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  • Caso Daniel Alves: Justiça trava milhões em meio a impasse financeiro

    Caso Daniel Alves: Justiça trava milhões em meio a impasse financeiro

    Reprodução/Instagram.
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    Daniel Alvesvoltou ao centro das atenções após uma decisão judicialque autorizou o bloqueio de cerca de R$ 8 milhões em valores ligados ao ex-lateral.

    A medida foi obtida pelo São Paulo e está relacionada a pendências financeiras decorrentes do rompimento contratual entre o jogador e o clube, ocorrido em 2021.

    Entenda

    A disputa envolve o acordo firmado na saída do atleta do Tricolor. À época, Daniel Alves tinha direito a receber pouco mais de R$ 22 milhões, valor que seria pago de forma parcelada até 2027. No entanto, no ano seguinte, o jogador optou por antecipar parte desse montante, solicitando o adiantamento de R$ 11 milhões.

    Para viabilizar a antecipação, Daniel Alves recorreu a um fundo de investimentos, que fez o pagamento imediato e passou a ter direito de receber diretamente as parcelas que ainda seriam quitadas pelo São Paulo. Na prática, o clube continuaria efetuando os repasses mensais, mas o destino dos valores seria o fundo, e não mais o jogador.

    Pagamentos interrompidos em 2023

    Esse fluxo, porém, foi interrompido em 2023, quando os pagamentos deixaram de ser realizados. O período coincide com a prisão do ex-lateral na Espanha, após ele ser acusado de estupro. Com a suspensão dos repasses, a dívida vinculada ao acordo cresceu, ampliando o conflito judicial.

    Outro ponto que pesa no processo envolve a ex-esposa de Daniel Alves, que atuava como procuradora do atleta. Ela afirmou não ter conhecimento do acordo firmado com o fundo de investimentos e se recusou a seguir com os pagamentos.

    Além disso, parte dos valores que o São Paulo vinha pagando passou a ser destinada a uma ação de pensão alimentícia, o que reduziu ainda mais os montantes repassados ao fundo e agravou o impasse financeiro.

  • Confira a lista final de empreendedores contemplados no edital Carnaval 2026

    Confira a lista final de empreendedores contemplados no edital Carnaval 2026

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  • Abono Salarial: 460 mil trabalhadores do DF têm direito ao benefício

    Abono Salarial: 460 mil trabalhadores do DF têm direito ao benefício

    Reprodução/Agência Brasil
    foto colorida de duas mãos segurando um maço de dinheiro PIS Pasep e referente ao abono salarial

    No total, R$ 571,18 milhões serão disponibilizados para aqueles que trabalharam com carteira assinada em 2024 na capital federal.O saque pode ser realizado até 30 de dezembro.

    Como consultar o Abono Salarial

    A consulta para verificar se o cidadão tem direito abriu nesta quinta-feira (5/2) e pode ser feita pela internet através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou o portal GOV.BR.

    Nas páginas oficiais também é possível ver o valor do benefício, o banco responsável pelo pagamento e a data do depósito.

    Para receber, é preciso cumprir alguns requisitos:

    O primeiro pagamento será feito em 16 de fevereiro, para trabalhadores nascidos em janeiro. Serão pagos R$ 2,5 bilhões no país:

    Na Caixa Econômica Federal, o pagamento é feito, preferencialmente, por crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital. Quem não tem conta pode receber em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e unidades CAIXA Aqui. Também é possível usar o aplicativo CAIXA Tem, que abre uma conta poupança social digital automaticamente.

    No Banco do Brasil, o pagamento também é feito preferencialmente por crédito em conta. Quem não tem conta ou chave PIX pode receber via TED, PIX ou presencialmente na agência.

    Para mais informações, os trabalhadores podem ligar para o 158.

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    Bope apreende mais de seis quilos de drogas em ações na capital

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    Brasil teve 271 mil aprovados no Sisu 2026, que preencheram 99% das vagas

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  • Plantas medicinais: esperança de terapia acessível contra o câncer

    Plantas medicinais: esperança de terapia acessível contra o câncer

    Boy_Anupong/Gettyimages
    Imagem mostra a planta Kalanchoe pinnata, que tem várias flores nascendo de uma grande folha verde - Metrópoles

    *O artigo foi escrito pela biomédica Lays da Silva e o professor Israel Felzenszwalb, ambos da UERJ, e pelo professor Carlos Fernando Lima, da Unirio, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.

    Atualmente, cerca de 21,3 milhões de pessoas estão acometidas de algum tipo de câncer ao redor do mundo. Provavelmente, menos da metade delas irá sobreviver. É o que dizem os números do Cancer Tomorrow, do Globocan, uma ferramenta da Organização Mundial da Saúde.

    A ferramenta é capaz de prever a incidência e a mortalidade do câncer no mundo todo. Além da incidência cada dia mais alarmante, o prognóstico da doença é diretamente afetado por diferenças socioeconômicas.

    Pobreza, ruralidade e raça se apresentam como barreiras de acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos eficazes. Nesse contexto, o uso de plantas medicinais no enfrentamento do câncer acende uma esperança para a obtenção de novas alternativas terapêuticas mais acessíveis.

    Além disso, tal prática constrói, por meio da etnofarmacologia, uma ponte entre tecnologias ancestrais e lacunas atuais. Essa associação reafirma a importância dos saberes tradicionais, sem se apropriar ou descontextualizar o conhecimento que eles trazem.

    Mãe-de-milhares: ancestralidade que se tornou popular

    Conhecidas também como aranto, folha miraculosa (uma tradução livre de “Miracle-Leaf”), folha-da-fortuna e, tradicionalmente, nomeada de Àbàmòdá (nomenclatura Yorubá para Kalanchoe pinnata), as espécies do gênero Kalanchoe carregam simbologia e exemplificam com notável clareza a profundidade e a sofisticação dos saberes oriundos das populações tradicionais brasileiras.

    Nessas tradições, as práticas terapêuticas não apenas resistem ao tempo, mas se atualizam e se expandem por meio dos fluxos migratórios internos e da diáspora afrodescendente.

    Os terreiros de matriz africana, enquanto espaços de culto, cura e conhecimento, despontam como verdadeiros repositórios de saberes etnobotânicos e cosmológicos. Estes saberes articulam corpo, território e espiritualidade.

    Reconhecer a relevância desses sistemas de conhecimento na construção de soluções terapêuticas contemporâneas não é apenas uma demanda ética, mas um imperativo científico e político.

    Usos litúrgicos e curativos

    Diversos relatos indicam que os usos litúrgico e curativo dessas plantas são incorporados à medicina tradicional africana por meio da cosmologia. Nesta, doenças físicas e espirituais são tratadas conjuntamente.

    As plantas são mediadoras entre corpo, território e ancestralidade. Essa rede simbólica e funcional sustentou a circulação destas plantas no contexto da diáspora.

    E seu uso permanece ativo em casas de axé no Brasil, reforçando a continuidade do conhecimento ancestral africano nos sistemas religiosos afro-brasileiros.

    O uso das espécies de Kalanchoe como plantas medicinais se popularizou tanto no Brasil que é possível encontrar diversos resultados utilizando as chaves de busca “aranto medicinal” no Google, apresentando desde reportagens em veículos de grande mídia e artigos em blogs pessoais a vídeos no Youtube.

    Dentre os resultados mais relevantes, encontram-se reportagens que alertam a população sobre o uso indiscriminado destas plantas. E reforçam o cuidado com a divulgação de dados que ainda não foram plenamente confirmados pela ciência.

    Uso popular e tradicional x evidências científicas:

    Dentre as espécies mais proeminentes estão Kalanchoe pinnata e Kalanchoe daigremontiana, cujo valor ornamental e facilidade de cultivo contribuíram para que se espalhassem pelo mundo.

    Ambas são popularmente e tradicionalmente utilizadas como tratamento para feridas, furúnculos, inchaços, dermatoses, hipertensões, doenças proliferativas e do trato gastrointestinal.

    Além disso, ajudam a combater inflamações no geral. Diversas evidências científicas contemporâneas vêm de forma progressiva pavimentando um caminho técnico para a elucidação de suas atividades biológicas.

    O uso tradicional de Kalanchoe pinnata no alívio de dores de cabeça e como analgésico encontra respaldo em evidências que demonstram seu potencial efeito antinociceptivo, com mecanismos de ação semelhantes à inibição da enzima ciclooxigenase (COX) e à consequente redução de mediadores inflamatórios.

    Esses achados também ajudam a esclarecer sua aplicação no tratamento de inchaços, frequentemente associados a quadros de dor e inflamação.

    Estudos com extratos aquosos e etanólicos da planta demonstraram propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e antimicrobianas.

    Os resultados são evidenciados pela redução da área de feridas e diminuição dos níveis de citocinas inflamatórias como IL-1β e TNF-α.

    Além disso, há estudos sobre a promoção da angiogênese por meio da indução da expressão do Fator de Crescimento Endotelial Vascular (VEGF).

    A crença em seu uso como diurético, com infusões preparadas a partir das folhas, encontra paralelo em estudos em que demonstraram efeitos hepatoprotetores, antioxidantes e hipoglicemiantes.

    Esses estudos sugerem uma ação sistêmica capaz de auxiliar na eliminação de toxinas e no equilíbrio metabólico.

    Tais evidências também justificam seu uso tradicional para o tratamento da hipertensão. Neste uso, há fortalecimento da função renal e ação antioxidante que podem contribuir para a regulação da pressão arterial.

    Multitarget

    Kalanchoe daigremontiana é constantemente citada por sua grande concentração de moléculas bioativas com perfil “multitarget”.

    Esta espécie possui mecanismos sofisticados de ação como os bufadienolídeos e flavanóide glicosilados. Ela também apresenta relevante ação anti-inflamatória, antioxidante e imunomoduladora.

    Seu uso popular no combate a doenças proliferativas (como tumores) encontra respaldo científico em evidências que destacam sua ação antitumoral em células JB6 Cl41( câncer de pele), HeLa (adenocarcinoma de colo do útero), SKOV-3 (câncer de ovário), MCF-7 (adenocarcinoma de mama) e A375 (melanoma maligno) de forma seletiva.

    Esta ação acontece por meio da modulação de genes ligados a morte celular e do balanço redox de células de origem tumoral.

    Em nosso laboratório, o Labmut, do Departamento de Biofísica e Biometria, do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), fizemos a análise da composição química de extratos aquosos de Kalanchoe daigremontiana.

    Nossos estudos foram realizados pela técnica de cromatografia líquida de ultra-alta eficiência acoplada à espectrometria de massas de alta resolução. E revelou uma ampla diversidade de compostos bioativos com potencial farmacológico.

    Entre esses compostos, estão moléculas com características relacionadas à absorção, distribuição, metabolismo, excreção e baixa toxicidade. Essas moléculas são relevantes para a prospecção de novos agentes, especialmente no contexto da quimioterapia.

    Mais do que um achado químico, o uso de extratos aquosos carrega um significado importante. Ele dialoga diretamente com as formas tradicionais de preparo e uso da planta, amplamente descritas em sistemas de medicina ancestral.

    A água, historicamente empregada como solvente em chás, infusões e macerações, não apenas respeita o saber etnofarmacológico associado à Kalanchoe, como também demonstra ser capaz de extrair compostos biologicamente relevantes. E isso, agora, já é validado por ferramentas analíticas modernas.

    Esse encontro entre tecnologia de ponta e conhecimento tradicional reforça a ideia de que práticas ancestrais não representam um saber “pré-científico”, mas sim um ponto de partida legítimo para a investigação biomédica contemporânea.

    Com isso, contribuímos para o desenvolvimento de terapias mais acessíveis, culturalmente contextualizadas e biologicamente eficazes.

    Valorização do passado para um futuro sustentável

    Em um mundo marcado por profundas desigualdades sociais e por recorrentes formas de violência epistêmica, há algo especial e poderoso quando a comunidade científica se dispõe a investigar esses temas sem se apropriar, silenciar ou deslegitimar os saberes dos quais eles emergem.

    É importante reconhecer o pertencimento desses conhecimentos. É fundamental respeitar o contexto histórico, cultural e social em que foram construídos.

    E é ainda mais relevante quando conseguimos mobilizar o saber e a tecnologia de um povo no enfrentamento de uma de suas maiores mazelas: o câncer.

    Nesse cenário, a interlocução entre ciência contemporânea e saberes tradicionais desponta como um caminho promissor. Além disso, torna-se eticamente comprometido para a concretização de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. E que não sejam apenas retóricas, mas efetivamente ancorados em equidade.

    É importante destacar a preservação da biodiversidade e a justiça social. Ao integrar métodos científicos rigorosos com a medicina ancestral, ampliam-se não apenas as possibilidades de validação científica desses saberes, mas também o acesso a estratégias de cuidado em saúde mais inclusivas. Pensamos especialmente nas comunidades historicamente marginalizadas e socialmente vulneráveis.


    Esta pesquisa recebe apoio financeiros de agências como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), que também financia a publicação deste artigo.The Conversation

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    Carlos Vinícius tem média de gols impressionante pelo Grêmio; confira

    O Grêmio venceu o Botafogo por 5 x 3 nessa quarta-feira (5/2), na Arena, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro

  • Pai por escolha: enfermeiro do RJ cria sozinho 12 filhos adotivos

    Pai por escolha: enfermeiro do RJ cria sozinho 12 filhos adotivos

    Imagem cedida ao Metrópoles
    foto colorida de pai com 12 filhos

    O que começou como um sonho de infância se transformou em um projeto de vida marcado por amor, rotina intensa e reconstrução emocional. Enfermeiro no interior do Rio de Janeiro, Uanderson Barreto adotou sozinho 12 filhos — muitos deles irmãos biológicos — e passou a viver a experiência em tempo integral. “É uma paternidade de 24 horas”, resume, em entrevista ao Metrópoles.

    Entenda

    A adoção como herança familiar

    Uanderson conta que nunca se imaginou pai biológico. A ideia de adotar sempre esteve presente, inspirada pela própria história da família. A avó criou 10 filhos e adotou uma das filhas; depois, uma tia repetiu o gesto e teve 10 filhos.

    Esse histórico familiar fez com que ele crescesse entendendo a adoção como uma forma legítima — e potente — de construir vínculos. “Eu sempre soube que a minha família seria adotiva”, afirma.

    A decisão de não separar irmãos

    O primeiro passo para transformar o sonho de ser pai em realidade veio quando Uanderson começou a atuar como enfermeiro em instituições de acolhimento. Foi ali que presenciou situações que o marcaram profundamente: irmãos sendo separados durante processos de adoção e crianças mais velhas ficando para trás.

    Diante disso, tomou uma decisão que mudaria sua vida. Ao adotar um filho, faria questão de levar também seus irmãos biológicos.

    “Eu não conseguiria separar. Eu vi de perto o quanto isso dói”, relata.

    Ao longo dos anos, a família cresceu até chegar a 12 filhos, formando uma casa numerosa, diversa e cheia de histórias interrompidas — agora reconstruídas.

    foto colorida de pai com 12 filhos
    Uanderson e seus filhos

    Reconstruir corações feridos

    Mais do que o desafio financeiro ou logístico, Uanderson destaca que o maior trabalho é emocional. As crianças chegam carregando perdas, rupturas e traumas causados pela institucionalização.

    “O meu maior desafio é reconstruir o coração dos meus filhos”, diz o pai. Para ele, acolher vai além de oferecer comida e moradia: é ensinar a confiar novamente, desenvolver o afeto e acreditar que vínculos podem ser permanentes.

    Ele também faz questão de preservar a história de cada um. Os filhos mantêm contato com familiares biológicos, quando possível.

    “Ninguém existe sem saber de onde veio”, afirma.

    A logística da casa é intensa. São grandes volumes de comida, roupas, tarefas domésticas e horários a cumprir. Tudo funciona com divisão de responsabilidades e regras claras. A rotina envolve trabalho, escola, acompanhamento emocional e organização constante.

    Mesmo assim, Uanderson diz que o esforço é recompensado diariamente. “O ambiente fica maravilhoso quando a gente vê o sorriso e o desenvolvimento deles”, conta o pai de 12 filhos.

    Luto, dor e recomeço

    A história de paternidade de Uanderson também é marcada por uma perda profunda: a morte de um filho, que ele descreve como a maior dor de sua vida. O luto o deixou devastado, com a sensação permanente de que sempre faltaria alguém à mesa.

    Foi nesse período que ele voltou a visitar instituições de acolhimento e reencontrou Yohan, uma criança que precisava de uma família. O menino fazia aniversário no mesmo dia do sepultamento do filho que havia perdido.

    No lugar de levar flores ao cemitério, Uanderson passou a organizar uma festa de aniversário. “Ali eu reconstruí minha história”, relembra.

    Quebrando mitos sobre adoção tardia

    Para o enfermeiro, ainda existe muito preconceito em torno da adoção tardia. A ideia de que o caráter de uma criança já estaria “formado” não se sustenta, segundo ele.

    “Somos seres em constante evolução”, afirma. Na experiência de Uanderson, o afeto é capaz de transformar trajetórias, independentemente da idade. “O abraço muda a história.”

    Exemplo dentro e fora de casa

    Aos 45 anos, Uanderson decidiu voltar a estudar e iniciou o curso de medicina. A escolha tem um propósito claro: como pai, ele quer mostrar aos filhos que nunca é tarde para recomeçar.

    Ele sabe que o acolhimento institucional também deixa marcas no aprendizado e quer ser exemplo. “Eu estudo para incentivar meus filhos a reconstruírem suas vidas também na escola.”

    Entre desafios, perdas e conquistas, Uanderson segue exercendo uma paternidade que não tem horário para terminar — mas que, segundo ele, vale cada minuto.

  • Carlos Vieira, presidente da Caixa, lança primeiro livro de crônicas

    Carlos Vieira, presidente da Caixa, lança primeiro livro de crônicas

    “Um feliz encontro entre palavras, acontecimentos e sensibilidade, com a leveza de quem observa o mundo com a alma”. Assim é definido Fragmentos do Cotidiano em Crônicas, primeiro livro do gênero escrito pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira Fernandes.A obra foi lançada nessa quarta-feira (4/2), em uma sessão de autógrafos no Lago Sul.

    Entre os convidados, autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário prestigiaram o evento, a exemplo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marluce Caldas e ex-ministro Gilberto Occhi.

    O senador Ciro Nogueira (PP-PI); a deputada federal Erika Kokay (PT-DF); o prefeito de Lagoa de Dentro (PB), cidade de Carlos Vieira; bem como vice-presidentes e diretores da Caixa e a presidente do Banco do Brasil (BB) Tarciana Medeiros, também estiveram presentes na noite célebre.

    Mais que um lançamento literário, o presidente da Caixa destaca que o projeto nasce “da memória, do cotidiano e das vivências”, com reflexões construídas a partir de sua trajetória pública e privada.

    O autor descreveu o processo de escrita como uma conversa despretensiosa na mesa de bar, em frente ao mar. “São diálogos simples, memórias expostas e histórias que talvez interessem apenas a quem sorve uma bebida gelada, mas que podem despertar curiosidade, empatia ou aquela solidariedade silenciosa que nasce quando reconhecemos algo de nós mesmos na vida do outro”, completou.

    A recepção dos convidados aconteceu no restaurante NAU Frutos do Mar, que assinou o buffet composto por mesa de frios, queijos e outros quitutes saborosos.

    O advogado Carlos Vieira Filho lembrou que a educação sempre foi central no legado familiar da família, sobretudo ao considerar a origem humilde do pai, criado com nove irmãos na pequena cidade de 18 mil habitantes de Lagoa de Dentro, no interior da Paraíba. “Cresci cercado por livros. Ele lia na rede e eu ficava ao lado, tentando acompanhar o ritmo dele — algo que até hoje nunca consegui”, contou.

    Atualmente, a tradição se mantém com o neto, que aproveitou a ocasião para prestar um tributo ao avô. “Ele me ensinou a jogar xadrez, lia para mim e me ajuda a formar minha inteligência”, disse o pequeno Carlos Vieira Neto, em uma dos momentos mais especiais do lançamento.

    Para a irmã do autor, Ana Mercia Fernandes, o livro reflete a sensibilidade humana e social de Carlos ao revisitar encontros, valores e momentos marcantes. “As crônicas são um resgate afetuoso do tempo e das experiências vividas. Emoção, criatividade e bom humor aparecem de forma constante nas histórias”, destacou.

    O presidente da Academia Paraibana de Letras, Severino Ramalho Leite, assina o prefácio Fragmentos do Cotidiano em Crônicas e descreve a obra como “uma narrativa humana, sentimental e até romântica do cotidiano”. Os dois se conheceram quando Carlos ainda atuava como gerente de uma agência na Paraíba.

    Em discurso durante o lançamento, Severino relembrou episódios da infância do autor e a vocação precoce para as finanças — desde os tempos de menor aprendiz do Banco do Brasil até a consolidação de sua liderança, reconhecida nacionalmente. “Carlos se volta para o passado a fim de reviver sua infância e adolescência; o presente em suas carências e sucessos da sua vida pessoal e profissional; e o futuro que envolve esse nosso país repleto de contradições”, declarou.

    Natural da Paraíba, Carlos Vieira iniciou a carreira bancária como menor aprendiz do Banco do Brasil e consolidou a formação em economia e estudos sociais pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Servidor de carreira da Caixa desde 1989, ocupou cargos gerenciais em diversas regiões do país e se destacou pela defesa de políticas de crédito inclusivas, especialmente nas áreas de habitação e infraestrutura.

  • PF foi acionada após objeto suspeito ser encontrado em avião. Veja vídeo

    PF foi acionada após objeto suspeito ser encontrado em avião. Veja vídeo

    PF/Divulgação
    EXplosivo avião

    A mobilização da Polícia Federal (PF) e equipes de forças de segurança no Aeroporto Internacional de Macapá, na tarde desta quinta-feira (5/2), ocorreu após um objeto suspeito ser encontrado no interior de uma aeronave.

    O avião havia decolado do Rio de Janeiro (RJ) e fez conexão em Belém (PA). Durante a parada e inspeção de rotina, após o desembarque dos passageiros, foi encontrado um artefato suspeito.

    A PF em Belém não foi informada oportunamente da situação, e o voo seguiu regularmente para Macapá.

    Ao pousar no Aeroporto Internacional de Macapá, a PF local foi acionada para adotar as providências cabíveis. 

    A vistoria conta com o apoio da Companhia de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado do Amapá (COE/PM/AP) e do canil do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Estado do Amapá (Bope/AP).

    A investigação sobre o caso ficará a cargo da PF em Bélem (PA).