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  • Último envolvido na morte de policial civil do RJ é morto em confronto

    Último envolvido na morte de policial civil do RJ é morto em confronto

    Reprodução
    Imagem colorida, Quem é "PV", policial civil morto durante tentativa de assalto no Rio - Metrópoles

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro localizou e neutralizou, na manhã desta sexta-feira (23), o último suspeito de envolvimento no latrocínio que vitimou o policial civil Paulo Vitor Silva Heitor, no Maracanã, Zona Norte da capital.

    O homem foi encontrado em Senador Camará, na Zona Oeste. Durante a abordagem, houve reação armada. O suspeito foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

    A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), com apoio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da 18ª DP (Praça da Bandeira) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Outras unidades também participaram da operação.

    Com a localização do suspeito desta sexta-feira, as forças de segurança encerram a identificação e responsabilização dos três envolvidos no crime.

    O primeiro suspeito teve o mandado de prisão cumprido pela DHC, responsável pela investigação do caso. O segundo foi preso em ação da Polícia Militar.

    O crime ocorreu durante uma tentativa de assalto no bairro do Maracanã. Paulo Vitor, conhecido entre os colegas como “PV”, foi baleado e morreu. A esposa dele, que estava com o policial no momento do ataque, também foi atingida e socorrida.

    Segundo a Polícia Civil, com a prisão dos dois suspeitos e a neutralização do terceiro, todos os autores do latrocínio foram retirados de circulação.

  • Senador cobra STF por critério em bloqueio de emendas da bancada do RN

    Senador cobra STF por critério em bloqueio de emendas da bancada do RN

    Hugo Barreto/Metrópoles
    Flávio Dino

    O senador Styvenson Valentim (PSDB) protocolou ofício ao ministro Flávio Dino (STF) pedindo providências sobre a execução das emendas de bancada do Rio Grande do Norte em 2025. No documento, o parlamentar questiona a forma como a bancada potiguar definiu a distribuição dos bloqueios e contingenciamentos.

    Styvenson afirma que a decisão não observou exigências legais de colegialidade, transparência e rastreabilidade. Segundo o senador, o contingenciamento foi encaminhado à Secretaria de Relações Institucionais por meio de “mera planilha”, sem deliberação formal, sem ata, sem quórum qualificado e sem registro nominal dos votos.

    O senador sustenta que o Congresso exige que decisões sobre emendas passem por reunião formal e obtenham aprovação qualificada, seguindo regras posteriores e uma norma que só permite a execução das emendas se as atas forem publicadas e os responsáveis pelas decisões identificados.

    12,7 milhões em jogo

    O parlamentar aponta efeitos concretos do procedimento, entre eles o cancelamento de um empenho de cerca de R$ 12,7 milhões destinado ao município de Natal (RN).

    Segundo o ofício, a condução da decisão teria atendido a interesses de um grupo específico da bancada potiguar, formada pelos deputado Robinson Faria (PP), Benes Leocádio (União Brasil), Natália Bonavides (PT), Fernando Mineiro (PT) e João Maia (PP), além da senadora Zenaide Maia (PSD).

    Ao final, Styvenson pede que o STF verifique a regularidade das deliberações da bancada do RN sobre o contingenciamento das emendas, determine a aplicação do critério proporcional ou linear na ausência de decisão formal válida e analise o cancelamento do empenho.

  • E a temperatura, sobe? Como fica o tempo nesta sexta-feira em SP

    E a temperatura, sobe? Como fica o tempo nesta sexta-feira em SP

    Divulgação/Governo de SP
    Imagem colorida mostra ciclista circulando em dia de calor e altas temperaturas na avenida Paulista - Metrópoles

    A sexta-feira (23/1) será marcada pelo sol entre algumas nuvens em todo o estado de São Paulo. Pela manhã, o tempo firme predomina, favorecendo a elevação das temperaturas.

    Ao longo da tarde, o calor combinado com alta umidade do ar provocam pancadas de chuva, que podem acontecer de forma rápida e localizada, mas sem acumulados significativos, apenas na faixa leste paulista, que inclui a capital paulista, e nas regionais que fazem divisa com Minas Gerais.

    Na cidade de São Paulo, as temperaturas ficarão entre 16°C e 24°C. Já em Rinção, no interior, mínima de 17°C e máxima de 28°C.

    No litoral, o sol também aparece entre nuvens com um pouco mais de calor. Em Peruíbe, a máxima pode chegar aos 25°C, de acordo com a Defesa Civil.

  • Cresce aposta de que Caiado desistirá de candidatura ao Planalto

    Cresce aposta de que Caiado desistirá de candidatura ao Planalto

    Vinicius Schmidt/Metrópoles
    Ronaldo Caiado

    Cresceu nas últimas semanas, entre aliados de Ronaldo Caiado (União Brasil) e lideranças bolsonaristas, a aposta de que o governador de Goiás desistirá de concorrer ao Palácio do Planalto em 2026.

    Segundo pessoas próximas, o próprio governador ainda não deu sinais explícitos de recuo, mas tem sido aconselhado a abrir mão de sua candidatura presidencial, que não decolou nas pesquisas até agora.

    Entre bolsonaristas, a aposta na desistência de Caiado cresceu após o acerto no PL de Goiás entre o deputado federal Gustavo Gayer e o vereador de Goiânia Major Vitor Hugo para a disputa no estado.

    Gayer e Hugo travavam uma “guerra” interna pela vaga de candidato ao Senado. Tanto o deputado federal quanto o vereador desejavam concorrer a senador como o nome de Jair Bolsonaro na disputa.

    Os dois também divergiam em relação à disputa ao governo. Gayer defendia apoio ao senador Wilder Moraes (PL-GO), enquanto Hugo queria aliança com o atual vice-governador, Daniel Vilela (MDB), apoiado por Caiado.

    Nas últimas semanas, porém, o deputado e o vereador se encontraram e acertaram uma solução para a disputa. Pelo acordo, Hugo abriu mão da candidatura ao Senado, deixando caminho aberto para Gayer na disputa.

    Acordo poderia servir de pretexto para Caiado desistir

    Com o acerto, o PL caminha para apoiar Vilela ao governo. Para bolsonaristas, esse acerto pode ser usado por Caiado como pretexto para desistir de concorrer ao Planalto e anunciar apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Segundo o raciocínio dos bolsonaristas, Caiado pode usar o acordo como discurso de que estaria abrindo mão da candidatura presidencial em troca do apoio do PL a seu grupo político em Goiás.

    Nesse cenário, o governador seria candidato ao Senado na mesma chapa que Gayer. Atualmente, Caiado tem dito que pretende lançar sua esposa, Gracinha Caiado, como candidata a senadora.

  • Torre Palace será o 4º monumento implodido na área tombada de Brasília

    Torre Palace será o 4º monumento implodido na área tombada de Brasília

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Icônico hotel de Brasília, o Torre Palace, do DF séra demolido com uso de 165kg de explosivos Metrópoles

    A implosão do icônico hotel Torre Palace é o 4° caso do tipo realizado em uma área tombada pelo patrimônio histórico em Brasília. A capital federal recebeu o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1987.

    Além disso, a cidade foi inscrita no Livro do Tombo Histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em março de 1990. Brasília concentra a maior área tombada do mundo, com cerca de 112,5 quilômetros quadrados.

    Na implosão do Torre Palace, que está marcada para este domingo (25/1), serão utilizados 165,56 kg de explosivos do tipo Ibegel SSP. Além disso, foram realizados 938 furos estruturais.

    O material estará instalado nos pavimentos térreo, 1º, 2º, 3º e 7º, totalizando 600,78 metros perfurados nos pilares. O colapso foi projetado com leve inclinação para o Leste, reduzindo a dispersão de resíduos em direção ao Eixo Monumental.

    Veja o Torre Palace por dentro:

    Segundo o Iphan, outros três casos semelhantes já foram registrados na capital. O primeiro e segundo ocorreram em 2011, com a implosão dos prédios do Hotel das Nações e do Hotel Alvorada.

    O outro episódio ocorreu no período que antecedeu a Copa do Mundo de 2014, durante as obras do Estádio Mané Garrincha. No entanto, as duas tentativas de implosão das arquibancadas não ocorreram como o planejado.

    A estrutura, com cerca de 27 metros de altura e 11 mil toneladas de concreto, resistiu à detonação de 250 kg de explosivos devido a uma falha na linha de fogo e precisou ser demolida posteriormente com o uso de máquinas.

    Embora haja outros registros de implosões no Distrito Federal, esses casos não entram na conta por estarem fora da área tombada de Brasília.


    Hotel icônico


    Megaoperação

    A operação de implosão do Torre Palace terá início nas primeiras horas de domingo (25/1), com a chegada e o posicionamento das equipes às 6h e a instalação do Posto de Comando. A sequência operacional prevê acionamento de sirenes, avisos por megafone e sobrevoo de helicóptero e drones a partir das 9h.

    Serão emitidos três alertas sonoros escalonados, por uma viatura do CBMDF, às 9h57, 9h58 e 10h, com início da detonação logo após o último alerta. A liberação gradual e controlada do perímetro, se forem confirmadas questões de segurança, terá início a partir das 10h30. O encerramento da operação está previsto para às 18h.

    A operação poderá ser interrompida ou adiada apenas pelo blaster ou pelo subsecretário da Defesa Civil, com protocolo de rádio específico, a partir de critérios como condições meteorológicas adversas, falha de comunicação entre equipes, presença de pessoas nas proximidades, ou falha técnica.

    Após a implosão, será realizada avaliação estrutural imediata do local e das edificações do entorno, controle de poeira, limpeza das vias e liberação gradual conforme parecer técnico.

    A remoção de entulho seguirá planejamento da empresa responsável, sempre condicionada às condições de segurança e autorização formal.

  • MPSP insiste em ouvir Bia Miranda 4 meses após acidente com Gato Preto

    MPSP insiste em ouvir Bia Miranda 4 meses após acidente com Gato Preto

    Reprodução/Redes Sociais
    Montagem com fotos coloridas de Bia Miranda e do carro após acidente - Metrópoles

    O Ministério Público de São Paulo (MPSP) tenta, pela segunda vez, ouvir Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, conhecida como Bia Miranda, sobre o acidente em que a influenciadora se envolveu junto com o então namorado Samuel Sant’Anna da Costa, o Gato Preto.

    Os dois colidiram um Porsche, em 20 de agosto do ano passado, na Avenida Faria Lima, uma das vias mais movimentadas de São Paulo. A influenciadora ainda não prestou depoimento.


    O acidente


    Vídeo mostra resultado do acidente

    Um vídeo feito por uma testemunha mostra as dianteiras dos dois carros destruídas, principalmente a do casal de influenciadores. Também é possível ver os airbags acionados. Veja:

    Por que o MPSP insiste em ouvir Bia Miranda

    Ao ouvir Bia, a promotoria busca esclarecer a dinâmica do acidente e confirmar se ela sofreu lesões corporais ou se recebeu atendimento médico após a colisão.

    O MPSP destacou que a mulher deixou o local do acidente sem prestar apoio às vítimas, sendo auxiliada por seguranças particulares que a conduziram para outro automóvel. Um dos funcionários da influenciadora alegou que ela teria desmaiado no local e, por isso, a socorreu.

    Embora a Polícia Civil tenha apresentado o relatório final da investigação, a promotoria manifestou nos autos, nessa terça-feira (22/1), pela necessidade de mais diligências, entre elas, um laudo pericial e a oitiva (depoimento) de Bia.

    Gato Preto também não foi ouvido, mas foi indiciado

    Na última segunda-feira (19/1), a Polícia Civil indiciou Gato Preto por quatro crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB): lesão corporal culposa, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente e alteração do local ou objetos da cena.

    Assim como Bia, ele também não foi formalmente ouvido até o momento. O influenciador foi detido em flagrante após o acidente, mas permaneceu em silêncio na delegacia.

    Após ser liberado, no decorrer da investigação, Gato Preto foi intimado diversas vezes para ser interrogado, mas o depoimento nunca ocorreu por conta das sucessivas desistências dos advogados que representavam o influenciador.

    Por isso, ele foi indiciado de forma indireta. Mesmo sem ser ouvido, a autoridade policial considerou ter indícios suficientes para indiciar Gato Preto.

    A investigação contou com imagens do sistema de monitoramento Smart Sampa, o depoimento de vítimas e o laudo toxicológico — que confirmou a presença de álcool, MDA (droga sintética) e THC (composto presente na maconha) no organismo do investigado.

    MPSP fala em tentativa homicídio com dolo eventual

    Enquanto a Polícia Civil acusa Gato Preto de ter cometido crimes culposos (não intencionais) do código de trânsito, o MPSP entende que a conduta do influenciador configura homicídio tentado com dolo eventual.

    A promotoria argumenta que, ao dirigir em alta velocidade, sob influência de álcool e drogas e desrespeitar o sinal vermelho, o investigado assumiu o risco de potencialmente matar alguém.

    Devido a essa tese de crime doloso contra a vida, o MPSP pediu que o processo seja redistribuído a uma das Varas do Júri, o que foi determinado pela Justiça.

    A promotoria ainda não apresentou uma denúncia formal. Caso Gato Preto seja acusado por homicídio tentado com dolo eventual, ele será julgado pelo Tribunal do Júri.

    A pena neste caso é a do homicídio consumado simples, de seis a 20 anos de prisão, ou qualificado, de 12 a 30 anos, com redução de um a dois terços do período em reclusão.

    O Metrópoles não localizou as defesas de Bia Miranda e Gato Preto. O espaço segue aberto para manifestação.

  • Cartão Uniforme Escolar: pais terão novo prazo para buscar benefício

    Cartão Uniforme Escolar: pais terão novo prazo para buscar benefício

    Felipe de Noronha/SEEDF
    cartao-uniforme

    A primeira fase para resgate do Cartão Uniforme Escolar no Distrito Federal acabou nesta quarta-feira (21/1). Cerca de 28% dos cartões ainda não foram resgatados.

    Um novo prazo será aberto a partir de 2/2 para que os pais e responsáveis busquem benefício, que é direito de todo aluno matriculado na rede pública de ensino no DF.

    Para consultar ponto de retirada do cartão, data e horário, é necessário acessar o site gdf.social.brb.com.br, na aba de Consulta Cartão Uniforme Escolar.

    Os dados do aluno e responsável, como Cadastro de Pessoa Física (CPF), data de nascimento do estudante e nome completo, devem estar atualizados para que a consulta funcione. Todo estudante matriculado na rede pública do Distrito Federal têm direito ao benefício.

    Com o valor disponibilizado, de R$ 282,99, é possível adquirir três camisetas de manga curta, duas bermudas, uma calça comprida e um casaco.

    Famílias com mais de uma criança matriculada terão apenas um cartão, com o valor somado dos créditos dos estudantes.

    Sobre o programa

    O Cartão Uniforme Escolar foi insituído por lei em outubro de 2025, e garante o crédito para todos estudantes da rede pública, sem critério de renda.

    Na primeira fase, foram entregues 152.868 cartões do Programa Cartão Uniforme Escolar, segundo dados do BRB Serviços.

    As compras de uniforme podem ser realizadas em mais de 90 malharias credenciadas espalhadas pelo DF, e a retirada do cartão, após consulta de informações no portão GDF Social, deve ser realizada pessoalmente, em 22 pontos de distribuição.

    O objetivo de dividir a entrega em lotes e diferentes locais foi evitar aglomerações e manter melhor organização.

  • Todas as mortes na UTI em plantões de técnicos presos serão investigadas

    Todas as mortes na UTI em plantões de técnicos presos serão investigadas

    funcionarios hospital anchieta

    Mortes registradas durante plantões dos técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva serão investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

    O trio foi preso no âmbito da Operação Anúbis, sob a suspeita de provocarem a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os crimes teriam ocorrido entre os meses de novembro e dezembro de 2025.

    Embora a polícia não tenha confirmado, a coluna apurou que, inicialmente, as investigações ficarão restritas ao Anchieta. Posteriormente, se estenderão a óbitos registrados durante atuação dos técnicos em outras unidades de saúde do Distrito Federal.

    Veja o momento em que técnico injetou substância que matou pacientes:

    Conforme o que já foi divulgado pela PCDF, Marcos — em alguns casos, com o auxílio das técnicas de enfermagem, Amanda e Marcela — injetou doses de um medicamento não prescrito aos pacientes.

    No caso da professora aposentada, o homem ainda injetou mais de 10 seringas de desinfetante no organismo da mulher. A motivação dos crimes ainda está sendo investigada.

    Ao receberem a substância aplicada na veia, as vítimas sofriam parada cardíaca quase que imediatamente. Para disfarçar o uso da aplicação, Marcos ainda realizava massagens de reanimação nos pacientes enquanto as técnicas apenas observavam de longe.

    Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes dizendo que apenas aplicavam os medicamentos que eram indicados pelos médicos. No entanto, ao serem confrontados com as provas, os investigados não apresentaram arrependimento e demonstraram frieza total, segundo o delegado responsável pelo caso

    Os celulares dos suspeitos estão confiscados no Instituto de Criminalística da PCDF.

    Veja fotos das vítimas:


    Entenda o caso


    Ainda segundo as investigações, os técnicos usaram as senhas de médicos para prescrever os medicamentos e aplicá-los nos pacientes em doses inadequadas.

    A Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), que investiga o caso, deve apurar se as senhas eram livremente compartilhadas entre as equipes ou se os técnicos em enfermagem obtiveram o acesso de forma ilegal.

    Nessa quinta-feira (22/1) os médicos do Hospital Anchieta que tiveram as senhas utilizadas pelos técnicos de enfermagem foram ouvidos pela PCDF. O caso segue em investigação.

    Outros dois casos na mira da polícia

    Após as mortes virem à tona, familiares de outros pacientes mortos em UTI atendidos pelos técnicos investigados entraram em contato com a Polícia e pediram investigação dos casos. Ao menos dois novos casos estão sendo investigados.

    O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão afirmou que, por enquanto, trata-se apenas de suspeitas e não há evidências concretas de novas vítimas.

    “É algo preliminar ainda. Familiares têm procurado a Polícia Civil após o caso daquele hospital. Estamos apurando todos os fatos, mas não há nada de concreto ainda”, ressaltou o delegado.

  • Tarcísio vê ameaça velada e rechaça Flávio Bolsonaro como novo chefe

    Tarcísio vê ameaça velada e rechaça Flávio Bolsonaro como novo chefe

    Raquel Martins De Freitas / Governo de SP
    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

    O entorno do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem enxergado como uma espécie de “ameaça velada” do clã Bolsonaro as declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) de que o governador de São Paulo depende do apoio da família para se reeleger no estado.

    “Ele quer mostrar que não é subserviente, afinal já conquistou capital político próprio em São Paulo. As constantes declarações dos Bolsonaros afirmando que Tarcísio precisa deles em São Paulo têm soado como ameaça velada“, disse um auxiliar próximo a Tarcísio.

    Ele cita entrevistas recentes dos filhos do ex-presidente em que afirmam que “Flávio precisa de Tarcísio e vice-versa” ou que “Tarcísio não tem escolha” sobre apoiar ou não a candidatura do senador à Presidência da República.

    Eduardo chegou a afirmar que uma “traição” do governador o transformaria no “novo Doria”, em referência ao fato do tucano ter ficado isolado ao romper com Bolsonaro após ter sido eleito na esteira do bolsonarismo em 2018.

    De acordo com auxiliares, o fato de Tarcísio ter cancelado a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, nessa quinta-feira (22/1), foi um recado claro a Flávio de que o governador paulista não deseja ficar à mercê dos movimentos do senador.

    Isso porque, no dia anterior ao encontro, horas depois de Tarcísio ter confirmado a visita, Flávio afirmou que a conversa serviria para Bolsonaro reforçar ao governador que sua reeleição seria fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT nas urnas.

    “Ele quer de fato mandar um recado que ficou muito incomodado com as declarações do Flávio, e que sabe da importância do palanque dele para o Flávio no Estado de São Paulo“, disse uma fonte palaciana.

    Segundo o entorno de Tarcísio, a declaração teria sido a gota d’água para o mandatário paulista cancelar a visita ao padrinho político. Na agenda oficial dessa quinta, data em que seria o encontro com o ex-presidente, constava apenas que o governador teria “despachos internos”, o que também foi lido como um sinal claro de insatisfação.

    No início da noite, após reuniões internas no Palácio dos Bandeirantes e em meio à crise com os bolsonaristas, o Governo de São Paulo anunciou a mudança no comando da Casa Civil, responsável pela articulação política do governo.

    O atual secretário, Artuhr Lima, tido como homem de confiança de Tarcísio, assume a secretaria da Justiça. No seu lugar, entre Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos – partido do governador.

    A troca visa mudar o perfil da pasta no ano eleitoral e azeitar a relação com deputados e partidos da coalizão.

    Quem é o chefe

    “O Tarcísio tem um ‘chefe’, que é o Bolsonaro. Ele não quer interlocutores. É uma briga por espaço e não uma ruptura. Ele está apenas marcando posição. No fundo, o Tarcísio gostaria de ser mais escutado”, afirmou outro interlocutor próximo.

    Aliados do chefe do Palácio dos Bandeirantes entendem que, ao antecipar o teor do encontro, Flávio obrigaria o governador a fazer uma fala à imprensa logo na saída da visita a Bolsonaro, endossando que atenderia ao pedido do ex-presidente de apoiar o filho de forma mais enfática.

    “Acho que ele esperava que este encontro fosse marcado para uma data mais à frente. É um erro ele encontrar Bolsonaro agora. O ideal seria encontrá-lo quando a candidatura de Flávio já tiver tido tempo para tentar se consolidar politicamente”, diz uma fonte do entorno do governador.

    Apesar dessa avaliação, no fim da tarde dessa quinta (22/1), Tarcísio afirmou em publicação nas redes socias que visitará Bolsonaro na próxima quinta-feira (29/1). Ainda reforçou que é candidato à reeleição e, sem citar Flávio, disse que trabalha por uma “direita unida e forte para tirar a esquerda do poder”. “Qualquer informação diferente desta não passa de especulação”, afirmou.

    Incógnita sobre Flávio

    A avaliação de diferentes auxiliares de Tarcísio ouvidos pela reportagem é a de que Flávio ainda não teria convencido o mercado financeiro e os principais partidos do Centrão sobre a robustez de sua candidatura. Diante disso, Tarcísio preferiria aguardar a definição do cenário e, enquanto isso, apoiar o senador de forma mais tímida, como já tem feito.

    “Até agora acho que Flávio não conseguiu convencer ninguém. O PP dizendo que ficará neutro, MDB dizendo que ficará neutro, Republicanos dizendo que ficará neutro, PSD lançando candidato”, diz um aliado.

    “A candidatura de Flávio ainda é uma incógnita no mercado. MDB e PSD não estão apoiando. União Brasil também não saiu da moita. (Caso não avance a candidatura do senador), como Tarcísio vai voltar atrás se apoiar enfaticamente o Flávio?”, argumentou outra pessoa do entorno.

    Prioridades

    Além das dúvidas sobre a “musculatura” da candidatura de Flávio, interlocutores do governador paulista também incluem entre os motivos para ele não entrar de cabeça na campanha do “filho 01” a versão de que ele estaria preocupado em acelerar entregas da gestão, já que o calendário para isso fica mais restrito em ano eleitoral.

    Citam também que Tarcísio precisaria começar a estruturar a própria corrida à reeleição, o que envolve costuras partidárias e decisões sobre quem deixará o governo para atuar na campanha, além de definir os substitutos dos secretários que estão deixando o governo em meio ao ano eleitoral.

    “Tarcísio tem que montar o plano de governo e organizar a sua base para a reeleição. São várias costuras a serem feitas”, diz um secretário.

    Alguns dos “pepinos” que o governador precisa resolver no seu “quintal”, lembra um deputado aliado, seria a insatisfação de prefeitos em relação a repasses de recursos que estão travados e também de partidos como o PP, que tem demonstrado irritação com o governo e chegou a ameaçar lançar candidato próprio em São Paulo.

  • Ambulância do Samu ficará 24h à disposição de Bolsonaro na Papudinha

    Ambulância do Samu ficará 24h à disposição de Bolsonaro na Papudinha

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    Jair Bolsonaro

    Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) ficará à disposição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso no 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM), conhecido como Papudinha, em São Sebastião (DF).

    Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a Papudinha, em 15 de janeiro de 2026. A unidade móvel era lotada no Gama (DF) e, agora, está no 19º BPM desde o 1º dia.

    A ambulância reservada para Bolsonaro é uma USI (Unidade de Suporte Intermediário) avançada. A viatura de resgate está acompanhada por uma equipe completa de socorro, incluindo um médico da Secretaria de Saúde. As equipes ficam em uma sala reservada e só deixam a Papudinha quando os profissionais do plantão seguinte chegam.

    A ambulância foi retirada das ruas para garantir o atendimento  de Bolsonaro em caso de necessidade de remoção imediata para um hospital.

    As condições impostas por Moraes para a transferência de Bolsonaro da PF para a Papudinnha incluiam a garantia de socorro e transporte imediato para um centro de saúde, em caso de necessidade.

    Papudinha

    A determinação de Moraes é para que Bolsonaro cumpra pena privativa de liberdade de 27 anos e 3 meses por trama golpista no novo local, onde também estão presos o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro Anderson Torres, e o ex-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Bolsonaro, no entanto, ficará em cela separada.

    Veja imagens do local:

     

     

     


    Condições impostas por Moraes a serem cumpridas na Papudinha:


     

    Moraes frisou que a transferência permite o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de “banho de sol” e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo à recomendação médica.

    A cela tem a seguinte estrutura:

    Outro lado

    O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde e com a PMDF. Não houve resposta até a última atualização da reportagem. O espaço segue aberto.