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  • Musk reage a críticas ao Grok e chama Reino Unido de “fascista”

    Reprodução / Redes sociais
    Elon Musk

    O bilionário Elon Musk chamou o governo do Reino Unido de “fascista” após o país aumenar a pressão contra a rede social X por causa da circulação de imagens sexualizadas de mulheres e crianças geradas pelo chatbot Grok, ferramenta de inteligência artificial da empresa xAI.

    A reação de Musk ocorreu depois que ele comentou um gráfico que supostamente mostraria o Reino Unido como o país com mais prisões no mundo por publicações em redes sociais.

    Ao responder à postagem, o empresário escreveu: “por que o governo do Reino Unido é tão fascista”.

    Musk, horas antes, também afirmou que o governo britânico estaria tentando “suprimir a liberdade de expressão” e chegou a chamar o país de “ilha-prisão”.

    A polêmica ganhou força no início da semana, quando o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prometeu agir contra a plataforma. Segundo ele, o X precisa “se organizar urgentemente” diante da circulação de imagens sexualizadas criadas com auxílio do Grok.

    O governo da Indonésia, por exemplo, determinou a suspensão temporária do Grok após uma investigação que identificou a propagação de pornografia e imagens sexualizadas de mulheres e jovens.


    Entenda polêmica da IA de Musk


    Edição de imagens limitadas a assinantes pagos

    Alvo de investigações e processos em diversos países, a xAI informou, na sexta-feira (9/1), que restringiu o recurso de geração de imagens do Grok para a maioria dos usuários do X. Agora, ao ser marcado em publicações com pedidos para criar ou editar imagens, o chatbot responde que a função está “limitada a assinantes pagos”, direcionando os usuários para a página de assinatura do serviço.

    Por outro lado, o aplicativo do Grok, que opera separadamente da rede social, ainda permite aos usuários que gerem imagens sem necessidade de assinatura.

    A decisão, porém, não acalmou as autoridades britânicas. Em tom crítico, Starmer afirmou que a mudança “apenas transforma um recurso que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium”.

    A Ofcom, órgão regulador de mídia do Reino Unido, informou na segunda-feira que está ciente de “preocupações graves” envolvendo a divulgação de imagens sexualizadas por meio do Grok. Segundo a entidade, houve “contato urgente” com o X e a xAI para entender quais medidas estão sendo adotadas para cumprir as obrigações legais de proteção aos usuários no país.

    Já a Internet Watch Foundation, organização responsável por identificar e denunciar material de abuso sexual infantil, afirmou ter encontrado imagens consideradas “criminosas” na dark web que teriam sido geradas pelo Grok.

    UE aumenta pressão

    A pressão também aumentou na União Europeia. Em entrevista coletiva realizada na segunda-feira (5/1), em Bruxelas, o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, classificou como crime a propagação de imagens sexualizadas de crianças e adolescentes geradas pelo chatbot.

    A Comissão Europeia informou que tomou conhecimento das mudanças feitas pela xAI, mas avaliou que as medidas são insuficientes para conter o problema.

    Por fim, a secretária de Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall, afirmou em comunicado que a Ofcom deve usar “todos os seus poderes legais”. Ela alertou ainda que o governo britânico pode bloquear o acesso aos serviços do X no país caso a empresa se recuse a cumprir a legislação local.

  • Noronha: veja exato momento em que surfista é mordida por tubarão. Veja vídeo

    Reprodução/Redes sociais
    Imagem colorida, Advogada é mordida por tubarão ao fazer snorkel em Fernando de Noronha - Metrópoles

    Um vídeo registrado pelo condutor de visitantes Filipe Dicaprio mostra o momento exato em que um tubarão-lixa abocanha a coxa da perna direita da advogada e surfista Tayane Dalazen. Ela estava fazendo mergulho com snorkel, nessa sexta-feira (9/1), na Praia do Porto, em Fernando de Noronha, Pernambuco.

     

    De acordo com Tayane, o animal não soltou a perna de imediato e chegou a sacudi-la dentro d’água. O guia, conhecido como Nego Noronha, interveio e conseguiu afastar o tubarão após golpeá-lo. Já fora da água, a turista foi socorrida por pescadores que estavam próximos ao local.

    Ela precisou de atendimento, mas não se feriu gravemente. O ferimento foi considerado superficial, atingindo apenas o tecido subcutâneo, sem comprometimento de músculos ou tendões. No hospital, a advogada recebeu dois pontos para aproximar as bordas da lesão, além de vacina antitetânica e antibióticos.

    A advogada contou que estava viajando com amigas quando decidiram mergulhar em uma área já conhecida pela presença de tubarões, bastante frequentada por banhistas, inclusive idosos e crianças. Tayane afirmou ainda que não havia sangue na água nem qualquer tipo de alimentação de animais no momento do ataque.

  • PM teria sido recebido por 6 homens para conversa antes de desaparecer

    Reprodução
    Cabo da PM Fabrício Gomes Santana - Metrópoles

    Uma testemunha que estava com o policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, momentos antes de ele desaparecer afirmou à polícia que o PM foi recebido por um grupo de seis homens para uma “conversa” após um desentendimento ocorrido momentos antes na avenida dos Funcionários Públicos, na zona sul de São Paulo.

    O agente está desaparecido desde a noite da última quarta-feira (7/1) após se envolver em uma discussão com um suposto traficante. Segundo relatos à polícia, Fabrício (foto em destaque) estava bebendo com dois conhecidos e mais um terceiro desconhecido, identificado como Riclecio Cerqueira de Moraes, com quem teria se desentendido. O suspeito nega a briga.

    Segundo a investigação, além de Riclecio, as outras duas pessoas que estavam acompanhadas de Fabrício eram Mirys Sthefanny Bezerra Siqueira e Isaque Duarte da Silva.

    Em depoimento, Isaque afirmou que conhece Riclecio do bairro e que pegou uma carona de moto com ele até a rua de sua casa na noite do desaparecimento. Ao chegar no local, avistou Fabrício e Mirys, uma mulher trans, ingerindo bebidas alcóolicas na garagem do sogro de Fabrício. Decidiu então se juntar à dupla.

    Isaque informou conhecer Fabrício porque o policial já havia morado no bairro, mas não conhecia Mirys. Contou ainda que Riclecio decidiu ficar e beber junto com o grupo. Em determinado momento, segundo Isaque, Riclecio e Fabrício se desentenderam em razão de uma aposta de queda de braço.

    Após o bate-boca, Riclecio teria dito que estava errado e deixado o local em sua motocicleta. Isaque conta que permaneceu no local com Fabrício e Mirys até por volta das 7h da manhã, quando saiu com o policial em seu veículo para uma padaria próxima.

    De acordo com o depoimento, a mulher decidiu ficar no local, onde aguardaria o retorno de Fabrício. No trajeto até a padaria, segundo Isaque, ele e Fabrício foram abordados por um homem conhecido pelo apelido de “Gato Preto”.

    Ao abordá-los, o indivíduo, que estava em um carro do modelo Gol “bola” e trabalha como motoboy, perguntou se a dupla havia estado com Riclecio e se tinham conhecimento de uma briga entre ele um policial.

    Isaque afirmou que presenciou a discussão. Gato Preto então relatou que Riclecio havia chegado em sua casa e reclamado de Fabricio, dizendo que havia discutido com um “polícia”.

    Neste momento, o PM, que estava ao lado de Isaque no carro, demonstrou nervosismo e afirmou que iria até o final da rua, em uma biqueira, para “conversar” com o homem, percebendo a repercussão da discussão.

    À polícia, Isaque afirmou ter tentado dissuadir o policial, sugerindo que resolvessem a situação depois. Mas Fabricio insistiu em ir. Ao chegarem no local, foram recepcionados por aproximadamente seis pessoas, segundo o depoimento, cujas identidades Isaque não soube informar.

    Ao saírem do veículo, os dois foram separados e o grupo passou a questionar se Fabrício estava armado. O policial respondeu que sim e teve dois revólveres retirados pelos suspeitos. Depois disso, Isaque afirma não ter tido mais contato visual com Fabrício.

    Segundo o relato, um homem forte e de cabelos grisalhos conduziu Isaque até um local mais estreito da rua, onde passou a fazer diversas perguntas sobre a briga e se Fabrício era seu parente. Em determinado momento, um dos suspeitos teria afirmado que o policial seria morto.

    O depoente calcula que ficou aproximadamente duas horas no local até ser liberado. Antes disso, um dos homens do grupo lhe disse que Fabrício já teria sido assassinado.

    Ao sair, Isaque conta que notou que o veículo do policial não se encontrava mais no local. Ele também contou à polícia que não viu Riclecio na cena e que, depois disso, não teve mais notícias de Fabrício.

    O que disse Riclecio

    Em seu depoimento, Riclecio negou qualquer desentendimento com Fabrício. Ele afirmou aos policiais que conhece Isaque por ser um conhecido traficante da região, o que foi negado pelo acusado, e confirmou que estava com Isaque em sua moto quando este lhe pediu que o deixasse em um local onde Fabrício e Mirys estavam bebendo, por volta da meia-noite.

    Segundo o relato, Riclecio deixou Isaque no local e saiu para buscar cerveja antes de juntar de vez ao grupo, com quem permaneceu até por volta de 3h da manhã. Disse também que, nesse meio tempo, levou Mirys em sua motocicleta duas vezes até uma biqueira para que ela adquirisse drogas, retornando em seguida.

    Ao policiais, Riclecio disse que não houve nenhuma briga entre os presentes e que, inicialmente, não sabia que Fabricio era policial, tendo tomado conhecimento disso apenas após a segunda vez em que retornava da biqueira.

    Ele ainda declarou ter consumido drogas junto com Isaque e Mirys, mas que o policial não fez uso do entorpecentes, apenas de bebidas. O depoente ainda disse que deixou os três no local e ainda passou em outros três bares antes de ir para casa dormir, já amanhecendo.

    Após acordar, por volta do meio-dia de quinta-feira (8/1), Riclecio contou aos policiais ter recebido uma ligação de Mirys questionando se sabia do paradeiro de lsaque. Ele respondeu que não sabia e a avisaria caso soubesse de algo.


    Carro carbonizado


    Veja o vídeo:

     

    O corsa cinza visto nas imagens estava estacionado em frente ao imóvel, com três galões vazios com cheiro de gasolina no porta-malas. Gleison foi conduzido à delegacia e prestou depoimento.

    À polícia, o proprietário do Corsa negou envolvimento no desaparecimento de Fabrício. Ele afirmou que os galões eram seus e que os carrega para o caso de a gasolina acabar.

    Segundo o boletim de ocorrência, Gleison é conhecido no bairro como “Gato Preto”, o mesmo apelido do homem que teria abordado e levado Fabrício e Isaque até o local onde o policial foi visto pela última vez.

    Gleison contou em seu depoimento que, por volta das 15h de quinta estava na rua quando um conhecido da comunidade, identificado como Fabio, pediu para que o acompanhasse até o bairro do Santa Julia, em Itapecerica da Serra, onde venderia um carro. A ideia era que Gleison levasse Fabio de volta após a venda.

    De acordo com o depoimento, o veículo que seira vendido era o Ford Ka, depois identificado como o carro de Fabrício. Gleison relatou ter seguido o carro conduzido por Fabio que, em determinado local da estrada, pediu para que o dono do Corsa o esperasse e entrou com o Ford Ka em uma área de mato.

    Em seguida, voltou e entrou no carro do colega. Os dois retornaram ao bairro onde residem. Gleison afirmou aos policiais que conhece Fabio da comunidade e não sabe onde o mesmo reside.

    Desaparecimento de PM

    Fabrício foi visto pela última vez na noite de quarta-feira. O último contato dele foi com um irmão, a quem teria enviado uma mensagem informando sobre a desavença na adega. Depois disso, o próprio irmão comunicou o desaparecimento à polícia.

    O carro do PM foi encontrado carbonizado na Rua Richard Arnold Beck, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana, na tarde de quinta.

    Até o momento, três suspeitos de envolvimento no desaparecimento do cabo foram presos.

    A ocorrência foi registrada como desaparecimento de pessoa e localização/apreensão de veículo na Delegacia de Itapecerica da Serra.

    “As investigações seguem em andamento para localizar o policial militar e esclarecer os fatos. A PM também acompanha o caso e auxilia nas buscas pelo agente”, disse a Secretaria da Segurança Pública.

  • Neymar imita gesto de Gabigol em comemoração de vitória; confira

    Reprodução/Santos FC
    Imagem colorida mostra Neymar imitando o gesto do amigo Gabigol

    A amizade entre Neymar Jr. e Gabriel Barbosa ganhou mais um capítulo neste sábado (10/1). Há poucos dias de jogarem juntos novamente, após o retorno de Gabigol ao Santos, onde ele marcou seu primeiro gol na vitória por 2 x 1 sobre o Novorizontino pela estreia do Campeonato Paulista, o craque santista, Neymar, dedicou uma comemoração especial ao cunhado.

    Gabigol, que balançou as redes aos 7 minutos do segundo tempo aproveitando passe de Rollheiser, fez o gesto clássico de “coração” com as mãos apontando diretamente para os camarotes da Vila Belmiro, onde Neymar assistia ao jogo ao lado de Rafaella Santos, irmã do craque e namorada de Gabigol.

    A brincadeira não é nova: Neymar já imitou várias vezes a famosa comemoração de Gabigol, levantando os braços e exibindo os músculos, como no “monstro do bem”, em momentos marcantes como:

    O Santos volta a campo nesta quarta-feira (14/1) no clássico contra o Palmeiras, no Allianz Parque, pela segunda rodada do Campeonato Paulista.

  • Produtora responsável por legado de Manoel Carlos lamenta falecimento

    Produtora responsável por legado de Manoel Carlos lamenta falecimento

    Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
    Manoel Carlos - Metrópoles

    A produtora Boa Palavra, responsável pelo legado de Manoel Carlos, se manifestou sobre o falecimento do autor da teledramaturgia brasileira. Maneco, como era conhecido, morreu aos 92 anos neste sábado (10/1), no Rio de Janeiro.

    “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos”, lamentou a produtora.

    O velório do autor será fechado e restrito à família e amigos íntimos. Manoel tratava a doença de Parkinson, que ao longo do último ano provocou agravamento de seu quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi informada.

    “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, diz a nota divulgada pela produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida.

    Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento da doença, diagnosticada em 2019. Além de Júlia, ele também era pai da roteirista de novelas Maria Carolina.

    Manoel Carlos é autor de alguns dos maiores sucessos da televisão brasileira. Ele marcou a teledramaturgia nacional ao criar uma galeria de protagonistas chamadas Helena, personagens que se tornaram sua assinatura e estiveram à frente de novelas desde Baila Comigo (1981) até Em Família (2014).

    As Helenas, que se tornaram a principal marca de Manoel Carlos, também estiveram à frente de alguns dos maiores sucessos de sua carreira.

    Sua última telenovela foi Em Família (2014), na qual Julia Lemmertz interpretou a última protagonista da galeria. O autor também teve atuação destacada nas minisséries, com ênfase na adaptação de Presença de Anita (2001), baseada na obra homônima de Mário Donato.

  • Antes de enfrentar Tombense, Cruzeiro perde para Pouso Alegre

    Antes de enfrentar Tombense, Cruzeiro perde para Pouso Alegre

    Reprodução/Instagram (Cruzeiro)
    Cruzeiro x Tombense

    O Cruzeiro foi superado pelo Pouso Alegre, por 2 x 1, em partida disputada no Mineirão pela 1ª rodada do Campeonato Mineiro. O próximo compromisso da equipe celeste será contra o Tombense, na quarta-feira (14/1).

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    O jogo

    O primeiro gol do time do sul de Minas veio ainda no primeiro tempo, aos minutos iniciais, com um golaço de Alexandre Pena. O meia-atacante recebeu na meia-lua, limpou a marcação e finalizou colocado no ângulo, sem chances para o goleiro Otávio. O lance gerou consulta ao VAR por possível impedimento na origem da jogada, mas o gol foi validado.

    A equipe celeste, comandada por Tite em sua estreia oficial no comando, entrou em campo com um time alternativo, preservando os principais titulares, que se reapresentaram há poucos dias para a sequência da temporada. A escalação contou com jovens da base e jogadores com menos minutos em 2025.

    O Pouso Alegre, totalmente reformulado e comandado por Danilo, ex-jogador que trabalhou com Tite no Corinthians, adotou postura defensiva sólida e explorou bem os contra-ataques. O time do sul de Minas resistiu à pressão celeste, que cresceu no segundo tempo, mas parou em boas defesas do goleiro Anderson Gavineski.

    Apesar da superioridade técnica e da posse de bola, o Cruzeiro não conseguiu furar o bloqueio adversário. O jogo marcou também a apresentação oficial de Gerson à torcida antes do apito inicial, com o novo reforço assistindo da tribuna.

    Com a derrota, a Raposa começa o Mineiro com zero ponto no Grupo C (ao lado de Athletic, Itabirito e North), enquanto o Pouso Alegre (Grupo B) larga na frente em busca de uma campanha surpreendente na elite mineira.

    E ainda teve mais do Dragão. Aos 16 do segundo tempo, Gabriel Tota ampliou o placar, novamente com assistência de Romarinho, aproveitando uma jogada rápida.

    O jogo continuou com intensidade até os acréscimos finais. Até que Prates apareceu para balançar as redes para a Raposa. O atleta fez o tento de cabeça em cruzamento.

  • Por que Manoel Carlos escolheu o nome Helena para personagens icônicas

    Por que Manoel Carlos escolheu o nome Helena para personagens icônicas

    Reprodução
    Foto colorida do autor de novelas Manoel Carlos - Metrópoles

    Manoel Carlos morreu neste sábado (10/1), aos 92 anos, e deixou o legado das icônicas Helenas da teledramaturgia. Um dos nomes mais registrados no Brasil, ele teve um motivo especial para ser escolhido pelo autor de novelas.

    Segundo Maneco, como era conhecido, a primeira inspiração para o nome foi Helena de Tróia. “Eu escolhi porque gosto muito do nome”, destacou em entrevista ao Conversa com Bial em 2020.


    Relembre as Helenas de Manoel Carlos


    Ele ainda destacou características da figura mitológica que o fez ter gosto pelo nome. “Helena era uma mulher muito arrojada, foi uma mulher que se divorciou na época. Ela fez muita coisa. Helena era uma grande mulher.”

    O autor destacou ainda que as Helenas criadas por ele para novelas tinham diferenças que apareciam ao longo das tramas. No entanto, todas tinham uma série de características em comum.

    “Helena é generosa, apaixonada, por qualquer coisa. Inclusive, por qualquer homem. [Ela é] despojada, boa mãe, exemplo familiar. Acho que isso agradou também, essa mistura toda”, avaliou.

    Maneco lembrou também que embora gostasse do nome e tenha tido duas filhas mulheres, nenhuma delas se chama helena. “Aí as pessoas me perguntavam na rua ‘Foi sua namorada?’, ‘Foi sua amante?’ e eu: ‘não’. Enfim, eu não tinha nenhuma Helena”, se divertiu.

  • Relembre a carreira e as maiores novelas de Maneco, morto aos 92 anos

    Relembre a carreira e as maiores novelas de Maneco, morto aos 92 anos

    Reprodução TV Globo
    Manoel Carlos - Metrópoles

    Após a confirmação da morte do escritor Manoel Carlos, conhecido carinhosamente como Maneco, neste sábado (10/1), aos 92 anos, o que fica para os fãs de seu acervo de obras são as novelas consagradas do autor. Ele escreveu mais de 15 ao longo da carreira, consolidando-se como um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira.

    Sua primeira novela foi “Helena”, em 1952, para a TV Paulista, mas teve apenas 10 capítulos. Já sua última obra foi Em Família (2014), que justamente encerrou o ciclo das famosas protagonistas Helenas de Maneco.

    Relembre as principais novelas de Manoel Carlos:

    Regina Duarte e Gabriela Duarte em Por Amor - Metrópoles
    Regina Duarte e Gabriela Duarte em Por Amor

    Por Amor (1997)

    Toda a história é centrada na relação de mãe e filha, entre Helena, vivida por Regina Duarte, e Eduarda (Gabriela Duarte). Ambas engravidaram na mesma época e deram à luz na mesma noite e no mesmo hospital. O bebê de Eduarda, porém, morre, o que faz com que ela também não possa mais ter filhos.

    Helena então, em um ato de amor materno extremo, dá seu filho recém-nascido à filha primogênita sem ela saber da morte de seu verdadeiro bebê.

    Atores de novela Baila Comigo - Metrópoles
    Novela de Maneco, Baila Comigo

    Baila Comigo (1981)

    A novela foi a primeira do escritor a passar em horário nobre na TV Globo e lançou a primeira de suas famosas “Helenas”. Trata-se da história de Helena (Lilian Lemmertz), que no passado teve um caso com o empresário Quim (Raul Cortez). Eles tiveram filhos gêmeos, mas, por uma série de circunstâncias e um acordo entre os pais, eles foram separados logo após o nascimento.

    Uma curiosidade é que a atriz que interpretou a primeira Helena, Lilian Lemmertz, é a mãe da última Helena do autor, a atriz Júlia Lemmertz, em Em Família.

    Novela História de Amor - Metrópoles
    Novela História de Amor

    História de Amor (1995)

    A trama gira em torno de Carlos Alberto (José Mayer), um médico cobiçado que vive uma crise com a sua namorada possessiva, Paula (Carolina Ferraz), e ainda é assombrado pela ex-mulher, Sheila (Lilia Cabral), que é obcecada por ele e acredita que os dois ainda vão ficar juntos.

    No meio disso, Carlos conhece Helena (Regina Duarte) após um incidente de trânsito e se apaixona por ela. Outro núcleo da história é a relação de Helena com a filha Joyce (Carla Marins).

    Novela Laços de Família - Metrópoles
    Novela Laços de Família

    Laços de Família (2000)

    A história começa com o romance entre Helena (Vera Fischer) e o médico Edu (Reynaldo Gianecchini). Mas a filha de Helena, Camila (Carolina Dieckmann), também se apaixona por Edu. A mãe então abre mão de seu romance pelo amor que tem pela filha. Depois, outro epicentro da trama é quando Camila descobre que tem câncer.

  • Paulistano, Manoel Carlos escreveu sua primeira "Helena" em São Paulo

    Paulistano, Manoel Carlos escreveu sua primeira "Helena" em São Paulo

    Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
    Manoel Carlos - Metrópoles

    Manoel Carlos, nascido em São Paulo no dia 14 de março de 1933, começou a carreira ainda jovem, no começo da década de 1950, na capital paulista e foi um dos pioneiros da TV brasileira, tendo seu primeiro emprego na extinta TV Tupi.

    Ele, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, morreu neste sábado (10/1), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. O autor tratava a Doença de Parkinson, que ao longo do último ano provocou agravamento de seu quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi informada.

    Em 1952, com apenas 19 anos, escreveu sua primeira novela, “Helena”, para a TV Paulista (que, no futuro, viria a se tornar a TV Globo), uma adaptação do romance homônimo de Machado de Assis.

    Manoel Carlos é autor de sucessos como Baila Comigo (1981), Felicidade (1991), História de Amor (1995), Por Amor (1997), Laços de Família (2000) e Mulheres Apaixonadas (2003).

    Oficialmente, Manoel Carlos considerava 9 suas Helenas (veja lista abaixo). Porém, ele já havia escrito duas protagonistas com o mesmo nome. A interpretada por Jane Batista na já citada “Helena”, de 1952, e o papel de Maria Helena interpretado por Nívea Maria em “Maria, Maria”, de 1978. Maneco nunca creditou esses personagens como parte do ciclo de Helenas por a primeira era uma adaptação do romance de mesmo título escrito por Machado de Assis, e a segunda, além de ser uma adaptação de um romance de Lindonfo Rocha, foi chamada na trama apenas de Maria.


    Todas as “Helenas” de Manoel Carlos


    Manoel Carlos estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento da doença, diagnosticada em 2019. A morte do autor foi confirmada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida, que divulgou uma nota lamentando a perda.

    “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, diz o comunicado.

    Além de Júlia, ele também era pai da roteirista de novelas Maria Carolina. O velório será fechado e restrito à família e amigos próximos.

    Nascido em 14 de março de 1933, Manoel Carlos Gonçalves de Almeida era filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gonçalves de Almeida. Embora natural de São Paulo, sempre se considerou carioca, cidade que serviu de cenário para grande parte de seus principais trabalhos.