Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fizeram uma ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal)…
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Filhos de Bolsonaro fazem ofensiva contra Moraes após domiciliar ser negada
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Iteracre planeja entregar em 2026 mais de 8 mil títulos definitivos em 11 cidades do Acre
Presidente do Iteracre frisou a dedicação da equipe para dar celeridade na entrega dos títulos. Foto: José Caminha/Secom
O Instituto de Terras do Acre (Iteracre) projeta para 2026 a entrega de 8 mil títulos definitivos. A medida deve alcançar 11 municípios. Com uma gestão mais experiente, planejamento estratégico e fortalecimento das equipes técnicas, a ideia é chegar a comunidades ainda não contempladas pelo Poder Público.
De acordo com dados oficiais da instituição, o Acre saltou de 4.750 títulos definitivos entregues, em 2023, para 7 mil títulos em 2025, um crescimento significativo que demonstra o amadurecimento da política pública de regularização fundiária e a consolidação de uma gestão mais eficiente no Iteracre.
O ano de 2025 consolidou o Iteracre como um dos principais instrumentos de transformação social e desenvolvimento do Acre. Com uma atuação mais articulada, o instituto ampliou significativamente o número de entregas e avançou em áreas que aguardavam regularização há décadas, garantindo segurança jurídica, dignidade e cidadania a milhares de famílias acreanas.
Para 2026, o Iteracre já iniciou análises técnicas e cadastros de futuros beneficiários nos municípios de Assis Brasil, Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul, Brasiléia, Epitaciolândia, Rio Branco e Rodrigues Alves, com forte atuação em áreas urbanas. Nessas localidades, a regularização fundiária tem permitido o acesso a políticas públicas, crédito e investimentos, impulsionando o desenvolvimento urbano e fortalecendo a cidadania.
Produtor rural José Oliveira recebeu o título das mãos do governador Gladson Cameli e da presidente do Iteracre, Gabriela Câmara. Foto: José Caminha/Secom
Em Xapuri, o avanço foi histórico. Áreas como o Mutirão, o Aeródromo e a área do Corpo de Bombeiros, que aguardavam regularização há mais de 35 anos, finalmente entraram na fase de titulação. A ação é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio do Iteracre, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Prefeitura de Xapuri e a Assembleia Legislativa, com apoio do líder do governo, deputado Manoel Moraes.
Essa frente de trabalho está em andamento e tem previsão de entrega para 2026, representando uma mudança concreta na vida das famílias beneficiadas e contribuindo diretamente para o desenvolvimento social e econômico do município.
Em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, as equipes iniciaram análises técnicas em áreas isoladas, identificando poligonais com viabilidade de regularização e preparando o terreno para futuras entregas.
O trabalho no campo também avançou em áreas estratégicas. No Seringal Morungaba, em Tarauacá, o governo intensificou a regularização fundiária para garantir títulos definitivos a trabalhadores rurais, promovendo segurança jurídica e estímulo à produção. Já no Seringal Liege, em Feijó, área histórica ligada à extração da borracha e ainda hoje produtiva, a regularização integra uma estratégia de valorização da terra e fortalecimento da economia local.
Paralelamente, o Iteracre segue atuando em parceria com cartórios e com a Corregedoria-Geral da Justiça na identificação de novas áreas, ampliando ainda mais o alcance da política fundiária no Acre.
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Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil entra em vigor
Sancionada em novembro, a reforma do Imposto de Renda (IR) entra em vigor nesta quinta-feira (1º). O novo modelo, que aumenta… -

Estudante do Acre que participou de 4 intercâmbios é aceito em universidade dos EUA: ‘É possível chegar lá’
Aluno de escola pública, Diego Monteiro, de 17 anos, foi aprovado na universidade norte-americana de Princeton, a quarta mais antiga dos Estados Unidos. Ele contou sobre a rotina de estudos e disse querer ser exemplo para outros jovens
Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, foi aprovado em uma das 10 melhores universidade do mundo. Foto: Arquivo pessoal
Por Walace Gomes
“Sair do Acre para estudar na atual melhor faculdade dos EUA, onde Albert Einstein deu aulas, Jeff Bezos, Alan Turing e Michele Obama se formaram, é muito surreal. Ainda não caiu a minha ficha”
É assim que Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAP) da Universidade Federal do Acre (Ufac), resume o sentimento de ser aprovado na universidade norte-americana de Princeton, que está entre as 10 melhores do mundo.
O jovem, que mora com pai, mãe e duas irmãs no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco, disse que por conta da rotina dos estudos no ensino médio acabava estudando à noite para o exame de ingresso na universidade americana, até ser aprovado.
“Estou muito feliz, estudar nos EUA, que tanto idealizei, me torna agora um exemplo de que é possível a outros jovens acreanos chegar lá e conquistar oportunidades no exterior”, explicou emocionado.
O curso escolhido foi psicologia devido a uma necessidade, segundo ele, de profissionais desta área nas escolas como suporte aos estudantes que, muitas vezes, não sabem lidar com a pressão psicológica da busca para garantir o futuro.
“Penso em aprofundar meus estudos sobre procrastinação e produtividade, a partir das experiências que vivi no ensino médio”, acrescentou.
Diego e sua família enquanto ele embarcava com destino a China. Foto: Arquivo pessoal
Orgulho da família, professores e amigos
A alegria também é celebrada pelo pai, Dionísio Bernardo Monteiro, que sempre investiu na educação do filho. Ele contou que Diego, desde criança, gostava de ler e já sabia que ‘o Acre um dia seria pequeno para o tamanho de seus sonhos’.
Dionísio, que é técnico de informática, afirmou que todos sempre acreditaram no potencial do adolescente, mas, por conta das dificuldades financeiras, Diego sempre precisou ter um bom rendimento escolar para ser aprovado em programas internacionais gratuitos.
“Desde criança ele tinha o sonho de ir estudar fora. Dizia: ‘’Pai, vou me esforçar para passar numa faculdade dessas’. Sempre foi muito perseverante e a menor nota no ensino médio foi 9,7”, relatou orgulhoso.
Princeton está entre as 10 melhores universidades do mundo. Foto: Arquivo pessoal
Sonho americano
A Universidade de Princeton dará a Diego uma bolsa integral, além de hospedagem, alimentação, livros, transporte durante os quatro anos de estadia do jovem nos Estados Unidos.
Diferente do sistema brasileiro, estudantes que se candidatam à uma vaga na universidade podem escolher o curso que querem estudar até dois anos após início do curso. No caso de Diogo, o curso escolhido é psicologia que se enquadra nas ciências sociais e a opção pode ser feita no final do segundo ano de faculdade.
“A universidade disse aos meus pais que eles não irão precisar pagar por nada durante o tempo em que eu estiver em Princeton”, comemorou.
Diego contou ainda que utilizou como parâmetro para entrada em Princeton o Test-Optional, uma forma de admissão alternativa à principal prova para ingresso em universidades dos Estados Unidos, semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Ele precisou apresentar notas do ensino médio e um trabalho acadêmico. Contudo, um dos percalços foi o acesso às informações para um estrangeiro poder concorrer a uma vaga em uma universidade americana. “Minha maior dificuldade era ter acesso a conhecimento sobre o processo de candidatura fora, que é algo que não tão é debatido, e muitas pessoas como eunem sabem como funciona”, disse.
Diego visitando a Casa Branca em Washington, capital dos Estados Unidos. Foto: Arquivo pessoal
Talento acreano
A formação no exterior é mais capítulo na jornada internacional do estudante, que já foi jovem embaixador e aprovado em quatro intercâmbios. As aulas na universidade começam em setembro de 2026.
Diego também afirmou que sempre quis aprender mais e um dos motivos pelos quais acredita ter sido selecionado foi por ser bolsista no Prep Estudar Fora, um programa gratuito que prepara jovens brasileiros de alto desempenho para ingressar nas melhores universidades do mundo.
Embora o estudante nunca tenha feito um curso específico de inglês, ele diz ter aprendido sozinho na internet. Diego já esteve nos Estados Unidos gratuitamente participando de dois programas em 2024. Em janeiro daquele ano, foi jovem embaixador na capital Washington e no estado do Oklahoma, no centro-sul do país.
Um ano depois, Diego foi novamente aprovado em outro programa de intercambio. Em julho desse ano esteve na China, quando participou do AFS Global STEM Academies, um intercâmbio com bolsa integral e imersão em tecnologia, engenharia e matemática.
Intercambio gratuito de quatro semanas na China. Foto: Arquivo pessoal
Já em julho do mesmo ano, representou o Acre no Camp Rising Sun, um programa de liderança para jovens em Nova Iorque, com foco em cidadania global e liderança para adolescentes de todo o mundo.
Por fim, o jovem foi aceito no Telluride Association Summer Seminar (Tass), um dos programas americanos de verão mais seletivos para os estudantes do ensino médio. Contudo, ele não pôde participar pois o programa aconteceu no mesmo período que ele esteve na China.
“Tanto na primeira, quanto na segunda vez nos Estados Unidos, fiz bastante networking, o que me ajudou a conhecer brasileiros que já tinham sido aceitos em universidades americanas. Todas essas experiência foram incríveis, sobretudo por conhecer parte do mundo afora e culturas diferentes da minha nessas viagens”, finalizou.
Universidade de Princeton, Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Princeton University
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Salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer nesta quinta-feira
O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste, de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado… -

Prorrogação das regras do FPE: Impacto nos Estados
A Decisão Urgente de Fachin e a Prorrogação do FPE
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), atuando em regime de plantão, proferiu uma decisão crucial que estendeu até março de 2026 a vigência provisória das regras que determinam os critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A medida urgente, tomada no último dia de dezembro, foi motivada pela iminência de um vácuo normativo que poderia interromper completamente os repasses de recursos federais aos estados e ao Distrito Federal a partir de 1º de janeiro de 2026. A ausência de uma nova legislação aprovada pelo Congresso Nacional para reger o FPE tornou a intervenção judicial indispensável para garantir a continuidade fiscal dos entes federados.
Essa prorrogação adia os efeitos de uma decisão anterior do próprio STF, que, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.069, reconheceu a inconstitucionalidade de trechos da Lei Complementar nº 62/1989, alterada pela LC nº 143/2013. Naquela ocasião, o Tribunal havia modulado os efeitos da sua decisão, estabelecendo um prazo – que se encerraria em 31 de dezembro de 2025 – para que o Poder Legislativo elaborasse e aprovasse uma nova lei. Contudo, diante da inércia do Congresso, Fachin considerou fundamental estender, de forma excepcional, a eficácia das normas existentes, assegurando a segurança jurídica e a manutenção do fluxo financeiro vital para os estados.
Em sua decisão, proferida em 31 de dezembro, o ministro Fachin sublinhou os graves riscos de não haver critérios legais para a distribuição do FPE. Ele alertou que “a persistência desta situação fática a partir de primeiro de janeiro de 2026 pode ensejar grave insegurança jurídica à União e aos Estados”, gerando incerteza sobre os valores a serem recebidos e causando “grave dano às finanças e às políticas públicas estaduais”. A preocupação com o federalismo brasileiro, apontou Fachin, seria diretamente afetada. A urgência da situação foi corroborada por um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) ao STF, que alertou sobre o potencial comprometimento da regularidade das transferências e do financiamento de serviços públicos essenciais caso os critérios não fossem mantidos.
Entendendo o Fundo de Participação dos Estados (FPE)
O Fundo de Participação dos Estados (FPE) é um pilar essencial do federalismo fiscal brasileiro, instituído pela Constituição Federal de 1988. Ele representa um mecanismo de transferência constitucional de recursos federais para os 26 estados e o Distrito Federal. Seu principal objetivo é promover a redução das desigualdades regionais e garantir uma capacidade financeira mínima para que todas as unidades federativas possam cumprir suas responsabilidades constitucionais, como a provisão de serviços públicos básicos. Para muitos estados, especialmente aqueles com menor arrecadação própria, o FPE constitui uma das mais importantes, senão a principal, fonte de receita em seus orçamentos anuais.
A composição do FPE deriva de uma parcela da arrecadação de dois tributos federais de grande impacto: o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A Constituição estabelece os percentuais específicos dessa participação, e a distribuição desses montantes entre os estados é regulamentada por uma lei complementar. Essa legislação define critérios complexos, que historicamente consideram fatores como população e inversamente a renda per capita de cada estado, buscando um equilíbrio na partilha. O Tribunal de Contas da União (TCU) é o órgão técnico responsável por calcular e divulgar, anualmente, os coeficientes individuais que determinam a quota de cada ente federado no Fundo.
A relevância do FPE é inquestionável para a gestão pública estadual, pois os repasses são vitais para o financiamento de áreas cruciais como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura em todo o território nacional. A previsibilidade e a estabilidade desses fluxos financeiros são fundamentais para o planejamento orçamentário e a execução de políticas públicas estaduais. Contudo, a definição e a aplicação dos critérios de distribuição do Fundo são historicamente alvo de intensos debates políticos e de questionamentos jurídicos, refletindo a complexidade de se buscar equidade fiscal em uma federação tão vasta e heterogênea como o Brasil, o que frequentemente resulta em intervenções do Poder Judiciário, como a recente decisão do STF.
O Impasse Legal: Inconstitucionalidade e o Vácuo Normativo
A prorrogação das regras de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), escancara um profundo impasse legal e constitucional no Brasil. A decisão, que estende provisoriamente a vigência dos critérios atuais até março de 2026, foi uma medida de urgência para evitar um vácuo normativo iminente. Este cenário decorre do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.069, na qual o próprio STF reconheceu a inconstitucionalidade de dispositivos da Lei Complementar nº 62/1989, alterada pela LC nº 143/2013, que regem o rateio do Fundo.
Apesar da declaração de inconstitucionalidade, o STF havia modulado os efeitos de sua decisão, estabelecendo um prazo – que se encerraria em 31 de dezembro de 2025 – para que o Congresso Nacional editasse uma nova legislação. No entanto, a inação do Legislativo gerou uma situação de alto risco: regras consideradas inconstitucionais seriam revogadas sem substituição, deixando o país sem qualquer base legal para a distribuição de um dos mais importantes mecanismos de transferência intergovernamental. A intervenção de Fachin busca, assim, resguardar a segurança jurídica e a continuidade dos repasses, essenciais para as finanças e a execução de políticas públicas estaduais e distritais, evitando um colapso financeiro nos entes federados e mantendo a harmonia do federalismo brasileiro.
A Alerta da AGU
A urgência da situação foi amplamente reforçada por um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) ao STF. O órgão alertou formalmente para o risco iminente de insegurança jurídica e a paralisação completa dos repasses do FPE a partir de janeiro de 2026, caso não houvesse uma prorrogação das regras.
Segundo a União, na ausência de critérios legais válidos e aprovados pelo Congresso, a administração pública se veria impedida de transferir os recursos aos estados, ou seria obrigada a fazê-lo sem o devido respaldo normativo. Este impasse não só comprometeria a regularidade e a legalidade das operações, mas também ameaçaria diretamente o financiamento de serviços públicos essenciais, a autonomia fiscal dos estados e o próprio pacto federativo, conforme destacou o ministro Fachin em sua decisão.
Por Que a Prorrogação Era Essencial: Riscos e a Atuação da AGU
A decisão do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a vigência provisória dos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) até março de 2026 não foi apenas uma formalidade jurídica, mas uma medida essencial para salvaguardar a estabilidade fiscal e jurídica dos entes federados. A iminência de um vácuo normativo, com o encerramento do prazo anterior em 31 de dezembro de 2025 sem a aprovação de nova legislação pelo Congresso Nacional, representava um risco severíssimo. Sem regras válidas para o rateio, a distribuição dos bilionários recursos do FPE seria paralisada ou efetuada sob bases incertas, gerando uma crise de proporções incalculáveis para as finanças estaduais e distritais.
Os riscos iminentes eram multifacetados e amplamente reconhecidos. Conforme expresso pelo próprio ministro Fachin em sua decisão, a ausência de critérios legais a partir de 1º de janeiro de 2026 poderia “ensejar grave insegurança jurídica à União e aos Estados”, comprometendo severamente a previsibilidade orçamentária e a capacidade de planejamento financeiro. A incerteza quanto aos valores a serem recebidos pelos estados poderia causar “grave dano às finanças e às políticas públicas estaduais”, impactando diretamente serviços essenciais à população, desde saúde e educação até segurança pública. Tal cenário, ademais, violaria as determinações anteriores do próprio Supremo Tribunal Federal e os princípios constitucionais que regem o federalismo brasileiro, que demandam clareza e continuidade nos mecanismos de partilha de receitas.
Diante deste cenário crítico e do prazo exíguo, a atuação preventiva da Advocacia-Geral da União (AGU) mostrou-se decisiva para alertar o STF sobre a urgência da situação. Antes da deliberação de Fachin, a AGU protocolou um pedido junto à Corte, alertando expressamente sobre a “grave insegurança jurídica” e o perigo iminente de paralisação dos repasses do FPE a partir de janeiro. O requerimento da União enfatizava que, sem uma nova lei do Congresso, a administração pública se veria em uma situação paradoxal: obrigada a transferir os recursos, mas sem dispor de critérios legais válidos para o rateio. Essa lacuna legal comprometeria a regularidade das transferências e a própria capacidade de financiamento de serviços públicos essenciais, justificando a intervenção emergencial do Poder Judiciário para evitar um colapso administrativo e financeiro nos estados.
Consequências da Prorrogação para os Estados e Suas Finanças
A prorrogação dos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) até março de 2026, determinada pelo ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), representa um alívio crucial para as finanças dos entes federados. A decisão evitou um cenário de grave insegurança jurídica e a potencial interrupção dos repasses do Fundo, que ocorreria a partir de 1º de janeiro de 2026. Essa medida garante a continuidade do fluxo de recursos, que são vitais para a manutenção da capacidade de investimento e custeio dos serviços públicos nos 26 estados e no Distrito Federal, prevenindo uma paralisação que teria impactos orçamentários e sociais severos em um momento já desafiador.
A principal consequência positiva da decisão é a garantia de segurança jurídica e previsibilidade para o planejamento financeiro estadual. Sem a extensão da validade das regras, os governos estaduais enfrentariam uma preocupante incerteza quanto aos valores a serem recebidos do FPE, comprometendo diretamente seus orçamentos, a execução de políticas públicas essenciais e até mesmo o pagamento de fornecedores e servidores. O próprio ministro Fachin sublinhou em sua decisão que a ausência de critérios claros poderia gerar um “grave dano às finanças e às políticas públicas estaduais”, violando os princípios fundamentais do federalismo brasileiro ao desestabilizar as bases financeiras dos estados.
Adicionalmente, a prorrogação oferece um fôlego temporal para o Congresso Nacional. O Legislativo terá mais tempo para debater e aprovar uma nova legislação que estabeleça os critérios de rateio do FPE de forma permanente, sem a pressão de um prazo de expiração iminente que poderia induzir soluções apressadas ou, pior, um vácuo normativo. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia alertado o STF sobre o risco de a administração pública ser compelida a transferir recursos sem dispor de critérios legais válidos, o que poderia comprometer a regularidade e a legalidade das transferências e, por conseguinte, o financiamento de áreas críticas como saúde, educação e segurança pública. Dessa forma, a medida assegura a estabilidade e a previsibilidade financeiras necessárias para a gestão estadual no curto e médio prazos, protegendo o financiamento de serviços públicos essenciais.
Fonte: https://www.metropoles.com
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Alistamento militar de 2026 começa nesta quinta-feira
O Alistamento Militar 2026 terá início nesta quinta-feira (1º) e seguirá até 30 de junho. O processo é obrigatório para jovens brasileiros… -

Após vazante, moradores de Rio Branco enfrentam lama, lixo e risco de contaminação
Água contaminada e resíduos tomam ruas da Baixada da Sobral; moradores cobram limpeza urgente. Rio Acre marca 14,44 m, abaixo do pico de 15,41 m
A região da Baixada da Sobral foi uma das mais atingidas na capital pelas enxurradas. Embora o nível do rio continue recuando e algumas famílias, a preocupação agora se volta para os danos pós-enchente. Foto: captada
Mesmo com a vazante do Rio Acre, que já reduziu para 14,44 metros — menos de 50 centímetros acima da cota de transbordo —, moradores de áreas atingidas pela cheia histórica em Rio Branco enfrentam um cenário de destruição, com ruas tomadas por lama, lixo e água contaminada. Na Baixada da Sobral, região com vários bairros às margens do rio, a população relata apreensão com riscos à saúde.
“Nós aqui, a maioria tem pessoa doente, tem criança, recém-nascidos. E essa água é contaminada e tem um cheiro horrível”, desabafa a dona de casa Maria Dorismar, da Travessa Campinas. O aposentado Sanilton Carrillo, do bairro Habitasa, cobra ações de limpeza: “Esse lixo é o mais problemático. Que o estado e a prefeitura concentre na limpeza por aqui, precisamos”.
A enchente, considerada atípica para dezembro e a mais grave em 50 anos nesta época, atingiu mais de 20 mil pessoas e desabrigou centenas de famílias. Embora o nível do rio continue recuando e algumas famílias tenham começado a retornar aos lares, a preocupação agora se volta para os danos pós-enchente e a necessidade de descontaminação das áreas afetadas.
No sábado, dia 27, o Rio Acre subiu 3,84 metros em menos de 24 horas na capital e ultrapassou a cota de transbordo, de 14 metros, e marcou 14,03 metros. Foto: captada
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Regras para ciclomotores começam a valer nesta quinta; saiba mais
As novas regras sobre o trânsito de ciclomotores em via pública começaram a valer nesta quinta-feira (1º). As exigências do Conselho… -

Tubarão é arrastado até a areia em praia e vídeo gera revolta nas redes

Um tubarão foi capturado por pescadores na tarde da última quarta-feira (31), na praia de Aver-o-Mar, no município de Sirinhaém, no Litoral Sul de Pernambuco. A situação foi registrada em…
