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  • Master: Justiça achou e bloqueou R$ 112 milhões de Augusto Lima na Reag

    Master: Justiça achou e bloqueou R$ 112 milhões de Augusto Lima na Reag

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    augusto lima

    Meses antes de ser um dos alvos da Operação Compliance Zero, o ex-sócio do Banco Master Augusto Lima teve os bens bloqueados pela Justiça de São Paulo. O bloqueio foi feito em 29 de abril de 2025, quando foram encontrados R$ 112 milhões aplicados em uma conta de Augusto na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.Afundo que foi liquidado pelo Banco Central quinta-feira (15/1) e alvo da segunda fase da Compliance Zero.

    Segundo os documentos da Justiça de São Paulo, o bloqueio foi determinado em uma ação de execução de dívida. A família ex-proprietária do Banco Voiter, que foi vendido ao Master em 2024, solicitou liminar para bloquear bens dos banqueiros do Master no valor original da dívida, de R$ 470,5 milhões.

    A 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou o bloqueio dos valores nas contas dos executivos. A restrição durou apenas oito dias porque as partes fecharam o primeiro acordo.

    Na época, a Justiça encontrou valores em outros bancos em nome de Augusto. Mas a maior fatia estava na Reag. Veja:

    Histórico da Reag

    A Reag Investimentos já foi considerada o empreendimento de maior sucesso instalado no maior centro financeiro do país, a Faria Lima, em São Paulo. Em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões.

    No entanto, o sucesso da Reag começou a ser observado por outro prisma com o início das operações da PF envolvendo a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Faria Lima.

    O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, foi um dos alvos da Compliance Zero na quarta-feira (14/1), e a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão, em endereços ligados a ele, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação também atingiu o empresário Nelson Tanure, conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras.

    Segundo nota do BC, a decretação da liquidação extrajudicial da Reag é motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)”.

    Procurada, a defesa de Augusto Lima informou que não vai se manifestar.

  • CGU multa em R$ 21 milhões empresa investigada pela PF por fraudes

    CGU multa em R$ 21 milhões empresa investigada pela PF por fraudes

    Reprodução / CGU
    CGU

    A Controladoria-Geral da União (CGU) aplicou uma multa de R$ 21,5 milhões à empresa de tecnologia da informação Linkcon Ltda., investigada pela Polícia Federal (PF) por fraudes em licitação e em contratos firmados com a Companhia Docas do Rio de Janeiro, a partir de uma ata de registro de preços.

    Fundada em 2004 e com sede em Recife (PE), a empresa já havia sido proibida pela CGU de firmar contratos com a União em 2022. A decisão que aplicou a multa também determinou uma nova proibição pelo prazo de dois anos.

    Entre 2014 e 2020, a Linkcon recebeu R$ 36,2 milhões em contratos para reparos e manutenção de computadores com os ministérios da Saúde, Agricultura e Pecuária, Transportes, Cultura, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Turismo, Previdência e com a Secretaria Nacional de Juventude, vinculada diretamente à Presidência da República.

    A Linkcon foi alvo da PF na Operação Vaporware, deflagrada em 2019, que investigou irregularidades em contratos de tecnologia da informação firmados pela Companhia Docas. De acordo com a CGU, “ficou comprovado que a empresa se beneficiou do direcionamento do certame, com pesquisa de preços restrita a empresas de pequeno porte de setores distintos ao objeto licitado”.

    “Algumas dessas empresas possuíam sócios com vínculos diretos com a Linkcon, e uma delas apresentou proposta baseada em pregão anterior vencido pela própria empresa. Além disso, partes do edital eram idênticas aos atestados técnicos apresentados pela Linkcon, que também apresentou documento falso para se enquadrar como empresa de pequeno porte. Apenas três contratos celebrados com base na ARP 01/2016 geraram um prejuízo de R$ 5,8 milhões aos cofres públicos”, afirmou o órgão fiscalizador.

  • Escola Viraventos oferece programa bilíngue da Thomas como diferencial

    Escola Viraventos oferece programa bilíngue da Thomas como diferencial

    19/01/2026 06:00, atualizado 19/01/2026 06:00

    metropoles.com

    Não é segredo que o inglês abre muitas portas em diversas áreas como negócios, ciência, tecnologia, turismo e educação. Assim, dominar o idioma amplia oportunidades profissionais, facilita o acesso a informações e permite a interação com pessoas de diferentes culturas.

    Diante desse contexto, o Thomas Bilíngue for Schools oferece um programa bilíngue para o Colégio Viraventos como um diferencial na formação dos estudantes.

    A iniciativa tem como foco o ensino progressivo da língua inglesa aliado à formação acadêmica, social e emocional dos estudantes.

    Na prática, a proposta é que o inglês deixe de ser tratado como uma disciplina isolada e passe a ser utilizado como ferramenta de comunicação e construção do conhecimento em atividades pedagógicas, projetos e vivências em sala de aula. O modelo atende diferentes faixas etárias e níveis de proficiência dos alunos.

    Reconhecido por um projeto pedagógico centrado no estudante, o Colégio Viraventos adota uma abordagem que considera o desenvolvimento integral dos alunos.

    Nesse sentido, a parceria com o Thomas Bilíngue for Schools amplia as possibilidades de aprendizagem e contribui para a formação de competências alinhadas às demandas do século XXI.

    De acordo com Luiz Eduardo Moreira, coordenador pedagógico do Thomas Bilíngue for Schools, a parceria representa um avanço na consolidação de uma proposta de educação bilíngue integrada.

    Segundo ele, o modelo combina metodologia, inovação e intencionalidade pedagógica para promover uma formação global e contemporânea.

    Com o suporte metodológico do Thomas Bilíngue for Schools, os estudantes desenvolvem competências linguísticas de forma gradual, respeitando as especificidades de cada etapa de ensino.

    “Desde a implementação do programa, a escola observa mudanças no perfil dos alunos, como maior autonomia no processo de aprendizagem e mais segurança para se expressar em diferentes contextos. A ampliação da visão de mundo e o contato com diferentes culturas também são apontados como resultados do projeto.”

    Luiz Eduardo Moreira, coordenador pedagógico do Thomas Bilíngue for School

    A integração do idioma ao currículo favorece práticas de aprendizagem contextualizadas e o desenvolvimento de habilidades como comunicação, colaboração e pensamento crítico.

    Impactos

    Os impactos da parceria se estendem ao corpo docente. Professores passam a ter acesso à formação continuada, além de novas metodologias e recursos pedagógicos, o que contribui para o aprimoramento das práticas em sala de aula e para o fortalecimento de uma cultura institucional voltada à inovação educacional.

    A parceria entre o Colégio Viraventos e o Thomas Bilíngue for Schools segue em desenvolvimento e integra as ações da instituição voltadas à qualificação do ensino e à ampliação das experiências educacionais oferecidas aos estudantes.

    Sarah Leiros, vice-diretora do Colégio Viraventos, explica que a ideia é oferecer um sistema de ensino que compreenda desde a Educação Infantil ao Ensino Médio.

    Segundo ela, o inglês assim como toda e qualquer linguagem abre uma janela de oportunidades para estimular a formação.

    A educadora afirma que os alunos têm demonstrado desenvoltura no idioma, habilidade no speaking, listening e na compreensão dos comandos da professora.

    “A experiência permite uma compreensão mais profunda do processo de aprendizagem dos alunos e fortalece o vínculo entre escola e família. De forma recorrente, esse momento gera retornos muito positivos por parte dos pais, que reconhecem o engajamento das crianças, a qualidade do ensino e os avanços observados no desenvolvimento acadêmico e socioemocional dos estudantes.”

    Sarah Leiros, vice-diretora do Colégio Viraventos

    O Colégio Viraventos promove, ainda, o momento Escola Aberta, uma iniciativa que convida as famílias a vivenciarem de perto a rotina pedagógica da instituição. Nessa ocasião, os pais participam das aulas junto com as crianças, acompanhando as práticas, metodologias e interações em sala de aula.

    Thomas Bilíngue for Schools

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  • Programa bilíngue da Thomas reforça educação globalizada em escolas

    Programa bilíngue da Thomas reforça educação globalizada em escolas

    19/01/2026 06:00, atualizado 19/01/2026 06:00

    metropoles.com

    A Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (ABEBI) destacou uma tendência que vem ganhando força no país: o ensino bilíngue cresceu 10% nos últimos cinco anos e tem se tornado um requisito indispensável na hora de selecionar a escola dos filhos.

    De acordo com o Ministério da Educação (MEC), houve um aumento de 64% na procura por escolas com um segundo idioma, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Por isso, os colégios que buscam formar estudantes cada vez mais preparados e conectados alinham o conhecimento com o programa Thomas Bilíngue for School, braço educacional da tradicional Casa Thomas Jefferson.

    É o caso do colégio Marista Rosário, em Porto Alegre, que aderiu ao projeto em 2022 e promoveu, por meio da disciplina, uma mudança significativa na forma como o idioma é vivenciado pelos estudantes.

    Mais do que aulas de inglês, o programa propõe uma educação bilíngue integrada, onde a língua é utilizada em diferentes contextos e áreas do conhecimento, de forma natural, significativa e progressiva.

    Desde as séries iniciais, os estudantes são estimulados a se comunicar, resolver problemas, criar projetos e interagir em inglês, desenvolvendo não apenas a fluência no idioma, mas também competências essenciais do século XXI, como pensamento crítico, criatividade, colaboração e autonomia.

    “O objetivo é que o estudante se aproxime da língua de forma significativa, apreciando e valorizando suas próprias aprendizagens, para que, a partir de suas vivências bilíngues, possa ampliar seus horizontes, fortalecer o desejo de aprofundar o domínio da língua e expandir sua compreensão do mundo.”

    Vivian Bitello, vice-diretora do Colégio Marista Rosário

    Consultoria 360

    O programa foi criado para auxiliar no desenvolvimento da educação bilíngue real em escolas parceiras de todo o Brasil por meio de uma consultoria 360, ampliando a área pedagógica, comercial e de campanha de marketing, contemplando a construção curricular, a formação contínua de professores, o acompanhamento pedagógico, a avaliação de aprendizagem e o apoio à gestão escolar.

    Atualmente, o Thomas Billíngue for Schools atende mais de 140 escolas em diferentes regiões do país com um olhar personalizado que respeita a identidade, cultura e proposta pedagógica de cada instituição. A consultoria oferecida não é uma solução pronta, mas um atendimento personalizado, com olhar individualizado e adaptação às características e necessidades de cada escola, respeitando sua filosofia e cultura.

    “Não somos uma caixinha mágica. Cada instituição de ensino tem sua identidade, uma filosofia e cultura. Nosso trabalho começa entendendo quem é essa escola e o que faz sentido para ela. A partir disso, construímos juntos”, afirma Robson.

    Exame de Cambridge

    Reconhecida pelo Departamento de Estado da Embaixada dos Estados Unidos por excelência em inglês, a instituição Thomas Jefferson é referência absoluta em aplicação do exame de Cambridge e estende essa capacidade aos seus parceiros, que se tornam centros aplicadores, ampliando a visibilidade institucional e beneficiando não apenas alunos das escolas associadas, mas a comunidade em geral.

    O programa Thomas Bilíngue for Schools também está apto a preparar e aplicar simulados espelhados nos exames internacionais, focados na mensuração da produção linguística do estudante ao término dos ciclos do Ensino Fundamental (4º e 9º anos).

    Seguindo o mesmo formato das questões dos exames, os simulados fornecem resultados que informam o progresso do aluno na sua jornada de aprendizagem do idioma.

    Metodologia de Ensino

    A metodologia da instituição permite trabalhar com alunos de diferentes níveis por meio de testes de avaliação e acompanhamento. Para estudantes com pouco ou nenhum contato prévio com inglês, a Thomas e as escolas oferecem programas de aceleração.

    Segundo Robson, o acompanhamento em sala de aula faz parte de um processo formativo e tem caráter construtivo para o docente e o aluno.

    “A ideia de observar aula e acompanhar o professor não é punitiva. É de construção. Observamos, damos retorno, ajustamos juntos e melhoramos a prática”, reforça o gestor.

    Assim, o ensino bilíngue passa a ser visto como uma necessidade formativa e não apenas um diferencial.

    Thomas Bilíngue for Schools

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  • Quartel ou motel: PMDF investiga sexo entre militares em batalhão

    Quartel ou motel: PMDF investiga sexo entre militares em batalhão

    Reprodução
    Camas de um alojamento - Metrópoles

    Dois policiais militares do Distrito Federal (PMDF) se tornaram alvo de uma investigação interna, após serem denunciados por fazerem o alojamento feminino do Batalhão de Policiamento de Choque da corporação de motel.

    A coluna Na Mira teve acesso a parte do documento, o qual afirma que o casal seria formado por um soldado e uma sargento da PMDF teria feito sexo no local pelo período de três meses. O documento, porém, não detalha quando exatamente tudo ocorreu.

    Ainda segundo o relato, os fatos ocorriam durante a madrugada e o soldado chegou a coagir outros colegas de farda para que eles não o denunciasse aos superiores.

    O Metrópoles entrou em contato com a Polícia Militar. Por meio de nota, a PM disse que “recebeu uma denúncia anônima sobre este fato e o Departamento de Controle e Correição já instaurou procedimento apuratório, com o objetivo de esclarecer os fatos”.

  • Polícia de SP rompe acordo com Banco Master para empréstimo consignado

    Polícia de SP rompe acordo com Banco Master para empréstimo consignado

    Reprodução/Banco Master
    BANCO MASTER

    A Polícia Militar de São Paulo informou que rompeu um acordo que mantinha com o Banco Master pelo qual servidores da instituição podiam contratar empréstimos consignados com desconto direto na folha de pagamento.

    Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o acordo foi interrompido em novembro de 2025, como “efeito imediato” da decretação da liquidação extrajudicial da instituição financeira, decretada pelo Banco Central em meio às investigações sobre supostas práticas de fraude bancária pelo Master.

    “Cabe à Polícia Militar apenas a formalização do acordo com a instituição selecionada e a operacionalização dos descontos em folha referentes aos empréstimos contratados”, informou a SSP em nota ao Metrópoles.

    Ainda segundo a pasta, a corporação aceita todas as instituições financeiras escolhidas pelos servidores para a contratação de empréstimos com desconto em folha de pagamento, desde que atendam aos requisitos legais e técnicos estabelecidos. Atualmente, 111 instituições de crédito estão habilitadas para esse finalidade.

    “O sistema de consignações em folha de pagamento no âmbito da administração pública estadual é regulamentado há mais de dez anos pelo Decreto Estadual nº 60.435/2014, que assegura ao servidor a livre escolha da instituição financeira”, informou a Secretaria da Segurança Pública.

  • Deputado que levou Michelle a Moraes dialoga com ministro desde agosto

    Deputado que levou Michelle a Moraes dialoga com ministro desde agosto

    Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
    O líder do PL, Altineu Côrtes - Metrópoles

    O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), responsável por levar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para conversar com Alexandre de Moraes, tem se aproximado do ministro desde agosto de 2025.

    Como mostrou a coluna, Altineu esteve com Moraes em uma conversa privada no dia 12 de agosto do ano passado, algo que, na ocasião, incomodou deputados bolsonaristas, colegas do vice-presidente no PL.

    Em agosto, Altineu esteve com Moraes tratando do projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, que acabou virando o PL da Dosimetria e foi votado no final de 2025 pelo Congresso Nacional.

    Segundo interlocutores do deputado, ele conversou justamente sobre a possibilidade de negociar um texto alternativo sobre a anistia, algo que era rejeitado pela maioria da bancada bolsonarista.

    Intermediador de Michelle

    Agora, com Jair Bolsonaro condenado e preso pela trama golpista, Altineu foi o responsável por intermediar um encontro entre Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes.

    O encontro aconteceu horas antes de Moraes decidir transferir Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a Papudinha, onde o ex-presidente ganhou uma cela maior e alguns benefícios para sua saúde.

  • Coleção polêmica: peças vermelhas da Seleção voltam a dividir opiniões

    Coleção polêmica: peças vermelhas da Seleção voltam a dividir opiniões

    @culturasnkrs/ Instagram/ Reprodução
    Collab Jordan Brand x Seleção

    A parceria entre a Seleção Brasileira e a Jordan Brand volta a agitar as redes sociais. Um portal especializado divulgou imagens da possível coleção, que incluem peças na cor vermelha, e a reação do público foi imediata. Entre elogios ao design e críticas carregadas de viés político, o debate ganhou força e reacendeu uma discussão que parecia superada.

    Collab Jordan Brand x Seleção
    Peças vermelhas da Jordan Brand para a Seleção voltam a gerar polêmica. Em 2025, a CBF vetou a produção alegando preservação das cores nacionais

    A polêmica das cores

    A polêmica não é nova. Em abril de 2025, surgiram os primeiros rumores sobre a colaboração entre CBF e a marca da Nike focada em basquete e lifestyle. Meses depois, em agosto, o presidente da CBF, Samir Xaud, revelou que se reuniu de forma emergencial com a fabricante de material esportivo para vetar a produção de camisas vermelhas para a Seleção. Na ocasião, Xaud negou qualquer relação do veto com questões políticas e defendeu que as cores da bandeira brasileira devem ser mantidas nos uniformes da Seleção.

    Collab Jordan Brand x Seleção
    A parceria  enfrenta críticas pelo uso do vermelho nas peças

    Apesar da restrição, a Jordan já havia produzido diversas peças que devem ser lançadas, ao menos fora do Brasil. Imagens oficiais vazaram e bastou isso para reacender o debate.

    Nas redes sociais, a reação foi polarizada. “Ficou incrível”, elogiou um internauta entusiasmado com o visual proposto pela marca americana. Do outro lado, críticas inflamadas: “Tinha que ser vermelho nas cores do partido da esquerda? Aí não”, disparou outro usuário.

    Preto, vermelho e o DNA da Jordan

    As imagens vazadas revelam uma coleção predominantemente preta com detalhes em vermelho, seguindo a cartela de cores clássica da Jordan Brand. Entre as peças mais chamativas está uma jaqueta com recortes vermelhos nas laterais, trazendo a escrita Brasil nas costas em letras brancas acompanhadas do clássico Jumpman vermelho.

    Collab Jordan Brand x Seleção
    Internautas criticam a substituição da letra  A de Brasil pelo icônico Jumpman nas peças da coleção

    A coleção inclui ainda camisas de manga longa em tecido acetinado preto com o número 23 bordado nas costas, uma clara homenagem a Michael Jordan, além de camisetas oversized, shorts, moletons com capuz e calças de moletom amplas. Todas as peças mantêm o mesmo conceito visual.

    O que deveria ser uma discussão sobre design e inovação no vestuário esportivo se transformou em mais um capítulo da politização do futebol brasileiro. Resta saber se a CBF manterá o veto ou se a pressão popular, favorável ou contrária, influenciará os rumos dessa colaboração milionária com a Jordan Brand.

    Collab Jordan Brand x Seleção
    Fotos vazadas revelam estética streetwear com o escudo da CBF bordado, numeração 23 e a assinatura visual da Jordan Brand
  • Veterinário fake inventa diploma, engana conselho e atua por 5 anos no DF

    Veterinário fake inventa diploma, engana conselho e atua por 5 anos no DF

    Getty Images
    cachorro no veterinário

    Um homem que exercia ilegalmente a profissão de médico veterinário no Distrito Federal teve o registro anulado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-DF) após a descoberta de que ele comprou diploma e o vinculou, de forma fraudulenta, a uma instituição privada de ensino superior em São Paulo.

    Mesmo sem formação legítima, Ronald Patrich Teixeira, 46 anos, atuou por anos como anestesista, uma das funções mais sensíveis e arriscadas da prática veterinária.

    Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele se apresentava como médico veterinário desde, pelo menos, 2020. Além de atuar profissionalmente, ele afirmava ser proprietário de uma clínica veterinária no Guará (DF).

    O Metrópoles apurou que, antes de trabalhar na unidade do Guará, Ronald teria arrendado um hospital veterinário na Asa Sul, mas perdeu o controle do estabelecimento após deixar de pagar despesas básicas e profissionais que atuavam no local. O imóvel acabou retornando aos antigos donos da clínica.

    O esquema do homem começou a ruir após veterinários que trabalhavam com ele desconfiarem de sua conduta profissional, especialmente diante de casos clínicos mais complexos. As suspeitas foram levadas ao CRMV-DF e à PCDF, que instaurou inquérito para verificar a autenticidade do diploma apresentado por Ronald.

    Durante a apuração, a universidade citada no documento negou qualquer vínculo acadêmico com o investigado. Diante da confirmação da fraude, o CRMV-DF foi formalmente notificado e decidiu pela anulação do registro do falso veterinário.

    Em portaria oficial, o conselho determinou que a punição tenha efeito retroativo, o que significa que, do ponto de vista legal, Ronald nunca esteve regularmente inscrito na profissão. O CRMV também solicitou a notificação do Ministério Público, para que outras providências sejam adotadas.

    Segundo a legislação brasileira, uso de documento falso e o exercício ilegal da profissão são crimes. Em caso de condenação, o envolvido pode ser penalizado com reclusão de 2 a 6 anos, além de multa.

    Histórico inventado e risco à vida animal

    À reportagem, uma pessoa que trabalhou diretamente com Ronald relatou que ele construía um currículo acadêmico fictício para reforçar sua credibilidade no meio profissional.

    Segundo a testemunha, que terá a identidade preservada, o homem dizia ter mestrado e doutorado em medicina veterinária, além de afirmar que havia se formado em São Paulo, coordenado um hospital em Minas Gerais e cursado pós-graduação em Portugal.

    “Ele nunca dava opinião própria sobre os quadros clínicos e sempre concordava com o que os outros diziam. Parecia um veterinário fraco, inseguro, mas ninguém imaginava que ele tivesse comprado um diploma”, afirmou.

    A situação se agravou quando colegas perceberam indícios mais concretos da fraude. “Tudo veio à tona depois que alguém viu uma conversa que ele havia deixado aberta no computador”, relatou o ex-colega de trabalho.

    Ainda segundo o depoimento, profissionais passaram a questionar se o CRMV-DF teria verificado adequadamente a autenticidade do diploma antes de conceder o registro e a carteira profissional. Em um dos episódios mais graves, Ronald teria insistido na realização de um procedimento inadequado.

    “Presenciei quando ele defendeu uma conduta errada. Mesmo após alertas, outro cirurgião acabou aceitando a ideia, o procedimento deu errado e, na tentativa de corrigir, a situação piorou”, contou a testemunha.

    Procedimentos incorretos e beijo na bochecha

    Uma segunda testemunha ouvida pela reportagem relatou que Ronald se apresentou a ela como especialista em anestesia e dermatologista. A pessoa, que também terá a identidade preservada, contou que muitas vezes presenciou o homem fazer procedimentos que não pareciam corretos. “Mas como eu acreditava que ele tinha mais experiência que eu, não contestava”, declarou.

    Segundo a testemunha, o investigado tinha comportamentos inadequados com profissionais mulheres. Conforme relatado, Ronald costuma dizer que sentia “ciúme” da roupa que as trabalhadoras vestiam, “tentava se relacionar” com elas e chegou a acordar uma das vítimas com um beijo na bochecha.

    “Ele não tentou esconder nenhum pouco o que fazia”, contou ao Metrópoles a testemunha.

    Uma terceira pessoa contou que Ronald frequentemente “cometia diversas imprudências”. “Quando a dona— também veterinária — descobria, muitas vezes ele colocava a culpa em outros veterinários da clínica”, pontuou.

    Em nota, assinada pelo presidente do CRMV-DF, Rodrigo Antonio Bites Montezuma, a entidade disse que os atos praticados indevidamente por Ronald podem ser alvo da responsabilização penal, que já está em andamento segundo a polícia do DF. O conselho disse, ainda, que o falso veterinário pode ser responsabilizado se tiver causado prejuízos a terceiros.  “Todas as autoridades competentes, federais e distritais, bem como o Sistema CFMV/CRMVs estão sendo informadas da situação”, disse.

    O CRMV-DF disse, também, que o caso aparenta ser isolado, mas que “mesmo assim os procedimentos de verificação estão sendo revistos para evitar qualquer recorrência e que o site www.crmvdf.org.br possui na aba serviços on-line, a possibilidade de consulta a profissionais e empresas registradas no DF, e se estuda uma campanha de selo de certificação dos estabelecimentos demonstrando a sua regularidade na prestação de serviços veterinários”, disse.

    O outro lado

    O Metrópoles tentou contatar Ronald Patrich Teixeira, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O Conselho Regional de Medicina Veterinária também foi procurado. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

  • Golpista usa IA e imita apresentador de TV em prêmio fake de R$ 50 mil

    Golpista usa IA e imita apresentador de TV em prêmio fake de R$ 50 mil

    Arte/Metrópoles
    golpe ia videochamada

    Imagine atender a uma videochamada e, do outro lado da tela, reconhecer imediatamente o apresentador de um programa de sorteios do qual você participa. Ele sorri, diz seu nome e anuncia: “Você ganhou R$ 50 mil”. Golpe? Provavelmente não seria essa a sua primeira suspeita.

    É exatamente nessa confiança que criminosos estão apostando ao usar deepfake, uma tecnologia de inteligência artificial capaz de clonar imagem e voz  de outra pessoa, para aplicar golpes cada vez mais sofisticados por meio de chamadas de vídeo.

    Uma servidora pública do Distrito Federal, que preferiu não se identificar, foi alvo de uma tentativa de golpe nessa modalidade no último domingo (11/1). Por pouco, os criminosos não tiveram acesso aos seus dados bancários.

    “Recebi uma videochamada pelo WhatsApp, de um número de São Paulo, com a foto de perfil do programa Viva Sorte. Quando atendi, apareceu o apresentador Renato Ambrosio, que falou meu nome e disse que eu havia ganhado R$ 50 mil. Como eu realmente comprava títulos de capitalização do sorteio, não desconfiei. Parecia tudo muito real”, relata a mulher.

    O Viva Sorte é um título de capitalização que permite concorrer a prêmios com o número adquirido. Os sorteios são divulgados aos domingo no programa televisivo apresentado por Ambrosio e pelas redes oficiais da premiação.

    A vítima conta que o golpista usava a imagem de Ambrosio e tinha a mesma voz que ele. O falso comunicador pediu a chave Pix e o CPF dela para fazer a transferência do valor e orientou que, em seguida, ela compartilhasse a tela do celular quando acessasse o aplicativo do banco.

    “Eu cheguei a pular de alegria ao saber que tinha ganhado o prêmio. O apresentador fake até falou o meu nome completo e meu e-mail na ligação”, comenta.

    O golpista explicou que o intuito da gravação era ver o valor do prêmio sendo depositado na conta dela. “O meu aplicativo do banco estava instalado em outro aparelho meu. Eles pediram que eu filmasse o aplicativo do banco, foi quando comecei a desconfiar”, conta.

    De acordo com a servidora, o golpista chegou a dizer que poderia demorar um pouco para o dinheiro cair na conta dela, tendo em vista se tratar de uma quantia alta.

    “Enquanto eu pegava meu outro celular, ele chegou a perguntar o que eu faria com os R$ 50 mil e disse que, no dia seguinte, a produção do programa entraria em contato para marcar a gravação da entrega de um cheque simbólico”, relembra.

    O golpe só não se concretizou porque a mulher pediu ajuda aos filhos para verificar a veracidade da ligação na internet. Foi então que um deles encontrou, na página oficial do verdadeiro apresentador do programa, um vídeo alertando sobre golpes que usam indevidamente sua imagem.

    “Imediatamente encerrei a ligação quando percebi que se tratava de uma tentativa de golpe”, diz.

    A vítima conta que procurou uma delegacia da Polícia Civil do DF para saber como deveria proceder, já que, apesar de não ter informado dados bancários, os golpistas tinham sua imagem e seu CPF.

    Segundo ela, o atendente explicou que, como não houve prejuízo financeiro nem repasse de valores via Pix, ela poderia acessar o site do Banco Central, entrar na área de registros pelo Gov.br e verificar se havia contas, empréstimos ou outras movimentações abertas em seu nome.

    A mulher afirmou que seguiu a recomendação, gerou o relatório e constatou que “não havia nada irregular”, o que a deixou mais tranquila.

    Casal perdeu R$ 30 mil

    Um casal de aposentados da zona norte de Marília, no interior de São Paulo, perdeu mais de R$ 30 mil, após cair no golpe aplicado por criminosos que se passaram pelo apresentador de TV.

    A mulher, de 72 anos, recebeu uma videochamada de um homem que afirmou que ela havia sido sorteada em uma promoção de título de capitalização, com prêmio de R$ 50 mil. O golpista, que usava um cenário semelhante ao de um programa televisivo, solicitou dados bancários e pessoais para “efetuar o depósito do valor”.

    Convencido pela encenação, o casal seguiu as instruções dos criminosos, abriu contas em um banco digital e enviou documentos e fotos. Pouco depois, receberam um depósito de R$ 6 mil, o que aumentou a confiança na suposta premiação.

    Com acesso às contas, os golpistas realizaram transferências via Pix e contrataram empréstimos em nome das vítimas, causando um prejuízo total superior a R$ 30 mil. O casal só percebeu a fraude após ser alertado por um vizinho.

    Alerta para golpe

    O apresentador Renato Ambrosio alertou o público sobre golpistas que estão usando sua imagem para tentar enganar pessoas. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele reforçou que não liga para ninguém, não pede dinheiro e não comunica prêmios por telefone.

    Ambrosio destacou que, se alguém receber uma ligação usando o rosto dele, deve desconfiar imediatamente, já que a voz e o comportamento não correspondem aos dele.

    “Eu não ligo para ninguém pedindo dinheiro. Se alguém te ligar com este rosto aqui, é golpe. Bloqueie”, afirmou o apresentador.

    Veja vídeo:

    Ainda no alerta, o comunicador pediu que as famílias orientem pais e mães para evitar que caiam em golpes. Ele enfatizou que, ao receber qualquer ligação suspeita, o correto é bloquear na hora, pois se trata de criminosos tentando tomar dinheiro de pessoas honestas.

    Ambrosio afirmou que o aviso já foi repetido diversas vezes, inclusive no Viva a Sorte, mas que muitos ainda insistem em acreditar nos estelionatários.

    Em postagens feitas pelo Instagram oficial do sorteio, a empresa de capitalização também fez alertas sobre o golpe. “Se alguém te ligar por vídeo dizendo ser do Viva Sorte: é fraude”, reforçou.

    “O Viva Sorte e o Renato não enviam links suspeitos no WhatsApp; não pedem a confirmação do seu prêmio; e muito menos cobram taxas para que receba seu prêmio. Nunca compartilhe sua tela e envie dados bancários”, salientou a empresa de sorteios.

    Por fim, o Viva Sorte reforçou que não houve vazamento de dados pela plataforma. “Todas as informações dos clientes estão protegidas em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Estamos tomando todas as medidas cabíveis e legais perante a situação seguindo com todas as denúncias”, pontuou.

    Golpes difíceis de identificar

    Segundo o professor e advogado especialista em direito digital e inteligência artificial Lucas Karam, hoje já existem ferramentas gratuitas e de fácil acesso capazes de clonar com perfeição vozes, imagens, gestos e expressões faciais de pessoas reais.

    “Com o advento da tecnologia e a evolução da inteligência artificial, hoje já não é mais possível distinguir o real do artificial”, alerta o especialista.

    De acordo com ele, essas ferramentas vêm sendo usadas para construir narrativas altamente persuasivas, com o objetivo de enganar vítimas em golpes cada vez mais elaborados, muitas vezes utilizando a imagem de celebridades para gerar credibilidade.

    Apesar de o Brasil ainda não contar com uma legislação específica que regulamente o uso da inteligência artificial, Karam explica que isso não significa ausência de punição.

    “Mesmo sem uma lei específica sobre deepfakes, existem outros dispositivos legais que acabam enquadrando essas condutas”, afirma.

    Entre os crimes que podem ser caracterizados estão a falsidade ideológica e a fraude eletrônica, por exemplo, quando alguém utiliza a imagem de outra pessoa para obter empréstimos ou vantagens financeiras.

    O especialista ressalta a importância do senso crítico e da checagem de informações em fontes confiáveis antes de qualquer decisão. “Filtrar informações e desconfiar sempre é a melhor forma de se proteger nesse novo cenário digital”, conclui.