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  • Rússia x Ucrânia: governo atualiza nº de brasileiros mortos na guerra

    Rússia x Ucrânia: governo atualiza nº de brasileiros mortos na guerra

    Carla Sena/ Editoria de Arte/ Metrópoles
    Brasileiros mortos na Ucrania - Metrópoles

    Ao menos 17 brasileiros moreram na Guerra da Ucrânia, que já dura quase quatro anos. O número foi atualizada pelo Ministério das Relações Exteriores em nota ao Metrópoles na sexta-feira (9/1). O Itamaraty informou ainda que 42 brasileiros estão desaparecidos sem qualquer informação sobre o paradeiro.

    As vítimas brasileiras são voluntários que se deslocaram até o conflito no Leste Europeu para defender a Ucrânia. O país foi invadido pela Rússia em fevereiro de 2022. Segundo a Organização as Nações Unidas (ONU), mais de 14 mil civis já morreram no conflito. A Ucrânia recrutou voluntários para atuar na guerra contra a Rússia, oferecendo altos salários. Os chamamentos são publicados nas redes sociais e buscam fortalecer as tropas contra a invasão russa.

    Um dos voluntários brasileiros mortos na guerra é o goiano Kauan Victor da Silva, 22 anos. O rapaz, que morava em Anápolis (GO) e trabalhava como sushiman, se voluntariou para lutar na guerra e foi para Ucrânia em agosto de 2025. Três meses depois, ele morreu no conflito. Kauan estaria recolhendo corpos de outros voluntários mortos quando foi atingido.

    O corpo de Kauan foi sepultado na Ucrânia. Segundo o Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, a família de Kauan decidiu não fazer o traslado do corpo ou das cinzas, em respeito à vontade do rapaz manifestada ainda em vida. A data do sepultamento não foi informada. A família espera, agora, a chegada de pertences de Kauan, que ainda estão no local onde ele viveu os últimos dias.

    “A família está recebendo apoio do Gabinete e do Itamaraty e no momento aguarda apenas o retorno dos pertences de Kauan, que devem ser entregues ao setor consular do Itamaraty em Kiev ainda nos próximos dias”, informou o governo de Goiás.


    O que se sabe


    Kauan Victor tinha 22 anos quando se voluntariou para lutar na Guerra da Ucrânia

    Brasileiros mortos na Ucrânia

    Entre os brasileiros mortos na Ucrânia estão Igor Monteiro de Oliveira, natural do Rio de Janeiro; Gabriel Pereira, de Minas Gerais; e Gustavo Viana Lemos, de Santa Catarina. A morte deles foi confirmada em julho de 2025.

    Mais recentemente, o paulista Leonardo Ribeiro dos Santos, 33 anos, foi morto, em dezembro, após ser atingido por uma granada. Natural de Ilha Solteira (SP), ele trabalhava como eletricista antes de ir para a Ucrânia. Na guerra, Leonardo atuava como soldado em pelotões de estrangeiros que apoiam o exército ucraniano e foi atingido durante um ataque das forças russas.

    Já em 2024, o paranaense Murilo Lopes Santos, 26, morreu após dois anos atuando em defesa da Ucrânia. O rapaz se alistou voluntariamente e chegou ao país europeu em 3 de novembro de 2022.

    O governo federal não detalhou o nome de todos os brasileiros mortos. O Ministério das Relações Exteriores informou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros.

     

     

  • DF tem 882 vagas nesta terça (13/1). Salários chegam a R$ 3,5 mil

    DF tem 882 vagas nesta terça (13/1). Salários chegam a R$ 3,5 mil

    Felipe Menezes/Metrópoles
    Foto colorida de trabalhador com carteira assinada IBGE - Metrópoles

    As agências do trabalhador do Distrito Federal abrem, nesta terça-feira (13/1), oferecendo 882 vagas para quem está em busca de um emprego. Os salários chegam a R$ 3,5 mil.

    O posto com a maior remuneração é o de gerente de produção e operações, com vaga no Guará, exigência de ensino médio completo e sem necessidade de experiência comprovada.

    Outras vagas, como as de pedreiro e pintor de obras, oferecem salários de até R$ 2,8 mil, na Zona Industrial do Guará e na Asa Sul.

    Também há oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência (PCDs). As vagas são para os cargos de auxiliar de estoque e de auxiliar de limpeza, ambas em Santa Maria, com uma vaga cada. A remuneração é de R$ 1.621.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

    Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br.

  • Previdência municipal previa R$ 13 milhões de lucro com investimentos do Master

    Previdência municipal previa R$ 13 milhões de lucro com investimentos do Master

    Michael Melo/Metrópoles
    Banco Master

    O comitê de investimento do Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de São Roque, no interior paulista, entendeu como uma “boa oportunidade de negócio” aprovar por unanimidade um investimento de R$ 93,2 milhões em letras financeiras do Banco Master.

    A decisão sobre o aporte ocorreu em fevereiro de 2024 e os pagamentos foram feitos em sete parcelas, entre abril e setembro daquele ano. .

    À época, o colegiado optou por trocar os ativos que possuía junto ao BTG pelos do Master, após um parecer favorável feito por uma consultoria particular.

    Agora, quase dois anos depois, em meio ao processo de liquidação da instituição financeira junto ao Banco Central, a autarquia se vê na incerteza de que terá o retorno do investimento.

    Isso porque o chamado Fundo Garantidor de Créditos (FGC), usado para ressarcir investidores, cobre apenas os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), vendidos pelo Master no mercado, mas não letras financeiras.

    À época, no entanto, o comitê de investimento do órgão previdenciário enxergou o movimento com bons olhos. “Os membros do comitê concluíram ser uma boa oportunidade de negócio de para o SRPREV e deliberaram por unanimidade pela realização das vendas e aquisição das Letras Financeiras”, afirma a ata.

    “Princípios de governança”

    Além de São Roque, outros municípios paulistas que compraram papéis do Master foram Cajamar (R$ 87 milhões), Araras (29 milhões), Santo Antônio de Posse (R$ 7 milhões) e Santa Rita d’Oeste (R$ 2 milhões).

    Em nota, o Instituto de Previdência dos Servidores de São Roque afirmou que a autarquia conta com fundos suficientes para garantir o pagamento das aposentadoria dos seus servidores e que adotará as medidas legais cabíveis para resguardar os interesses dos servidores”.

    Apuração

    Ao Metrópoles, o atual diretor presidente do órgão, Bruno Caparelli, disse que o instituto instaurou um processo administrativo interno para analisar os documentos relativos à aquisição das letras financeiras do Master.

    Segundo ele, o objetivo é obter um parecer jurídico e avaliar uma possível judicialização do caso. O investimento foi feito pela gestão anterior do órgão.

    Segundo Caparelli, caso o prejuízo se concretize, o instituto buscará o ressarcimento junto aos responsáveis.

    “Ainda não houve nenhuma movimentação a respeito dos ativos que o banco possuía para honrar seus seus compromissos e também acaba tendo toda esse cenário envolvendo a liquidação, que o Tribunal de Contas da União também tem questionado. Temos acompanhado esse cenário e, em paralelo com o nosso processo administrativo instaurado, verificando o melhor caminho para defender os interesses dos aposentados”, afirmou.

    O diretor-presidente do Instituto de Previdência de São Roque ainda informou que a autarquia rompeu o contrato com a consultoria que indicou o investimento no Master. Segundo ele, a documentação também foi enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público.

    Apuração de responsabilidades

    A Lei Federal 9717/98 estabelece que os entes federativos – neste caso específico, os municípios – são responsáveis pela cobertura de “eventuais insuficiências financeiras do respectivo regime próprio, decorrentes do pagamento de benefícios previdenciários.

    “Mas, tem que lembrar, isso não pode ser assim tão automático, ainda mais quando existe apuração de responsabilidade de terceiros”, afirma a advogada Erika Palma, especialista em Previdência Complementar e presidente da OABPrev-SP.

    A jurista afirma que, no caso de regimes próprios de previdência, teria de haver uma melhor governança na hora de decidir pela autorização da aplicação.

    “De alguma forma, essa diligência, essa transparência e essa necessidade de compliance sobre os investimentos não foram observados. Porque já havia indícios indicando problemas com o Banco Master. Obviamente que isso vai depender de um longo processo de apuração de responsabilidades, mas há indícios de decisões irregulares na alocação de recursos no banco, quando já havia indícios de que alguma coisa estava errada”, afirmou a advogada.

  • Talarico nega pedido para deixar presidência do Conselho de Administração do BRB

    Talarico nega pedido para deixar presidência do Conselho de Administração do BRB

    Hugo Barreto/Metrópoles
    Entrevista com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, na nova sede do BRB.

    O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, pediu que o presidente do Conselho de Administração (Consad) do BRB, Marcelo Talarico, saia do cargo. Talarico, porém, se negou a deixar a função.

    Talarico integra o Consad há sete anos anos e ocupa a cadeira de presidente desde 2022. O mandato dele se encerra em 2026. Em março do ano passado, o gestor também assumiu a chefia do Comitê de Auditoria do BRB.

    Nelson Antônio de Souza tomou posse no cargo de presidente do BRB em novembro de 2025, logo após a Operação Compliance Zero, que investiga suposta fraude em carteiras de crédito adquiridas do Banco Master. Desde então, ele tem feito alterações nos principais cargos da instituição. Pediu a Talarico que adiantasse a saída, mas o presidente do conselho negou e pretende concluir o mandato.

    O interesse na vaga decorre do fato de que o Conselho de Administração é um colegiado independente importante no quadro do BRB. Ao grupo cabe, por exemplo, fixar atribuições e fiscalizar gestão da diretoria e subsidiárias, além de manifestar-se sobre relatórios, contas dos diretores e aprovação da nomeação de executivos.

    À reportagem, Talarico afirmou que o Consad está em posição hierárquica acima da diretoria, e que os integrantes podem ser destituídos por assembleia de acionistas.

    “Em empresa de capital aberto, mesmo em uma de economia mista (estatal) como é o caso do BRB, o Conselho de Administração é hierarquicamente superior à diretoria executiva, é inclusive quem nomeia e dá posse aos diretores. Os conselheiros têm mandato, são nomeados e podem ser destituídos por Assembleia de Acionistas a qualquer momento tempo, como determina a Lei 6.404/76”, informou.

    Procurador, o BRB não quis se manifestar.

  • Empresário acusado de matar idoso com voadora vai a júri nesta terça

    Empresário acusado de matar idoso com voadora vai a júri nesta terça

    Reprodução / TV Globo
    Tiago Gomes de Souza durante reconstituição de morte de idoso com "voadora" em Santos - Metrópoles

    O júri popular do empresário Tiago Gomes de Souza, acusado de matar um homem, de 77 anos, após desferir uma “voadora”, em Santos, no litoral de São Paulo, será realizado na tarde desta terça-feira (13/1), no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, após pedido da defesa para a transferência do caso.

    A juíza Patrícia Álvares Cruz, da 4ª Vara do Júri, decidiu manter a prisão preventiva do empresário. Segundo a sentença, a custódia é necessária diante da violência do crime, do risco à ordem pública e para garantir a aplicação da lei penal. A juíza ainda rejeitou pedidos para substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar, afirmando que essas alternativas não seriam suficientes diante do contexto do caso.

    O julgamento poderá se estender até o dia seguinte, devido ao alto número de testemunhas. Durante a sessão, sete jurados sorteados irão ouvir os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios e dos debates entre o Ministério Público paulista (MPSP) e os advogados do réu.

    Chute Brutal

    O aposentado Cesar Fine Torresi, de 77 anos, caminhava pela Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos, ao lado do neto de 11 anos, no dia 08 de junho de 2024, quando os dois decidiram atravessar a via na lateral de um shopping. Segundo relatos colhidos pela polícia, o trânsito estava parado e o semáforo fechado no momento da travessia. Durante a passagem entre os carros, o veículo conduzido pelo empresário Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, se aproximou em alta velocidade e precisou frear bruscamente para não atingir o avô e a criança.

    Ainda conforme o boletim de ocorrência, após a freada repentina, o motorista avançou com o carro em direção às vítimas. Assustado, Cesar teria se apoiado no capô do automóvel para evitar ser atingido. Testemunhas relataram que a atitude foi suficiente para irritar o condutor, que desceu do veículo logo em seguida.

    Imagens registradas por uma câmera de monitoramento mostram o momento em que Tiago corre em direção ao idoso e desfere um chute frontal no tórax, conhecido como “voadora”, fazendo com que a vítima caísse imediatamente no chão, já desacordada.

     

    Com a queda, o aposentado bateu a cabeça no asfalto e sofreu traumatismo craniano. Pessoas que estavam no local, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e um médico que passava pelo local tentou prestar os primeiros socorros até a chegada da ambulância. Cesar foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde sofreu três paradas cardíacas. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi constatada horas depois. O neto da de Cesar, presenciou toda a agressão.

    Choro na reconstituição do crime

    A reconstituição do crime foi realizada no local da agressão, ao lado do Shopping Praiamar, em Santos, com a presença do acusado, do advogado Eugênio Malavasi, de representantes do Ministério Público e de autoridades policiais. Durante o procedimento, dezenas de pessoas acompanharam a reconstrução da cena e protestaram contra o empresário, chamando-o de “assassino” e “mentiroso”, em um clima de forte comoção popular.

    Ao relatar a dinâmica dos fatos aos investigadores, Tiago chorou em vários momentos, se jogou no chão, se ajoelhou e pediu desculpas. Segundo a polícia, no mesmo dia da reconstituição, ele confessou a agressão e afirmou fazer uso de medicamentos prescritos por um psiquiatra. Na época, a defesa alegou que o empresário teria tido um ataque de fúria após ser advertido pelo aposentado, versão que é contestada pelo Ministério Público, que sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e com uso de violência extrema.

  • Amanda Seyfried relembra diagnóstico de TOC e diz que segue medicada

    Amanda Seyfried relembra diagnóstico de TOC e diz que segue medicada

    Dominik Bindl/Getty Images
    SAG-AFTRA Foundation Conversations: Amanda Seyfried Career Retrospective

    Amanda Seyfried voltou a falar abertamente sobre sua saúde mental. Em entrevista recente, a atriz revelou que foi diagnosticada com um quadro “bem extremo” de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) quando tinha apenas 19 anos. À época, ela morava em Marina del Rey e gravava a série Big Love, quando os sintomas se intensificaram a ponto de exigirem apoio familiar.

    “Minha mãe precisou tirar um tempo do trabalho na Pensilvânia para morar comigo por um mês”, contou a atriz. O período incluiu exames médicos e avaliações neurológicas até que o diagnóstico fosse confirmado.

    O início do tratamento e o uso contínuo de medicação

    Após realizar exames cerebrais, Seyfried iniciou o tratamento medicamentoso, que mantém até hoje.

    “Foi quando comecei a tomar a medicação — que uso até hoje, todas as noites”, revelou.

    Segundo ela, a constância no tratamento foi essencial para estabilizar os sintomas e permitir que seguisse trabalhando.

    O TOC é uma doença caracterizada por pensamentos intrusivos e medos recorrentes que levam a comportamentos repetitivos, interferindo na rotina e causando sofrimento significativo.

    Foto de uma mulher deitada na cama, de costas para a câmera. Conceito de depressão, transtornos mentais. Metrópoles
    O tratamento do TOC ajuda a controlar os sintomas. Mesmo sem cura, melhorando a qualidade de vida

    Como o TOC influenciou escolhas

    Conviver com o transtorno desde jovem também moldou a forma como Amanda encarou a carreira. A atriz contou que nunca se deixou abalar profundamente por rejeições profissionais. “Faz parte do jogo”, disse, explicando que lidar com a condição acabou tornando certas frustrações menos impactantes do que outros gatilhos emocionais.

    Evitar gatilhos

    Para preservar o equilíbrio emocional, Seyfried aprendeu cedo a evitar situações que pudessem piorar os sintomas.

    “Evito beber demais, não uso drogas e não viro a noite”, afirmou.

    A atriz destacou que sua experiência foi bem diferente da de muitos colegas da indústria na juventude.

    “Eu até marcava de sair, mas acabava não indo”, contou, rindo. “Fiz escolhas. Não entrei no mundo das baladas. Dou esse crédito ao meu TOC.”

    O estigma em torno das doenças mentais

    Em entrevistas anteriores, a atriz já havia comentado sobre o uso contínuo de medicamentos psiquiátricos desde os 19 anos e deixou claro que não pretende interromper o tratamento.

    “Estou na dose mais baixa e não vejo motivo para parar. Seja efeito placebo ou não, não quero arriscar. E contra o que você está lutando? Apenas contra o estigma de usar uma ferramenta?”, afirmou.

    Para Amanda, a sociedade ainda trata a saúde mental de forma desigual.

    “As pessoas colocam a doença mental em uma categoria diferente, mas eu não acho que seja assim. Ela deveria ser levada tão a sério quanto qualquer outra.”

    Quando parecia um problema físico

    Seyfried também revelou que, no início, acreditou que seus sintomas tivessem uma causa física.

    “Eu tinha uma ansiedade muito forte por causa do TOC e cheguei a achar que tinha um tumor no cérebro”, contou.

    Após realizar uma ressonância magnética, foi encaminhada a um psiquiatra, o que ajudou a esclarecer a origem dos sintomas.

    Aprendizados com o tempo e a redução dos medos

    Com o passar dos anos, a atriz percebeu uma melhora significativa.

    “À medida que envelheço, os pensamentos compulsivos e os medos diminuíram bastante. Saber que muitos deles não são baseados na realidade ajuda muito”, afirmou.

    Ela também já disse que o TOC faz parte de quem ela é e, de certa forma, contribui para seu trabalho.

    “É uma parte de mim que me protege e que também uso de maneira positiva na atuação”, compartilhou em outra entrevista.

    “Se dá para tratar, então trate”

    Ao falar publicamente sobre o tema, Amanda Seyfried reforça a importância de buscar ajuda e normalizar o tratamento.

    “Você não vê a doença mental — não é um tumor, não é um cisto —, mas ela existe”, afirmou. “Se dá para tratar, então trate.”

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  • As perspectivas do mercado e do governo sobre a economia em 2026

    As perspectivas do mercado e do governo sobre a economia em 2026

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad falam sobre os planos de governo

    O ano de 2026 será decisivo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na etapa final do mandato, o Planalto sabe que o desempenho da economia será peça central tanto para a sustentação política do próprio governo quanto para a construção do palanque eleitoral de Lula e dos candidatos governistas.

    Dentro e fora do governo, cresce a expectativa de que 2026 será um ano em que resultados econômicos e coordenação política andarão juntos.

    Desde 2023, Lula e a equipe econômica apostaram em uma estratégia de reconstrução institucional, reativação de investimentos públicos e retomada do consumo interno. Ao mesmo tempo, procuraram demonstrar compromisso com responsabilidade fiscal por meio do novo arcabouço e da promessa de reequilibrar as contas públicas.

    O desafio, agora, é mostrar resultados consistentes em um ano marcado por campanhas, decisões orçamentárias sensíveis e um Congresso Nacional mais fragmentado e assertivo nas negociações.

    A percepção no Palácio de Planalto é que se indicadores como inflação, renda, emprego e ritmo de crescimento continuarem favoráveis, o governo terá um discurso robusto para vender em 2026. Lula já sinalizou que pretende colocar a economia “no centro do debate”, destacando avanços como inflação dentro da meta, reestruturação de programas sociais e de crédito e a melhora no mercado de trabalho.

    Desafio das metas fiscais

    Um dos pontos de maior tensão entre o governo e o mercado financeiro é a trajetória das contas públicas. O arcabouço fiscal estabeleceu metas ousadas, especialmente para 2026, quando a Fazenda se comprometeu a entregar um superávit primário de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34 bilhões.

    Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não existe possibilidade de alterar a meta fiscal, que, de acordo com ele, será cumprida. O ministro reforça que a combinação de revisão de gastos, aumento de eficiência arrecadatória e medidas já enviadas ao Congresso permitirá alcançar os resultados previstos.

    No entanto, dentro do próprio governo, há vozes mais cautelosas. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, já classificou publicamente a meta de 2026 como “desafiadora”, justamente por parte do esforço fiscal depender de votações sensíveis, e ainda incertas, no Congresso.

    No mercado financeiro, a percepção majoritária é de que a meta pode ser cumprida, mas com muita dificuldade. Analistas avaliam que o governo ainda não apresentou um plano suficientemente detalhado de corte de despesas e que o espaço para aumento de receita em 2026 é limitado.

    Inflação e juros

    A perspectiva do mercado para 2026 inclui um cenário de inflação ainda controlada, mas sujeito ao ritmo das contas públicas e à política monetária do Banco Central (BC).

    O governo trabalha com projeção de inflação de 3,6%, dentro do intervalo de tolerância. A meta de inflação é de 3% ao ano, com banda de tolerância de 1,5% para cima ou para baixo.

    Do lado dos juros, economistas esperam que o ciclo de cortes possa ganhar ritmo em 2026, dependendo do grau de confiança nas contas públicas e do comportamento da atividade econômica. O governo estima uma Selic de 13% ao fim do ano, mas parte do mercado projeta algo menor, 12,25%.

    No entanto, para o professor de economia Marcos Calil, da Strong Business School, o comportamento do mercado de trabalho e choques de oferta globais (commodities, energia) também podem reaquecer a inflação se ocorrerem surpresas, o que dificultaria um ciclo longo de redução dos juros.

    “O mercado já precifica o início do ciclo de afrouxamento monetário no começo de 2026. Para os mais otimistas, o corte poderá ocorrer logo no início dos dois primeiros meses do ano, caso a inflação continue nos próximos relatórios. Entretanto, o cenário desafiador característico em ano eleitoral e o cenário fiscal podem adiar o cenário de cortes de juros”, explica.


    PIB, emprego e renda

    O governo prevê um crescimento do PIB de 2,4%, sustentado por:

    Apesar de um ambiente internacional desafiador, analistas reconhecem que a economia brasileira tem mostrado resiliência. O mercado de trabalho segue aquecido, e a massa salarial real cresceu ao longo de 2025, fatores que impactam diretamente a percepção popular sobre a economia.

    “Num passado recente, apesar do mercado de trabalho permanece resiliente, já ocorrem sinais de esfriamento moderado. As perspectivas indicam que a taxa de desemprego, que atingiu mínimas históricas em 2024, tende a subir ligeiramente em 2026”, diz Marcos Calil.

    O professor de economia afirma ainda, que entre os riscos domésticos mais citados por bancos para 2026 estão a deterioração fiscal, dificuldades de aprovar medidas estruturais e choques de receitas tributárias, sendo que a maior parte deles está ligado ao período eleitoral.


    Negociações com o Congresso Nacional

    Nenhuma previsão para 2026 pode ignorar a relação do governo com o Congresso. A disputa por recursos, as pressões de categorias organizadas e a proximidade das eleições tendem a tornar as negociações ainda mais difíceis.

    Parlamentares devem adotar postura mais rígida, e medidas fiscais impopulares — como aumento de qualquer imposto — tendem a sofrer resistência. A governabilidade em 2026 dependerá de articulação fina e de concessões políticas relevantes.

    Tanto o governo quanto o mercado sabem que expectativas moldam decisões econômicas e, portanto, influenciam o próprio resultado da economia.

    O desempenho de 2026 terá impacto direto não apenas na sucessão presidencial, mas também na percepção do país por investidores, agências de risco e pela população.

    Para o professor Marcos Calil, as expectativas para 2026 são moderadas, por um lado há otimismo pragmático, com expectativas de inflação em queda, sinais de arrefecimento da atividade que favorecem cortes de juros e índices de confiança que subiram recentemente. Por outro, prevalece cautela diante dos riscos fiscais e políticos.

  • Venezuelana em Brasília faz relato chocante de como vivia no país

    Venezuelana em Brasília faz relato chocante de como vivia no país

    Material cedido ao Metrópoles
    Venezuelana - Metrópoles

    Ao longo de 2025, aproximadamente 2 mil imigrantes buscaram apoio do Governo do Distrito Federal (GDF) para recomeçar a vida na capital do Brasil. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), a maioria veio da Venezuela em busca de vida nova e refúgio. Deste total, 868 são venezuelanos. Ou seja, 43,4%.

    No recorte de 2025, a pasta concedeu  676 benefícios às famílias de refugiados venezuelanos. A crise humanitária histórica na nação vizinha ficou mais delicada após o ataque dos Estados Unidos (EUA) e a prisão do ditator Nicolas Maduro, em 3 de janeiro de 2026. Por isso, o país passa por uma fase de instabilidade e incerteza.

    O Metrópoles conversou com uma imigrante venezuelana acolhida no DF junto com suas três filhas menores de idade. Por segurança, a identitidade dela será preservada. A reportagem irá tratá-la pelo nome fictício de Maria.

    Maria vivia na capital Caracas com as três filhas e o ex-companheiro. A família não apoiava a ditadura. “Nós éramos ameaçados pelos apoiadores de Maduro. Quem se levantava contra o regime poderia ser morto”, contou.

    Na avaliação dela, apesar da queda de Maduro, a situação da Venezuela não mudou, porque toda a estrurura de poder do regime foi mantida. Para Maria, a situação do país só mudará se o grupo político de María Corina Machado assumir o governo e o Palácio de Miraflores.

    Segundo Maria, a rotina era sofrida. A família enfrentava filas para conseguir comida e frequentemente fazia apenas uma refeição por dia. “Não tomávamos café da manhã. Só almoçávamos. Não podíamos comprar um frango. A vida na Venezuela estava muito ruim”, contou.

    Maria não conseguia emprego e não havia perspectiva de melhora. E a família não tinha acesso à educação e aos serviços básicos de saúde. “Não havia vacina na Venezuela. Minhas filhas só foram vacinadas quando chegamos ao Brasil, em Pacaraíma (RR)”, lembrou.

    Dentro de casa, ela enfrentava outro martírio. “Sofri violência doméstica. Meu marido me batia e me maltratava muito. Me ofendia verbalmente, psicologicamente. Por muitas vezes, fui violentada por ele”, desabafou. Segundo Maria, as agressões físicas e verbais eram feitas na frente das crianças.

    Em busca de um novo futuro, a família migrou para o Brasil em 2023. Viveram oito meses em um abrigo em Boa Vista (RR). O ex-companheiro abandonou Maria as filhas. Segundo Maria, ele trocou a família por uma brasileira. Abandonada e sem perspectivas no país, ela conseguiu apoio para chegar ao DF.

    Recomeço

    Atualmente, todos os refugiados atendidos pelo DF são acolhidos pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Migrante. Maria passou programa. Recebeu apoio de diversos programas, como o Prato Cheio e o auxílio-aluguel. “Fui muito bem atendida”, resumiu.

    Além do apoio financeiro, Maria recebeu ajuda psicossocial para superar os traumas da rotina de violência doméstica. A venezuelana recuperou a independência e passou a viver em Itajaí (SC) com as filhas. E não pretende voltar para a Venezuela. “A vida no Brasil é tranquila. É uma vida boa. Estou bem, graças a Deus”, comentou.

    Venezuelanos

    Segundo a secretaria de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, a maior parte do migrantes venezuelanos que busca ajuda é de homens.

    “A maioria é de homens que chegam com a esperança de estabilizarem a vida financeira e mandarem dinheiro para a família na Venezuela ou de mães-solo que estão fugindo de alguma situação de violência doméstica que sofreram. Mas todos eles têm em comum o baixo nível educacional e a questão econômica: migram em virtude da pobreza na Venezuela e carência de políticas públicas de saúde ou de combate à fome em seu país de origem”, contou.

    Segundo a secretaria, os migrantes são atendidos, conforme os critérios e disponibilidade orçamentária. Havendo recursos disponíveis, são cadastrados em benefícios, como o Prato Cheio. Também são encaminhados para outras políticas públicas de Saúde, Trabalho, entre outras.

    A língua e o preconceito são desafios. “A questão da língua, de lidar com outro idioma e decorrências disso. Em muitas vezes, eles têm experiências em algumas funções, mas enfrentam a violações de direitos, como xenofobia e não conseguem colocação no mercado de trabalho”, explicou Marra. Para ajudar os imigrantes na busca por emprego a pasta encaminha o grupo para o Renova DF, por exemplo.

  • ‘Sua princesinha é sapatona’: Arminda explode segredo de Lorena em Três Graças

    ‘Sua princesinha é sapatona’: Arminda explode segredo de Lorena em Três Graças

    As cenas que irão ao ar entre nesta terça-feira (13) em Três Graças mostrarão Arminda (Grazi Massafera) transformando um flagrante de beijo em munição pesada. Depois de ver Lorena (Alanis Guillen) com Juquinha (Gabriela Medvedovsky), a vilã decidirá não guardar a informação e correrá para contar tudo a Ferette (Murilo Benício). “Eu vi com esses […]

  • Menino de 7 anos morre após acidente grave em BR no interior da Bahia

    Menino de 7 anos morre após acidente grave em BR no interior da Bahia

    Reprodução/Redes sociais
    Foto colorida de Moisés Araújo dos Santos, de 7 anos - Metrópoles

    Um menino de sete anos, identificado como Moisés Araújo dos Santos, morreu em um acidente entre um carro e uma carreta na BR-116, no município de Tucano (BA), nesse domingo (11/1).

    De acordo com informações da TV Bahia, a família de Moisés seguia em direção à zona rural do município de Euclides da Cunha, quando uma carreta, que trafegava pela rodovia, soltou o tambor de freio e atingiu o carro.

    Leia a reportagem completa no Correio 24h, parceiro do Metrópoles.