Categoria: Teste

  • Erro na conta da Sabesp? Saiba como reclamar na agência reguladora

    Erro na conta da Sabesp? Saiba como reclamar na agência reguladora

    Divulgação/Sabesp
    Modelo de conta de água e esgoto da Sabesp - Metrópoles

    O cliente pode recorrer à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) sempre que não tiver o problema solucionado pela Sabesp. Entretanto, deve acionar primeiro a própria concessionária, formalizar a solicitação e guardar o número do protocolo.

    Segundo a Arsesp, é necessário informar dados básicos, como: nome completo, CPF, endereço e contatos, além do número de protocolo do atendimento realizado junto à concessionária para fazer o registro no Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). Isso vale não apenas para a Sabesp, como também para outras concessionárias.

    Além das informações básicas, a Arsesp recomenda a apresentação de elementos que auxiliem na análise, como: documentos, fotos, áudios ou vídeos. Todas as reclamações são analisadas até a conclusão, segundo a agência.

    Nos relatórios da agência, consta que 10,9% das manifestações referentes à Sabesp foram consideradas procedentes entre as encerradas em fevereiro de 2026, com base nas normas regulatórias vigentes.

    “Em fevereiro de 2026, 31% das reclamações analisadas tiveram extensão de prazo. Sempre que há prorrogação do prazo de conclusão, de até 20 dias úteis, o usuário é informado por e-mail”, afirma a agência, em nota.

    A Arsesp diz que mais informações referentes ao Serviço de Atendimento ao Usuário podem ser obtidas em: https://www.arsesp.sp.gov.br/Paginas/espaco-do-consumidor.aspx

  • Sabesp vê crescerem queixas sobre cobranças indevidas na Arsesp

    Sabesp vê crescerem queixas sobre cobranças indevidas na Arsesp

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem mostra agência da Sabesp - Metrópoles

    O número de reclamações contra a Sabesp na Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) têm aumentado de forma significativa desde o ano passado. O crescimento na quantidade de queixas tem ocorrido de forma sustentada ao longo dos últimos 12 meses e, segundo a própria concessionária, é compatível com o aumento nas ações de cobrança.

    Os números gerais de queixas à Arsesp representam 1,18 a cada 10 mil unidades consumidoras, o que pode ter relação com o desconhecimento sobre a atuação da Arsesp. Ou seja, muitos clientes não sabem a quem recorrer quando os caminhos dentro da própria concessionária já estão esgotados. Mesmo assim, o aumento é constante e sustentado.

    Além das reclamações, pedidos de informação sobre questões financeiras (faturamento, fatura/conta, débito, religação de água e cobrança) estão no topo das solicitações feitas à agência reguladora, no que diz respeito à Sabesp.

    Em postos de atendimento na capital, clientes com quem a reportagem conversou criticaram cobranças feitas pela empresa. Em muitos casos, as queixas se concentram nos hidrômetros, que são responsabilizados pelos moradores por aquilo que apontam como cobrança indevida.

    Moradora da região de Sapopemba, na zona leste da capital, a dona de casa Mirela Silva, 28 anos, criticou o aumento na conta após substituição de hidrômetros no local onde mora. “Trocaram no fim do ano, sem aviso”.

    Segundo Mirela, as contas que saíam por R$ 60 passaram a custar R$ 160, depois da troca. “As mesmas pessoas, com o mesmo tipo de consumo”, disse, após atendimento no posto de São Mateus.

    O que diz a Sabesp

    A própria Sabesp diz que o aumento no número de queixas à Arsesp tem como causa o crescimento na quantidade de cobranças feitas pela concessionária a clientes devedores.

    Segundo a companhia, eram realizados 60 mil cortes no fornecimento por mês, antes da privatização. Agora, esse número se aproxima dos 200 mil. “Esse volume, em grande parte, se dava por um procedimento anterior de cobrança que era muito aquém no volume da nossa inadimplência”, diz Denis Maia, diretor-executivo de Clientes e Inovação da Sabesp.

    A companhia afirma que tem um estoque de R$ 2,5 bilhões em dívidas a receber. Além disso, cita que cerca de 1 milhão das mais de 9 milhões de unidades consumidoras na área de concessão ultrapassam os 30 dias de inadimplência todos os meses.

    “Qual é a complexidade disso? Você vai acumulando dívida. Isso porque chega uma hora que essa receita é irrecuperável”, diz.

    Maia afirma que as dívidas prejudicam a capacidade de investimento. “Porque isso é caixa que a gente deixa de arrecadar de uma fatura que era devida. O consumo foi realizado, a gente forneceu o serviço”, afirma.

    Questionado, o diretor-executivo diz que não foi feita uma avaliação política sobre a ampliação das ações de cobrança. “De novo, uma ação dessa de cobrança, usando uma visão política, é para o bem maior da sociedade. Ao arrecadar o que é justo, devidamente faturado, a gente está tentando trazer uma tarifa mais justa para a sociedade, trazer recursos de caixa devidos.”

    Por analogia, Maia e Luiz Renato Fraga, diretor de Combate a Perdas Comerciais da Sabesp, afirmam que é um caso semelhante ao do morador que fica inadimplente no condomínio e sobrecarrega os vizinhos com os custos de manutenção do prédio.

    A Sabesp foi questionada sobre o motivo de fazer substituição por hidrômetros novos, mas de um modelo analógico, às vésperas de implementar os 4,4 milhões de modelos digitais, conectados à internet, como anunciado em fevereiro para São Paulo e São José dos Campos.

    Segundo a empresa, é preciso aumentar a capacidade de produção no próprio Brasil do novo equipamento, o que deve ganhar força a partir do segundo semestre. Até o fim de março, cerca de 1.000 novos hidrômetros digitais devem estar em operação em São Paulo.

    Maia diz que foram substituídos 1,5 milhão de hidrômetros em 2025 e que, do total, 3% (49 mil) reclamaram da alta de consumo.

    O diretor da Sabesp afirma também que houve redução no número de reclamações de alta de consumo entre 2024 e 2025 (de 1,1 milhão para 848 mil). De todas essas queixas, apenas 6% tiveram troca de hidrômetros nos 90 dias anteriores.

    Segundo Maia, os números serviriam para desmistificar a impressão de que troca de hidrômetro é seguida à alta de consumo.

    Recentemente, na região de São José dos Campos, depois de queixa de consumidores que tiveram troca de hidrômetros, a Sabesp passou a cobrar pela média dos meses anteriores.

    O diretor da concessionária diz que 113 medidores daquela região e de Caieiras passaram por análise em laboratório certificado pelo Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e foi constado que apenas um tinha problemas, registrando menor consumo do que deveria.

    Na análise de clientes com alta na conta, a Sabesp chegou à conclusão de que 62% tinham vazamento interno, 16% contavam com consumo compatível com o registrado, entre outros números.

    Sobre o caso citado pela reportagem, a Sabesp diz não têm relação direta com a substituição de hidrômetros. A concessionária afirmou que foi possível localizar apenas uma das unidades que passou por troca de hidrômetro em 2025. “Não foram identificadas alterações significativas no consumo nos primeiros meses após a substituição”, afirmou.

  • Mulher espancada em carro de app é ameaçada de morte: "Vai pro saco"

    Mulher espancada em carro de app é ameaçada de morte: "Vai pro saco"

    Material cedido ao Metrópoles
    mulher agredida em corrida de app

    O que começou como um pedido de socorro terminou em uma avalanche de violência ainda maior. Depois de denunciar o espancamento e a extorsão que sofreu dentro de um carro por aplicativo, em São Paulo, uma mulher de 27 anos passou a viver um novo pesadelo: sua conta na rede social X e seu WhatsApp foram inundados por ameaças de morte e ataques misóginos brutais.

    A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) instaurou inquérito e investiga o caso. Entre as mensagens recebidas, o teor é assustador:

    “Temos as informações sobre seus pais. Se não retirar a queixa a coisa vai ficar complicada para você.”
    “Ou cala a boca ou vai pro saco.”
    “O que você fez para apanhar?”
    “Maior lerdona, tinha que ser mulher.”

    Perseguição virtual

    O volume e a violência das mensagens transformaram a vítima, já traumatizada, em alvo de uma perseguição virtual cruel e contínua. O episódio que deu início a toda essa sequência de violência aconteceu na noite de 12 de março, em São Paulo.

    A jovem havia solicitado um carro por aplicativo após sair do atendimento de uma cliente — uma corrida aparentemente comum, com destino à sua casa. O veículo indicado chegou conforme o esperado: um Chevrolet Cobalt, com placa e características idênticas às registradas no aplicativo. No entanto, algo não estava certo.

    Ao se aproximar, a passageira percebeu que quem dirigia não era a motorista cadastrada, mas sim um homem — loiro, alto, forte, de pele muito clara e usando aparelho dentário. Apesar da estranheza, ela entrou no carro, acreditando que poderia se tratar de um familiar ou de uma substituição momentânea.

    Violência dentro do carro

    Segundos depois, o cenário se transformou em pânico. Assim que a jovem se acomodou no banco traseiro, o motorista cancelou a corrida no aplicativo. Antes que ela pudesse reagir, ele a puxou violentamente pelo braço, impedindo que saísse do veículo.

    A dor foi imediata. O choque, paralisante. “Ele me puxou com muita força para dentro do carro. Foi muito agressivo. Eu fiquei paralisada de medo”, relatou.
    Com a vítima sob seu controle, o agressor seguiu dirigindo enquanto fazia ameaças.

    Durante o trajeto, o homem deixou claro que continuaria a corrida, mas o pagamento deveria ser feito diretamente a ele. Em um momento de tensão extrema, ele parou o carro e fez a exigência: “Você vai ter que pagar”.

    Chave Pix vinculada

    Sob ameaça, a jovem foi obrigada a abrir o aplicativo do banco e realizar uma transferência via Pix. A chave utilizada estava vinculada à conta da motorista cadastrada no aplicativo, embora quem dirigisse fosse o agressor.

    Mesmo após o pagamento, a violência não cessou. Ao confirmar a transferência, o homem desferiu um soco no rosto da vítima, atingindo seu olho. Ferida, em choque e dominada pelo medo, ela finalmente conseguiu deixar o veículo.

    A jovem saiu do carro tremendo, com dores no braço e no rosto, e profundamente abalada. Mas o sofrimento não terminou ali. Além das lesões físicas, o trauma psicológico se intensificou com a repercussão do caso e, principalmente, com a enxurrada de ataques virtuais que se seguiram.

    Apelo por justiça

    Abalada, a jovem agora luta não apenas para se recuperar, mas também para que o caso seja investigado com rigor. “Estou muito abalada. Foi extremamente violento. Quero que investiguem isso para que ninguém mais passe pelo que eu passei”, disse.

    Enquanto busca justiça, ela segue enfrentando o medo, não só da violência física que sofreu, mas também das ameaças que continuam chegando, dia após dia, pelas telas que deveriam ser apenas meios de comunicação, mas se tornaram armas de intimidação.

  • Escritório Ibaneis Advocacia recebeu R$ 73,8 milhões por venda de honorários em 13 contratos

    Escritório Ibaneis Advocacia recebeu R$ 73,8 milhões por venda de honorários em 13 contratos

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
    Ibaneis Rocha - Metrópoles

    O Escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria recebeu R$ 73,8 milhões pela venda de honorários de precatórios em 13 contratos assinados entre 2008 e 2024. O Metrópoles obteve informações exclusivas a respeito dos negócios envolvendo honorários vinculados a ações judiciais.

    O escritório fundado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), vendeu com deságio aproximadamente R$ 155 milhões de créditos em acordos feitos com fundos, pessoas físicas e empresa. Ibaneis suspendeu a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quando assumiu cargo de governador, em 2019.

    Parte dos negócios do escritório de Ibaneis foram expostos em meio ao fato de que ao menos R$ 81 milhões foram vendidos a fundos administrados pela Reag, liquidada pelo Banco Central e investigada pela Polícia Federal no caso do Banco Master. A informação destes contratos foi divulgada primeiro pelo O Globo.

    A banca advogou para associações de servidores que obtiveram decisões favoráveis para receber pagamento da União, que virou precatório. Os advogados têm direito a parte do valor por meio dos honorários nestes processos judiciais.

    Os 13 contratos mapeados são referentes a honorários que somam R$ 155 milhões em ações nas quais o escritório representou associações de servidores do Congresso, do Poder Judiciário, do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público da União. A operação de venda ocorre com deságio, de forma que o escritório recebeu efetivamente R$ 73,8 milhões ao comercializar os honorários.

    O levantamento obtido pelo Metrópoles mostra que o escritório Ibaneis recebeu R$ 5,9 milhões do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados Precatórios Brasil, administrado pelo BTG Pactual, em contrato de maio de 2022, após o deságio. O acordo é referente a honorários de 10% do valor devido pela União em ação da Associação Nacional dos Servidores do Judiciário Federal (Anajustra) que abrange aproximadamente 1,8 mil profissionais.

    O escritório fundado por Ibaneis vendeu, em 2019, créditos de R$ 43,3 milhões para o BLP PCJ VII Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados, administrado atualmente pela Planner Corretora de Valores. O valor é referente aos honorários de ações de autoria da Anajustra e do Sinjustra. Pelo negócio, a banca recebeu R$ 28,9 milhões.

    Em outros dois contratos, de 2018, a banca ganhou R$ 5,2 milhões do Blackpartners Miruna Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Não Padronizados, administrado pela Finaxis. O valor é referente ao crédito de ações de 1999 e 1997 ajuizadas na Justiça Federal de São Paulo em favor da Associação dos Servidores do Ministério Público Federal (ASMPF).

    Também em 2018, o escritório de Ibaneis comercializou honorários no valor de R$ 1,4 milhão para quatro pessoas físicas: Glauco Bronze Cavalcanti, Bruno Szwarc, José Luiz Gomes Júnior e Pedro Rezende Marinho Nunes. O crédito é referente a uma ação que tramitou na Justiça Federal de São Paulo, desde 2008, ajuizada pela Associação dos Servidores do Ministério Público do Trabalho (ASSEMPT).

    O primeiro contrato que aparece no levantamento obtido pela reportagem é de outubro de 2008. Na ocasião, o escritório de Ibaneis vendeu crédito de R$ 904,8 mil e recebeu R$ 660,5 mil da CWM Comércio e Administração de Bens, que tem o advogado Marcelo Romano Dehnhardt como sócio-administrador. O valor é referente ao êxito de ação de 2004 em favor da Anajustra.

    Coaf

    Nesse pool de contratos estão os pagamentos citados pela Coaf em relatórios enviados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS. Como revelou O Globo, o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria vendeu créditos referentes a R$ 43 milhões ao fundo Laguz I, que era administrado pela Reag, liquidada pelo Banco Central e investigada no caso do Banco Master. Com o deságio, o valor pago à banca foi de R$ 15 milhões.

    O escritório também vendeu crédito de R$ 38 milhões ao fundo Reag Legal Claims, que estava sob administração da Reag, e recebeu R$ 4 milhões após o deságio. Outros R$ 6,3 milhões foram transferidos ao advogado Engels Muniz, que atuou no processo junto a outra banca.

    “Negócio jurídico regular”, diz escritório

    Em nota, o Escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria, disse que a venda de honorários “trata-se de negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da fazenda pública e instituições financeiras, como forma de abreviar o recebimento, com deságio, de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos”.

    A banca afirmou que, ao longo dos mais de 30 anos de existência, se especializou em litígios contra a União Federal no âmbito dos Tribunais Regionais Federais, representando diversas associações de servidores públicos bem como os próprios servidores.

    “Dentre as causas patrocinadas pelo escritório, dá-se destaque para demandas envolvendo gratificações, reajustes e outras verbas devidas pelos órgãos que integram a União Federal aos Servidores Públicos. O Escritório, desde sua origem, patrocina diversas dessas demandas, sendo remunerado mediante honorários de sucumbência devidos pela União diretamente ao escritório, bem como por honorários contratuais. Os honorários devidos pela União ao escritório de advocacia possuem natureza alimentar e são direito autônomo do advogado”, declarou.

    Veja a nota do escritório:

    “O Escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria Estabelecido em Brasília/DF desde 1994, o Escritório sempre pautou sua atuação por meio de uma visão objetiva na solução de conflitos e na busca de efetividade da prestação jurisdicional, tendo como suporte uma advocacia de excelência, construída em bases sólidas, calcada na incansável defesa dos interesses dos nossos clientes.

    O Escritório, ao longo dos mais de 30 anos de existência, se especializou em litígios contra a União Federal no âmbito dos Tribunais Regionais Federais, representando diversas Associações de Servidores Públicos bem como os próprios servidores. Dentre as causas patrocinadas pelo escritório, dá-se destaque para demandas envolvendo gratificações, reajustes e outras verbas devidas pelos órgãos que integram a União Federal aos Servidores Públicos.

    O Escritório, desde sua origem, patrocina diversas dessas demandas, sendo remunerado mediante honorários de sucumbência devidos pela União diretamente ao escritório, bem como por honorários contratuais. Os honorários devidos pela União ao escritório de advocacia possuem natureza alimentar e são direito autônomo do advogado.

    Por se tratar de verbas pagas pela Administração Pública, esse pagamento ocorre por meio de precatórios, os quais seguem uma rígida ordem de pagamento.

    Como é de notório saber público, as ações judiciais em desfavor da União podem demorar um tempo expressivo até o efetivo pagamento dos valores. Frente a esse longo período, os credores optam por adiantar esse recebimento, comercializando seu crédito junto a Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios, Empresas diversas que tenham interesse e até pessoas físicas interessadas.

    Registra-se que todos os fundos de investimentos e suas respectivas administradoras são obrigatoriamente inscritos e fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e pelo Banco Central, o que garantia, à época das contrações, regularidade, licitude e transparência as operações de cessão de direitos creditórios firmados com o escritório Ibaneis Advocacia.

    A venda de honorários é formalizada por contratos de Cessão de Crédito (Arts. 286 a 298 do Código Civil). Firmado o contrato, e habilitado no processo, ocorre a transferência da titularidade do crédito do advogado (Cedente) para um terceiro adquirente (Cessionário).

    O Escritório recebe o pagamento em conta bancária diretamente do Fundo de Investimento, não ocorrendo qualquer pagamento por parte de administradores ou gestores dos Fundos. Dessa forma, o capital utilizado tem origem dos cotistas do fundo, ou seja, sem relação com administradores e gestores.

    Por conta desse direito e com interesse em abreviar o recebimento dos valores já devidos, o escritório firmou diversos contratos de comercialização de direitos creditórios, sendo todos praticados com o deságio de mercado para o período e o ativo vendido.

    O deságio praticado pode variar levando em consideração o tempo estimado para recebimento, a etapa e o risco do processo.

    Trata-se de negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da fazenda pública e instituições financeiras, como forma de abreviar o recebimento, com deságio, de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos. 

    Ibaneis Advocacia e Consultoria Sociedade Simples”

  • Como a alta do diesel já impacta rotina de caminhoneiros e produtores do DF

    Como a alta do diesel já impacta rotina de caminhoneiros e produtores do DF

    As categorias apontaram o aumento repentino do combustível como um vilão, mas ainda não repassaram os custos para o consumidor

  • Entenda por que coronel escondeu cartucho de bala que matou PM Gisele

    Entenda por que coronel escondeu cartucho de bala que matou PM Gisele

    Reprodução/Polícia Civil
    Coronel Geraldo Neto caso PM Gisele morta - Metrópoles

    Um dos principais indícios de que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria cometido fraude processual para forjar o suicídio da PM Gisele Alves Santana é que, até esta sexta-feira (20/3), ainda não havia sido encontrado o cartucho da munição usada no tiro que a vitimou.

    Para a polícia, a retirada do estojo da cena do crime teria sido intencional, com o intuito de dificultar o trabalho da perícia, uma vez que a localização exata da cápsula poderia desmontar a versão de suicídio.

    Gisele foi encontrada baleada na cabeça no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. A PM foi “abordada por trás, com mão esquerda do agressor na mandíbula/face e arma na mão direita dirigida à têmpora direita.”. Geraldo Neto, marido dela e principal suspeito de feminicídio, foi preso nessa quarta-feira (18/3).

    A conduta da subtração do cartucho é apontada no inquérito policial como “a mais grave conduta de fraude processual”.

    Segundo a investigação, o cartucho é uma peça essencial para a investigação balística, pois sua posição no ambiente permitiria a reconstituição da dinâmica do disparo, a confirmação do atirador e a verificação da compatibilidade com a versão apresentada pelo investigado.

    O relatório também ressaltou que “a ocultação ou subtração do estojo deflagrado configura, no mínimo, a modalidade de ‘ocultar objeto’ prevista no art. 347 do Código Penal, com o fim específico de produzir efeitos em processo penal”.

    Fraude processual

    O inquérito policial militar apura a possível prática de feminicídio e fraude processual por parte do tenente-coronel.

    A conclusão da Polícia Técnico-Científica é a de que os laudos reforçam e “indicam a inviabilidade da hipótese de suicídio”. Outro apontamento feito pela perícia é a de que há indícios de alteração da cena do crime.

    “Delineia-se cenário no qual a eventual tentativa de conferir aparência de suicídio ao evento fatal teria consumido tempo precioso para eventual prestação de socorro eficaz à vítima”, apontou o Tribunal de Justiça Militar (TJM).

    A investigação aponta que a fraude processual é mais do que um desdobramento do crime principal, mas sim um delito autônomo, com tipo penal independente, “pois as condutas foram praticadas em momentos distintos e com desígnios específicos: o feminicídio consumou-se com o disparo que ceifou a vida de Gisele Alves Santana; a fraude processual concretizou-se nas ações subsequentes praticadas pelo investigado para encobrir o crime principal e induzir em erro a autoridade policial”.

    O fato de Geraldo ser um policial militar experiente e, por isso, conhecer com precisão técnica o que representavam os resíduos de disparo de arma de fogo para a investigação criminal; que a cena do crime é elemento probatório essencial; e que o estojo deflagrado é peça de confronto balístico e de reconstituição da dinâmica, ter praticado as condutas de forma deliberada e sequencial, impede de atribuir a ele o estado emocional de quem acabara de presenciar um suicídio.


    Morte de PM Gisele levou tenente-coronel à prisão


    Prisão do coronel

    A prisão no dia 18 de março ocorreu após o avanço das investigações conduzidas pelo 8º Distrito Policial (Brás), que analisaram laudos periciais, depoimentos de testemunhas e registros das primeiras horas após o disparo que atingiu a policial militar (veja mais abaixo).

    Segundo os investigadores, os elementos reunidos indicam que a dinâmica do caso não é compatível com a versão inicial apresentada pelo oficial, que desde o início sustentava que a esposa teria cometido suicídio.

     

    A decisão da Justiça Militar que autorizou a prisão do tenente-coronel também determinou a apreensão de aparelhos celulares, a quebra de sigilo de dados eletrônicos e o compartilhamento de provas com a Polícia Civil, que conduz investigação paralela.

    Segundo a Justiça Militar, a prisão do tenente-coronel foi decretada com base na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na necessidade de preservação da hierarquia e disciplina militares. O magistrado destacou o risco de interferência nas investigações, inclusive pela possibilidade de influência sobre testemunhas, além da gravidade concreta dos fatos apurados.

    Geraldo Leite Rosa Neto deverá ser submetido a uma audiência de custódia.

    O que diz a defesa do coronel

    O advogado Eugênio Malavasi, que defende o tenente-coronel, questiona o mandado de prisão expedido pela Justiça Militar, já que, “se houve a imputação de feminicídio e fraude processual, foi no âmbito privado, e não no âmbito da Justiça Militar”.

    “Entendo que a Justiça Militar não é competente para o decreto preventivo”, argumentou Malavasi.

    O dia do disparo

    Gisele foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.

    Desde o início da investigação, depoimentos colhidos pela polícia e registros das primeiras horas após o tiro passaram a levantar dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo coronel.

    Socorristas relataram que encontraram o oficial no corredor do prédio quando chegaram ao local, enquanto a vítima estava caída na sala do apartamento, com grande quantidade de sangue na região da cabeça. Testemunhas também afirmaram não ter visto manchas de sangue nas mãos ou nas roupas do militar, detalhe que passou a ser analisado pelos investigadores.

    Outro elemento considerado pelos investigadores foi o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e as ligações feitas pelo coronel às centrais de emergência. Uma moradora do mesmo andar afirmou ter sido acordada por um forte estrondo às 7h28, enquanto o primeiro telefonema registrado pelo oficial, solicitando socorro, ocorreu às 7h57.

    Imagens de câmeras de segurança mostram que o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo do coronel, foi até o prédio e chegou a entrar no apartamento acompanhado do oficial após a retirada da vítima. O local ainda não havia sido periciado.

    Depoimentos indicam ainda que o coronel tomou banho e trocou de roupa antes de deixar o imóvel, comportamento que também passou a ser analisado no curso das investigações.

  • Gêmeas siamesas passam por 4ª cirurgia antes de separação definitiva

    Gêmeas siamesas passam por 4ª cirurgia antes de separação definitiva

    Material cedido ao Metrópoles
    As gêmeas siamesas Heloísa e Helena nasceram unidas pela cabeça. Elas são acompanhadas pelo Hospital de Ribeirão Preto, no interior de SP - Metrópoles

    Neste sábado (21/3), as gêmeas siamesas Heloísa e Helena, acompanhadas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRPUSP) – no interior paulista – desde o nascimento, vão passar pela última cirurgia antes da separação efetiva dos corpos.

    As meninas, com 2 anos, são unidas pela cabeça. A incidência dos gêmeos siameses craniópagos é de 1 caso para cada 2,5 milhões de nascimentos.

    A cirurgia deste sábado é a quarta pela qual as irmãs vão passar. Durante o procedimento, serão implantados expansores de pele nas duas. A cirurgia final de separação está prevista para acontecer em junho deste ano.

    Para a separação completa são necessárias cinco cirurgias, espaçadas por 2 a 3 meses. Em cada etapa cirúrgica, uma janela óssea de cerca de ¼ do crânio é aberta para acesso e separação dos vasos encontrados. Em seguida, a janela é fechada novamente e são aguardados 2 a 3 meses para os cérebros se recuperarem hemodinamicamente. O processo se repete até dar a volta completa no crânio, quando todos os vasos estarão finalmente separados e os cérebros independentes anatomicamente.

    A separação efetiva dos corpos, portanto, só ocorre na última cirurgia, quando a equipe de cirurgiões plásticos reconstrói os topos dos crânios e os recobre com pele das próprias crianças.

    Apesar do alto custo, o tratamento das gêmeas Heloísa e Helena é totalmente bancado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem nenhum custo à família.

    Acompanhamento das gêmeas siamesas

    O HCFMRPUSP é referência no tratamento de craniópagos, tendo já separado dois casos e estando no momento na fase final de mais um. A separação de gêmeos unidos pela cabeça é um dos procedimentos médicos mais complexos que existem, exigindo longo e minucioso planejamento (cerca de um ano), até o início da série de cirurgias que pode durar mais de um ano.

    O procedimento envolve dezenas de profissionais de múltiplas áreas, como neurocirurgia, cirurgia plástica, pediatria, anestesiologia, enfermagem e fisioterapia, entre outros.

    O planejamento inclui avaliação clínica e neurológica, correlacionada com série de exames de imagem como tomografia e ressonância magnética que geram vários tipos de modelos tridimensionais impressos e de realidade virtual para estudo aprofundado da anatomia peculiar de cada novo caso.

  • Lavar a cabeça após comer causa vômitos? Médico explica crença popular

    Lavar a cabeça após comer causa vômitos? Médico explica crença popular

    Getty Images
    Lavar a cabeça

    Você já ouviu dizer que lavar a cabeça após comer pode causar vômitos? Essa é uma dúvida muito comum. Por isso, o Metrópoles conversou com o médico Lucas Albanaz, doutor em ciências médicas, que esclareceu os principais pontos sobre o tema.

    Segundo o diretor médico do Hospital Santa Lúcia Gama, a crença popular é interessante porque mistura um pouco de observação popular com algumas explicações fisiológicas reais.

    “Primeiro, a ideia de que ‘lavar a cabeça depois de comer causa vômito’ não é uma regra médica comprovada. Ou seja, para a maioria das pessoas saudáveis, isso é mais um mito do que um fato. Não existe nenhuma evidência científica sólida”, afirma Lucas.

    Lavar a cabeça após comer é uma crença popular
    Lavar a cabeça após comer é uma crença popular

    Porém, embora não seja uma regra, algumas pessoas podem, sim, sentir desconforto. O médico explica que, depois de se alimentar, o organismo direciona uma parte maior do fluxo sanguíneo para o sistema digestivo, processo chamado de resposta parassimpática.

    “Se, logo após comer, você se expõe a certos estímulos, como água muito fria na cabeça ou mudanças bruscas de temperatura, pode ocorrer uma leve resposta reflexa do sistema nervoso, especialmente em pessoas mais sensíveis.”

    Isso pode gerar sintomas como:

    Em casos mais raros, esse desconforto pode evoluir para vômito, mas não é algo comum nem esperado na maioria das pessoas.

    Temperatura da água influencia?

    De acordo com o médico Lucas Albanaz, a temperatura da água pode influenciar o mal-estar geral. Isso porque a água muito fria tende a provocar uma resposta mais intensa do organismo, com contração dos vasos sanguíneos do couro cabeludo e possíveis reflexos vagais.

    Já a água morna ou quente costuma ser melhor tolerada, pois não gera essa resposta brusca.

    Quanto tempo depois de comer pode tomar banho?

    Embora não exista uma recomendação rígida baseada em diretrizes formais, Lucas recomenda aguardar cerca de 20 a 30 minutos após refeições leves, e até 1 hora após refeições mais pesadas, antes de atividades que possam gerar algum estresse ao corpo.

    “Se você já percebeu que passa mal nessas situações, vale respeitar o seu corpo e evitar o hábito. E, claro, se houver episódios frequentes de náusea, vômito ou tontura mesmo sem esse gatilho, o ideal é procurar avaliação médica presencial para investigar melhor”, conclui o expert.

  • Descanso x treino: o que fazer na véspera do Metrópoles Endurance

    Descanso x treino: o que fazer na véspera do Metrópoles Endurance

    Divulgação / Copa Brasília de Triathlon
    Ciclismo-triatlo

    O Distrito Federal se prepara para receber mais uma edição do Metrópoles Endurance, evento que vai agitar o Pontão do Lago Sul nos dias 28 e 29 de março de 2026. A competição reúne provas de triatlo, aquathlon e natação em águas abertas no Lago Paranoá, atraindo atletas amadores e experientes de todo o país. Com a prova se aproximando, os atletas entram na etapa mais crítica da preparação: a semana pré-prova.

    As inscrições estão abertas devem ser realizadas no site da Bilheteria DigitalA competição é realizada pelo Metrópoles Produções, com apoio da Setur.


    Faça sua inscrição


    Para especialistas, na reta final da preparação, menos é mais, é a regra de ouro. “O foco agora não é mais acumular volume de treino, mas chegar descansado, confiante e com o corpo no pico de performance”, explica o especialista Luiz Fernando Lukas, profissional de Educação Física, Personal Trainer, pós-graduado em Musculação e Treinamento de Força.

    Durante o sono e nos dias leves, o corpo consolida todas as adaptações conquistadas nos meses anteriores. Ele explica que é necessário confiar no processo: o que foi treinado já está no “banco”, e o momento é de alinhar mente e corpo para entregar o melhor no dia D.

    “O objetivo agora é evitar a fadiga acumulada, mas manter o corpo ‘ligado’. O indicado é fazer treinos mais curtos, com estímulos leves a moderados, que vão ajudar a preservar o condicionamento físico, sem gerar desgaste”, comentou.

    A largada principal acontece no Pontão do Lago Sul, com distâncias variadas, incluindo as modalidades sprint e standard no triatlo, aquathlon, que mistura corrida e natação, além de águas abertas.

    Metrópoles Endurance

    Esta é mais uma competição esportiva realizada pelo Metrópoles Produções. A estreia aconteceu com o Endurance, em disputas de triatlo, aquathlon e natação em águas abertas; em seguida, o Cycling tomou conta das ruas do Eixo Monumental.

    Em setembro, foi realizada a Meia Maratona Metrópoles, primeiro evento exclusivamente de corrida. Já o Metrópoles Run aconteceu no dia 21 de dezembro e reuniu competidores de todas as idades. Além do Metrópoles Endurance, em março os competidores disputaram o Metrópoles Endurance – Corrida.

  • As dívidas das empresas ligadas a Daniel Vorcaro com a União

    As dívidas das empresas ligadas a Daniel Vorcaro com a União

    Foto: Divulgação
    CPMI do INSS espera ouvir Daniel Vorcaro nesta quinta-feira (5/2)

    Preso em Brasília, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem, pelo menos, quatro empresas ligadas a ele com registro na dívida ativa com a União. Somados, os débitos chegam a quase R$ 1 milhão.

    Vorcaro foi detido durante operação policial que apura suspeitas de crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e a existência de uma estrutura paralela de monitoramento, descrita por investigadores como uma espécie de “milícia privada”.

    O Metrópoles apurou que entre os CNPJs ligados ao ex-banqueiro e citados na lista de devedores está o Banco Master S/A, que encontra-se em liquidação extrajudicial. Ele acumula R$ 100.876,08 em pendências com o fisco. Segundo dados disponibilizados pela Receita Federal, Vorcaro é o presidente da instituição, registrada, inicialmente, com capital social de R$ 3,7 milhões.

    O banco de Vorcaro é investigado por supostamente criar e tentar vender carteiras de crédito e fundos falsos, sem lastro. O montante chegaria a R$ 12 bilhões.

    Uma segunda empresa ligada a Daniel e incluída na dívida ativa é a Pacific Realty SA. No CNPJ há, pelo menos, 41 inscrições por falta de pagamento. O valor, somado, chega a R$ 827.010,70. Desses, R$ 473,3 mil correspondem a débitos tributários e R$ 353,6 mil a débitos previdenciários.

    Antes de ser preso, Vorcaro figurava como representante legal da companhia. Agora, Henrique Moura Vorcaro e Natalia Bueno Vorcaro Zettel – pai e irmã do ex-banqueiro, respectivamente, aparecem no quadro societário da empresa.

    No contato principal da companhia é citado o nome “Grupo Multipar”, uma holding de investimentos com sede em Belo Horizonte e fundada há 35 anos pela família Vorcaro. A principal atividade da companhia, segundo dados públicos, é incorporação imobiliária.

    A terceira empresa do ex-bancário registrada na dívida ativa é a Viking Participações LTDA. Uma das principais companhias utilizadas por Vorcaro para compra de jatinhos e imóveis milionários, a Viking tem Daniel como sócio e capital social de R$ 100 milhões. Apesar disso, foi colocada na dívida ativa por dever R$ 2.570,42 de tributos à União.

    Uma quarta empresa vinculada Vorcaro e que aparece na lista de devedores é a Gestacar Gestão de Negócios LTDA, utilizada pelo banqueiro para intermediação e agenciamento de serviços e negócios. Encerrada, a Gestacar foi colocada na lista de devedores por não pagar ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) o valor de R$ 1.065,90

    Veja:

    Prisão

    O dono do Banco Master foi preso em 4 de fevereiro no âmbito da “Compliance Zero”, da Polícia Federal. A operação foi deflagrada para coibir irregularidades na instituição financeira envolvendo a venda de títulos de crédito falsos.

    A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O cunhado de Vorcaro, o empresário Fabiano Campos Zettel, também foi detido.

    Entre as acusações que recaem sobre Vorcaro está o plano de silenciar, com violência, jornalistas e funcionários que ele via como opositores, além de espionar adversários e tentar cooptar dois diretores do Banco Central (BC).

    Um dos pontos centrais de uma fala de Vorcaro à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) seria exatamente a divisão interna no BC durante o julgamento do Master e as “relações não institucionais” envolvendo os “donos do setor financeiro no Brasil” e os “donos das canetas”.

    A prisão de Daniel ocorreu no mesmo dia em que o ex-banqueiro deveria prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal. Ele foi detido e levado para a Penitenciária Federal de Brasília.

    Prisão na PF

    Nessa quinta-feira (19/3), Vorcaro foi transferido do Presídio Federal para a Superintendência da Polícia Federal (PF), também em Brasília.

    A mudança foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e já integra as tratativas em torno de um possível acordo de colaboração premiada.

    Nos bastidores, fontes ligadas à investigação indicam que o banqueiro sinalizou disposição para colaborar com as autoridades, oferecendo informações consideradas relevantes para o avanço do inquérito.

    A transferência para a Superintendência da PF é vista como um movimento estratégico. No local, Vorcaro ficará mais próximo das equipes responsáveis pela investigação, o que deve facilitar a realização de depoimentos e a condução das negociações.

    O outro lado

    O Metrópoles tentou contatar a defesa de Daniel Vorcaro, mas não obteve retorno até a última atualização do texto. As defesas de Henrique Moura Vorcaro e Natalia Bueno Vorcaro Zettel não foram identificadas. O espaço segue aberto para futuras manifestações.