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  • Temporais: São Paulo registra 12 mortes entre dezembro e janeiro

    Temporais: São Paulo registra 12 mortes entre dezembro e janeiro

    Acervo Pessoal
    Imagem colorida mostra chuva com granizo e alagamentos em SP. Metrópoles

    Os temporais que atingemo estado de São Paulo desde o início de dezembro de 2025 já provocaram 12 mortes, vítimas de deslizamentos, quedas de muro e árvores, enxurradas e desabamentos.

    O último caso ocorreu na sexta-feira (16/1), quando Maria Deusdete da Mata, 67 anos,  foi arrastada por uma enxurrada no bairro Campo Limpo, zona sul da capital. Seu marido, Marcos da Mata, 68, foi encontrado no Rio Pinheiros, no sábado (17/1). O corpo de Maria Deusdete foi identificado por familiares na manhã desta segunda-feira (19/1), no Rio Jurubatuba / Pinheiros, na altura de Interlagos, zona sul da capital paulista. Equipes do Corpo de Bombeiros realizavam buscas havia quatro dias.

    O balanço de mortes provocadas pelos temporais foi divulgado pela Defesa Civil estadual que, desde 1º de dezembro passado, implementou a Operação Chuvas de Verão 25/26, com o objetivo de coordenar as ações dos órgãos públicos em situações de emergência e desastres durante o período de maior volume de chuva.


    Registros de mortes no estado:


    Temporal em São Paulo

    Entre os dias 13 e 16 de janeiro, a Defesa Civil emitiu alertas severos nos dias consecutivos, devido à forte tempestade que atingiu toda a capital e a Grande São Paulo. Os ventos chegaram a 48 km/h e as condições incluíram rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de queda de granizo.

    Até a última sexta-feira s maiores acumulados de chuva em 24 horas no estado de São Paulo, registrados concentraram-se principalmente na região metropolitana. Santo André liderou com 92 mm, seguida por São Paulo (78 mm), Mauá (77 mm), Itapecerica da Serra (75 mm) e Ribeirão Pires (74 mm).

    As chuvas também provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica. Segundo a Enel, concessionária responsável pela capital e 23 cidades da região metropolitana, 33.765 imóveis estavam sem luz às 22h de sexta-feira, sendo 26.037 apenas na cidade de São Paulo.

    Ressaca no litoral de SP

    A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu, no início da tarde desta segunda-feira (19/1), um alerta severo para chuva forte no litoral paulista, abrangendo a Baixada Santista e cidades do litoral norte, como Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião. O aviso foi reforçado após a passagem de uma frente fria que provoca instabilidades significativas ao longo do dia.

    De acordo com os meteorologistas, os acumulados de chuva podem chegar a 80 milímetros em menos de 24 horas, com maior intensidade a partir das 15h. A previsão indica que a chuva deve começar a perder força apenas na madrugada de terça-feira (20/1). Além disso, ventos com rajadas de até 74 km/h aumentam o risco de queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica. No mar, a frente fria provoca ressaca marítima, com ondas de até 2,5 metros, representando perigo para a navegação e atividades na orla.

    Previsão para os próximos dias

    Com a passagem da frente fria pelo litoral paulista, o calor se afasta, mas os ventos úmidos continuam influenciando o clima na região, mantendo nebulosidade, chuviscos e queda nas temperaturas.

    Na terça-feira (20/1), os ventos úmidos seguem soprando do oceano, provocando períodos de chuviscos intercalados com aberturas de sol. As temperaturas devem variar entre 16°C e 21°C, com índices de umidade acima de 70%, mantendo o clima ameno e úmido.

  • Nikolas divulga carta aberta sobre caminhada: "Não é bala de prata"

    Nikolas divulga carta aberta sobre caminhada: "Não é bala de prata"

    Reproduçaõ/Redes sociais
    Imagem colorida

    O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda-feira (19/1) uma “caminhada pela liberdade” do interior de Minas Gerais até Brasília. No primeiro dia de ato, o parlamentar e apoiadores já andaram cerca de 30 km. O plano é chegar a Brasília no próximo domingo (25/1) e realizar uma manifestação.

    Nas redes sociais, o bolsonarista publicou uma carta aberta sobre a caminhada. Ele disse que a manifestação é simbólica e não tem o objetivo de ser uma “bala de prata” para salvar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros aliados na mira da Justiça.

    “E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam”, disse Nikolas Ferreira.

    Parlamentares da direita estão se mobilizando para acompanhar Nikolas no ato. Até o momento, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o deputado federal André Fernandes (PL-CE), o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vereador Lucas Pavanato (PL-SP) e o vereador Fernando Holiday (PL-SP).

    A mobilização percorrerá mais de 200km – vai de Paracatu (MG) até Brasília (DF) pela BR-040. Também pelas redes, Nikolas mostrou seus pés após algumas horas de caminhada e relatou estar com dor de cabeça.

    Veja carta completa de Nikolas Ferreira:

    “Escrevo estas linhas para explicar, com o coração aberto, por que decidi caminhar de Minas Gerais até Brasília. Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade.

    A desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro, não são fatos isolados. São sintomas de algo muito mais profundo e perigoso: o cansaço moral de uma nação que vê o mal triunfar sem consequências, escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território e as instituições, enquanto o cidadão honesto é esmagado por um Estado inerte para proteger o bem, mas voraz para cobrar impostos.

    Esta caminhada nasce, portanto, não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós. O povo brasileiro encontra-se inerte, não apenas pelo medo, como muitos acreditam, mas por um estado de paralisia psicológica construído de forma deliberada e intencional.

    Dito isso, este ato é uma etapa pela liberdade e pelo tratamento digno aos presos do dia 8 de janeiro, que foram submetidos a violações de direitos humanos e de garantias fundamentais. E também ao Jair Bolsonaro, Filipe G. Martins, Coronel Naime e tantos outros que sofrem dos mesmos abusos processuais.

    Por isso, esta causa passa, necessariamente, pela derrubada do veto à dosimetria das penas no Congresso.

    Chegarei a Brasília no dia 25 de janeiro para mostrar, com presença física e pacífica, que ainda há brasileiros atentos, solidários e comprometidos com a justiça, com a dignidade humana e com a liberdade.

    E se nada der “certo”? Ainda assim, precisamos fazer o que é certo, sem viver apenas da expectativa de que tudo dê certo. Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena.

    A caminhada será ordeira e pacífica. Não tem como objetivo praticar crimes ou gerar desordem. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição a qualquer cidadão.

    E não, esta caminhada não é uma bala de prata. Não é um gesto para resolver todos os problemas do Brasil, nem pretende substituir instituições, leis ou o dever de cada cidadão. Ela é, antes de tudo, um ato simbólico – e símbolos importam mais do que muitos imaginam.

    Que cada brasileiro saiba: a liberdade não se pede de joelhos; defende-se de pé”.

     

  • 10 plantas que resistem à umidade do banheiro e deixam o cômodo lindo

    10 plantas que resistem à umidade do banheiro e deixam o cômodo lindo

    Reprodução
    banheiro

    Ter plantas no banheiro pode parecer desafiador, mas a verdade é que existem espécies que se adaptam muito bem a esse ambiente. A umidade elevada, as variações de temperatura e, em alguns casos, a pouca iluminação não são obstáculos para plantas resistentes e bem escolhidas. Com os cuidados certos, é possível transformar o banheiro em um espaço mais agradável, fresco e cheio de vida.

    O vapor do banho cria um microclima semelhante ao de florestas tropicais, favorecendo plantas que gostam de umidade. Além disso, muitas espécies não precisam de sol direto e se desenvolvem bem com luz indireta ou artificial.

    Continue a leitura no site Alto Astral, parceiro do Metrópoles.

  • Rio Branco Futebol Clube: história, tradição e o caminho para um futuro sustentável

    Rio Branco Futebol Clube: história, tradição e o caminho para um futuro sustentável

    Poucos clubes no Brasil carregam tanta identidade regional quanto o Rio Branco. Fundado em meio às lutas, sonhos e desafios do povo acreano…

  • Assessora de Márcio Mustafá tem ligação com liderança do CV investigada na “Operação Casa Maior”

    Assessora de Márcio Mustafá tem ligação com liderança do CV investigada na “Operação Casa Maior”

    A “Operação Casa Maior”, deflagrada na semana passada com foco no enfrentamento às ações de uma facção criminosa no Acre, resultou na prisão de Piter Santos de Souza, apontado pelas investigações como uma das lideranças da organização nas regiões da Vila Acre, Projeto Benfica e áreas adjacentes. Conforme apuração do ac24horas, Alana Nobre Jalul mantém […]

  • Chuvas no litoral de SP: temporal causa transtornos e alagamentos. Vídeo

    Chuvas no litoral de SP: temporal causa transtornos e alagamentos. Vídeo

    Reprodução/Redes Sociais
    Litoral de São Paulo registra chuva com alagamentos nesta segunda-feira (19/1). Metrópoles

    Um temporal causou transtornos no litoral de São Paulo nesta segunda-feira (19/1). Diferentes cidades da Baixada Santista e do litoral norte registraram chuvas fortes com vendavais e alagamentos. Veja vídeo:

    Na Baixada Santista, a situação foi mais grave em Peruíbe, que contabilizou 171mm de chuva nas últimas 12 horas — o equivalente ao volume esperado para um período de 15 dias. Os municípios de Itanhaém, Praia Grande, São Vicente e Bertioga também foram afetados.

    Já no litoral norte, os piores cenários foram em Ilhabela e São Sebastião, com aproximadamente 55mm de precipitação.

    Alerta no litoral de SP

    Defesa Civil do estado de São Paulo enviou um alerta severo para chuva forte no litoral do estado no início da tarde desta segunda-feira (19/1). O alerta é válido para a Baixada Santista e cidades como Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião, no litoral norte.

    Segundo o tenente Maxwel Souza, porta-voz da Defesa Civil, o município de Peruíbe registrou 133mm de chuva nas últimas seis horas — o equivalente ao volume esperado para um período de 15 dias.

    Mais cedo, o órgão já havia alertado para a ocorrência de chuva forte, ventos intensos e ressaca marítima em todo o litoral paulista, em razão da passagem da frente fria pelo litoral do estado, que deve provocar instabilidades significativas ao longo do dia.

    De acordo com os modelos meteorológicos, há previsão de acumulados de até 80 milímetros de chuva em menos de 24 horas, com maior intensidade a partir das 15h. A tendência é que a chuva comece a perder força durante a madrugada de terça-feira (20/1).

    Também são esperados ventos com rajadas de até 74 km/h, o que eleva o risco de queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica. No mar, a atuação da frente fria deve provocar ressaca marítima, com ondas que podem atingir até 2,5 metros, oferecendo risco à navegação e a atividades na orla.

    Diante do cenário, a Defesa Civil orienta que a população adote medidas preventivas para reduzir riscos e preservar vidas.


    Recomendações à população:


  • Pedro Rousseff aciona o Ministério Público de MG para apurar voos oficiais de Zema

    Pedro Rousseff aciona o Ministério Público de MG para apurar voos oficiais de Zema

    Pedro Rousseff e Romeu Zema

    Vereador de Belo Horizonte (MG), Pedro Rousseff (PT) acionou o Ministério Público de Minas Gerais para pedir a apuração do suposto uso de aeronaves oficiais do Estado pelo governador Romeu Zema em deslocamentos associados a atos de pré-campanha presidencial em 2026.

    Na peça, o vereador sustenta que o governador teria utilizado aviões do governo mineiro sob a justificativa de agendas institucionais, quando, na prática, os deslocamentos estariam vinculados a compromissos político-partidários.

    O pedido cita reportagens da imprensa nacional que apontam aumento dos gastos com combustível de aviação em 2025, que teriam alcançado quase R$ 1,5 milhão, valor superior ao registrado no ano eleitoral de 2022.

    “Grave afronta”

    O sobrinho de Dilma Rousseff sustenta na petição que a prática pode caracterizar desvio de finalidade e violação aos princípios constitucionais da administração pública

    “A utilização de aeronaves oficiais do Estado de Minas Gerais para a realização de atos de claro caráter político-eleitoral configura grave afronta ao art. 37 da Constituição”, escreveu o parlamentar.

    O vereador questiona ainda a interpretação do decreto que regula o uso das aeronaves e sustenta que a norma só autoriza deslocamentos de interesse público, não viagens com finalidade eleitoral.

    Além dos princípios constitucionais, a representação aponta possível ato de improbidade administrativa por dano ao erário sob o argumento de que despesas com combustível, tripulação e manutenção das aeronaves teriam sido arcadas pelo Estado em viagens sem vínculo com a agenda institucional do governo.

  • Atlético-MG se aproxima de contratar atacante colombiano do Zenit

    Atlético-MG se aproxima de contratar atacante colombiano do Zenit

    Reprodução/@cassierrajr
    Mateo Cassierra, jogador do Zenit que o Atlético-MG está de olho

    Ativo no mercado da bola, o Atlético-MG segue de olho em novas contratações para a atual temporada. Executivo de Futebol do Galo, Paulo Bracks disse que o clube mineiro tem um pré-acordo comMateo Cassierra, atleta colombiano que atualmente atua no Zenit, da Rússia.

     

    “Informo que estamos próximos do sexto reforço. Não está fechado, mas está bem encaminhado. Temos um pré-acordo com Mateo Cassierra, do Zenit. Hoje eu informo que a gente está muito otimista para fechar essa contratação. Estou otimista para dar tudo certo”, disse Paulo Bracks.

    Mateo Cassierra tem 28 anos e é natural de Barbacoas, na Colômbia. Ele iniciou a carreira no Deportivo Cali e depois se transferiu para a Europa. No Ajax, da Holanda, ele atuou na equipe B e também na principal. Ele foi emprestado ao Groningen e, logo depois, foi para o futebol argentino, para defender as cores do Racing.

    Ele voltou para a Europa, onde atuou pelo Belenenses SAD e, durante a temporada 2021/22, foi para o Sochi, da Rússia. Ele chegou ao Zenit na temporada 2022/23. Com a camisa do clube, ele jogou em 93 partidas e marcou 61 gols.

  • Australian Open: Iga Swiatek analisa estreia e admite falta de ritmo

    Australian Open: Iga Swiatek analisa estreia e admite falta de ritmo

    Lionel Hahn/Getty Images
    A polonesa Iga Swiatek, número 1 do mundo, levanta o troféu de Roland Garros de 2024

    Iga Swiatek iniciou a caminhada no Australian Open longe do desempenho ideal, mas conseguiu avançar à segunda rodada. A polonesa superou a chinesa Yue Yuan por 2 sets a 0 em um duelo marcado por oscilações técnicas. Após a partida, a número 2 do mundo fez uma análise franca sobre o próprio rendimento.

    “Com certeza eu estava um pouco enferrujada no começo, não comecei muito bem. Eu sabia que se me dedicasse bastante, começaria a jogar melhor, então foi isso que tentei fazer a partir do meio do primeiro set. Estou feliz que tenha funcionado. Muitos altos e baixos, e tenho algumas coisas para melhorar”, afirmou.

    A número 2 do ranking precisou de mais de duas horas para fechar o confronto, vencendo por 7/6 (7-5) e 6/3. No primeiro set, chegou a ficar em situação delicada ao ver a adversária abrir 5/3, mas reagiu no momento decisivo e levou a partida ao tiebreak.

    Mesmo longe de uma atuação dominante, Swiatek destacou a importância de superar dificuldades logo na estreia: “Não foi perfeito, mas estou feliz porque é difícil ganhar partidas quando as coisas não vão bem. Hoje não foram as melhores, mas consegui vencer, então está tudo bem”, disse.

    Na sequência do torneio, Swiatek terá pela frente a tcheca Marie Bouzkova, que avançou ao vencer Renata Zarazúa.

  • Au pair brasileira testemunha em julgamento de duplo homicídio nos EUA

    Au pair brasileira testemunha em julgamento de duplo homicídio nos EUA

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    Juliana Peres Magalhães, a au pair brasileira no centro de um dos casos criminais mais chocantes dos Estados Unidos nos últimos anos, afirmou em tribunal que decidiu admitir sua participação e testemunhar contra o ex-amante porque era “a coisa certa a fazer”. Ela é a principal testemunha da acusação no julgamento de Brendan Banfield, acusado de assassinar a própria esposa, Christine Banfield, e um segundo homem, Joseph Ryan, em fevereiro de 2023.

    Banfield responde por acusações de homicídio qualificado agravado e se declarou inocente. A promotoria, no entanto, sustenta que ele foi o mentor de um plano elaborado para matar a esposa e simular uma invasão domiciliar, usando um falso encontro sexual como isca.

    A au pair Juliana Peres Magalhães
    A au pair Juliana Peres Magalhães

    O olhar da psicologia

    O caso envolvendo a au pair brasileira Juliana Peres Magalhães, hoje uma das principais testemunhas no julgamento de Brendan Banfield, reacende um debate importante sobre a vulnerabilidade emocional de jovens que deixam o país para trabalhar e morar dentro da casa de famílias estrangeiras.

    Para a psicóloga Candice Galvão, a distância da família, da cultura de origem e da rede de apoio fragiliza mecanismos fundamentais de regulação emocional, tornando essas jovens mais suscetíveis a relações de dependência e manipulação.

    Segundo a especialista, a família e os vínculos afetivos funcionam como uma base de proteção psíquica. Quando essa referência é rompida, sentimentos como solidão, insegurança e medo de errar tendem a se intensificar. Nesse contexto, a jovem passa a depender mais intensamente do ambiente imediato para validação emocional, o que pode reduzir a capacidade crítica diante de situações abusivas ou de risco.

    Relação secreta e acusação de premeditação

    Segundo os promotores, Brendan Banfield mantinha um relacionamento extraconjugal com Juliana Peres Magalhães, uma au pair brasileira que vivia com a família Banfield na cidade de Herndon, na Virgínia. De acordo com a acusação, ele teria planejado a morte da esposa atraindo um desconhecido para dentro da casa por meio de um site fetichista.

    A promotoria afirma que Banfield criou um perfil falso no FetLife.com — uma plataforma voltada a práticas BDSM — fingindo ser Christine. Por meio desse perfil, ele teria iniciado conversas com Joseph Ryan, descrevendo um encontro sexual consensual que envolvia amarrações, resistência simulada, roupas cortadas com faca e encenação de violência extrema.

    Ryan acreditava estar participando de um jogo sexual previamente combinado. No entanto, segundo a acusação, o encontro fazia parte de um plano para matar Christine e atribuir a culpa ao visitante.

    Brendan Banfield

    Duas mortes, métodos distintos

    Joseph Ryan foi morto a tiros, enquanto Christine Banfield morreu após ser esfaqueada dentro da residência do casal. As mortes ocorreram no mesmo dia, no interior da casa da família, levantando inicialmente a suspeita de um ataque externo.

    Durante semanas, o caso foi tratado como um possível crime cometido por um invasor. No entanto, a ausência de sinais claros de arrombamento e contradições nos depoimentos levaram a investigação a seguir outro caminho.

    Christine Banfield

    “O certo a se fazer”

    Juliana Peres Magalhães acabou se declarando culpada por homicídio culposo pela morte de Ryan e passou a cooperar com a promotoria. Desde o início do julgamento, que começou nesta semana, ela tem prestado depoimento contra Brendan Banfield.

    Questionada em tribunal sobre o motivo de ter aceitado o acordo e decidido contar tudo, Juliana respondeu que foi movida por culpa e arrependimento.

    “Eu pensei que era a coisa certa a fazer”, afirmou, segundo a CNN. “O mundo merecia saber o que realmente aconteceu e eu simplesmente não conseguia mais guardar isso comigo — o sentimento de vergonha, culpa, tristeza, tudo isso.”

    Longe de casa

    Outro ponto destacado pela psicóloga é o impacto do sentimento de gratidão associado à oportunidade de viver no exterior.

    “A ideia de que se trata de uma grande chance pode levar à normalização de comportamentos inadequados”, afirma Candice.

    O medo de perder o emprego, o visto ou de decepcionar a família faz com que muitas jovens silenciem desconfortos, relativizem invasões de limite e aceitem situações que geram sofrimento psíquico.

    A especialista também chama atenção para sinais iniciais de abuso psicológico que, muitas vezes, passam despercebidos. Controle excessivo de horários e contatos, isolamento de amigos, críticas constantes, invasão de privacidade e a sensação permanente de medo ou tensão são indicativos importantes. “Quando a pessoa sente que precisa pisar em ovos o tempo todo, algo já está errado”, pontua.

    De acordo com Candice Galvão, o abuso psicológico atua de forma gradual, minando a autoconfiança e dificultando pedidos de ajuda. A vítima pode passar a duvidar da própria percepção, sentir vergonha ou temer não ser acreditada, especialmente quando há dependência financeira ou questões migratórias envolvidas. Por isso, muitas demoram a denunciar ou sequer conseguem nomear o que estão vivendo como abuso.

    “Divórcio não era uma opção”

    Em depoimentos anteriores, Juliana afirmou que Brendan começou a falar em matar a esposa depois de dizer que queria “se livrar” dela. Segundo ela, quando questionado sobre a possibilidade de separação, ele teria sido categórico ao afirmar que o divórcio “não era uma opção”.

    De acordo com a testemunha, Banfield alegava motivos financeiros e o desejo de não dividir a guarda da filha como razões para descartar uma separação legal, um ponto que a promotoria usa para sustentar a tese de premeditação.

    Brendan e Christine com a filha

    O plano

    Os promotores afirmam que o plano envolvia Brendan entregar uma arma a Juliana e instruí-la a ligar para o celular de Christine assim que Ryan entrasse na casa. Em seguida, ela deveria ligar para ele, que aguardava em um McDonald’s próximo, supostamente para criar um álibi.

    Juliana testemunhou que, nos dias que antecederam as mortes, Brendan mudou deliberadamente sua rotina para que não chamasse atenção o fato de estar naquele restaurante no horário do crime.

    Após receber a ligação, Banfield teria dirigido de volta para casa, atirado em Ryan na cabeça e, em seguida, esfaqueado a esposa, tentando fazer parecer que Ryan havia cometido o ataque. Segundo a acusação, Juliana atirou novamente em Ryan ao perceber que ele ainda se movia.

    Emocional abalado

    Para a psicóloga Candice, o preparo emocional antes de aceitar programas como au pair ou trabalho doméstico no exterior é fundamental. Autonomia emocional, clareza de limites, compreensão sobre relações de poder e capacidade de dizer “não” sem culpa são fatores de proteção. Ela ressalta que a psicoterapia prévia pode ajudar a fortalecer a identidade, reduzir idealizações e ampliar a percepção de risco.

    Candice Galvão conclui que viver fora do país não deve significar abrir mão da própria dignidade emocional. Manter vínculos externos, preservar uma vida social fora do ambiente de trabalho e saber onde buscar ajuda são medidas essenciais de cuidado.

    “Gratidão não é dívida. Nenhuma oportunidade justifica o silenciamento, o medo ou o adoecimento emocional”, afirma.

    Defesa contesta versão da acusação

    Brendan Banfield se declarou inocente de todas as acusações. Seu advogado, John Carroll, afirmou em tribunal que Juliana Peres Magalhaes só foi presa para ser pressionada a cooperar com a promotoria.

    Segundo a defesa, a au pair foi “virada” contra o réu para reduzir sua própria responsabilidade criminal. A estratégia dos advogados é questionar a credibilidade da testemunha e apresentar o depoimento como resultado de um acordo judicial favorável.

    O julgamento segue em andamento

    O julgamento de Brendan Banfield começou este mês, no Condado de Fairfax, Virgínia. A seleção do júri e as primeiras sessões ocorreram a partir do dia 13. O processo está com testemunhos em curso, e deve se estender por cerca de quatro semanas.

    Juliana Peres Magalhães se declarou culpada por homicídio culposo em 2024 e aguarda sentença definitiva, que depende do desfecho do julgamento de Banfield. A promotoria concordou em recomendar benefícios legais em troca de sua cooperação contínua.

    O julgamento segue em andamento e deve incluir novos depoimentos, análises forenses e confrontos entre acusação e defesa. O caso continua a atrair atenção por envolver traição, manipulação psicológica e o uso de um suposto jogo sexual como peça central de um plano de assassinato.

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