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  • Comerciantes e moradores lamentam "despejo" de food trucks em praça

    Comerciantes e moradores lamentam "despejo" de food trucks em praça

    Diego Tedeschi/Metrópoles
    Ação da prefeitura removeu food trucks da Praça Silvio Romero - Metrópoles

    Tradicional ponto de encontro de moradores e trabalhadores da zona leste de São Paulo, a Praça Silvio Romero, no Tatuapé, concentra diversos carrinhos de comida que oferecem desde o famoso “dogão” até sobremesas, como churros e açaí. Há vendedores que atuam no local há quase 40 anos.

    Desde o início de fevereiro, no entanto, quem passa pela praça nota uma diferença gritante. Dos 25 food trucks que cercavam o espaço, sobraram apenas quatro. E esses poucos que sobraram, passaram a encerrar o trabalho mais cedo. A mudança aconteceu após uma ação de fiscalização da Prefeitura de São Paulo que recolheu os veículos sem aviso prévio.

    Os carrinhos foram removidos com a justificativa de que não possuíam licença para trabalhar no local, segundo a gestão municipal. A medida surpreendeu a todos, uma vez que nunca houve uma forma de regularizar o comércio ambulante na praça, mesmo com diversas tentativas, segundo os vendedores.

    “Existem termos de permissão de uso de vias públicas que são abertos de tempos em tempos. Mas, aqui na Praça Silvio Romero, o último aberto foi em 2013”, afirma Erika Barros, que trabalhava há cinco anos no local e teve o carro recolhido. Segundo ela, o “Tô Legal”, programa da prefeitura criado em 2019 para regularizar o comércio ambulante na cidade, não disponibiliza licenças para o endereço.

    “A gente entende que a ocupação do espaço público pelo comércio ia trazer benefícios para a comunidade como um todo. Porque a praça está escura, a gente soube que houve aumento de assaltos. A gente não explora um local que já tem um comércio, ele acontece porque nós os criamos”, diz Erika. “Está todo mundo disposto a agir de acordo com as leis, pagar os impostos, o que for exigido. A gente não escolhe trabalhar na informalidade por querer, a gente escolhe por necessidade.”

    Maryana Escobar mantinha seu food truck na Silvio Romero há uma década, assim como a mãe e o irmão, que trabalhavam em outros carros. De acordo com a vendedora, existe uma apreensão sobre a possibilidade de a prefeitura fazer um chamamento público para regularizar o comércio no local, o que não garante que os carrinhos que atuam na praça há anos consigam a licença.

    “Depois de tantas reuniões, de idas na subprefeitura, falaram que iriam fazer um chamamento público, sendo que, como todos sabem, é para o público geral. Então, na verdade, não estariam regularizando para nós, estariam mascarando uma resolução, porque a gente estaria disputando uma vaga de 30 anos aqui com uma pessoa que tem um carro e quer trabalhar”, diz Maryana.

    Nem quem está na praça desde o início do fenômeno dos carrinhos de comida escapou da remoção. Há 39 anos no endereço, Ivo Junior conta que perdeu o Termo de Permissão de Uso (TPU) do food truck após a morte do pai, que começou o trabalho na região. “Não nos deram prazo nenhum, só disseram que estão agilizando esse processo. Estamos sem garantia. Uma luta de uma vida inteira corre o risco de ir por água abaixo”, afirma.

    A retirada repentina dos mais de 20 food trucks afetou até os comerciantes que têm licença e seguem na praça. João Filho Magalhães trabalha em um carro que está há 28 anos no mesmo endereço. Segundo ele, a tradição de atender os clientes até a madrugada acabou após a restrição de funcionamento até a meia-noite.

    “A gente não consegue atender todo mundo. Chega o pessoal com fome, da balada, e a gente não pode atender. A praça movimenta muita gente, muito emprego. Então, ficando vazio, não é vantagem para ninguém. É bom estar todo mundo trabalhando, na correria”, diz João.

    Comunidade lamenta

    Sival de Oliveira trabalha há 20 anos em uma banca de jornal na Praça Silvio Romero e assistiu com tristeza à retirada dos food trucks. “É uma tradição de muitos anos, desde que eu cheguei aqui. Os ‘dogueiros’ são o brilho da praça”, afirma. Segundo o jornaleiro, a praça ficou deserta depois da ação da prefeitura. “Várias famílias perguntam aqui na banca o que está acontecendo.”

    Moradora da Vila Matilde, bairro próximo na zona leste da capital, a servidora pública Roselene Aparecida, de 55 anos, frequenta a Silvio Romero desde a década de 80. “A gente vinha aqui quando tinha as danceterias por perto. Sempre teve os hot dogs aqui. É uma praça muito bonita, grande. Vêm muitas famílias aqui com crianças. A retirada deles foi uma surpresa. Fiquei chateada”, afirmou.

    A praça também era frequentada pelos mais jovens. O educador de química João Victor, de 25 anos, notou a diferença na circulação de pessoas no local. “A praça era bem movimentada, tinha muita vida, era abarrotada de gente. Com a retirada dos carrinhos, a gente consegue perceber que ela perdeu a vida, morreu por completo, quase não tem gente por aqui. É um pouco doloroso ver que acabou ficando nesse estado”, afirma.

    O que diz a prefeitura

    Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que o sistema Tô Legal passa por atualização para a inclusão da Praça Silvio Romero entre as áreas disponíveis para emissão de portaria de autorização. Segundo a gestão municipal, a alteração será feita no primeiro semestre de 2026. A medida vai oferecer permissão para o comércio na rua, pelo prazo máximo de 90 dias no local escolhido, com possibilidade de renovação.

    “A Secretaria Municipal das Subprefeituras e a Subprefeitura Mooca analisam a situação da praça levando em consideração a capacidade do espaço, a livre circulação de pedestres, a mobilidade no entorno, o bem-estar dos frequentadores, as condições de limpeza do local e as adequadas condições de trabalho”, diz.

    A reportagem perguntou por que a remoção não aconteceu anteriormente, já que os ambulantes estão no local há anos, e se os carros retirados da praça terão prioridade para conseguir a licença. A prefeitura não esclareceu os questionamentos.

  • Empresário acusa PMs de arrombarem casa atrás de arma de airsoft. Veja vídeo

    Empresário acusa PMs de arrombarem casa atrás de arma de airsoft. Veja vídeo

    Imagem cedida ao Metrópoles
    pms-arrombam-casa-de-empresario

    Um empresário flagrou três policiais militares invadindo sua casa, em Ceilândia (DF), pouco tempo depois de se envolver em um acidente de trânsito. Segundo ele, os PMs estavam arrombaram o portão e reviraram a residência atrás de uma arma de airsoft.

    Tudo aconteceu na última quinta-feira (19/3). Edivaldo Evaristo da Silva Junior, 28 anos, contou que bateu seu carro em uma van pouco depois de sair de casa.

    Os ânimos se exaltaram. Câmeras de segurança da rua mostram três pessoas se aproximando do local da colisão. Segundo Edivaldo, eles eram amigos de trabalho do motorista da van.

    “Eu vi eles vindo para cima de mim e única coisa que eu lembrei é que tinha uma pistola de airsoft dentro do carro. Aí, quando eu peguei ela, eles correram de volta para a loja onde trabalhavam, ali perto”, explicou.

    Ele decidiu, então, ir à 24ª Delegacia de Polícia (Setor O) para registrar boletim de ocorrência. Lá, contou que ficou com “medo” da proporção que a discussão estava tomando e decidiu pegar o simulacro para afastá-los.

    Enquanto prestava depoimento, viu pelo celular a câmera de segurança instalada na garagem de casa. Ele levou um susto ao se deparar com o portão arrombado. O vídeo também mostrava três policiais militares no local.

    Em certo momento, a câmera foi virada para a parede por um dos policiais (assista acima). O áudio continuou funcionando, e captou um som que, segundo Edivaldo, indica a tentativa dos policiais de arrombar a fechadura digital da porta de sua casa.

    “Eu cheguei a conversar com o agente da Polícia Civil que estava me atendendo lá e perguntei se eles podiam arrebentar minha porta. Ele respondeu que ‘não’ e ‘somente com ordem judicial’. Daí, o agente virou para mim e disse: ‘Vai lá para ver o que aconteceu’, e eu fui”, disse.

    Ao chegar em casa, o empresário não encontrou os policiais, mas viu que eles entraram e “reviraram ela toda”.

    Edivaldo decidiu, então, procurar o vizinho. Ao sair para a rua, se deparou com os policiais invasores. “Quando os vi, falei para eles não entrarem, porque minha cunhada estava grávida e eu estava lá fora. Era eu quem eles estavam procurando”, contou.

    Abordagem dos policiais

    Os militares chegaram pedindo para que colocasse as mãos na cabeça e começaram a questioná-lo. Edivaldo disse que iria responder mediante a “presença de meu advogado” e na “frente do delegado”.

    “Na hora que falei isso, um deles pegou e falou: ‘Já que é assim que você quer’. Aí eles me algemaram e me colocaram na viatura”, conta.

    Detido, o empresário ainda ressaltou que os militares o deixaram “fechado na viatura, embaixo do sol, por cerca de uma hora”, até saírem para a delegacia.

    “Eu tive que trocar de camisa com o tanto que suei. A camiseta estava toda molhada por eu ter ficado quase uma hora dentro do carro”, destacou.

    O empresário posteriormente foi encaminhado à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Central), onde registrou um novo BO contra as ações dos policiais.

    Questionado sobre a abordagem, afirmou que ficou “horrorizado”.

    “Dentro da viatura, um deles falou: ‘O que eu puder fazer para acabar com você, você vai ver se eu não vou fazer’. Eu estou até com medo também por causa disso. Os policiais estão na rua para defender as pessoas, sabe, mas fazem isso com a gente”, concluiu.

    Outro lado

    O Metrópoles acionou a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para prestar esclarecimentos sobre as ações dos policiais, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais posicionamentos.

  • Água Mineral: sem previsão de reabertura, piscinas completam 1 mês fechadas

    Água Mineral: sem previsão de reabertura, piscinas completam 1 mês fechadas

    Divulgação/ICMBio
    piscina-natural-fechamento-8

    As piscinas Areal e Pedreira, da Água Mineral, completaram nessa sexta-feira (20/3) um mês interditadas. As obras de recuperação ainda nem foram iniciadas.

    A situação permanece a mesma: buracos no chão, pedras soltas e até infiltrações no piso e nas laterais. O prazo de reabertura das piscinas segue indeterminado.

    Ao Metrópoles, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração do parque, disse que, na próxima semana, será aberta a licitação para o início das obras das piscinas.

    O instituto acrescentou que a reforma deve começar ainda no primeiro semestre. No entanto, os prazos tanto do começo quanto do fim dos reparos só serão estimados após a licitação.


    Relembre o que aconteceu


    Esta será a segunda etapa a ser feita para recuperar os danos ocasionados pelas fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal em fevereiro. A primeira etapa consistiu na avaliação técnica detalhada de todas as intervenções necessárias para a licitação.

    Ainda de acordo com ICMBio, o fechamento das piscinas impactou na frequência dos visitantes ao parque, mesmo com os demais atrativos funcionando normalmente.

    Em nota, o instituto reforçou as atrações disponíveis aos visitantes.

    “Locais como a Trilha da Capivara, incluindo o Banho de Floresta, a Ilha da Meditação, as Trilhas do sistema Cristal Água e o Arco Brasília, travessia que conecta o Parque Nacional de Brasília e a Floresta Nacional de Brasília (Flona Brasília), seguem abertos à visitação, em uma oportunidade única de conhecer o Parque para além das piscinas”, destacou.

  • Opção ao Senado por SP, deputado patrocina post contra Erika Hilton

    Opção ao Senado por SP, deputado patrocina post contra Erika Hilton

    Reprodução
    Colagem colorida de Gil Diniz e Erika Hilton; deputado estadual impulsionou post contra deputada federal - Metrópoles

    Com larga experiência na produção de “conteúdo lastimável” em redes sociais, o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) tem duas postagens patrocinadas com críticas à identidade de gênero da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e sua posição como presidente eleita da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.

    O nome dele é defendido por aliados do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para ocupar uma das vagas da disputa ao Senado na chapa do governdor Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Os anúncios, que são pagos pelo parlamentar, podem configurar preconceito, discriminação e desinformação, conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A postura ofensiva do deputado em redes sociais já foi destacada por um juiz da 1ª Vara do Juizado Especial Cível da Justiça de São Paulo, em 2025, ao proferir uma decisão favorável ao parlamentar por danos morais decorrentes de publicações ofensivas a ele em rede social. “Observo que o autor realmente utiliza suas redes sociais para realizar postagens ofensivas a terceiros e que, com suas publicações de conteúdo lastimável, fomenta cenários socialmente indesejáveis e absolutamente deletérios ao campo das discussões políticas”.

    Em um dos posts, Diniz criticou as pautas de gênero da deputada federal e, utilizando a imagem de Erika, ironizou a eleição dela à Comissão da Mulher: “Trans na comissão da mulher?”.

    Diniz também foi mais longe ao dizer que a parlamentar “defende a transição de gênero de crianças e adolescentes e a legalização do aborto para menores de idade”, enquanto ele sairia “em defesa das famílias e dos valores”.

     

    Ver essa foto no Instagram

     

    Um post compartilhado por Gil Diniz (@carteiroreaca)

    O Art. 22, I, da Resolução nº 23.610/2019 do TSE proíbe que qualquer propaganda política veicule preconceitos de orientação sexual ou identidade de gênero. Por isso, a frase “ideologia de gênero para crianças” e o destaque visual “Trans na comissão da mulher?” flertam com enquadramento discriminatório.

    A resolução também veta a divulgação de “fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados”. Na publicação, Diniz afirma que a deputada defende a “transição de gênero de crianças” e a “legalização do aborto para menores de idade”, sem contexto ou base factual comprovada.

    Segundo dados da Biblioteca de Anúncios da Meta, o deputado publicou dois anúncios idênticos nos dias 16 e 17 de março. Os conteúdos foram impulsionados com menos de R$ 100 e haviam atingido cerca de 1 milhão e meio de pessoas até a tarde de sexta-feira (20/3). Os números foram levantados por pesquisadoras do Projeto Brief.

    Deputado pode ter que retirar post

    Ainda conforme a determinação do TSE, caso se sinta ofendida, Erika pode solicitar à Justiça Eleitoral a remoção imediata das publicações. A solicitação passa por análise judicial, que decide se o conteúdo deve ou não ser retirado.

    Em casos de calúnia, difamação ou injúria, a pessoa atacada também pode demandar reparação por danos morais. Nesse caso, Diniz pode responder diretamente pelo dano e ter que indenizar a deputada federal. O partido político de Diniz também pode responder solidariamente caso tenha sido responsável por ação ou omissão.

    Em 2020, o parlamentar foi expulso do então PSL por envolvimento em manifestações contra instituições democráticas, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Procurado pelo Metrópoles, o deputado estadual não se pronunciou sobre o assunto. O texto será atualizado em caso de manifestação.

    Resistência para assumir comissão

    Eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara, Erika é a primeira mulher transgênero escolhida para comandar o colegiado. No entanto, mesmo nove dias após a eleição, a deputada federal enfrenta resistência do campo conservador para exercer o cargo.

    Em entrevista à coluna Paulo Capelli nessa quinta-feira (19/3), a parlamentar argumentou que não é necessário ser biologicamente mulher para entender a urgência das políticas públicas voltadas para o tema.

    “Estou lá indicada pelo meu partido para ocupar esse lugar, assim como mulheres não trans também nos representaram em outros momentos, né? A questão de ser uma mulher trans não impede que nós tenhamos uma visão global sobre quais são as urgências das políticas públicas. A gente precisa entender quais são as prioridades, quais são os projetos para dar dignidade, proteção, assegurar direitos às mulheres. Qual é a incapacidade de uma pessoa trans poder discorrer sobre essa matéria?”, questiona Erika Hilton.

    A deputada rebateu os argumentos da oposição sobre questões biológicas de gênero e observou que a chapa eleita para comandar a comissão tem outras três mulheres que podem lidar com temas que necessitem de “experiência biológica”.

     “Qual é a incapacidade de uma mulher trans, que experimenta o que é ser mulher na sociedade, política, socialmente etc., para estar nesses lugares? ‘Ah, porque biologicamente não cabe essa colocação’. Mas será que, o tempo todo, nós estamos na Comissão das Mulheres discutindo características biológicas? Se por ventura nós chegarmos a um consenso e a um entendimento de que talvez haja uma matéria que a minha falta de experiência biológica não permita que eu possa tratar do tema, nós temos três outras deputadas eleitas na chapa, todas deputadas mulheres, que podem fazer a condução dos trabalhos”, disse Erika.

    Nesta sexta-feira (20/3), a reportagem entrou em contato com a deputada para tratar sobre as críticas, mas ela preferiu não se manifestar.

  • PCC “convoca” líderes de outros estados para suprir baixas em SP

    PCC “convoca” líderes de outros estados para suprir baixas em SP

    Otavio Augusto/Metrópoles
    Arte colorida sobre convocação do PCC para suprir baixas de lideranças, na Baixada Santista.

    O Primeiro Comando da Capital (PCC) tem convocado líderes da facção criminosa de outros estados do país para suprir baixas deixadas devido às recentes prisões de lideranças do grupo criminoso em Itanhaém, na Baixada Santista, litoral sul de São Paulo.

    Um exemplo da migração é a presença de Everton Araujo Roque, o Santista ou Vampirinho, que tinha a patente de “Sintonia Final” em Mato Grosso do Sul. Ele foi preso em Itanhaém, suspeito de assumir um dos principais pontos de venda de drogas do município. Sintonia Final é o principal setor do organograma de 12 sintonias da facção que administram os crimes.

    Um relatório da Polícia Civil, ao qual o Metrópoles teve acesso, expõe que Santista vivia em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e tinha funções estratégicas para o PCC, como a movimentação de cocaína de alto grau de pureza para exportação a outros países.

    Em território sul-mato-grossense, Santista tinha apenas uma passagem por roubo. O histórico criminal considerado simples pelas autoridades ouvidas pela reportagem permitiam que o criminoso ficasse fora do radar das polícias locais.

    Baixas femininas

    Apesar de o cargo de Santista ser estratégico para o PCC, porém, a migração ao território paulista foi forçada devido às recentes baixas de duas importantes mulheres: Ligia Sanches Moro, a Malévola ou Loira, e Ariane de Pontes Rolim, conhecida como Penélope ou Pandora.

    As duas mulheres tinham funções específicas para a facção na Baixada Santista. Figura de atuação “proeminente” entre integrantes do PCC, Ligia exerceu papel central na distribuição de drogas e na coordenação de diferentes núcleos do grupo, mantendo contato com integrantes que atuavam tanto no litoral paulista quanto em regiões mais distantes.

    Já Ariane agia na “justiça paralela” feita pelo PCC. Ou seja, ela sabia bem como e quem ia ser julgado pela facção criminosa. No celular dela, foram encontradas conversas de WhatsApp sobre métodos para acionar os “tribunais do crime”, além da prestação de contas dos “carrascos” e/ou “juízes” da facção criminosa.

    Conforme o Metrópoles noticiou, os membros do grupo restrito da facção atualizavam as ocorrências em uma espécie de boletim de ocorrência do PCC. As mensagens interceptadas pela polícia expuseram como era a dinâmica de trabalho dos chamados “disciplinas” em tribunais do crime, no litoral sul e no Vale do Ribeira.

    A movimentação de novos líderes da facção criminosa é apurada pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém. Para o delegado Bruno Lázaro, responsável pelo caso, as prisões feitas expõem como são realizadas as movimentações do PCC migratórias ou regionalizadas. “Com as prisões de importantes células, o indivíduo oriundo do Mato Grosso do Sul veio para a Baixada Santista para suprir as baixas e realizar a reformulação da estrutura regional da organização criminosa”, disse.

  • Com status de presidenciáveis, Tarcísio e Haddad reeditam duelo em SP

    Com status de presidenciáveis, Tarcísio e Haddad reeditam duelo em SP

  • Respiração erótica: técnica aumenta o prazer no sexo e te leva orgasmo

    Respiração erótica: técnica aumenta o prazer no sexo e te leva orgasmo

    Getty Images
    pouca vergonha

    Muitas vezes, os orgasmos se concentram em uma pequena área do corpo. Ou seja, na região pélvica, que pode ser sexualmente satisfatória por si só. Mas se você deseja expandir seu prazer sexual para todo o corpo, existem algumas técnicas de respiração que podem ser usadas durante o sexo solo ou com um parceiro que podem ajudar a tornar o prazer algo ainda melhor.

    A sexóloga Karina Brum explica à Pouca Vergonha que a respiração erótica é o uso consciente da respiração durante momentos de intimidade para intensificar sensações, ampliar o prazer e favorecer a conexão emocional. “A prática envolve conscientização no respirar, provocando uma forma mais profunda ou ritmada, integrando ao processo o toque, o olhar e o ritmo do corpo.”

    A respiração correta na hora do sexo ajuda a prolongar sensações e a aumentar o prazer

    Explorar a respiração erótica pode influenciar no prazer, segundo a profissional, porque quando você respira de forma profunda, melhora a oxigenação do corpo e a circulação sanguínea, inclusive nas zonas erógenas, promovendo mais sensibilidade.

    “A respiração lenta também reduz a ansiedade e ajuda a sair da cobrança de desempenho, abrindo espaço para sentir. Além disso, aumenta a presença no momento, tornando a experiência mais intensa”, comenta. 

    Karina ainda destaca que os principais benefícios de utilizar a técnica é aumento da excitação, orgasmos mais intensos e melhor controle do ritmo do corpo. “E isso inclui maior relaxamento, redução da ansiedade e conexão absoluta entre os corpos envolvidos. Isso tudo melhora a sintonia com a parceria e fortalece a comunicação não verbal entre o casal.”

    Outra dica da sexóloga é que a respiração erótica consciente ajuda a esvaziar a mente e focar no corpo, e isso vale ouro para aqueles que pensam demais durante o sexo. “A respiração erótica é um convite para desacelerar, sentir mais e se conectar com o próprio corpo e com o outro.”

    Lembre-se de usar a respiração para regular o prazer

    Dicas práticas

  • Césio-137: atriz de SP diz como se preparou para viver médica em série

    Césio-137: atriz de SP diz como se preparou para viver médica em série

    Reprodução/ Netflix
    Em Emergência Radioativa, Castilho interpreta Joana, médica que atua no atendimento às pessoas vítimas do acidente com o Césio-137 - Metrópoles

    A atriz Castilho, de São Paulo, é uma das protagonistas na nova minissérie da Netflix Emergência Radioativa, que retrata o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia, em 1987.

    Inspirada na tragédia real, a produção estreada nessa quarta-feira (18/3) reconstitui o desastre que mobilizou cientistas, médicos e autoridades em uma corrida contra o tempo para conter a contaminação.

    Na série, Castilho dá vida à Joana, médica que atua na linha de frente do atendimento às pessoas contaminadas e que estabelece uma conexão sensível e profunda com moradores e vítimas atingidos pela tragédia. Ao Metrópoles, ela revelou como se preparou para entender a tragédia do Césio-137 e conseguir dar vida à personagem.

    Castilho se preocupou em compreender “para além das dimensões físicas do que a radiação causou nesses corpos, as dimensões psicossociais dessa tragédia e as dimensões das feridas emocionais dessas vítimas”. Para isso, ela contou com a ajuda de dois médicos.

    “Para me debruçar com profundidade sobre essa história, com respeito às vítimas, eu fui atrás de referências bibliográficas, documentários e tive a consultoria e o apoio, durante todo o processo de construção dessa personagem, de dois médicos que puderam me ajudar. Então, a construção da minha personagem vai diretamente com as palavras integridade e dignidade”, disse.

    Esta foi a primeira vez que a atriz interpretou uma médica em sua carreira. Ela sente que atravessou um território profundo sobre ética e responsabilidade para conseguir interpretar Joana. “A gente conseguiu encontrar um equilíbrio entre a humanidade íntima da personagem e a dimensão coletiva da tragédia”, explicou.

    A paulistana também ressaltou que teve uma atenção técnica constante ao figurino durante as gravações, já que os médicos seguiram protocolos de proteção muito semelhantes aos da Covid, ou seja, com uso de máscara. Ela, então, teve o desafio de conseguir se expressar usando apenas o olhar, com precisão e economia de gestos.

    Castilho avalia que o sentimento de injustiça social e indignação foram os eixos condutores da personagem.

    Amor pela arte

    Castilho admitiu ao Metrópoles que “sempre foi artista” e que “atuar foi e é consequência de seu amor pela arte”. Ela começou a fazer teatro aos 18 anos e, aos 20, passou a estudar cinema.

    “Eu me apaixonei completamente pela arte da atuação quando eu estava no set de filmagem do longa-metragem Ana. Foi ali que eu entendi que era isso que eu queria para o meu caminho também: contar histórias, sonhar novos mundos, dar voz a personagens e seus silenciamentos históricos”, disse a atriz.

    A artista ganhou destaque como co-protagonista do longa A Batalha da Rua Maria Antônia, dirigido por Vera Egito. No filme, Castilho vive Ângela, estudante e liderança no movimento contrário à ditadura militar, em uma narrativa que retrata o conflito, ocorrido nos dias 2 e 3 de outubro de 1968 entre estudantes da USP e do Mackenzie.

    Para ela, a força de Ângela também a ensinou que, para exercer o ofício da atuação, é necessário ter muita resistência.

    A atriz já havia participado de outras séries da Netflix anteriormente. Ela fez participações pontuais nas séries 3% e Sintonia, ainda em 2016. Em 2021, ela interpretou Vera, que faz parte do núcleo central da série Santo, que é uma produção da Netflix Espanha com a Netflix Brasil.

    Ainda em abril deste ano, será possível ver Castilho em dois longas-metragens. Ela não deu detalhes sobre os filmes. No segundo semestre, ela está com projetos autorais no teatro.

    Césio-137

    Considerado o maior acidente radiológico da história do Brasil, o episódio começou quando um aparelho de radioterapia abandonado foi retirado de uma clínica desativada e levado para um ferro-velho. Dentro do equipamento, havia uma cápsula com Césio-137, material altamente radioativo e utilizado em tratamentos médicos.

    Ao abrir o dispositivo, moradores encontraram um pó azul brilhante que despertou curiosidade. Sem saber do perigo, o material acabou sendo manuseado e compartilhado entre familiares e conhecidos, espalhando a contaminação por diferentes pontos da cidade.

    Quase quatro décadas depois, o acidente ainda é lembrado como um marco na história da saúde pública e da segurança nuclear no país. As imagens registradas na época ajudam a dimensionar o impacto da tragédia, que transformou a vida de moradores e deixou marcas duradouras na cidade.

  • Especialista aponta riscos da exposição de jovens a conteúdos "Red Pill"

    Especialista aponta riscos da exposição de jovens a conteúdos "Red Pill"

    Arte Metrópoles
    redpill

    Ganhou visibilidade, nas últimas semanas, a existência de grupos que incitam a violência e o ódio contra mulheres, os chamados “Red Pill”. A pauta voltou ao centro das discussões no ano em que o Brasil bateu o recorde dos últimos seis anos, com 1.470 casos de feminicídio.

    O tema acendeu um alerta sobre os riscos da exposição não só de mulheres, mas também de jovens do sexo masculino, que, com a disseminação do conteúdo, podem repassar para as próximas gerações uma mensagem distorcida de que homens são superiores às mulheres.

    A psicóloga clínica e social infantojuvenil Flávia Borges explica que um dos principais riscos da exposição dos jovens a esses conteúdos é a imposição de uma “masculinidade estoica”, que pode levar à repressão de emoções e gerar danos psicológicos.

    “Quando homens aprendem que demonstrar tristeza, medo ou vulnerabilidade é sinal de fraqueza, esses sentimentos deixam de ser elaborados e acabam aparecendo de outras formas, como irritabilidade, isolamento ou comportamentos agressivos”, explica.

    Flávia destaca que homens que cresceram consumindo a retórica Red Pill podem desenvolver desconfiança em relação às mulheres e dificuldade em reconhecer relações baseadas em igualdade. Segundo a especialista, em ambientes sociais e profissionais, isso gera conflitos, resistências a lideranças femininas e dificuldades de convivência.

    “O problema desses conteúdos é que eles transformam relações de gênero em uma disputa permanente, e isso empobrece as possibilidades de convivência”, reforça.

    Sinais de alerta

    A exposição dos jovens a conteúdos misóginos apresenta alguns sinais de alerta que devem ser observados pelos pais ou responsáveis. A especialista cita alguns comportamentos que merecem atenção e reforça que a intervenção é fundamental para que se tornem cada vez mais distantes essas narrativas que reforçam a misoginia.

    Exemplos de alerta:

    “É importante que pais conversem sobre o que os filhos estão consumindo, incentivem pensamento crítico e apresentem outras referências de masculinidade baseadas em respeito, empatia e responsabilidade nas relações”, explica.

    Borges também relaciona o acompanhamento psicológico como uma forma de ajudar a não perpetuar a repressão de emoções e discursos de ódio. “O enfrentamento desse tipo de discurso passa menos pela censura e mais pela construção de referências de masculinidade que incluam diálogo, cuidado e responsabilidade nas relações”, finaliza.

  • Santa Cruz derrota o Rio Branco e vence o Acreanão 2026

    Santa Cruz derrota o Rio Branco e vence o Acreanão 2026

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    Santa Cruz derrota o Rio Branco e vence o Acreanão 2026

    Por Saimo Martins21 de março de 2026 – 23h05 3 min de leitura

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    Santa Cruz-AC e Rio Branco-AC se enfrentaram neste sábado (21), no estádio Florestão (Tonicão), na grande final do Campeonato Acreano 2026. Em uma decisão histórica, o Santa Cruz venceu por 1 a 0 e conquistou o título estadual pela primeira vez.

    A conquista marca um feito inédito: é a primeira vez que uma equipe recém-promovida da segunda divisão levanta a taça do estadual logo após disputar sua primeira temporada na elite.

    Gol no início define a decisão

    O único gol da partida foi marcado aos 13 minutos do primeiro tempo. Após cruzamento forte pelo lado direito, o meia Marquinhos, camisa 10 do Santa Cruz, apareceu por trás da defesa do Rio Branco e finalizou para o fundo da rede, abrindo o placar no Tonicão.

    O Rio Branco tentou reagir, mas o Santa Cruz foi superior durante boa parte da primeira etapa e ainda criou duas boas oportunidades para ampliar. Em uma delas, Marquinhos subiu por trás do zagueiro após cruzamento na área do Estrelão e cabeceou para fora, desperdiçando grande chance.

    Pressão do Estrelão no segundo tempo

    Na etapa final, o Rio Branco aumentou a pressão em busca do empate. Aos 12 minutos, após cruzamento na área do Santa Cruz, a bola sobrou para o camisa 6 do Estrelão, que finalizou de pé esquerdo, cara a cara com o goleiro João Pedro, mas mandou pela linha de fundo.

    Nos minutos finais, o goleiro João Pedro foi decisivo ao evitar o empate do Rio Branco, garantindo a vitória e o título para o Santa Cruz.

    Campanha histórica

    O Santa Cruz disputou pela primeira vez uma final de Campeonato Acreano. Fundado em 2022, o clube conquistou o título da segunda divisão em 2025 e garantiu acesso à elite estadual. Já em sua temporada de estreia na primeira divisão, chegou à decisão e ficou com a taça — feito inédito na história recente da competição.

    Foto de Sérgio Vale

    Durante a primeira fase, na sexta rodada, o Santa Cruz já havia vencido o Rio Branco por 3 a 0, em partida marcada por desfalques do Estrelão. O Rio Branco buscava encerrar um jejum de duas temporadas sem título. O último troféu estadual do clube — o 48º da história centenária — foi conquistado em 2023.

    Como finalistas, Santa Cruz e Rio Branco representarão o Acre na Copa do Brasil, na Copa Verde (Copa Norte) e no Campeonato Brasileiro da Série D de 2027.

    VEJA O GOL QUE DEU VITÓRIA AO SANTA CRUZ: