Turra teria aplicado choques nos seios, na barriga e nas pernas. Ela contou que disse estar com cólicas menstruais e que não queria receber as descargas, mas, mesmo assim, ele deu choques em seu ventre.

    Histórico de agressões

    Denúncias contra Pedro Turra ganharam força após ele ser preso por agredir o adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira (foto em destaque), 16 anos, que não resistiu às lesões causadas pelo ex-piloto da Fórmula Delta e acabou falecendo na manhã de sábado (7/2).


    Entenda o caso


    Em 28 de janeiro, o Metrópoles teve acesso ao vídeo que mostra  ocorrida em 19 de julho de 2025, em Águas Claras (DF). As imagens, gravadas em frente a um condomínio residencial, registram o piloto desferindo três tapas no rosto da vítima.

    Veja:

    A confusão teria começado após um desentendimento no trânsito envolvendo três veículos: um Chevrolet Prisma prata, conduzido pela vítima, além de um Porsche branco e um Fiat Fastback, ocupados por Turra, a esposa e outros dois homens.

    No vídeo, Pedro Arthur afirma que agride o homem porque ele teria chamado, durante a discussão, a esposa dele de “piriguete”. Em tom de ameaça, o jovem ordena: “Pede desculpas para ela”. Enquanto a agressão acontece, ele também confronta a pessoa que grava a cena: “O que você tem a ver com isso?”.

    Há, ainda, um registro de agressão ocorrido em junho de 2025, em Águas Claras, no qual Turra é acusado de atacar um jovem com um soco pelas costas e aplicar um “mata-leão”, após um desentendimento antigo. O Boletim de Ocorrência aponta que a vítima não reagiu por medo de represálias do grupo que acompanhava o piloto.

    Prisão mantida

    Na quinta-feira (12/2), a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve, por unanimidade, a prisão preventiva de Pedro Turra.

    O colegiado analisou habeas corpus apresentado pela defesa, que pedia a liberdade do piloto, que estava preso preventivamente desde 30 de janeiro . O relator do caso, desembargador Diaulas Costa Ribeiro, já havia negado a soltura em decisão anterior. Com o julgamento, os três desembargadores que compõem a turma decidiram manter a prisão.

    Na quarta-feira (11/2), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu denúncia contra Turra por homicídio doloso (quando há intenção de matar) por motivo fútil.

    Com a mudança na tipificação criminal, Turra, se condenado, pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão. O MPDFT também requer que o denunciado seja condenado à “reparação de danos morais causados à família da vítima”, estipulando o valor mínimo de R$ 400 mil.

    Nesta sexta-feira (13/2), a Justiça do Distrito Federal decidiu tornar réu o piloto. Agora, Turra irá responder pelo crime de homicídio doloso qualificado por motivo fútil.

    O que diz a defesa

    Em nota, os advogados de Pedro Turra afirmaram que respeitam a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), mas divergem, de forma “técnica e fundamentada”, do entendimento adotado. Segundo a defesa, no caso concreto, houve supressão do devido processo legal e de direitos constitucionais assegurados a todo cidadão submetido à persecução penal.

    Os representantes de Turra ressaltaram que a divergência “não traduz inconformismo retórico, mas exercício legítimo da advocacia”.

    Ainda conforme a nota, a defesa informou que continuará atuando com “responsabilidade, rigor técnico e absoluto compromisso com a legalidade constitucional”, e que buscará a tutela da liberdade do assistido nos tribunais superiores.