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  • Como SAF do Atlético-MG explica confusão entre patrimônio de Vorcaro e a Reag

    Como SAF do Atlético-MG explica confusão entre patrimônio de Vorcaro e a Reag

    Divulgacao
    Daniel Vorcaro

    Fartamente utilizado nos esquemas investigados pela Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero, o modelo de “fundo sobre fundo” tem como principal característica a possibilidade de ocultar os reais beneficiários dos investimentos. Mas, ao sentar na cadeira do conselho de administração da SAF do Atlético Mineiro, seu time do coração, Daniel Vorcaro deu brechas para que fosse exposta sua relação com fundos da Reag já investigados pela PF no âmbito da Operação Carbono Oculto, a operação da PF que mirava a atuação do PCC na Faria Lima.

    Nos documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fundos expõem o que existe dentro de suas carteiras, mas não os donos dela. Assim, quando a Galo Holding SA, sócia majoritária da SAF do Atlético Mineiro, informou que uma parcela de suas cotas pertenciam ao Galo Forte FIP, só era possível saber que 100% da carteira da Galo Forte era investida na Galo Holding. Não quem era, formalmente, o dono da Galo Forte.

    Vorcaro, porém, foi anunciado pela própria SAF, como o responsável pelo fundo Galo Forte. Ao longo de 2024, o investimento do fundo no clube foi aumentando nos mesmos prazos e montantes previstos para para os investimentos prometidos por Vorcaro. O banqueiro ganhou, por isso, um assento no Conselho de Administração da SAF.

    Em agosto, a Operação Carbono Oculto trouxe ao noticiário fundos “caixa pretacujos nomes parecem terem sido retirados do filme Frozen: Olaf 95 e Hans 95, ambos administrados pela Reag Trust. Os dois fundos estão no topo de uma cadeia “fundo sobre fundo” que, em março (últimos dados disponíveis) terminava, entre outros, no Galo Forte.

    Em outras palavras; o fundo Olaf 95 era o único dono do Galo Forte, o fundo atribuído a Vorcaro. Isso acontecia porque o Olaf 95 era o único investidor do fundo Hans 95,  que era o único investidor do Alepo 95, que era o único investidor do Maia 95, que era o único investidor do Astralo 95, que por sua o único investidor do Galo Forte.

    Essa informação veio a público em outubro, em reportagem assinada por este colunista e o jornalista Ricardo Capelo no Sport Insider. Só depois, em novembro, Vorcaro foi destituído pelos demais acionistas do Conselho de Administração da SAF do Atlético. “A decisão decorre de fatos de conhecimento público que geraram impedimentos para o exercício regular de suas funções, conforme previsto nas normas internas de governança”, explicaram os acionistas. A Galo Forte, porém, segue acionista da Galo Holding SA, que tem 75% da SAF — os outros 25% são do clube.

    Nesta sexta-feira (16/01), o UOL revelou que o Astralo 95 está entre os fundos que, segundo comunicação do Banco Central, teriam sido usados para desviar dinheiro do Banco Master, de Vorcaro. Mas os principais beneficiários finais declarados do fundo, de acordo com o UOL, são parentes de João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, liquidada também por decisão do BC.

    Em nota, o Atlético disse que o Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia é um veículo de investimento devidamente constituído e regular, com funcionamento em conformidade com a legislação vigente e registrado na CVM, sob administração da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, instituição igualmente autorizada e fiscalizada pela CVM.

    O clube não participa da gestão do fundo, tampouco tem ingerência sobre sua estrutura, cotistas ou operações financeiras“, destacou o clube. “O Atlético ressalta que todos os aportes realizados na SAF seguiram os procedimentos legais, contratuais e de governança aplicáveis, tendo como contraparte a Galo Holding e seus veículos de investimento, sem qualquer envolvimento do Clube em decisões ou movimentações de natureza bancária, financeira ou investigativa relacionadas a terceiros”.

  • O aceno do novo ministro da Justiça aos secretários de segurança

    O aceno do novo ministro da Justiça aos secretários de segurança

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    Presidente Lula deu posse ao novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silvano Palácio do Planalto, em Brasília, Ricardo Lewandowski metrópoles 14

    O novo ministro da Justiça do governo Lula, Wellington César Lima e Silva, que assumiu o cargo na quinta-feira (15/1), já ligou para o presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Segurança,  Jean Nunes.

    Segundo interlocutores do ministro, eles combinaram de marcar uma reunião com os secretários estaduais. Comprometeu-se ainda a participar de eventos promovidos pelo conselho.

    Os secretários eram uma das vozes favoráveis à separação do Ministério da Justiça, com a criação de uma pasta voltada exclusivamente para a Segurança Pública.

    Como mostrou a coluna, lideranças do conselho, como o próprio Jean Nunes, defendiam que o secretário de Segurança da Paraíba, Chico Lucas, fosse convidado por Lula para ser ministro.

    Entretanto, o presidente da República desistiu, ao menos neste momento, de criar um novo ministério. Assim, há a possibilidade de Lucas ser convidado pelo governo para assumir a Secretaria de Segurança.

    O cargo deve ficar vago no início de fevereiro. O atual secretário, Mário Sarrubo, foi convidado para ficar, mas avisou que fará apenas a transição na pasta, deixando o governo em breve.

  • Advogada do "leva e traz" foi casada com liderança do Comboio do Cão

    Advogada do "leva e traz" foi casada com liderança do Comboio do Cão

    Material obtido pelo Metrópoles
    Homem de gola polo verde no fundo branco. William do Comboio do Cão - Metrópoles

    A advogada fake indiciada por esquema de “leva e traz” na Papuda, Tatiane da Silva Alves Ferreira, 37 anos, foi casada e teve filha com um um criminoso apontado como chefe do Comboio do Cão (CDC), William Alves Ferreira, 39 (foto em destaque). O CDC é uma facção criminosa com forte atuação no Distrito Federal e Entorno.

    Tatiane é atual companheira de outro integrante do mundo do crime, Odianel Pereira de Sousa Júnior, que é faccionado do Bonde do Maluco (BDM) e também réu por organização criminosa. O Metrópoles não conseguiu apurar se o companheiro de Tatiane, Odinael responde a acusação em liberdade.

    William, também conhecido pelos apelidos de “Gordinho” ou “Cofrinho”, atualmente está preso na Papuda e tem condenações por roubo, tentativa de furto, receptação e é réu em um processo sob a acusação de liderar um esquema de tráfico de drogas, além de outras diversas passagens pela polícia.

    O ex-marido de Tatiane é apontado como líder de um esquema criminoso que vendia drogas no DF, a maior parte em Ceilândia, e também transportava para outros estados. William era o responsável por negociar os entorpecentes.

    Segundo a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), o grupo liderado por William se utilizava de veículos roubados e furtados para
    transportarem droga trazida do Mato Grosso do Sul, e até mesmo como parte do pagamento pelo entorpecente.

    Preso tomando açaí

    William foi preso durante a Operação Presságio da Polícia Civil do DF (PCDF), em agosto de 2022, enquanto tomava açaí. Ele acabou indiciado e foi denunciado pelo crime de tráfico.

    Quatro pessoas que faziam parte da organização foram presas em flagrante, no mesmo dia da prisão de William, transportando 20kg de drogas, como maconha, cocaína e MDMA. O carregamento foi apreendido dentro de um Fiat Mobi, que teve a placa adulterada. Outro carro foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por funcionar como “batedor”.

    Na casa de William foram encontrados R$ 9 mil em espécie, diversos cartões, aparelho celular e um veículo VW Gol. Foram encontradas mensagens do líder da facção enviadas para os seus comparsas que transportavam a droga do Mato Grosso do Sul para o DF.

    O líder do Comboio do Cão chegou a pedir pela prisão domiciliar, argumentando precisar cuidar da filha, de 14 anos, que estava internada com pneumonia.

    William alegou ser o único responsável pela adolescente e anexou boletos da escola da filha pagos por ele, mas o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) se baseou em um prontuário médico que mostrava a mãe, a advogada fake Tatiane como acompanhante da filha.


    Advogada fake


    Preso na Papuda desde o fim de 2022, William aguarda a definição do julgamento pela 3ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal, enquanto a ex-esposa, que responde por organização criminosa cuida da filha do casal, hoje com 17 anos.

  • Fim de férias: veja atividades gratuitas para levar as crianças em SP

    Fim de férias: veja atividades gratuitas para levar as crianças em SP

    As férias escolares estão chegando ao fim, mas, em São Paulo, a programação de eventos para curtir com as crianças ainda segue recheada até o último final de semana de janeiro.

    Espetáculos, exposições, brincadeiras, atividades, oficinas e muito mais fazem parte da agenda.

    Agita+ Férias

    Atividades e brincadeiras
    Onde: C.E. Vila Brasilândia, C.E. Jardim Celeste, C.E. Náutico Guarapiranga, C.E. Vila Guarani, CERET, C.E. Tiradentes, C.E. Tatuapé, C.E. Mandaqui, C.E. Freguesia do Ó e C.E. Aclimação.
    Endereço: Rua Michihisa Murata, 120 – Vila Brasilândia | Rua Edward Carmilo, 840 – Jardim Celeste | Avenida dos Funcionários Públicos, 2501 – Jardim Horizonte Azul | Rua Lussanvira, 178 – Vila Guarani | Avenida dos Metalúrgicos, 2255 – Tiradentes | Rua Monte Serrat, 230 – Tatuapé | Rua Coronel João da Silva Feijó, 80 – Parque Mandaqui | Rua Jacutiba, 167 – Freguesia do Ó | Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação.
    Quando: 17, 18, 23, 24, 25, 30 e 31 de janeiro.
    Horário: Das 10h às 17h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Brincando em Família

    Atividades lúdicas 
    Onde: Shopping West Plaza.
    Endereço: Avenida Francisco Matarazzo – Água Branca.
    Quando: 18, 25 e 31 de janeiro.
    Horário: Das 12h às 18h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Festival Pintando o 7

    Espetáculos
    Onde: CAIXA Cultural São Paulo.
    Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro.
    Quando: 17, 18, 23, 24 e 25 de janeiro.
    Horário: 15h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: É preciso retirar ingresso 1h antes da apresentação.

    Expedição Ciência Viva: Aventuras na Natureza

    Jornada lúdica
    Onde: Parque Ibirapuera.
    Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Vila Mariana.
    Quando: 17, 18, 24 e 25 de janeiro.
    Horário: Das 14h às 17h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Cidade Azul: Floração do Jacarandá

    Atividade
    Onde: Parque Ibirapuera.
    Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Vila Mariana.
    Quando: 18 de janeiro.
    Horário: Das 10h às 16h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Férias Culturais

    Oficinas de teatro, contação de histórias, apresentações musicais, shows de mágica e ações interativas
    Onde: Casa de Cultura Municipal Brasilândia, Casa de Cultura Municipal Freguesia do Ó, Casa de Cultura Municipal Vila Guilherme, Casa de Cultura Municipal Tremembé, Casa de Cultura Municipal Campo Limpo, Casa de Cultura Municipal Chico Science, Casa de Cultura Municipal Hip Hop Sul, Casa de Cultura Municipal Júlio Guerra, Casa de Cultura Municipal Manoel Mendonça, Casa de Cultura Municipal M’Boi Mirim, Casa de Cultura Municipal Parelheiros, Casa de Cultura Municipal Cidade Ademar, Casa de Cultura Municipal Guaianases, Casa de Cultura São Mateus, Casa de Cultura Municipal São Miguel Paulista, Casa de Cultura Municipal São Rafael, Casa de Cultura Municipal Itaquera, Casa de Cultura Municipal Hip Hop Leste, Casa de Cultura Municipal Itaim Paulista, Casa de Cultura Municipal Butantã
    Endereço: Praça Benedicta Cavalheiro, s/nº – Brasilândia | Largo da Matriz, 215 – Freguesia do Ó | Praça Oscar Silva, 110 – Vila Guilherme | Rua Maria Amália Lopes de Azevedo, 190 – Tremembé | Rua Aroldo de Azevedo, 100 – Jardim Refúgio | Av. Tancredo Neves, 1265 – V. Nancy | Rua Sant’ana, 201 – V. São Pedro | Praça Floriano Peixoto, 131 – Santo Amaro | Praça Doutor Francisco Ferreira, 434 – Santo Amaro | Avenida Inácio Dias da Silva, s/nº – Piraporinha | Rua Nazle Mauad Lutfi, 169 – Parque Tamari | Rua Antônio Gil, 692 – Cidade Ademar | Rua Castelo de Leça, s/nº – Jardim Soares | Rua Curumatim, 201 – Parque Boa Esperança | Rua Irineu Bonardi, 169 – Alto Pedroso | Rua Quaresma Delgado, 354 – Parque São Rafael | R. Murmúrios da Tarde, 211 – Conjunto Residencial José Bonifácio | Avenida Sarah Kubistchek, 165 – Cidade Tiradentes | Rua Monte Camberela, 490 – Itaim Paulista | Rua Junta Mizumoto, 13 – Jardim Peri Peri.
    Quando: 19, 20, 21, 22, 23, 26 e 27 de janeiro.
    Horário: Das 10h às 17h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Estação Férias

    Oficinas de rima e de grafite e brincadeiras
    Onde: Museu da Língua Portuguesa
    Endereço: Praça da Luz, s/nº – Centro Histórico de São Paulo
    Quando: 17, 18, 20, 21, 22, 23, 24 e 25 de janeiro
    Horário: Das 10h às 17h
    Preço: Entrada gratuita
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Mundo da Magia

    Oficinas criativas
    Onde: Shopping Market Place.
    Endereço: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 902 – Vila Cordeiro.
    Quando: 17, 18, 24, 25 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro.
    Horário: 14h e 16h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: É preciso reservar ingresso no aplicativo do shopping.

    Blocos de montar

    Atividade
    Onde: Shopping Frei Caneca.
    Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Consolação.
    Quando: 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro.
    Horário: De segunda à sábado: das 10h às 22h | Aos domingos: das 14h às 20h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Oficinas de pintura de bonecos

    Atividade
    Onde: Shopping Penha.
    Endereço: Rua Doutor João Ribeiro, 304 – Penha de França.
    Quando: 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30 e 31 de janeiro.
    Horário: 14h, 15h, 16h e 17h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Estação MasterChef Júnior Brasil

    Ativação
    Onde: Internacional Shopping Guarulhos.
    Endereço: Rodovia Presidente Dutra, 225 – Vila Itapegica, Guarulhos.
    Quando: 17, 18, 29, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27 e 28 de janeiro.
    Horário: Das 12h às 20h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: É preciso reservar ingresso no aplicativo Inter+.

    Teatro Infantil

    Espetáculos
    Onde: Morumbi Town Shopping.
    Endereço: Avenida Giovanni Gronchi, 5930 – Vila Andrade.
    Quando: 17, 24 e 31 de janeiro.
    Horário: 15h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: É preciso reservar ingresso no aplicativo do shopping.

    Correio Afetivo: Palavras que Viajam

    Oficina de cartas
    Onde: Itaú Cultural.
    Endereço: Avenida Paulista, 149 – Bela Vista.
    Quando: 18 e 24 de janeiro.
    Horário: De manhã.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

    Personalização de bonecos de pelúcia

    Oficinas
    Onde: Jardim Pamplona Shopping.
    Endereço: Rua Pamplona, 1704 – Jardim Paulista.
    Quando: 17, 18, 24, 25 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro.
    Horário: Das 14h às 18h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: É preciso reservar ingresso neste link.

    Science Place Show

    Atividade
    Onde: Cantareira Norte Shopping.
    Endereço: Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, 11001 – Jardim Pirituba.
    Quando: 17, 18, 23, 24 e 25 de janeiro.
    Horário: 14h, 16h e 18h.
    Preço: Entrada gratuita.
    Onde comprar: Não é preciso retirar ingresso.

  • Grávida e feliz: a volta por cima da jovem escalpelada em kart do DF

    Grávida e feliz: a volta por cima da jovem escalpelada em kart do DF

    Heloísa Cristina Heliodoro ficou gravemente ferida após ter os cabelos puxados pelo motor de um kart, em dezembro de 2023

  • Gleisi deve deixar ministério para disputa ao Senado a pedido de Lula

    Gleisi deve deixar ministério para disputa ao Senado a pedido de Lula

    Integrantes da Secretaria de Relações Institucionais dizem que foram avisados da pretensão da ministra em disputar o Senado pelo Paraná

  • INSS: procurador de ONG investigada foi demitido de ministério por improbidade

    INSS: procurador de ONG investigada foi demitido de ministério por improbidade

    Angela Macario/Getty Images
    Imagem colorida . Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - Edifício Sede - Previdência Social em Brasília. STF - Metrópoles

    Na mira da CMPI do INSS, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Agricultura (CBPA)associação investigada por faturar R$ 221,8 milhões nas fraudes, tem como assessor jurídico um advogado destituído de cargo público por cometer improbidade administrativa.

    Segundo depoimento prestado pelo presidente da CBPA, Vladimir Augusto de Oliveira Formiga também figurava como procurador da organização investigada no período em que descontos ilegais foram aplicados em aposentadorias e pensões. Procurado, Vladimir não quis comentar o caso.

    A reportagem apurou que o advogado foi demitido do cargo que ocupava no Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) após se envolver em um escândalo de corrupção, tráfico de influência e favorecimento ilegal no órgão. A penalidade foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União em 2025, encerrando um processo administrativo disciplinar aberto ainda em 2015, a partir da Operação Enredados, deflagrada pela Polícia Federal.

    Segundo documentos do próprio ministério, obtidos pelo Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação, Vladimir e outros servidores teriam usado a estrutura do MPA para favorecer interesses privados de empresários que buscavam vantagens junto ao órgão. À época, o advogado ocupava cargo em comissão na pasta.

    As investigações indicam que o grupo atuava para manipular recursos administrativos e ampliar cotas para a exploração de animais ornamentais, em desacordo com critérios técnicos. Conforme o inquérito, o esquema era liderado por Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da CBPA, apontado como chefe da organização criminosa.

     

    Interceptações telefônicas revelaram diálogos explícitos sobre o pagamento de vantagens indevidas, chamadas de “jabá” pelos próprios envolvidos. Em uma das conversas, Abraão ameaça retirar apoio político ao governo e suspender os pagamentos caso os interesses de um empresário não fossem atendidos por uma secretaria vinculada ao MPA.

    De acordo com o processo, Vladimir atuava como intermediário para influenciar técnicos e procuradores, buscando o acolhimento de recursos apresentados por empresas. As conversas indicam que ele sugeria a possibilidade de “preparar” ou fornecer elementos para embasar pareceres jurídicos favoráveis a pessoas privadas.

    Durante investigação, a Polícia Federal também identificou reuniões presenciais sem justificativa funcional. Para a comissão à frente do processo administrativo disciplinar, os encontros tinham como objetivo ocultar negociações relacionadas ao acerto de vantagens financeiras ilícitas.

    CBPA

    Sediada em uma sala de 35 m² no Setor Bancário Sul, em Brasília, a CBPA tem como presidente um aposentado que já foi preso sob acusação de liderar organização criminosa na capital da República.

    Em 2015, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz foi um dos 18 alvos da Operação Enredados, deflagrada pela Polícia Federal (PF). À época, a investigação revelou esquema de crimes ambientais e contra a administração pública com ramificações em diversos estados, cuja sede era em Brasília.

    A prisão preventiva de Abraão foi decretada em 14 de outubro de 2015. As acusações formais imputadas a Abraão incluíam corrupção ativa, crimes contra o meio ambiente, emissão de autorização em desacordo com as normas ambientais e crimes praticados por particular contra a administração.

    As ações incluíam emissão de licença para a venda de arraias com finalidade ornamental e ampliação da capacidade de estocagem desses animais por empresas laranjas. Após solicitação da defesa, o presidente da CBPA foi solto em janeiro de 2016.

    Quatro anos depois, em 2020, Abraão se tornou réu novamente em ação penal. Desta vez, foi denunciado na Justiça eleitoral por falsidade ideológica.

    Segundo o processo, ao qual o Metrópoles teve acesso, o presidente da CBPA teria recebido valores que não foram declarados em sua prestação de contas quando concorreu ao cargo de deputado federal, no ano de 2014.

    Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, de acordo com a ação, teria utilizado contas bancárias de terceiros, “com o objetivo de ocultar valores supostamente empregados na campanha eleitoral”, conduta comumente conhecida como “caixa dois”

    A investigação eleitoral teve início após desdobramento da Operação Enredados. Inicialmente voltada para apurar crimes ambientais e de lavagem de capitais no setor pesqueiro, a força-tarefa da PF também acabou revelando elementos que apontavam para a prática de ilícitos eleitorais.

    O presidente da CBPA foi condenado em agosto de 2025. Ele ainda pode recorrer da decisão.

    Prisão do presidente

    Em 4 de novembro deste ano, Abraão chegou a ser preso pela CPMI do INSS sob a acusação de falso testemunho.

    Na data, o sindicalista teria mentido sobre conhecer o tesoureiro da CBPA, Gabriel Negreiros – que é padrinho de um neto dele. Ao longo da sessão, o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) apresentou uma foto do batizado da criança e também afirmou que Abraão Lincoln depositou R$ 5 milhões em uma conta de Negreiros.

    “Ele (Abraão Lincoln) chama de relação institucional depositar R$ 5 milhões na conta do Gabriel Negreiros, que nada mais é do que padrinho do neto dele. Ele ser padrinho do seu neto é relação institucional?”, questionou Duarte Jr.

    Após ser pressionado pelo deputado, Abraão Lincoln disse que se confundiu ao responder o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, a respeito da relação com Negreiros. Segundo a comissão, Abraão também teria mentido em outros quatro momentos.

    Na mesma data, o presidente da CBPA pagou fiança e foi liberado.

    Careca do INSS e ligações políticas

    Abraão Lincoln já comandou o Republicanos no Rio Grande do Norte e foi candidato a deputado federal pelo partido em 2018.

    Ele mantém relação com políticos da legenda, tanto figuras regionais como nacionais. A influência se estende também ao próprio INSS.

    Em 2024, o ex-diretor de benefícios André Fidelis pegou uma diária somente para ir a uma festa da entidade. Investigado pela PF, Fidelis foi exonerado do cargo em julho do ano passado, após reportagens da Farra do INSS.

    A CBPA ainda aparece como uma das entidades que pagou o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, um dos pivôs do escândalo revelado pelo Metrópoles.

    Apenas uma funcionária

    A reportagem esteve no local em que está localizada a sede da associação. Na pequenina sala comercial, apenas uma funcionária costuma aparecer. O horário da mulher, apontada como secretária, também chama a atenção. Conforme testemunhas, ela permanece no endereço por aproximadamente duas horas por dia.

    Segundo um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), a CBPA “não possui infraestrutura para localização, captação, cadastramento e muito menos fornecimento de serviços” compatíveis com o registro de milhares de associados, espalhados por mais de 3,6 mil municípios. Mesmo assim, até 2025, a associação conseguiu 757 mil cadastrados.

    Conforme a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura as fraudes, dos 215 mil aposentados e pensionistas vinculados à confederação que reclamaram de descontos, 99% não teriam autorizado a entidade a aplicar as deduções de seus benefícios no INSS.

    Crescimento exponencial

    A CBPA foi criada em 2020. Dois anos depois, obteve o acordo de cooperação técnica com o INSS – que permite os descontos nos benefícios, mesmo sem ter nenhum associado.

    Apesar da falta de empregados, em 2023 o número de pessoas ligadas à CBPA passou de quatro, em maio, para mais de 340 mil associados no fim do ano, resultando em arrecadação anual de R$ 57,8 milhões.

    No primeiro trimestre de 2024, auge da farra dos descontos indevidos, o número de filiados saltou para 445 mil, e o faturamento bateu R$ 41,2 milhões no período.

    Durante sessão na CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) classificou, em tom de crítica, o aumento no número de cadastros da associação como um “case” de sucesso. “Até 2025, eles conseguiram 757 mil cadastros, que correspondem a mais de R$ 221 milhões no período de dois anos”, disse o parlamentar.

    De acordo com informações obtidas pela coluna Tácio Lohan, do Metrópoles, a CGU suspeita que a confederação tenha contratado uma empresa de telemarketing para buscar as filiações, o que é vedado, conforme os termos do acordo de cooperação técnica (ACT) com o INSS.

    “Considerando o mês com 22 dias úteis e 8 horas de jornada de trabalho diário, a CBPA teria adicionado 8.524,86 descontos associativos por dia útil, isto é, 17,76 descontos por minuto”, pontuou o órgão.

    “A CBPA não tem registro de nenhum funcionário junto à RAIS [Relação Anual de Informações Sociais], mas os quantitativos de descontos associativos adicionados são tão elevados que, mesmo que associação alegasse possuir 100 funcionários, os descontos associativos nessa quantidade ainda seriam improváveis de terem sido incluídos com observância de todas as formalidades legais e contratuais”, concluiu a CGU.

    O outro lado

    Metrópoles em contato com Vladimir Augusto de Oliveira Formiga que optou por se manter em silêncio.

    A reportagem também procurou a Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura, bem como o presidente da associação, por e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até a última atualização do texto. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

  • Corinthians, Palmeiras e Atlético-MG: a Reag e os times de futebol

    Corinthians, Palmeiras e Atlético-MG: a Reag e os times de futebol

    Arte/Metrópoles
    Reag e times de futebol

    O emaranhado de fundos geridos pela Reag, sob investigação por fraude e envolvimento no caso Master, alcança, ao menos, três grandes times de futebol: Corinthians, Palmeiras e Atlético-MG. A relação vai da simples gestão de fundos até postos no alto comando das agremiações e investimentos milionários.

    No caso do Corinthians, cabia à Reag gerir o fundo imobiliário da Neo Química Arena, estádio do time paulista. De acordo com informações disponíveis no Banco Central (BC), o fundo contava com R$ 672 milhões em dezembro de 2025.

    Com a liquidação extrajudicial da Reag, decretada pelo BC na última quinta-feira (15/1) após a gestora passar a ser investigada no âmbito da operação Compliance Zero, o fundo do estádio do Corinthians ficou sem administração.

    Por meio de nota, divulgada na sexta-feira (16/1), o clube informou que adotou providências para substituir a Reag quando a gestora foi alvo da megaoperação que apura o uso dos fundos pelo PCC, em agosto de 2025. A mudança, no entanto, depende de aval da Caixa, principal credora e detentora de garantias sobre a Neo Química Arena.

    A relação da Reag com o Palmeiras é bem diferente. Fundador da gestora e também alvo das investigações, João Carlos Mansur é notório torcedor (confira fotos na galeria de imagens) e membro efetivo do Conselho de Orientação e Fiscalização do time. Ostenta o título de o mais votado da história do Palmeiras para ocupar a função. No posto, ele faz parte do grupo de apoio à presidente Leila Pereira. O time ainda não se manifestou sobre o assunto.

    Vale lembrar que a Fictor, que tentou comprar o Banco Master na véspera do início de toda a operação envolvendo a instituição financeira, é patrocinadora “master” da categoria de base do Palmeiras. O nome da empresa está, também, estampado na parte traseira do uniforme principal das equipes masculinas e femininas. O patrocínio é de R$ 30 milhões por ano. A Fictor não é alvo das investigações.

    O Atlético-MG é o time do coração de outro personagem central: Daniel Vorcaro, dono do Master. Ele também integrava o alto escalão do clube, mas foi afastado após ser preso na primeira fase da operação. Mas de um posto não é possível destituí-lo: de sócio. Vorcaro é dono de 20,2% Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG.

    Vorcaro investiu cerca de R$ 300 milhões na compra de participação no clube. As transações foram feitas por meio do Galo Forte Fundo de Investimentos Participações Multiestratégica. O fundo é administrado pela… Reag.

    O Galo Forte — referência à torcida do time mineiro — é, inclusive, citado no documento que embasou a operação de busca e apreensão da última quarta-feira (14/1). A investigação aponta que o fundo que comprou participação no clube mineiro teria sido utilizado, também, para desviar recursos.

    Ainda é digno de nota que o BRB é patrocinador do Flamengo. A instituição financeira do Distrito Federal também tentou comprar o Master, mas a negociação foi vetada pelo BC. Ao analisar a documentação sobre o negócio, a autarquia identificou uma possível fraude de R$ 12,5 bilhões, que ensejou a primeira fase da operação Compliance Zero.

  • Entenda o que são cabos submarinos de internet e a importância deles

    Entenda o que são cabos submarinos de internet e a importância deles

    Eoneren/ Getty Images
    Cabos de fibra óptica submarinos - Metrópoles

    Para você que está lendo este texto, saiba que isso só é possível devido a estruturas de formato cilíndrico e arredondado localizadas no fundo do mar. Muita gente nem imagina, mas grande parte do funcionamento da internet está ligado a cabos submarinos. Neles, há feixes de fibras ópticas que transportam a maioria do tráfego global de dados diariamente.

    Na prática, os cabos são responsáveis por interligar a comunicação digital entre todos os países. Por serem considerados uma infraestrutura crítica, os fios são feitos de materiais fortificados para diminuir o risco de danos.

    No caso do Brasil, mais de 95% do tráfego internacional de dados, incluindo internet, transações bancárias, comunicações governamentais, sistemas de saúde, serviços em nuvem e plataformas corporativas, passa pelos cabos submarinos. 

    “Por isso, essa infraestrutura é tratada no mesmo nível de criticidade que energia elétrica, telecomunicações, água e transporte”, explica o especialista em crimes cibernéticos Rodrigo Fragola, da empresa de cibersegurança OGASEC Cyber Security, em Brasília.

    De acordo com Fragola, em comparação aos satélites — que também fornecem acesso à internet —, os cabos têm mais capacidade de volume de tráfego, levam menos tempo para transportar dados de um lado a outro e custam menos.

    Caso sejam danificados, a falha pode causar prejuízos consideráveis em importantes setores, incluindo o financeiro, de saúde e o estatal. “Os setores mais afetados por uma falha em cabos submarinos são aqueles que dependem intensamente de conectividade contínua e confiável de acessos internacionais. O redirecionamento do tráfego em caso de rompimento dos cabos causa lentidão da comunicação”, aponta o especialista.

    O que fazer quando os cabos submarinos são danificados

    Você já sabe a importância dos cabos submarinos e que eles podem ser danificados. Mas afinal, quando há falhas, como consertá-los? Segundo o oceanógrafo João Luiz Baptista de Carvalho, qualquer correção é realizada através de navios especializados e altamente tecnológicos.

    “Ao localizar o dano, são utilizados veículos operados remotamente (ROVs) em águas profundas (ou mergulhadores em águas rasas) para içar o cabo até o convés. A seção danificada é eliminada e as fibras óticas, os elementos estruturais e o revestimento do cabo são emendados. Em seguida, o cabo restaurado é reposicionado e enterrado no fundo do mar”, explica o membro da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano).

    Se o dano não for tão grande, Fragola diz que o tráfego de dados pode ser redirecionado automaticamente para outros cabos. No entanto, mesmo nesses casos, é comum a internet ficar mais lenta e haver instabilidade em serviços críticos.

    Pessoa navegando nas redes sociais e assistindo a um vídeo de uma mulher dançando. Conceito de assistir vídeos IA. Metrópoles
    Muita gente nem imagina, mas o acesso à internet no celular depende dos cabos submarinos

    Mesmo estando bem identificados em cartas náuticas, estragos em cabos submarinos costumam ocorrer devido à atividades humanas, como pesca de arrasto e ancoragem de navios. Fenômenos naturais como terremotos, tsunamis e deslizamentos submarinos também podem afetar as estruturas.

    “Quanto a mordidas de animais, eu desconheço ocorrências, mas a priori poderia acontecer sim. A sabotagem também é uma causa de danos aos cabos submarinos”, diz Carvalho.

    Leis protegem os cabos e sabotagem pode ser punida

    Por serem tão importantes, os cabos submarinos acabaram virando uma peça-chave no quebra-cabeça geopolítico. Cada vez mais as suspeitas de sabotagem intencional para danificá-los crescem no mundo. Por exemplo, os localizados no Mar Báltico e Mar Vermelho têm sofrido com cortes. A desconfiança de que eles poderiam ser propositais aumenta as tensões entre os países.

    No entanto, estragos intencionais nas estruturas podem ser punidos, de acordo com a lei. Segundo o advogado Victor Minervino Quintiere, há dois tratados internacionais em vigor, além de outros estatutos para tratar a questão: a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, criada em 1982, e a Convenção para a Proteção dos Cabos Submarinos, de 1884.

    “A danificação de cabos submarinos em águas internacionais pode configurar ilícito internacional e crime, dependendo da legislação interna do Estado envolvido. A responsabilização pode ocorrer de forma individual, estatal e civil internacional”, afirma Quintiere, professor de direito do Centro Universitário de Brasília (Ceub).

    Por outro lado, o especialista aponta que não há um tribunal internacional específico para julgar disputas relacionadas a cabos submarinos. “Questões que envolvem cabos submarinos são tratadas sob o âmbito do direito internacional geral”, finaliza Quintiere.

  • Toffoli diz que assumiu ação do Banco Master para "evitar nulidades"

    Toffoli diz que assumiu ação do Banco Master para "evitar nulidades"

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    Ministro do Supremo Tribunal Federal STF José Antonio Dias Toffoli Metrópoles

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), explicou em decisão que trata da segunda fase da operação Compliance Zero porque manteve o processo do Banco Master na Corte.

    Toffoli foi sorteado como relator diante de uma reclamação da defesa de Daniel Vorcaro com as alegações de um suposto envolvimento de pessoa com prerrogativa de fora: um deputado, no caso em questão.

    Ao assumir o processo, Toffoli paralisou os andamentos em outras instâncias sem desconsiderar os andamentos das investigações já realizadas. “Diante de investigação supostamente dirigida contra pessoas com foro por prerrogativa de função, fixada está a competência da corte constitucional. Neste sentido, qualquer medida judicial há de ser avaliada previamente por esta Corte e não mais pela instância inferior”, disse Toffoli.

    À Justiça de São Paulo, onde também correm investigações contra Vorcaro e atores da Faria Lima, o ministro explicou que:

    “Ante a determinação pela prévia submissão de novas medidas ao crivo do STF, a remessa da atual apuração à Corte mostrou-se necessária, na mesma linha acautelatória já adotada nos autos da Reclamação n. 88.121/STF, para que, enquanto não delimitada a real participação da autoridade com foro de prerrogativa no STF, as medidas investigativas sejam conduzidas de forma a evitar futuras alegações de nulidade“, afirmou.

    Toffoli lembrou que as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, no âmbito da 8ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária de São Paulo, trazem indícios consistentes dos seguintes delitos:

    Da compra à prisão

    As investigações que levaram, inicialmente, à prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, e acabaram por desevandar uma série de supostas fraudes ao Sistema Financeiro Nacional, começaram com apurações em processos na Justiça de São Paulo, voltada para a Faria Lima.

     

    O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) entrou no caso após uma série de tratativas entre o Master e o Banco de Brasília (BRB), com posterior negociação da instituição de Vorcaro com venda para um consórcio de investidores globais liderado pela Fictor.

    Com Vorcaro preso e, em seguida solto com a imposição de medidas cautelares, o ministro Dias Toffoli avocou o processo, após a reclamação do dono do Master. O processo segue no STF sob sigilo.