
O presidente Lula embarca na terça-feira (27/1) para o Panamá, onde deve fechar um acordo de facilitação de investimentos e discursar em um fórum econômico considerado “Davos da América Latina”.
O evento, chamado de Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, terá a presença de Lula, do presidente do Panamá, José Raúl Mulino, e de outros quatro presidentes de países da região.
Estão confirmados Daniel Noboa (Equador), Bernardo Arévalo (Guatemala), Andrew Holness (Jamaica), Rodrigo Paz (Bolívia), além do presidente eleito chileno, José Antonio Kast, que toma posse em março.
O evento é tratado por auxiliares de Lula como uma versão “latino-americana” do Fórum Econômico de Davos, que acontece em janeiro na Suíça. O Itamaraty, por sua vez, fala em “complementação”.
“Esse é um foro interessante para ser acompanhado, porque o que se pretende é que seja uma espécie de Davos da América Latina”, disse a embaixadora. “Existe uma expectativa grande de que se possa consolidar esse foro como um âmbito de discussão aqui da região, voltado mais para a questão geoeconômica e para os problemas locais. Não é uma alternativa a Davos, mas uma complementação”, afirmou a secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan.
A viagem de Lula também incluirá uma reunião bilateral com o presidente panamenho, José Raúl Mulino. No encontro, será fechado um acordo de facilitação de investimentos, com regras para a proteção de investimentos.
Venezuela no horizonte
Além de acordos e discussões econômicas, a intervenção americana na Venezuela também deve ser discutida por Lula no Panamá. O presidente panamenho tem uma posição diferente da do governo brasileiro.
Segundo o Itamaraty, é “normal” que a questão venezuelana faça parte das conversas, mas esse não será tema “central” da viagem de Lula, A avaliação da chancelaria, no momento, é de que há uma “certa estabilidade” no país.
“Mesmo que haja uma pequena discordância no enfoque ou na declaração, continuamos dialogando com profundidade e tranquilidade sobre o tema. É natural que a questão venezuelana faça parte das conversas, mas ela não é central neste momento, até porque a Venezuela vive hoje uma certa estabilidade, sem uma crise aguda”, disse a embaixadora Gisela Padovan.
Segundo o Itamaraty, estão na agenda de Lula com Mulino temas como as perspectivas econômicas na região, o papel da região no contexto globa e o papel do setor privado.
Os presidentes de Brasil e Panamá devem tratar ainda sobre infraestrutura para o desenvolvimento da região, inteligência artificial, regras de comércio, energia, mineração, turismo e segurança alimentar.



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