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  • SP pagou por obra fantasma e superfaturada em estradas, diz auditoria

    SP pagou por obra fantasma e superfaturada em estradas, diz auditoria

    Divulgação/Governo de SP
    Estrada rural em SP

    O Estado de São Paulo pagou por obras fantasmas e bancou preços superfaturados em um programa de construção de estradas no interior do estado, revelam auditorias da Controladoria Geral do Estado de São Paulo (CGE-SP).

    As investigações da CGE-SP sobre o programa Melhor Caminho se referem a obras da gestão João Doria/Rodrigo Garcia. A administração Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia levantado as suspeitas sobre as obras logo no início da gestão, mas a Secretaria da Agricultura atuou para enterrar a apuração. O Ministério Público de São Paulo (MPSP), porém, já abriu cerca de 150 inquéritos sobre o caso e o Metrópoles havia mostrado diversas suspeitas sobre as obras.

    Uma das auditorias, por exemplo, mostra que foi pago um projeto para uma estrada em Andradina, onde a pavimentação já existia. Em 15 municípios, foram pagos projetos de obras que foram canceladas, causando um prejuízo de R$ 471 mil.

    A auditoria também constatou que foram pagos R$ 7,6 milhões por primeiras medições em obras onde a única coisa que havia sido feita era a instalação da placa, anunciando a promessa de melhorias. Esse tipo de prática era vetada pelos contratos –para ilustrar o problema, eram pagos até R$ 28 mil quando o custo de uma placa não passava de R$ 500.

    As auditorias encontraram ainda treinamentos junto aos municípios que nunca foram realizados. Da mesma forma, o estado pagou por uma frota de 83 veículos, mas a quantidade real de carros era de 29 –um prejuízo de quase R$ 1 milhão.

    “Há indícios de prejuízos ao erário tanto na elaboração dos projetos, quanto na execução das obras, com serviços prestados de baixa qualidade técnica ou, até mesmo, desnecessários (confecção de projetos para obras canceladas, superdimensionamento dos serviços, duplicidade de trechos, inexequibilidade de realização dos serviços nos locais indicados, reexecução de obra fora do objeto do programa, entre outros)”, diz a auditoria.

    Superfaturamento

    A auditoria também encontrou casos de superfaturamento, como em Marabá Paulista, onde teria havido um aumento de 34% no custo por quilômetro. Nesse caso, o contrato inicial previa 7 km de estradas e, após a retirada de 1,5 km, o valor não foi alterado.

    Na cidade de Palestina, a estrada PAL-327 foi objeto de duas licitações diferentes para o mesmo trecho. O estado pagou R$ 358 mil à mesma empresa por um trecho que já estava em andamento por meio de uma primeira licitação. Em Serrana, houve duplicidade na licitação da estrada SRR-040.

    Em Piracaia, uma licitação foi mudada de conservação para pavimentação com concreto de alto desempenho, fazendo o custo por km saltar de R$ 109 mil para R$ 1,2 milhão.

    Projetos relâmpago e falhas

    Uma das empresas citadas nas auditorias é a Planservi Engenharia, cujas irregularidades apontadas vão desde o modelo de licitação até a execução contratual. A empresa venceu a licitação com base em um modelo que praticamente eliminava o peso do preço, favorecendo a avaliação técnica, o que permitiu sua vitória mesmo com proposta mais cara.

    Durante a execução do contrato, de acordo com a investigação, surgiram indícios de que a empresa não teria capacidade real para produzir o volume de projetos entregues — foram 851 em apenas 10 meses, com ritmo considerado incompatível com a estrutura apresentada, ainda mais porque houve redução no número de funcionários no período.

    As auditorias também destacam exemplos práticos de falhas nos projetos elaborados, como em Pirapozinho, onde a drenagem projetada ignorou a topografia local e acabou direcionando água para um campo de futebol, além da omissão de uma mina d’água que resultou em lamaçais constantes.

    Investigações

    Empresas que realizaram obras do Melhor Caminho entraram na mira do MPSP após a própria pasta da Agricultura denunciar, no início de 2023, que havia indícios de irregularidades em aditivos de contrato assinados a toque de caixa em dezembro de 2022, no apagar das luzes do governo de Rodrigo Garcia, à época no PSDB.

    Segundo estimativa da secretaria na ocasião, os aditivos assinados de forma suspeita em cerca de 150 contratos do  Melhor Caminho, voltado a reforma de estradas rurais, teriam causado prejuízo próximo de R$ 50 milhões aos cofres do estado. O então secretário Antonio Junqueira produziu relatório com as suspeitas de irregularidades, que foi enviado ao governador e aos órgãos de controle em 2023, mas o material acabou engavetado.

    Metrópoles mostrou que, diante de pressões, Antonio Junqueira acabou deixando a Secretaria de Agricultura ainda em 2023, após a demissão de servidores responsáveis pela investigação interna. Seu sucessor, Guilherme Piai, atuou para engavetar a apuração, mas a averiguação prosseguiu no Ministério Público.

    Diante dos achados da auditoria, a Controladoria estabeleceu planos de ação que órgãos do governo deverão adotar, que incluem ressarcimento contratual por parte das empresas.

    O que diz o governo

    O governo Tarcísio afirmou, em nota, “que, já no início da atual gestão, em 2023, realizou apuração interna sobre o programa Melhor Caminho e encaminhou as informações aos órgãos de controle, como o Ministério Público Estadual, a Controladoria-Geral do Estado (CGE-SP) e o Tribunal de Contas do Estado”. “Todos os contratos mencionados no relatório da CGE-SP referem-se a gestões anteriores”, diz a nota.

    O governo afirma ainda que as recomendações da CGE-SP foram incorporadas. “Entre as medidas adotadas estão a revisão dos procedimentos de medição e pagamento, com critérios mais objetivos vinculados à execução dos serviços; o fortalecimento dos mecanismos de controle e fiscalização; e a atualização dos modelos de contratação do programa, já aplicada às novas contratações”, diz o comunicado.

    Além disso, a gestão afirmou que foram instaurados processos administrativos para apuração de responsabilidades e eventual ressarcimento ao erário, quando cabível, e o afastamento do servidor mencionado nos relatórios dos órgãos de controle.

    A reportagem procurou a empresa Planservi, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto.

     

  • Vorcaro providencou casa em Angra para tetracampeão da Fórmula 1

    Vorcaro providencou casa em Angra para tetracampeão da Fórmula 1

    Reprodução/ redes sociais
    Vorcaro e Max Verstappen

    Mesmo às voltas com as investigações das quais já era alvo, Daniel Vorcaro providenciou uma casa em Angra dos Reis (RJ) para o piloto Max Verstappen, quatro vezes campão da Fórmula 1, e sua namorada, a influenciadora Kelly Piquet, na virada para o ano de 2026.

    Na troca de mensagens, enviada em julho de 2025, Martha Graeff, ex-companheira de Vorcaro, relata que Kelly estaria insistindo para conseguir ajuda na busca por um imóvel na região. Em resposta, o empresário afirma que havia resolvido a demanda. “Já arrumei, só me fala as datas”, disse.

    Em 11 de janeiro, Kelly publicou com o Verstappen em Angra dos Reis. A viagem também contou com a presença de Nelsinho Piquet, irmão da influenciadora, além de familiares e amigos.

    Outros trechos das mensagens mostram a proximidade entre Vorcaro, sua ex-namorada e o círculo ligado ao piloto. Em uma conversa de maio de 2024, Martha sugere que as famílias se encontrem e diz querer levar uma criança para conhecer Verstappen. “Tem que levar ele pra conhecer o Max”, pediu a Vorcaro.

    Vorcaro no camarote

    No dia seguinte, Martha menciona que iria “para a corrida com o Max e a Kelly”. O ex-controlador do Banco Master responde que também marcaria presença no evento. “Estarei no camarote paddock da Aston Martin”.

    As mensagens fazem parte da investigação da PF que fundamentou a terceira fase da Operação Compliance Zero. Na decisão que autorizou a prisão de Vorcaro, o ministro André Mendonça apontou indícios de um esquema criminoso que pode envolver integrantes da alta cúpula de órgãos governamentais.

    À exceção de Vorcaro, os demais citados não são investigados no caso

  • Com expectativa de vetos, Lula sanciona PL Antifacção nesta terça (24/3)

    Com expectativa de vetos, Lula sanciona PL Antifacção nesta terça (24/3)

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    Presidente Lula deu posse ao novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silvano Palácio do Planalto, em Brasília, Ricardo Lewandowski metrópoles 11

    Termina nesta terça-feira (24/3) o prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar o Projeto de Lei nº 5582/2025, conhecido como PL Antifacção, que altera a legislação para endurecer o combate ao crime organizado. Aprovado na Câmara dos Deputados no mês passado, o texto deve ser chancelado com alguns vetos.

    Na véspera do prazo final para sanção, o chefe do Planalto reuniu auxiliares para definir os últimos detalhes.

    Participaram do encontro os ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Rui Costa (Casa Civil), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação Social), e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), além do secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick.

    Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, na reunião, o presidente bateu o martelo sobre vetar alguns trechos da proposta.

    Entre os pontos que devem ser mantidos, está a proibição do voto de presos sem condenação definitiva. O dispositivo é considerado inconstitucional por parte de criminalistas, mas integrantes do governo defendem que Lula evite desgaste com o Congresso Nacional ao vetá-lo, já que o tema tende a ser constitucionalizado por meio da PEC da Segurança, atualmente em análise no Legislativo.

    O Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) chegou a recomendar a Lula que sancionasse a proposta integralmente para preservar o governo.

    O texto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta terça. A sanção está marcada para as 15h, no Palácio do Planalto.

     

    Estratégia dos vetos

    A estratégia de sancionar o texto com poucos vetos se baseia em pesquisas internas do PT, que indicam aumento da preocupação dos brasileiros com a segurança pública.

    O PL Antifacção, de autoria do Executivo e enviado ao Congresso em 31 de outubro de 2025 em regime de urgência, foi aprovado pelo Legislativo em 24 de fevereiro e enviado para sanção presidencial em 3 de março. A partir daí, Lula teve prazo de 15 dias úteis para decidir sobre o projeto.

    A nova legislação prevê o aumento de penas para envolvidos com organizações criminosas, facilita o compartilhamento de dados, possibilita a apreensão de bens dos investigados, entre outras mudanças. O texto, criado no Ministério da Justiça sob gestão do ex-ministro Ricardo Lewandowski, é uma das apostas de Lula para melhorar a imagem do governo na segurança pública.


    Aprovação no Congresso


    O que muda

    A matéria aprovada na Câmara cria um Banco Nacional de Facções Criminosas e estabelece que a punição para envolvimento com organizações criminosas ou milícias privadas pode variar entre 20 e 40 anos de reclusão. A pena pode ser agravada conforme as seguintes condicionantes:

    O texto prevê ainda a inclusão de crimes relacionados à organização criminosa na tipificação de crimes hediondos, mais uma estratégia para endurecer o combate a estas organizações.

    Além disso, a forma qualificada da organização criminosa, com domínio territorial e violência estruturada, passa automaticamente a ser considerada como hedionda. A definição dificulta a progressão de regime e prevê penas mais rígidas, além de não prever pagamento de fiança, anistia, graça e indulto.

    Asfixia financeira

    A proposta também traz mecanismos que permitem “asfixiar” financeiramente organizações criminosas, como o bloqueio de bens de investigados e a destinação dos valores apreendidos aos fundos federais e estaduais de segurança pública.

    No rol das investigações, a nova lei facilita o acesso a dados dos investigados, como informações pessoais, financeiras, pessoais ou de pessoas jurídicas — alguns sem necessidade de autorização judicial. A legislação prevê ainda acesso urgente à geolocalização dos investigados, ocorrendo em até 24h, além de guarda de registros por cinco anos.

    Em relação à divisão dos recursos de bens apreendidos, trecho retirado e depois reincluído a pedido do governo, ficou definido que os valores irão para os fundos de segurança pública dos estados ou do Distrito Federal quando a investigação for conduzida por autoridades locais, e para o Fundo Nacional de Segurança Pública quando estiver sob responsabilidade da PF.

    Em casos de atuação conjunta, os recursos serão divididos igualmente entre União e estados.

  • Delação premiada no Brasil tem origem na Inconfidência Mineira

    Delação premiada no Brasil tem origem na Inconfidência Mineira

    Getty Images
    Ouro Preto (Minas Gerais, Brazil). General view, 1

    Na última semana, o país voltou a atenção para a possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A busca pelo tema cresceu 10% nas pesquisas do Google. A colaboração premiada, enquanto meio de obtenção de prova, foi regulada pela lei nº 12.850 de 2013 e aprimorada pelo pacote Anticrime de 2019.

    Apesar de ser considerada recente, a concessão de benefícios para delatores tem origens muito antigas.

    Pesquisadores apontam que a primeira delação premiada do Brasil pode ser considerada a de Joaquim Silvério dos Reis (1756–1819). O coronel ficou famoso por trair a Inconfidência Mineira (1789) e negociar com Visconde de Barbacena em troca do perdão de suas dívidas com a coroa portuguesa. A denúncia após a delação resultou na prisão dos inconfidentes e na execução de Tiradentes.

     

    Modernização do processo de delação

    No período da ditadura (1964-1985), a delação também era prática comum de repressão à oposição. Os delatores tiveram papel importante, contribuindo com os órgãos de segurança do governo repressor, no processo de vigilância e de controle social da população.

    Com o passar dos anos, as novidades trazidas pela legislação transformaram o trâmite de negociação no processo penal. O modelo atual tem origem nas convenções de Palermo e Mérida, do início dos anos 2000, ambas voltadas ao combate à criminalidade organizada transnacional e à corrupção, respectivamente.

    O texto da convenção de Mérida, por exemplo, previa em 2003 o incentivo à proteção dos denunciantes.

    “Antes das convenções internacionais, as previsões de benefícios penais e processuais eram mais inseguras e permitiam a ocorrência de abusos, seja em relação à pessoa dos então chamados delatores, que poderiam ser alvos de coação e ameaças, seja em relação aos delatados, que poderiam ser envolvidos em acusações sem o amparo de provas efetivas”, explica o advogado Guilherme Alonso.

    O especialista avalia, ainda, que a lei de nº 9.807 de 1999, que trata da proteção a vítimas e testemunhas, também auxiliou na modernização do processo de colaboração.

    “Embora anterior às convenções de Palermo e Mérida, [a lei] acabou sendo muito utilizada em Curitiba e São Paulo, com a concessão de benefícios mais generosos em troca de provas para a deflagração de grandes operações. Foi um marco para a transformação dos métodos de investigação de crimes cometidos por organizações criminosas, ainda que faltasse uma dinâmica legal unificada, o que veio a ocorrer em 2013”, ressalta.

    Critérios

    Pelos moldes atuais, para firmar o acordo com a Polícia Federal ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR), uma série de critérios são exigidos por lei. O fluxo técnico exige, além da sinalização formal do delator, a apresentação de provas que confirmem as versões relatadas.

    O colaborador deve, portanto, apresentar provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar o que está sendo dito. A consistência desse material é avaliada, então, pelas instituições competentes.

    A experiência brasileira com a delação, na visão de Guilherme Alonso, é positiva. “A justiça penal negocial é uma realidade no mundo todo e a participação voluntária de alguém envolvido com a prática criminosa fornece inegáveis benefícios para uma investigação”, diz.

    A advogada Marcela Bocayuva, no entanto, pondera. “Por um lado, a colaboração premiada aumentou a capacidade investigativa do Estado. Muitos casos complexos só são esclarecidos graças a esse instrumento. Por outro, surgiram questões relevantes, como insegurança jurídica, falta de previsibilidade e dificuldades de coordenação entre instituições”, observa.

    Delações famosas no Brasil

    Além do que ocorreu na Inconfidência Mineira, o Brasil tem uma série de colaborações premiadas que marcaram a história. Em 2005, o então deputado federal Roberto Jefferson, à época do PTB, ganhou notoriedade nacional por ser o delator do escândalo do Mensalão, esquema de corrupção pelo qual também foi condenado.

    Ele acusou o governo de comprar em dinheiro o apoio de parlamentares. O próprio ex-parlamentar admitiu ter recebido R$ 4 milhões através do esquema criminoso.

    Em 2012, Jefferson foi condenado, cassado e preso, com pena de sete anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    Na Operação Lava Jato, em 2014, vários investigados fecharam acordos de delação premiada com os investigadores: o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef, o ex-operador da doleira Nelma Kodama, Luccas Pace Júnior, além dos ex-executivos Nestor Cerveró e Ricardo Pessoa (UTC) e do empreiteiro Marcelo Odebrecht.

    Eles firmaram acordos de colaboração premiada confessando esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro em troca de redução de pena. Aos investigadores, delataram um esquema de corrupção na estatal envolvendo políticos, executivos e empresários.

    Mais recentemente, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também foi delator. Em depoimentos à Polícia Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o militar confirmou que presenciou o planejamento da trama criminosa para manter o ex-presidente no poder e citou a participação dos envolvidos no plano.

    Em troca, Cid  foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por participação em tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado de Direito e outros crimes. Em novembro do ano passado, ele tirou a tornozeleira eletrônica, mas ainda não pode deixar o país nem falar com os outros envolvidos na trama.

  • O "batalhão" de PMs e o forte esquema que cerca Bolsonaro no hospital

    O "batalhão" de PMs e o forte esquema que cerca Bolsonaro no hospital

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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    A estrutura de segurança montada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para acompanhar de perto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue um protocolo rigoroso, com presença permanente de militares e escalas adaptadas à ausência de estrutura de descanso no local.

    A coluna Na Mira apurou que a vigilância é realizada de forma ininterrupta no Hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado. O esquema prevê a presença fixa de um tenente a cada 12 horas, responsável pelo comando da operação no local. Além disso, atuam três praças durante o período diurno e outros três durante a noite, garantindo cobertura total ao longo das 24 horas.

    Devido à inexistência de espaço adequado para repouso dos policiais dentro da unidade hospitalar, não há escalas de 24 horas. O modelo adotado divide o serviço em turnos de 12 horas, tanto de dia quanto à noite, permitindo a continuidade da segurança sem comprometer as condições de trabalho dos policiais. Enquanto isso, no batalhão de origem dos policiais destacados — a Papudinha — a rotina segue normalmente, sem alterações significativas na distribuição geral do efetivo.

    Situação clínica e desdobramentos

    O ex-presidente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início da noite dessa segunda-feira (23/3) e foi transferido para um quarto da unidade hospitalar. De acordo com fontes da equipe médica, ele seguirá internado ao menos até quarta-feira (25/3), dando continuidade ao tratamento com antibióticos.

    Mais cedo, boletim médico já indicava evolução positiva no quadro clínico, com previsão de saída da UTI em até 24 horas. Na semana anterior, Bolsonaro havia sido incluído em protocolo de cuidados semi-intensivos, embora ainda permanecesse na UTI.

    No campo jurídico, a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. A decisão final caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

    Aliados de Bolsonaro

    Aliados do ex-mandatário acreditam que a autorização para que ele cumpra a medida em casa pode ocorrer ainda nesta semana. Na última semana, o hospital havia informado ao STF que Bolsonaro precisaria permanecer internado por pelo menos 14 dias, contados a partir de sua internação, em 13 de março.

    Mesmo com a melhora clínica, a segurança permanece em nível elevado. A presença contínua de oficiais e praças dentro do hospital demonstra a preocupação das autoridades com a integridade física do ex-presidente, mantendo um esquema semelhante ao aplicado em situações de custódia hospitalar de alta relevância.

    A operação segue sem previsão de redução enquanto Bolsonaro permanecer internado.

  • Senado aprova indicado de Trump para pasta responsável pelo ICE

    Senado aprova indicado de Trump para pasta responsável pelo ICE

    Chip Somodevilla/Getty Images
    senador americano Markwayne Mullin (republicano de Oklahoma) presta juramento durante sua audiência de confirmação para o cargo de Secretário do Departamento de Segurança Interna

    O Senado dos Estados Unidos aprovou a nomeação do senador Markwayne Mullin como novo chefe do Departamento de Segurança Interna. O ex-lutador de artes marciais ficará responsável por supervisionar a aplicação das leis de imigração. 

    O presidente Donald Trump nomeou Mullin após a demissão de Kristi Noem, que ocupava o cargo. Noem estava à frente da pasta durante a operação contra imigrantes em Minnesota, quando agentes federais mataram dois cidadãos americanos.

    Após a indicação ao cargo, Mullin agradeceu a Trump e disse que está ansioso para assumir a função.

    “O presidente Trump fez campanha prometendo restaurar a lei e a ordem, e rapidamente implementou a fronteira mais segura da história dos EUA. Estou ansioso para apoiar a missão do Presidente Trump de proteger o povo americano e defender a pátria”, disse.

    Paralisação do Departamento de Segurança

    Nome de Mullin foi aprovado em momento de crise para o Departamento de Segurança. Uma paralisação parcial do governo (shutdown) tem causado caos em aeroportos, com filas longas e cancelamentos. O impasse envolve o financiamento do Departamento de Segurança Interna e imigração.

    Parlamentares republicanos e democratas seguem negociando uma saída para encerrar a paralisação do DHS. Entre os principais impasses, estão a exigência de mandados judiciais para ações de imigração e o uso de máscaras por agentes do ICE — pontos defendidos pelos democratas e rejeitados pela Casa Branca.

     

  • Valadão desabafa após Lagoinha fechar igreja do cunhado de Vorcaro

    Valadão desabafa após Lagoinha fechar igreja do cunhado de Vorcaro

    Reprodução/Redes sociais
    Pastor Andre Valadão, líder da Lagoinha Global

    O pastor André Valadão, presidente da Igreja Batista da Lagoinha, desabafou em um vídeo aos fiéis, exibido neste fim de semana em templos da rede evangélica, após o envolvimento de uma das unidades da igreja no caso Master.

    A unidade do bairro Belvedere, em Belo Horizonte (MG), que tinha Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, como pastor, encerrou as atividades no dia 15 de março, após o escândalo vir à tona. Zettel está preso, no âmbito da Operação Compliance Zero, por suspeita de envolvimento nas fraudes financeiras do Master.

    No vídeo que circula em perfis evangélicos, Valadão pediu perdão às “queridas ovelhas” por ter confiado em pessoas sem conhecer a “verdade das situações” na vida delas.

    “Eu confesso que o meu coração dói e dói muito, porque em meio a tudo isso, eu me vejo numa situação onde eu me vi perdido. Eu peço perdão a você por ter confiado em pessoas, por ter aberto o coração para algumas pessoas, sem saber que na verdade havia situações na vida delas que não condiziam com aquilo que acabei sendo surpreendido”, afirmou.

    Na mensagem, o líder ainda negou qualquer envolvimento com o escândalo do Master. De acordo com o pastor, nem ele nem a administração da igreja possuem qualquer vínculo com a investigação e que, assim que a gestão tomou conhecimento dos fatos,  a unidade foi desligada e os envolvidos afastados.

    Igreja Lagoinha ligada a Zettel

    A unidade de Belvedere da Igreja Batista da Lagoinha, que tinha Fabiano Campos Zettel como pastor, encerrou as atividades na última semana. Ele foi preso pela Polícia Federal no dia 4 de março, na terceira fase da operação Compliance Zero.

    Localizada em uma área nobre de Belo Horizonte, a igreja tinha Zettel como presidente do quadro de sócios e administradores.

    Casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro, Fabiano Campos Zettel é considerado um dos homens de confiança de Vorcaro em negócios e investimentos.

    Segundo o pedido de prisão, expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele é apontado como operador financeiro do grupo liderado pelo dono do Master, que é investigado por fraudes financeiras bilionárias.

  • Contratos de empresa que fica em imóvel de prefeito somam R$ 3 milhões, diz ele. Vídeo

    Contratos de empresa que fica em imóvel de prefeito somam R$ 3 milhões, diz ele. Vídeo

    O contrato firmado entre a Prefeitura de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros (GO), e a empresa Savana Agrobio Ltda chega a R$ 3 milhões, e não R$ 936.986,99 como consta no portal da transparência do município, segundo o prefeito da cidade, Vilmar Souza Costa (PSB), mais conhecido como Vilmar Kalunga.

    No sábado (21/3), o Metrópoles revelou que a empresa funciona no mesmo endereço da casa de Vilmar. O responsável pela fiscalização dos contratos é o secretário municipal de Agricultura, João Filho Souza Costa, irmão do prefeito. Inicialmente, Vilmar negou conhecer a empresa, mas agora diz ter alugado um imóvel comercial que fica no mesmo lote de sua casa para a Savana.

    Em vídeo enviado à reportagem, o prefeito afirma que o acordo foi firmado pelas secretarias de Agricultura e Turismo para a compra de kits de microfábricas de bioinsumos e a prestação de serviços de capacitação, assistência rural e operação de unidades móveis agrícolas no território quilombola Kalunga.

    Segundo ele, o projeto é executado em etapas e já foram entregues equipamentos como máquinas de limpeza de arroz, quebra de baru e extração de óleo vegetal. O prefeito alega que parte das unidades está em funcionamento.

    Até a publicação desta reportagem, entretanto, dados do portal da transparência do município mostram a empresa vinculada a apenas dois contratos, que somam R$ 936.986,99.

    O primeiro, firmado em 14 de outubro de 2025, no total de R$ 653 mil, prevê capacitação técnica e operação assistida de unidades móveis de beneficiamento de farinha, óleo vegetal, arroz e baru, além da prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural para a comunidade.

    Em 30 de dezembro, pouco mais de dois meses após os contratos serem assinados, a prefeitura de Cavalcante firmou termos aditivos para ambos os contratos, prorrogando as vigências para o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026.

    Os empenhos — valores reservados pela gestão para pagamento — chegam a R$ 1.176.484,74. Apesar disso, só há registro de um pagamento feito a Savana desde então, no valor de R$ 54.416,66.

    Empresa tem o mesmo endereço do prefeito

    Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que o imóvel registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) como sede da Savana pertence ao prefeito Vilmar Kalunga. Ele alega que aluga um imóvel comercial que fica no mesmo lote de sua casa para a empresa.

    “A minha casa está virado para a rua 02 e eu tenho um ponto comercial há mais de 20 anos virado para a Avenida Tiradentes. Este sim está locado para a empresa”, explicou.

    No entanto, inicialmente, o prefeito havia negado conhecer a empresa e afirmou que o endereço em questão correspondia, na verdade, ao de sua casa.

    Na época, questionado sobre a contratação da Savana pela prefeitura, ele havia dito não ter conhecimento do caso e que o irmão possuía uma loja no mesmo lote. A reportagem apurou que o estabelecimento em questão se chama “Casa da Roça”. De acordo com moradores, o local não funciona “há anos”.

    Em reação à reportagem, Vilmar afirmou nas redes sociais que há uma perseguição na cidade por parte de antigos políticos, que buscam prejudicá-lo.

    Irmão fiscaliza contrato

    Os acordos com a Savana resultam de pregões públicos, modalidade em que empresas disputam por meio de lances e vence a proposta de menor preço que atenda aos critérios técnicos. Nos dois casos, porém, apenas uma empresa apresentou proposta: a própria Savana Agrobio Ltda.

    A fiscalização dos contratos ficou sob responsabilidade do secretário municipal de Agricultura, João Filho Souza Costa, irmão do prefeito. Segundo Vilmar Kalunga, ele ocupa o cargo desde janeiro de 2023.

    Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura de Cavalcante informou que os fatos estão sendo apurados internamente e que, após a conclusão, os resultados serão encaminhados aos órgãos competentes para análise.

  • Implementos agrícolas são levados pelo rio para atender aos ribeirinhos de Mâncio Lima

    Implementos agrícolas são levados pelo rio para atender aos ribeirinhos de Mâncio Lima

    Na madrugada do domingo, 22, a prefeitura de Mâncio Lima embarcou em uma balsa no rio Moa, implementos agrícolas para atender as famílias na melhoria do solo e ampliação da produção. Entre os implementos estão uma grade aradora, trator, carroça, tobata equipado com carroça e enxada rotativa, além de cinco toneladas de calcário. Os equipamentos […]

  • BBB 26: Tadeu Schmidt perde a paciência com Ana Paula e gera revolta

    BBB 26: Tadeu Schmidt perde a paciência com Ana Paula e gera revolta

    Reprodução/ Globoplay
    Ana Paula Renault no BBB 26 - Metrópoles

    Tadeu Schmidt perdeu a paciência com Ana Paula Renault durante o Sincerão desta segunda-feira (23/3). Em momentos da dinâmica, o apresentador do BBB 26 se irritou após a Veterana interromper a fala de outros participantes e passar o tempo de suas justificativas.

    Nas redes sociais, internautas se dividiram entre elogiar e criticar a postura de Tadeu. “O Tadeu sendo ignorante e tendo um tom mais agressivo somente com a Ana Paula”, acusou uma pessoa.

    “O que a Ana Paula mais faz e falar no momento dos outros ou quando o tempo já acabou, nem o Tadeu está aguentando ela”, disparou outro.

    Impressão minha ou o Tadeu está sendo super grosso com a Ana Paula?“, questionou um terceiro. Um outro ainda disse: “Tadeu fica interrompendo toda vez que o povo começa a bater boca”.