A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE) homologou nesta quarta-feira, 11, o resultado final do seletivo simplificado nº 003/SEE, destinado à seleção de docentes para atuação no Programa Bolsa Mais Professores. A medida foi oficializada pelo secretário de Estado de Educação e Cultura, Aberson Carvalho. Com a homologação, fica autorizado o […]
Categoria: Teste
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SEE homologa resultado final de seleção para docentes do Bolsa Mais Professores no Acre
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Júlia Almeida faz desabafo um mês após a morte do pai, Manoel Carlos
Instagram/Reprodução
A morte de Manoel Carlos completou um mês na terça-feira (10/2) e, pela primeira vez, a filha do autor, Júlia Almeida, resolveu falar sobre a perda. Através do Instagram, nesta quarta-feira (11/2), a atriz recordou a relação com o patriarca de sua família.
“Ontem completou um mês da partida do meu pai. Talvez seja estranho admitir, mas a morte é o único destino certo — ainda que sejamos ensinados a acreditar apenas na permanência da vida. Entre tantas mensagens que recebo e agradeço, penso muito na minha mãe, Bety, que compartilhou 47 anos ao lado dele“, começou.
Em seguida, ela enalteceu a força da viúva do escritor: “Muitos imaginavam que ela iria desmoronar — eu mesma temi —, mas o que vi foi o contrário: uma força silenciosa que nos aproximou ainda mais. A morte aproxima e também afasta, revelando a frequência e a verdade de cada encontro“, afirmou.
Relação familiar
Logo depois, Júlia Almeida contou um pouco da história da família: “Durante esses dias sonhei e pensei muito no meu avô materno — guardei isso comigo. Foi nesse tempo que minha mãe disse que gosta de imaginar meu pai sendo recebido por seu pai, meu avô Pedro”, relatou, antes de completar:
“Minha mãe, boliviana criada no Acre, e meu avô nordestino — entre tantas coisas, um autêntico filho de Xangô — sempre trouxeram para minha história uma espiritualidade firme, um contraponto humano e verdadeiro a um universo muitas vezes intenso demais”, definiu.
E prosseguiu: “Quando meu avô chegava era como um trovão: presença viva, gargalhada fácil, cura nas ervas, nos chás, nas rezas e nos banhos — pé no chão. Ancestralidade em movimento. Na infância fui profundamente ligada a ele — e ele a mim — e seguimos conectados de outras formas que o tempo ensina”, garantiu.
Decisão de se manter em silêncio
Ainda na publicação, a atriz comentou sobre sua decisão de só falar sobre o assunto agora: “Depois de 30 dias de silêncio e recolhimento, escolho falar com serenidade. Tenho certeza de que meu pai está sendo recebido por esse mesmo amor verdadeiro que sempre cultivou aqui, e isso me dá força”, declarou.
No fim, ela relatou: “Pensei em escrever algo mais sentimental. Preferi a verdade. Tenho a convicção de que ele atravessa novos caminhos, sendo muito bem cuidado — como foi por quem realmente esteve presente. Escrever um post é fácil. O cuidado cotidiano transcende. Axé 🤍🕊️”, encerrou.
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Filha de Manoel Carlos fala pela primeira vez sobre a morte do pai

Júlia Almeida, filha de Manoel Carlos, falou pela primeira vez sobre a morte do pai. Em um post no Instagram, nesta quarta-feira (11/2), a atriz resgatou fotos ao lado do autor de novelas e falou sobre o luto.
“Ontem completou um mês da partida do meu pai. Talvez seja estranho admitir, mas a morte é o único destino certo — ainda que sejamos ensinados a acreditar apenas na permanência da vida. Entre tantas mensagens que recebo e agradeço, penso muito na minha mãe, Bety, que compartilhou 47 anos ao lado dele. Muitos imaginavam que ela iria desmoronar — eu mesma temi — mas o que vi foi o contrário: uma força silenciosa que nos aproximou ainda mais”, iniciou ela.
Um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos morreu no dia 10 de janeiro, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. O autor tratava a doença de Parkinson que provocou agravamento do quadro motor e cognitivo dele.
Em seguida, ela continuou o relato: “A morte aproxima e também afasta, revelando a frequência e a verdade de cada encontro. Durante esses dias sonhei e pensei muito no meu avô materno — guardei isso comigo. Foi nesse tempo que minha mãe disse que gosta de imaginar meu pai sendo recebido por seu pai, meu avô Pedro. Minha mãe, boliviana criada no Acre, e meu avô nordestino — entre tantas coisas, um autêntico filho de Xangô — sempre trouxeram para minha história uma espiritualidade firme, um contraponto humano e verdadeiro a um universo muitas vezes intenso demais”.
Júlia também falou sobre o período de reclusão para viver o luto. “”Depois de 30 dias de silêncio e recolhimento, escolho falar com serenidade. Tenho certeza de que meu pai está sendo recebido por esse mesmo amor verdadeiro que sempre cultivou aqui, e isso me dá força. Pensei em escrever algo mais sentimental. Preferi a verdade. Tenho a convicção de que ele atravessa novos caminhos, sendo muito bem cuidado — como foi por quem realmente esteve presente. Escrever um post é fácil. O cuidado cotidiano transcende. Axé”, concluiu.
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Lula e António José Seguro: dois caminhos (por Hubert Alquéres)
Henrique Casinhas/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
A vitória do socialista moderado António José Seguro na eleição para presidente de Portugal tem um significado que vai além de suas fronteiras por indicar o caminho da conciliação como o mais adequado para enfrentar o populismo e a polarização.
O resultado permite ainda cotejar as diferenças de estratégia e de perfil entre dois líderes de esquerda. Enquanto Lula aposta na radicalização como meio de derrotar o bolsonarismo, Seguro logrou êxito pregando a união.
No caso de Portugal, o caminho seguido não foi apenas uma estratégia eleitoral para sair da quarta posição, com apenas 10% das intenções de voto, Seguro sempre esteve convicto de que a pacificação é o caminho para que seu país reencontre a estabilidade política inaugurada em 1986, com a eleição de Mário Soares, e interrompida no início da década atual.
Eleito com a maior votação da história para a Presidência portuguesa, quase 67% dos votos, Seguro enviou, em seu discurso de vitória, um recado claro ao adversário ultradireitista André Ventura, do partido Chega: “Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia. Como democrata, todos os que concorreram comigo merecem o meu respeito. Como futuro presidente, acrescento que, a partir desta noite, deixamos de ser adversários e temos o dever partilhado de trabalhar por um Portugal mais desenvolvido e mais justo.”
A grande chave da vitória de Seguro foi evitar a armadilha de reduzir a eleição portuguesa a um embate entre esquerda e direita, deslocando-a para uma disputa entre moderados e extremistas. Mesmo em relação ao adversário Ventura, manteve uma postura respeitosa. Saiu vitorioso porque pregou estabilidade, e não ruptura, ao contrário do seu oponente, que pretendia varrer Portugal com um “abanão”.
O apelo à união teve também uma razão pragmática. Apesar da vitória expressiva da centro-esquerda, não se pode subestimar a votação da extrema direita, que alcançou 33% dos votos. Com esse resultado, o Chega, um dos partidos mais extremistas da Europa, consolida-se como força política capaz de obter bons resultados nas próximas eleições e de representar uma ameaça real à estabilidade política conquistada nas urnas.
Diante disso, a continuidade da aliança entre a esquerda moderada e a direita democrática surge como o melhor antídoto contra retrocessos, com essas duas forças se revezando no poder. Portugal é um país de regime semipresidencialista, no qual o presidente exerce a chefia de Estado e o primeiro-ministro a chefia de governo. A chave da estabilidade estará no bom relacionamento entre o novo presidente de centro-esquerda e o primeiro-ministro Luís Montenegro, de centro-direita.
O desfecho da eleição portuguesa suscita uma indagação inevitável: é possível que o Brasil tenha um resultado semelhante na eleição presidencial deste ano? O realismo político impõe a conclusão de que isso é praticamente impossível. Em primeiro lugar, falta-nos uma força moderadora. Além disso, nossa centro-direita não parece disposta a romper o cordão umbilical que a atou ao bolsonarismo.
Tampouco os dois principais candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro, terão interesse em superar a divisão do país. Ao contrário, ambos se beneficiam da polarização. O atual presidente é o maior interessado em confinar a disputa presidencial a um embate entre a esquerda e a ultradireita. Se o bolsonarismo guarda muitas semelhanças com o Chega português, são grandes as diferenças entre os discursos de Seguro e Lula.
Dois dias antes da vitória do socialista português, Lula declarou, diante de uma plateia petista em Salvador: “Sem essa de Lulinha paz e amor. Esta eleição vai ser uma guerra”. E acrescentou: “Temos de ser mais desaforados porque eles são desaforados”. Nessa “guerra dos desaforados”, a política deixa de ser o meio civilizado de dirimir conflitos para se transformar numa disputa onde os adversários são vistos como inimigos.
O PT que vai às urnas já se pinta para uma guerra ideológica e acirrada, se apresentando como antissistema. Nesse enquadramento, o Congresso Nacional passa a ser visto como “inimigo do povo”, um “Congresso branco, masculino e conservador”, como definiu o documento aprovado pela direção nacional do partido na semana passada.
Esse PT de tacape nas mãos, disposto a esmagar o “inimigo”, fala em construir uma “Frente Ampla” para derrotar o “fascismo”, mas aprova resoluções que soam radicais e estreitam a possibilidade de alianças: “A política monetária conduzida pelo Banco Central, cuja autonomia foi instituída durante o governo Bolsonaro, tem operado como instrumento de bloqueio ao projeto eleito nas urnas, aprofundando a financeirização da economia, drenando recursos públicos e restringindo o investimento produtivo.” Portanto o Banco Central deveria ser tratado como um apêndice do governo.
Ainda na condução econômica, não há nas declarações de Lula uma única vírgula de preocupação com a escalada da dívida pública, o principal fator que impede uma queda robusta da taxa de juros. Essa dívida caminha para cerca de 82% do PIB ao final de 2026 e a bomba-relógio da crise fiscal deve explodir em 2027.
Quando se coteja o desfecho eleitoral de Portugal com o quadro político da disputa presidencial brasileira, chega-se à conclusão de que existem duas esquerdas profundamente distintas. Não apenas porque suas principais lideranças, Lula e Seguro, são muito diferentes, mas porque seus métodos também o são. Lula, ao contrário de seu colega, edificou sua trajetória apostando no confronto.
A lógica do “nós contra eles” está mais viva do que nunca e alternativa ao lulismo, o bolsonarismo, tampouco oferece uma saída virtuosa. Marchamos, assim, para uma eleição marcada pelo medo e pela rejeição. Dificilmente será nesta disputa que o Brasil se reencontrará, como os portugueses conseguiram fazê-lo com a vitória de António José Seguro.
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Hubert Alquéres é presidente da Academia Paulista de Educação.
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