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  • Auditores realizam manifestação na prefeitura e cobram votação da LOAT

    Auditores realizam manifestação na prefeitura e cobram votação da LOAT

    COBRANDO O PREFEITO

    Auditores realizam manifestação na prefeitura e cobram votação da LOAT

    Por Lucas Vitor23 de março de 2026 – 11h29 4 min de leitura
    Foto: Whidy Melo

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    Auditores Fiscais de Tributos do Município de Rio Branco realizaram, na manhã desta segunda-feira (23), uma manifestação em frente à sede da Prefeitura da capital. O ato tem como objetivo pressionar pela tramitação do projeto de atualização da Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT), que está em discussão na Câmara Municipal.

    De acordo com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos (Sinafit), Rogério Gonçalves, a mobilização não se trata de greve, mas de um movimento institucional da categoria. Segundo ele, as chefias do setor foram entregues como forma de protesto.

    “Não estamos em greve. Estamos fazendo uma manifestação. As chefias foram entregues porque a nossa Lei Orgânica da Administração Tributária está sendo prejudicada pela própria administração. O projeto estava pronto para ser votado, em conformidade com a reforma tributária, sem aumento salarial ou criação de benefícios, apenas atendendo a um comando constitucional. Fomos surpreendidos com o pedido para retirar de pauta e até arquivar a proposta”, afirmou.

    Foto: Whidy Melo

    Gonçalves explicou que a Emenda Constitucional 132, que institui a reforma tributária, prevê um trabalho coordenado entre as secretarias estaduais da Fazenda, a Receita Federal e as finanças municipais. No caso dos municípios, caberá a administração do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos como o ISS e o ICMS.

    Segundo ele, para exercer essa atribuição, os auditores precisam de prerrogativas específicas garantidas pela Constituição, especialmente em razão do sigilo fiscal.

    “Somos carreira de Estado. Trabalhamos com informações sensíveis, como CPF e CNPJ, que exigem absoluto sigilo. Para atuar em paridade com a Receita Federal e os estados, precisamos atualizar nossa Lei Orgânica, que está em vigor desde 2017”, destacou.

    O presidente do Sinafit argumenta ainda que, atualmente, os auditores estão enquadrados na mesma legislação que fiscais de outras áreas, como Obras e Vigilância Sanitária, situação que considera inadequada.

    Foto: Whidy Melo

    “Não somos fiscais, somos auditores. Realizamos análise de conformidade da legislação tributária com os atos praticados pelo contribuinte. Nosso trabalho é diferenciado por determinação constitucional. Não se trata de criar nova categoria, mas de cumprir um comando legal”, disse.

    Ele afirmou que há pareceres favoráveis do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), da Procuradoria Jurídica e da própria Câmara Municipal atestando a legalidade da proposta. Caso não haja avanço administrativo, a categoria não descarta recorrer à Justiça.

    Impactos na administração

    Com a entrega das chefias, os servidores aguardam a nomeação de novos responsáveis por meio de decreto emergencial, conforme anunciado pelo prefeito. Enquanto isso, segundo o sindicato, parte das atividades estratégicas da administração tributária está comprometida.

    “Não há chefes nomeados neste momento. Estamos todos reunidos aguardando a decisão do Executivo. Assim que as chefias forem nomeadas e os processos encaminhados, retomaremos a execução normal”, explicou.

    Gonçalves destacou que o grupo atua desde 2014 na modernização da administração tributária do município. Segundo ele, a arrecadação do ISS passou de R$ 42 milhões para R$ 175 milhões em menos de dez anos, sem aumento de alíquotas.

    “Esse crescimento ocorreu com inteligência fiscal e organização administrativa. Hoje, essa estrutura está parada. Estamos saindo de uma situação de normalidade para uma condição anormal por falta de definição”, declarou.

    O representante da categoria também criticou o cenário político atual, afirmando que a indefinição administrativa tem prejudicado a resolução do impasse.“Temos um problema: o prefeito atual é candidato e está focado na campanha. O prefeito que vai assumir ainda não é o efetivo e também não toma decisão. Estamos nesse limbo, aguardando uma definição para que tudo se resolva”, concluiu.

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    Lucas Vitor

    Lucas Vitor

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

    lucasvitorac77@gmail.com

  • Justiça concede liberdade provisória para mãe de Henry Borel

    Justiça concede liberdade provisória para mãe de Henry Borel

    Reprodução/ TJRJ
    Monique Medeiros em julgamento no Rio de Janeiro

    A juíza Elizabeth Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Na mesma decisão, a magistrada manteve a prisão de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr Jairinho.

    O julgamento do assassinato de Henry Borel teve início na manhã desta segunda-feira (23/3). Logo no início da sessão, a defesa de Jairinho pediu o adiamento do processo, alegando dificuldades no acesso às provas.

    A juíza responsável pelo caso Elizabeth Louro negou o pedido e os advogados deixaram o plenário.

    Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. Ambos serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos.

    Se condenados, a  pena de Jairinho pode atingir até 40 anos, enquanto a de Monique pode alcançar cerca de 35 anos.

    O processo envolve acusações dehomício triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual. 

    Nas redes sociais, o pai do menino, Leniel Borel, afirmou que “saudade é pouco”. “Meu filho foi tirado de mim, mas minha luta ninguém vai calar. A justiça será por você, Henry”.

    O assassinato

    Henry morreu em 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

     

    À época do crime, os dois afirmaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.

    Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.

  • Henry Borel: juíza manda advogados arcarem com despesas do julgamento

    Henry Borel: juíza manda advogados arcarem com despesas do julgamento

    Reprodução/Instagram
    Foto em preto e branco de Henry Borel

    Após a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, abandonar o julgamento da morte de Henry Borel, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou que os advogados arquem com as despesas do Tribunal do Júri.

    A magistrada, em decisão proferida ainda em plenário nesta segunda-feira (23/3), determinou que a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) apure “as despesas arcadas colocando esse juízo a disposição para prestar todas as informações pertinentes no intuito do ressarcimento ao erário por parte da defesa de Jairo”.

    A juíza pediu que fossem inclusos no cálculo “os gastos com deslocamento de membros do Ministério Público do RJ (MPRJ), partes (e eventuais assessores), serventuários, jurados, testemunhas em número de pelo menos 13 no primeiro dia, policiais militares, terceirizados que atuam na copa, limpeza e cabine de som, além dos gastos com escolta dos réus, energia elétrica e alimentação de todos os envolvidos previamente encomendada para não falar da considerável sobrecarga suportada por aquelas que preparam em vão a presente sessão”.

    A defesa de Jairo abandonou o plenário após a juíza negar o pedido de adiamento do Júri. Com isso, a magistrada dissolveu o conselho de sentença. Uma nova sessão foi marcada para junho deste ano.

    “Vejo-me na lastimável contingência de dissolver o conselho de sentença”, lamentou a juíza. “E condeno os cinco advogados presentes nesta sessão ao ressarcimento dos prejuízos causados pelo adiamento”, declarou. 

    Relembre o caso

    Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. Ambos serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos.

    O processo envolve acusações de homício triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

  • “Afronta”, diz presidente de tribunal após ataque racista a juízes

    “Afronta”, diz presidente de tribunal após ataque racista a juízes

    Reprodução/TJPR
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    A presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), desembargadora Lidia Maejima, se pronunciou sobre o ataque racista contra juízes que participavam do evento on-line “Paraná Lilás”.

    Durante sessão do Tribunal Pleno, na manhã desta segunda-feira (23/3), a magistrada declarou que a gravidade do ocorrido é ainda maior quando considerado o contexto do lançamento do Brasil Lilás, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), programa de enfrentamento à violência contra as mulheres e defesa da dignidade humana.

    Que um ato de ódio tenha irrompido precisamente nesse espaço não é ironia, é uma afronta que exige uma resposta clara”, declarou a presidente do TJPR.

    A juíza auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF) Franciele Pereira do Nascimento e o juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Fábio Esteves, atualmente no cargo de conselheiro do CNJ, foram alvos do ataque racista, na quarta-feira (19/3).

    A reportagem apurou que, durante a participação do juiz, que durou poucos minutos, diversos comentários racistas começaram a aparecer no chat da transmissão do evento. Entre eles, as frases “como que tira esse pontinho preto da tela” e “esse veio da senzala”. Os comentários foram denunciados.

    Diversos órgãos se pronunciaram em repúdio ao ataque, incluindo o STF, o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis-DF).

  • Bocalom projeta “chapa fortíssima” ao governo e abre espaço para aliança com Eduardo Velloso

    Bocalom projeta “chapa fortíssima” ao governo e abre espaço para aliança com Eduardo Velloso

    Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, 23, na assinatura do termo de cooperação da Central de Videomonitoramento da Prefeitura de Rio Branco com a Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), comentou sobre o cenário político às vésperas do prazo de desincompatibilização, marcado para o dia 4 de abril.

    Questionado sobre a formação de sua chapa e as articulações políticas, o prefeito afirmou que seguirá dialogando com a sociedade e destacou que, neste momento, sua prioridade tem sido as entregas da gestão.

    “Vou continuar conversando com a sociedade como um todo, especialmente para apresentar projetos como esse que a gente tem aqui. Então, nesse momento, nós estamos focados nesses dias agora, de a gente poder fazer as diversas inaugurações que nós temos, as entregas que nós temos, que foram sonhadas lá atrás, estão se tornando realidade e essa daqui é uma das entregas que eu sonhava e sonhava muito e cobrei muito do Bino [Secretário de Tecnologia]. Eu que preciso entregar esse centro de comando, esse centro de controle e graças a Deus está acontecendo hoje aqui”, declarou.

    Apesar do foco administrativo, Bocalom indicou que o grupo político segue em articulação para as eleições de 2026. “Essa questão política, o grupo vai continuar correndo atrás e se Deus quiser, a gente vai fazer aquilo que muita gente não imaginava. Nós teremos uma bela chapa de deputado federal, uma bela chapa de deputado estadual e uma fortíssima chapa para ganhar o governo do Estado”, afirmou.

    Ao ser questionado sobre a possibilidade de alianças, inclusive com nomes que podem disputar o Senado, a exemplo do deputado federal, Eduardo Velloso, que se filiou ao Solidariedade, o prefeito foi direto: “Só não tem com a turma da esquerda”, finalizou.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Polícia Civil prende homem por estupro em Cruzeiro do Sul

    Polícia Civil prende homem por estupro em Cruzeiro do Sul

    A Polícia Civil prendeu neste domingo, 22, em Cruzeiro do Sul, F. S. C., 49 anos, suspeito de estupro contra sua ex-companheira. A ação ocorreu horas após a vítima, de 45 anos, comparecer à Delegacia de Cruzeiro do Sul para relatar o crime. A vítima procurou a Delegacia para comunicar que foi estuprada na madrugada […]

  • TJSE pode julgar nesta semana indicação de concunhado de desembargador

    TJSE pode julgar nesta semana indicação de concunhado de desembargador

    Reprodução/TJSE
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    A formação da lista tríplice para a vaga destinada a advogados no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) abriu uma discussão interna na Corte sobre possível impedimento por parentesco. A Corte pode decidir sobre o caso nesta semana.

    Entre os nomes indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil seccional Sergipe (OAB-SE) está o do advogado Márcio Macedo Conrado, concunhado (marido da cunhada) do desembargador Roberto Eugênio da Fonseca Porto, integrante da instituição há mais de duas décadas.

    Durante sessão realizada em 11 de fevereiro, na qual se discutia a escolha dos três nomes que seriam encaminhados ao governador do estado, Fábio Mitidieri (PSD), o desembargador sustentou que poderia votar no processo de formação da lista tríplice, pois concunhados não configurariam parentesco jurídico, segundo o Código Civil.

    A presidência do tribunal alertou, contudo, para a possibilidade de configuração de nepotismo e foi instaurado incidente administrativo para discutir eventual impedimento do magistrado na votação.

    O tema envolve precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que ampliaram o alcance da vedação ao nepotismo no serviço público.

    Em decisões posteriores à Resolução nº 7/2005 do CNJ — considerada constitucional pelo STF — concunhados passaram a ser enquadrados como parentes por afinidade em terceiro grau.

    O TJ de Sergipe é o menor do país em número de desembargadores. O caso pode gerar repercussão no meio jurídico por envolver a aplicação das regras de impedimento e prevenção de nepotismo no processo de escolha de integrantes do Quinto Constitucional.

    Procurado pelo Metrópoles, o TJ-SE disse que foi instaurado um Incidente de Impedimento para analisar a participação do desembargador Roberto Porto na votação para formação da lista tríplice.

    “Instaurado o Incidente de Impedimento, que tem como relator o vice-presidente do TJSE, desembargador Etélio de Carvalho Prado Junior, o mesmo será julgado pelo colegiado do pleno, ainda sem data definida”, informou.

    O advogado Márcio Macedo Conrado também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    O gabinete do desembargador comunicou que não pode se manifestar sobre o tema “pelo fato de ser parte do referido incidente”.

  • Órgão pouco conhecido pode influenciar resposta do corpo contra câncer

    Órgão pouco conhecido pode influenciar resposta do corpo contra câncer

    Freepik
    Foto colorida de protótipo do órgão humano com alguém analisando-o com uma lupa - Metrópoles.

    Dois estudos publicados em 2026 na revista Nature indicam que a saúde do timo — um pequeno órgão localizado no peito — está associada à capacidade do organismo de se defender contra o câncer e outras doenças.

    As pesquisas mostram que alterações na função do órgão ao longo da vida podem impactar o funcionamento do sistema imunológico. Embora os trabalhos não apontem uma relação de causa direta, os dados sugerem que o envelhecimento do timo pode influenciar o risco de doenças ao reduzir a eficiência das defesas do corpo.

    O que é o timo ?

    O timo é responsável pela maturação dos linfócitos T, células essenciais do sistema imunológico. Elas atuam no reconhecimento e na eliminação de agentes invasores e também de células anormais, como as que podem dar origem a tumores.

    Esse órgão é mais ativo durante a infância e a adolescência. Com o passar dos anos, ele sofre um processo natural de redução de tamanho e atividade, conhecido como involução tímica. Os dois estudos adotaram abordagens complementares para investigar o papel do timo na saúde:

    De forma consistente, os pesquisadores observaram que alterações associadas à menor atividade do timo estão ligadas a mudanças na imunidade. Segundo os autores, esses fatores podem influenciar a forma como o corpo reconhece e combate células com potencial cancerígeno.

    Como o órgão se relaciona ao câncer

    O sistema imunológico tem um papel central na identificação e eliminação de células defeituosas antes que elas se tornem tumores. Com o envelhecimento do timo, essa capacidade pode ser reduzida.

    Os estudos sugerem que essa queda na vigilância imunológica pode contribuir, entre vários fatores, para o aumento do risco de doenças ao longo da vida, incluindo o câncer.

    Os pesquisadores destacam que os resultados mostram uma associação, e não uma relação de causa e efeito. Ainda são necessários novos estudos para entender exatamente como o timo influencia o desenvolvimento de doenças.

    As descobertas, no entanto, abrem caminho para futuras estratégias que busquem preservar ou restaurar a função do timo como forma de fortalecer o sistema imunológico.

    Os estudos reforçam o papel do sistema imunológico no desenvolvimento de doenças e ajudam a trazer atenção para o timo, um órgão pouco conhecido, mas potencialmente importante na saúde ao longo da vida.

  • Acordo Mercosul-UE passa a valer provisoriamente em 1º de maio

    Acordo Mercosul-UE passa a valer provisoriamente em 1º de maio

    Rarrarorro/Gety Images
    Imagem colorida das bandeiras do Mercosul e União Europeia - Metrópoles

    O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor em caráter provisório a partir de 1° de maio, anunciou a Comissão Europeia nesta segunda-feira (23/3).

    De acordo com o órgão, o tratado será aplicado a todos os países que integram o bloco sul-americano e concluíram os procedimentos de ratificação. Argentina, Brasil e Uruguai já finalizaram os trâmites. O Paraguai ratificou o acordo e deve enviar a notificação ao órgão europeu em breve.

    Em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (23/3), o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), comemorou o avanço da proposta.

    [É] o maior acordo entre blocos do mundo. Nós temos que correr para transformar oportunidade em negócios, empregos e investimentos recíprocos”, afirmou Alckmin.

    O comissário de Comércio da União Europeia, Maroš Šefčovič, declarou que a vigência provisória do acordo permitirá fortalecer a economia e o comércio mundial.

    “A prioridade agora é transformar este acordo UE-Mercosul em resultados concretos, dando aos exportadores da UE a plataforma de que necessitam para aproveitar novas oportunidades de comércio, crescimento e emprego”, destacou.

    Guerra no Irã

    Durante a entrevista, Alckmin também comentou a decisão do governo dos Estados Unidos (EUA) de interromper por cinco dias os ataques contra usinas elétricas e infraestrutura energética no Irã.

    Segundo o presidente norte-americano Donald Trump, a medida foi tomada após negociação com o regime iraniano. Teerã nega os diálogos. Informações de uma agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária indicam que “Trump recuou” após “aumento das pressões nos mercados financeiros”.

  • Prefeitura leva Implanon pela primeira vez a ribeirinhas e avança na saúde da mulher

    Prefeitura leva Implanon pela primeira vez a ribeirinhas e avança na saúde da mulher

    SAÚDE DA MULHER

    Prefeitura leva Implanon pela primeira vez a ribeirinhas e avança na saúde da mulher

    Por Witalo Lima23 de março de 2026 – 10h46 5 min de leitura

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    Antes mesmo de o sol romper por completo sobre as águas do Riozinho do Rola, o silêncio das comunidades ribeirinhas começa a ser atravessado pelo movimento das embarcações que seguem rio acima, levando profissionais, insumos e uma estrutura que, ao longo dos anos, tem garantido acesso à saúde para populações que vivem em áreas de difícil alcance. Mais do que atendimento, o que chega com o Saúde Rural, edição Itinerante Fluvial, é a presença efetiva do poder público em territórios onde o deslocamento até a cidade ainda representa um dos principais desafios.

    Nesta edição, a iniciativa da Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, passa a oferecer um novo serviço que amplia significativamente o cuidado com a saúde da mulher. Pela primeira vez, o implante contraceptivo subdérmico, o Implanon, está sendo disponibilizado diretamente às ribeirinhas. A inclusão do método representa um avanço importante na política de planejamento reprodutivo, garantindo acesso a uma tecnologia segura, de longa duração e reversível para mulheres que, muitas vezes, encontram dificuldades para manter acompanhamento contínuo na rede urbana.

    A chegada do Implanon às comunidades reforça uma estratégia já consolidada dentro do programa, que é levar atendimento integral, respeitando as especificidades de cada território e ampliando o acesso a direitos básicos. Nesse contexto, o método passa a representar não apenas uma alternativa contraceptiva, mas uma ferramenta concreta de autonomia.

    “Hoje, a gente está garantindo que essas mulheres tenham o direito de escolher. O Implanon é um método de longa duração, seguro e reversível, e permite que elas decidam quando querem engravidar”, explica a enfermeira Sulamita Guedes, que integra a equipe do itinerante.

    Segundo Guedes, a decisão de levar o método até as comunidades ribeirinhas foi pensada desde o início da implantação do serviço no município, considerando especialmente os públicos mais vulneráveis.

    “São mulheres que têm dificuldade de acesso à cidade e, muitas vezes, não conseguem dar continuidade a outros métodos contraceptivos. Então, trazer esse serviço até elas é garantir dignidade e oportunidade. Além do implante, a gente oferece um atendimento completo, com exames, testes e acompanhamento voltado à saúde da mulher”, reforça.

    Esse cuidado ampliado se reflete na rotina dos atendimentos, que incluem desde testes rápidos até consultas e orientações, fortalecendo o vínculo entre as equipes de saúde e as moradoras das comunidades atendidas.

    Para muitas dessas mulheres, no entanto, o acesso ao atendimento ainda exige esforço. Moradora da região há 10 anos, Sheila Coelho Amorim percorreu cerca de 26 quilômetros a cavalo para conseguir ser atendida. A dificuldade de deslocamento, segundo ela, torna a presença do itinerante ainda mais essencial.

    “Se fosse para ir até a cidade, seria muito mais difícil. Aqui, quando o itinerante chega, a gente sabe que é a oportunidade de resolver muita coisa. E o Implanon foi uma bênção, chegou na hora certa”, afirma.

    Mãe e avó, Sheila destaca que o método traz mais tranquilidade para o dia a dia, especialmente diante das limitações de acesso à rede de saúde fora do período do itinerante.

    A realidade é compartilhada por outras mulheres da região. Mãe de três filhos, Flávia Queiroz também aproveitou a ação para colocar o implante e destacou a importância de o serviço chegar até a comunidade.

    “Eu já não quero mais engravidar. Quando soube que teria aqui, fiquei muito feliz. É um cuidado importante para a gente”, relata.

    Criada na comunidade, ela acompanha o itinerante desde a infância e reconhece o impacto da ação ao longo dos anos.

    “A gente precisa muito. Nem todo mundo consegue ir até Rio Branco. Então, quando eles vêm, facilita tudo. E agora, com esse cuidado voltado para a mulher, ficou ainda melhor”, completa.

    Saúde da mulher na zona rural

    O fortalecimento da saúde da mulher dentro do Saúde Rural é resultado de um trabalho contínuo, que vai além das ações pontuais e se consolida por meio da oferta regular de serviços como pré-natal, planejamento familiar, exames preventivos (PCCU) e acompanhamento ginecológico.

    A enfermeira Lília Souza, que atua no itinerante há vários anos, destaca que a presença frequente das equipes tem gerado impactos concretos nas comunidades atendidas, especialmente na redução de indicadores como a gravidez na adolescência.

    “Com o trabalho contínuo de planejamento familiar e acompanhamento, a gente percebe uma diminuição significativa desses casos. Isso acontece porque existe uma presença constante, um acompanhamento mais próximo e a construção de vínculo com essas mulheres”, explica.

    De acordo com a enfermeira, além de garantir o acesso aos serviços, o atendimento também cumpre um papel fundamental de orientação e acolhimento, principalmente em relação aos exames preventivos.

    “Muitas mulheres ainda têm vergonha ou medo, então a gente explica, conversa, orienta e respeita o tempo de cada uma. Esse vínculo faz toda a diferença para que elas se sintam seguras e consigam cuidar da própria saúde”, afirma.

    O desafio do acesso continua sendo um dos principais obstáculos enfrentados pelas comunidades ribeirinhas, especialmente em períodos de inverno, quando as condições dos ramais dificultam ainda mais o deslocamento. Nesse cenário, a presença das equipes nas próprias comunidades torna-se essencial para garantir a continuidade do cuidado.

    Ao incluir o Implanon na edição itinerante fluvial, a Prefeitura de Rio Branco amplia não apenas a oferta de serviços, mas também o alcance das políticas públicas voltadas à saúde da mulher, assegurando que o direito ao planejamento reprodutivo chegue de forma efetiva a quem vive em áreas mais isoladas.