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  • Nível do Rio Acre apresenta queda contínua durante o dia e baixa quase meio metro

    Nível do Rio Acre apresenta queda contínua durante o dia e baixa quase meio metro

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    O nível do Rio Acre apresentou queda contínua ao longo deste sábado (03), conforme dados do sistema de monitoramento hidrológico. Todas as medições realizadas durante o dia apontaram recuo do manancial, indicando tendência de vazante.

    Rio Acre/Foto: ContilNet

    A primeira medição do dia, registrada às 5h17, marcou 11,94 metros. Ao longo das horas seguintes, os dados mostraram redução gradual do nível, até a última atualização, feita às 18h, quando o rio atingiu 11,46 metros.

    Com isso, o Rio Acre acumulou uma baixa total de 48 centímetros em menos de 13 horas, reforçando o cenário de diminuição do volume de água observado ao longo do dia.

    O monitoramento do nível do rio segue sendo realizado de forma contínua, com novas atualizações previstas para as próximas horas, permitindo o acompanhamento da evolução do cenário hidrológico.

  • Vídeo mostra jovens trocando socos em frente casa de eventos no interior do Acre

    Vídeo mostra jovens trocando socos em frente casa de eventos no interior do Acre

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    Um vídeo enviado a nossa redação mostra dois jovens travando luta corporal na noite desta sexta-feira (02) em frente a uma casa de eventos em Sena Madureira, no interior do Acre.

    Nas imagens, os jovens ainda na identificados trocam socos e pontapés, e são observados pelos demais frequentadores da festa/ Foto: Reprodução 

    Nas imagens, os jovens ainda na identificados trocam socos e pontapés, e são observados pelos demais frequentadores da festa. Somente após alguns momentos, é que outras pessoas intervém e põe fim à confusão.

    Até o momento não há informações sobre o que teria causado o desentendimento, e nem se a polícia militar foi acionada para atender a ocorrência. O caso ganhou grande repercussão na cidade, e viralizou entre os grupos de WhatsApp.

    Nos últimos dias vários desentendimentos entre jovens vem ocorrendo no município, e em quase todos os casos as brigas são motivadas por consumo de bebidas alcoólicas.

     

    veja o vídeo:

  • Companhia referência no teatro negro, Grupo dos Dez anuncia turnê cultural pelo Brasil

    Companhia referência no teatro negro, Grupo dos Dez anuncia turnê cultural pelo Brasil

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    Dezembro de 2025 – O Grupo dos Dez, companhia mineira referência no teatro negro brasileiro, anuncia sua volta aos palcos com um projeto inédito de circulação nacional, que prevê sessões em diversos estados do país entre janeiro e julho de 2026.

    Madame Satã/Foto: Accom

    A iniciativa marca os 15 anos de trajetória do coletivo e também fortalece sua manutenção, criando condições para um processo contínuo de pesquisa e criação. O projeto, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, conta com a apresentação do Ministério da Cultura e da Petrobras, reafirmando a importância da cultura como espaço de diversidade, resistência e transformação social.

    A turnê terá a realização de mais de 60 encenações, divididas em quatro espetáculos, sendo duas montagens já reconhecidas pelo público e pela crítica e duas obras inéditas que passarão por seis estados brasileiros. O projeto também prevê oficinas e rodas de conversa, ampliando a experiência artística para além dos palcos e aproximando comunidades locais da criação teatral.

    Inspirado em matrizes afro-brasileiras, o grupo traz para o palco símbolos como a capoeira e o samba, que atravessam a história do país/ Foto: Ascom

    Inspirado em matrizes afro-brasileiras, o grupo traz para o palco símbolos como a capoeira e o samba, que atravessam a história do país e se transformam em base poética e estética de cada montagem. É dessa forma que o coletivo reafirma seu compromisso de criar a partir de referências culturais brasileiras, valorizando a memória e projetando novas narrativas.

    Um dos marcos da turnê será a homenagem aos 90 anos do dramaturgo João das Neves, figura central da dramaturgia brasileira e parceiro histórico do Grupo dos Dez. Além disso, a proposta reafirma o compromisso do coletivo mineiro com a geração de empregos e renda no setor cultural, com a contratação de mais de 200 profissionais, majoritariamente negros, LGBTQIAPN+ e periféricos, ao longo de todo o processo.

    Cena do espetáculo Madame Satã/Foto: Ascom

    Para Rodrigo Jerônimo, fundador e diretor do grupo, o retorno neste momento tem um profundo valor simbólico: “Chegar aos 15 anos significa olhar para trás e reconhecer tudo o que conquistamos, mas também reafirmar que nosso trabalho só ganha sentido quando é capaz de criar coletivamente e transformar realidades. Com a apresentação do Ministério da Cultura e da Petrobras, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, damos um passo essencial para ampliar essa história e alcançar novos públicos e territórios.”

    Já Bia Nogueira, artista e integrante da equipe criativa, destaca o caráter social da retomada: “O Grupo dos Dez sempre foi mais do que espetáculos: é sobre abrir espaços de encontro, escuta e pertencimento. Estar de volta com essa temporada é potencializar vozes que refletem o Brasil em toda a sua diversidade e afirmar que a arte deve ser acessível a todas as pessoas.” Mais do que uma temporada de performances, o projeto reafirma o compromisso do Grupo dos Dez com a democratização da cultura e a geração de oportunidades no setor artístico.

    Sobre Madame Satã

    Madame Satã é o terceiro espetáculo do Grupo dos Dez, no qual a companhia se vale da biografia de um dos mais peculiares personagens da cultura negra brasileira para dialogar com questões que permeiam a crítica à homofobia, à transfobia e ao racismo.

    Marcos Fábio de Faria /Foto: Ascom

    Entre 2015 e 1019, o musical foi apresentado em várias capitais brasileiras com grande sucesso de público e crítica. Dentre os reconhecimentos, estão o Prêmio Brasil Musical 2019 – 2ª edição (melhor espetáculo musical Sudeste) e o Prêmio Leda Maria Martins 2017 (categoria melhor espetáculo).

    É o único espetáculo de João das Neves (1935-2018) ainda em cartaz, dos mais de 40 dirigidos pelo diretor ao longo de sua extensa e produtiva trajetória no teatro brasileiro.

    Agenda em Rio Branco

    A temporada de apresentações que acontecem durante todo o primeiro semestre de 2026 inicia seu roteiro em Rio Branco, no Acre, materializando o retorno da companhia aos palcos depois do silenciamento imposto pela pandemia.

    Rodrigo Jeronimo integrante do grupo/ Foto: Ascom

    No dia 28 de janeiro, o grupo realizará a oficina “Ação Musical Dramatúrgica”, no Teatro João das Neves/Usina de Arte João Donato, direcionada prioritariamente para artistas negras, indígenas e LGBTQIAPN+. Nos dias 29 e 30 de janeiro (quinta e sexta), a partir das 19h30, haverá a apresentação do espetáculo “Dandara para todas as mulheres”, no Teatro João das Neves/Usina de Arte João Donato. E nos dias 31 de janeiro e 1° de fevereiro (sábado e domingo), às 19h30, será a vez de o público acreano assistir ao premiado “Madame Satã”, também no Teatro João das Neves/Usina de Arte João Donato, em Rio Branco.

    O projeto deve circular ainda por outras cidades como Rio de Janeiro/RJ (cidade natal do homenageado João das Neves), Salvador/BA, Fortaleza e região do Cariri/CE, Recife/PE, Manaus/AM e Belo Horizonte/MG.

    Informações para a imprensa:
    82 99401-9289 – Cecília Sousa
    11 95025-1622 – Paolo Ricardo

    Crédito das fotos:
    Foto 1: Rodrigo Jerônimo – Ator, cantor e diretor – Crédito: Divulgação
    Foto 2: Bia Nogueira – Atriz, cantora e diretora musical – Crédito: Paulo Abreu Val
    Foto 3: Marcos Fábio de Faria – Dramaturgo – Crédito: Annelize Tozetto
    Foto 4: Cena do espetáculo “Madame Satã”, do Grupo dos Dez – Crédito: Guto Muniz
    Foto 5: Cena do espetáculo “Madame Satã”, do Grupo dos Dez – Crédito: Guto Muniz

  • Família e amigos se reúnem para dar o último adeus a Antônio Raimundo (Soró) em Sena Madureira

    Família e amigos se reúnem para dar o último adeus a Antônio Raimundo (Soró) em Sena Madureira

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    O velório e sepultamento do músico e funcionário público Antônio Raimundo Bezerra da Silva (Popular Soró) reuniu centenas de amigos e familiares neste sábado (03) na capela Esperança, em Sena Madureira.

    O velório e sepultamento do músico e funcionário público Antônio Raimundo Bezerra da Silva/ Foto: ContilNet

    Em um clima de saudosismo e forte comoção, amigos relembraram com carinho o jeito simples, e cativador de um dos moradores ilustres do município, que ao longo de sua trajetória cultivou inúmeras amizades, se tornando uma das pessoas mais queridas do Vale do Iaco.

    Juza Bispo, amigo de longa data, falou com o Contilnet sobre a personalidade do músico. “Conheço o Soró desde a minha adolescência e ele sempre foi essa cara do coração gigante, um pai presente, um amigo de todos. Sena perde um de seus filhos ilustres, e nós perdemos um grande amigo”, disse.

    Em um clima de saudosismo e forte comoção, amigos relembraram com carinho o jeito simples/ Foto: ContilNet

    Após o velório o cortejo fúnebre saiu pelas ruas da cidade, e o sepultamento ocorreu no cemitério São João Batista, em um clima marcado por emoção e aplausos.

    Soró faleceu nesta sexta-feira (02), vítima de infarto fulminante enquanto vistoriava seu barco às margens do rio Iaco, mais precisamente no Porto do Arlindo. Populares ainda acionaram uma ambulância do SAMU, mas a vítima morreu antes de receber atendimento médico. O corpo foi levado ao hospital para exames cadavéricos e em seguida foi liberado para o velório.

    Após o velório o cortejo fúnebre saiu pelas ruas da cidade/ Foto: ContilNet

    Funcionário público de carreira e recém-aposentado da prefeitura do município, Soró também se destacou na área musical, tocando violão em diversos eventos culturais e religiosos, com presença marcante na igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.

    Soró partiu mas deixa um legado na história e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Sua trajetória foi construída com dedicação, compromisso e amor pela comunidade, tornando-se referência e inspiração para toda a população senamadureirense.

  • América Latina está à mercê da intervenção dos EUA, dizem analistas

    América Latina está à mercê da intervenção dos EUA, dizem analistas

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    A invasão militar na Venezuela pelos Estados Unidos e o rapto do presidente Nicolás Maduro representam um risco para todos os países da América Latina. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a ação do presidente Donald Trump viola todas as normas internacionais e a Carta das Nações Unidas, configurando um ataque a um país soberano e ignorando o direito à autodeterminação dos povos.

    “O princípio do respeito à soberania dos Estados já foi desrespeitado, o que significa que todos os Estados da nossa região estão à mercê da intervenção dos Estados Unidos, de acordo com o humor do presidente dos Estados Unidos, com os interesses das empresas norte-americanas. Todo o nosso subcontinente está, portanto, entregue à vontade, ao arbítrio do senhor Donald Trump”, disse Williams Gonçalves, professor titular aposentado de relações internacionais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

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    Ele considera ainda lamentável e inadmissível que essa ação seja aceita por Estados, como é o caso do presidente da Argentina, Javier Milei, e até por agrupamentos políticos dentro dos países. “É uma verdadeira traição a toda a luta que o povo argentino travou para defender a sua independência, para defender a sua autonomia. O mesmo nós podemos dizer a respeito dos grupos políticos dentro do Brasil que saúdam, que festejam uma coisa dessas”, disse.

    Gonçalves, que é também pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Estados Unidos (INCT-INEU), explica que saudar a intervenção na Venezuela é um verdadeiro convite a que Donald Trump, arbitrariamente, decida quando e por que invadirá o Brasil ou os países vizinhos. Ele acrescenta que Trump utiliza uma retórica típica do imperialismo e colonialismo do século 19.

    “Todos os chefes de Estado deveriam estar unidos e recorrendo a todos os instrumentos jurídicos e políticos, para condenar com a maior veemência possível essa intervenção. Nossos militares deveriam estar se pronunciando, afirmando que, no Brasil, não se tolerará uma intervenção como essa”, lamentou o especialista.

    Professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho da Rocha afirma que o compromisso de Donald Trump com o direito internacional é nenhum.

    “Ele não entende as relações internacionais pautadas por normas, ele entende as relações internacionais pautadas pela força e pelo interesse de curto prazo, pela motivação imediata. Isso torna o mundo muito mais imprevisível, muito mais perigoso”, analisou Rocha.

    Para o professor, a intervenção estabelece a possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos para interferir em qualquer governo soberano da região. “Se está acontecendo agora com a Venezuela, não nos iludamos, poderá acontecer amanhã com a Colômbia, com o Brasil, com o Peru, ou com qualquer outro país”, disse.

    Outra implicação é o incentivo ao fortalecimento das divisões internas das sociedades. “Ao tentar criar a polarização internamente, os Estados Unidos encontram um pouco mais de espaço para prevalecer seus interesses de curto prazo, que não terão nenhuma coincidência com os interesses das sociedades em questão dos governos que ali estão constituídos.”

    “Há claramente uma sinalização também de preferências por governos específicos e de interferências nos processos eleitorais que estão em curso ainda na região, Colômbia e Brasil claramente como os principais alvos”, mencionou Rocha. Ele avalia que é preciso defender o multilateralismo e uma atuação mais decisiva das Nações Unidas, apesar de a instituição estar “completamente desaparelhada”.

    As consequências desse ataque para a América Latina são graves, afirma Rocha, e não apenas imediatas, mas de longo prazo. “A Colômbia já mobilizou tropas, o Brasil deverá fazer a mesma coisa, colocar tropas na fronteira. Se os Estados Unidos decidirem ocupar militarmente a Venezuela, nós teremos um pesadelo, nós teremos aqui um governo segundo o Vietnã.”

    Na análise do professor, a Venezuela está muito dividida e o governo nunca foi popular. “É um governo péssimo que destruiu um país, tentou implantar um sistema muito mais pela propaganda socialista do que pela realidade”, disse. No entanto, afirmou que a Venezuela é um país soberano e que a invasão e retirada do presidente de seu território configuram uma violação das normas internacionais.

  • Produtor de petróleo, Catar pede diálogo a EUA e Venezuela

    Produtor de petróleo, Catar pede diálogo a EUA e Venezuela

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    O Ministério das Relações Exteriores do Catar expressou preocupação com o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O país pediu moderação e diálogo, “como meio adequado para abordar todas as questões pendentes”, declarou em nota. 

    O Catar reafirmou a posição em defesa da Carta das Nações Unidas e aos princípios estabelecidos do direito internacional, incluindo as obrigações previstas de resolver as controvérsias internacionais por meios pacíficos.

    O Catar também se colocou à disposição para “contribuir com qualquer esforço internacional destinado a alcançar uma solução pacífica imediata e sublinha o seu compromisso em manter abertos os canais de comunicação com todas as partes envolvidas”, diz o comunicado. 

    Estados Unidos e Catar são países aliados. Foi no Catar que foram realizadas negociações para um possível cessar fogo na Faixa de Gaza, entre Israel e Hamas. As reuniões contaram com a participação do governo estadunidense. 

    Petróleo

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    Localizado no Oriente Médio, o Catar tem a economia voltada principalmente para a produção de petróleo e de gás natural.  

    Após ataque à Venezuela e a captura de Maduro e Flores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas. Também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.  

  • Trump indica diálogo com vice e descarta líder da oposição venezuelana

    Trump indica diálogo com vice e descarta líder da oposição venezuelana

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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou um possível diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, do grupo político do agora presidente deposto e raptado Nicolás Maduro, sobre um eventual governo interino do país.

    “Entendemos que ela acabou de tomar posse, mas foi, como você sabe, escolhida por Maduro. Então, Marco [Rubio, secretário de Estado] está trabalhando nisso diretamente. Acabou de ter uma conversa com ela, e ela está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente. Muito simples”, disse Trump em entrevista a jornalistas, em Palm Beach, na Flórida, na tarde deste sábado (3). “Ela foi, acho, bastante cordial, mas na verdade não tem escolha. Vamos fazer isso da maneira certa. Não vamos simplesmente arrombar a porta e depois ir embora, como todo mundo faz, dizendo: ‘deixa virar um inferno’”.

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    Citando os secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Peter Hegseth, Donald Trump voltou a dizer que o próprio governo dos EUA vai administrar a Venezuela pelo próximo período, sem estabelecer um prazo.

    “Em grande parte, por um período de tempo, as pessoas que estão logo atrás de mim vão administrar isso. Vamos recuperar o país”, afirmou. Para Trump, seria arriscado entregar o poder diretamente a venezuelanos sem o que chamou de transição correta.  

    “A Venezuela tem muitas pessoas ruins lá dentro, muitas pessoas ruins que não deveriam liderar. Não vamos correr o risco de uma dessas pessoas assumir o lugar de Maduro. Temos pessoas fantásticas, inclusive no Exército. Portanto, vamos ter um grupo de pessoas administrando o país até que ele possa ser colocado de volta nos trilhos, gerar muito dinheiro para o povo, dar às pessoas uma excelente qualidade de vida e também reembolsar as pessoas do nosso país que foram forçadas a sair da Venezuela”.

    Questionado por jornalistas sobre o papel de Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana que chegou a ser laureada com o Prêmio Nobel da Paz, no ano passado, Donald Trump descartou envolvimento dela na liderança desse processo, porque não teria apoio interno suficiente.

    “Bem, acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito necessário para ser líder”, declarou.

    Sobre a operação que resultou na captura de Maduro e da esposa, Cília Flores, Trump admitiu a jornalistas que poderia ter resultado na morte de ambos e contou que houve tentativa de fuga do presidente venezuelano. Segundo o presidente, houve tiroteio e resistência por parte de seguranças no momento da captura.

    “Isso [assassinato de Maduro] poderia ter acontecido. Poderia ter acontecido. Ele estava tentando chegar a um local seguro. Você sabe, esse local seguro é todo de aço, mas ele não conseguiu chegar à porta porque nossos homens foram muito rápidos. Eles atravessaram a oposição muito rapidamente. E havia muita oposição. As pessoas se perguntavam se o pegamos de surpresa. De certa forma, sim, mas eles estavam esperando alguma coisa. Havia muita oposição. Houve muito tiroteio”, afirmou.

    Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.

    Contradição

    Apesar do aceno de Trump à vice-presidente da Venezuela, ela própria fez um pronunciamento, neste sábado, pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano.

    A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela.

    A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

    Matéria ampliada às 18h53

  • Argentina restringe imigração de venezuelanos ligados a Maduro

    Argentina restringe imigração de venezuelanos ligados a Maduro

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    O Ministério de Segurança Nacional da Argentina informou em nota, neste sábado (3), que o país passou a adotar novas medidas de imigração. Funcionários, membros das forças armadas e empresários associados ao regime de Nicolás Maduro passam a ter a entrada no país restrita.

    De acordo com o comunicado, as novas disposições estabelecem restrições a associados ao regime a fim de “impedi-los de usar a Argentina como refúgio”. “A Argentina não concederá asilo a colaboradores do regime de Maduro”, acrescenta o texto.

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    Após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, o presidente da Argentina, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar “a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América”. Ele classificou o papel da Venezuela no continente como “inimigo da liberdade” e fez uma comparação com Cuba dos anos 1960.

    Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico ao governo cubano com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. O embargo a Cuba é condenado pela maioria dos países. Eles consideram uma violação ao direito internacional.

    Entenda

    O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste fim de semana marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem Maduro à prisão.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos – como China e Rússia – além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

  • Intoxicação por metanol no interior da Bahia deixa um morto

    Intoxicação por metanol no interior da Bahia deixa um morto

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    Morreu na sexta-feira (2) Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, uma das vítimas de intoxicação por metanol na cidade de Ribeira do Pombal, no nordeste da Bahia. O homem estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu às complicações. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

    Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após o consumo de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. Segundo a Sesab, quatro pacientes que estavam internados no Hospital Geral Santa Tereza tiveram alta médica após evolução clínica favorável. Três vítimas foram transferidas para Salvador; duas permanecem internadas.

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    As investigações apontam que seis das vítimas consumiram drinks à base de vodca durante uma festa de noivado. Vinícius não participou do evento, porém teria comprado bebida alcoólica no mesmo depósito no dia anterior e foi a primeira pessoa a apresentar sintomas de intoxicação.

    Em nota, a Sesab informou que a rápida assistência às vítimas, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura, além da disponibilidade do antídoto, contribuiu para a recuperação dos pacientes que receberam alta.

    A confirmação da intoxicação ocorreu na quarta-feira (31), após laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar a presença de metanol em bebidas apreendidas em um depósito da cidade e em amostras de sangue dos pacientes atendidos.

    Após a divulgação do laudo, a prefeitura de Ribeira do Pombal decretou a proibição temporária da comercialização, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. A medida vale de 31 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026 e abrange estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes, eventos públicos e privados, comércio ambulante e a distribuição gratuita ou promocional.

    Segundo a prefeitura, a decisão tem caráter excepcional e temporário, baseada no princípio da precaução e na proteção da saúde pública. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil Municipal e de outros órgãos competentes.

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  • Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

    Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

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    A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento, neste sábado (3), pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro, capturado por militares dos Estados Unidos após bombardeios contra o país.

    Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano. Segundo ela, o único presidente legítimo é Nicolás Maduro.

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    “Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse Delcy em cadeia nacional de rádio e TV.

    A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela. 

    A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

    Delcy afirmou que Maduro foi “sequestrado” por volta de 1h58 da madrugada deste sábado e reforçou a posição do governo de que a ação é uma tentativa dos EUA de terem controle sobre os recursos naturais do país caribenho “sob falsos pretextos”.

    A vice-presidente acrescentou que ativou, por decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado venezuelano para proteção do território contra a invasão dos Estados Unidos.

    “Todo o poder nacional da Venezuela foi acionado. Temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência nacional, nossa soberania e nossa integridade territorial, que foram brutalmente atacadas nas primeiras horas desta manhã”, disse a mandatária.

    Delcy convocou todos os poderes e organizações venezuelanas a manter a calma para “afrontar, juntos, em perfeita união nacional. Que essa fusão policial-militar-popular se converta em um só corpo e saiamos nessa etapa maravilhosa de defesa da nossa soberania, da nossa independência nacional”.

    A vice-presidente agradeceu as manifestações de solidariedade de países ao redor do mundo e destacou que hoje foi a Venezuela, mas amanhã pode ser qualquer outra nação.

    “O que fizeram com a Venezuela hoje podem fazer com qualquer um. Esse uso brutal da força para quebrar a vontade do povo pode ser feito com qualquer país”, comentou.

    Entenda

    O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.