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  • Trump planeja comprar a Groenlândia em vez de invadi-la, afirma Rubio

    Trump planeja comprar a Groenlândia em vez de invadi-la, afirma Rubio

    Andrew Harnik/Getty Images
    Imagem colorida mostra Marco Rubio e Donald Trump - Metrópoles

    O controle do território da Groenlândia tornou-se a nova obsessão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta semana, o republicano se reuniu com o alto escalão do governo para elaborar planos para tomar a ilha, que é controlada pela Dinamarca.

    Nessa terça-feira (6/1), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt,  informou que Trump estuda diversas possibilidades para comandar a Groenlândia, inclusive o uso das Forças Armadas.

    No entanto, a proposta principal do republicano é controlar a região sem precisar usar armas contra a Dinamarca — que faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que o plano principal de Trump é comprar a Groenlândia em vez de invadi-la, de acordo com o jornal norte-americano The New York Times.

    Em reunião com parlamentares republicanos na segunda-feira (5/1), Rubio deu detalhes das ambições de Donald Trump sobre a Groenlândia. Segundo o secretário de Estado, o presidente pediu que os assessores apresentem planos para a compra do território.

    Segundo o governo Trump, a Groenlândia é vista como estratégica diante da crescente disputa geopolítica no Ártico.

    No sábado (3/1), o tema voltou a ganhar destaque após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicar uma imagem da Groenlândia coberta pela bandeira norte-americana.

    Importância da Groenlândia para Trump

    O interesse do republicano pela ilha não é novo. Ainda durante seu governo anterior, Trump manifestou a intenção de anexar a Groenlândia aos Estados Unidos.

    Ao retornar à Casa Branca, voltou a defender a ideia, afirmando que o controle do território seria essencial para conter adversários na região polar.

    A Groenlândia ocupa uma posição estratégica no Ártico, região cada vez mais disputada por potências globais.

    Os Estados Unidos já mantêm na ilha uma base militar voltada à defesa antimísseis, considerada fundamental para o monitoramento de ameaças vindas do hemisfério norte.

    Com o avanço das mudanças climáticas e o derretimento do gelo, rotas marítimas antes inacessíveis começam a se abrir, transformando o Ártico em um corredor comercial e militar relevante entre o Atlântico e o Polo Norte.

    Além disso, a ilha possui grandes reservas de minerais de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta, como baterias, celulares e veículos elétricos — um mercado hoje amplamente dominado pela China.

    Estudos também apontam potencial para reservas de petróleo e gás na plataforma continental da Groenlândia.

    Limites legais e políticos

    Embora Trump afirme que “há uma boa chance” de os EUA conseguirem a Groenlândia “sem força militar”, uma anexação enfrentaria enormes obstáculos legais e políticos.

    Uma intervenção armada violaria princípios centrais da Otan, da qual Dinamarca e Estados Unidos são membros fundadores, além de gerar forte reação internacional.

    A Groenlândia conquistou autonomia em 1979 e, desde 2009, tem o direito de realizar referendos sobre a independência. Apesar disso, a política externa e a defesa seguem sob responsabilidade de Copenhague, e a economia local depende fortemente de subsídios dinamarqueses.

  • Venezuelanos que vivem no DF: "Ataque foi perto de nossas famílias"

    Venezuelanos que vivem no DF: "Ataque foi perto de nossas famílias"

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    Indígena venezuelano - Metrópoles

    Era madrugada quando o telefone tocou na comunidade venezuelana Warao Coromoto para informar sobre o ataque dos EUA na Venezuela, no último sábado (6/1). Localizada na região do Café sem Troco, no Paranoá (DF), a comunidade é composta por 124 indígenas venezuelanos, sendo 42 crianças. Eles chegaram à capital do país em 2018, para fugir da fome, doenças e do desemprego. Naquela época, a crise econômica do país fez com que milhares de venezuelanos deixassem o país em busca de oportunidades. Agora, à distância, a preocupação com os familiares que ficaram se agrava em função da instabilidade política na Venezuela.

    Assim que começou o ataque das forças norte americanas em Caracas, o telefone tocou no DF: “Nossos familiares nos ligaram na mesma hora do ataque. Eles moram perto dos locais atacados e ficaram com medo de ser atingidos. Ficamos muito preocupados”, contou o cacique Costantino Zapata, de 39 anos.

    A comunidade não deseja guerra. Para os Warao Coromoto, além das mortes, um conflito vai agravar os problemas sociais no país. “Queremos paz na Venezuela, como nos demais países”, afirmou Zapata.

    O sentimento é compartihado por Wilfredo Zanbrano Borges, 32, monitor de educação comunitário da Escola Classe Café sem Troco. “Não queremos guerra”, completou. Wilfredo lembrou da conversa com a família após o ataque dos EUA. “Eles disseram que a situação da Venezuela está muito díficil. Espero que meus familiares venham para o Brasil”, reforçou.

    Embora busquem se afastar do conflito armado, os indígenas também defendem uma democracia real na Venezuela. Wilfredo e Zapata não pretendem voltar ao país natal, mas desejam dias mais tranquilos para a Venezuela, com melhores condições de vida e chance de emprego para todo o povo venezuelano.

    Para eles, o futuro da Venezuela é incerto. “Estamos em outro momento. Não sabemos se as coisas na Venezuela vão melhor ou não. Qual será o governo da Venezuela? Não pensamos mais em voltar. Saímos da Venezuela para o Brasil buscando uma base melhor para nossas vidas”, argumentou o cacique.


    Veja:

    Incerteza e fome

    Segundo o cacique Zapata, as famílias que ficaram na Venezuela enfrentam um momento de incerteza e muitas estão sem alimentos para as crianças. Antes dos ataques, a comunidade nutria o sonho de também buscar refúgio no Brasil. Mas não havia dinheiro suficiente para a travessia da fronteira. “A vida na Venezuela está muito díficil. Fome, pouca saúde, desemprego. Acabou tudo”, lamentou. Por isso, Zapata, sonha com a vinda dos parentes para o DF.

    De acordo com Zapata, no Brasil, a comunidade tem apoio dos programas Bolsa Família, Prato Cheio, acesso à saúde pública e as crianças estão na escola. Mas ainda há uma série de desafios. Os adultos precisam de aulas de português. As famílias vivem em barracas, funcionais para clima frio e de chuva, mas quentes e desconfortáveis nos dias de sol e calor. “Não são casas”, pontuou. Precisam de melhores banheiros e investimento para a cozinha e alimentos.

    Segundo a Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (UNHCR/ACNUR), pelo programa de interiorização do Governo do Brasil, em que venezuelanos embarcam voluntariamente desde Boa Vista (RR) para outras cidades brasileiras, o DF tem atualmente 3.857 venezuelanos interiorizados. Deste total, 195 são indígenas.

     

  • DF tem 686 vagas nesta quarta (7/1). Salários chegam a R$ 3,5 mil

    DF tem 686 vagas nesta quarta (7/1). Salários chegam a R$ 3,5 mil

    Felipe Menezes/Metrópoles
    PIS/Pasep: veja quem tem direito a receber o abono em abril - Metrópoles

    Nesta quarta-feira (7/1), as agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem 686 vagas para quem está à procura de um emprego. Os salários chegam a R$ 3,5 mil.

    O posto que oferece a maior remuneração é o de engenheiro civil, em Taguatinga. Há uma vaga aberta para pessoas que tenham ensino superior na área. Não é necessário ter experiência prévia.

    Outros cargos se destacam pela quantidade de vagas oferecidas, com 30, cada. Entre eles, está o de repositor de mercadorias, no Riacho Fundo I, em que os candidatos precisam ter ensino fundamental completo. O posto não exige experiência e o salário ofertado é de R$ 1,7 mil.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

    Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br.

  • Anvisa determina recolhimento de panetones contaminados com fungos

    Anvisa determina recolhimento de panetones contaminados com fungos

    yumehana/Getty Images
    Panetone, bolo natalino tradicional italiano com decorações festivas. Metrópoles

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nessa terça-feira (6/1), o recolhimento de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda.

    Os produtos também estão proibidos de serem comercializados, distribuídos ou consumidos. Segundo a agência regulatória, os alimentos estão contaminados com fungos.

    A medida atinge os seguintes lotes:

    A empresa D’Viez comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário dos lotes, que têm prazo de validade até 27 de fevereiro de 2026, por conta do aparecimento de fungos na superfície dos produtos.

    Anvisa proíbe alisantes capilares e saneantes

    Também nessa terça-feira, a Anvisa determinou o recolhimento de produtos de quatro marcas de alisantes capilares e perfumes para ambientes.

    Entre os alisantes, foram recolhidos os produtos Mask Botox Organic Biotherapy 1 kg Oxillis e Premium Caviar Protein – Brazillis, da empresa Cosmonew Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda; além do alisante BTX Hair Treatment Renova Lizz, da marca Kerastinni, fabricado pela SDK Indústria de Cosméticos Ltda.

    A decisão da Anvisa foi tomada por um problema nos registros dos produtos, já que cosméticos e medicamentos não podem ser apenas notificados de sua produção, mas devem ser produzidos apenas após registro no órgão sanitário.

  • Homem só parou de esfaquear aluno em academia após ser rendido por PM. Veja vídeo

    Homem só parou de esfaquear aluno em academia após ser rendido por PM. Veja vídeo

    David Schmidt Prado, 37, foi perseguido e esfaqueado repetidas vezes, em uma sequência de violência extrema registrada por câmeras

  • PMs investigados por agressão são suspeitos de assediar adolescente

    PMs investigados por agressão são suspeitos de assediar adolescente

    Reprodução/Material cedido ao Metrópoles
    Captura de tela colorida de vídeo que mostra PMs agredindo homem abordado - Metrópoles

    Os policiais militares (PMs) que agrediram um homem durante abordagem em Cândido Mota, no interior de São Paulo, no dia 17 de dezembro do ano passado, são suspeitos de assediar uma adolescente, de 16 anos, que estava acompanhando o abordado.

    Os agentes Eduardo Jamarino Serraglio e Renan Pereira Rodrigues, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), foram identificados no boletim de ocorrência (BO).

    Eles foram flagrados em vídeo, gravado por uma testemunha, agredindo Gustavo Sabino de Oliveira Silva, de 24 anos. O jovem estava algemado no momento das agressões.

    As imagens mostram os PMs exigindo a senha do celular do suspeito, sem ter um mandado judicial – documento necessário para acessar o conteúdo de um aparelho, conforme prevê o Código de Processo Penal (CPP) com respaldo na Constituição Federal.

    Veja o vídeo:

    Em dado momento, um dos PMs questiona Gustavo se o celular pertence “a essa vagabunda”. O agente se refere à adolescente de 16 anos, que testemunhou a abordagem.

    PMs teriam assediado adolescente

    Testemunhas detalharam à reportagem os supostos assédios cometidos pelos policiais. Segundo quem estava presente, a abordagem iniciou em um bar. Gustavo, ao ver os PMs, fugiu, e foi abordado mais à frente, em uma casa, pelos agentes Serraglio e Rodrigues (veja vídeo acima).

    A adolescente ficou detida no bar com outros agentes, do mesmo batalhão, sem a presença de nenhuma policial feminina. Relatos apontam que os PMs exigiram que ela tirasse a roupa em um banheiro do estabelecimento para verificar se a garota não portava drogas no corpo.

    Após a adolescente se negar a se despir, os agentes colocaram um cão farejador para inspecionar as partes íntimas da jovem. Eles também fizeram com que ela abrisse a calça e mostrasse os seios para provar que não estava escondendo nenhum entorpecente. Ela teria sido cercada e encurralada pelos agentes. Nada foi encontrado com a adolescente.

    Ainda conforme a denúncia, o tempo todo se referiam à adolescente como “biscate” e “vagabunda”. Quando a mãe da menina chegou ao bar, os PMs não teriam deixado que as duas se vissem. A menor teria ficado dentro do estabelecimento fechado.

    No fim da ação, os mesmos policiais que aparecem no vídeo (Serraglio e Rodrigues) também xingaram a garota. Os agentes ainda chamaram Gustavo, que é negro, de “macaco”, em ofensa racista.

    Jovem é agredido e preso

    De acordo com o boletim de ocorrência, os PMs receberam uma denúncia de tráfico de drogas em um bar na rua dos Apóstolos, em Cândido Mota. No local, Gustavo fugiu ao perceber a presença dos agentes.

    Ele foi seguido pelos policiais até um imóvel na rua Pires, onde teria pulado muros de residências vizinhas e, no percurso, se desfez de diversos invólucros contendo cocaína.

    Durante a abordagem, os PMs teriam encontrado com o suspeito uma sacola contendo mais invólucros com cocaína, além de R$ 80 em notas fracionadas.

    Segundo o BO, o homem confessou que comercializa drogas no local. Machucado, ele foi encaminhado ao pronto-socorro para atendimento médico. A PM alega que as escoriações são decorrentes da fuga, e não mencionam as agressões no registro da ocorrência.

    Após atendimento médico, Gustavo foi encaminhado ao Plantão Policial de Assis, também no interior paulista. Depois da audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante do suspeito em preventiva, como informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) em nota.

    Desde então, o jovem está preso no Centro de Detenção Provisória de Caiuá, a 200km de distância de Cândido Mota.

    Advogado vai impetrar HC

    Ruy Ferraz, advogado de Gustavo, afirmou ao Metrópoles que vai impetrar um Habeas Corpus na Justiça. Além de denunciar os PMs, ele destaca que o jovem negou a posse de drogas em depoimento, o que indica que teria sido forjado pelos policiais militares.

    “A defesa entende que ele foi forjado, que essas drogas foram colocadas para evitar que os policiais recebessem qualquer denúncia, para amenizar qualquer denúncia contra os policiais, porque eles viram que foram gravados”, disse Ruy.

    Quando um dos PMs percebe estar sendo filmado, ele grita para a testemunha: “Filma aí, cuzão. Filma ele resistindo [sic]”.

    “Por isso eles puseram droga nele. Para dizer que tinha motivo para ele ser preso. Forjaram para ocultar a tortura que ele sofreu para dar a senha do celular, em que não encontraram nada”, denunciou o advogado.

    PM investiga o caso, diz SSP

    Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a PM instaurou uma investigação “e apura minuciosamente todas as circunstâncias dos fatos, incluindo a denúncia mencionada, para a adoção das medidas cabíveis”.

    A instituição reforçou que “não compactua com excessos, punindo com rigor todos os desvios de conduta”.

    Conforme a pasta, o caso também é investigado por meio de inquérito policial na Delegacia de Cândido Mota. “Demais diligências prosseguem para o devido esclarecimento dos fatos”, disse a SSP.

  • Alvo de Trump, Tren de Aragua cresceu na Venezuela com "método" do PCC

    Alvo de Trump, Tren de Aragua cresceu na Venezuela com "método" do PCC

    Salvadoran Government via Getty Images
    Imagem colorida de supostos membros da facção Tren de Aragua presos

    A facção Tren de Aragua, citada por Donald Trump com pretexto para invadir a Venezuela, cresceu no país de modo semelhante à expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, no início dos anos 1990. Assim como a maior organização criminosa brasileira, o Tren de Aragua surgiu dentro do sistema prisional, a partir da união de detentos contra as condições precárias e a violência do estado, e expandiu seus domínios por meio da soltura e transferência de membros para outras regiões do país.

    O grupo foi criado em uma penitenciária em Tocorón, no norte veezuelano, em meados de 2014. A unidade se tornou o principal centro de recrutamento e fonte de mão de obra para os traficantes. Cerca de uma década depois, o Tren de Aragua estava presente em toda a Venezuela e em diferentes países da América do Sul, atuando em mais de 20 atividades criminosas, além do tráfico de drogas, como: tráfico de armas, contrabando de imigrantes, garimpo ilegal e lavagem de dinheiro.

    No Brasil, onde teria conexões em pelo menos seis estados, a facção teria estabelecido bases e parcerias com organizações criminosas locais, como o próprio PCC, de acordo com autoridades de Roraima. A relação envolveria as redes de fornecimento de drogas que passam pela Floresta Amazônica.

    De acordo com a jornalista venezuelana Roanna Rísquez, especialista em Tren de Aragua, a primeira região dominada pela organização criminosa fora do sistema prisional foi o bairro de San Vicente, cidade de Girardot, que passou a viver sob um estado paralelo. “Lá não se permite a entrada de forças policiais desde 2014”, disse a autora no livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América do Sul”, publicado em 2023.

    Ao longo dos últimos 10 anos, à medida que o grupo recrutava novos faccionados e que eles eram realocados pelo país, a facção aumentava sua influência territorial e ampliava suas redes de tráfico. Durante o processo de expansão internacional, teria explorado a crise humanitária no país e a concessão de refúgio humanitário por outras nações para exportar integrantes.

    “A organização criminosa começou a instalar células nos países que os venezuelanos escolheram como refúgio, mas não em qualquer cidade desses países. Elas se estabeleceram nas zonas fronteiriças, justamente por onde os venezuelanos precisam passar no processo de mobilidade”, escreveu Rísquez.

    Segundo ela, a partir do controle das fronteiras, o Tren de Aragua teria começado a atuar no chamado “tráfico de imigrantes”, cobrando de venezuelanos pelo serviço de transporte para países vizinhos e abrigo de forma ilegal.

    Parceria transnacional

    Nesse movimento, o PCC surge como parceiro circunstancial. A aproximação é pragmática, pois o Tren de Aragua agrega acesso a rotas internacionais e mão de obra, enquanto o PCC oferece capilaridade, domínio territorial e expertise na gestão do varejo do tráfico.

    O resultado é uma engrenagem que amplia a circulação de cocaína, majoritariamente, com reflexos diretos na dinâmica criminal de fronteiras e capitais, rendendo bilhões de dólares aos grupos criminosos.

    A conexão aparece também em processos judiciais a que a reportagem teve acesso a trechos. Em um deles, de Roraima, é mostrado que Pedro José Odreman Brito e Moisés Rafael Martinez Peinado foram presos em 14 de junho de 2025, por volta das 11h40. O flagrante ocorreu no bairro Cidade Satélite, perto de um posto de combustível.

    Segundo a acusação, Pedro José foi detido por trazer consigo entorpecentes, enquanto Moisés Rafael foi preso por manter em depósito e por vender drogas em benefício do Tren de Aragua, organização da qual fariam parte.

    Na ação, foram apreendidos 755,33 gramas de cocaína em pó e 49,39 gramas de crack. Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi homologada e convertida em preventiva para garantia da ordem pública, diante da gravidade dos fatos e do risco concreto apontado pela Justiça. Esse entendimento embasou a renovação da prisão preventiva de ambos no âmbito do Judiciário roraimense.

    A movimentação processual mais recente obtida pela reportagem, referente a dezembro do ano passado, indica que o caso avançou sem sobressaltos. Houve audiência de instrução por videoconferência no dia 1º. Nos dias seguintes, foram juntados laudos e apresentadas alegações finais, com comunicações encaminhadas ao Diário de Justiça Eletrônico Nacional. No dia 20, constou o fim do prazo para a manifestação dos dois réus da Venezuela, que não foi feita.

    O processo, ainda em curso, ilustra como a facção venezuelana, ao se associar a estruturas já consolidadas como o PCC, deixou de ser um fenômeno externo para se materializar em investigações e condenações no Brasil.

    Trump e o narcotráfico

    Em 2020, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou Nicolás Maduro de comandar um suposto cartel de drogas da Venezuela, o Cartel de Soles. O documento foi usado ao longo de 2025 para justificar a escalada de tensões e militares contra o país, que culminou com a invasão e a captura do ditador em 3 de janeiro.

    Após a prisão, um novo documento divulgado pelo Departamento de Justiça mudou a qualificação de Nicolás Maduro. O chavista, que até então era acusado de ser “chefe de uma organização terrorista narcotraficante”, passou a ser culpado de “participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas” e de lucrar com isso.

    O Cartel de Soles, até então descrito como uma organização terrorista, foi mencionado apenas duas vezes no novo documento e passou a ser caracterizado como um termo guarda-chuva para o narcotráfico regido pela elite venezuelana.

  • Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 10 milhões. Veja dezenas

    Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 10 milhões. Veja dezenas

    Breno Esaki/Metrópoles
    Imagem colorida de Mega-Sena

    Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2956 da Mega-Sena, sorteado na noite dessa terça-feira (6/1). Com isso, o prêmio principal acumulou para R$ 10 milhões.

    O concurso da Mega-Sena teve os seguintes números sorteados: 10 – 18 – 21 – 24 – 43 – 47.

    Em todo país, 23 apostas acertaram cinco dezenas e vão levar prêmios de R$ 64 mil cada. Outras 2.703 apostas marcaram quatro números e vão faturar R$ 890.

    O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na quinta-feira (8/1). As apostas podem ser feitas até 20h do dia do sorteio.

    Como jogar

    Para apostar, é necessário escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples, com seis números, custa R$ 6. A probabilidade de ganhar com uma aposta de seis dezenas é de 1 em 50.063.860. Já em uma aposta com 15 números, as chances aumentam para 1 em 10.003 por cartela.

    Apostadores com 18 anos ou mais podem fazer as apostas on-line. Basta registrar-se no site oficial, ter um cartão de crédito para efetuar o pagamento e seguir o processo de cadastramento, que ocorre em duas etapas. Após preencher os dados, um código de confirmação (token) é enviado por e-mail para validar o cadastro.

    Os jogos também podem ser feitos presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa.

  • O salário do ex-assessor de ministro do STF preso por perseguir juíza

    O salário do ex-assessor de ministro do STF preso por perseguir juíza

    Marcelo Pereira Pitella, assessor do ministro Nunes Marques, do STF, é preso por stalking. Homem usa camisa de time azul e preta com estádio ao fundo - Metrópoles

    Preso em flagrante por perseguir, injuriar e fazer terror psicológico contra a esposa, o ex-assessor do Supremo Tribunal Federal (STF) Marcelo Pereira Pitella, 53 anos, recebeu R$ 37.440,09 no contracheque de novembro de 2025. Então assessor do gabinete de Nunes Marques, o servidor foi indiciado por stalking pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A vítima é juíza federal.

    À época dos fatos, Pitella estava lotado no gabinete do ministro Nunes Marques, ocupando cargo em comissão no STF. Apenas no mês anterior à prisão, a remuneração bruta do servidor ultrapassou os R$ 37 mil, somando vencimento básico, gratificações e benefícios previstos para a função.

    A prisão ocorreu na madrugada de 20 de dezembro do ano passado, poucos dias antes do Natal. Policiais do Grupo Tático Operacional (GTOp) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) detiveram o ex-assessor no Lago Sul, região nobre de Brasília, logo após ele deixar o hotel onde estava a mulher, no centro da capital.

    Exoneração do cargo

    Dois dias após a prisão, em 22 de dezembro, Marcelo Pereira Pitella foi exonerado do cargo em comissão no gabinete do ministro. Apesar disso, ele não deixou o quadro do STF em definitivo. O servidor permanece vinculado à Corte, após ter sido redistribuído do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mantendo vínculo funcional com o Judiciário.

    Segundo as investigações, a esposa de Pitella, uma juíza federal, havia se refugiado em um hotel de Brasília para se afastar do então marido. Mesmo assim, ele conseguiu localizá-la após instalar clandestinamente um dispositivo de rastreamento GPS no carro da vítima.

    A magistrada já possuía duas medidas protetivas de urgência, que proibiam a aproximação do ex-assessor. As ordens judiciais foram descumpridas, o que levou a vítima a acionar a polícia em estado de choque, temendo novas agressões.

    Tornozeleira eletrônica

    Após deixar o hotel, Marcelo seguiu em direção ao Lago Sul, onde foi preso em flagrante. Ele permaneceu cerca de uma hora na delegacia, prestando esclarecimentos. Ainda na madrugada, passou por audiência de custódia, quando foi determinado o monitoramento eletrônico.

    De acordo com apuração da coluna, a tornozeleira eletrônica chegou a ficar ativa, mas a Justiça posteriormente determinou a retirada.

    O que diz a defesa de Marcelo Pitella:

    A defesa de Marcelo Pitella, por meio do advogado Pedro Pereira de Sousa Junior, enviou nota à redação explicando o ocorrido. Leia abaixo:

    A prisão do acusado, mormente em flagrante delito, revela-se manifestamente ilegal, porquanto ignorava a existência de quaisquer medidas protetivas, inexistindo prova cabal de prévia citação, intimação pessoal ou outro ato de comunicação oficial acerca de restrição alguma imposta em seu desfavor.

    Não se consumou qualquer conduta tipificada como antijurídica contra a excônjuge, haja vista que, à época dos fatos narrados, o vínculo conjugal permanecia íntegro, não havendo separação fática ou jurídica.

    Cogitar que o acusado perpetraria agressão física, psíquica ou moral contra sua legítima esposa configura puerilidade manifesta, notadamente ante o fato de se tratar de eminente magistrada, e ambos serem doutos e profundos conhecedores do ordenamento jurídico pátrio.

    Repousando absoluta confiança na Justiça, em seus operadores do direito, nas autoridades constituídas e na independência harmônica das instâncias judiciais e dos Poderes da República, a defesa técnica do acusado assevera que a demonstração cabal de sua inocência emergirá ao longo da instrução probatória processual“.

     

  • Suspeito de tentativa de homicídio é preso pela DHPP em Rio Branco

    Suspeito de tentativa de homicídio é preso pela DHPP em Rio Branco

    Roni Cley de Souza Figueiredo, de 48 anos, foi preso pela Polícia Civil suspeito de participação em uma tentativa de homicídio ocorrida na região do Canal da Maternidade, no centro de Rio Branco. A prisão foi efetuada por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após diligências realizadas ainda no mesmo dia […]