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  • INSS: igreja de dona de ONG investigada retira fachada após escândalo

    INSS: igreja de dona de ONG investigada retira fachada após escândalo

    Jéssica Ribeiro/ Metrópoles
    Igreja de ong investigada fraude inss

    A placa de identificação da Igreja Evangélica Pentecostal Ministério Visão de Deus (foto em destaque), localizada no Recanto das Emas – a cerca de 32 km da área central de Brasília – foi retirada dias após o Metrópoles revelar que a instituição pertence a uma sócia da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB) – ONG investigada na farra do INSS.

    Na mira da Controladoria-Geral da União (CGU), a AAB solicitou descontos em benefício de pessoas mortas há décadas. Levantamento feito pela CGU identificou que a organização, sediada em Brasília, solicitou indevidamente, em mais de 27 mil casos, a inclusão de descontos associativos de pessoas já falecidas.

    Estranhamente, no mesmo endereço onde está a igreja evangélica, fundada por Lucineide dos Santos Oliveira, sócia da AAB, supostamente funciona uma companhia pertencente a Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, contador da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares (Conafer) – outra instituição envolvida nas fraudes.

    Antes da modificação na fachada, a reportagem esteve no endereço e encontrou apenas a instituição religiosa, erguida entre um centro catequético e um terreno baldio.  Apesar disso, segundo dados da Receita Federal, a loja de Samuel está ativa no espaço, configurando a suspeita de ser uma empresa fantasma.

    Dias após a matéria de denúncia do Metrópoles ser veiculada, a placa com a identificação da igreja evangélica foi retirada e o terreno baldio foi cercado por um alambrado.

    Veja:

    Tanto a AAB quanto a Conafer têm como sede o mesmo prédio empresarial, localizado no Setor Comercial Sul de Brasília. Ambas organizações aparecem na lista de Processos Administrativos de Responsabilização (PAR), instaurados pela CGU, por suspeitas de terem aplicado descontos ilegais em aposentadorias e pensões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    As informações, que divergem apenas no número da sala, constam no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica das instituições e foram concedidas à União no momento da criação das empresas. Os CNPJs, inclusive, permanecem ativos, com os mesmos dados, perante a Receita Federal.

    Dezenas de empresas em mesmo endereço

    Além de a igreja de Lucineide e uma companhia de Samuel supostamente funcionarem no mesmo lugar, a dupla têm dezenas de outros CNPJs distintos funcionando na parte superior de um sobrado no Recanto das Emas. A reportagem apurou que também funcionam no endereço empresas pertencentes a Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor do presidente da Conafer.

    Cícero – que chegou a afirmar, durante a CPMI, que lucrava “uns trocos” com o dinheiro que deveria ser destinado aos beneficiários do INSS – foi preso em 17 de novembro de 2025, durante operação da PF. Samuel foi preso no âmbito da mesma operação.

    Em 16 de outubro, durante depoimento, Cícero admitiu que abriu empresas para prestar serviços a pedido de Carlos Lopes. Ele disse que recebia planilhas de pagamentos para as entidades da Conafer e, posteriormente, fazia o repasse. Pontuou ainda que não conhece Samuel Chrisostomo, apesar de ter CNPJ de instituição sediada no mesmo local de empresas do homem.

    Santos também negou saber de onde vinham os recursos recebidos pela Conafer. Ele e a esposa, no entanto, teriam movimentado R$ 300 milhões da instituição desde 2019.

    Durante a CPMI, as empresas de Cícero foram apontadas como empreendimentos de natureza laranja. “A única coisa que estou vendo aqui nesta CPMI é que as pessoas que os sindicatos ajudam são os próprios dirigentes e seus familiares, as empresas dos dirigentes, dos familiares, ou dos laranjas e familiares dos laranjas. E você é um laranja, suas empresas são empresas laranjas”, disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

    Operação

    A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, em 13 de novembro de 2025, nova fase da Operação Sem Desconto, investigação que mira esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A ação mobilizou equipes em 17 estados e no Distrito Federal.

    Ao todo, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares. Entre os presos estão:

    Os alvos estão espalhados por Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.

    Como o esquema funcionava

    Segundo as investigações, os suspeitos atuavam inserindo dados falsos em sistemas oficiais para incluir beneficiários em associações ou entidades fictícias. A partir disso, eram feitos descontos mensais indevidos diretamente nos pagamentos de aposentados e pensionistas, muitos deles sem qualquer conhecimento sobre as cobranças.

    Os alvos são investigados por formar organização criminosa voltada à obtenção de vantagens financeiras por meio de estelionato previdenciário, além de corrupção ativa e passiva para facilitar o acesso fraudulento aos sistemas do INSS.

    Também há apurações sobre ocultação de patrimônio, supostamente utilizado para dificultar o rastreamento dos valores desviados.

    O outro lado

    O Metrópoles tentou contatar as pessoas mencionadas no texto por meio de e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

  • Escolas cívico-militares de SP vão começar ano letivo sem uniformes

    Escolas cívico-militares de SP vão começar ano letivo sem uniformes

    Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
    imagem colorida mostra crianças uniformizadas- metrópoles

    Os alunos das escolas cívico-militares de São Paulo devem começar o ano letivo sem os uniformes prometidos pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). Uma semana antes do início das aulas, a Secretaria da Educação ainda não entregou os kits nos colégios estaduais que adotaram o modelo militarizado.

    A reportagem do Metrópoles entrou em contato com escolas cívico-militares de três cidades da Grande São Paulo e, em todas, ouviu de funcionários que não há informações sobre quando os kits de vestuário serão distribuídos. Em uma delas, a orientação é que os estudantes utilizem calça jeans e camiseta, por enquanto.

    A entrega de uniformes gratuitos para estudantes e profissionais das escolas cívico-militares está prevista na lei que criou o programa em São Paulo. O uso do vestuário é obrigatório, segundo o regulamento imposto pela Secretaria da Educação, e as regras prevêem, inclusive, punições aos alunos que não utilizarem as peças.

    Em junho de 2025 o governo estadual abriu um pregão para a compra dos kits com calça, blusão, bermuda e camiseta. A empresa Infinit Comercio de Produtos Sustentáveis Ltda. ficou em primeiro lugar na disputa e foi homologada como vencedora para fornecer três itens: calça, blusão e bermuda, por R$ 17.429.412.

    Segundo o Portal de Compras do governo federal, onde o pregão foi publicado, o resultado para a compra das camisetas não foi homologado até o momento.

    O Metrópoles questionou a Secretaria da Educação sobre o atraso na entrega dos kits.

    Em nota, a pasta afirmou que a “eventual falta das peças não impede os alunos de participar das atividades escolares” e que os uniformes estarão garantidos aos estudantes matriculados, sem responder quando os kits serão entregues.

    Segundo a pasta, o pregão para a aquisição dos uniformes “segue com as etapas necessárias para a finalização do processo”.

    “Quatro exemplares de camisetas não atenderam às especificações técnicas previstas no edital e, por isso, foram retiradas da licitação, que segue em andamento para garantir a aquisição adequada dos uniformes”, afirma a nota.

    Inquérito do MPSP

    O pregão que segue em andamento para a aquisição dos uniformes das escolas cívico-militares chegou a ser alvo de um inquérito do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em junho do ano passado.

    À época, o promotor de Justiça Paulo Destro atendeu a um questionamento feito pelo deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) contra o edital. O petista acionou o MPSP dizendo que a gestão Tarcísio não detalhou a fonte dos recursos para a compra dos uniformes, o que poderia estar violando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), caso a verba utilizada seja destinada à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, em especial ao orçamento do Fundeb.

    Ao instaurar o inquérito, o promotor do MPSP apontou ainda a suspeita de que o edital estivesse ferindo o princípio da isonomia e igualdade na oferta de recursos públicos ao priorizar os alunos e professores das novas escolas em detrimento dos demais estudantes da rede pública, que não recebem o uniforme gratuitamente.

    Meses após as suspeitas serem levantadas, a investigação está agora em vias de ser arquivada. Segundo o MPSP, o inquérito está Conselho Superior para homologação do arquivamento.

  • Arquiteto e fã de Dostoiévski. Quem é o padre que Bolsonaro quer ver na prisão

    Arquiteto e fã de Dostoiévski. Quem é o padre que Bolsonaro quer ver na prisão

    Paulo Marcelo Jordão da Silva está lotado na Diocese de Anápolis (GO), mas atua em Pirenópolis. Bolsonaro quer recebê-lo na Papudinha

  • Idosa busca "ajuda espiritual", conhece advogado e perde R$ 1 milhão

    Idosa busca "ajuda espiritual", conhece advogado e perde R$ 1 milhão

    Reprodução
    Foto colorida de celular

    Um advogado expulso da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) foi preso, nesta terça-feira (27/1), suspeito de dar golpes em uma servidora pública aposentada de 79 anos, moradora do Distrito Federal. A vítima teve prejuízo de R$ 981 mil e estava prestes a ceder mais R$ 100 mil ao autor.

    De acordo com a Polícia Civil do DF (PCDF), a vítima conheceu o autor três anos atrás, quando procurava orientação espiritual após sofrer uma derrota na Justiça em caso não revelado. Na ocasião, a servidora procurou um vidente que atuava na Rodoviária do Plano Piloto, e o rapaz apresentou o advogado a ela.

    À época, o advogado, identificado como Carlos Antônio de Freitas, já havia sido expulso da OAB de Minas Gerais, mas, ainda assim, convenceu a servidora a fazer várias transferências bancárias em favor dele. Para dar ares de legalidade ao golpe, o suspeito dizia promover investimentos imobiliários em Águas Lindas (GO) em imóvel que seria objeto de usucapião.

    Ao longo de três anos, a servidora pública aposentada repassou, aproximadamente, R$ 981 mil ao advogado. Em depoimento, o suspeito disse que recebeu apenas R$ 35 mil, e que o valor seria referente a honorários iniciais.

    Suspeito criou vínculo com a vítima

    A investigação policial concluiu também que o advogado estreitou vínculos pessoais com a servidora para criar um laço de amizade. Ele a acompanhava em cultos religiosos, comércios e outras atividades cotidianas. Para a PCDF, esse comportamento contribuiu para tornar a vítima ainda mais vulnerável emocionalmente.

    Foi a própria vítima, acompanhada de familiares, quem denunciou o caso à polícia. Ela disse ainda que o advogado foi à casa dela, no Plano Piloto, para pedir cerca de R$ 100 mil, o que elevaria o prejuízo a 1,1 milhão de reais.

    O advogado foi preso em flagrante próximo à casa da vítima por equipes de plantão da 5ª Delegacia de Polícia (área central). Ele negou qualquer crime e disse que a relação com a vítima estava amparada por documentos, mas não apresentou provas das declarações.

    Carlos Antônio de Freitas foi indiciado pelo crime de estelionato consumado contra pessoa idosa.

    O delegado de plantão Sérgio Bautzer, responsável por lavrar o auto de prisão, pede à população que redobre a atenção em relação a golpes desse tipo.

    “Redobrem a atenção diante de promessas de investimentos, serviços jurídicos ou facilidades financeiras”, comenta Bautzer. “Qualquer suspeita de golpe deve ser prontamente comunicada às autoridades policiais”, encerra.

    O Metrópoles tenta localizar a defesa de Carlos Antônio de Freitas.

  • Aposta de Michelle para o Senado em SP alimenta rusga com Eduardo

    Aposta de Michelle para o Senado em SP alimenta rusga com Eduardo

    Instagram/@rosanavalleoficial
    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a deputada federal Rosana Valle (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL)

    O apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao nome da deputada federal Rosana Valle (PL) para a disputa do Senado em São Paulo alimentou nos últimas dias os atritos entre a esposa de Jair Bolsonaro (PL) e o filho Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal que segue nos Estados Unidos.

    Isso porque Eduardo tem defendido aliados seus para “substituí-lo” na disputa, já que era dado como nome certo para a corrida ao Senado antes de ir para o exterior e virar alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta obstrução de justiça, ao articular sanções do governo americano a autoridades do Judiciário brasileiro.

    Entre os citados por Eduardo, estão o deputado estadual Gil Diniz (PL), fiel aliado do “filho 03” de Bolsonaro, além de outros políticos próximos, como o deputado estadual Paulo Mansur e os deputados federais Marco Feliciano e Mario Frias, todos do PL.

    Michelle, no entanto, tem defendido a candidatura de Rosana Valle. No último ano, as duas se aproximaram devido ao PL Mulher, projeto partidário do qual a ex-primeira-dama é presidente nacional e Rosana, estadual.

    De acordo com membros do PL, foi Michelle quem pediu ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, que passasse a testar a deputada em pesquisas para o Senado.

    Em dezembro, levantamento da Paraná Pesquisas, que faz sondagens contratadas pela legenda, mostrou Rosana Valle com 8% das intenções, o que surpreendeu lideranças do PL, que acreditavam que ela pontuaria pouco por ter uma atuação ainda considerada regional. Rosana é da Baixada Santista e, em 2024, concorreu à Prefeitura de Santos.

    Os defensores da candidatura da deputada afirmam que ela tem boa representatividade por ser mulher e próxima a Michelle, o que ensejaria o apoio de evangélicos. Além disso, a parlamentar tem um perfil mais moderado e menos agressivo que os nomes ligados a Eduardo Bolsonaro.

    Interlocutores também apontam que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) teria simpatia à candidatura de Rosana, com quem tem boa relação. A deputada chegou a ser cogitada para ser vice na chapa de Tarcísio ao governo, em 2022. Além disso, o governador participou do evento de assinatura da filiação da parlamentar ao PL.

    Já aliados de Eduardo Bolsonaro, e o próprio ex-deputado, apontam que Rosana Valle não seria fiel o suficiente ao projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo publicado no seu canal no Youtube na semana passada, Eduardo chegou a abrir o perfil do Instagram da deputada para mostrar a ausência de postagens apoiando o irmão.

    A corrida ao Senado é um dos focos da direita em todo o Brasil. Em São Paulo, o deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública do governo Tarcísio, Guilherme Derrite (PP), deve ser um dos candidatos. Neste ano, cada estado elegerá dois senadores.

    Além dos já citados, o vice-prefeito Mello Araújo (PL) também tem o nome ventilado por aliados de Bolsonaro. De acordo com interlocutores, após ouvir o partido, caberá ao ex-presidente, que está preso na Papudinha, a palavra final sobre quem será o candidato. Mello é amigo pessoal de Bolsonaro.

    Fora do arco de alianças que orbita Tarcísio e Eduardo, mas ainda na direita, correm por fora o deputado e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo), e o deputado Paulinho da Força (Solidariedade), relator do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados.

    Impasse na esquerda

    Já na esquerda, o PT discute a possibilidade de lançar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na disputa. A chance de algum deles topar a empreitada, no entanto, é vista como remota por aliados de ambos.

    Outra possibilidade é a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que está de saída da Rede e pode tentar o Senado pelo PSB, PSol ou PT, partidos com quem tem conversado. Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento do governo Lula, também tem o nome defendido por aliados do presidente para a candidatura ao Senado.

    Alguns petistas argumentam que uma chapa “centrista” ao Senado em São Paulo, com Marina e Tebet, poderia ser mais competitiva junto ao eleitorado paulista, que tende a ser conversador e com voto à direita.

  • Laranja de ministro do Turismo não paga IPTU e deu calote em loja de roupas

    Laranja de ministro do Turismo não paga IPTU e deu calote em loja de roupas

    Coluna revelou que o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, repassou empresas de R$ 400 mil à Soraya Rouse, demitida pelo pai dele

  • Jovem atingido por raio em ato de Nikolas teve hemorragia no ouvido

    Jovem atingido por raio em ato de Nikolas teve hemorragia no ouvido

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    O adolescente Eduardo Linhares, 17 anos, mostra as queimaduras sofridas por queda de raio durante a manifestação de Nikolas Ferreira, na Praça do Cruzeiro em Brasilia Metrópoles 1

    Após três dias internado, em entrevista ao Metrópoles, Eduardo Linhares, de 17 anos, relatou o desespero vivido ao ser atingido por um raio, enquanto participava do ato do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília, no domingo (25/1). O jovem, além das queimaduras, teve hemorragia nos dois ouvidos e chegou relatar dificuldades na audição.

    Segundo Eduardo, após ser atingido pelo raio, ficou inconsciente e, quando acordou, não sentia seu corpo do pescoço para baixo, o que desesperou o adolescente. “Senti que ia viver por mais uma hora, não conseguia sentir nada”

    Ainda de acordo com Eduardo, os itens que carregava estavam todos destruídos: capa de chuva derretida e a bandeira chegou a pegar fogo. 

    Eduardo teve as costas rasgadas pelo raio, além de sofrer queimaduras consideradas médias e graves por quase todo o corpo.

    “Estava chovendo muito e, de repente, no espaço de um segundo, olhei uma explosão em cima de mim e, depois, senti como se meu corpo tivesse sido jogado para trás. Parecia que a minha alma tinha se descolado. Depois, não me lembro de mais nada”, disse, em entrevista exclusiva ao Metrópoles.

    Segundo a mãe do adolescente, após o choque, o menino desmaiou e ficou com braços e pernas roxos, além do rosto completamente pálido.

    “Quando eu acordei, ainda no gramado, não estava nervoso, apenas fiquei tentando entender o que tinha acontecido. Ainda me sentia meio sonolento, como se fosse desmaiar novamente”, detalhou Eduardo.


    Entenda


    O jovem afirmou que recobrou os sentidos quando viu a mãe tentando ajudar seu pai. “Ele estava com a mão no peito e achei que estava tendo um infarto. Nessa hora, eu me espantei e comecei a raciocinar o que tinha ocorrido”, comentou.

    Temor

    Naquele momento, Eduardo disse que tentou se levantar. Foi quando percebeu que não conseguia mexer nada do pescoço para baixo. “Naquela hora, algumas pessoas vieram me socorrer e me levar a uma das ambulâncias. Fiquei com medo de ter atingido alguma coisa internamente”, observou.

    O adolescente, que foi internado em uma unidade de saúde partiaiscular da Asa Sul, disse que começou a recuperar os movimentos somente quando chegou ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde recebeu os primeiros atendimentos.

    “Foi graças aos dois médicos de lá que estou aqui contando essa história. Eles me atenderam muito bem. Fiquei traumatizado, com certeza. Foi um sentimento muito ruim”, desabafou.

    Eduardo passou exames na manhã dessa segunda-feira (26/1) e, segundo o relato dos médicos à família, evoluiu bem. Por isso que recebeu alta na terça.

    Ato

    O ato de Nikolas na praça do Cruzeiro concluiu a “Caminhada da Liberdade”, que percorreu mais de 250 quilômetros entre Pacaratu (MG) e Brasília. Ao longo do trajeto, Nikolas reuniu apoiadores em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Papudinha.

  • Faxineiro baleado por PM em SP estava indo trabalhar e perdeu um rim

    Hugo Barreto/Metrópoles
    Policia Militar de São Paulo PMSP PM SP durante policimento na capital paulista - Metrópoles

    quando foi baleado pelo soldado da Polícia Militar (PM) Luiz Henrique Braz dos Santos, 26, na rua Póvoa de Varzim, no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, na manhã do último sábado (24/1). A vítima teve o rim dilacerado pelo disparo, e precisou ter o órgão completamente removido.

    O PM foi preso em flagrante e levado ao Presídio Romão Gomes, na zona norte paulistana, ainda no sábado. No domingo (25/1), ele foi solto em audiência de custódia, e deve responder em liberdade por tentativa de homicídio.

    Lourivaldo foi baleado nas costas. A bala, que por pouco não perfurou o intestino, ficou alojada e foi removida em cirurgia no Hospital do Campo Limpo, onde o homem permanece internado e estável. Ele precisou de ventilação mecânica nas primeiras horas de internação e foi submetido a uma nefrectomia total, com remoção total do rim esquerdo.

    O soldado Braz alega que a intenção era atirar contra um homem que estava conduzindo uma motocicleta sem capacete e sem placa, e que teria feito menção de disparar uma arma de fogo. O episódio ocorreu durante uma operação de combate à realização de bailes funk na região.

    O policial errou o tiro e acabou atingindo o faxineiro, que estava do outro lado da rua. O caso aconteceu por volta das 4h20, e foi confirmado por testemunhas.

    Bodycam de PM não registrou tiro

    Somente o relato dos agentes envolvidos na ação e de testemunhas sustentam a versão dos fatos, já que a câmera corporal de nenhum dos policiais presentes registrou o ocorrido.

    “A COP que o Sd PM Braz portava poderia ter registrado o fato, porém o acionamento foi tardio, e não foi possível visualizar os fatos, sendo a primeira imagem da câmera já atrelada ao socorro do civil”, diz trecho do relatório policial.

    Outro soldado envolvido na ação, identificado como Dezordi, não portava a câmara corporal, pois relatou problemas “com o ‘log’ da doca”.


    Também chamado de docking station, o termo se refere ao registro automático de todas as atividades realizadas quando a câmera é conectada à base de carregamento e de transferência de dados. É este sistema que garante a integridade da cadeia de custódia de todas as evidências captadas pelo equipamento.


    Um terceiro PM, identificado como soldado Araújo, até portava câmera corporal, mas “seguiu no sentido oposto da praça”, segundo o relatório. Ele teria ido em outra direção para fazer a segurança de motocicletas apreendidas durante a ação policial, que buscava combater a realização de bailes funk na região.

    Bodycam aciona remotamente, disse governo de SP

    As novas câmeras corporais da PM paulista, implementadas a partir de dezembro de 2024, dependem do acionamento intencional do policial. Apesar disso, na época em que os equipamentos foram lançados, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o mecanismo iria operar sem interrupções nas gravações.

    Em nota enviada ao Metrópoles ainda naquele mês, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) defendeu que os policiais seriam obrigados a ligar o aparelho e, caso não o façam, o acionamento acontecerá de forma remota e o policial seria responsabilizado.

    Para a pasta, isso significa que “a câmera opera ininterruptamente”, uma vez que o aparelho recupera os últimos 90 segundos de gravação anteriores ao momento do seu acionamento.

    Ainda à época, um levantamento do Núcleo de Estudos de Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) comparou o equipamento ao antigo sistema e concluiu, em uma nota técnica, que “caso o policial opte por não acionar a câmera, não haverá qualquer registro sobre as ocorrências”.

    A PM não informou se houve a recuperação das imagens nos segundos anteriores ao que o soldado Braz teria acionado a câmera. Segundo a SSP, o caso é apurado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar. A pasta não mencionou, em nota, a análise de qualquer material flagrado por câmeras corporais.

    Delegado diz que PM prejudicou investigação

    O delegado Eder Vulczak, do 47º Distrito Policial (DP) de São Paulo, que apura o caso, disse que a PM prejudicou as investigações ao não apresentar a ocorrência à Polícia Civil.

    Por determinação do comandante do 47º Batalhão Metropolitano, o soldado que efetuou o disparo foi detido e encaminhado ao presídio militar Romão Gomes sem antes comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. O caso só foi levado à Polícia Civil 16 horas depois, por um tenente da Polícia Judiciária Militar, por volta das 20h.

    Em seu despacho, o delegado Eder Vulczak considerou razoável a tese de que o soldado Luiz Henrique tenha agido em legítima defesa, mas tipificou a ocorrência como tentativa de homicídio, quando se assume o risco de matar, e disse que ela deveria ter sido apresentada na delegacia.

    Na versão oficial, o PM atirou após um suspeito tirar a mão do guidão da motocicleta e fazer menção de levá-la a cintura, onde supostamente haveria um volume “semelhante a uma arma de fogo”. O disparo acertou o faxineiro Lourivaldo Vieira dos Santos, que estava em um ponto de ônibus, na região lombar. Ele foi levado ao Pronto Socorro do Campo Limo, onde passou por cirurgia.

    “Cumpre consignar que, tratando-se de fato que, em tese, configura crime doloso contra a vida praticado por policial militar em desfavor de civil, a atribuição para apuração criminal é da Polícia Civil […] sendo a competência para eventual processamento e julgamento do Tribunal do Júri. A Polícia Militar e a Polícia Judiciária Militar não detêm competência para conduzir investigação criminal destinada à persecução penal nesses casos, limitando-se sua atuação às esferas administrativa e disciplinar”, disse a autoridade policial.

    O delegado também criticou a não preservação do local do crime, que implicou na possível perda de vestígios relevantes para a investigação, a análise técnica da trajetória do disparo e a verificação das versões apresentadas pelos envolvidos.

    “A não apresentação do SD PM BRAZ nesta Unidade de Polícia Judiciária, por ordem superior, bem como a ausência de requisição de perícia no local dos fatos, acarretaram prejuízo concreto ao regular andamento das investigações. A impossibilidade de colheita imediata das declarações do principal envolvido compromete a espontaneidade do relato e a reconstrução fiel da dinâmica dos fatos”, acrescentou.

    Ao apresentar a ocorrência 16 horas depois, o tenente Valdir de Souza Junior disse que um sargento de sobrenome Tuckmantel teria dito, por telefone, que a autoridade policial plantonista teria dispensado o registro da ocorrência. O nome da suposta autoridade não é mencionado.

  • Presos do DF terão 35 dias de saidinha em 2026; confira datas

    Presos do DF terão 35 dias de saidinha em 2026; confira datas

    Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
    Saidão BSB

    Os presos do Distrito Federal terão 35 dias de saídas temporárias divididos em 9 datas diferentes previstas para 2026, segundo o calendário de saídas temporárias do sistema penitenciário do Distrito Federal definido pela Vara de Execuções Penais (VEP-DF). Os saidões são previstos na Lei de Execução Penal e ocorrem anualmente nos presídios do DF.

    A primeira saída temporária, conforme o calendário, terá início no dia 5 de fevereiro e termina no dia 9 de fevereiro.

     

    saidão 2026 - Vale este
    Saidão 2026

    Segundo a legislação, presos do semiaberto poderão obter autorização para saída temporária, sem vigilância direta, para visita a familiares, estudo externo e outras atividades que contribuam para o retorno ao convívio social.

    Têm direito ao benefício das saídas temporárias as pessoas em cumprimento de pena em regime semiaberto, que receberam autorização da VEP, por meio de decisões específicas nos processos de execução da pena.

    A concessão do benefício, porém, depende do preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos, também previstos em lei.

    Para definir o calendário, a VEP avaliou datas de relevante cunho social e familiar como Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal.

    O preso que solicitar a saída temporária terá que indicar uma casa para ficar durante o período do benefício e deve ter autorização do proprietário da residência.

    O detento que não cumprir as regras impostas pelo regime semiaberto pode perder o benefício na próxima saída e em alguns até agravamento da pena que está sendo cumprida.

    Foragido
    A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) tem a atribuição de fiscalizar o cumprimento das condições impostas aos beneficiários das saídas temporárias.

    Segundo a Seape, aquele que não retornar no dia e no horário previstos será considerado foragido e poderá perder o direito ao regime semiaberto.

     

  • Após trocar União por PSD, Caiado manda carta aberta a Rueda. Leia

    Ronaldo Caiado deixou o União Brasil, partido que ajudou a fundar, após ter dificuldades para levar pré-campanha presidencial adiante