Categoria: Teste

  • Porsche de R$ 1,5 milhão é recuperado após perseguição alucinante. Veja vídeo

    Porsche de R$ 1,5 milhão é recuperado após perseguição alucinante. Veja vídeo

    PMSC/Divulgação
    Porsche de R$ 1,5 milhão é recuperado após retirada fraudulenta

    Um Porsche 911 Carrera vermelho, avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão, foi recuperado pela Polícia Militar de Santa Catarina na tarde dessa segunda-feira (19/1), em Florianópolis, após ter sido retirado de forma fraudulenta do pátio municipal de trânsito de Balneário Camboriú.

    O carro foi localizado na SC-402, nas proximidades do trevo de acesso a Jurerê, no Norte da Ilha, depois de uma perseguição policial que mobilizou guarnições do Comando de Polícia Militar Rodoviária (CPMRv) e do 21º Batalhão da PM.

    Durante a abordagem, o veículo era conduzido por um homem de 39 anos, natural do Rio Grande do Sul, que possui antecedentes criminais por homicídio, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

    Ao receber ordem de parada, o motorista tentou fugir, acelerando bruscamente, realizando ultrapassagens perigosas e colocando outros veículos em risco. A fuga só terminou quando ele parou no acostamento da rodovia.

    Questionado pelos policiais, o condutor afirmou que havia recebido o Porsche em Porto Alegre, no último sábado (16), entregue por dois homens.

    Segundo ele, o plano seria vender o carro em Florianópolis por R$ 350 mil, valor muito abaixo do preço de mercado, e receber R$ 50 mil de comissão pela negociação.

    O suspeito, no entanto, se recusou a fornecer os nomes completos ou endereços das pessoas que lhe entregaram o veículo.

    A investigação aponta que o Porsche havia sido retirado irregularmente do pátio municipal de Balneário Camboriú no dia 9 de janeiro, por uma pessoa que não era o proprietário.

    A liberação ocorreu mediante a apresentação de documentos falsos, entre eles uma suposta procuração. O momento da retirada foi registrado por câmeras de videomonitoramento, com data e horário identificados.

    O caso veio a público após o proprietário do veículo divulgar vídeos nas redes sociais relatando que, ao comparecer ao pátio para retirar o automóvel, foi informado de que o carro já havia sido liberado a um terceiro.

    Inconformado, ele registrou boletim de ocorrência e levantou a suspeita de fraude documental.

    Durante a abordagem policial em Florianópolis, foram apreendidos com o motorista R$ 5.242 em dinheiro, quatro telefones celulares, uma chave de veículo, comprovantes fiscais, ticket de estacionamento, um relógio Apple, um pen drive e um CRV-e.

    A Polícia Militar entende que o condutor sabia ou deveria saber da origem ilícita do carro, o que configura, em tese, receptação dolosa.

    Ele também foi autuado por direção perigosa, em razão da fuga e das manobras arriscadas. A depender do avanço das investigações, o suspeito ainda poderá responder por uso de documento falso, caso fique comprovada sua participação direta na retirada fraudulenta do veículo.

    O Porsche foi encaminhado à Central de Plantão Policial (CPP) da Trindade, por determinação da Delegacia de Polícia de Canasvieiras, onde permanecerá apreendido para investigação e preservação como prova.

    Versão da autarquia

    Em nota, a Autarquia Municipal de Trânsito de Balneário Camboriú (BC Trânsito) informou que o veículo foi removido de circulação em 21 de novembro de 2025 devido a débitos de licenciamento acumulados desde 2023, que ultrapassavam R$ 60 mil.

    Segundo o órgão, no dia 9 de janeiro de 2026, o Porsche foi licenciado e liberado a um terceiro que apresentou procuração pública, seguindo os trâmites administrativos exigidos.

    A autarquia afirma que eventuais irregularidades na documentação apresentada são de competência da Polícia Civil, que apura possível fraude, e que está à disposição para colaborar com as investigações.

  • Painel mostra produtos do Acre com potencial de expansão no acordo Mercosul–UE

    Painel mostra produtos do Acre com potencial de expansão no acordo Mercosul–UE

    Embora as exportações do Acre para a União Europeia tenham somado US$ 12,7 milhões em 2025, os dados das linhas tarifárias contempladas nos acordos comerciais indicam que o potencial de vendas do estado ao mercado europeu é muito mais amplo. O levantamento mostra dezenas de produtos com eliminação imediata ou gradual de tarifas, além de […]

  • Temporal e ventania: Inmet emite alerta de fortes chuvas para o DF

    Temporal e ventania: Inmet emite alerta de fortes chuvas para o DF

    Breno Esaki/Metrópoles
    Pessoa no chuva - Metrópoles

    O Distrito Federal deve enfrentar fortes pancadas de chuva ao longo desta terça-feira (20/1). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo, válido até às 23h59, devido à previsão de temporais acompanhados de ventos intensos.

    De acordo com o órgão, são esperados entre 30 e 60 milímetros de chuva por hora, com possibilidade de acumulados de até 100 milímetros ao longo do dia. As rajadas de vento podem variar entre 60 e 100 km/h.

    Há risco de corte no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e ocorrência de descargas elétricas.

    O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda.

    Alerta amarelo

    Além do alerta laranja, a capital federal também está sob aviso de perigo potencial entre esta terça (20/1) e às 23h59 de domingo (25/1).

    Nesse período, a previsão indica chuvas de 20 a 30 milímetros por hora, com acumulados que podem chegar a 50 milímetros por dia e ventos entre 40 e 60 km/h.

    Para esta semana, a previsão aponta muitas nuvens, pancadas de chuva com trovoadas e precipitações isoladas. Nesta terça (20/1), a temperatura deve variar entre 18 °C e 24 °C. Nos próximos dias, a umidade do ar deve ficar entre 60% e 100%.

  • Homem é morto pela polícia após atirar na ex-sogra e mantê-la refém

    Homem é morto pela polícia após atirar na ex-sogra e mantê-la refém

    Reprodução/TV Globo
    Policiais militares em frente a casa onde homem atirou contra ex-sogra - Metrópoles

    Um homem foi morto pela polícia após atirar contra a ex-sogra, de 79 anos, e fazê-la refém, em Cidade Dutra, na zona sul de São Paulo, nessa segunda-feira (19/1).

    O crime aconteceu na Rua Castel Gandolfo. Segundo a Polícia Militar (PM), equipes foram acionadas para uma ocorrência inicialmente classificada como violência doméstica.

    Ainda de acordo com a PM, um homem armado fez disparos contra a ex-sogra, além de mantê-la refém e usá-la como escudo. Segundo o registro da ocorrência, havia outras pessoas na casa.

    O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado para prestar apoio. Os policiais conseguiram entrar na casa e liberar os reféns. Durante a incursão, o suspeito foi morto pela polícia.

    A ex-sogra foi socorrida no Pronto Socorro Pedreira com dois ferimentos de arma de fogo. Não há atualizações sobre o estado de saúde dela.

    O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para atualizações.

  • Micro-ondas sai de cena e dá espaço a nova tendência

    Micro-ondas sai de cena e dá espaço a nova tendência

    Canva
    Micro-ondas

    De acordo com previsões da imprensa internacional, o ano de 2026 marcará uma virada drástica no uso de eletrodomésticos. O micro-ondas, antes indispensável, agora enfrenta um forte questionamento devido às reclamações frequentes sobre a perda de textura dos pratos. As pessoas estão redescobrindo que a comida de verdade merece um tratamento mais cuidadoso na hora de ir à mesa.

    O retorno das técnicas tradicionais

    O uso do fogão para aquecer refeições está voltando com força total nas casas que valorizam o paladar refinado. Utilizar fogo baixo e panelas adequadas permite que os sabores se harmonizem novamente sem queimar os ingredientes. No entanto, é fundamental ter paciência e mexer o conteúdo para que o calor se espalhe de forma correta e eficiente.

    Continue a leitura no site Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.

  • Australian Open: João Fonseca é eliminado na estreia do Grand Slam

    Australian Open: João Fonseca é eliminado na estreia do Grand Slam

    Reprodução/Instagram
    Foto colorida de João Fonseca - Metrópoles

    João Fonseca está eliminado do Australian Open, primeiro Grand Slam do ano. O brasileiro, atual número 32 do mundo, perdeu por 3 sets a 1, com parciais de 6/4, 2/6, 6/1 e 6/2, em 2h41 de jogo, para o americano Eliot Spizzirri, e deixou o torneio ainda na primeira rodada.

    Vale lembrar que esse foi o primeiro campeonato em que o jovem foi cabeça de chave. Antes da estreia em 2026, exatamente em um dos certames mais importantes do ano, Fonseca desistiu dos ATP de Brisbane e de Adelaide por conta de uma lesão na lombar. Ele optou por seguir tratamento para disputar o Australian Open.

    João Fonseca começou bem a partida e confirmou os primeiros games. Entretanto, o brasileiro foi pressionado pelo adversário e cometeu muitos erros não forçados. Ele teve o saque quebrado no fim do set e assim o americano venceu por 6/4.

    No segundo set, o jovem de 19 anos não deu chances ao rival e foi superior do início ao fim. Quebrando o saque de Spizzirri, Fonseca seguiu implacável, com poucos erros, e não teve trabalho para fechar em 6/2.

    Nos dois últimos sets, o americano não abriu margem para erros e, aumentando o ritmo em quadra, conseguiu vencer sem tantas dificuldades, por 6/1 e 6/2.

    Quando o último set estava 4 x 1 para Spizzarri, João Fonseca pediu atendimento médico por conta de um incômodo na perna esquerda. Esta foi a primeira estreia em Grand Slam em que o brasileiro perdeu um set e, consequentemente, um jogo.

    O próximo torneio de João Fonseca será o ATP de Buenos Aires, na Argentina. O torneio está marcado para começar no dia 9 de fevereiro. O brasileiro é o atual campeão e vai defender o título.

  • Veterinário fake é demitido após compra de diploma vir à tona

    Veterinário fake é demitido após compra de diploma vir à tona

    Reprodução Instagram
    clinica veterinrio fake

    A clínica onde Ronald Patrich Teixeira, 46 anos, trabalhava como veterinário fake publicou, nesta segunda-feira (19/1), nas redes sociais, nota de esclarecimento informando que o investigado não faz mais parte do quadro de funcionários do local.

    Ronald teve o registro profissional anulado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-DF) após a descoberta de que ele comprou diploma e o vinculou, de forma fraudulenta, a uma instituição privada de ensino superior em São Paulo.

    Mesmo sem formação legítima, o homem atuou por anos como anestesista, uma das funções mais sensíveis e arriscadas da prática veterinária.

    A CimVet vem a público esclarecer que o Sr. Ronald Patrich Teixeira não faz parte da equipe profissional desta clínica. Não possuindo, atualmente, qualquer vínculo com nossa instituição”, diz a nota, assinada por Jaqueline Alves de Lemos, responsável pela clínica veterinária.

    “Informamos, ainda, que o referido profissional não está autorizado a atuar, atender pacientes ou representar esta clínica sob nenhuma circunstância. Reforçamos nosso compromisso com a ética, a transparência e a medicina veterinária responsável, garantindo que todos os profissionais que integram nossa equipe possuam registro regular junto ao CRMV”, afirma o texto.

    Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Ronald Patrich se apresentava como médico veterinário desde, pelo menos, 2020. Além de atuar profissionalmente, ele afirmava ser proprietário de uma clínica veterinária no Guará (DF).

    O Metrópoles apurou que, antes de trabalhar na unidade do Guará, Ronald teria arrendado um hospital veterinário na Asa Sul, mas perdeu o controle do estabelecimento após deixar de pagar despesas básicas e profissionais que atuavam no local. O imóvel acabou retornando aos antigos donos da clínica.

    O esquema do homem começou a ruir após veterinários que trabalhavam com ele desconfiarem de sua conduta profissional, especialmente diante de casos clínicos mais complexos. As suspeitas foram levadas ao CRMV-DF e à PCDF, que instaurou inquérito para verificar a autenticidade do diploma apresentado por Ronald.

    Durante a apuração, a universidade citada no documento negou qualquer vínculo acadêmico com o investigado. Diante da confirmação da fraude, o CRMV-DF foi formalmente notificado e anulou o registro do falso veterinário.

    Em portaria oficial, o conselho determinou que a punição tenha efeito retroativo, o que significa que, do ponto de vista legal, Ronald nunca esteve regularmente inscrito na profissão. O CRMV também solicitou a notificação do Ministério Público, para que outras providências sejam adotadas.

    Segundo a legislação brasileira, o uso de documento falso e o exercício ilegal da profissão são crimes. Em caso de condenação, o envolvido pode ser penalizado com reclusão de 2 a 6 anos, além de multa.

    Histórico inventado e risco à vida animal

    À reportagem uma pessoa que trabalhou diretamente com Ronald relatou que ele construía um currículo acadêmico fictício para reforçar sua credibilidade no meio profissional.

    Segundo a testemunha, que terá a identidade preservada, o homem dizia ter mestrado e doutorado em medicina veterinária, além de afirmar que havia se formado em São Paulo, coordenado um hospital em Minas Gerais e cursado pós-graduação em Portugal.

    “Ele nunca dava opinião própria sobre os quadros clínicos e sempre concordava com o que os outros diziam. Parecia um veterinário fraco, inseguro, mas ninguém imaginava que ele tivesse comprado um diploma”, afirmou.

    A situação se agravou quando colegas perceberam indícios mais concretos da fraude. “Tudo veio à tona depois que alguém viu uma conversa que ele havia deixado aberta no computador”, relatou o ex-colega de trabalho.

    Ainda segundo o depoimento, profissionais passaram a questionar se o CRMV-DF teria verificado adequadamente a autenticidade do diploma antes de conceder o registro e a carteira profissional. Em um dos episódios mais graves, Ronald teria insistido na realização de um procedimento inadequado.

    “Presenciei quando ele defendeu uma conduta errada. Mesmo após alertas, outro cirurgião acabou aceitando a ideia, o procedimento deu errado e, na tentativa de corrigir, a situação piorou”, contou a testemunha.

    O outro lado

    Em nota, assinada pelo presidente do CRMV-DF, Rodrigo Antonio Bites Montezuma, a entidade disse que os atos praticados indevidamente por Ronald podem ser alvo da responsabilização penal, que já está em andamento segundo a polícia do DF. O conselho disse, ainda, que o falso veterinário pode ser responsabilizado se tiver causado prejuízos a terceiros. “Todas as autoridades competentes, federais e distritais, bem como o Sistema CFMV/CRMVs, estão sendo informadas da situação”, disse.

    O CRMV-DF disse, também, que o caso aparenta ser isolado, mas que, “mesmo assim, os procedimentos de verificação estão sendo revistos para evitar qualquer recorrência e que o site www.crmvdf.org.br possui na aba serviços on-line, a possibilidade de consulta a profissionais e empresas registradas no DF, e se estuda uma campanha de selo de certificação dos estabelecimentos demonstrando a sua regularidade na prestação de serviços veterinários”.

    Metrópoles tentou contatar Ronald Patrich Teixeira, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

  • Novorizontino x Palmeiras: saiba onde assistir ao jogo do Paulistão

    Novorizontino x Palmeiras: saiba onde assistir ao jogo do Paulistão

    Fabio Menotti/Palmeiras
    PALMEIRAS-2026

    A 4ª rodada do Campeonato Paulista começa com um grande duelo. Novorizontino e Palmeiras entram em campo nesta terça-feira (20/1), às 20h, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, interior de São Paulo.

    Mandante do duelo, o Novorizontino faz boa campanha no Paulistão. A equipe, comandada pelo técnico Enderson Moreira ocupa a 3ª posição da competição, com seis pontos em três jogos até aqui. O Tigre do Vale vem de vitória na última partida, quando bateu o Primavera, fora de casa, por 4 x 3.

    Vice-líder do Paulistão, o Palmeiras está invicto no torneio. Com nove pontos em três jogos, o Verdão quer pontuar para ficar mais próximo do mata-mata. Na rodada anterior, os comandados de Abel Ferreira garantiram a vitória por 1 x 0 sobre o Mirassol.

    Prováveis escalações

    Novorizontino: Jordi; Alvariño, Dantas, Patrick (Eduardo Brock) e Mayk; Luís Oyama, Léo Naldi, Tavinho, Rômulo e Maykon Jesus; Robson.

    Palmeiras: Carlos Miguel (Marcelo Lomba); Khellven, Murilo, Gustavo Gómez e Piquerez; Emi Martínez, Larson, Veiga e Allan; Luighi e Flaco López.

    Onde assistir

    O duelo entre Novorizontino e Palmeiras, pela 4ª rodada do Campeonato Paulista, terá transmissão em TV fechada (TNT) e streaming (HBO Max).

  • Quem é o veterinário fake que enganou CRVM e atuou no DF por 5 anos

    Quem é o veterinário fake que enganou CRVM e atuou no DF por 5 anos

    Reprodução
    Ronald Patrich Teixeira (1)

    Ronald Patrich Teixeira, 46 anos, teve o registro de médico veterinário anulado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-DF) após a descoberta de que ele comprou diploma e o vinculou, de forma fraudulenta, a uma instituição privada de ensino superior em São Paulo.

    Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele se apresentava como médico veterinário desde, pelo menos, 2020. Mesmo sem formação legítima, Ronald atuou por anos como anestesista, uma das funções mais sensíveis e arriscadas da prática veterinária.

    Além de atuar profissionalmente, ele afirmava ser proprietário de uma clínica veterinária no Guará (DF). Antes disso, Ronald teria arrendado um hospital veterinário na Asa Sul, mas perdeu o controle do estabelecimento após deixar de pagar despesas básicas e profissionais que atuavam no local. O imóvel acabou retornando aos antigos donos da clínica.

    O esquema do homem começou a ruir após veterinários que trabalhavam com ele desconfiarem de sua conduta profissional, especialmente diante de casos clínicos mais complexos. As suspeitas foram levadas ao CRMV-DF e à PCDF, que instaurou inquérito para verificar a autenticidade do diploma apresentado por Ronald.

    Durante a apuração, a universidade citada no documento negou qualquer vínculo acadêmico com o investigado. Diante da confirmação da fraude, o CRMV-DF foi formalmente notificado e anulou o registro do falso veterinário.

    Em portaria oficial, o conselho determinou que a punição tenha efeito retroativo, o que significa que, do ponto de vista legal, Ronald nunca esteve regularmente inscrito na profissão. O CRMV também solicitou a notificação do Ministério Público, para que outras providências sejam adotadas.

    Segundo a legislação brasileira, o uso de documento falso e o exercício ilegal da profissão são crimes. Em caso de condenação, o envolvido pode ser penalizado com reclusão de 2 a 6 anos, além de multa.

    Histórico inventado e risco à vida animal

    À reportagem uma pessoa que trabalhou diretamente com Ronald relatou que ele construía um currículo acadêmico fictício para reforçar sua credibilidade no meio profissional.

    Segundo a testemunha, que terá a identidade preservada, o homem dizia ter mestrado e doutorado em medicina veterinária, além de afirmar que havia se formado em São Paulo, coordenado um hospital em Minas Gerais e cursado pós-graduação em Portugal.

    “Ele nunca dava opinião própria sobre os quadros clínicos e sempre concordava com o que os outros diziam. Parecia um veterinário fraco, inseguro, mas ninguém imaginava que ele tivesse comprado um diploma”, afirmou.

    A situação se agravou quando colegas perceberam indícios mais concretos da fraude. “Tudo veio à tona depois que alguém viu uma conversa que ele havia deixado aberta no computador”, relatou o ex-colega de trabalho.

    Ainda segundo o depoimento, profissionais passaram a questionar se o CRMV-DF teria verificado adequadamente a autenticidade do diploma antes de conceder o registro e a carteira profissional. Em um dos episódios mais graves, Ronald teria insistido na realização de um procedimento inadequado.

    “Presenciei quando ele defendeu uma conduta errada. Mesmo após alertas, outro cirurgião acabou aceitando a ideia, o procedimento deu errado e, na tentativa de corrigir, a situação piorou”, contou a testemunha.

    Procedimentos incorretos e beijo na bochecha

    Uma segunda testemunha ouvida pela reportagem relatou que Ronald se apresentou a ela como especialista em anestesia e dermatologista. A pessoa, que também terá a identidade preservada, contou que muitas vezes presenciou o homem fazer procedimentos que não pareciam corretos. “Mas como eu acreditava que ele tinha mais experiência que eu, não contestava”, declarou.

    Segundo a testemunha, o investigado tinha comportamentos inadequados com profissionais mulheres. Conforme relatado, Ronald costuma dizer que sentia “ciúme” da roupa que as trabalhadoras vestiam, “tentava se relacionar” com elas e chegou a acordar uma das vítimas com um beijo na bochecha.

    “Ele não tentou esconder nenhum pouco o que fazia”, contou ao Metrópoles a testemunha.

    Uma terceira pessoa contou que Ronald frequentemente “cometia diversas imprudências”. “Quando a dona — também veterinária — descobria, muitas vezes ele colocava a culpa em outros veterinários da clínica”, pontuou.

    Em nota, assinada pelo presidente do CRMV-DF, Rodrigo Antonio Bites Montezuma, a entidade disse que os atos praticados indevidamente por Ronald podem ser alvo da responsabilização penal, que já está em andamento segundo a polícia do DF. O conselho disse, ainda, que o falso veterinário pode ser responsabilizado se tiver causado prejuízos a terceiros. “Todas as autoridades competentes, federais e distritais, bem como o Sistema CFMV/CRMVs, estão sendo informadas da situação”, disse.

    O CRMV-DF disse, também, que o caso aparenta ser isolado, mas que, “mesmo assim, os procedimentos de verificação estão sendo revistos para evitar qualquer recorrência e que o site www.crmvdf.org.br possui na aba serviços on-line, a possibilidade de consulta a profissionais e empresas registradas no DF, e se estuda uma campanha de selo de certificação dos estabelecimentos demonstrando a sua regularidade na prestação de serviços veterinários”

    Demissão

    Nesta segunda-feira (19/1), a clínica onde Ronald trabalhava publicou, nas redes sociais, nota de esclarecimento informando que o investigado não faz mais parte do quadro de funcionários do local.

    “A CimVet vem a público esclarecer que o Sr. Ronald Patrich Teixeira não faz parte da equipe profissional desta clínica. Não possuindo, atualmente, qualquer vínculo com nossa instituição”, começa a nota.

    “Informamos, ainda, que o referido profissional não está autorizado a atuar, atender pacientes ou representar esta clínica sob nenhuma circunstância. Reforçamos nosso compromisso com a ética, a transparência e a medicina veterinária responsável, garantindo que todos os profissionais que integram nossa equipe possuam registro regular junto ao CRMV”, pontuou a responsável pela clínica veterinária.

     

    O outro lado

    Metrópoles tentou contatar Ronald Patrich Teixeira por meio de telefone, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para possíveis manifestações

  • "Periquito patriota": Tuca Andrada é processado por Luciano Hang

    "Periquito patriota": Tuca Andrada é processado por Luciano Hang

    Reprodução
    Montagem colorida de Tuca Andrada e Luciano Hang - Metrópoles

    O ator Tuca Andrada foi processado por Luciano Hang após chamar o empresário de “periquito patriota”. O comentário foi feito pelo artista em publicação nas redes sociais, após um ato de vandalismo contra uma unidade da Havan em Petrolina, Pernambuco, em setembro de 2025.


    Estátua da Havan é incendiada


    Na ocasião, Andrada escreveu em um vídeo da estátua da Havan em chamas: “Se essa moda pega, o periquito ‘patriota’ vai ter um prejú…”. O trecho é citado na ação movida por Hang.

    Em outro comentário, também citado na ação, Tuca diz: “Não sou a favor da barbárie, mas estou cagand* que essa cafonice queime e também que nazista morra“.

    Em seu Instagram, Hang disse que Andrada “incentivou que mais pessoas cometam crimes”: “Processei o ex-ator por essas acusações e espero que a justiça seja feita! Não podemos normalizar o errado. A internet não é terra sem lei e essa militância é cega. Se nada for feito, se essas atitudes não forem coibidas, mais casos se repetirão: mais estátuas queimadas, mais “ódio do bem” e mais impunidade”, alegou.

    “Diariamente sou chamado de diversos apelidos pejorativos, e não me importo. O que não irei aceitar é que incentivem outros ‘militontos’ a praticarem crimes como colocar fogo só porque pensamos diferentes“, completa.