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  • PF indicia influenciadora por chamar dirigente trans do MDH de “ele”

    PF indicia influenciadora por chamar dirigente trans do MDH de “ele”

    Ariel Morais
    Na imagem, a secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat

    A Polícia Federal (PF) indiciou uma influenciadora de direita por se referir a uma dirigente trans do Ministério dos Direitos Humanos (MDH) como “ele”. A investigação da PF foi aberta a pedido de Symmy Larrat Brito de Carvalho, atual secretária nacional LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos, contra a ativista Aline Danielle Batista Borges, conhecida nas redes como Nine Borges.

    O inquérito da Polícia Federal foi aberto em agosto deste ano, sob a responsabilidade do delegado Franco Perazzoni, a partir de uma representação à PF feita por Symmy Larrat.

    Segundo a PF, Nine cometeu transfobia ao criticar a autodescrição de Symmy como “puta e travesti” no Instagram — ela se apresenta na rede como “Travesti, Militante, Puta, Antiproiba, Poliamor”.

    O relatório também transcreve um comentário de Nine na mesma rede: “Teve travesti indignado cobrando mais do governo, mas, na conversa sobre saúde da mulher, foi assistir vídeo… afinal de contas, não interessa a ele!”.

    “Com efeito, a análise dos elementos colhidos demonstra que, nesse caso, as publicações da investigada ultrapassaram o limite da liberdade de expressão e da crítica política, ingressando no campo da discriminação e do preconceito em razão de identidade de gênero”, escreveu o delegado do caso.

    Segundo Nine, o pedido de Larrat foi motivado por um vídeo dela no Instagram. Na postagem, Nine critica a Secretaria Nacional LGBT por liberar verbas para uma ONG que divide endereço com uma entidade que já foi presidida pela própria Symmy.

    Antes de assumir o posto no Ministério dos Direitos Humanos, narra Nine, Symmy Larrat era presidente da ABGLT, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos. Segundo Nine Borges, a ABGLT compartilhava o mesmo endereço com outra organização, a Aliança Nacional LGBT, que atualmente recebe repasses da secretaria comandada por Symmy no MDH.

     

    Ver essa foto no Instagram

     

    Um post compartilhado por Nine Borges (@nine.borg)

    Inicialmente, a representação de Symmy Larrat acusava Nine Borges de calúnia e difamação, ao atribuir crime, além de transfobia — crime equiparado ao racismo. No entanto, a conclusão do delegado da PF foi a de que não houve calúnia ou difamação, apenas transfobia. Foi por esse crime que Nine foi indiciada.

    No ano passado, o orçamento da secretaria comandada por Symmy foi de pouco mais de R$ 18,6 milhões.

    O inquérito foi enviado ao Ministério Público, mas não há desdobramentos até agora.

    “Se os crimes de calúnia e difamação dizem respeito à honra pessoal, por que Symmy Larrat recorreu à máquina pública e à sua posição dentro do governo para solicitar a abertura de um inquérito? Essa conduta levanta questionamentos legítimos sobre o uso do aparato estatal para tratar questões de natureza privada”, disse Nine Borges à coluna.

    “O cidadão comum não pode ser punido por denunciar, discordar, criticar ideias e condutas de agentes políticos. A crítica é parte constitutiva da democracia, não uma infração”, diz ela.

    Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos lembrou que o crime de transfobia não depende de iniciativa da vítima para ser investigado. Disse ainda que a atuação da secretária “observou estritamente os trâmites legais e não se confunde com perseguição política ou qualquer prática de caráter autoritário”.

    Leia abaixo a íntegra da nota do Ministério dos Direitos Humanos.

    “O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania esclarece que a representação apresentada pela secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, tem como objetivo a apuração de possíveis ilícitos penais, nos termos da legislação brasileira.

    A medida diz respeito a declarações que, em tese, podem configurar crimes de injúria racial por equiparação à LGBTQIAfobia, bem como calúnia e difamação. No caso da injúria racial, trata-se de crime de ação penal pública incondicionada, cuja apuração independe de iniciativa da vítima.

    Já os crimes de calúnia e difamação, quando praticados contra agente pública em razão do exercício de suas funções, passam a ser de ação penal pública condicionada à representação, conforme prevê a legislação vigente.

    A atuação observou estritamente os trâmites legais e não se confunde com perseguição política ou qualquer prática de caráter autoritário. Trata-se do exercício regular de um direito assegurado a qualquer cidadã, inclusive a agentes públicos, diante de fatos que, em tese, demandam apuração pelas autoridades competentes.

    O ministério reafirma seu compromisso com o Estado Democrático de Direito, a liberdade de expressão e o respeito às instituições, ressaltando que eventuais excessos ou ilegalidades devem ser analisados nos foros adequados, com base na lei”.

  • Caso Ruy: após trapalhada, polícia fala em outros possíveis mandantes

    Caso Ruy: após trapalhada, polícia fala em outros possíveis mandantes

    Divulgação/ SSP-SP
    caso ruy ferraz 2

    Depois da divulgação da informação falsa de que um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teria sido preso por suspeita de mandar matar o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, autoridades ligadas à investigação do caso admitem que houve uma “confusão” por parte da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e dizem que o homicídio não está completamente esclarecido. Em entrevista coletiva, chefes de diferentes departamentos da Polícia Civil afirmaram que pode inclusive haver outros mandantes.

    Como detalhado pelo Metrópoles, o chefe da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, comunicou a jornalistas, na manhã dessa terça-feira (13/1), que o integrante da Sintonia Final do PCC Fernando Gonçalves dos Santos, o Azul, teria sido preso em Jundiaí, no interior de São Paulo. A informação foi repercutida por diferentes veículos. Minutos depois, o secretário enviou um relatório sobre as prisões, mostrando que o Azul preso pela polícia era uma outra pessoa.

    “Isso deve ter surgido em uma confusão”, disse a diretora do Departamento de Homicídios, Ivalda Aleixo. “Porque, quando a gente faz uma pesquisa, o Azul aparece. Mas tem dois ‘Azul’, o Colorido e o que nós estávamos atrás, o ‘Azul Careca’. Não partiu do DHPP, da investigação”.

    De acordo com Nico, apesar da confusão, os suspeitos presos nesta terça-feira (13/1) também seriam importantes na hierarquia do PCC, como integrantes da “Sintonia Restrita”. O trio foi preso em diferentes oportunidades, desde 2005. Azul chegou a cumprir pena de oito anos de prisão e foi solto em 2024.

    “Eu posso até ter passado, não vou fugir aqui. Mas isso não tira o brilho do trabalho que está sendo feito agora. Os nomes são muito parecidos, os apelidos são parecidos. Às vezes, a gente troca um pelo outro porque é uma coisa normal do ser humano”, afirmou.

    Outros mandantes

    Durante a entrevista coletiva, o secretário da Segurança afirmou ter “mais de 90% de certeza” de que o mando do crime seria uma retaliação às prisões ocorridas desde 2005. Não há informação sobre se Ruy Ferraz Fontes teria participado das investigações que levaram a polícia aos suspeitos no passado.

    “Hoje, eu estou seguro, seguro para falar isso”, disse Nico. “O doutor Ruy trabalhou muito no combate ao roubo a banco, e talvez seja uma das causas do que aconteceu com ele”.

    Ivalda Aleixo disse que a polícia está em busca de mais informações para “determinar se foram eles mesmo”, ou se a ordem teria partido de um único “mandachuva”, alguém em posto mais elevado na hierarquia da facção. Segundo a delegada, o grupo teria se reunido em uma lanchonete de Mongaguá, no litoral sul, para planejar o crime em março do ano passado.

    “Tem alguém acima? Eu estava conversando com o doutor Gilson. Pode, sim, depois se chegar a um único mandachuva lá. Hoje nós apreendemos vários documentos, vários celulares, notebooks, que agora vão ser periciados. A gente tendo mais alguma informação, nós conseguimos determinar se foram eles mesmo, que é o que a gente tem hoje, […] ou se partiu eventualmente, lá atrás, de alguém, uma pessoa só. Nós não acreditamos”, disse.

    Já o diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, citou outra linha de investigação. Segundo ele, não está descartada, por exemplo, a hipótese de que o crime teria relação com a atuação de Ruy Ferraz como secretário da Administração da Praia Grande.

    “Nós temos duas linhas principais desde o início das investigação, que permanecem até hoje, uma é o histórico de combate ao crime organizado do doutor Ruy, algo que remete ao passado dele, e a outra mais voltada à alguma irregularidade na Praia Grande, algo atual”, explicou.

    Como revelado pelo Metrópoles, o ex-delegado-geral preparava um dossiê contra funcionários da prefeitura do município por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude de licitações. Dias antes do homicídio, ele teria discutido durante uma reunião com servidores e ficado “muito irritado” após o prefeito, Alberto Mourão (MDB), dizer que o resultado de um pregão eletrônico deveria ser mantido, apesar de supostas irregularidades.

    Elo com denunciados

    Ivalda Aleixo disse que o vínculo entre os três presos nessa terça-feira e os supostos executores do crime teria sido comprovado pela relação entre Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, o Azul, e Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, o Fiel, que teria ajudado a recrutar o núcleo operacional.

    “Nós conseguimos identificar de onde teria surgido a ordem para que se juntasse, em Praia Grande, em Mongaguá, naqueles meses, e fizessem esse monitoramento da vítima. Essa determinação vinha muito do Fiel, preso na primeira fase. Ele falava com o Azul, o Careca”, disse Ivalda.

    Segundo ela, por se tratar de um crime de vingança, não teria havido o pagamento de grandes quantias para recrutar o grupo que atuou na execução.

    Denunciados

    Ao apresentar denúncia “cravando” que o crime foi cometido a mando do PCC, os promotores do Gaeco se limitaram a apontar o envolvimento de investigados que teriam, de alguma forma participado, seja cedendo casas usadas pelos criminosos ou cujas digitais aparecem nos carros usados no crime. Não há especificação, por exemplo, sobre quem seriam os atiradores.

  • Marinha contrata resgate com submarinos não tripulados por R$ 188 milhões

    Marinha contrata resgate com submarinos não tripulados por R$ 188 milhões

    Reprodução / Ocean Gate
    Marinha sistema resgate

    A Marinha do Brasil firmou contrato de 35 milhões de dólares, cerca de R$ 188,3 milhões, para a prestação de serviço de resgate submarino por meio do Sistema de Mergulho e Recompressão de Resgate Submarino (SRDRS), aplicado pelo Navy International Programs Office (NIPO), vinculado ao Departamento de Defesa dos EUA.

    A contratação ocorreu por dispensa de licitação, com previsão de pagamento apenas em caso de acionamento do serviço. O sistema é destinado à localização e ao resgate de tripulações de submarinos avariados em grandes profundidades, quando a embarcação fica incapacitada de retornar à superfície.

    O serviço opera com o emprego de diversos recursos de alta tecnologia, como submersíveis tripulados ou operados remotamente, aptos a mergulhar em grandes profundidades. Esses equipamentos têm a função de localizar o submarino avariado e acoplar-se a ele por meio de uma escotilha de resgate.

    Após a retirada da tripulação do veículo avariado para o submergível, os militares são conduzidos a uma câmara de recompressão instalada no Navio de Superfície de Apoio (NAS), responsável por transportar todo o equipamento de resgate e por operar os sistemas de lançamento e recuperação do submergível não tripulado.

    Câmara hiperbárica

    A câmara de recompressão é um ambiente hiperbárico no qual a tripulação resgatada permanece até que o nitrogênio absorvido pelo organismo, em razão da mudança de profundidade, seja eliminado de forma segura. Sem a recompressão adequada, o gás pode formar bolhas na corrente sanguínea, caracterizando a chamada Doença Descompressiva, que provoca dores nas articulações, fadiga e erupções cutâneas e, nos casos mais graves, pode levar à paralisia e à morte.

    As câmaras também dispõem de sistemas de suporte à vida responsáveis por regular a mistura de gases adequada ao processo de recuperação da tripulação resgatada.

  • Articulador de Flávio Bolsonaro se reúne com bancos e manda recados

    Articulador de Flávio Bolsonaro se reúne com bancos e manda recados

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
    Flávio-Bolsonaro (1)

    Um dos interlocutores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o mercado financeiro, o ex-secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo Filipe Sabará participou, na segunda-feira (12/1), de um encontro com representantes de grandes bancos.

    A reunião ocorreu na sede de uma grande corretora da Faria Lima, em São Paulo. Segundo apurou a coluna, participaram da conversa executivos dos seguintes bancos e gestoras:

    Na conversa, segundo relatos feitos à coluna, Sabará transmitiu dois recados principais à Faria Lima. O primeiro foi o de que a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto é “para valer” e que o senador “vai até o fim”.

    O segundo recado foi uma espécie de “prévia” do que seria a política econômica em um eventual governo Flávio Bolsonaro. Segundo relatos, Sabará disse que o senador manteria os pilares do ex-ministro Paulo Guedes, com foco no equilíbrio fiscal e na redução de impostos.

    Sabará já realizou outros encontros com mercado financeiro e com grandes empresários. Alguns deles contaram com a participação do próprio Flávio Bolsonaro. Um primeiros foi no banco de investimentos suíço UBS e contou com executivos como Flávio Rocha, da Riachuelo, e Richard Gerdau, da Gerdau.

    Após o encontro com o mercado, Sabará se reuniu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

    Na conversa, segundo relatos, o ex-secretário reforçou a cobrança de alguns bolsonaristas por um apoio “mais enfático” do governador à candidatura presidencial de Flávio. Tarcísio reiterou já ter declarado apoio explícito ao senador e prometeu ajudá-lo na campanha.

  • O primeiro teste de fogo do novo ministro da Justiça de Lula

    O primeiro teste de fogo do novo ministro da Justiça de Lula

    Marcelo Camargo/Agência Brasil
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro

    Recém-escolhido ministro da Justiça, o jurista Wellington Cesar Lima terá de arcar com missões importantes para o governo ao assumir oficialmente o comando da pasta.

    De acordo com integrantes do Ministério da Justiça, a primeira delas é evitar que o PL Antifacção volte a sofrer mudanças na Câmara dos Deputados. Já aprovada no Senado, a proposta retornará à Casa após o recesso parlamentar.

    Assessores do MJ também afirmam que o ministro precisará viabilizar a aprovação da PEC da Segurança, que tramita no Congresso Nacional desde o ano passado e sequer foi aprovada pelo plenário da Câmara.

    Apesar de ter perdido fôlego dentro do governo, a proposta é a aposta do ministério para deixar uma marca à frente do terceiro mandato do presidente Lula.

     

  • Senegal x Egito: saiba onde assistir a semifinal da Copa Africana

    Senegal x Egito: saiba onde assistir a semifinal da Copa Africana

    Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images e @saero_photographie/Senegal
    Salah, do Egito, e Mané, de Senegal, se enfrentarão na Copa Africana de Nações

    Pela Copa Africana de Nações, Senegal x Egito decidirão o primeiro classificado para a grande final da competição. O duelo será disputado nesta quarta-feira (14/1), às 14h (de Brasília). A partida decisiva acontece no Estádio Ibn-Batouta, em Tânger, em Marrocos.

    Os senegaleses alcançaram a semifinal da Copa Africana de Nações após vencerem Mali por 1 x 0. O tento da classificação foi assinalado aos 26 minutos do 1º tempo, marcado por Ndiaye. Senegal ainda contou com a expulsão de Bissouma, no fim da etapa inicial, deixando o adversário com um jogador a menos.

    Já o Egito, maior campeão da Copa Africana de Nações com sete títulos, carimbou a classificação na semifinal após despachar a Costa do Marfim por 3 x 2. Os egípcios marcaram com Marmoush, Rabia e Salah. Os marfinenses balançaram as redes com Ahmed Fatouh (contra) e Doué.

    Onde assistir

    A semifinal da Copa Africana de Nações entre Senegal x Egito será transmitida na Band (TV Aberta), Band Sports (TV por assinatura) e Esporte na Band (YouTube).

  • QG de Lulinha em Brasília é mansão usada por sócia do Careca do INSS

    QG de Lulinha em Brasília é mansão usada por sócia do Careca do INSS

    Otávio Augusto/Metrópoles
    Casa Roberta

    Filho do presidente se hospeda em uma casa luxuosa na QI 26 do Lago Sul, em Brasília. Local é usado pela lobista Roberta Luchsinger.

    Quando vem a Brasília, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, se hospeda numa mansão no Lago Sul alugada pela lobista Roberta Luchsinger. Com vista privilegiada para a Ponte JK e o Lago Paranoá, o endereço é considerado o “QG” de Lulinha em Brasília. Lulinha é filho do presidente Lula (PT).

    Antes de Luchsinger, a casa da QI 26 do Lago Sul era usada pelo presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. O aluguel do espaço era de R$ 25 mil mensais.

    Mesmo com Lulinha morando em Madri, na Espanha, a casa do Lago Sul continua sendo frequentada por uma pessoa que se apresenta como “secretário” do filho do presidente, segundo a coluna apurou.

    Em dezembro, após ser alvo de um mandado de busca e apreensão na operação Sem Desconto, da Polícia Federal, Roberta Luchsinger postou uma foto na casa da QI 26 (ver abaixo).

    No primeiro plano, a lobista focou seus tornozelos, livres de dispositivos de monitoração eletrônica. Ao fundo, é possível ver a Ponte JK e o Lago Paranoá. Na ocasião, o mandado de busca e apreensão contra Luchsinger foi cumprido em São Paulo, e não na casa da QI 26.

    Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram Roberta Luchsinger ordenando ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que jogasse fora aparelhos de celular. “Antônio, some com esses telefones. Joga fora”, diz ela ao Careca em 29 de abril passado.

    Em 5 de maio, Luchsinger menciona Lulinha em outra mensagem ao Careca. “Na época do Fábio, falaram de Friboi, de um monte de coisa, o (sic) maior… igual agora com você”, disse ela.

    Como mostrou o Metrópoles na coluna Tácio Lorran, Roberta Luchsinger e o Careca estiveram juntos no Ministério da Saúde diversas vezes. Segundo os registros, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, os dois estiveram na pasta representando uma empresa de serviços de telemedicina, a DuoSystem.

    A proximidade de Roberta com Lulinha é divulgada pela própria lobista nas redes sociais. Em uma publicação de março de 2024, ela divulgou uma tatuagem de melhores amigas com Renata Abreu Moreira, mulher de Lulinha. “Minha BFF e eu eternizadas na pele e no coração!”, escreveu.

    Como mostrou a coluna, Lulinha veio ao Brasil para as festas de fim de ano, mas está prestes a voltar para Madri, na Espanha, onde vive desde meados do ano passado. A CPMI do INSS pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que impeça Lulinha de voltar para a Europa.

    Ostentação nas redes e dívidas acumuladas

    Considerada pessoa-chave na aproximação entre o filho do presidente e o “Careca”, Luchsinger ostenta uma vida de luxo nas redes, mas acumula pelo menos R$ 315 mil em dívidas em execução na Justiça e é acusada de ocultar seu patrimônio para evitar o pagamento dos débitos.

    Uma das dívidas de Roberta Luchsinger diz respeito a uma reforma em seu apartamento. O processo resultou na penhora de seu carro, uma Range Rover. O automóvel só não foi apreendido porque não foi localizado no endereço informado à Justiça. O caso foi encerrado após um oficial de justiça ter levado da casa dela um quadro avaliado em R$ 70 mil, usado para quitar parte da dívida.

    O sumiço do veículo, assim como as imagens de Roberta em eventos de luxo, levantam a suspeita de ocultação de patrimônio. Em três processos levantados pela coluna, a Justiça paulista teve dificuldades de localizar a herdeira para executar ações de cobrança — ou porque ela havia se mudado sem comunicar a Justiça, ou porque não estava em casa no momento da intimação.

    Em nota à coluna em dezembro de 2025, a defesa de Roberta disse que “que não serão feitos comentários sobre processos cíveis relacionados a empresária ainda em tramitação, salientando que qualquer provimento judicial transitado em julgado será prontamente cumprido”. Segundo seus advogados, ela “possui endereço fixo, prestado em diversos processos e no qual já recebeu comunicações oficiais inúmeras vezes”.

  • Mães brasileiras brigam por pensão alimentícia de filhos no exterior

    Mães brasileiras brigam por pensão alimentícia de filhos no exterior

    Acervo pessoal/ fotos cedidas ao Metrópoles
    Pensão alimentícia-mãe

    Milhares de mães brasileiras brigam pelo direito à pensão alimentícia dos filhos, que têm pais vivendo em outros países. Trata-se de uma saga judicial que ultrapassa as fronteiras nacionais e leva essas mulheres a acionar o governo federal em busca de uma solução para o impasse com os ex-companheiros.

    A carioca descreve que não conseguia se mudar para o Texas quando morava em Chicago, em Illinois. O plano dela era ficar próxima do próprio pai. Não deu certo. O americano a acusou de alienação parental e de tentar fugir com a criança. Até para tentar mudar de bairro em busca de uma melhor escola para o filho foi difícil.

    A brasileira conta que o pai do menino americano, que trabalhava como analista financeiro de um grande banco em Chicago, adotou a estratégia de divisão de guarda como forma de limitar os movimentos dela nos Estados Unidos:

    “Eram agressões verbais o tempo todo. Toda semana eu ia para a Corte americana. Ele marcava a Corte no dia das visitas dele. Chegava o fim de semana, ele dizia: ‘Ah, eu tô doente, não posso ficar com a criança’ e ‘A criança tá doente, eu não vou levá-la’”, relata.

    Ela estava esgotada após meses de desgaste com o ex-companheiro. Após morar por 16 anos nos Estados Unidos, a carioca decidiu voltar ao Brasil em 2023 apesar de ter uma carreira promissora em uma multinacional de óleo e gás. “Eu troquei de emprego, inclusive ganhando menos no Brasil, para ter paz e dar melhor qualidade de vida ao meu filho”.

    Naquele ano, pediu ajuda ao governo brasileiro com o pedido de cooperação jurídica internacional – ou seja, quando um país aciona o outro para resolver uma demanda judicial – para que o americano pagasse a pensão alimentícia do filho, que tem autismo.

    Para Melissa Oliveira, ainda existe muito preconceito sobre o tema. “Você é sempre vista como latina, inferior”, desabafou. “A violência é tanta, o tempo todo, de todos os lados”, pontua. “Era violência judiciária e a violência patrimonial começou a partir do momento em que tive meu filho, que tem autismo, e o pai dele não chegava junto e não pagava [pensão alimentícia]. Para mim, estava ficando difícil”, descreveu.

    “Eu vim para o Brasil para me proteger. Ainda assim sofro ainda mais injustiças, porque fui colocada no papel de sequestradora. Estou me defendendo e estou ganhando isso na Justiça brasileira. Mesmo assim, meu filho não tem direito ainda a pensão”.

    Melissa Oliveira conta que, apesar de não telefonar para o menino e de não registrá-lo como filho, o americano busca a guarda dele na Justiça:

    “Eu cheguei no Brasil em 2023. Neste período, ele não ligou mais do que cinco vezes para falar com a criança. Toda vez que liga, é para me ofender, me xingar, quando poderia ligar e dizer que se importa com nosso filho. Ainda por cima, ele briga na Justiça para tirar meu filho de mim, mesmo se recusando a registrar como pai do menino.”

    Conforme mostrou a coluna, o Brasil registrou 29,2 mil pedidos internacionais de pensão alimentícia de 2010 a 2025. Dados inéditos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) obtidos pela coluna mostram, ainda, que o ano passado bateu um recorde na série histórica, com mais de 2,6 mil solicitações. A maioria se destina a Portugal e aos Estados Unidos, países com grande parcela de brasileiros residentes.

    No país, a relação não durou muito. Carla Assis se separou após o início dos episódios de violência doméstica do esposo. O homem, então, iniciou uma guerra judicial pela guarda da filha.

    A Justiça da Espanha deu vitória à mãe e estabeleceu uma pensão alimentícia de 150 euros, abaixo do mínimo praticado no país, porque o pai da menina alegou não ter recursos. Só que o europeu, relembra, nunca pagou.

    Carla Assis já morava no Brasil com a filha quando decidiu acionar as autoridades brasileiras no primeiro semestre de 2025 para que essa decisão fosse cumprida e a filha recebesse a pensão alimentícia. A pedido da mulher, a reportagem usou um pseudônimo e resumiu detalhes da história para preservar a identidade dela e da menina.

    “É um dinheiro que faz falta, porque poderia ser enviado para minha filha. O dinheiro que ele deixa de pagar é tão pouco, comparado ao gasto que tenho com advogado para proteger a minha filha dele”, declarou.

    Os preconceitos e os estigmas na busca pela pensão alimentícia

    A advogada Tamara Amoroso Gonsalves, integrante do Conselho Consultivo do Grupo de Apoio a Mulheres Brasileiras no Exterior (Gambe), afirma que a busca pelo direito à pensão alimentícia reflete um cenário vivido não só no Brasil, mas também em outros países. O machismo ultrapassa as fronteiras e o conjunto de preconceitos “joga contra as mulheres e os seus direitos”. As consequências, portanto, não se restringem às mães e atingem as próprias crianças.

    A jurista lembrou que a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra Mulheres da Organização das Nações Unidas (ONU) tem uma recomendação sobre o acesso à justiça de mulheres com uma sessão específica sobre estereótipos de gênero no poder judiciário. Membros signatários devem trabalhar para eliminá-los.

    “Esses estereótipos vão atuar, seja nos pedidos de pensão alimentícia à criança, seja nos pedidos, por exemplo, de retorno de crianças levadas para outros países sem autorização do genitor”, declarou.

    Tamara Amoroso Gonsalves frisa que parte significativa das disputas judiciais por pensão alimentícia para o filho do casal reproduz a violência patrimonial e psicológica que a mulher viveu no antigo relacionamento:

    “O controle que existia na relação abusiva vai se expandir após o divórcio por meio de, por exemplo, uma guarda compartilhada, em que esse homem vai tentar controlar qualquer tipo de ação dessa mulher de sair ou de reconstruir a sua vida”, ressaltou.

    Como acionar o governo brasileiro em casos de pensão alimentícia internacional

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública possui um formulário sobre pedidos de pensão alimentícia em outros países. O portal conta ainda com respostas a perguntas frequentes, orientações ao público e descreve os requisitos essenciais para cada os dos pedidos de cooperação jurídica. Acesse aqui.

  • "Leva e traz" na Papuda: advogada fake é indiciada por organização criminosa

    "Leva e traz" na Papuda: advogada fake é indiciada por organização criminosa

    Material cedido ao Metrópoles
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    Denunciada por fazer parte do esquema de “leva e traz” na Papuda, Tatiane da Silva Alves Ferreira, 37 anos, se passava por advogada e ostentava uma vida de luxo nas redes sociais. A falsa advogada foi indiciada pela Polícia Federal (PF) por promoção de organização criminosa.

    Bacharel em direito, Tatiane fez a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entrou com processo para mudança de nota, o que foi recusado pela Justiça. Apesar de não poder atuar como advogada, Tatiane se apresentava como tal e enganava clientes.

    As investigações apontaram que Tatiane auxiliava na comunicação de membros da facção Bonde do Maluco (BDM) com Jackson Antônio de Jesus Costa, um dos líderes da organização criminosa que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF). Ele é responsável pela morte do policial federal Lucas Caribé, em 2023.

    O relatório da Polícia Federal (PF) anexou registros de conversas e ligações de Tatiane com Erica Priscilla da Cruz Vitorino, advogada apontada como “gerente do tráfico” e namorada de Marlos Araújo Souza, conhecido como “Bolão”. Ele era líder da organização.


    Relembre quem é Jackson, líder de facção


    Em seu perfil no WhatsApp, Tatiane utilizava o nome de “Tatiane Adv Silva” para se passar como advogada para clientes.

    Nas redes sociais, a falsa advogada se apresenta como pós-graduanda em direito penal dogmática moderna e diz ser “apaixonada por justiça”.  A denunciada também aparece no Instagram ostentando roupas, bolsas e relógios de luxo.

    Tatiane chegou a estar foragida da Justiça após mandado de prisão, mas o pedido foi revogado. O Metrópoles apurou que a falsa advogada é ex-esposa de um líder da facção Comboio do Cão (CDC).

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi acionada para falar sobre o exercício ilegal da profissão feito por Tatiane, mas não se pronunciou até a atualização mais recente desta matéria. Procurada pela reportagem, Tatiane não havia sido localizada até a última atualização deste texto.

    Advogada “gerente do tráfico” liderava comunicação 

    Acusada de facilitar a comunicação de membros da facção Bonde do Maluco (BDM), a advogada Erica Priscilla da Cruz Vitorino  é namorada de Marlos Araújo Souza, conhecido como “Bolão” e apontado como líder da mesma organização.

    Ex-mulher de policial e advogada inscrita na OAB, Erica também tem passagens na polícia por crimes de tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.

    Ela foi indiciada pela Polícia Federal (PF) por facilitar a comunicação de membros da facção com Jackson Antônio de Jesus Costa, um dos líderes da organização criminosa que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), e responsável pela morte do policial federal Lucas Caribé.

    Em outubro de 2024, Erica foi presa em Serrinha (BA) por facilitar a comunicação entre os líderes da facção e os membros que estão soltos. O Metrópoles apurou que Erica não está mais presa na Bahia e responde por organização criminosa em liberdade.

    Por meio de mensagens trocadas pelo WhatsApp, a advogada atuava como uma “gerente do tráfico” na Bahia, segundo a PF. Erica é apontada como responsável por promover o comércio ilegal de drogas e também vendas de armas. Ela utilizava o nome no perfil de “Deus de Israel” para tentar esconder a sua identidade.

    Além de Erica e Tatiane, e o líder do Bonde do Maluco Jackson, outras sete pessoas respondem ao processo – entre as quais, advogados que facilitavam a comunicação.

    Erica, quatro advogados, e um estagiário de direito tiveram suspensos o direito de exercer a profissão de advogado.

    O processo corre em sigilo no Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT).

  • Música de MC Koringa pode estar na trilha de Avenida Brasil 2

    Música de MC Koringa pode estar na trilha de Avenida Brasil 2

    Divulgação
    mc koringa (2)

    Embora a TV Globo ainda guarde mistério, nos corredores da emissora a sequência da novela Avenida Brasil, sucesso exibido em 2012, já é dada como certa. E, aos poucos, novos detalhes sobre a produção começam a ganhar os holofotes – incluindo a suposta trilha sonora da trama, assinada mais uma vez por João Emanuel Carneiro.

    Poucas músicas estão tão ligadas à novela quanto o hit Pra Me Provocar, do funkeiro MC Koringa, um dos maiores sucessos da trilha sonora original do folhetim. Nos bastidores da produção, porém, já existem conversas sobre a possibilidade de um novo funk integrar a trilha da continuação.

    De acordo com informações, nada ainda está oficialmente fechado, mas a movimentação existe. Ainda não há detalhes se Pra Me Provocar voltará a tocar na nova trama das 21h da TV Globo ou se haverá espaço para uma nova faixa de MC Koringa.

    A trama, escrita por João Emanuel Carneiro e dirigida por Ricardo Waddington, trará o retorno de Carminha (Adriana Esteves) e contará com participação especial de Débora Falabella. A promessa é revisitar o universo da obra que parou o país, mas com novas histórias e novos personagens. A novela deve estrear em 2027, 15 anos após a exibição original.

    Num evento em São Paulo em novembro do ano passado, a atriz Eliane Giardini confirmou a produção e abriu o jogo sobre o folhetim. “Eu acho que vale, quanto a história é boa. É uma equação perfeita, sabe, e a gente não tem o domínio sobre essa equação, é muito difícil você reproduzir [o sucesso]. Por isso que eu tenho um pouco de medo, não de fazer um remake, tenho medo é da continuação”, disse.