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  • A quebra de braço entre Lula e Haddad e o que está por trás dela

    A quebra de braço entre Lula e Haddad e o que está por trás dela

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Presidente Lula, ministro Haddad e Geraldo Alckmin durante evento de governo -- Metrópoles

    Se o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) acordar amanhã convencido de que o melhor para ele é ser candidato ao governo de São Paulo, é claro que sua vontade será satisfeita por Lula, o PT e a esquerda em peso. Se não, outra vez será candidato a vice de Lula nas eleições de outubro próximo.

    Em entrevista ao portal UOL, perguntado sobre como gostaria de montar seu palanque em São Paulo, Lula respondeu:

    – Nós temos muito voto em São Paulo e condições de ganhar as eleições [por lá]. Eu ainda não conversei com [Fernando] Haddad, nem com Alckmin, mas eles sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo, eles sabem. A Simone [Tebet] também tem um papel para cumprir, e ainda não conversei com ela.

    Lula só abrirá mão de Alckmin como candidato a vice se Alckmin quiser, e mesmo assim contrafeito. Ao dizer que Alckmin tem um papel a cumprir em São Paulo, refere-se à força política dele no Estado que já governou quatro vezes. Quer vê-la posta ali a serviço dos candidatos da esquerda ao governo e ao Senado.

    Alckmin, hoje, é unanimidade para vice dentro do PT, e um dos nomes cotados para suceder Lula caso ele conquiste seu quarto mandato e governe o país até 2030. Quanto a Haddad e Simone… Se depender de Lula, Haddad será candidato à vaga de Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Simone (MDB) a uma vaga ao Senado.

    Haddad está rouco de tanto repetir que não quer ser candidato neste ano. Aspira a ser um dos coordenadores da campanha de Lula. Sente-se cansado. Pretende deixar o Ministério da Fazenda, se possível, no fim deste mês. Recentemente, ele e Lula conversaram longamente a respeito e chegaram a se emocionar.

    Pode não dizer, mas Haddad acha que teria feito mais do que fez como ministro se Lula e o PT de fato o tivessem apoiado para valer. Em 2018, Haddad foi para o sacrifício de se candidatar a presidente a pedido de Lula, que estava preso. Perdeu. Em 2022, candidatou-se ao governo de São Paulo para ajudar Lula. Perdeu.

    Uma parte do PT nunca viu Haddad com bons olhos, e segue não vendo. Haddad teme que essa parcela acabe sabotando uma eventual candidatura dele ao governo paulista ou ao Senado. Se pelo menos Lula desse algum sinal de que ele, Haddad, poderia vir a ser seu candidato a presidente em 2030…

    Um dia desses, Haddad disse que Lula tenta convencê-lo a ser candidato este ano e que ele tenta convencer Lula do contrário. É difícil dizer não a um presidente da República e continuar ao seu lado como se nada tivesse acontecido.

     

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  • Por obra arrastada e morosa, GDF rompe contrato milionário com empresa

    Por obra arrastada e morosa, GDF rompe contrato milionário com empresa

    Matheus H. Souza/Agência Brasília
    Via pavimentada - Metrópoles

    A Secretaria de Obras concluiu, nesta semana, o rompimento do contrato de R$ 48 milhões com o Consórcio Hélio Prates — formado pelas empresas J.F.E Empreendimento e Construções Ltda e LJA Engenharia S/A — que era responsável pela Etapa 2 da obra de requalificação da via.

    Na decisão, publicada do Diário Oficial (DODF) dessa quarta-feira (4/2), o secretário de Obras do DF, Valter Casimiro, disse que o consórcio “incorreu em reiterados descumprimentos das obrigações assumidas, especialmente caracterizados pela inércia, pela morosidade na execução das obras e pelo reiterado desatendimento às determinações da fiscalização”.

    “Diante do conjunto probatório constante do processo, constata-se a inexecução parcial do objeto contratual (a obra), a paralisação injustificada do cronograma físico-financeiro e a inexistência de qualquer causa excludente de responsabilidade da contratada, configurando-se, portanto, inadimplemento contratual por culpa exclusiva do Consórcio Hélio Prates”, ressaltou o secretário.

    O contrato, assinado em abril de 2022, englobava o trecho entre a QNG/QI 1 e a EPCT (DF-001) – Pistão Norte, e tinha um valor inicial de R$ 42.191.385,47. Porém, sete meses depois, um termo aditivo colocou mais R$ 5.811.962,90, totalizando R$ 48.003.348,38

    Ao Metrópoles o secretário Valter Casimiro ressaltou que a rescisão não representou economia ou prejuízo para o poder público. “É importante deixar claro que a empresa foi paga exclusivamente pelos serviços efetivamente executados e devidamente comprovados. Aquilo que não foi feito, obviamente, não foi pago”, pontuou.

    Nova licitação

    A decisão pelo rompimento do contrato foi tomada em julho de 2024, pela então governadora em exercício, Celina Leão (PP). Na época, ela afirmou que os salários dos operários não estavam sendo pagos em dia, apesar de o consórcio estar recebendo os recursos do governo, o que acabou atrasando as obras.

    Celina visitou o local dos trabalhos, junto ao secretário de Obras, e conversou com moradores e comerciantes da região. “A população não aguenta mais ver os buracos abertos”, afirmou. A pavimentação do trecho atrasado foi concluída também em julho de 2024.

    Os serviços no trecho compreendem várias melhorias, como: ampliação e remodelação de calçadas, incluindo acessibilidade e travessias; reordenamento e pavimentação de estacionamento públicos; implantação de pavimentação rígida e recuperação de pavimento flexível; implantação de corredor exclusivo para BRT; implantação de ciclovia; paisagismo; inclusão de mobiliário; e obras de drenagem.

    Segundo Valter Casimiro, os serviços foram executados desde a lagoa de retenção, no interior do Parque do Cortado, até o Taguacenter. , calculou.

    De acordo com o gestor, a pasta está trabalhando na atualização dos projetos da etapa 2 da Hélio Prates. “Queremos, ainda neste ano, realizar um novo procedimento licitatório e contratar uma empresa capaz de dar continuidade e concluir os serviços”, observou Casimiro.

  • Iges-DF suspende temporariamente férias e abonos de servidores da pediatria

    Iges-DF suspende temporariamente férias e abonos de servidores da pediatria

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    Hospital de Base

    O Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) suspendeu temporariamente as férias e abonos dos servidores que compõem o serviço de pediatria no Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

    O memorando foi assinado pelo diretor de Atenção à Saúde do Iges-DF, Edson Gonçalves Ferreira Júnior, em 22 de janeiro último.

    De acordo com o documento, a medida está relacionada ao aumento da demanda por atendimentos pediátricos de urgência, emergência e internação durante o período de sazonalidade, em que há maior circulação de vírus respiratórios, compreendido entre os meses de março e agosto.

    A orientação é de que as férias eventualmente programadas “sejam reagendadas oportunamente, em articulação com as chefias imediatas e os setores de gestão de pessoa, observada a legislação vigente”.

    Ainda conforme o memorando, a suspensão possui caráter excepcional e temporário, limitada ao período considerado crítico da sazonalidade pediátrica.

    Durante o primeiro semestre de 2025, apenas o Hospital Regional de Santa Maria realizou 12.888 procedimentos de emergência pediátrica. O volume evidencia a alta demanda assistencial da unidade nos meses de maior circulação de doenças respiratórias.

    Falta de insumos

    Relatos internos e comunicados obtidos pela coluna Na Mira revelam ainda que a rede de saúde do Iges-DF estaria sem insumos básicos como luvas tamanho P e aventais de proteção. Eletrodos, coletores de descarte e seringas específicas para gasometria e insulina rápida também não estariam disponíveis.

    Além disso, monitores de transporte teriam apresentado defeitos técnicos, como a ausência de cabos de oximetria.

    Segundo os servidores, a orientação atual é que a equipe utilize de “forma racional” os insumos para estender a duração dos materiais restantes.

    Profissionais da UPA 1 de Ceilândia relataram ainda que o local está há cerca de dois meses sem exame de radiografia, pois o equipamento está quebrado. A realização do exame é fundamental para o diagnóstico de pneumonia. Também é importante para avaliar o posicionamento de tubos, quando o paciente está intubado, e de sondas.

    O que diz o Iges-DF

    Procurado pela reportagem, o Iges-DF informou que a suspensão temporária do gozo de férias e abonos de parte dos profissionais da pediatria integra um planejamento estratégico previamente estruturado, com o objetivo de evitar a desmobilização da força de trabalho em um período historicamente marcado pelo aumento da demanda assistencial.

    “A medida está diretamente relacionada à antecipação da sazonalidade das doenças respiratórias, que, no Distrito Federal, costuma se intensificar a partir de março. Ao iniciar os ajustes operacionais antes do período crítico, o Instituto fortalece a capacidade de resposta da rede pública, reduz riscos de sobrecarga nas unidades de urgência e assegura a continuidade do atendimento pediátrico com segurança e qualidade”, salientou.

    De acordo com o Instituto, a medida trata-se exclusivamente de um ajuste no calendário, “sem qualquer prejuízo aos direitos dos colaboradores, que permanecem integralmente preservados. A medida poderá ser flexibilizada ao decorrer dos meses conforme a avaliação situacional”.

    O Iges-DF também afirmou que não houve desabastecimento de insumos nas unidades. “Em relação à luva, quando se observou que poderia haver atrasos na entrega do fornecedor, o IgesDF providenciou o empréstimo junto à rede. Em relação ao avental, a empresa fornecedora entregou pontualmente e não houve falta do item. Quanto aos outros insumos citados e cabos de oximetria, não houve desabastecimento”, esclareceu.

    Por fim, destacou que possui contrato de manutenção dos equipamentos de radiologia em todas as unidades, “assim que o equipamento apresenta defeito, a empresa de manutenção é acionada e faz o reparo. O que ocorreu foi um problema pontual que foi resolvido”, pontuou.

  • "Urgência emocional" pode explicar ataque hacker ao CNJ, diz especialista

    "Urgência emocional" pode explicar ataque hacker ao CNJ, diz especialista

    Criminosos utilizam falsas intimações, mensagens emocionantes e que simulam órgão oficial para obter credenciais de servidores

  • Desabamendo de viaduto no Eixão completa 8 anos sem ninguém ser punido

    Desabamendo de viaduto no Eixão completa 8 anos sem ninguém ser punido

    Michael Melo/Metrópoles
    queda-viaduto-eixao

    A queda do viaduto no Eixão, em Brasília completa oito anos nesta sexta-feira (6/2) sem responsáveis pelo desabamento serem punidos. Na quarta-feira (4/2), o Tribunal de Contas do DF (TCDF) chegou a dar andamento a um processo na Corte. Porém, a análise da ação foi suspensa após um integrante do órgão pedir vista dos autos.

    O viaduto desmoronou em fevereiro de 2018, ainda no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB). À época, a Polícia Civil (PCDF) chegou a indiciar ex-integrantes e dirigentes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e da Secretaria de Obras pela prática de “desabamento culposo por meio de omissão imprópria”. Porém, o processo criminal acabou arquivado devido ao “prazo de punibilidade” ter encerrado.

    Em novembro de 2025, às vésperas do aniversário da queda, o TCDF começou a julgar possível responsabilização de gestores pelo ocorrido. Na audiência, o relator Inácio Magalhães seguiu parcialmente o entendimento da área técnica e apontou que a responsabilidade pelo desabamento “deve recair sobre os gestores da Novacap e da Secretaria de Obras do DF pela omissão”.

    O desembargador de Contas, Renato Rainha, seguiu o voto do relator. Na contramão, o conselheiro Márcio Michel, que havia pedido vistas dos autos no fim de 2025, se posicionou, nessa quarta-feira (4/2), contra qualquer punição. André Clemente, por sua vez, pediu vista do processo, adiando uma decisão formal do tribunal.

    O caso

    O desabamento do viaduto deixou a população perplexa e expôs uma série de problemas e necessidades de obras em várias construções da capital. O caso também culminou em uma queda de braço entre a Novacap e o Departamento de Estrada e Rodagem (DER-DF).

    O projeto de revitalização e manutenção do equipamento foi feito pela Novacap, com a contratação de uma empresa privada, a SBE. Entretanto, mesmo após diversos alertas de risco iminente de queda, nenhuma providência de fato teve andamento

    À época, o então presidente da Novacap, Júlio Menegotto, declarou que não foram apresentados fatos ou evidências de eventual conduta omissiva da companhia. Ele alegou “que a responsabilidade pela manutenção do viaduto 254, da DF-002 sobre a Galeria dos Estados seria do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF)”

    O DER, no entanto, negou responsabilidade. Os documentos divulgados apontavam que os assuntos referentes ao viaduto do Eixão eram tratados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital desde 2011. Foi ela que assinou o Convênio n° 138 com a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) para elaboração de projetos de execução e recuperação de 12 pontes e viadutos.

    Também foi a Novacap que contratou, em 2012, a SBE Soares Barros Engenharia para a elaboração de estudos e projetos de restauração e ampliação da Galeria dos Estados, envolvendo os viadutos sobre ela. Esse é um dos processos que foram extraviados, segundo a estatal

    Prorrogação

    Em agosto de 2014, um documento técnico da Novacap alertava para a necessidade de obras imediatas no viaduto. Contratado ainda na gestão de Agnelo Queiroz (PT), o serviço da SBE chegou a ser prorrogado em outubro de 2105, no governo Rollemberg (PSB), com a empresa e a Novacap assinando o 11º termo aditivo dos trabalhos.

    Na época, conforme admitiu o governo, existiam faturas pendentes e, por isso, a ampliação do prazo seria necessária para a execução dos serviços.

    Em 2017, outro relatório da empresa novamente chamava atenção para o problema. O texto, assinado pela servidora Nádia Hermano Tormin, trazia todo o histórico do projeto da obra na estatal. Segundo o documento, a reforma deveria ser tratada com “nível de prioridade nas ações de governo”.

    Ao terminar o relatório de nove páginas, Tormin destacou: “A não efetivação de intervenções essenciais pode ocasionar eventos de consequências irreparáveis”. Quase nove meses depois, o viaduto desabou. Milagrosamente, não houve mortos nem feridos.

    TCDF

    No mesmo ano em que o viaduto da Galeria dos Estados, no Eixão Sul, caiu, diversos procedimentos de investigação foram abertos na Corte de Contas.

    O processo judicial resultante do inquérito policial que apurou os responsáveis, por outro lado, foi arquivado em 2022 por prescrição.

    Na mais recente movimentação da ação no TCDF, o relator do caso entendeu que os gestores do DER-DF passaram a não ser mais responsáveis pelo viaduto a partir do momento em que a Novacap iniciou os projetos de reforma.

    “A partir do momento que a Novacap autuou os processos para elaboração de projeto e para execução da respectiva reforma do multicitado viaduto, respectivamente, o DER-DF deixou de ter de adotar as medidas cabíveis para realizar a obra de  manutenção/conservação do multicitado viaduto”, disse o conselheiro no voto.

    Por isso, o relator votou a favor da condenação de sete pessoas ao pagamento de multa individual de R$ 21,9 mil, sendo quatro ex-integrantes da Novacap e três da Secretaria de Obras. Veja quem são:

    Inácio Magalhães votou para afastar a responsabilização do ex-diretor-geral do DER à época dos fatos, Henrique Luduvice, e do atual diretor-geral do DER, Fauzi Nacfur Júnior.

    O relator seguiu o mesmo entendimento em relação a Nilson Martorella, diretor-presidente da Novacap no período 2012 a 2015, e a David José de Matos, secretário de Obras de 2012 a 2014.

    O que dizem

    Henrique Luduvice celebrou o entendimento. “Até esta fase do julgamento existem três votos, no âmbito do Tribunal de Contas, que inocentam em definitivo o DER”.

    A Secretaria de Obras disse que “trata-se de evento ocorrido na em outra gestão e se refere a secretários de outra gestão”. “Não vamos tecer comentários”, informou.

    A Novacap, por sua vez, informou que, “por ora”, não tem nada a declarar sobre o assunto: “Nos manifestaremos quando houver uma decisão definitiva”

    A reportagem tenta localizar os demais citados. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

  • A reação dos sindicatos ao fim dos "penduricalhos" no serviço público

    A reação dos sindicatos ao fim dos "penduricalhos" no serviço público

    Igo Estrela/Metrópoles
    Foto colorida mostra imagem da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF) - Metrópoles / Servidores Públicos

    A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender, nesta quinta-feira (5/2), o pagamento dos chamados “penduricalhos” no serviço público, provocou reações de sindicatos que representam os servidores públicos do Distrito Federal. A decisão alcança os Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – em todos os níveis da Federação.

    A medida foi concedida no âmbito da Reclamação nº 88.319 e reforça a necessidade de cumprimento do teto constitucional de remuneração do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19.

    A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef/Fenadsef) manifestou apoio público à decisão do ministro Flávio Dino.

    Em nota, a entidade classificou a medida como “corajosa, necessária e coerente com a Constituição Federal, ao enfrentar o que considera uma das expressões mais graves do patrimonialismo histórico do Estado brasileiro”.

    Para a confederação, o uso de artifícios jurídicos para burlar o teto salarial representa um desvio que favorece poucos e aprofunda desigualdades dentro do serviço público.

    “É um fato que a maioria esmagadora dos 12 milhões de servidores e empregados públicos, federais, estaduais e municipais, recebe remunerações muito inferiores ao teto constitucional; remuneração média geral de pouco mais de R$ 3 mil mensais atingindo trabalhadores de nível intermediário”, argumentou a Condsef/Fenadsef.

    A confederação também criticou o que considera uma postura contraditória de setores do Congresso Nacional, que ao mesmo tempo aprovam mecanismos para furar o teto constitucional e avançam com propostas de reformas administrativas.

    Segundo a Condsef/Fenadsef, essas iniciativas têm caráter privatista, fiscalista e punitivo, e não enfrentam privilégios reais, mas ameaçam os serviços públicos sob o discurso de combate aos supersalários e de redução de gastos.

    Nesse contexto, cobra do governo o envio imediato do projeto de lei que regulamenta a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assegurando o direito à negociação coletiva no serviço público.

    Estratégias para burlar

    O presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (Sindser), André Luiz da Conceição, avalia que os penduricalhos são estratégias de burlar a remuneração efetiva dos servidores.

    “Nós defendemos os direitos dos servidores, que devem ser bem remunerados e reconhecidos pelos seus serviços para a população. Defendemos tabelas remuneratórias que tenham reconhecimento com progressões e longevidade”, manifestou o presidente do Sindser.

    O dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF), Pedro Armengual de Souza, também destacou a importância da decisão cautelar do ministro Flávio Dino.

    Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF), a medida adotada pelo ministro está correta e deve ser mantida pelo plenário da Corte. A entidade avalia que iniciativas desse tipo contribuem para reforçar uma imagem distorcida do serviço público perante a sociedade, como se privilégios atingissem todo o funcionalismo, quando, na realidade, beneficiariam apenas uma pequena parcela.

    Segundo o dirigente da CUT-DF, Pedro Armengual, trata-se de uma “casta” que historicamente se apropria do Estado por meio de influência política e lobby, em detrimento da maioria dos servidores e da população.

    “A CUT reforça que é contrária a qualquer política de privilégios e defende o fim de medidas que aprofundem desigualdades e enfraqueçam a credibilidade do serviço público”, enfatizou.

    Veto de Dino

    Na decisão liminar, Dino alerta para o uso indevido de verbas ditas “indenizatórias”, que, na prática, segundo a decisão do ministro, servem para turbinar salários e ultrapassar o limite previsto na Constituição.

    Com a decisão, apenas parcelas indenizatórias expressamente previstas em lei podem ficar fora do teto, conforme entendimento já consolidado pelo STF.

    A cautelar determina que, em até 60 dias, órgãos de todos os níveis da Federação revisem as verbas pagas e suspendam aquelas que não têm base legal.

    Além disso, cobra do Congresso Nacional a edição da lei que regulamente quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto. A decisão será submetida ao Plenário, em data ainda a ser definida pela presidência do STF.

    A decisão tem caráter cautelar e ainda será analisada pelo Plenário do STF. A data do julgamento colegiado será definida posteriormente pela presidência da Corte. Até lá, as determinações estabelecidas na liminar permanecem em vigor.

  • Christian Chávez, mostra de cinema e Carnaval: o final de semana em SP

    Christian Chávez, mostra de cinema e Carnaval: o final de semana em SP

    Divulgação
    Para além do início oficial dos desfiles de blocos de rua, São Paulo tem shows de Christian Chávez e Gaby Amarantos, exposições e mais - Metrópoles

    O integrante eterno do fenômeno RBD, Christian Chávez chega a São Paulo para um show especial nesta sexta-feira (6/2). No palco, ele se apresenta sem personagens e sem filtros.

    A apresentação, que faz parte da turnê Christian Chávez Para Siempre Tour, acontece no Teatro Bradesco, na zona oeste da capital paulista.

    Este fim de semana também marca o início oficial dos bloquinhos de Carnaval de rua. O Metrópoles montou um buscador de bloquinhos. Use a ferramenta para escolher seu bloco por data, nome ou bairro.

    Quer saber o que fazer em São Paulo neste fim de semana? Veja:

    Christian Chávez

    Onde: Teatro Bradesco
    Endereço: Rua Palestra Itália, 500 – Perdizes
    Quando: 6 de fevereiro
    Horário: 21h
    Preço: A partir de R$ 225 (meia) e R$ 450 (inteira)
    Onde comprar: Uhuu

    Gaby Amarantos

    Gaby Amarantos traz, pela primeira vez à capital paulista, a Rock Doido Tour 2026. A apresentação acontece na sexta-feira (6) na Áudio, e reafirma a potência artística e constante capacidade de reinvenção da artista, levando aos palcos um espetáculo vibrante que traduz a energia, o espírito contestador e a força criativa do álbum de mesmo nome, lançado no ano passado.

    O projeto marca uma fase mais ousada e livre da artista. No disco, Gaby mistura um caldeirão de ritmos amazônicos como tecnobrega, carimbó, e brega, fundidos com gêneros globais como pop, funk, e reggaeton.

    Onde: Áudio
    Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca
    Quando: 6 de fevereiro
    Horário: 21h
    Preço: A partir de R$ 200
    Onde comprar: Ticket360

    O Poder do Graffiti

    A exposição O Poder do Graffiti inaugurou no Cantareira Norte Shopping, na última segunda-feira (2/2). A mostra celebra a arte urbana como linguagem democrática e reforça seu papel como ferramenta de educação, pertencimento e transformação social.

    O destaque da programação é o coletivo Nice Crew, formado pelos artistas visuais Jamal, Frey e Isokolor, moradores de diferentes pontos da zona noroeste de São Paulo.

    Onde: Cantareira Norte Shopping
    Endereço: Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, 11001 – Jardim Pirituba
    Quando: Até 1º de março
    Horário: 10h às 22h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Me Dê a Câmera

    De 3 a 13 de fevereiro, o Centro Cultural São Paulo recebe a mostra Me Dê a Câmera, com 11 filmes e 23 sessões ao todo. A programação, voltada para os amantes da sétima arte, é gratuita e explora o gênero do cinema amador.

    Onde: Centro Cultural São Paulo
    Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade
    Quando: Até 13 de fevereiro
    Horário: Entre 15h e 19h30
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: É preciso retirar o ingresso na bilheteria física (ou on-line) com 1h de antecedência.

    Memória Negra em Vinil: Oficina de Criação de Capas

    Tanto no sábado (7/2) quanto no domingo (8/2), o Itaú Cultural realiza a atividade Memória Negra em Vinil: Oficina de Criação de Capas, atividade em sinergia com a instalação Introdução à História da Arte Brasileira 1960-90, obra do artista pernambucano Bruno Faria em cartaz no 2º andar do IC.

    A oficina convida os participantes a criarem sua própria capa de LP, inspirados pelos variados discos de vinil expostos na instalação e pelos músicos e artistas visuais negros que atravessaram a cultura brasileira desse período.

    Onde: Itaú Cultural
    Endereço: Avenida Paulista, 149 – Bela Vista
    Quando: 7 e 8 de fevereiro
    Horário: 15h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: É preciso se inscrever no formulário neste link.

    Domingo no Parque

    Este é o último final de semana para conferir o musical Domingo no Parque, inspirado na carreira e família de Gilberto Gil, sob a direção de Alexandre Reinecke, um dos diretores mais atuantes do país, e direção musical de Bem Gil.

    O espetáculo traz Alan Rocha (Jozé), Rebeca Jamir (Juliana), Guilherme Silva (João), Badu Morais (Juci), Adriana Lessa (Mãe Preta), a avó de Jozé.

    Onde: Teatro Claro Mais SP
    Endereço: Rua Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia
    Quando: Até 8 de fevereiro
    Horário: Sexta-feira: 20h | Sábado: 17h e 20h30 | Domingo: 18h
    Preço: A partir de R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira)
    Onde comprar: Uhuu

    Membrana

    A galeria Mendes Wood DM Casa Iramaia está inaugurando uma exposição da jovem artista Anna Livia Taborda Monahan. Com um corpo de trabalhos inéditos em pintura a óleo e guache, a exposição Membrana explora a fragilidade de animais reais e imaginários situados em cenários surrealistas.

    O título sugere um aspecto transversal aos trabalhos expostos: perspectivas construídas a partir de camadas de tecidos, superfícies rompidas, como crostas terrestres e cascas de ovos, que revelam a profundidade de estruturas ao mesmo tempo delicadas e resistentes. Sobre esses elementos paira um olhar de cunho quase científico, que disseca animais e investiga os mistérios dessa roupagem orgânica.

    Onde: Mendes Wood DM Casa Iramaia
    Endereço: Rua Iramaia, 105 – Jardim Europa
    Quando: A partir de 5 de fevereiro
    Horário: De terça a sexta-feira, das 11h às 19h | Aos sábados, das 10h às 17h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Eu Vou Botar Meu Bloco na Rampa

    Entrando no clima de Carnaval, o Sesc 24 de Maio vai receber o projeto Eu Vou Botar Meu Bloco na Rampa neste sábado (7), com a proposta de fazer um cortejo descendo as rampas da unidade.

    O grupo que se apresenta é o Afoxé Omodé Obá, ao som de Ijexá, ritmo consagrado a Oxum, Oxalá e outras divindades. Desde 2019, o grupo sai em cortejo pelas ruas das periferias da cidade de São Paulo, cantando, tocando e dançando memórias ancestrais negras de terreiros, rememorando as tradições dos Afoxés.

    Onde: Sesc 24 de Maio
    Endereço: Rua 24 de Maio, 109 – República
    Quando: 7 de fevereiro
    Horário: 17h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Caça Petiscos

    Neste sábado, o Morumbi Town Shopping vai receber um evento especial para os pets: uma Caça Petisco, com participação de sete lojas do empreendimento.

    A atividade faz parte da inauguração da Petlove no shopping. Basta apresentar o cupom, retirar o mapa e percorrer as lojas participantes para concluir a busca.

    Onde: Morumbi Town Shopping
    Endereço: Avenida Giovanni Gronchi, 5930 – Vila Andrade
    Quando: 7 de fevereiro
    Horário: A partir das 14h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: É preciso resgatar cupom no aplicativo do Morumbi Town Shopping

  • Tarcísio rechaça vice do PL e esfria plano de Valdemar de chapa em SP

    Tarcísio rechaça vice do PL e esfria plano de Valdemar de chapa em SP

    Divulgação PL
    O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem indicado nos bastidores que não abrigará o PL na vice de sua chapa para reeleição, esfriando os planos do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que tem pressionado para que a legenda fique com a vaga.

    O chefe do Palácio dos Bandeirantes tem preferência em manter seu atual vice, Felício Ramuth (PSD). A interlocutores, o governador argumenta que em “time que está ganhando não se mexe”, além de fazer elogios públicos a Ramuth.

    Caso o PL consiga emplacar um nome, o presidente da Assembleia Nacional Legislativa (Alesp), André do Prado, seria o mais cotado.

    “Nós temos outros grandes quadros também, e eu acho que essa decisão vai ficar mais para frente. Eu tenho um vice hoje que é excepcional, que é uma pessoa também superpreparada. Então a gente tem que ponderar isso direitinho, e lá na frente a gente vai tomar essa decisão em conjunto”, disse o governador durante agenda no Palácio dos Bandeirantes na última quarta-feira (4/2).

    Tarcísio também tem reforçado a aliados que o PL já terá o seu apoio na corrida presidencial, com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, o partido tende a ficar com uma das candidaturas ao Senado.

    “Vamos tomar essa decisão em conjunto. Obviamente, o PL é um partido superimportante para nós. É óbvio que a gente tem que ver também que nós vamos estar apoiando o candidato à Presidência da República do PL. Isso tem um significado”, lembrou Tarcísio.

    Já o PL usa como principal argumento, além de ser o partido que abriga a família Bolsonaro, o fato de ter a maior bancada da Alesp, o que sustentou a governabilidade de Tarcísio durante a gestão.

    “O PL é o maior partido do Brasil e tem a maior bancada na Alesp. Sem o PL, o Tarcísio não governa. O partido já iria indicar (o vice) na primeira eleição de Tarcísio. Foi uma outra composição e assumimos a Alesp. Agora, acho difícil não ser o André”, disse reservadamente um deputado do PL.

    Escolha pessoal

    Aliados de Tarcísio entendem que, ao contrário da montagem da chapa em 2022, o governador dessa vez pode ter “carta branca” para uma escolha pessoal do seu vice, já que ganhou capital político para isso ao longo do primeiro mandato.

    Diante disso, o entorno do chefe do Palácio dos Bandeirantes praticamente descarta também a escolha de Gilberto Kassab (PSD) para o posto, mesmo com o dirigente dando sinais claros de que gostaria de ser o vice-governador no próximo mandato.

    A posição é cortejada pelo presidente nacional do PSD porque, em 2030, a tendência é de que Tarcísio deixe o governo para se candidatar à Presidência da República, deixando a cadeira de governador para o vice. Com a máquina na mão, Kassab acredita que pode ganhar a eleição para o governo paulista, segundo aliados.

    Pode azedar

    A relação entre Tarcísio e Kassab, que é secretário de Governo e Relações Institucionais, no entanto, nunca foi totalmente pacífica. A postura agressiva do presidente do PSD nos bastidores, filiando uma grande quantidade de prefeitos e disputando espaço na articulação política com o então secretário da Casa Civil, Artur Lima, homem de confiança do governador, incomodou Tarcísio e outros partidos da base ao longo do governo.

    Além disso, o fato de Kassab apostar em uma candidatura própria do PSD à Presidência da República, e não apoiar Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno, gerou revolta em bolsonaristas, o que também dificulta politicamente o seu pleito de ser o vice de Tarcísio.

    Nos bastidores, aliados e o próprio Tarcísio não descartam uma mudança de partido de Ramuth para viabilizar sua permanência como vice, caso a relação com o PSD azede de vez nos próximos meses.

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