Categoria: Teste

  • Bolsonaro mantém boa evolução clínica, mas segue sem previsão de alta, diz boletim médico

    Bolsonaro mantém boa evolução clínica, mas segue sem previsão de alta, diz boletim médico

    Fábio Vieira/ Metrópoles
    Jair Bolsonaro - Metrópoles

    O boletim atualizando o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi divulgado na manhã desta sexta-feira (20/3). De acordo com a equipe médica,  o ex-presidente apresentou boa evolução clínica.

    “O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Mantém boa evolução clínica e laboratorial, em uso de antibioticoterapia endovenosa. Segue com suporte clínico intensivo e
    fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, diz o comunicado.

    A nota é assinada pelos três médicos que cuidam da saúde do ex-presidente: Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do coordenador da UTI Geral do DF Star, Antônio Aurélio de Paiva, e do diretor geral do hospital, Allisson Borges.

    O ex-mandatário completará 71 anos nesse sábado (21/3) em meio a mais uma internação. Ele foi internado na última sexta-feira (15/3), no Hospital DF Star, devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana. Bolsonaro apresentou febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.

    Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, na Papudinha, por liderar a trama golpista.

  • Vorcaro está sozinho em cela comum na superintendência da PF

    Vorcaro está sozinho em cela comum na superintendência da PF

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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    O banqueiro Daniel Vorcaro foi alojado em uma cela comum da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, e não na sala especial onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso no local.

    A informação foi confirmada à coluna pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, na manhã da sexta-feira (20/3). Segundo o delegado, o dono do Banco Master está sozinho no cela comum.

     

    O dono do Banco Master está sozinho porque não há outros presos. As superintendências da PF só costumam alojar presos em casos excepcionais, como foram os casos de Vorcaro e de Bolsonaro.

    Vorcaro está detido na superintendência da PF desde a noite da quinta-feira (19/3). A cela tem uma cama, banheiro e grades, diferentemente da suíte com ar condicionado onde o ex-presidente ficou.

    Bolsonaro ficou preso na superintendência da PF por quase dois meses, de 22 de novembro de 2025 a 15 de janeiro de 2026. De lá, ele foi transferido para o presídio militar da Papudinha, também em Brasília.

    Conforme antecipou o Metrópoles, na coluna Mirelle Pinheiro, Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF a pedido da defesa, como parte das tratativas para a delação premiada.

  • União estável passa a ser aceita para visita íntima a internos do ISE/AC

    União estável passa a ser aceita para visita íntima a internos do ISE/AC

    O Instituto Socioeducativo do Estado do Acre (ISE/AC) publicou nesta sexta-feira, 20, a Portaria nº 060/2026, que altera dispositivos da Portaria nº 222, de 2 de outubro de 2024, estabelecendo novos critérios para a regulamentação da visita íntima nas unidades do instituto.

    A principal mudança permite que adolescentes maiores de 16 anos possam receber visita íntima mediante a comprovação de casamento ou união estável, garantindo o reconhecimento de vínculos afetivos de forma legal e segura.

    A portaria estabelece que o direito à visita se aplica a todos os adolescentes, independentemente de gênero ou orientação sexual, desde que o estado civil ou união estável seja devidamente comprovado. A comprovação poderá ser feita por escritura pública, declaração reconhecida em cartório ou decisão judicial acompanhada da respectiva certidão de trânsito em julgado.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Homem se irrita com curtidas em rede social e agride ex-mulher grávida

    Homem se irrita com curtidas em rede social e agride ex-mulher grávida

    Agência Brasil
    Imagem conceitual de violência contra mulheres - Metrópoles

    Uma mulher grávida foi agredida a cotoveladas e mordidas pelo ex-companheiro em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele teria se irritado após ver que outro homem havia curtido fotos dela em uma rede social. Além de atacar a vítima, o acusado fugiu com o filho e, depois de devolvê-lo, atacou a ex-sogra e outro familiar das vítimas com uma garrafa de vidro.

    O ataque, ocorrido nessa quinta-feira (19/3) no distrito de Jundiapeba, é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi das Cruzes.

    Segundo o relato das vítimas, Alexsander Henri Viana dos Santos Miranda, de 21 anos, foi à casa da ex-companheira sob o pretexto de que entregaria alimentos ao filho. Ao atendê-lo, a vítima, de 19 anos, foi brutalmente agredida com socos e cotoveladas, inclusive na barriga, além de receber golpes no rosto e mordidas.

    Curtida em rede social

    O acusado só deixou a casa da vítima após tentar esganá-la, roubar seu celular e sequestrar o filho do casal. Em depoimento à Polícia Civil, a vítima disse que o ex-companheiro batia nela e dizia que “o motivo das agressões seria em razão de uma curtida de outro homem nas redes sociais da vítima, o que teria o incomodado”.

    A mãe da jovem grávida foi avisada sobre o ataque brutal, e conseguiu convencer Alexsander por telefone a retornar ao imóvel para entregar a criança. Ao chegar ao local, no entanto, um novo episódio violento teve início.

    O tio da jovem grávida confrontou Alexsander sobre as agressões e o roubo do celular, mas foi agredido pelo acusado. Durante a briga, o acusado pegou uma garrafa de cerveja quebrada e também golpeou a ex-sogra, que teve diversos ferimentos pelo corpo. Em seguida, ele fugiu.

    Segundo a Polícia Civil, a mulher grávida tinha registrado um boletim de ocorrência no início deste mês contra o acusado e obtido medida protetiva. A polícia deve solicitar a prisão de Alexsander pelo descumprimento de medida protetiva, além dos crimes de tentativa de feminicídio, tentativa de homicídio, violência doméstica e lesão corporal.

  • Mais dois homens se perdem em floresta na região de Porto Walter

    Mais dois homens se perdem em floresta na região de Porto Walter

    Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul partiu na manhã desta sexta-feira, 20, para fazer buscas por dois homens identificados como Marcos e “Montanha”, que se perderam em uma área de mata na noite da última terça-feira, 17, na comunidade Mororó 2, Rio Cruzeiro do Vale, em Porto Walter.

    Os dois, que são agricultores e caçadores, são bastante conhecidos na região, que é de difícil acesso. Os moradores já fazem buscas por eles. Familiares pedem a colaboração da população e reforçam que qualquer informação que possa ajudar na localização deve ser repassada imediatamente pelo telefone (68) 99202-9596.

    Em 2025, nos cinco municípios do Vale do Juruá, 17 pessoas se perderam em áreas de floresta. Já no início deste ano, 2 casos foram registrados pelo Corpo de Bombeiros. O comandante da corporação em Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, cita que a maioria das ocorrências envolve caçadores que entram na mata e acabam se desorientando.

    O último caso havia acontecido também em Porto Walter. Francisco Sebastião Ferreira de Lima, de 28 anos, saiu de casa no domingo, 8 de março,  e só conseguiu voltar na quarta-feira, 11, na Comunidade Veneza. Ele havia saído de casa para caçar com o pai e outras pessoas. Durante os três dias na floresta, Francisco se alimentou de frutas como açaí e cortou palhas com os dentes e com as mãos para montar abrigos. O homem seguiu um curso de água e encontrou o caminho até uma área conhecida, e conseguiu retornar para casa.

  • Além de Mendonça, outro ministro estava em voo cancelado por pane

    Além de Mendonça, outro ministro estava em voo cancelado por pane

    Michael Melo/Metrópoles
    Imagem colorida de um avião

    O voo que foi cancelado, na noite desta quinta-feira (19/3), após o piloto identificar falha mecânica na aeronave, tinha a bordo dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): André Mendonça e Luiz Fux.

    A aeronave tinha rota prevista de Brasília ao Rio de Janeiro, mas os passageiros precisaram migrar para outro voo devido aos problemas.

    Conforme apurou a coluna, o voo era operado pela Latam. Mendonça e Fux estavam em Brasília e participaram da sessão plenária com os demais ministros. À noite, eles pegaram o voo para o Rio de Janeiro.

    Com a falha, o voo que sairia do Aeroporto Internacional de Brasília com destino ao Santos Dumont foi remarcado para esta sexta-feira (20/3).

    Mendonça embarcou em outro voo e já está no Rio de Janeiro, onde ministra uma palestra para a Ordem dos Advogados do Brasil, nesta sexta. Luiz Fux também já está em segurança na cidade maravilhosa.

    A coluna procurou a Latam e aguarda retorno.

     

  • Líderes da oposição criticam Durigan na Fazenda: "Manterá 30 impostos"

    Líderes da oposição criticam Durigan na Fazenda: "Manterá 30 impostos"

    Evellyn Paola/Metrópoles
    Oposição da Câmara

    O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou a chegada de Dario Durigan ao Ministério da Fazenda, após Fernando Haddad (PT) anunciar que concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e ser exonerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Saudades quando a gente tinha economista como ministro da economia. Ele [Durigan] é advogado, não é economista, pode ter certeza que manterá todos os de 30 impostos e taxas que o Haddad aumentou”, declarou, nesta sexta-feira (20/3), ao Metrópoles.

    Já o líder do PL no Senado, senador Carlos Portinho (RJ), se conteve a criticar apenas a condução da agenda econômica do órgão, e declarou que mantém uma boa relação com Durigan.

    “Eu posso falar mal da conduta, como está sendo conduzida, da economia, e aí não é pessoal. […] Eu falo mal de políticas públicas, o que eu discordo eu falo. Agora, a escolha é do partido que governa o país, enfim, inclusive em alguns casos ele se mostrou muito, muito solícito a conversa”, disse à reportagem.

    O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PB), afirmou que o novo titular da fazenda seguirá a mesma “cartilha” de Haddad, que é de “prejudicar a população brasileira”.

    “São os números. Dívida pública explodiu, déficit todo mês. O governo arrecada o maior número de impostos da história do país. Também gasta o maior número de recursos da história do país. Então a pior parte do governo, sem dúvida nenhuma, disparada, é a economia, é o trabalho do ‘sr. Taxadd’”, falou ao Metrópoles.

    Nessa quinta-feira (19/3), o presidente Lula confirmou que o então secretário-executivo na pasta. A exoneração de Haddad e a nomeação de Durigan na Fazenda foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta.

    Durigan já vinha exercendo papel central nas decisões econômicas do governo e substituía Haddad em compromissos oficiais.

    Sem ruptura

    Ele é visto no mercado e no Congresso Nacional como um nome de continuidade, sem ruptura na condução da agenda econômica.

    Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan integra a carreira da Advocacia-Geral da União (AGU). Ao longo de sua atuação, acumulou experiência em áreas centrais do governo federal, com destaque para a elaboração de políticas públicas e o suporte jurídico a iniciativas na área econômica.

  • Donald Trump critica membros da Otan por falta de ajuda: "Covardes"

    Donald Trump critica membros da Otan por falta de ajuda: "Covardes"

    Reprodução redes sociais
    Trump na Casa Branca - Metrópoles

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por não quererem “ajudar a abrir” o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã. O local, um dos principais no mundo para o escoamento da produção de petróleo, foi palco de ataques a embarcações nos últimos dias.

    Trump criticou os membros da Otan por não oferecerem navios de guerra para ajudar a patrulhar a via navegável estratégica.

    “Sem os EUA, a Otan é um tigre de papel! Eles não quiseram se juntar à luta para deter um Irã com armas nucleares. Agora que a luta foi vencida militarmente, com muito pouco perigo para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz. Covardes, e nós nos lembraremos”, escreveu o líder norte-americano nas redes sociais.

    Ainda de acordo com Trump, alguns países estariam dispostos a ajudar a escoltar navios pelo estreito, no entanto, o presidente dos EUA não os identificou.

    Por causa do bloqueio no Estreito de Ormuz, o preço do petróleo disparou e mexeu com diversos mercados. Nessa quinta (19/3), o barril do combustível tipo brent chegou a ser comercializado por mais de US$ 115.

    A tática iraniana, uma retaliação direta contra os ataques norte-americanos e israelenses, forçou Trump a buscar ajuda de aliados. Ele pediu que nações enviassem navios de guerra para o Oriente Médio, com o objetivo de se juntarem a uma operação norte-americana em Ormuz.

    O chamado do presidente dos EUA, contudo, não foi inicialmente bem recebida por países da Europa — incluindo membros da Otan.

    A posição de aliados não agradou Trump, que se disse “decepcionado” com a falta de apoio; por isso, o líder norte-americano destacou que a Otan poderia ter um “futuro ruim”, e ameaçou tirar os EUA da aliança militar.

  • Advogados acreditam que delação é "solução racional" para Vorcaro

    Advogados acreditam que delação é "solução racional" para Vorcaro

    Reprodução
    Daniel Vorcaro

    Com o caminho aberto para a delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, uma condução conjunta inédita da Procuradoria-Geral da República (PGR) com a Polícia Federal começa a ser costurada.

    Nos bastidores, os advogados do próprio Vorcaro e pessoas que aconselham o banqueiro dizem que a colaboração é uma “solução racional”, sobretudo diante da manutenção da prisão, da quantidade de elementos probatórios apreendidos e da pressão da sociedade diante do caso.

    Esta é a primeira vez no país que as duas instituições vão dividir uma colaboração. O grande volume de provas a serem apresentadas pelo possível delator e a dimensão da investigação — que pode derrubar autoridades dos Três Poderes — são os principais motivos apontados para que a PGR e a PF conduzam, juntas, a delação.

    Nessa quinta-feira (19/3), Vorcaro foi transferido de helicóptero para uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.O empresário assinou o termo de confidencialidade com a Polícia Federal e com a Procuradoria. A medida, solicitada pela defesa, e atendida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, é vista nos bastidores como um avanço no processo.

    A movimentação começou logo após a Segunda Turma da Corte formar maioria para manter a prisão do dono do Master. O banqueiro demitiu o advogado Pierpaolo Bottini, que era contra a delação, e contratou o criminalista José Luís Oliveira Lima, o Juca, especialista em colaboração premiada.

    Muitas provas

    A nova defesa procurou a PF e a PGR para garantir que Daniel Vorcaro estaria disposto a fechar o acordo “sem poupar ninguém”. Em meio a forte pressão do Centrão — que tentava articular por uma delação seletiva — os investigadores deixaram claro que não haveria espaço para “salvar algumas figuras”.

    A expectativa pela colaboração premiada aumentou depois do vazamento de mensagens que expõem o relacionamento próximo de Vorcaro com autoridades. A PF faz a extração dos dados dos oito celulares do banqueiro para ter noção da dimensão dos crimes.

    Segundo o advogado criminalista Alexandre Lourenço, o grande volume de provas encontradas com Vorcaro é um ponto a favor do delator, mas também um desafio para as autoridades.

    “Isso transforma a investigação num trabalho de mineração probatória: não basta extrair dados, é preciso classificar, cruzar, autenticar, contextualizar e preservar cadeia de custódia”, avalia.

    “Ao mesmo tempo, esse volume pode fortalecer o poder de negociação do Estado. Quanto maior a massa documental, maior a capacidade de confrontar a narrativa do colaborador com elementos externos. Ou seja, muita prova digital dificulta a análise, mas também dificulta uma colaboração fantasiosa”, ressalta Lourenço.

    Incomum, mas legal

    Apesar de inédita, a condução conjunta tem respaldo legal. De acordo com a Lei das Organizações Criminosas, tanto o delegado de polícia quanto o Ministério Público podem celebrar o acordo. Também não há impedimento para que as duas partes trabalhem juntas.

    Para firmar a delação, a lei também exige que o delator entregue provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar as declarações dele. A consistência desse material é avaliada pelo pelas instituições.

    “Então, sob a ótica defensiva, a delação pode ser uma boa saída se ele tiver conteúdo realmente relevante e prova material para sustentar o que disser. Sem isso, ela perde valor”, ressalta o criminalista Alexandre Lourenço.

    Daniel Vorcaro A prisão ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).

    O Metrópoles entrou em contato com a defesa do banqueiro para questionar sobre o acordo de delação, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto.

  • Ex-médico que queimou a mãe viva é condenado por homicídio e fraude

    Ex-médico que queimou a mãe viva é condenado por homicídio e fraude

    Material obtido pelo Metrópoles
    Ex-médico - Metrópoles

    O Tribunal do Júri de Águas Claras condenou o ex-médico Lauro Estevão Vaz pela morte da mãe Zely Alves Curvo, de 94 anos. A idosa morreu em um incêndio no apartamento que morava em Águas Claras, em maio de 2024.

    O júri considerou Lauro responsável por causar o incêndio por “não aceitar a perda da curatela e do acesso aos rendimentos da vítima”. Lauro foi condenado a 45 anos de reclusão em regime inicial fechado.

    De acordo com a sentença, proferida pelo juiz André Riberio na noite de quinta-feira (19/3), o júri reconheceu três agravantes para o crime de homicídio: emprego de fogo; contra ascendente, no caso a mãe; e reincidência — já que Lauro já havia sido condenado por tocar indevidamente duas pacientes durante exames clínicos de ginecologia, entre 2009 e 2010, no Centro de Saúde nº 1, em São Sebastião (DF).

    Em relação ao crime de fraude, Lauro foi condenado por entrar no apartamento após o incêndio e retirar itens antes da realização da perícia.

    O incêndio

    O incêndio que matou Zely, moradora no Residencial Monet em Águas Claras, foi provocado por Lauro em 31 de maio de 2024. Declarações de testemunhas e o laudo pericial criminal elaborado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) revelaram que as chamas iniciaram no quarto em que a idosa estava acamada.

    Ainda segundo o processo, quando as chamas foram extintas, o corpo de Zely estava carbonizado. Lauro, que chegou ao local próximo ao meio-dia, olhou o corpo da mãe e depois foi embora.

    Em depoimento, Lauro declarou que tinha uma boa relação com Zely e cuidava dela desde de 2021. Confirmou que, em decorrência de um AVC sofrido em 2022, a mãe ficou acamada e com demências. Admitiu que deixou a idosa sozinha e com aparelhos elétricos ligados para levar a ex-namorada ao trabalho e ir à academia.

    Ele ainda declarou que recebeu várias ligações desconhecidas e retornou ao apartamento devido à insistência. Após o incêndio, retornou ao apartamento para pegar carnes e roupas, mas negou ter alterado a cena do crime e alegou que não havia isolamento policial quando entrou no imóvel.

    Abandono

    Em maio de 2023, Zely ficou internada no Hospital Militar da Área de Brasília (HMab), devido a um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido quatro meses antes.

    A unidade de saúde deu alta para a idosa, mas Lauro se recusava a levá-la para casa. Em uma das visitas do ex-médico à mãe, ele se exaltou, a polícia foi chamada, e ele acabou detido.

    Cassação por abuso sexual

    Lauro era médico ginecologista. Ele foi condenado em primeira e segunda instâncias após ser acusado por duas pacientes de tocá-las indevidamente durante exames clínicos, entre 2009 e 2010, no Centro de Saúde nº 1, em São Sebastião (DF).

    À época, uma delas tinha 17 anos e estava grávida. Ele também teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).