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  • No grupo do “Zap”, Michele reconhece Acre “negligenciado”, mas declara apoio a Mailza: “um novo tempo”

    No grupo do “Zap”, Michele reconhece Acre “negligenciado”, mas declara apoio a Mailza: “um novo tempo”

    A deputada estadual Michele Melo publicou uma mensagem no grupo de WhatsApp dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Acre nesta quinta-feira, 19, declarando apoio a vice-governadora Mailza Assis, pré-candidata do Palácio Rio Branco ao governo do Acre em 2026. Melo justificou a sua decisão citando que mulheres podem ocupar a qualquer espaço que desejarem. “Durante […]

  • Último dia do verão será de calor e chuvas passageiras no Acre

    Último dia do verão será de calor e chuvas passageiras no Acre

    A quinta-feira (19) marca o último dia do verão com previsão de tempo quente, sol entre nuvens e chuvas passageiras em todo o Acre. De acordo com o portal O Tempo Aqui, as precipitações devem ocorrer de forma pontual e, em algumas áreas, podem ser intensas e acompanhadas de raios.

    O mesmo padrão climático também deve atingir estados como Amazonas, Rondônia, Mato Grosso e Goiás, além do Distrito Federal, da Bolívia (região de planícies) e do Peru (região de selva).

    Nas microrregiões de Rio Branco, Brasiléia e Sena Madureira, o dia será quente e abafado, com sol, nuvens e chuvas rápidas e isoladas. A probabilidade de temporais ou chuvas fortes é considerada baixa.

    A umidade relativa do ar mínima deve variar entre 55% e 65% durante a tarde, enquanto a máxima pode atingir entre 90% e 100% ao amanhecer. Os ventos sopram fracos a calmos, predominando do norte com variações de noroeste pela manhã e de nordeste a partir do fim da tarde. A chance de ventos fortes é baixa.

    Já nas microrregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá, a previsão também indica tempo quente e abafado, com possibilidade de chuvas passageiras e pontualmente intensas, acompanhadas de raios. A probabilidade de temporais é baixa.

    A umidade mínima deve variar entre 60% e 70% à tarde, com máxima entre 90% e 100% ao amanhecer. Os ventos serão fracos a calmos, com possibilidade de rajadas moderadas, soprando do norte e noroeste pela manhã e de nordeste no período da tarde.

    Em Rio Branco, Senador Guiomard, Bujari e Porto Acre, as mínimas devem variar entre 22°C e 24°C, com máximas entre 31°C e 33°C.

    Em Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri, Capixaba e Assis Brasil, os termômetros devem registrar mínimas entre 22°C e 24°C e máximas entre 31°C e 33°C.

    Para Plácido de Castro e Acrelândia, a previsão é de mínimas entre 22°C e 24°C e máximas de até 33°C.

    Em Sena Madureira, Manuel Urbano e Santa Rosa do Purus, as temperaturas devem oscilar entre 22°C e 24°C nas mínimas e entre 31°C e 33°C nas máximas.

    Nos municípios de Tarauacá e Feijó, as mínimas variam entre 23°C e 25°C, com máximas entre 31°C e 33°C.

    Em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, as mínimas devem ficar entre 23°C e 25°C, e as máximas entre 30°C e 32°C.

    Já em Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Jordão, os termômetros devem registrar mínimas entre 23°C e 25°C e máximas entre 30°C e 32°C.

  • Justiça do AC mantém condenação de sargento da PM que ameaçou colega de farda

    Justiça do AC mantém condenação de sargento da PM que ameaçou colega de farda

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, manter a condenação do sargento Jailton Pereira Lopes pelo crime de ameaça, previsto no artigo 223 do Código Penal Militar. A decisão publicada na quarta-feira (17) rejeitou o recurso da defesa, que buscava a absolvição do militar.

    De acordo com o processo, o episódio ocorreu no dia 29 de agosto de 2023, no município de Capixaba, dentro de uma unidade da Polícia Militar. Durante o horário de serviço, Jailton se envolveu em um desentendimento com outro policial militar e passou a proferir ameaças de forma exaltada, em um ambiente onde todos estavam armados, o que aumentou a gravidade da situação.

    Testemunhas relataram que o militar iniciou uma discussão aparentemente sem motivo claro, elevando o tom de voz e direcionando falas agressivas ao colega. Em meio à altercação, ele afirmou que não faria nada contra o outro policial “porque estava prestes a se aposentar”, frase que foi interpretada como uma ameaça velada, capaz de causar temor.

    Uma testemunha que presenciou a cena descreveu o momento como tenso e constrangedor, afirmando que deixou o local com medo de que a situação pudesse evoluir para algo mais grave, inclusive com risco de disparo de arma de fogo.

    Segundo o relator do caso, desembargador Samoel Evangelista, o contexto em que a ameaça foi proferida, dentro de um quartel, durante o serviço e entre agentes armados, reforça o potencial intimidatório da conduta. Para o magistrado, não há dúvida de que a atitude teve capacidade de gerar medo real na vítima.

    A defesa de Jailton Pereira Lopes alegou inconsistências nos depoimentos e sustentou que o militar estava emocionalmente alterado, o que afastaria o dolo (intenção de ameaçar). No entanto, o colegiado entendeu que as provas são harmônicas e suficientes para sustentar a condenação.

    O tribunal destacou que eventuais divergências em detalhes secundários não comprometem o núcleo dos relatos, que se mantiveram firmes quanto à existência da ameaça. Além disso, reforçou que o estado emocional do acusado não exclui a responsabilidade penal quando há clara intenção de intimidar.

    Com a decisão, foi mantida a sentença que condenou o militar a dois meses e 27 dias de detenção, em regime inicial aberto. O pedido de absolvição foi integralmente negado.

    Os desembargadores também ressaltaram que, no ambiente militar, crimes dessa natureza têm impacto ampliado, pois atingem não apenas a integridade psicológica da vítima, mas também a disciplina e a hierarquia, pilares fundamentais das instituições castrenses.

  • Exclusivo: veja cena icônica de Tommy Shelby no novo filme de Peaky Blinders

    Exclusivo: veja cena icônica de Tommy Shelby no novo filme de Peaky Blinders

    Netflix/Robert Viglasky
    Peaky Blinders

    Tommy Shelby está de volta — e em grande estilo! Uma cena exclusiva divulgada pela Netflix ao Metrópoles apresenta um dos mais icônicos momentos de Peaky Blinders: O Homem Imortal, longa-metragem inspirado na série de sucesso.

    Assista:

    O filme, que estreia nesta sexta-feira (20/3), se passa em 1940, em Birmingham. Em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial, Tommy Shelby volta do exílio voluntário para seu acerto de contas mais violento até agora.

    Com o futuro da família e do país em jogo, ele precisa encarar os próprios demônios e decidir se vai confrontar seu legado ou destruir tudo. Por ordem dos Peaky Blinders.

    Cillian Murphy retorna ao papel de Tommy Shelby na produção, dirigida por Tom Harper e roteirizada por Steven Knight. O elenco também traz Rebecca Ferguson, Tim Roth, Sophie Rundle, Barry Keoghan e Stephen Graham.

    O “novo” Tommy Shelby

    Em papo exclusivo com o Metrópoles, Cillian Murphy afirmou que, neste filme, o icônico personagem precisou de um “chacoalhão” para retornar ao universo que conhecia.

    “Ele [Tommy Shelby] envelheceu e o mundo mudou ao seu redor. Acho que ele se isolou deliberadamente de sua família e está lutando contra todos os seus demônios e fantasmas”, afirma.

    Steven Knight, roteirista do filme e da série Peaky Blinders, afirma que o longa-metragem quer explorar os personagens “que viajaram o mundo e se tornaram um fenômeno global”.

    “Uma das principais motivações era dar aos fãs de todo o mundo a oportunidade de vivenciarem isso juntos”, garante, afirmando que a produção se trata de um “novo começo” para a grande legião de apaixonados.

    Veja o papo completo:

  • Pizza de carne de sol com nata pode ter matado mulher e intoxicado 114

    Pizza de carne de sol com nata pode ter matado mulher e intoxicado 114

    Reprodução/Redes sociais
    Imagem colorida de fachada de pizzaria na Paraíba - Metrópoles

    A carne de sol utilizada na pizza com nata pode ser o ingrediente que causou a intoxicação alimentar de 114 pessoas na cidade de Pombal, no Sertão da Paraíba, no último domingo (15/3). Uma mulher morreu após passar mal. A Polícia Civil do Estado (PCPB) confirmou que trabalha com a hipótese de envenenamento acidental.

    De acordo com o delegado Rodrigo Barbosa, responsável pelo caso, as vítimas do caso levaram a polícia a descartar a possiblidade de envenenamento intencional. Isso porque funcionários da pizzaria também ingeriram o alimento e passaram mal no mesmo dia.

    Leia a reportagem completa no Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.

  • Marido foge e é preso após mulher despencar do 3º andar de prédio

    Marido foge e é preso após mulher despencar do 3º andar de prédio

    A Polícia Civil de Goiás vai apurar o caso para verificar se houve tentativa de feminicídio. Ainda não se sabe o estado de saúde da mulher

  • Com base fragilizada, Mailza reage e registra encontros com deputados e prefeito de Sena Madureira

    Com base fragilizada, Mailza reage e registra encontros com deputados e prefeito de Sena Madureira

    A vice-governadora do Acre, Mailza Assis (Progressistas), resolveu reagir às cobranças da base governista na Assembleia Legislativa e cumpriu agenda política na quarta-feira, 18, ao se reunir com lideranças locais para tratar de diversas pautas. Em publicação nas redes sociais, Mailza destacou encontro com o deputado estadual Fagner Calegário (Podemos).

    Ao ac24horas,Calegário disse apenas que estava numa agenda com Madson Cameli, esposo de Mailza, e o secretário de Esportes Ney Amorim na sala ao lado quando foi chamado apenas para tirar uma foto com Mailza. “Não houve conversa. Só foi para tirar foto mesmo. Não entendi nada”, revelou.

    O dia de agenda também teve reunião com o deputado estadual Pablo Bregense e do secretário de Relações Federativas, Fábio Rueda, em Sena Madureira. Ao contrário de Rueda que conta com todo apoio de governo para disputa de uma vaga na câmara federal, Bregense é um dos deputados da base que está insatisfeito com as articulações para formar chapa no governo. A reportagem entrou em contato com o parlamentar, que de fato afirmou que empenhou o apoio a Assis, mas que ainda não teve definição de partido.

    Ainda na agenda de Sena Madureira, Mailza se reuniu com o prefeito Gerlen Diniz e outras lideranças políticas locais.
    Nas publicações, ela enfatizou o compromisso com o fortalecimento de parcerias e agradeceu o apoio recebido. “Minha gratidão a cada pessoa que acredita, apoia e caminha conosco nessa jornada”, escreveu.

    Apesar de ter sido bem recebida pelo prefeito de Sena, Mailza não teve nenhum flash da agenda postado nas redes sociais de Gerlen. Apenas ela fez o registro. A reportagem procurou Gerlen para saber se o encontro era alguma espécie de aproximação com o governo, mas até o fechamento deste matéria, a resposta não foi dada.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • A porta de saída e entrada é a mesma!

    A porta de saída e entrada é a mesma!

    Dois deputados estaduais e uma ex-prefeita passaram para a oposição liderada pelo senador Alan Rick (Republicanos), pré-candidato ao governo; trata-se de um movimento típico de acomodações políticas em ano eleitoral. Não é nenhum terremoto ou debandada como se supõe erroneamente.

    A porta de saída e entrada é a mesma: enquanto uns deixam, outros ingressam, de acordo com seus interesses. O governo também conquistou novos deputados, ex-prefeitos, prefeitos e outras lideranças.

    Considerando as recentes articulações políticas, a entrada do MDB e a permanência do Partido Liberal de Jair Bolsonaro influenciarão a campanha de Mailza Assis, candidata apoiada pelo governador Gladson Cameli. Acreditar que esse movimento decide a eleição, é tolice.

    “Aguardem as eleições”. (governador Gladson Cameli, ao aceitar o desafio imposto pela oposição ao seu governo)

    . Os pré-candidatos a governadores de todas as siglas e federações, precisam ficar atentos à escolha de seus vices para não serem surpreendidos no meio da campanha eleitoral com ações da Polícia Federal, Ministério Público e da justiça.

    . Alguns nomes citados como prováveis vices, estão tendo investigados pela Polícia Federal em operações e investigações em andamento.

    . Um escândalo no meio de uma campanha eleitoral é tudo que um candidato majoritário não deseja.

    . Cutucaram a onça com vara curta; quem conhece o governador Gladson Cameli sabe que ele é movido a desafios, fará de tudo para eleger Mailza governadora, Bittar senador, seus deputados estaduais e federais aliados.

    . Segundo uma fonte de Brasília, a direção nacional do PSDB decide hoje à tarde se o partido fica com o senador Alan ou o prefeito Bocalom.

    . “Com emendas parlamentares de R$ 5 milhões/ano e uma estrutura de gabinete que eu tenho, quem precisa do governo para se reeleger”, disse um deputado ontem.

    . Por onde passa, o deputado federal Eduardo Velloso (Solidariedade) só não chama o senador Márcio Bittar (PL) de santo.

    . De acordo com uma fonte do DF, Velloso está atendendo a um pedido de uma liderança importante do PT.

    . Se é verdade ou não, o tempo dirá; o que se sabe é que Bittar e Velloso eram muito amigos até um dia desses.

    . A propósito, os dois deputados que deixaram o governador Gladson Cameli na mão, vinham dando sinais de que fariam isso.

    . Depois de um racha, o Diário Oficial revela que a maioria dos políticos entope o governo de parentes em cargos comissionados.

    . É a política do “meu pirão primeiro”, às vezes, são milionários, nem precisam, é como um vício.

    Astério Moreira, jornalista há 38 anos, colunista político do ac24horas, apresentador do Gazeta Entrevista (TV GAZETA) e do programa A Voz da Cidade (ECOACRE FM), graduado em Ciências Políticas.

  • Veja reação de Marciele ao beijo de Jonas e Jordana no BBB 26

    Veja reação de Marciele ao beijo de Jonas e Jordana no BBB 26

    Reprodução/TV Globo
    marciele

    O clima esquentou na madrugada desta quinta-feira (19/3) no BBB 26. Durante a Festa do Líder Alberto Cowboy, Jonas e Jordana protagonizaram um beijo que rapidamente virou assunto dentro e fora da casa, principalmente pela reação de Marciele.

    No momento em que os dois se aproximavam, Gabriela percebeu a movimentação e alertou as outras sisters sobre o possível beijo. A cena se confirmou segundos depois, mas o que mais chamou atenção foi a postura de Marciele, que já teve um envolvimento com Jonas.

    Sem demonstrar incômodo, ela reagiu de forma direta e despreocupada: “O dia que eu estiver preocupada com isso, pode me enterrar”.

    Antes de Jordana, o modelo já havia se envolvido com Maxiane e com a própria Marciele. O detalhe que tem gerado debate entre o público é o fato de as três serem amigas dentro da casa.

  • Coronel disse que "fazia tudo para facilitar a vida” da esposa morta

    Coronel disse que "fazia tudo para facilitar a vida” da esposa morta

    Reprodução/Câmera de Monitoramento
    Homem branco de cabeo branco e camisa social junto com homem branco, sem camisa, em corredor de prédio - Metrópoles

    Cerca de uma hora após atirar contra a própria esposa, na manhã do último 18 de fevereiro, o tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, disse ao desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan (foto emdestaque) que fez “tudo para facilitar a vida dela”.

    Imediatamente após o disparo, Geraldo acionou o 190 e desligou. Ele só ligou novamente ao Copom após falar com um superior hierárquico. Em seguida, acionou o desembargador, que foi até o local do crime e ouviu a versão do suspeito sobre os fatos (veja maisabaixo).

    O tenente-coronel nega ter efetuado o tiro e afirma que a soldado da PM Gisele Alves Santana, 32, tirou a própria vida.

    O caso, ocorrido no apartamento do casal no Brás, na região central de São Paulo, foi registrado inicialmente como suicídio, mas a natureza foi alterada para feminicídio após a conclusão da perícia feita na cena do crime.

    O resultado foi apresentado pela Polícia Civil à Justiça na última segunda-feira (16/3), e o coronel foi preso nessa quarta (18/3). Ele foi encaminhado ao Presídio Romão Gomes, na zona norte da capital paulista, onde permanece detido preventivamente, com mandados tanto pelo Tribunal de Justiça Militar, como pela Justiça comum (TJSP).

    “Tudo pra facilitar a vida dela”

    Enquanto a equipe do helicóptero Águia finalizava o procedimentos de embarque para levar Gisele ao Hospital das Clínicas (HC), um tenente disse ao coronel que a mulher tinha pulsação e ainda estava respirando quando foi socorrida. Em resposta, Geraldo disse: “Irmão, tiro na cabeça. Eu sou instrutor de tiro. Um tiro na cabeça de .40. Não quero nem pensar nisso”.

    Poucos minutos depois, ele passou a dar sua versão dos fatos ao desembargador. O tenente-coronel explicava sobre a dinâmica familiar e a situação financeira do casal.

    Segundo a transcrição das bodycams feita pela Polícia Civil, mesmo sendo pressionado pelos policiais presentes para deixar a cena do crime, Geraldo mostrou ao desembargador o quarto onde dormia – separado da esposa, que ocupava outro cômodo com a filha.

    “O que eu acho que aconteceu, suposição: ontem a gente sentou nesse sofá, que a filhinha dela ficou com o pai. Eu sentei ali no sofá para conversar seriamente e a gente conversou por quase duas horas”, disse ao magistrado.

    Geraldo contou que abordou a situação financeira do casal. O PM afirmou gastar entre R$ 7 mil e R$ 8 mil com as contas da casa, e que a dinâmica de dormir em quartos separados estava insustentável. “Não é uma condição de casal, pra mim não dá”, declarou.

    Ele contou dar uma mesada mensal à esposa desde que se casaram, em 2024, e que não poderia continuar ajudando a mulher caso se separassem. Ao desembargador, o coronel ainda desabafou sobre o apartamento que morava com Gisele – um “cubículo” incompatível com a patente que ocupa na PM, conforme apontou.

    “Eu aluguei aqui para facilitar a vida dela, que ela trabalha no QG, então foi tudo pra facilitar a vida dela”, disse.

    O coronel teria pedido a separação e dito para a esposa que conversariam melhor pela manhã. Na manhã seguinte, ele confirmou que queria o divórcio, segundo a versão apresentada, o que teria motivado o suposto autoextermínio da soldado.

    “Eu fechei a porta pra tomar banho, escutei um barulho e imaginei que fosse ela batendo a porta. Eu abri o box, na hora em que eu olhei aqui, vi ela caída no chão. O que ela fez? Ela entrou aqui no quarto, pegou a minha arma e se matou na sala”, disse.

    Contradições

    Finalizado um mês após o crime, o inquérito da Polícia Civil sobre a morte de Gisele  aponta quatro principais contradições em relação à versão apresentada pelo tenente-coronel, além de outras inconsistências entre seu depoimento e os elementos técnicos reunidos pela perícia.

    Veja os principais pontos destacados pela polícia

    1 – Árvore de Natal contradiz versão do investigado:

    O primeiro ponto envolve a posição de uma árvore de Natal no apartamento. O tenente-coronel afirmou que o objeto teria sido removido do local onde estava antes de ele entrar no banheiro, chegando a sugerir que Gisele teria deslocado.

    No entanto, fotos feitas pelos primeiros socorristas mostram a árvore exatamente no mesmo lugar descrito inicialmente, ao lado do sofá. O laudo pericial conclui que o objeto só foi retirado depois, durante o atendimento, para abrir espaço.

    Para os peritos, essa divergência não é apenas um detalhe. O tenente-coronel Geraldo afirmou que estava tomando banho no momento do disparo e que teria aberto a porta para ver o que havia acontecido. No entanto, a posição da árvore dificultaria a visão da cena a partir do banheiro, o que coloca em dúvida a versão apresentada por ele.

    2 – Posição da arma levanta dúvidas:

    Outro ponto central diz respeito à arma utilizada no disparo. Em momentos diferentes, o coronel apresentou versões distintas: primeiro, disse que Gisele segurava a arma; depois, afirmou que ela estava caída no chão.

    As imagens e os relatos dos socorristas, no entanto, indicam que a pistola estava na mão da vítima quando a equipe chegou. A perícia destaca que, em casos de disparo na cabeça, é extremamente improvável que a pessoa mantenha a arma firmemente empunhada após o impacto, devido ao relaxamento muscular imediato. Para os investigadores, a mudança de versão sobre esse ponto é significativa, já que a posição da arma é um dos elementos mais importantes para diferenciar o suicídio de homicídio.

    3 – Marcas de sangue indicam movimentação do corpo:

    A análise das manchas de sangue é apontada como uma das evidências mais fortes do inquérito. Segundo o laudo, o padrão de escorrimento indica que o sangue fluiu enquanto a vítima ainda estava em posição vertical ou semivertical.

    Essa informação é incompatível com a posição em que o corpo foi encontrado, já caído no chão. De acordo com os peritos, se as manchas se formaram enquanto Gisele ainda estava em pé ou próxima à vertical, ela não poderia ter caído sozinha e produzido aquela trajetória de sangue no corpo.

    Diante disso, a conclusão técnica é de que o corpo foi movido após o disparo e reposicionado no local por outra pessoa. O coronel, porém, afirmou que ninguém teria tocado em Gisele antes da chegada do socorro. A perícia aponta que há indícios de alteração da cena, o que reforça a suspeita de fraude processual.

    4 – Vestígios de sangue no banheiro contradizem relato:

    O quarto ponto envolve vestígios de sangue encontrados no banheiro utilizado pelo investigado. Exames identificaram marcas nos registros de água, nas paredes, no chão do box, além da bermuda e em uma toalha.

    Segundo a perícia, o tipo de mancha encontrado é decisivo. O laudo aponta que o sangue na roupa tem características de gotejamento, ou seja, caiu diretamente sobre o tecido, gota por gota, e não foi espalhado por contato ou limpeza. Isso significa que o investigado estava próximo à vítima no momento em que ela ainda sangrava. Para os especialistas, se o sangue tivesse sido transferido por toque ou atrito, as marcas seriam diferentes, com sinais de arrasto ou pressão, o que não foi identificado. A forma das manchas indica que ele estava parado ou muito próximo da vítima enquanto o sangramento ainda ocorria.

    “Essa dinâmica exige a presença física do investigado no raio imediato do corpo da vítima durante o sangramento ativo, condição absolutamente incompatível com sua versão de que não manteve qualquer tipo de contato com a vítima. O gotejamento não mente: ele documenta”, diz o delegado Lucas de Souza Lopes, do 8º Distrito Policial, que presidiu o inquérito.

    Essa dinâmica contradiz a versão apresentada pelo tenente-coronel, que afirmou estar no banheiro e não ter tido contato com a vítima. Além disso, a presença de sangue dentro do box reforça a suspeita de que ele entrou no local já com vestígios e teria tomado banho antes da chegada do socorro.


    Morte de PM Gisele levou à prisão de tenente-coronel


    A defesa do tenente-coronel Geraldo Neto impetrou um habeas corpus, que deve ser analisado ainda nesta quinta-feira (19/3), quando também será realizada a audiência de custódia – por videoconferência – e que poderá definir se ele permanecerá detido ou responderá ao processo em liberdade.

    Recebido com abraços

    O tenente-coronel da Polícia Militar foi recebido com abraços por colegas de farda ao chegar nas dependências do Presídio Militar Romão Gomes. O momento foi capturado em vídeo pelo youtuber Oslaim Brito. Veja:

    As imagens mostram o tenente-coronel chegando ao presídio em um carro descaracterizado, seguido por uma viatura da Corregedoria da PM. Em seguida, ele aparece na entrada da penitenciária sendo abraçado por um colega de farda, com “tapinhas” nas costas.