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  • Traficantes provocam PCDF nas redes, que responde à altura: "A gente se vê"

    Traficantes provocam PCDF nas redes, que responde à altura: "A gente se vê"

    Divulgação/PCDF
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    Logo após a megaoperação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que desmantelou um esquema escancarado de venda de maconha e cocaína na tradicional Feira do Rolo, em Samambaia, alguns “comentaristas de Instagram” decidiram provocar a corporação diretamente nas redes sociais. E o resultado foi um dos diálogos mais inusitados e irônicos do noticiário policial recente.

    Desta vez, não foi meme, dancinha ou treta de influencer. Foi traficante marcando presença no perfil oficial da PCDF. “Domingo que vem nois [sic] tá lá de novo”, escreveu um usuário, como quem confirma presença em um churrasco de família. A resposta da corporação veio seca, afiada, irônica e no mesmo tom: “ ‘Nois vai’ tá lá também. A gente se vê.”

    Em outro comentário, um homem tentou diminuir o impacto da ação policial: “Domingo que vem é estralo na maconha. Adianta de porra nenhuma. Não pegou todos, tamo [sic] aí online”. A polícia, sem perder a oportunidade, respondeu com deboche institucional: “Opa, bom saber!”. Se a intenção era intimidar, saiu pela culatra.

    print de comentário no Instagram

    Helicóptero, cães e 21 prisões

    A troca de farpas digitais aconteceu depois da Operação Ílion, deflagrada por volta das 9h de domingo (8/2), pela 26ª DP, com apoio da 32ª DP e 27ª DP, além da Divisão de Apoio Logístico Operacional (Dalop), Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA). Teve de tudo: helicóptero sobrevoando, cães farejadores, viaturas cercando a área.

    O alvo era uma associação criminosa que havia transformado a Feira do Rolo, na Quadra 419 de Samambaia Norte, em uma espécie de “shopping center do tráfico”.

    O resultado:

    Operação empresarial

    As investigações começaram em outubro de 2025, quando a polícia constatou que o grupo operava de forma praticamente empresarial: drogas cortadas, fracionadas e embaladas ali mesmo, ao ar livre, em plena feira, no meio de famílias, idosos e crianças.

    Segundo a PCDF, os suspeitos chegaram a isolar um perímetro para garantir a venda sem “interferências”, ameaçando frequentadores com facas e armas de fogo. Um carro era usado como barreira para disfarçar a movimentação.

    Nem a passagem de viaturas da Polícia Militar do DF (PMDF) nas proximidades parecia constranger o comércio ilegal, que seguia com a tranquilidade de quem acha que nada vai acontecer.

    Além da banca, agora tem comentário

    O episódio escancara uma nova faceta do crime: a ousadia digital. Se antes o recado era no boca a boca, agora é nos comentários do Instagram oficial da polícia — com direito a provocação pública.

    Só esqueceram de um detalhe básico: marcar encontro com a polícia raramente termina bem para quem está do outro lado.

    Se depender do tom das respostas, a PCDF já confirmou presença no próximo “evento”. E, pelo histórico recente, é bom levar documento porque a chance de sair algemado é grande.

  • Rodovias do breu: iluminação precária no DF coloca em risco motoristas e pedestres. Veja vídeo

    Rodovias do breu: iluminação precária no DF coloca em risco motoristas e pedestres. Veja vídeo

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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    Dia 9 de fevereiro de 2026, às 19h. Foi nesse dia e horário que a reportagem do Metrópoles encontrou a balconista Rebeca Freitas, 26 anos, chegando em uma das paradas de ônibus da DF-095, conhecida como via Estrutural.

    No começo, ela ficou receosa e demorou para atravessar a pista. E não era para menos, já que o local se encontrava, naquele dia, totalmente às escuras. Quando na parada, a balconista contou um pouco sobre a sua rotina de medo.

    “Trabalho na Cidade Estrutural há sete meses, saindo nesse horário, e sempre foi assim, convivendo com essa escuridão. É muito perigoso. Além de ser um horário onde poucas pessoas estão na parada, quase não há rondas policiais e a falta de iluminação pública é constante. Considero isso um descaso muito grande”, disse.

    Segundo Rebeca, essa escuridão faz com que, em algumas oportunidades, o ônibus que ela pega para ir embora não pare na rodovia, ou por não enxergar que tem alguém na parada ou, quando tem só um homem e uma mulher, por achar que pode ser alguém querendo assaltar.

    “Ou seja, a falta de iluminação acaba causando uma sensação de insegurança tanto para quem está esperando o transporte público quanto para quem está dirigindo o ônibus”, ressaltou.

    7 mil reclamações

    O receio sobre paradas escuras, principalmente em rodovias que cortam o DF, foi confirmado por alguns rodoviários ouvidos pelo Metrópoles em uma parada de ônibus da BR-060, na altura de uma das garagens da empresa Urbi, outro local onde a escuridão predomina.

    Motoristas e cobradores (que não quiseram se identificar) que estavam terminando o expediente relataram que, de fato, quando o local é isolado e/ou pouco iluminado, a atenção é redobrada e o medo de que ocorra um assalto aumenta.

    A reportagem também esteve em outros locais e constatou a falta de iluminação pública:

    Entre a luz e a escuridão

    O Metrópoles encerrou a “blitz” no Setor Habitacional Tororó, localizada na região do Jardim Botânico. Por lá, quando finalmente parecia que haveria uma região com plena iluminação pública, um local chamou a atenção.

    Em um trecho que fica mais próximo da divisa entre o DF e o estado de Goiás, os postes até existem, mas parecem que nunca foram iluminados.

    Pelo menos é o que afirma o atendente de uma loja de conveniência que fica de frente para a situação. Lucas Teixeira, 30, trabalha no local há 10 anos e contou que a iluminação pública da região sempre foi deficiente.

    “Para mim, que trabalho no período da noite, é muito ruim, pois traz uma sensação de insegurança. A gente nunca sabe quem está se aproximando do posto, pois os arredores ficam na escuridão. Sem contar que estamos rodeados por um matagal, o que piora a situação”, avaliou.

    Segundo Lucas, quem trabalha no posto durante o expediente noturno utiliza algumas estratégias para evitar esses locais. “Costumamos não ir até as paradas onde não há iluminação, além de monitorar a chegada dos ônibus e só ir até a parada quando ele estiver perto”, comentou.

    “Algumas vezes, chegamos ao ponto de perguntar para os clientes que abastecem no posto se eles estão indo para o mesmo sentido que o nosso, para pegar uma carona até algum local mais iluminado. Nunca cheguei a ser assaltado, mas já soube de algumas situações desse tipo, principalmente no período da noite”, confessou.

    Respostas

    À reportagem, a CEB Ipes afirmou que furtos de cabos e vandalismos nos equipamentos são as causas das maiorias dos “apagões” na iluminação pública.

    De acordo com a companhia, a Via Estrutural, no trecho na altura da Cidade do Automóvel, recebeu 17 atendimentos entre dezembro e fevereiro. “A via tem sido alvo recorrente de furtos de cabos, o que compromete a prestação do serviço de iluminação pública, provocando pontos apagados e intermitência nas luminárias”, disse a CEB.

    Na BR-080, a empresa afirmou há dois chamados abertos e que ambos foram incluídos na programação das equipes. “Os reparos nesse ponto são mais complexos e exigem intervenções técnicas mais elaboradas, o que demanda maior tempo de execução”, explicou a nota.

    Segundo a CEB, a BR-070, na altura da QNH 11, os reparos serão feitos “no menor prazo possível”.

    Já a BR-060, em Samambaia, no trecho mencionado acima, a companhia afirmou que os problemas são causados por cabos rompidos durante escavações e furtos.

    Sobre a BR-251 e as imediações da Papuda, a CEB comentou que se trata de uma obra de expansão da iluminação pública. “Para sua implantação, é necessário que a rede de baixa tensão esteja devidamente instalada pela distribuidora, além do desenvolvimento de um projeto de iluminação específico, a partir de solicitação da administração regional”, destacou.

    Em relação ao trecho da DF-140, a empresa garantiu, mesmo a reportagem do Metrópoles verificando o apagão in-loco, que o local recebeu obras de iluminação em toda sua extensão.

  • Carnaval de SP: veja ordem e horário dos desfiles das escolas de samba. Vídeo

    Carnaval de SP: veja ordem e horário dos desfiles das escolas de samba. Vídeo

    Reprodução/ Liga-SP
    Os desfiles das escolas de samba de São Paulo começam nesta sexta-feira (13/2), no Anhembi. Campeãs desfilam no próximo sábado (21) - Metrópoles

    Para além dos blocos de rua, o Carnaval de São Paulo também é marcado pelos desfiles das escolas de samba, que acontecem nesta sexta-feira (13/2), sábado (14/2) — pelo Grupo Especial — e domingo (15/2) no Sambódromo do Anhembi, localizado na zona norte da capital paulista.

    Na sexta e no sábado, as agremiações do grupo de elite do Carnaval paulistano, como a atual campeã Rosas de Ouro, tomam conta da avenida. No domingo, é a vez do Grupo de Acesso 1. O Grupo de Acesso 2 desfilou na última sexta-feira (7/2).

    Buscador de blocos: use ferramenta do Metrópoles para escolher seu bloco por data, nome ou bairro.

    O samba-enredo das escolas de samba de São Paulo para o Carnaval 2026 transita de Chico Xavier a florestas, passando por lendas afros, história holandesa, história do universo, bruxas e muito mais.

    A ordem dos desfiles foi definida por sorteio em maio do ano passado e divulgada pela Liga das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP).

    Ordem e horário dos desfiles das escolas de samba

    Grupo Especial

    Sexta-feira (13/2)

    1. Mocidade Unida da Mooca – 23h00
    2. Colorado do Brás – 00h05
    3. Dragões da Real – 01h10
    4. Acadêmicos do Tatuapé – 02h15
    5. Rosas de Ouro – 03h20
    6. Vai-Vai – 04h35
    7. Barroca Zona Sul – 05H30

    Sábado (14/2)

    1. Império de Casa Verde – 22h30
    2. Águia de Ouro – 23h35
    3. Mocidade Alegre – 00h40
    4. Gaviões da Fiel – 01h45
    5. Estrela do Terceiro Milênio – 02h50
    6. Tom Maior – 03h55
    7. Camisa Verde e Branco – 05h00

    Grupo de Acesso 1

    Domingo (15/2)

    1. Camisa 12 – 21h00
    2. Unidos de Vila Maria – 22h00
    3. Acadêmicos do Tucuruvi – 23h00
    4. Mancha Verde – 00h00
    5. Nenê de Vila Matilde – 01h00
    6. Pérola Negra – 02h00
    7. Dom Bosco de Itaquera – 03h00
    8. Independente Tricolor – 04h00

  • Empresário alvo da Overclean diz ter “comprado” mais de 50 prefeitos

    Empresário alvo da Overclean diz ter “comprado” mais de 50 prefeitos

    Arte/Metrópoles
    empresário Evandro Baldino do Nascimento

    Mensagens obtidas com exclusividade pela coluna e atribuídas ao empresário Evandro Baldino do Nascimento (foto em destaque), investigado em múltiplas fases da Operação Overclean, mostram afirmações de que ele teria comprado apoio de prefeitos na Bahia e que já teria “fechado” acordos com dezenas de prefeituras por meio de repasses em dinheiro.

    Nas conversas, Baldino afirma a um interlocutor que “já fez 38 municípios” e que estaria avançando para outros 60, em referência a negociações com gestores municipais.

    Os pagamentos eram feitos por meio de depósitos em dinheiro, de forma fracionada, em contas indicadas pelos próprios prefeitos.

    Em uma das trocas de mensagens, Baldino conversa diretamente com João Vitor, prefeito de Riacho de Santana (BA), investigado na Operação Overclean e que chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial.

    Baldino pede orientações sobre “como mandar a encomenda” e, em seguida, encaminha imagens de comprovantes bancários.

    João Vitor voltou ao cargo após decisão do Supremo Tribunal Federal e chegou a ser recepcionado com carreata na cidade. Ele nega irregularidades e afirma confiar no esclarecimento dos fatos.

    As mensagens passam a integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal em inquéritos que apuram corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude em licitações e desvio de emendas parlamentares.

    Quem é Evandro Baldino

    Evandro Baldino do Nascimento é ex-presidente da Câmara de Vereadores de Várzea do Poço (BA) e um dos sócios da Construtora Impacto, empresa alvo de mandados de busca na 5ª fase da Operação Overclean.

    Ele foi preso na primeira fase da operação, em dezembro de 2024, e posteriormente colocado em liberdade, mas permanece como investigado e aparece em relatórios de diferentes fases da ação policial.

    Baldino é suspeito de atuar na articulação logística e operacional de esquemas de fraude em licitações e desvio de recursos em diversos municípios como Campo Formoso e Oliveira dos Brejinhos, redutos eleitorais ligados a grupos políticos investigados.

    Evandro Baldino também é apontado nas investigações como figura próxima ao deputado federal Dal Barreto (União-BA), outro alvo da Operação Overclean.

    Segundo apurado pela Polícia Federal em diferentes fases da apuração, Baldino teria atuado na articulação logística e operacional de contratos ligados a municípios baianos que receberam emendas parlamentares.

    Mandados já foram cumpridos contra Dal Barreto por ordem do Supremo Tribunal Federal, e a PF investiga se houve integração entre o núcleo político e o empresarial no direcionamento de licitações e na execução das obras custeadas com recursos federais.

    O que é a Operação Overclean

    A Overclean apura um esquema bilionário de desvio de verbas públicas oriundas principalmente de emendas parlamentares, com uso de licitações direcionadas, empresas de fachada, superfaturamento de obras e pagamento de propina a agentes públicos

    Somente em uma das fases mais recentes, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões dos investigados.

    A PF afirma que a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em quatro anos.

    Entre os alvos da operação estão empresários, prefeitos, vereadores, servidores públicos, operadores financeiros e assessores parlamentares.

    Um dos investigados é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). Outro nome citado em relatórios é o deputado Elmar Nascimento (União-BA), que nega irregularidades.

    Emendas, obras fantasmas e empresas investigadas

    As investigações já apontaram casos de estradas que receberam milhões em emendas e nunca foram asfaltadas, empreiteiras que receberam recursos, mas abandonaram obras e até trabalhadores que ficaram sem pagamento.

    Entre as empresas investigadas estão Allpha Pavimentações, Construmaster (atual Vieira Infraestrutura) e a Construtora Impacto, ligada a Baldino.

    Segundo a PF, parte do dinheiro público desviado retornava ao esquema em forma de propina, financiamento de campanhas e pagamento direto a agentes públicos.

    Mensagens sob análise

    A PF já apreendeu celulares, computadores e documentos de operadores do esquema. Em uma das fases, foram encontrados diálogos entre Baldino e assessores políticos discutindo valores, formas de pagamento e divisão de recursos.

    Em conversas anteriores, Baldino chega a responder: “Ibipitanga é PIX. Paratinga é PIX. Estou tentando falar com Alan pra ver como vai ser o dele.” Em outro trecho, um interlocutor comemora: “Ibipitanga tá cheio de platita.”

  • Homem ameaça "dar tiro" em vizinho dentro de condomínio: "É guerra". Veja vídeo

    Homem ameaça "dar tiro" em vizinho dentro de condomínio: "É guerra". Veja vídeo

    Morador de condomínio em Arniqueira (DF) conta que vem sendo ameaçado há quase um ano por morador que estaria agindo em conluio com síndico

  • "Homônimo" de líder do PCC: vídeo mostra PM matando suspeito com 9 tiros. Veja

    "Homônimo" de líder do PCC: vídeo mostra PM matando suspeito com 9 tiros. Veja

    Reprodução
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    Imagens de uma câmera de segurança obtidas pelo Metrópoles mostram o momento exato em que o advogado Carlos Alves Vieira é morto por policiais militares da Rota com nove tiros de fuzil e pistola, em 28 de novembro de 2025, em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo.

    Na última semana, o homicídio foi questionado pelo Ministério Público do estado (MPSP) após o governo divulgar a informação de que o suspeito, conhecido como Ferrugem, seria uma importante liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em um comunicado interno compartilhado por comandantes da PM, ele chegou a ser descrito como um “sintonia final”.

    No entanto, segundo Bruno Grecco Cardoso, promotor do caso, a versão oficial está “em xeque” diante de informações de que ele era “um cidadão sem antecedentes criminais” e “sem qualquer vínculo com facções criminosas”.

    Na gravação feita pela câmera de segurança, é possível ver os PMs, em três viaturas, perseguindo o carro do suspeito, um Toyota Corola prateado, até fazê-lo parar na rua Carmo da Mata. Os agentes, então, descem dos veículos em posição de combate para fazer a abordagem e, segundos depois, efetuam os disparos. Não é possível ver Vieira descendo do veículo. Segundo a versão da polícia, ele teria atirado contra os agentes, que revidaram.

    No último dia 6 de fevereiro, a juíza Érica Pereira de Sousa, da 1ª Vara Criminal de Itaquaquecetuba, ameaçou expedir um mandado de busca e apreensão no batalhão da Rota para obter as imagens das câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na ocorrência caso os arquivos não fossem apresentados em 24 horas.

    Em nota publicada no perfil oficial no Instagram, a Rota disse que as imagens foram entregues em 8 de dezembro e que nunca recebeu um pedido formal da Justiça.

    “Cidadão comum”

    “Os autos revelam contornos de extrema gravidade. O que se iniciou como apuração de morte em intervenção policial transmuta-se, diante de novas informações, em investigação de possível execução sumária de um cidadão sem antecedentes criminais relevantes e sem qualquer vínculo com facções criminosas, conforme aponta a Ouvidoria da Polícia Militar”, disse o promotor Grecco Cardoso, da 6ª Promotoria de Justiça de Itaquaquecetuba, no último dia 5 de fevereiro.

    Bruno Grecco Cardoso acrescentou, ainda, que “a narrativa dos agentes públicos, que outrora gozava de presunção de legitimidade, encontra-se hoje sob severo xeque. A existência de 9 ferimentos perfurocontundentes, inclusive em regiões dorsais, somada ao evidente embaraço na entrega das imagens das câmeras corporais (COPs), apontam para uma tentativa deliberada de obstar o esclarecimento dos fatos”.

    “Sintonia final”

    O relatório interno compartilhado em grupos de WhatsApp da Polícia Militar diz que “Ferrugem” teria crescido rapidamente no PCC e estaria envolvido, inclusive, com “rotas internacionais do tráfico” e com a distribuição de drogas e armas em larga escala.

    Para sustentar a tese de que Vieira seria uma liderança da facção, foi mencionada uma investigação sobre tráfico de drogas que teve início em 2022. Vieira foi alvo, mas nada foi provado contra ele e o caso foi arquivado.

    “Em que pese as diligências encetadas e o esforço policial, não foi possível apontar com segurança o envolvimento dos investigados na prática do delito de tráfico de drogas, tampouco que estavam agindo associados para a comercialização ilícita de entorpecentes”, diz a investigação.

    Outro Ferrugem

    O repórter Josmar Jozino, do UOL, publicou uma reportagem mostrando que o Ferrugem conhecido pelas autoridades carcerárias e apontado como de altíssima periculosidade chama-se, na verdade, Adilson da Daghia, 56 anos. Ele foi condenado pelo assassinato do juiz Antônio Jose Machado Dias, o Machadinho, mas está foragido. A polícia, no entanto, nega ter confundido os “Ferrugens”.

    Com os apontamentos, porém, a polícia mudou o tom e a menção à liderança do PCC foi escanteada nos posicionamentos, embora o governo ainda acuse o homem de ser faccionado.

    Em relatório de inteligência ao qual o Metrópoles teve acesso, a PM afirma que a confusão foi provocada por uma “divergência conceitual” sobre o que seria “sintonia”.

    Segundo o relatório, o termo “sintonia final”, que antigamente era usado para se referir aos chefões do PCC, teria sido “banalizado” pelos próprios criminosos e agora estaria sendo utilizado em esferas regionais e até para se referir a lideranças de bairros e comunidades.

    Família

    À época da morte de Vieira, em uma postagem na rede social, uma familiar defendeu o homem e contestou as informações divulgadas pela polícia. Segundo ela, “a famosa ‘ficha cheia de passagens’ só existe na história que a TV contou”.

    Ela também descreveu o advogado como alguém que costumava ajudar a comunidade e “era respeitado como advogado, empresário e pai”. “Era tão ‘temido’ que o bairro inteiro está de luto e completamente devastado com a sua partida”, escreveu.

    Na Junta Comercial, Vieira aparece como sócio de empresa do ramo de motocicletas em Itaquaquecetuba. Ele também aparece como inscrito na OAB, na subseção do Arujá, desde junho de 2025.

  • Portugal: rodovia que liga Lisboa a Porto desaba em meio à forte chuva

    Portugal: rodovia que liga Lisboa a Porto desaba em meio à forte chuva

    Reprodução/Redes sociais
    Foto colorida de pista alagada em Portugal - Metrópoles

    Parte da estrada A1, principal ligação rodoviária entre Lisboa e Porto, desabou na região de Coimbra, nesta quarta-feira (11/2), após o rompimento de um dique do rio Mondego, em meio às fortes chuvas que atingem Portugal há semanas. Mais de 3 mil pessoas foram evacuadas preventivamente da região.

    Segundo a imprensa portuguesa, o desabamento ocorreu na localidade de Casais, perto de Coimbra, depois que a margem direita do canal do Mondego se rompeu com o aumento do nível do rio. A força da água provocou erosão na base de um viaduto, levando ao colapso de parte da pista. A via já havia sido interditada pela polícia antes do desabamento.

    A estrada foi fechada nos dois sentidos entre os acessos de Coimbra Sul e Coimbra Norte. Ainda não há previsão para a liberação do trecho, enquanto técnicos avaliam os danos estruturais e o risco de novos deslizamentos.

    O responsável da Proteção Civil Regional, Carlos Tavares, afirmou que a chuva ainda pode provocar o transbordamento da barragem da Aguieira, a 35 km a nordeste de Coimbra, “levantando os diques e causando novas inundações”.

    Tempestades desde janeiro

    O episódio ocorre em meio a um cenário prolongado de instabilidade climática no país. Desde o fim de janeiro, uma sequência de tempestades tem atingido, principalmente, as regiões central e sul de Portugal, provocando alagamentos, deslizamentos de terra, destelhamentos e cortes no fornecimento de energia.

    Centenas de milhares de pessoas ficaram sem luz por dias, e ao menos 15 mortes foram registradas em decorrência dos temporais, incluindo vítimas indiretas.

    Nesta semana, mesmo com a redução da intensidade das tempestades anteriores, um fenômeno conhecido como “rio atmosférico” — corredor de umidade que transporta grandes volumes de vapor d’água dos trópicos — voltou a provocar chuvas torrenciais, especialmente no norte e no centro do país, elevando novamente o nível dos rios.

    O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirmou que as autoridades estão “no limite da capacidade de conter as águas”.

    A crise se agrava em um momento de desgaste político. Duas semanas após a tempestade Kristin, que já havia provocado mortes, destruição e críticas à resposta do governo, a então ministra do Interior deixou o cargo na terça-feira (10/2), em meio à pressão da oposição e de autoridades locais, que apontaram falhas na coordenação das ações emergenciais.

  • Vasco: Diniz comenta falta de efetividade no ataque e lamenta derrota

    Vasco: Diniz comenta falta de efetividade no ataque e lamenta derrota

    Matheus Lima/Vasco
    Imagem colorida do técnico Fernando Diniz

    O Vasco da Gamaperdeu em casa pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. A derrota aconteceu nesta quarta-feira (11/2) para o Bahia por 1 x 0, em São Januário. Após o apito final, o técnico Fernando Diniz foi alvo de vaias. Sobre isso, o treinador rebateu as críticas.

    “Se o time não ganha, o torcedor tem que vaiar mesmo. A hostilidade da torcida é normal, não tenho a menor dúvida disso“.

    Apesar do resultado negativo, o Vasco foi o responsável por criar a grande maioria das chances no duelo diante do Bahia. Sobre a falta de efetividade, Diniz lamentou o recém desempenho da equipe.

    O sentimento é de frustração total e o torcedor tem que estar bravo e chateado. Eles precisam ter alguém pra xingar e o treinador é o maior responsável quando a equipe não ganha. Mas produzimos para ganhar, o Bahia chutou 7 vezes e a gente chutou 20, a gente entrou no último terço do campo 51 vezes, a gente teve oportunidade mais que o suficiente para virar o jogo mas não virou”, apontou.

    “Não tenho muito como explicar isso para o torcedor, o torcedor quer a vitória. Esses são os números do que acontecem, nunca vou questionar isso, mas precisamos ganhar jogo. A gente tem que fazer o time vencer as próximas partidas para o torcedor ter paz”, completou.

    Juba, do Bahia, marcou o único gol da partida aos 22 minutos do primeiro tempo. Diniz respondeu sobre o gol sofrido e lamentou a falha da defesa:

    “O Bahia não teve nenhuma grande chance. A gente falhou na marcação do escanteio, eles fizeram uma jogada ensaiada meio que improvisada, eles não fizeram essa jogada nos últimos 10 jogos”.

    Na sequência, Diniz ainda apontou o que faltou para o Vasco transformar as chances criadas em gols para empatar ou virar a partida.

    Acho que faltou inspiração para acertar um chute, um cruzamento. O que a gente errou na parte tática foi que estávamos subindo a marcação de maneira equivocada, apressados e o Bahia conseguia sair pro jogo, foi isso que a gente errou”, completou.

    Com o resultado, o time carioca chega a nove jogos na temporada, sendo três vitórias, três empates e três vitórias. O alarmante é o recorte no Brasileirão, nos últimos onze jogos, a equipe perdeu oito jogos, empatou duas vezes e venceu apenas em uma oportunidade.

    Próximos jogos 

    O Vasco volta a entrar em campo neste sábado (14/2) para enfrentar o Volta Redonda, em São Januário, em duelo válido pelas quartas de final do Campeonato Carioca. Já pelo Campeonato Brasileiro, o Gigante da Colina busca sua primeira vitória na competição na partida diante do Santos no dia 26 de fevereiro, na Vila Belmiro.

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