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  • Revelações sobre Toffoli no caso Master tiram Moraes do foco

    Revelações sobre Toffoli no caso Master tiram Moraes do foco

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles

    As recentes revelações feitas pelo Metrópoles e por outros jornais sobre as relações suspeitas do ministro Dias Toffoli com o Banco Master ajudaram a diminuir a pressão sobre outro integrante do STF: Alexandre de Moraes.

    Até pouco tempo, Moraes era o alvo prioritário do bolsonarismo, sobretudo por suas decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro, porém, perdeu o posto para Toffoli nos últimos dias diante do caso Master.

    Relator no Supremo da investigação que mira operações suspeitas do banco, Toffoli virou o alvo principal dos ataques de lideranças da direita, que passaram, inclusive, a defender o impeachment do ministro.

    O Metrópoles, por exemplo, revelou ao longo desta semana que Toffoli é apontado por funcionários como dono de um resort no interior do Paraná. O empreendimento foi financiado, em parte, por um fundo ligado ao Banco Master.

    Apesar de momentaneamente estar fora do foco, o próprio Moraes também tem relação com Master. Em dezembro, o jornal O Globo revelou que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, fechou um contrato de R$ 129 milhões com o banco.

    O contrato previa a atuação do escritório da esposa de Moraes em ações de interesse do Master. Levantamentos feitos pelo jornal, entretantro, apontam que atuação de Viviane é desconhecida em diversos órgãos.

    O envolvimento tanto de Moraes quanto de Toffoli atingiu a imagem do STF como um todo e levou os ministros a acionar o espírito de corpo. Coube, então, ao presidente do tribunal, Edson Fachin, sair na defesa da Corte por meio de uma nota. 

  • Jaques Wagner pediu emprego no Master para Guido Mantega. Vídeo

    Jaques Wagner pediu emprego no Master para Guido Mantega. Vídeo

    O Banco Master contratou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega atendendo a um pedido do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A remuneração era de R$ 1 milhão por mês, segundo apurou a coluna com integrantes do banco.

    Num evento em Maceió (AL), nesta sexta-feira (23/1), o presidente Lula (PT) foi duro com o Master. Sem citá-lo nominalmente, . “Falta vergonha na cara” de quem defende Vorcaro, disse Lula. O tom do presidente contrasta com o fato de que, até recentemente, o Master tinha boas relações com pessoas do núcleo petista.

    Guido Mantega só conseguiu a vaga no Master graças à intervenção de Jaques Wagner. Ele começou a trabalhar para o banco depois que o governo Lula desistiu de indicá-lo para o Conselho de Administração da Vale.

    Embora a mineradora seja hoje uma empresa privada, o governo segue tendo influência na Vale por causa das concessões públicas da companhia e dos investimentos de fundos de pensão de empresas estatais na Vale. Na época, atores do mercado foram contra a indicação de Mantega, por considerá-la uma interferência indevida de Lula na empresa.

    O presidente considerava ter uma dívida de lealdade com Mantega, que se manteve fiel a ele na época da Lava Jato. Ao contrário de outros, como Antonio Palocci, que acusou Lula em delação premiada de receber propina.

    No Master, a tarefa de Mantega era azeitar a venda da empresa de Vorcaro para o Banco Regional de Brasília, o BRB.

    O ex-ministro prestou consultoria ao Master até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação da instituição financeira, em novembro do ano passado. Os pagamentos feitos pela instituição controlada por Vorcaro a Mantega podem ter alcançado, no mínimo, R$ 11 milhões.

    A relação mais próxima de Jaques Wagner dentro do Master não era com o próprio Daniel Vorcaro, e sim com o sócio dele, o baiano Augusto Lima. Ex-CEO do Master, Lima também é amigo do chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT). O ministro estava no palanque do evento em que Lula disse faltar “vergonha na cara” a quem defende o banco (veja vídeo).

    Mantega foi quatro vezes ao Planalto enquanto trabalhava para o Master

    Mantega esteve pelo menos quatro vezes no Palácio do Planalto. Em todas as ocasiões, foi recebido pelo chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

    A agenda oficial do Planalto diz apenas que se tratou de “encaminhamento de pauta”, sem mais detalhes. Os registros mencionam apenas os nomes de Marcola e Mantega e informam que os encontros se deram no 3º andar do Planalto, onde despacham Marcola e o próprio Lula.

    Os encontros registrados ocorreram em 2024, nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro.

    Nas agendas, Mantega é descrito apenas como “ex-ministro do Ministério da Fazenda / Ministério da Fazenda”. Não há menção ao Master. As informações foram compiladas pela coluna a partir da ferramenta Agenda Transparente, da ONG Fiquem Sabendo. O colunista Lauro Jardim informou, em agosto de 2025, que Mantega conseguiu uma agenda entre Lula e Vorcaro em 2024. O compromisso não está registrado. Não é incomum a omissão nas agendas públicas.

    Procurado, Daniel Vorcaro decidiu não comentar. A coluna não conseguiu contato com Jaques Wagner e Guido Mantega na noite desta sexta-feira (23/01). O espaço segue aberto.

  • Contagem regressiva: desenhamos detalhes da implosão do Torre Palace

    Contagem regressiva: desenhamos detalhes da implosão do Torre Palace

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    Preparativos para a demolição do prédio do Hotel Torre Palace Metrópoles 2

    Após 13 anos de disputas judiciais, operações e invasões, a história do icônico Torre Palace Hotel terá um desfecho neste domingo (25/1) quando o edifício será implodido.

    Fundado em 1973, o Torre Palace foi o primeiro prédio do Setor Hoteleiro Norte e já hospedou personalidades do esporte, da música e da televisão tanto brasileiras quanto internacionais.

    A implosão está prevista para começar a partir das 10h e apesar de uma série de interdições, o público poderá acompanhar em pontos específicos. O Metrópoles preparou um ponto a ponto de tudo o que você precisa saber sobre a implosão do icônico hotel.

     

     

     

  • Casa Branca vira chacota após post com Trump e pinguim na Groenlândia

    Casa Branca vira chacota após post com Trump e pinguim na Groenlândia

    Trump e pinguim

    O perfil oficial da Casa Branca virou alvo de chacota nas redes sociais após publicar, nessa sexta-feira (23/1), uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminhando por uma paisagem nevada ao lado de um pinguim, em referência à Groenlândia.


    Entenda a disputa pela Groenlândia


    A montagem foi divulgada no X (antigo Twitter) com bandeiras dos EUA e da Groenlândia e a legenda “Abrace o pinguim”. A publicação foi interpretada como uma tentativa bem-humorada de demonstrar apoio aos interesses norte-americanos no território autônomo ligado à Dinamarca, mas acabou gerando reações sarcásticas e críticas.

    Veja:

    Embrace the penguin. pic.twitter.com/kKlzwd3Rx7

    — The White House (@WhiteHouse) January 23, 2026

    Usuários apontaram rapidamente um erro básico de geografia: pinguins não vivem no Ártico – região que inclui a Groenlândia –, localizada no Hemisfério Norte. Essas aves são encontradas exclusivamente no Hemisfério Sul, com maior concentração na Antártida e em áreas próximas.

    Outras respostas seguiram no mesmo tom. “Peraí, vocês estão tentando roubar a Antártida também?”, brincou um usuário. O post viralizou rapidamente e acumulou cerca de oito milhões de visualizações, com milhares de comentários falando sobre o equívoco.

    “Cara, isso é a Antática”

    Especialistas e usuários também lembraram que a fauna da Groenlândia é bastante específica. Cerca de 80% da ilha é coberta por gelo, e apenas nove espécies de mamíferos terrestres são nativas do território. Entre os animais estão ursos polares, bois-almiscarados, renas, raposas-do-ártico, lebres-do-ártico, além de espécies mais raras, como o lobo-do-ártico e o lemingue-de-colarinho. Nenhuma delas inclui pinguins.

    Essa, no entanto, não foi a primeira gafe envolvendo os Estados Unidos e a Groenlândia. Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, nessa quarta-feira (21/1), Donald Trump confundiu repetidamente a Groenlândia com a Islândia ao falar sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

    Em um dos trechos, afirmou: “Até alguns dias atrás, quando lhes contei sobre a Islândia, eles me adoravam”. Em outro momento, atribuiu uma queda da bolsa norte-americana à “Islândia”, ao se referir, na verdade, à Groenlândia.

    A Groenlândia é um território autônomo sob soberania da Dinamarca e tem sido alvo frequente de declarações de Trump, diante do interesse declarado do governo dos EUA em ampliar sua presença estratégica na região.

  • Aniversário de São Paulo: veja programação gratuita nas ruas e museus

    Aniversário de São Paulo: veja programação gratuita nas ruas e museus

    Programação do Aniversário de São Paulo, celebrado neste domingo (25/1), tem galeria a céu aberto, visitas temáticas em museus e tours

  • Piloto que deixou adolescente em coma após briga no DF: "Vai arregar?"

    Piloto que deixou adolescente em coma após briga no DF: "Vai arregar?"

    Reprodução/Redes Sociais
    Briga por chiclete

    O agressor identificado como Pedro Arthur Turro Basso, preso por lesão corporal depois de agredir um adolescente de 16 anos em Vicente Pires (DF), na noite de quinta-feira (22/1), aparece em uma das imagens confrontando a vítima. Em tom de ironia, depois desferir diversos socos no rosto e na cabeça do garoto, o piloto de Fórmula Delta provoca: “Vai arregar?”.

    Veja as imagens:

    A briga foi filmada por colegas dos jovens, que riam da situação, sem ter dimensão da gravidade do que estava por vir.


    Entenda o caso:


    Em vídeos (veja acima) gravados por testemunhas é possível ver o momento da briga, Pedro dá um soco certeiro que faz com que o adolescente bata a cabeça no carro, ocasionando o trauma. Logo depois, o agressor desfere pelo menos mais cinco socos. Já tonta, a vítima se afasta enquanto o agressor segue e pergunta se o jovem está “arregando”.

    O adolescente foi socorrido por amigos, vomitando sangue.Durante o atendimento, sofreu uma parada cardíaca e precisou ser reanimado pelos profissionais de saúde por 12 minutos, quando os batimentos voltaram. Até a última atualização desta reportagem, o garoto encontrava-se intubado em coma profundo no Hospital Brasília, em Águas Claras (DF).

    Segundo informações do delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Pablo Aguiar, o adolescente teve retirada a calota craniana devido ao rompimento de uma artéria cerebral que provocou um inchaço.

    A irmã da vítima, que não quis se identificar, contou ao Metrópoles que o agressor não havia sido convidado para a festa e chegou por volta da 0h. Segundo ela, no momento da agressão, o irmão já estava do lado de fora do condomínio, esperando um carro de aplicativo para ir embora. Ela contou, em depoimento à PCDF, que tanto ela quanto o jovem nunca se envolveram em brigas e descreve o irmão como uma pessoa tranquila.

    A prisão

    Pedro foi preso nessa sexta-feira (23/1), em casa, em Águas Claras (DF). Inicialmente, a polícia havia informado que a prisão teria ocorrido na academia, mas a informação foi corrigida depois.

    Em depoimento à polícia, Pedro ele disse que não achava que a briga resultaria em algo tão grave, além de estar em estado de choque. Ele foi autuado em flagrante e responderá por lesão corporal grave.

  • Acidente com Porsche fez Gato Preto ser investigado por lavar dinheiro

    Acidente com Porsche fez Gato Preto ser investigado por lavar dinheiro

    Reprodução/Redes sociais.
    Gato Preto

    Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, entrou na mira de uma investigação da Polícia Civil por suposta lavagem de dinheiro após se envolver em um acidente com um Porsche em 20 de agosto do ano passado.

    Na direção do veículo de luxo, ele colidiu contra um Hyundai HB20 em um cruzamento da Avenida Faria Lima, uma das vias mais movimentadas de São Paulo. O influenciador foi indiciado pelo caso na última segunda-feira (19/1) e é acusado de quatro crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

    Durante o inquérito que investiga a colisão, as autoridades identificaram indícios de ocultação patrimonial. A suspeita surgiu principalmente após a Polícia Civil verificar que o Porsche envolvido no acidente está registrado em nome de um terceiro, identificado como Jorge Manuel Andrade Afonso (veja mais abaixo).

    Outro fator que chamou a atenção dos investigadores foi que, logo após o acidente, Gato Preto publicou vídeos nas redes sociais afirmando: “Bati minha Porsche, perdi R$ 1,5 milhão”.

    Veículos de luxo em nome de terceiros

    Mesmo que o Porsche 911 Carrera esteja no nome de Afonso, ele não é visto pela Polícia Civil como um “laranja”. A investigação apontou que o homem é, na verdade, proprietário legal e vendedor do veículo. No inquérito, ele é qualificado como diretor comercial de uma loja de veículos chamada AF4 Motos (Afonso Multimarcas), em Itapetininga, no interior paulista.

    O empresário prestou depoimento espontaneamente à polícia. Ele declarou que, em dezembro de 2024, iniciou a venda de dois Porsches para um cliente chamado Thomas Milton de Toledo. O valor total era de aproximadamente R$ 1,74 milhão, pagos com uma Nissan Frontier e cheques pré-datados de um terceiro, identificado como André Luiz.

    Jorge afirmou que preencheu os recibos de transferência em nome de Matheus Cesário de Abreu, a pedido de Thomas. O empresário destacou que não conhece Matheus pessoalmente, nunca o viu e que não sabe onde ele reside.

    A polícia apurou que a situação financeira de Matheus, o beneficiado, não é compatível com a aquisição do veículo de luxo.

    A venda não foi concluída. Como nenhum dos cheques foi compensado, Afonso não emitiu nota fiscal e continuou como proprietário do Porsche Carrera. Ele acrescentou que não conhece Gato Preto e que só soube que ele estava com o carro através das notícias sobre o acidente.

    O inquérito identificou também que, um segundo automóvel de luxo utilizado por Gato Preto, do modelo Porsche Boxster, também está registrado em nome de terceiros. Para a polícia, o fato sugere um padrão de conduta criminosa, que inclui ocultação de bens.

    Diante dos indícios, a Polícia Civil instaurou, no início de setembro do ano passado, um inquérito para investigar Gato Preto exclusivamente pelo crime de lavagem de dinheiro, o que inclui uma apuração com o envolvimento em jogos de azar (como o “tigrinho”).

    O procedimento está em andamento no 15° Distrito Policial (DP), do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Todos os envolvidos na venda do Porsche devem ser ouvidos pelos investigadores.


    Colisão com Porsche


    Vídeo mostra resultado do acidente

    Um vídeo feito por uma testemunha mostra as dianteiras dos dois carros destruídas, principalmente a do casal de influenciadores. Também é possível ver os airbags acionados. Veja:

    Indiciado por 4 crimes

    No indiciamento da Polícia Civil, Gato Preto é acusado de quatro crimes previstos no CTB. São eles:

    Em caso de condenação, as penas para os crimes previstos no CTB serão somadas, uma vez que ele cometeu todos os delitos simultaneamente (em concurso material). Se condenado, o influenciador pode pegar até sete anos de prisão, considerando a punição máxima para cada crime.

    O segurança do influenciador, identificado como Felipe Junior da Silva Souza, também foi indiciado pela Polícia Civil. Ele é acusado de inovação artificiosa – isto é, alterar o estado do lugar ou das coisas com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito.

    Indiciado sem ser ouvido

    Gato Preto foi intimado diversas vezes para ser interrogado, mas o depoimento nunca ocorreu por conta das sucessivas desistências dos advogados que representavam o influenciador. Por isso, ele foi indiciado de forma indireta.

    Mesmo sem ser ouvido, a autoridade policial considerou ter indícios suficientes para indiciar Gato Preto. A investigação contou com imagens do sistema de monitoramento Smart Sampa, o depoimento de vítimas e o laudo toxicológico que confirmou a presença de álcool, MDA (droga sintética) e THC (composto presente na maconha) no organismo do investigado.

    MPSP fala em tentativa homicídio com dolo eventual

    Enquanto a Polícia Civil acusa Gato Preto de ter cometido crimes culposos do código de trânsito, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) entende que a conduta do influenciador configura homicídio tentado com dolo eventual.

    A promotoria argumenta que, ao dirigir em alta velocidade, sob influência de álcool e drogas e desrespeitar o sinal vermelho, o investigado assumiu o risco de potencialmente matar alguém.

    Devido a essa tese de crime doloso contra a vida, o MPSP pediu que o processo seja redistribuído a uma das Varas do Júri, o que foi determinado pela Justiça.

    A promotoria ainda não apresentou uma denúncia formal. Caso Gato Preto seja acusado por homicídio tentado com dolo eventual, ele será julgado pelo Tribunal do Júri.

    A pena neste caso é a do homicídio consumado simples, de seis a 20 anos de prisão, ou qualificado, de 12 a 30 anos, com redução de um a dois terços do período em reclusão.

    O Metrópoles não localizou as defesas de Bia Miranda e Gato Preto. O espaço segue aberto para manifestação.

  • “Palco de vida”: memórias que resistem à implosão do Torre Palace

    “Palco de vida”: memórias que resistem à implosão do Torre Palace

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Icônico hotel de Brasília, o Torre Palace, do DF séra demolido com uso de 165kg de explosivos Metrópoles

    A poucos dias da implosão do Torre Palace, marcada para este domingo (25/1), as lembranças seguem intactas para quem fez do prédio parte da própria vida. Para o analista de TI Daniel Pereira de Moraes, 46 anos, o hotel nunca foi apenas concreto e vidro. Foi cenário de afeto, trabalho e infância.

    Daniel contou ao Metrópoles a história de sua família que se entrelaçou a um dos hotéis mais icônicos de Brasília.

    Daniel passou a infância no Torre Palace

    O avô, seu Natalício, chegou à capital quando Brasília ainda era promessa. “Pernambucano de fibra”, como descreve o neto, tentou a vida em outros estados até escolher o Distrito Federal para chamar de lar.

    Foi um dos trabalhadores que ajudaram a erguer o Torre Palace, então batizado pela vizinhança em referência à Torre de TV.

    “Seus braços ajudaram a erguer o Torre Palace Hotel. O Sr. Natal, como o chamávamos, mal sabia que aquele canteiro de obras se tornaria o coração da nossa família: ali trabalharam minha tia, meus irmãos, primos e amigos”.

    Com o passar dos anos, o prédio se tornou extensão da rotina familiar. A mãe vendia cama, mesa e banho de forma ambulante, sempre em ambientes conhecidos e seguros, e o hotel era um deles. Tios, primos e irmãos também passaram por ali, fazendo do Torre um ponto de encontro cotidiano.


    Hotel icônico


    A infância ficou marcada pelos corredores amplos e pela escada panorâmica.

    “Me perdia na imensidão da escada panorâmica. A tontura da altura se misturava ao deslumbramento com o horizonte de Brasília”, relembra.

    Com nostalgia, Daniel conta que uma das brincadeiras era uma competição para ver quem conseguia subir ao 13º andar. O prêmio, segundo ele, era um lanche que a chefe da cozinha, sua tia, fazia: “uma esfiha inesquecível com suco de laranja”.

    Inaugurado em 1973, o Torre Palace viveu anos de prestígio antes de entrar em decadência, marcada por disputas judiciais e abandono. Ainda assim, para Daniel, o prédio segue vivo na memória.

    “O hotel foi palco de vida. Ali nasceram romances e casamentos que duram até hoje, nutridos pelos laços que o Torre ajudou a criar”, afirma.

    Entre as lembranças guardadas, estão as festas de fim de ano e um momento especial da infância: “A alegria pura de ver meu irmão ganhar um par de joelheiras da seleção de vôlei que ali se hospedou”.

    Hoje, ao passar pelo Setor Hoteleiro Norte, o sentimento é de contraste. “O olhar de adulto lamenta o estado do prédio, mas o coração do menino que fui faz um upload imediato de alegria”, diz.

    Com a implosão marcada, Daniel se despede do prédio com a certeza de que a história permanece:

    “O Torre Palace pode ter mudado, mas a história do Sr. Natalício e de nossa família permanece intacta, pronta para ser contada aos meus filhos”.

    Megaoperação

    A operação de implosão do Torre Palace terá início nas primeiras horas de domingo (25/1), com a chegada e o posicionamento das equipes às 6h e a instalação do Posto de Comando. A sequência operacional prevê acionamento de sirenes, avisos por megafone e sobrevoo de helicóptero e drones a partir das 9h.

    Serão emitidos três alertas sonoros escalonados, por uma viatura do CBMDF, às 9h57, 9h58 e 10h, com início da detonação logo após o último alerta. A liberação gradual e controlada do perímetro, se forem confirmadas questões de segurança, terá início a partir das 10h30. O encerramento da operação está previsto para às 18h.

    A operação poderá ser interrompida ou adiada apenas pelo blaster ou pelo subsecretário da Defesa Civil, com protocolo de rádio específico, a partir de critérios como condições meteorológicas adversas, falha de comunicação entre equipes, presença de pessoas nas proximidades, ou falha técnica.

    Após a implosão, será realizada avaliação estrutural imediata do local e das edificações do entorno, controle de poeira, limpeza das vias e liberação gradual conforme parecer técnico.

    A remoção de entulho seguirá planejamento da empresa responsável, sempre condicionada às condições de segurança e autorização formal.

  • Entorno de Tarcísio cita “fator Doria” como alerta para ano eleitoral

    Entorno de Tarcísio cita “fator Doria” como alerta para ano eleitoral

    Foto: Pablo Jacob /Governo do Estado de SP
    Tarcísio de Freitas em solidade de aniversário de batalhão

    Auxiliares próximos ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm comparado o atual momento do chefe do Executivo estadual, incensado desde o início do mandato a presindenciável, com o cenário vivido pelo ex-governador João Doria (sem partido).

    O ex-tucano passou a ser visto como traidor pelos bolsonaristas após ser eleito na esteira da popularidade de Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e, ao longo do mandato, ter tentado alçar voo próprio ao Palácio do Planalto na eleição seguinte.

    Com o movimento, lembram os aliados de Tarcísio, Doria perdeu parte do eleitorado bolsonarista e continuou sendo rechaçado pela esquerda, esvaziando seu capital político.

    No fim, a candidatura do ex-tucano acabou não decolando e seu candidato a sucessor em São Paulo, Rodrigo Garcia, perdeu a eleição para Tarcísio, então candidato de Bolsonaro no estado, colocando fim à longa hegemonia local do PSDB.

    Interlocutores ouvidos pelo Metrópoles afirmam que Tarcísio não pode correr o mesmo risco. Isso faz com que o governador reafirme sua lealdade a Bolsonaro constantemente em falas públicas e, mesmo que timidamente, venha reforçando seu apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, após a indicação do ex-presidente, que está preso em Brasília.

    “O governador está apanhando de três lados: da esquerda, dos bolsonaristas que acham que ele não está apoiando Flávio e dos aliados do Centrão que insistem em alçá-lo candidato. Ele tem que tomar cuidado para não virar o novo Doria”, alerta um secretário da gestão Tarcísio, que não quer ser identificado.

    A comparação com Doria também foi feita recentemente pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Em entrevista a um podcast, disse que Tarcísio “não tem opção” a não ser apoiar a candidatura de Flávio e sair para a reeleição em São Paulo.

    “O Tarcísio, até ontem, era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e depois foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro. Se ele tentar qualquer medida para fazer alguma coisa diferente e sair candidato, no barato, ele vai se equiparar a João Doria. Eu tenho certeza que o Tarcísio é inteligente, ele não fará isso”, alertou Eduardo em entrevista ao podcast Santa Política nesta semana.

    Do Bandeirantes ao Planalto

    Não é apenas a direita e os aliados de Tarcísio que fazem a comparação. Deputados de oposição também costumam dizer que Tarcísio quer ser o “novo Doria” em referência aos movimentos de teor nacional feitos pelo governador ao longo do mandato, como as articulações no Congresso pela anistia aos condenados na trama golpista.

    Opositores costumam dizer que, assim como Doria, Tarcísio estaria utilizando a cadeira de governador de São Paulo como “trampolim” para buscar a Presidência da República.

    E caso ele for o candidato ao Planalto em um cenário sem Flávio, o eleitorado bolsonarista pode avaliar, segundo o entorno do governador, que os movimentos de Tarcísio, lentos em apoio ao filho do ex-presidente, foram premeditados na busca para ocupar a vaga bolsonarista de presidenciável.

    Só que Tarcísio não entrará “de cabeça” na campanha de Flávio até haver melhor definição de cenário, como contou o Metrópoles. O governador costuma citar que há outros nomes competitivos na direita, como os governadores Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado. Por isso, os movimentos devem ser calculados, avaliam.

    Reafirmação de lealdade

    Para evitar a continuidade das especulações, o governador e sua equipe têm evitado, por exemplo, aceitar convites para participar de eventos e painéis empresariais de caráter nacional e eleitoral.

    Na última quinta-feira (22/1), após ter cancelado uma visita que faria a Bolsonaro na Papudinha, Tarcísio reafirmou em nota que será candidato à reeleição em São Paulo e que irá trabalhar por uma “direita unida e forte para tirar a esquerda do poder”.

    “Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira (dia 29/1) para prestar o meu total apoio e solidariedade”, disse.

    Embora tenha afirmado publicamente que o adiamento da visita se dera por conflitos de agenda e por “razão pessoal”, nos bastidores, aliados dizem que Tarcísio cancelou a visita por incômodo com uma fala de Flávio.

    O senador afirmou que Tarcísio ouviria da boca de Bolsonaro que a reeleição do governador paulista seria fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT nas urnas, e não como candidato a presidente da República.

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    Gatos em alta: como eles viraram fenômenos pop e memes da internet

    Do sagrado ao digital, gatos atravessam séculos como símbolos culturais e hoje circulam na internet entre memes, política e cultura pop